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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 406 DE 30 DE JUNHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 406 |30 de junho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Viés de alta do boi gordo vai aparecendo

A S&P Global detectou novos aumentos da arroba em MT, MS, GO e MG; a Scot Consultoria apurou valorização da novilha gorda em São Paulo


Na quinta-feira, 29 de junho, o fluxo de comercialização de boiada terminada ainda se manteve fraco, porém houve alguns ajustes positivos nos preços da arroba em algumas praças brasileiras, sobretudo de vacas e novilhas. A Scot Consultoria apurou elevação de R$ 2/@ na cotação da novilha gorda em São Paulo, agora negociada por R$ 232/@, no prazo, valor bruto. Por sua vez, segundo a Scot, os preços do boi gordo paulista e da vaca terminada ficaram estáveis, em R$ 247/@ e R$ 212/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). O “boi-China” continua valendo R$ 255/@ em São Paulo, também no prazo, preço bruto, acrescenta a Scot. Na região Sudeste de Mato Grosso, todas as categorias terminadas tiveram valorização de R$ 5/@ nesta quinta-feira, informou a Scot. “A região acompanha as movimentações positivas da fronteira do Estado, que observa enxugamento da oferta de gado”, justifica a consultoria. Dessa forma, o boi é negociado em R$ 210/@, a vaca em R$ 190/@ e a novilha em R$ 195/@. No Sudeste de MT, o “boi-China” está valendo R$ 220/@, com ágio de R$ 10/@ sobre o animal destinado ao mercado interno, de acordo com a Scot. Segundo a S&P Global Commodity Insights, as altas nos preços da arroba ainda são pontuais, reflexo da cautela dos compradores. Desta forma, continua a S&P Global, a estratégia em manter a escala de abate em uma semana está associada à necessidade de liquidar estoque, alinhar a produção à demanda vigente e minimizar variações nos preços que deprimam as margens operacionais. Pelos dados apurados pela S&P Global, na quinta-feira, foram observadas altas na arroba do boi gordo nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, e também já se nota um ambiente de preços mais firmes na região Norte do País. Resta saber até quando as indústrias frigoríficas terão disposição em trabalhar com ajustes nos preços, já que o consumo interno de carne bovina aparece como principal fator negativo. No atacado, as vendas de cortes bovinos evoluem lentamente, ao mesmo tempo em que os baixos preços das proteínas concorrentes neutralizam movimentos de alta nos preços da carne vermelha, relatou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 244/@ (à vista) vaca a R$ 220/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 197/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos com preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 120,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,70/kg/R$ 9,00/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (28), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Paraná (R$ 5,841/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,89/kg), Santa Catarina (R$ 5,75/kg) e São Paulo (R$ 6,29/kg). Na quinta-feira (29) os preços do suíno comercializado na modalidade independente subiram em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, após a realização das Bolsas de Suínos. As lideranças do setor apontam para firmeza nos preços, com a melhor demanda.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: preços sobem na maioria das praças

Na quinta-feira (29) os preços do suíno comercializado na modalidade independente subiram em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina


Em São Paulo, o preço passou de R$ 6,42/kg vivo para R$ 6,53/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro houve alta, passando de R$ 6,50/kg para R$ 6,80/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve leve alta, saindo de R$ 5,80/kg vivo para R$ 6,05/kg vivo nesta semana. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 22/06/2023 a 28/06/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 2,81%, fechando a semana em R$ 5,26/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 5,49/kg vivo", informou o Lapesui.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Demanda aumenta, e animal vivo e carne se valorizam

Os valores pagos pelo suíno vivo posto na indústria e os da carne negociada no atacado estão subindo nesta segunda quinzena de junho em todas as praças acompanhadas pelo Cepea, movimento atípico para este período


Segundo pesquisadores consultados pelo Cepea, essa reação é resultado do aquecimento da demanda. Ressalta-se que, sazonalmente, estações mais frias tendem a elevar o consumo de proteínas consideradas mais energéticas, como é o caso da suinícola. Além disso, eventos festivos típicos do mês de junho também reforçam a demanda pela carne.

Cepea


FRANGOS


Estabilidade no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 5,20/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, assim como no Paraná, com preço de R$ 4,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (28), o preço da ave congelada subiu 1,34%, chegando a R$ 6,06/kg, enquanto o frango congelado não mudou de preço, fechando em R$ 5,98/kg.

Cepea/Esalq


MAPA pede que Japão reveja embargo ao Brasil

O Ministério da Agricultura está buscando a revisão da decisão do Japão de suspender as importações de produtos avícolas do Espírito Santo. Essa decisão foi tomada após a confirmação de um caso de gripe aviária em um pato de produção doméstica no estado


O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, informou que o ministério apresentará as informações solicitadas pelo Japão e pedirá a revisão imediata da medida. Segundo Goulart, a decisão do Japão foi surpreendente, uma vez que não está de acordo com o protocolo sanitário bilateral entre os países e os requisitos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Ele destacou que as notificações de gripe aviária em aves silvestres ou de subsistência não afetam o status do Brasil como um país livre da doença em criações comerciais. Portanto, esses casos não deveriam resultar em restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme previsto pela OMSA. Goulart também mencionou que um pedido inicial já foi feito ao Japão, reiterando o entendimento sanitário, e que a complementação das informações solicitadas deve ser concluída até amanhã. Essas informações adicionais dizem respeito às medidas de contenção da gripe aviária em resposta à emergência sanitária declarada pelo Brasil, incluindo o número de aves afetadas pela doença e o controle dos focos. A suspensão temporária das importações pelo Japão foi imposta após a confirmação de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) em um pato de produção doméstica no município de Serra, no Espírito Santo. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Japão não importa produtos avícolas do estado. A suspensão japonesa afeta as importações de carnes de aves, aves vivas e ovos provenientes do Espírito Santo. Goulart avalia que a medida adotada pelo Japão não afeta a imagem do Brasil, mas reconhece o risco de outros países seguirem a mesma ação, uma vez que os padrões sanitários japoneses são reconhecidos como referência mundial.

MAPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Com 62,9 mil novas vagas, Paraná fica em quarto lugar na criação de empregos do país

O Paraná teve o quarto melhor desempenho do país na geração de empregos nos primeiros cinco meses do ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (29/06) pelo Ministério do Trabalho


O Paraná ficou atrás de São Paulo (240.630), Minas Gerais (118.688) e Rio de Janeiro (63.615). O Brasil acumulou, no período, um saldo de 865.360 vagas de empregos formais. A abertura de novas vagas foi positiva em todos os meses do ano no Estado, com saldo de 6.902 postos em janeiro, 24.355 em fevereiro, 13.550 em março, 10.331 em abril e 7.785 em maio. O resultado do mês de maio também foi o melhor da região Sul, com mais que o dobro das abertas em Santa Catarina (3.596). Rio Grande do Sul fechou o mês com um saldo de negativo de 2.511 vagas. Todos os segmentos da economia tiveram saldo positivo na geração de empregos neste ano. Mais da metade dos novos postos veio do setor de serviços, que respondeu por 35.870 das vagas abertas nos primeiros cinco meses. Na sequência estão a indústria (10.948), construção (9.734), comércio (3.231) e agropecuária (3.140). O bom resultado também foi repetido em maio, com exceção da agropecuária (-20). Mais uma vez destaque para o de serviços, com 4.446, com 57% das vagas abertas no mês, mesma proporção do acumulado do ano. O setor da construção vem na sequência, com 2.297 postos formais. A indústria e o comércio geraram 864 e 198 vagas de emprego, respectivamente. Entre os 399 municípios paranaenses, 309 estão com saldo positivo na geração de empregos no acumulado do ano, 77% do total. Em dois municípios, o número de admissões e desligamentos foi o mesmo e os outros 88 apresentaram saldo negativo de vagas no período.

Curitiba foi a cidade que mais abriu novas vagas nos primeiros cinco meses do ano, com 8.701 novos postos formais no período. Na sequência estão Londrina (4.007), Maringá (3.594), São José dos Pinhais (3.033), Pinhais (2.421), Toledo (2.378), Ponta Grossa (1.963), Colombo (1.508), Foz do Iguaçu (1.419) e Guarapuava (1.072). Em maio, 247 municípios apresentaram saldo positivo na criação de empregos, ou 61% do total. Outros 19 tiveram a mesma quantidade de contratações e de demissões e 133 tiveram resultados negativos na abertura de vagas no mês. O destaque neste recorte é para o Interior. Maringá liderou a geração de empregos em maio, com 966 vagas. É seguida por Cascavel (769), Londrina (647), São José dos Pinhais (568), Assis Chateaubriand (293), Pinhais (292), Araucária (237), Cornélio Procópio (195), Curitiba (189) e Bandeirantes (176).

Agência Estadual de Notícias


Deral vê viés de baixa para safra de milho do Paraná por cigarrinha e clima

A previsão da segunda safra de milho do Paraná em 2022/23 foi mantida na quinta-feira em 13,8 milhões de toneladas, segundo avaliação mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), mas há um viés de baixa para a produtividade do Estado, que está começando a colheita


Se confirmada a estimativa atual, a safra do segundo maior Estado produtor de milho do Brasil poderia crescer 4% na comparação com a temporada passada, apesar de uma redução de área de 12% em 22/23, conforme números do Deral. O aumento na safra se daria, portanto, com um crescimento na produtividade média para 5.713 quilos por hectare, mas este número deve ser reavaliado. "O viés é de uma produtividade menor que a atual, pois o impacto da cigarrinha e estiagem vai refletir em produtividade menor", disse o especialista em milho do Deral Edmar Gervásio, citando a seca, mas também uma das pragas que afetam as lavouras. Segundo o especialista do órgão do governo do Paraná, quantificar a redução na produtividade ante o estimado neste momento é difícil. "Contudo, os relatos indicam que as perdas podem superar a 5% no cenário negativo. Contudo, neste momento, é meramente conjectura. É necessário que a colheita avance para ser possível confirmar", afirmou. Ele lembrou que os maiores volumes da colheita começam a acontecer nas próximas semanas. "Neste momento a colheita do milho é nas regiões mais frias e tem muito pouca plantação." Já a safra de trigo do Paraná foi estimada na quinta-feira em recorde de 4,56 milhões de toneladas, alta de 30% ante a temporada passada, segundo levantamento do Deral. A previsão praticamente não foi alterada em relação ao mês anterior, disse o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho, acrescentando que o departamento notou "algumas desistências (de plantio) de última hora no Sul, enquanto no Norte/Oeste houve um incremento ainda maior sobre o milho safrinha" em áreas em que o trigo poderia ter sido plantado. Godinho disse que o Paraná, um dos maiores produtores de trigo do Brasil ao lado do Rio Grande do Sul, ainda está plantando a safra, com 91% do plantio projetado concluído. "As chuvas na semana retrasada e passada, seguidas de dias secos, criaram condições muito boas para o plantio na região mais tardia, no Sul, onde estão as áreas remanescentes, por plantar", notou. A colheita de trigo no Paraná vai de agosto a novembro, no caso das lavouras mais tardias.

REUTERS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em baixa de 0,08%, a R$4,8469 na venda

O dólar à vista se manteve em alta durante a maior parte da sessão, após dados econômicos positivos nos EUA reforçarem a percepção de que a taxa de juros norte-americana poderá ficar elevada por mais tempo, mas a divisa migrou para o negativo na reta final dos negócios, encerrando em leve baixa


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8469 reais na venda, com queda de 0,08%. Na B3, às 17:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,01%, a 4,8555 reais. A moeda norte-americana à vista chegou a oscilar em baixa no início da sessão, marcando a cotação mínima de 4,8288 reais (-0,45%) às 9h05, mas rapidamente migrou para o território positivo. Além do impulso interno dos últimos dias, com alguns investidores refazendo posições defensivas (compradas em dólar) após os recuos mais recentes, as cotações obedeceram ao noticiário externo. No fim da tarde, porém, o anúncio de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, daria uma entrevista coletiva às 17h15 trouxe pressão de baixa para a moeda norte-americana, que encerrou perto da estabilidade.

REUTERS


Ibovespa avança em dia com Campos Neto e CMN no foco

A reação na bolsa paulista encontrou suporte em declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deixando ainda mais claro que a porta está aberta para um corte da Selic em agosto, o que também apoiou alívio na curva de juros


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,46 %, a 118.382,65 pontos após fechar em queda em quatro dos últimos cinco pregões, acumulando no período uma perda de 3,1%. O volume financeiro nesta quinta-feira somou bilhões de reais. O Ibovespa agora acumula alta de 9,3% em junho, com ganho de 16,2% no segundo trimestre e elevação de 7,9% no primeiro semestre. O pregão encerrou com agentes financeiros na expectativa pelo desfecho da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) -- particularmente a decisão sobre as metas de inflação --, que foi divulgado nos ajustes de fechamento. Antes dos ajustes, o Ibovespa acusava alta de 1,58%. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o CMN optou por manter em 2026 a mesma meta de inflação de 3% já vigentes para 2024 e 2025, com 1,5 ponto percentual de tolerância para mais ou para menos, e adotar uma meta "contínua" a partir de 2025. A reunião do CMN ganhou relevância em meio ao debate sobre as expectativas de inflação de longo prazo e suas consequências para a política monetária. Segundo Haddad, a meta contínua terá um "horizonte de tempo relevante", que na prática será de 24 meses. Em entrevista que foi ao ar na noite de quarta-feira na GloboNews, Haddad já havia dito que o centro da meta para 2024 seria mantido em 3% e sinalizou a intenção de alterar o horizonte para se atingir o objetivo. O penúltimo pregão da semana também foi marcado por uma bateria de divulgações domésticas, incluindo o Relatório Trimestral de Inflação do BC, dados de emprego do Caged, números sobre a dívida do governo central e o IGP-M, entre outros.

REUTERS


IGP-M cai mais do que o esperado em junho e tem maior deflação da série histórica, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu mais do que o esperado em junho e marcou as taxas de deflação mais acentuadas da série histórica tanto na comparação mensal quando no acumulado do último ano


O IGP-M registrou queda de 1,93% em junho, após baixa de 1,84% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. Com esse resultado, o índice passou a mostrar baixa de 6,86% em 12 meses, marcando deflações recordes na série iniciada em 1989. A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de um recuo de 1,70% em junho frente a maio. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, a leitura do IGP-M deste mês foi resultado da queda dos preços dos combustíveis na refinaria, com o diesel cedendo 13,82% e a gasolina caindo 11,69%. "Afora tal contribuição, os preços de importantes commodities agropecuárias seguem em queda, como: milho (-14,85%) e bovinos (-6,55%)", acrescentou ele. Desta forma, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 2,73% em junho, ante baixa de 2,72% em maio. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a recuar 0,25% no mês, deixando para trás a alta de 0,48% de maio. No âmbito do consumidor, as principais contribuições partiram dos preços da gasolina (-3,00%) e dos automóveis novos (-3,76%), explicou Braz. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,85% em junho, ante 0,40% em maio. A inflação no Brasil tem mostrado sinais de arrefecimento, de acordo com dados recentes, o que elevou a perspectiva de que o Banco Central começará em breve a cortar a taxa de juros Selic, atualmente em 13,75%. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS


Crédito deve crescer 7,7% neste ano, prevê Banco Central

O Banco Central (BC) prevê que o volume de crédito bancário crescerá 7,7% em 2023


A projeção teve uma ligeira alta diante da previsão anterior de 7,6%, divulgada em março deste ano, e continua indicando um processo de desaceleração do crédito, “compatível com o ciclo de aperto monetário” de alta na taxa Selic, os juros básicos da economia.A nova estimativa incorpora os novos dados do mercado de crédito e a revisão do cenário macroeconômico futuro. As informações são do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado na quinta-feira (29). “Os dados do mercado de crédito divulgados desde o relatório anterior mostram evolução do saldo dos empréstimos às famílias acima do esperado, principalmente no segmento direcionado, enquanto os financiamentos às empresas recuaram de forma mais intensa, destacando-se o segmento livre”, informou o órgão. Para 2023, a projeção de crescimento do estoque do crédito livre para pessoas físicas aumentou de 8% para 9%, “refletindo a maior resiliência observada nas concessões até abril de 2023”. Por sua vez, a projeção de crescimento do crédito livre às empresas foi reduzida de 6% para 3%, “devido à desaceleração mais intensa do que a esperada no primeiro quadrimestre do ano”. “Esse movimento decorre, em parte, da oferta de crédito relativamente restritiva no início do ano, uma consequência tanto das condições gerais da economia, incluindo o estágio atual do ciclo monetário, como de repercussões do caso Americanas”, explicou o BC. O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. A desaceleração do crédito livre foi parcialmente contrabalançada por um crescimento do crédito direcionado. Nesse segmento, a projeção de crescimento do saldo de pessoas físicas aumentou de 9% para 11%, diante da maior disponibilização de crédito rural no começo do ano. A revisão, por outro lado, também reflete a desaceleração ainda discreta do saldo do crédito imobiliário, a despeito da retração nas concessões observada desde meados de 2021. “Vale lembrar que, como os prazos da modalidade são altos e as amortizações relativamente pequenas em comparação ao saldo, movimentos das concessões têm impacto mais defasado na carteira de crédito”, explicou o BC. Por fim, no segmento de pessoas jurídicas, no crédito direcionado, a projeção foi mantida em 7%.

Agência Brasil


Caged mostra abertura de 155.270 vagas formais de trabalho em maio no Brasil, abaixo do esperado

O Brasil abriu 155.270 vagas formais de trabalho em maio, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, em número abaixo do esperado e o mais fraco desde janeiro


A expectativa em pesquisa da Reuters era de criação líquida de 194.341 mil empregos no mês passado. A leitura foi fruto de 2,0 milhões de admissões e 1,845 milhões de desligamentos, e marcou o resultado mensal mais fraco desde os 86.099 empregos criados em termos líquidos em janeiro. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 865.360 vagas. No mesmo período de 2022, o superávit era de 1,103 milhão de postos de trabalho, segundo a série com ajustes. Houve saldo positivo de vagas em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês passado, com destaque para serviços, setor que abriu 83.915 postos. Houve criação de 8.429 empregos formais na indústria, 15.412 no comércio e 27.958 no setor de construção. Na agropecuária, por sua vez, foram abertos 19.559 postos de trabalho em termos líquidos. Os dados também mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 102.749, seguido por Nordeste (+14.683), Centro-Oeste (+14.473), Norte (+12.624) e Sul (+8.870). Com relação ao salário médio real de contratação, houve queda em maio para 2.004,57 reais, de 2.022,83 reais no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes.

REUTERS


Governo central tem déficit primário de R$45 bi em maio, mostra Tesouro

O governo central registrou déficit primário de 45,014 bilhões de reais em maio, ante um saldo negativo de 39,318 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira

O déficit do governo central, que compreende o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, no mês veio abaixo dos 47,9 bilhões de reais projetados por analistas em pesquisa da Reuters.

REUTERS


Confiança de serviços no Brasil vai a máxima em 8 meses em junho, diz FGV

A confiança do setor de serviços no Brasil saltou em junho para o maior patamar em oito meses, principalmente diante da melhor percepção sobre o momento atual, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da FGV Ibre subiu 3,7 pontos no mês, para 96,6 pontos, máxima desde outubro de 2022 (99,1), no quarto avanço consecutivo. Segundo Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre, com esse resultado a confiança de serviços encerra o segundo trimestre recuperando 60% do que havia perdido nos cinco meses anteriores. O Índice de Situação Atual (ISA-S) do setor de serviços avançou 5,9 pontos em relação a maio, para 99,3 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (100,0), enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) ganhou 1,3 ponto contra o mês anterior, para 94,0 pontos, outro pico em oito meses (98,2). "Essa combinação de resultado sugere que o setor possa estar observando que o pior já passou", disse Tobler. "Ainda não dá para afirmar que a recuperação continuará firme nos próximos meses, dado que os desafios econômicos persistem no país, mas começam a dar pequenos sinais de melhora", concluiu o economista.

REUTERS


Governo muda sistema de metas de inflação após 24 anos e define alvo contínuo de 3%

Mudança no formato vale a partir de 2025 e substitui medição ao fim de cada ano


Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) anunciaram na quinta-feira (29) a decisão de mudar o sistema de metas de inflação vigente há 24 anos e estabelecer que o Banco Central deve perseguir seu objetivo de forma contínua, e não mais anual. Além disso, foi determinado que o alvo para a variação de preços será de 3%. Com a mudança, o BC precisará buscar o patamar de inflação estabelecido sem se vincular ao chamado ano-calendário —como ocorre hoje. A meta será considerada cumprida se o indicador ficar entre 1,5% e 4,5% (considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos). A mudança no horizonte vai valer a partir de 2025 e, segundo Haddad, foi uma "decisão de governo". O ministro disse que o CMN (Conselho Monetário Nacional) foi apenas comunicado sobre essa nova diretriz. O colegiado é formado por Haddad, Tebet e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto —alvo preferencial das críticas do Executivo pelo nível atual dos juros. "Essa decisão [sobre o sistema de metas] não cabe ao CMN. O que fiz hoje foi comunicar uma decisão de governo, que é de competência do presidente da República", disse Haddad. Apesar da declaração, o Ministro da Fazenda tentou por diversas vezes demonstrar que há indícios de concordância de Campos Neto com o novo sistema. Haddad citou declarações do presidente do BC de que a meta contínua seria mais "eficiente" do que o formato atual. Tebet disse também que não houve objeção da autoridade monetária. "Os votos foram por unanimidade."

FOLHA DE SP


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