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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 407 DE 03 DE JULHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 407 |03 de julho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Dificuldade na compra de boiada gorda

Avanços mais consistentes nos preços da arroba ainda ocorrem no Paraná e Mato Grosso do Sul apurou a S&P Global; em SP, "boi-China" vale R$ 255/@, mas há negócios por R$ 260, diz Scot


A oferta de animais prontos para abate está ficando cada vez mais enxuta entre as praças pecuárias brasileiras, endossada também pela saída de muitos pecuaristas das vendas, que passam a aguardar por melhores condições de preços da arroba. “Neste contexto, a arroba bovina se mostrou valorizada, apesar da baixa liquidez”, reforçou a S&P Global. Os movimentos mais consistentes de altas nos preços do boi gordo ainda ocorrem mais largamente na faixa Centro-Sul do Brasil, apurou a consultoria. Nas praças do Mato Grosso do Sul e do Paraná, por exemplo, os preços estão quase alinhados aos níveis observados no interior paulista. Segundo a S&P Global, os exportadores estão mais ativos nas compras de gado, mas frigoríficos do mercado interno também entraram nos negócios diante da oferta menor de vacas gordas. Nas regiões Norte e Nordeste do País, as altas do dia da arroba do boi gordo ocorreram nos Estados de Tocantins, Pará e Maranhão, influenciadas pela ausência de vendedores, o que dificultou o preenchimento das escalas de abate. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos se mantiveram inalterados na sexta-feira. Após as altas ocorridas ao longo da semana, as cotações no mercado paulista ficaram estáveis na sexta-feira, com negócios pontuais sendo realizados acima da referência para bovinos destinados à exportação. Dessa maneira, o boi gordo destinado ao mercado interno está sendo negociado por R$ 247/@, a vaca a R$ 212/@ e a novilha, R$ 232/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está valendo R$ 255/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), mas há negócios sendo fechados por R$ 260/@, informa a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 220/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 230/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Sexta-feira de altas nas cotações no mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de, pelo menos, 0,15%, valendo R$ 118,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial subiu até 1,11%, custando R$ 8,70/kg/R$ 9,10/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (29), ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul (R$ 5,89/kg), e São Paulo (R$ 6,29/kg). Houve leve alta em Minas Gerais, na ordem de 0,15%, chegando a R$ 6,48/kg, avanço de 0,34% no Paraná, atingindo R$ 5,83/kg, e de 0,87% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,80/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,38%, valendo R$ 5,18/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não teve alteração, fixado em R$ 4,37/kg, enquanto no Paraná houve recuo de 0,44%, chegando a R$ 4,51/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (29), tanto o preço da ave congelada quanto o do frango resfriado não mudaram, valendo, respectivamente, R$ 6,06/kg e R$ 5,98/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de genética avícola dobram em 2023, aponta ABPA

Vendas do setor acumulam alta de 103,4% até maio, impulsionada por vendas para países das Américas


Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de genética avícola do Brasil (entre pintos de 01 dia e ovos férteis) totalizaram 12,5 mil toneladas entre janeiro e maio deste ano, número que supera em 103,4% o resultado registrado no mesmo período de 2022, com 6,183 mil toneladas. A receita acumulada pelas vendas internacionais de pintos de 01 dia e ovos férteis acumulam alta de 71,9%, com total de US$113 milhões neste ano, contra US$65,7 milhões em 2022. Considerando apenas o mês de maio, o Brasil exportou 2,388 mil toneladas de material genético avícola, volume 137,6% superior ao registrado em 2022. Em receita, a alta é de 90,1%, com US$21,184 milhões gerados no quinto mês deste ano, contra US$11,145 milhões no mesmo período de 2022. Entre os principais importadores de genética avícola do Brasil estão o México, com 7,998 mil toneladas entre janeiro e maio deste ano (+314,2%), Senegal, com 1,392 mil toneladas (-38,5%), Peru, com 1,268 mil toneladas (+2663%), Paraguai, com 1,140 mil toneladas (+1,8%), Venezuela, com 235 toneladas (+1431%) e Arábia Saudita, com 204 toneladas (+31,6%). “Os países da América Latina assumiram o protagonismo entre os principais importadores brasileiros, graças às parcerias estabelecidas pelos produtores locais e as casas genéticas do Brasil, que se posicionaram como plataforma segura para o fornecimento de insumo genético às cadeias produtivas do continente. Espera-se que este ritmo de embarques se mantenha ao longo deste ano”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA


“Consequências catastróficas e irreversíveis”, diz especialista sobre possibilidade da gripe aviária em granjas comerciais do PR

Maior Estado brasileiro em produção e exportação de carne de frango sofreria impactos econômicos e sociais, devido à quantidade de empregos ligados ao setor avícola


“O impacto para o Paraná seria uma catástrofe de números imensuráveis e irreversíveis”, diz Rafael Gonçalves Dias, gerente da área de saúde animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) sobre a hipótese da entrada da gripe aviária no setor comercial do Paraná. Até a manhã desta sexta-feira (30) o Estado contava com três casos em aves silvestres, um confirmado no dia 23 de junho em Antonina, outro no dia 24 em Pontal do Paraná, e o terceiro, no dia 27, em Antonina. Vale lembrar que Paranaguá e Antonina são regiões portuárias do Paraná. O estado corresponde a 35% do total da produção de carne de frango do Brasil e 40% das exportações. Desta forma, segundo Dias, as consequências previstas caso o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade entre no setor comercial e industrial da produção, podem ser graves. O especialista detalha que o Paraná produz cinco milhões de toneladas de carne de frango por ano, e cerca de dois milhões de toneladas vão para exportação. “Eventualmente, na ocorrência da doença no setor comercial do Paraná, este volume poderia inundar o mercado interno, e obviamente isso afetaria o preço dos produtos, pressionando para baixo, e em um segundo momento, o desabastecimento”, afirmou. Segundo o gerente da área de saúde animal da Adapar, o estado depende dos mercados externos, principalmente asiático, africano e europeu, e não se pode correr o risco de perdê-los. “Nem todos suspenderiam as nossas exportações. Muitos mercados aceitariam importar os produtos que não estão naquele raio de 10 a 15 quilômetros do foco. Mas de toda forma, se considerarmos as regiões Sudeste e Oeste do Estado, onde há uma concentração muito grande de aviários, haveria um impacto negativo”. O estado abate nove milhões de aves por dia, totalizando dois bilhões de cabeças/ano. “Em questão de números, a possibilidade da chegada da doença no setor comercial seria um fato histórico muito negativo”, afirmou. Dias explica que a carne de frango paranaense acessa mais de 150 países, e nações como o Japão, por exemplo, não aceitam importar de locais onde haja casos de gripe aviária, como visto esta semana no Espírito Santo. “Diferente do Paraná, o Espírito Santo exporta pouco para o Japão, serve de alerta para nós aqui também, mostrando que o impacto seria extremamente negativo”, disse.

ADAPAR


Frango/Cepea: Cotações da carne e do frango vivo recuam em junho

O baixo ritmo de vendas da carne de frango neste encerramento de junho somado à oferta elevada de aves, resultado do aumento do alojamento, têm pressionado fortemente os preços dos produtos avícolas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea


Após os registros dos primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves silvestres em meados de maio deste ano, o Mapa relatou, nessa terça-feira, 27, um caso da doença em produção de subsistência, na cidade de Serra (ES). Ressalta-se que o foco identificado não atingiu a produção industrial de frango. Assim, o Brasil mantém seu status de País livre da doença, de acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA, ou OIE, na sigla em inglês). No entanto, contrariando os requisitos da OMSA, o Japão – atualmente, o segundo maior destino da carne de frango brasileira – suspendeu temporariamente as aquisições da proteína com origem no Espírito Santo.

Cepea


Focos de gripe aviária em aves silvestres sobem para 56

O Brasil tinha 56 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados em aves silvestres e um em ave de subsistência até a noite de domingo (02), segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)


Nenhum caso foi identificado em ave comercial, do setor produtivo, e o Brasil continua considerado livre de gripe aviária pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Um total de 15 investigações estavam em andamento, nove em aves silvestres e seis em aves de subsistência. Desde o primeiro caso de gripe aviária confirmado no último dia 15 de maio, 1.455 investigações foram realizadas no país, das quais 305 com coleta de amostras. O estado com o maior número de focos é o Espírito Santo (27 em aves silvestres e o único em ave de subsistência), seguido de Rio de Janeiro (13), Paraná (05), São Paulo (05), Bahia (04), Santa Catarina (01) e Rio Grande do Sul (01).

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Lei antidesmatamento da UE entra em vigor e preocupa países

A legislação da União Europeia antidesmatamento entrou em vigor. Empresas terão que confirmar que óleo de palma, soja, café, cacau, madeira, borracha e carne, além de derivados como móveis ou chocolate, não estão relacionados a desmatamento ou degradação florestal ocorridos depois de 31 de dezembro de 2020. A norma será implementada em 18 meses, mas empresas pequenas e médias terão mais tempo para se adequarem


Trata-se da mais forte regulamentação global contra desmatamento. A lista de commodities será atualizada periodicamente conforme a dinâmica da derrubada de florestas. Nos próximos 18 meses, a UE irá indicar categorias de países divididos em baixo, alto e risco padrão. Produtos de países de baixo risco serão submetidos a procedimentos mais simples de “due diligence”. As autoridades europeias checarão 9% das remessas provenientes de países de alto risco. A FAO (Food and Agriculture Organization) estima que 420 milhões de hectares de floresta, área maior que a da UE, foram desmatados entre 1990 e 2020. O comunicado da Comissão Europeia diz que a UE “trabalha com os EUA e a China para unir esforços e estabelecer medidas similares para eliminar o desmatamento das cadeias de fornecimento”. Congressistas democratas pressionam os EUA a aprovarem legislação similar, a Forest Act. O comunicado da CE, braco executivo da UE, diz que o bloco quer trabalhar com os países produtores para garantir transição inclusiva nas cadeias livres de desmatamento. “Como a demanda por produtos não ligados a desmatamento está crescendo globalmente, as novas regras são uma oportunidade de negócios para ampliar o comércio de produtos livres de desmatamento e impulsionar oportunidades para atores sustentáveis no mundo”, diz a nota. “Hoje a Europa está mudando”, disse Virginijus Sinkevicius, comissário europeu para ambiente, oceanos e pesca. “A legislação antidesmatamento é a mais ambiciosa lei para prevenir desmatamento e promover o consumo sustentável já adotada em qualquer lugar do mundo”, continuou. “É mais um passo no conjunto de medidas que promovem vidas sustentáveis e ecossistemas saudáveis na Europa e ao redor do mundo. O Green Deal prometeu ações”. O comissário lembrou que o mundo perdeu 40% de sua cobertura de árvores, “o que nos aproxima do ponto de não-retorno. Como grande economia consumidora de produtos relacionados ao desmate e à degradação florestal, a UE é parcialmente responsável”. Em relatório de fevereiro, a ong Global Canopy mostrou que quase 40% das 500 maiores empresas do mundo que usam os sete produtos não definiram uma política em relação à perda de florestas, lembrou o WSJ. Um porta-voz da Kellog disse ao WSJ que a empresa está analisando as normas e começando a se preparar com fornecedores de materiais e ingredientes. A Starbucks não quis comentar. A Comissão Europeia preparou um relatório detalhado de perguntas e respostas mais frequentes. A Comissão Europeia, a Indonésia e a Malásia se comprometeram ontem com uma força-tarefa conjunta de cooperação para a implementação da nova legislação.

Valor Econômico


Bancos negarão crédito por embargo ambiental

Em decisão tomada na quinta-feira (29/06), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que proíbe a concessão de crédito rural para imóveis com embargos ambientais em qualquer bioma do Brasil


Antes, essa restrição se aplicava apenas às propriedades na Amazônia. A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, já havia mencionado essa medida durante o lançamento do Plano Safra 2023/24 na terça-feira (27/06). As novas regras entrarão em vigor em janeiro de 2024. A medida é contestada por produtores rurais, pois o embargo ambiental é uma medida administrativa, aplicada por órgãos ambientais como o IBAMA e Secretarias do Meio Ambiente, frequentemente sem dar espaço adequado à defesa do proprietário da área. A resolução estabelece que não será possível obter crédito para empreendimentos localizados em imóveis rurais com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) suspenso ou com embargo de órgão ambiental federal ou estadual registrado no Ibama. Além disso, a medida também veda o acesso a financiamentos para imóveis situados em Unidades de Conservação (UC), com exceção das populações tradicionais e aqueles que possuem plano de manejo autorizado. Outra restrição imposta pela norma é o crédito para imóveis que estejam em sobreposição a terras indígenas. A resolução se aplica também a áreas em Florestas Públicas não destinadas, exceto para imóveis com título de propriedade e imóveis de até quatro módulos fiscais com pedido de regularização analisado e aprovado pelo Incra. O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, destacou que essa medida torna mais restrito o acesso ao crédito para produtores e áreas que possam ter irregularidades. Anteriormente, apenas a parte da propriedade sobreposta a reservas indígenas e unidades de conservação não era passível de financiamento, agora, o financiamento é negado para o imóvel como um todo.

GLOBO.COM


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Safra 22/23 deve chegar a 46,6 milhões de toneladas no Paraná

Se confirmado, volume será 37% superior que o da safra 2021/2022. Está certo que o Paraná terá recorde em produção de soja


A nova Previsão Subjetiva da Safra, divulgada pelo Deral, mostra que a produção de grãos deve gerar 46,6 milhões de toneladas em uma área de 10,85 milhões de hectares. Se confirmada, a produção representará um aumento de 37% no volume comparativamente à safra 2021/2022, que gerou 34,1 milhões de toneladas e sofreu influência das adversidades climáticas. A área é semelhante à da safra anterior, quando os agricultores paranaenses plantaram 11 milhões de hectares. O relatório confirma o recorde da safra de soja, com 22,45 milhões de toneladas em uma área de 5,78 milhões de hectares. O volume é 80% superior ao produzido na safra 2021/2022, que chegou a 12,45 milhões de toneladas. Apesar da redução da estimativa para a segunda safra de milho, de 14 milhões para 13,8 milhões de toneladas, o cereal apresenta boa produtividade. As avaliações dos técnicos do Deral neste mês também mostram o bom desempenho dos cereais de inverno. Na soma, são 5,54 milhões de toneladas, com destaque para o trigo, que terá 4,56 milhões de toneladas deste total, produção 30% maior do que na safra passada, e a cevada, cujo volume pode chegar a 382 mil toneladas nesta safra, 14% superior ao da safra 2021/2022. De maneira geral, o estado deve ter uma boa safra, segundo o chefe do Deral, Marcelo Garrido. “Temos um bom quadro no Paraná no momento, com boas produtividades em grande parte das culturas”, afirma. Os números apontam uma produção recorde de 22,45 milhões de toneladas de soja no Paraná. Porém, a comercialização da safra segue lenta. Historicamente, até junho a comercialização gira em torno de 70%. Nesta safra, porém, o percentual atingiu 51%, segundo o analista do Deral Edmar Gervásio. “A colheita mais tardia da safra, junto com dificuldades de escoamento, preços menores e uma superprodução, justificam esta comercialização mais lenta”, explica. Na última semana, o preço pago aos produtores de soja pela saca de 60kg foi de R$ 120,13, em média. Na semana anterior, a média foi de R$ 120,98. A produção esperada na segunda safra de milho no Paraná reduziu 209 mil toneladas em relação à expectativa inicial. A previsão agora é de que o estado colha 13,8 milhões de toneladas. A área plantada nesta safra é de 2,4 milhões de hectares, 12% menor do que a área da safra 2021/2022. De acordo com o Deral, as chuvas abaixo do esperado em boa parte do Paraná, junto com pragas em parte das lavouras, são os principais motivos para a redução. Se comparado ao ciclo anterior, de 13,3 milhões de toneladas, o volume estimado é 4% maior. No mercado, os preços do cereal apresentaram uma reação, registrando uma alta de 8% na semana passada quando comparados à semana imediatamente anterior. Os produtores chegaram a receber R$ 48,98 pela saca de 60 kg. “Entretanto, o preço atual é ainda quase 40% menor que os preços praticados em junho de 2022”, diz Gervásio. A expectativa para a produção de trigo ainda é de safra cheia, apesar de alguns problemas pontuais observados no Norte do Paraná. Nesta semana, o plantio evoluiu bem com o tempo seco depois das chuvas, e chegou a 91% da área de 1,39 milhão de hectares, de acordo com o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Estima-se a produção de 4,56 milhões de toneladas, 30% maior do que na safra passada. Já o ganho de área foi de 12%. Os preços pagos do produtor de trigo ainda não reagiram. Na última semana, os agricultores receberam, em média, R$ 66,17 pela saca de 60kg, semelhante à semana anterior, R$ 66,38. Os valores ainda estão no limite do custo de produção”, analisa.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cede mais de 1% com exterior e após CMN manter meta de inflação em 3%

O dólar à vista encerrou a sexta-feira com queda superior a 1% ante o real, em sintonia com o exterior, onde a moeda norte-americana também cedia ante a maior parte das divisas, e em meio a uma percepção positiva sobre a economia brasileira, após o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter mantido a meta de inflação em 3% para os próximos anos


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7891 reais na venda, com baixa de 1,19%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,24%. Na B3, às 17:17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,86%, a 4,8190 reais. Ainda pela manhã, no entanto, ficou claro que o viés predominante seria de baixa para a moeda norte-americana, tanto em função do cenário externo quanto do interno. Lá fora, dados da economia dos EUA colocaram o dólar em trajetória de baixa ante outras divisas. O núcleo do índice de preços PCE -- que o Federal Reserve tem como referência para sua meta de inflação de 2% -- subiu 0,3% em maio, após alta de 0,4% no mês anterior. Já os gastos do consumidor subiram 0,1% no mês passado, informou o Departamento de Comércio, após alta de 0,6% em abril. Os dois números reforçaram as avaliações de que o Federal Reserve poderá ser menos duro em sua política monetária para conter a inflação, o que pesou sobre o dólar. No Brasil, o viés também era baixista. Isso porque no fim da tarde de quinta-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que a meta de inflação a ser perseguida pelo Banco Central seguiria em 3% em 2024 e 2025 e anunciou que o percentual também serviria de referência para o ano de 2026, o que foi bem visto pelo mercado financeiro. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que isso reduziu parte do risco ainda embutido nos ativos, incluindo os cambiais. Ao mesmo tempo, Haddad afirmou que a partir de 2025 o BC irá perseguir uma meta contínua, não limitada ao ano-calendário. Com isso, o governo busca suavizar a política monetária em momentos de crise econômica, dando ao BC mais tempo para atingir a meta. A avaliação no mercado, no entanto, era de que ainda que o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior diminua, o país seguirá atrativo ao capital estrangeiro, ainda mais em um ambiente de menos risco.

REUTERS


Ibovespa fecha com declínio discreto, mas tem melhor mês desde o final de 2020

A BRF ON subiu 3,24%, a 8,91 reais, em meio a expectativas relacionadas a uma aguardada capitalização sinalizada pela companhia. De acordo com o Valor Econômico, a empresa anunciará na segunda-feira a oferta de ações para dar entrada ao investimento do fundo soberano da Arábia Saudita, Salic, e da Marfrig


O Ibovespa fechou com um declínio discreto na sexta-feira, com uma forte queda das ações da Petrobras o afastando das máximas da sessão, quando trabalhou acima dos 119 mil pontos, mas ainda registrou o melhor desempenho mensal desde o final de 2020. O sinal positivo que prevaleceu na maior parte do último pregão de junho -- e também da semana, do segundo trimestre e do primeiro semestre -- encontrou suporte em uma avaliação positiva do desfecho da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e em dados mostrando novo alívio na inflação nos Estados Unidos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 118.087 pontos, encerrando na mínima do dia, após chegar a 119.447,25 pontos na máxima. O volume financeiro somou 32,76 bilhões de reais. Com tal desempenho, o Ibovespa recuou 0,75% na semana, mas acumulou uma alta de 9% em junho, melhor desempenho mensal desde dezembro de 2020 (+9,3%), ajudado por fluxo de capital externo em meio a perspectivas de o Banco Central começar a cortar os juros no segundo semestre. Assim, o índice terminou o segundo trimestre com acréscimo de 15,9%, maior ganho trimestral desde os últimos três meses de 2020, contabilizando na primeira metade do ano elevação de 7,6%. Dados da B3 mostravam que as compras por estrangeiros superavam as vendas em 7,8 bilhões de reais no mês até o dia 28, após saídas líquidas de quase 4,3 bilhões de reais em maio. Os números não consideram o fluxo para ofertas de ações. De acordo com o diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, esse movimento teve como pano de fundo avanço sobre a nova regra fiscal do país combinado com melhora em dados de preços, que fortaleceram perspectivas de que o BC começará em breve um ciclo de flexibilização da taxa Selic.

REUTERS


IPCA: Ipea revê previsão de inflação em junho, de 5,6% para 5,1%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a previsão de inflação e projetou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,6% em março para 5,1% em junho. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi revisado de 5,5% em março para 4,9% em junho. Segundo o Ipea, o comportamento mais favorável das commodities e do câmbio propiciou a revisão.


“De acordo com os pesquisadores, a curva de inflação em 12 meses apresentará uma reversão de trajetória no segundo semestre deste ano, tendo em vista que, as fortes deflações apresentadas no terceiro trimestre do ano passado, não devem ocorrer no ano corrente. Entretanto, apesar da aceleração esperada da inflação, a expectativa é de que ela ocorra de modo bem menos intenso que o projetado anteriormente,” diz o instituto. Os dados mostram uma melhora na trajetória dos principais índices de preços no país, acentuando o processo de desinflação da economia brasileira no último trimestre. Após iniciar o ano com uma alta acumulada em 12 meses de 5,8%, a inflação medida pelo IPCA, intensificou sua trajetória de desaceleração e, em maio deste ano, esta taxa já era de 3,9%. Em junho, a expectativa é de que a taxa recue ainda mais, tendo em vista que os dados do IPCA-15 mostram que a alta de 0,04% apontada neste mês foi inferior à observada neste mesmo período do ano anterior (0,69%). “O principal foco de descompressão inflacionária nos últimos meses está nos preços livres, especialmente alimentos e bens industriais, apesar de parte dessa desaceleração ainda estar ligada à forte queda dos preços administrados, conforme o ocorrido no terceiro trimestre do ano passado”, informa o Ipea. Para os preços administrados houve recuo de 8,2% para 7,9% na inflação para 2023, reflexo da expectativa de reajustes menos acentuados para os combustíveis e energia elétrica. Já em relação aos preços livres, as previsões indicam um comportamento mais otimista de todos os segmentos que compõem este conjunto de bens e serviços. Para os alimentos no domicílio, além da alta de apenas 1,2%, acumulada nos primeiros cinco meses do ano, a perspectiva de uma safra maior de grãos este ano, aliada à baixa probabilidade da ocorrência de eventos climáticos, deve proporcionar uma variação de preços menos intensa, fazendo com que a inflação esperada para este grupo caia de 4,5% para 3,7%

Agência Brasil


Taxa de desemprego do Brasil cai a 8,3%, menor nível para trimestres até maio em 8 anos

A taxa de desemprego do Brasil voltou a cair nos três meses até maio e marcou o menor nível para o período em oito anos, diante da queda no número de pessoas que buscam trabalho


No período, a taxa de desemprego alcançou 8,3%, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O resultado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou abaixo dos 8,6% vistos no trimestre imediatamente anterior, até fevereiro, e também da taxa de 9,8% no mesmo período do ano anterior. O resultado, o menor para um trimestre encerrado em maio desde 2015, quando também foi de 8,3%, ainda ficou em linha com expectativa em pesquisa da Reuters. “Esse recuo no trimestre foi mais influenciado pela queda do número de pessoas procurando trabalho do que por aumento expressivo de trabalhadores. Foi a menor pressão no mercado de trabalho que provocou a redução na taxa de desocupação”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa. "Mais pessoas trabalhando é sempre melhor. Quando a taxa cai via expansão da ocupação, há outros efeitos positivos atrelados. Só que agora não houve movimento significativo de abertura da ocupação", completou ela. No trimestre até maio, o número de desempregados era de 8,945 milhões, o que representa queda de 3,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 15,9% sobre o mesmo período de 2022. Já o total de ocupados aumentou 0,3% no período em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, chegando a 98,4 milhões de pessoas, o que representa ainda uma alta de 0,9% sobre o mesmo período do ano passado. “Embora não tenha havido uma expansão significativa da população ocupada total no trimestre, houve algumas diferenças pontuais em algumas atividades econômicas", disse Beringuy. Ela destacou queda no número de trabalhadores na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-1,9%, ou menos 158 mil pessoas), mas por outro lado expansão em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+2,5%, ou mais 429 mil pessoas). Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado eram 36,826 milhões no trimestre até maio, mostrando estabilidade sobre os três meses anteriores, enquanto os que não tinham carteira caíram 0,2%, a 12,933 milhões. Apenas o contingente de empregados no setor público, um total de 12,064 milhões de pessoas, cresceu na comparação trimestral, com uma alta de 2,8%. O total de trabalhadores por conta própria teve variação positiva de 0,1% e ficou em 25,219 milhões, enquanto a taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada, totalizando 38,3 milhões de trabalhadores informais. No período, a renda real habitual ficou em 2.901 reais, recuo de 0,2% sobre o trimestre até fevereiro, mas alta de 6,6% na comparação anual

REUTERS


Dívida pública bruta fica em 73,6% do PIB em maio, mostra BC

A dívida pública bruta do Brasil como proporção do PIB chegou a 73,6% em maio, de 72,9% no mês anterior, informou o Banco Central nesta sexta-feira. No mês, o setor público consolidado registrou um déficit primário de 50,172 bilhões de reais. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam saldo negativo de 47,7 bilhões de reais.

REUTERS


Governo central acumula superavit primário de R$2,15 bilhões entre janeiro e maio

O Governo Central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — acumulou superávit primário de R$ 2,15 bilhões entre janeiro e maio de 2023 (ante R$ 39,71 bilhões em igual período de 2022), em valores nominais. Os dados são do relatório do Resultado do Tesouro Nacional (RTN) de maio de 2023, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN)


O resultado do início deste ano contrasta com o déficit de R$ 22,2 bilhões (considerando valores reais, corrigidos pela inflação) registrado em igual período do início do último mandato, ou seja, nos cinco primeiros meses de 2019, destacou o Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, em entrevista coletiva realizada em Brasília para a apresentação do RTN. O resultado primário do Governo Central acumulado em 12 meses (considerando período até maio de 2023) é superavitário em R$ 18,2 bilhões (valores reais), equivalente a 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB). Rogério Ceron reforçou que o déficit primário de todo o ano deverá ficar abaixo de 1% do PIB, conforme objetivo proposto pelo governo em janeiro, quando o Ministério da Fazenda apresentou um conjunto de medidas para recuperação fiscal. Ou seja, a ideia é fechar 2023 em patamar bem abaixo do valor autorizado pela Lei Orçamentária, que é um déficit de R$ 238 bilhões, ou 2,2% do PIB. Considerando somente o mês de maio, houve déficit de R$ 45,01 bilhões, refletindo diferença entre receita líquida de R$ 144,94 bilhões e despesa total de R$ 189,96 bilhões no período. Em maio do ano passado, o déficit primário foi de R$ 39,32 bilhões (valores nominais). O Tesouro informa que o resultado ficou abaixo da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que indicava um déficit de R$ 29,5 bilhões. De janeiro a maio de 2023, a Previdência Social (RGPS) registrou déficit de R$ 113,28 bilhões, enquanto o Tesouro Nacional e o Banco Central apresentaram superávit de R$ 115,48 bilhões (valores nominais), aponta o RTN. Em maio de 2023, a receita total apresentou alta de R$ 6,7 bilhões (crescimento de 3,7%) na comparação com igual mês do ano passado. A receita líquida apresentou elevação de R$ 18,1 bilhões (aumento de 14,3%) em termos reais em relação a maio de 2022. Esse resultado reflete o efeito conjunto de crescimentos em Imposto sobre a Renda (R$ 1,3 bilhão); outras receitas administradas pela Receita Federal (R$ 1,8 bilhão); arrecadação líquida para o Regime Geral de Previdência Social – RGPS (R$ 4,1 bilhões); além de dividendos e participações (R$ 3,3 bilhões), sempre em comparação a maio do ano passado. Por outro lado, houve redução na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins (R$ -1,6 bilhão). A despesa total de maio de 2023 apresentou aumento de R$ 22,2 bilhões (13,3%), em termos reais, na comparação com igual mês do ano passado. Ceron que o resultado do período foi impactado por antecipação de despesas, especialmente pela torre de precatórios. O RTN elenca os impactos dos principais fatores: elevações em abono e seguro-desemprego (R$ 5,3 bilhões); sentenças judiciais e precatórios – custeio e capital (R$ 15,7 bilhões) e despesas obrigatórias com controle de fluxo (R$ 7,1 bilhões). Em sentido oposto, foi apurada queda de R$ 10,1 bilhões nas despesas com benefícios previdenciários. Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2023, a receita total apresentou queda de R$ 11,6 bilhões na comparação com igual período do ano passado (-1,2%), enquanto a receita líquida apresentou diminuição de R$ 2 bilhões (-0,2%) em termos reais. Essa variação decorre de diversos fatores. Houve aumentos na receita de Imposto sobre a Renda (R$ 16,6 bilhões) e na arrecadação líquida para o Regime Geral de Previdência Social – RGPS (R$ 12,9 bilhões). Em sentido inverso, foram apuradas reduções na Cofins (-R$ 6,3 bilhões), em concessões e permissões (-R$ 10,7 bilhões) e em exploração de recursos naturais (-R$ 12,5 bilhões). No acumulado de janeiro a maio de 2023, a despesa total apresentou elevação de R$ 38,6 bilhões (5,1%) em termos reais em relação a igual período de 2022. As principais variações envolveram aumentos em Sentenças Judiciárias e Precatórios – Custeio e Capital (R$ 16,4 bilhões) e despesas obrigatórias com controle de fluxo (R$ 36,3 bilhões), além de quedas em abono e seguro desemprego (-R$ 4,9 bilhões) e créditos extraordinários (-R$ 13 bilhões). O total de restos a pagar (RAP) quitados até maio de 2023 (com exceção dos RAP financeiros) foi de R$ 142,9 bilhões, contra R$ 132,4 bilhões em igual período de 2022. Os cancelamentos até maio de 2023 atingiram R$ 3,9 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões em igual período do ano passado.

Ministério da Fazenda


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