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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 410 DE 06 DE JULHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 410 |06 de julho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Cotação do boi gordo sobe R$ 3/@ em São Paulo, para R$ 250


Com a nova alta, o boi destinado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) está sendo negociado em R$ 250/@, a vaca em R$ 212/@ e a novilha em R$ 235/@ (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. O preço pago pela arroba do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está em R$ 255, base São Paulo, preço bruto e a prazo – portanto, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal destinado ao mercado interno. Na região de Redenção, no Pará, as cotações de todas as categorias também subiram, de acordo com os dados da Scot. O boi subiu R$ 3/@, e vaca e a novilha gordas tiveram alta de R$ 5/@ na mesma região (Redenção). Com isso, informa a Scot, o boi está precificado em R$ 200/@, a vaca em R$ 185/@ e a novilha em R$ 205/@ (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi-China” subiu R$ 5/@ em Redenção, para R$ 210/@ (preço bruto e a prazo), com premiação de R$ 10/@ sobre o animal comum. Segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, o mercado do boi gordo permanece estável na maioria das praças pecuárias do País. “Com a menor oferta de boiada disponível para abate, os pecuaristas galgam melhores condições de preços, munidos de uma janela de oportunidade para efetuar a retenção de animais nas propriedades”, afirma a S&P Global, lembrando que, “apesar da piora da qualidade dos pastos, os custos com suplementação estão mais baixos”, relata a S&P Global. No Mato Grosso, informa a S&P Global, as cotações avançaram diante de escalas encurtadas. A mesma tendência foi observada em Rondônia, com uma particularidade: os preços do boi gordo avançam de modo a corrigir o spread (diferença no valor da arroba) formado frente a demais regiões. Em relação ao mercado externo, apesar do dólar ter cessado os movimentos de valorização frente ao real, há relatos de contínuas tentativas de importadores chineses em efetuar novos recuos no preço da tonelada paga pela carne bovina brasileira. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 220/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 230/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista) RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suíno vivo sobe nas principais praças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial subiu 4,55%/2,13%, custando R$ 9,20/kg/R$ 9,60/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (4), houve aumento de 1,96% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,76/kg, incremento de 2,70% no Paraná, alcançando R$ 6,08/kg, ampliação de 0,50% no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 6,02/kg, alta de 0,51% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,92/kg, e de 1,09% em São Paulo, fechando em R$ 6,48/kg.

Cepea/Esalq


Consulta pública discute novos procedimentos para certificação de granjas de reprodutores suínos

Objetivo é adequar os procedimentos à atual situação epidemiológica nacional e internacional com relação às doenças de maior impacto na suinocultura


Foi publicada na terça-feira (04) a Portaria nº 828, que submete à consulta pública, pelo prazo de 45 dias, a minuta de Portaria que aprova os novos procedimentos e requisitos a serem cumpridos para certificação de granjas de reprodutores suínos e para autorização de funcionamento de estabelecimento de alojamento temporário de suínos, no âmbito do Programa Nacional de Sanidade dos Suídeos. A nova norma revogará a Instrução Normativa nº 19/2002. A proposta de revisão das diretrizes visa, sobretudo, adequar os procedimentos à atual situação epidemiológica nacional e internacional com relação às doenças de maior impacto na suinocultura. Além disso, os requisitos para certificação foram reavaliados no intuito de estabelecer critérios mais bem definidos e atualizados, com base em evidências científicas e epidemiológicas, com vistas à padronização de procedimentos de certificação e objetividade na verificação do seu cumprimento. A nova Portaria irá disciplinar ainda os procedimentos e requisitos para obtenção de autorização de funcionamento de estabelecimento de alojamento temporário de suínos e o trânsito de reprodutores suínos. “A norma vigente até o momento foi publicada há 21 anos e, desde então, a cadeia produtiva de suínos vem passando por contínuo avanço tecnológico, tanto em melhoramento genético quanto em manejo nutricional e sanitário. A revisão da norma torna-se imprescindível e está em consonância com os anseios do setor produtivo”, destaca o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

MAPA


FRANGOS


Frango resfriado cede 1,18% em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 5,30/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não teve alteração, fixado em R$ 4,37/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,51/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (4), a ave congelada não mudou de preço, cotada em R$ 6,04/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,18%, fechando em R$ 5,88/kg.

Cepea/Esalq


Mais um caso de gripe aviária em ave silvestre é confirmado no PR; Brasil chega a 59 ocorrências

Mais um caso de influenza aviária de alta patogenicidade foi detectado no Brasil, somando até o momento 59 ocorrências


Conforme a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar os dados sobre influenza aviária no país, o registro foi em Guaraqueçaba, no Paraná, em um Trinta-réis-de-bando. A atualização é referente às 13h desta quarta-feira (5), uma vez que a plataforma é abastecida diariamente com novos dados sempre às 13h e 19h (horário de Brasília). Total de casos: 59 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a tarde de 5 de julho. Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 13 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre). São Paulo: 05 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 05 (aves silvestres). Santa Catarina: 01 (ave silvestre). Ainda há 10 investigações de casos suspeitos em andamento até o momento.

MAPA


EMPRESAS


Marfrig faz primeiro embarque de carne bovina in natura para o México

O governo mexicano habilitou 34 plantas frigoríficas em março, após 12 anos de negociação. Frigorífico da Marfrig em São Paulo está habilitado para exportar para mais de 30 países


O frigorífico da Marfrig em Promissão (SP) realizou seu primeiro embarque de carne bovina in natura para o México no fim do mês passado. O governo mexicano habilitou 34 plantas em março, após 12 anos de negociação. “A entrada da Marfrig neste importante mercado que é o mexicano é uma ótima oportunidade de negócios para a companhia, que tem, entre suas estratégias atuais, a diversificação de mercados”, diz Alisson Navarro, Diretor de Exportação da empresa. Esta é a única unidade de abate, desossa e industrialização da Marfrig no estado de São Paulo. Ela tem capacidade média diária de confinar 6 mil cabeças de gado e abater 950 animais. Produz 9,9 mil toneladas de carne mensalmente, o que representa 17,2% do volume total produzido pela companhia no Brasil. A planta está habilitada para exportar para mais de 30 países, entre eles China, Estados Unidos, Canadá, União Europeia e Reino Unido.

GLOBO RURAL


GOVERNO


BNDES vai operar R$38,4 bi no Plano Safra 23/24, alta anual de 55%

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reservou 38,4 bilhões de reais em créditos para atender o Plano Safra 2023/24, alta de 55% ante o registrado no ano passado, de acordo com nota da instituição de fomento na quarta-feira


O montante inclui recursos destinados à agricultura familiar, à agricultura empresarial e os recursos livres. A agricultura familiar ganhou "destaque e atenção", disse o BNDES, com volume oferecido ampliado em 103% ante o ciclo passado, para 11,6 bilhões de reais. O banco também reservou 14,8 bilhões de reais para a agricultura empresarial, um crescimento de 33%. Além disso, o BNDES aprovou junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (FIDA) o apoio não reembolsável em valor que pode chegar a 1 bilhão de reais para que 250 mil famílias de agricultores familiares do semiárido nordestino recebam investimentos em práticas agrícolas e segurança hídrica.

REUTERS


Juro alto fez investimentos no campo caírem na última safra

No Plano Safra 2022/23, desembolso para esse fim recuou para R$ 89,5 bi; no total, montante chegou a R$ 340,6 bi


O desembolso total de crédito rural no Plano Safra 2022/23, encerrado na última sexta-feira, chegou a R$ 340,6 bilhões, próximo do valor inicial programado para o período, de R$ 340,8 bilhões. O número é 8% superior ao montante concedido na temporada anterior (2021/22), de R$ 314,5 bilhões. Com juros altos e queda nos preços das commodities na segunda metade do plano, o desempenho dos programas de investimentos ficou em R$ 89,5 bilhões, abaixo dos R$ 92,4 bilhões contratados entre julho de 2021 e junho de 2022. Mesmo assim, ultrapassou a programação inicial do plano, de R$ 71,9 bilhões. O aumento no desempenho geral foi puxado pelas contratações para custeio da safra, que alcançaram R$ 202,6 bilhões, incremento de 21% sobre os R$ 166,5 bilhões acessados pelos produtores no ciclo 2021/22. O ritmo de financiamento foi menor nas demais modalidades.

GLOBO RURAL


Novo regime de origem do Mercosul simplifica regras e fortalece o comércio

O novo Regime de Origem do Mercosul (ROM) foi aprovado na terça-feira (04/07) durante a reunião de cúpula do bloco, realizada em Puerto Iguazú, na Argentina. Indispensável para impulsionar o comércio, o novo texto adotou melhores práticas internacionais, simplificou as normas atuais e tornou o mecanismo de verificação e controle de origem mais ágil.


Entre as mudanças no ROM está o aumento em 5% no limite de insumos importados em um produto com origem brasileira. Com isso, para que possa ser considerada nacional, uma mercadoria pode ter no máximo 45% da matéria-prima comprada de um país fora do Mercosul. Essa flexibilização vale para 100% dos produtos industriais e 80,5% dos agrícolas – os outros 19,5% tiveram o percentual mantido em 40%. A Argentina tem a mesma regra que o Brasil. Com regras diferentes, Paraguai e Uruguai possuem limites de insumos importados de 60% e 50%, respectivamente. Para o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, que participou da reunião de cúpula do Mercosul, o aumento facilita o comércio exterior. “Essa medida representa um avanço significativo para o fortalecimento da integração econômica na região e o aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional”, avaliou. As regras de origem fazem parte de acordos comerciais para garantir que a mercadoria que será beneficiada com a redução ou eliminação de tarifas seja realmente dos países membros do bloco. No caso do Mercosul, produtos considerados originários dos países do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) podem circular entre as quatro economias sem a incidência do imposto de importação. A prova de origem foi uma das medidas simplificadas. Agora, as empresas que fazem comércio entre os países do bloco podem fazer a autodeclaração de origem, dispensando a necessidade do Certificado de Origem emitido por entidades habilitadas. Presente em acordos com a União Europeia e a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), esse modelo proporciona facilidade e redução de custos ao permitir o uso de uma prova de origem de emissão mais rápida e menos onerosa. A certificação de origem, no entanto, segue válida. O modelo híbrido atende à realidade de diferentes tipos de produtores e exportadores brasileiros, sobretudo as pequenas e médias empresas que precisam de auxílio para a comprovação de origem. O novo ROM começou a ser negociado em 2019, com base em acordos comerciais mais modernos do mundo. Entre as boas experiências está a lista única com as regras de origem de todos os produtos. Isso dá mais clareza e transparência para importadores e exportadores. A modernização do Regime de Origem do Mercosul atende a uma demanda do setor produtivo brasileiro. A Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, colocou a pauta no documento “Agenda da Indústria para o Mercosul 2023”.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná terá safra recorde de trigo neste ano

Com perda do tempo ideal para o plantio do milho, produtor semeia mais trigo


O Paraná planta neste ano uma área de 1,39 milhão de hectares de trigo, o maior espaço destinado ao cereal pelos agricultores paranaenses desde 1980. A produção tem potencial para atingir o recorde de 4,6 milhões de toneladas em 2023, 30% acima do volume anterior. Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Deral (Departamento de Economia Rural), que também traz as informações da safra de 2022. Após um ano de produção recorde em 2022, o Brasil deverá ter novamente uma boa safra nacional de trigo. Os produtores do Rio Grande do Sul, estado que lidera a produção do país, também deverão aumentar a área de plantio. A safra de 2022 ficou próxima de 10 milhões de toneladas. A área de trigo na safra passada foi de 1,24 milhão de hectares, com produção de 3,5 milhões de toneladas, segundo os dados do departamento estadual. Além de maior área, o trigo terá neste ano, se o clima ajudar, um aumento de produtividade para 3.279 kg por hectare, uma evolução de 15% sobre 2022. O trigo ganha espaço em um momento em que o cereal perde preço em relação ao da safra passada. Carlos Hugo Godinho, analista deste cereal do Deral, explica o motivo desse ganho de área. O alongamento no ciclo da safra de soja em várias regiões do estado fez com que o período ideal para o plantio de milho fosse perdido. Com isso, os produtores optaram pelo trigo. Já o milho, que disputa área com o trigo na safra de inverno em boa parte do estado, perde espaço. Neste ano, a área da segunda safra deste cereal recua para 2,42 milhões de hectares, 12% a menos do que em 2022. Apesar dessa queda, a produção cresce e terá potencial de 13,8 milhões de toneladas, 4% a mais. Isso ocorre porque a produtividade média do estado está prevista em 5.713 kg por hectare. Uma das novidades é o crescimento da área e da produção de cevada. Os agricultores paranaenses deverão produzir 382 mil toneladas neste ano, 14% a mais do que em 2022. A mandioca, um dos alimentos básicos e que tem o Paraná como um dos principais produtores do país, também ganha espaço neste ano. Com a estimativa de uma produtividade de 24,3 toneladas por hectare, o potencial de produção de mandioca sobe para 3,3 milhões de toneladas na safra 2022/23. A primeira safra de grãos do estado, a de verão, mostrou forte avanço da produtividade, conforme os dados apresentados pelo Deral. A média do milho foi de 9.907 kg por hectare; e a da soja, de 3.882. Com isso, a produção de soja subiu para o recorde de 22,5 milhões de toneladas no Paraná, 80% a mais do que em 2022, quando a produtividade havia sido afetada por efeitos climáticos adversos.

FOLHA DE SÃO PAULO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista sobe com exterior e investidores à espera de votações na Câmara

A ansiedade dos investidores em torno da votação de projetos importantes para o governo na Câmara dos Deputados colocou o dólar à vista novamente em trajetória de leve alta ante o real na quarta-feira, em movimento favorecido ainda pelo avanço da moeda norte-americana no exterior


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8516 reais na venda, com leve alta de 0,24%. Foi a terceira sessão consecutiva de avanço da moeda norte-americana no Brasil. Na B3, às 17:15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,05%, a 4,8685 reais. A divisa dos EUA se manteve em alta no Brasil durante a maior parte da sessão, com investidores à espera de novidades sobre a tramitação da reforma tributária, do projeto que devolve ao governo o voto de desempate nas decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e da proposta do novo arcabouço fiscal. Operador ouvido pela Reuters pontuou que, em meio à ansiedade em torno da votação da reforma tributária, parte dos investidores preferiu se manter posicionada no dólar, em detrimento do real. O viés de alta para o dólar foi reforçado pelo exterior, onde os investidores aguardavam a publicação da ata do último encontro do Fed, no meio da tarde, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária dos EUA. A expectativa de que o documento corroborasse mais elevações nas taxas de juros norte-americanas fazia o dólar subir ante uma cesta de moedas fortes e ante quase todas as divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. Na ata, o Fed informou que seus membros concordaram em manter a taxa de juros na faixa de 5% a 5,25% na reunião de junho como uma forma de ganhar tempo e avaliar se seriam necessários novos aumentos, ainda que a grande maioria esperasse por mais apertos na política monetária. Neste cenário, o dólar se manteve no território positivo em praticamente todo o mundo. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 2,890 bilhões de dólares em junho, puxado pela entrada de moeda pela via comercial, após encerrar maio com saídas líquidas de 1,157 bilhão de dólares. No acumulado do primeiro semestre, o fluxo cambial total ficou positivo em 15,050 bilhões de dólares, em uma indicação de que o país segue atraindo divisas fortemente.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta, com BRF em destaque

A BRF ON valorizou-se 10,28%, a 9,87 reais, após a companhia anunciar nesta semana uma oferta de ações que permitirá a concretização de um investimento da saudita Salic e da Marfrig na companhia brasileira. Em maio, ambos anunciaram um compromisso de investir até 4,5 bilhões de reais através de aumento de capital na BRF. A precificação do follow-on está marcada para o dia 13 de julho. Os recursos serão usados para reforçar sua estrutura de capital, mais especificamente, lidar com redução do endividamento bruto


O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, embora sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, com BRF disparando mais de 10% em meio a expectativas com o aumento de capital, enquanto agentes financeiros seguiram acompanhando as negociações envolvendo a proposta de reforma tributária. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,4%, a 119.549,21 pontos. Na máxima, chegou a 120.199,87 pontos. Na mínima, no começo do pregão, chegou a recuar para 118.688,39 pontos. O volume financeiro somou 23,4 bilhões de reais, mais uma vez abaixo da média diária do ano (25,9 bilhões de reais) e ainda menor do que a do mês anterior (29,6 bilhões de reais). O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira que pretende colocar a proposta de reforma tributária para votação no plenário da Casa na quinta-feira, e manifestou esperança na aprovação da reforma, mas afirmou que os votos favoráveis ainda precisam ser contados. Na visão do gestor de ações da Ace Capital Tiago Cunha, a percepção positiva sobre as reformas sendo pautadas no Congresso soma-se à perspectiva de início do ciclo de corte de juros no Brasil, o que apoia o desempenho de ações brasileiras. "As reformas adicionam a previsibilidade necessária do lado fiscal, bem como eliminam ou reduzem uma série de distorções tributárias, o que certamente melhorará a competitividade das empresas brasileiras", acrescentou. Além da reforma tributária, Lira também afirmou que espera votar nesta semana ainda o projeto de lei que devolve ao governo o voto de desempate nas decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), assim como a nova regra fiscal após alterações feitas no texto por senadores.

REUTERS


Brasil tem fluxo cambial positivo de US$2,890 bilhões em junho

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 2,890 bilhões de dólares em junho, puxado pela entrada de moeda pela via comercial, após encerrar maio com saídas líquidas de 1,157 bilhão de dólares, informou na quarta-feira o Banco Central


Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas de 885 milhões de dólares em junho. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de junho foi positivo em 3,776 bilhões de dólares. Na semana passada, entre 26 e 30 de junho, o fluxo cambial total foi positivo em 2,843 bilhões de dólares. Já no acumulado do ano até 30 de junho, o fluxo cambial total está positivo em 15,050 bilhões de dólares.

REUTERS


Demanda impulsiona setor de serviços do Brasil em junho, mostra PMI

A demanda forte continuou a sustentar o setor de serviços do Brasil, embora o ritmo de crescimento tenha perdido um pouco de força em junho, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na quarta-feira


Os dados compilados pela S&P Global mostram que o PMI caiu a 53,3 em junho, de 54,1 em maio, mas permanece acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo quarto mês seguido. Segundo o levantamento, os participantes atribuíram o aumento da produção à demanda forte e à conquista de novos clientes. Os novos pedidos aumentaram pelo quarto mês seguido em junho, no ritmo mais forte desde outubro de 2022. A expansão da atividade e projeções otimistas sustentaram outro aumento no emprego no setor de serviços, mas ainda assim a taxa de criação de vagas foi a mais fraca desde março. Para manter a competitividade, alguns fornecedores de serviços evitaram elevar seus preços de venda em junho. Ainda assim, os preços médios cobrados subiram, já que várias empresas transferiram os aumentos de custos a clientes, mas a taxa de inflação chegou a uma mínima de nove meses. "A redução da inflação de preços cobrados permitiu que as empresas de serviços conquistassem novos clientes e impulsionassem as vendas, enquanto a redução das expectativas de inflação e as perspectivas de cortes de juros alimentaram o otimismo", disse a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. Por outro lado, houve aumento mais forte nos custos de insumos em junho, com a taxa de inflação acelerando para o nível mais forte desde março. As empresas que citaram gastos operacionais mais altos culparam os preços de alimentos, materiais para reformas, licenças de software e serviços públicos. Os fornecedores de serviços preveem pressões inflacionárias menores à frente, o que, combinado com a perspectiva de cortes na taxa de juros, alimentou o otimismo em relação às perspectivas de crescimento. A resiliência da demanda, novas parcerias e sinais de melhora dos investimentos e em outras indústrias também sustentaram a confiança, que chegou em junho ao nível mais alto em oito meses. O resultado do PMI de serviços sustentou a expansão da atividade empresarial, mas o PMI Composto caiu de 52,3 em maio para 51,5, na expansão mais fraca desde março, pressionado pela contração da indústria.

REUTERS


Indicador antecedente de emprego no Brasil tem pico de oito meses em junho

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil subiu em junho e atingiu o maior nível em oito meses, mas ainda sugere cautela, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,2 pontos em junho e foi a 76,8 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (79,8 pontos). "A alta de junho do IAEmp compensa as quedas dos últimos dois meses, mas não se afasta muito do patamar de 75 pontos que vem oscilando desde a virada para 2023. Esse resultado sugere que ainda existe cautela sobre o retorno a uma trajetória mais favorável do mercado de trabalho nos próximos meses, mas pode ser um primeiro sinal positivo", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre. Tobler destacou ainda que, para os próximos meses, notícias favoráveis do ambiente macroeconômico serão fator fundamental para geração de empregos. Os componentes do IAEmp mostram que o destaque para a alta do IAEmp foi o indicador de Situação Atual dos Negócios de Serviços, que contribuiu com 0,7 ponto. Os indicadores de Emprego Previsto e de Tendência dos Negócios da Indústria contribuíram com 0,5 ponto. O único componente que pesou de forma negativa sobre o índice foi o indicador de Situação Atual dos Negócios da Indústria, com -0,1 ponto.

REUTERS


Estoques de LCA passam de R$ 404 bilhões em maio

Os estoques da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) ultrapassaram os R$ 404 bilhões em maio deste ano, valor 62% acima do observado no mesmo período do ano passado


Esse é o título com maior estoque registrado no Boletim de Finanças Privadas do Agro de junho, produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os dados são referentes ao mês de maio. Atualmente, a LCA é a principal fonte de recursos livres do crédito rural, com participação de cerca de 25% no funding do Plano Safra 2022/2023. “Com o lançamento do Plano Safra 2023/2024 pelo governo federal, espera-se que esse título continue cumprindo o papel para o qual foi criado”, comentou o Diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Wilson Vaz de Araújo. Conforme a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.087 de 29/06/2023, foi elevado de 35% para 50% o volume do saldo de LCA que precisa ser direcionado pelas instituições financeiras ao financiamento rural. Dos recursos relativos a esse índice, pelo menos a metade precisa ser direcionada especificamente para operações de crédito rural. Outra novidade trazida com o novo Plano Safra, relacionada à LCA é a possibilidade de que as instituições financeiras utilizem recursos captados por meio desse título para serem equalizados pelo Tesouro Nacional, no caso daquelas linhas com juros controlados. O Boletim de Finanças Privadas do Agro mostra que o desempenho dos títulos continua bastante superior ao observado um ano atrás. Outros títulos como Cédula de Produto Rural (CPR), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) também tiveram elevações de estoques significativas.

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