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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 398 DE 20 DE JUNHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 398 |20 de junho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Escalas mais curtas e menor oferta de animais: alta da arroba em SP

Os frigoríficos elevaram em R$ 5/@ as ofertas de compra do macho “comum” (direcionado ao mercado interno), agora negociado em R$ 245/@, no prazo, informou a Scot Consultoria


Com o encurtamento nas escalas de abate e a menor oferta de bovinos neste período de entressafra, os frigoríficos localizados em São Paulo elevaram em R$ 5/@ as ofertas de compra do boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno), agora negociado em R$ 245/@, no prazo (valor bruto), informa na segunda-feira (19/6) a Scot Consultoria. Os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis, em R$ 210/@ e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi-China” também não sofreu alteração – continua valendo R$ 245/@, mas há relatos de negócios pontuais em R$ 250/@, observou a Scot. Em âmbito nacional, segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, os preços da arroba no mercado físico do boi gordo permaneceram majoritariamente estáveis na segunda-feira. De acordo com a S&P Global, o consumo doméstico pela carne bovina se mantém apático e sem força para impulsionar um maior volume de compras de boiadas gordas no curto prazo. Do lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas elevaram as vendas de seus lotes após o quadro de frio intenso observado em algumas regiões do País, sobretudo no Sul, Sudeste e algumas áreas do Centro-Oeste. Tal condição, diz a S&P Global, acendeu uma luz de alerta até mesmo entre os confinadores. No mercado atacado, os preços dos principais cortes bovinos permanecem estabilizados desde a última semana, acrescenta a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista); vaca a R$ 180/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca R$ 190/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 192/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 192/@ (prazo) vaca a R$ 177/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 185/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Exportação de carne bovina in natura atinge 114,5 mil toneladas na terceira semana de junho

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)o volume exportado de carne bovina in natura atingiu 114,541 mil toneladas na terceira semana de junho/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de junho ficou em 152,4 mil toneladas em 21 dias úteis


A média diária, 10,4 mil toneladas, é um avanço de 48,50%, frente ao observado no mês de junho do ano anterior, com 7,2 mil toneladas. Houve queda no ritmo das exportações de carne bovina in natura se comparada com os 6 primeiros dias úteis do mês. O preço médio ficou em US$ 5.112 mil por tonelada, queda de 25,10% frente a junho de 2022, com US$ 6.826 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na terceira semana de junho ficou em US$ 585,5 milhões. A média diária ficou em US$ 53,2 milhões, alta de 7,40%, frente ao no mês de junho do ano passado, com US$ 49,550 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS


Frio mata mais de 1.000 bois em MS

A região do Pantanal foi atingida por uma intensa onda de frio que resultou na morte de mais de mil cabeças de gado


A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) emitiu um alerta por meio de suas redes sociais, orientando os produtores a ficarem atentos a possíveis novas perdas em seus rebanhos devido à hipotermia, condição em que os animais têm sua temperatura corporal reduzida devido à exposição prolongada ao frio. De acordo com informações divulgadas pela Iagro, até o momento, foram registradas 1.071 mortes de animais de diferentes idades, desde bezerros até fêmeas e bois adultos. Estima-se que o prejuízo causado ultrapasse os R$ 3 milhões. As áreas próximas ao município de Corumbá foram as mais afetadas pela intensidade do frio. A Iagro ressalta aos pecuaristas sul-mato-grossenses a importância crucial de realizar a inspeção veterinária nos animais que faleceram devido ao frio. Caso isso não seja viável, será necessário obter um laudo veterinário particular. Além disso, os produtores devem informar imediatamente à Iagro sobre as mortes ocorridas e proceder à baixa de seu estoque.

PECUARIA.COM.BR


SUÍNOS


Suínos: cotações sobem neste início da semana

Na segunda-feira (19), os preços para os suínos finalizaram o dia com altas. Segundo a Scot Consultoria, as negociações para o Suíno CIF apresentaram valorização de 2,80%/1,79%, cotado em R$ 110,00/@ e R$ 114,00/@, enquanto o valor Carcaça Especial seguiu estável e ficou precificado em R$ 8,40/R$ 8,80 por kg


Na cotação do animal vivo, Minas Gerais registrou ganho de 0,67% em R$ 6,01/kg, conforme o Cepea/Esalq referente às informações da última sexta-feira (16). No Paraná, o preço teve avanço de 2,11% e ficou em R$ 5,33/kg. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está em R$ 5,37/kg com leve ganho de 0,37%. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou alta de 0,19% e está em R$ 5,26/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou alta de 0,34% em R$ 5,96/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de carne suína alcança 56,6 mil toneladas até a terceira semana de junho

A média diária da receita teve alta de 37,6% no comparativo anual


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a exportação de carne suína in natura atingiu 56,6 mil toneladas nos 11 dias úteis de junho de 2023. No mesmo mês do ano anterior, o volume ficou em 83,3 mil toneladas em 21 dias úteis. Na média diária, o volume ficou com 5,1 mil toneladas, avanço de 29,7% no comparativo com o mesmo mês de 2022, com 3,9 mil toneladas. A receita foi de US$ 146 milhões. A média diária ficou em US$ 13,2 milhões e ela representa avanço de 37,6% frente a junho de 2022, com US$ 9,649 milhões. No preço pago por tonelada, US$ 2.579 por tonelada, ele é 6,1% superior ao praticado em junho do ano passado, com US$ 2.430 mil por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS


Preços de suínos vivos da China caem 3% com demanda fraca

Os contratos futuros de suínos vivos mais ativos da China fecharam em queda de 3,3% na segunda-feira, a 15.910 iuans (2.222,72 dólares) por tonelada, a maior queda desde janeiro, já que os investidores veem poucos sinais de suporte aos preços fracos do suíno


Os contratos caíram abaixo de 16 mil iuans por tonelada pela primeira vez no início deste mês, com o clima quente de verão reduzindo ainda mais consumo de carne. "A principal razão é que os preços spot não podem se mover", disse iuan Song, analista-chefe do grupo Juxing Agriculture. "Anteriormente, os futuros estavam subindo com as expectativas, mas os preços spot ainda não estão fortes e as expectativas não são suportadas." Os preços médios do suíno estão abaixo de 15 iuans por quilo desde o final de março, pressionados pelo excesso de oferta e demanda fraca em uma economia chinesa lenta. "A recuperação do consumo é lenta, o estoque de produtos congelados é alto e a relação entre oferta e demanda é frouxa", disseram analistas da Huachuang Agriculture em nota no domingo. "A expectativa é que o preço dos suínos flutue em um nível baixo", acrescentou. Os suinocultores vêm perdendo dinheiro desde o início do ano, mas a redução do rebanho reprodutor ainda não afetou o preço. No entanto, o preço médio dos leitões caiu cerca de 60 iuanes por cabeça no mês passado, para 508 iuans, acrescentaram os analistas de Huachuang, refletindo uma queda no interesse dos produtores em engordar porcos. Algumas empresas já baixaram o preço de compra dos leitões várias vezes e o preço pode cair ainda mais, disseram.

REUTERS


FRANGOS


Frango no atacado paulista caiu 2,23% na 2ª feira

A cotação do frango no atacado paulista teve uma queda de 2,23% e está em R$ 5,70/kg, apontou a Scot Consultoria


Na referência para a carne de frango na granja em São Paulo, a consultoria informou que os valores apresentaram estabilidade e estão em R$ 4,50/kg. As referências para o frango vivo no estado de Santa Catarina permaneceram estáveis em R$ 4,37/kg. conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). A cotação do frango vivo no Paraná está estável em R$ 4,49/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na sexta-feira (16), o preço do frango congelado teve valorização de 0,66% e está cotado em R$ 6,12/kg. Já a cotação do frango resfriado teve alta de 0,16% e está sendo negociado em R$ 6,12/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de frango tem avanço de 19,90% no volume

A média diária exportada de carne de aves in natura ficou 22,7 mil toneladas nos primeiros 11 dias úteis de junho/23, avanço de 19,90%, frente ao observado em junho de 2022, com 18,9 mil toneladas.


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), até a terceira semana de junho, o volume ficou em 249,799 mil toneladas. O valor negociado foi de US $ 502,8 milhões. A média diária ficou em US $ 45,7 milhões, alta de 9,6%, frente a maio do ano passado, com US$ 41,715milhões. No preço pago pela tonelada, o resultado na terceira semana de junho foi de US$ 2.013 mil por tonelada, recuo de 8,60% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, com US$ 2,202 mil por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS


Brasil tem 39 casos de gripe aviária em aves silvestres, 10 investigações

Setor produtivo segue blindado e Brasil mantém status de livre da doença pela OMSA


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) elevou para 39 o número de casos confirmados de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no país, segundo informações atualizadas na noite de domingo (18). Os casos registrados estão no Espírito Santo (25 casos), Rio de Janeiro (10), São Paulo (1), Bahia (2) e Rio Grande do Sul (1). O Mapa aguardava os resultados de testes laboratoriais em outras dez amostras coletadas, conforme os dados no portal on-line público para acompanhamento dos casos. Nenhum caso de gripe aviária de alta patogenicidade foi identificado em aves comerciais, do setor produtivo, e o Brasil continua considerado livre da doença conforme status da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Um total de 1.348 investigações relacionadas à Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são influenza aviária e doença de Newcastle, já foi realizado no país. Desse total, 262 foram investigações com coleta de amostras. As coletas de amostras para diagnóstico laboratorial ocorrem em investigações classificadas pelo Médico-Veterinário Oficial como casos prováveis de Síndrome Respiratória e Nervosa. Quando os resultados são negativos para influenza aviária e doença de Newcastle, os casos são descartados e a investigação é encerrada.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Abate de bovinos totaliza 1,28 milhão de cabeças em maio na Argentina

Em maio de 2023, foram abatidas 1,28 milhão de cabeças bovinas na Argentina. Corrigindo os dados do número de dias úteis, foi registrado um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Os dados são da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA)


As fêmeas atingiram uma participação no abate total de 48,3% em maio de 2023, em grande parte explicada pela recuperação das exportações de carne bovina para a China. No acumulado entre janeiro e maio de 2023, um conjunto de 366 estabelecimentos abateu 6 milhões de cabeças de gado, ou seja, 12% a mais do que nos primeiros cinco meses de 2022. O abate de 1,28 milhão de animais com peso médio do anzol de 225 quilos resultou em uma produção de carne bovina equivalente a 288 mil toneladas de carne bovina com osso. Pela série corrigida pelo número de dias úteis, em relação a maio de 2022, a produção de carne bovina foi 12,1% maior. A CICCRA indicou que, nos primeiros cinco meses do ano, foram produzidas 1.358 milhões de toneladas com osso de carne bovina, ou seja, 10,2% a mais que o período entre janeiro e maio do ano passado.

Agência Safras


Brasil e Austrália devem atender maior parte da alta na demanda por carnes em 2023

O comércio global de carnes em 2023 deverá somar 42,1 milhões de toneladas (equivalente carcaça), 0,6% acima do registrado em 2022, e o Brasil e a Austrália deverão atender à maior parte do crescimento da demanda esperada para o ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)


A alta disponibilidade de produtos para exportação, o status livre de doenças e preços competitivos justificam a posição do Brasil e da Austrália no atendimento ao mercado global, segundo o relatório Food Outlook divulgado pela FAO na quinta-feira (15). O leve aumento no comércio global de carnes esperado em 2023 é sustentado por expectativas de expansão das importações aliadas ao aumento das vendas no setor de food service, principalmente na China, após o fim das restrições do país relacionadas à pandemia de covid-19. “No entanto, a crescente disponibilidade de fontes domésticas e o menor poder de compra do consumidor em meio aos altos preços dos alimentos e desacelerações econômicas podem levar a quedas nas importações na maioria dos países importadores de carne, compensando parcialmente os aumentos previstos”, disse a FAO. A produção global de carnes em 2023 é estimada em 363,9 milhões de toneladas, 0,4% acima do registrado em 2022, impulsionada pelo aumento de 1,3% na produção de carne de aves, para 142,7 milhões de toneladas. A produção de carne ovina também deve aumentar 1% para 16,8 milhões de toneladas. A produção de carne bovina deve cair 0,2%, a 76,1 milhões de toneladas, e a de carne suína deve ter queda de 0,5%, para 121,7 milhões de toneladas, segundo a FAO.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Plano Safra 23/24 terá duas datas de lançamento, diz Fávaro

Ministro disse que o Plano Safra 23/24 será lançado no dia 27 de junho; enquanto o plano voltado para agricultura familiar será anunciado no dia 28


O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que o Plano Safra 23/24 para empresas será revelado na próxima terça-feira, dia 27 de junho, enquanto o plano voltado para agricultura familiar será anunciado no dia seguinte, quarta-feira (28). Embora não tenha entrado em detalhes sobre o conteúdo do plano para o setor produtivo, o Ministro afirmou que se trata de um plano que será “fortalecido e reestruturado para médios e grandes produtores”. Fávaro destacou que a divulgação em datas distintas ressalta as diferentes áreas de atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Ele explicou que, enquanto o MDA concentra-se nos pequenos produtores que aderem ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Ministério da Agricultura concentra-se nos produtores médios e grandes. “Durante os mandatos, o Presidente Lula sempre fortaleceu a agricultura empresarial e agricultura familiar. Ele foi o Presidente que repactuou a dívida dos produtores, fez planos agrícolas cada vez maiores, com taxa de juros cada vez menores. Sem falar em valores, posso garantir que será um plano safra robusto”, afirmou Fávaro. Na avaliação do Ministro, a taxa de juros praticada atualmente no Brasil é ‘proibitiva’. “Para equalizar dentro dos padrões necessários da agropecuária brasileira, ainda mais em um ano com preços de algumas commodities lá embaixo, fica quase impossível”, disse. O ministro não adiantou quais serão as taxas praticadas.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai quase 1% com otimismo sobre inflação, crescimento e fiscal no Brasil

Após leve alta na sessão anterior, o dólar à vista voltou a ceder ante o real na segunda-feira, em meio a uma visão positiva dos investidores sobre o Brasil, que passa por processo de queda da inflação, aceleração do crescimento, perspectiva de corte de juros e de mais controle na área fiscal


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7749 reais na venda, com baixa de 0,96%. Este é o menor valor de fechamento desde 31 de maio de 2022, quando encerrou a 4,7542. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,88%, a 4,7865 reais. Na sexta-feira, a moeda norte-americana chegou a subir ante o real, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de baixa, com alguns investidores realizando lucros mais recentes. Na segunda, no entanto, a moeda norte-americana retomou a trajetória mais recente de queda já nos primeiros minutos de negócios, com investidores avaliando que o momento é de fato para alta do real. Relatório distribuído na segunda-feira pelo Goldman Sachs pontuou que o real está quase 5% mais forte que o dólar no acumulado do mês e que ainda haveria “muito espaço” para o avanço da moeda brasileira. A avaliação do Goldman Sachs é de que, ainda que o Banco Central comece o processo de cortes da taxa básica Selic no futuro próximo, a taxa real no Brasil seguirá favorável à atração de investimentos. “O movimento do câmbio no Brasil é impressionante”, comentou Wagner Varejão, especialista em investimentos e sócio da Valor Investimentos. “Nós conversamos com os gestores e está todo mundo no viés de comprar real. O Brasil entrou numa conjuntura bastante positiva.” Por trás disso estão fatores como a inflação em queda, a aceleração do crescimento e a expectativa de controle da área fiscal. No relatório Focus desta segunda-feira, a mediana das projeções do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2023 foi de 5,42% para 5,12%. No caso de 2024, passou de 4,04% para 4,00%. Além disso, o Focus passou a indicar algo que já vem sendo precificado na curva a termo nas últimas semanas: um corte de 0,25 ponto percentual da Selic a partir de agosto. Para completar, o relatório apontou um aumento da expectativa de crescimento do PIB em 2023, de 1,84% para 2,14%. “Toda esta dinâmica, de inflação mais baixa e PIB maior, aliada a um fiscal melhor que o previsto, tem trazido um fluxo grande de capital para cá”, comentou Varejão. De fato, os dados mais recentes do BC mostram que de janeiro a abril deste ano os estrangeiros aportaram no Brasil 22,713 bilhões de dólares líquidos, considerando investimentos diretos, em ações, títulos, depósitos e derivativos. Neste cenário, o Goldman Sachs projeta um dólar a 4,60 reais no horizonte de três meses e a 4,40 reais em seis meses.

REUTERS


Ibovespa encosta em 120 mil pontos com apoio de estrangeiros e apostas sobre Selic

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, encostando nos 120 mil pontos no melhor momento, com o avanço das ações da Petrobras entre as maiores contribuições positivas, apesar do recuo dos preços do petróleo no exterior. No setor de proteínas, JBS ON valorizou-se 3,86%, a 18,57 reais, em dia mais positivo para ações de frigoríficos. A companhia, dona da Seara e outras marcas


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,93%, a 119.857,76 pontos. O volume financeiro na segunda-feira somou apenas 15,9 bilhões de reais, afetado por feriado nos Estados Unidos. Investidores aguardam o desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central na quarta-feira. Não se espera mudança na atual taxa básica de juros, em 13,75% ao ano, mas há expectativa sobre o comunicado que acompanhará a decisão. Pesquisa Focus divulgada na segunda-feira mostrou nova melhora nas projeções para o IPCA e, entre outras revisões, mudança nas estimativas quanto ao primeiro corte da Selic -- para agosto, de setembro anteriormente. Economistas do Credit Suisse esperam que o BC irá manter a Selic em 13,75% ao ano nesta semana, mas enfatizar que os próximos passos dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. Solange Srour e equipe estimam um primeiro corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, com a Selic terminando 2023 em 12% e 2024 em 9,00%. Dados da B3 têm mostrado também um maior apetite de estrangeiros neste mês pelas ações brasileiras, com as compras superando as vendas em 7,3 bilhões de reais até o dia 15. Apenas na quinta-feira, o saldo ficou positivo em 691 milhões de reais. De acordo com o Chefe de Pesquisa da Guide Investimentos, Fernando Siqueira, a bolsa vem se recuperando nos últimos meses, principalmente por causa da expectativa de queda da Selic, com a melhora na perspectiva do rating do país também ajudando. Para ele, a alta das ações na B3 está apenas no começo, com o grupo mais beneficiado pela queda dos juros incluindo empresas que possuem dívida em moeda local e as que vendem principalmente para os consumidores brasileiros. Em 2023, o Ibovespa acumula alta de 9,2%, sendo que apenas em junho a valorização alcança 10,6%. Análise técnica do Itaú BBA avalia que o viés positivo segue no mercado no curto prazo, embora não descarte movimento de realização de lucros. E estima que se o Ibovespa superar 121.600 pontos pode buscar o topo histórico em 131.200 pontos.

REUTERS


Boletim Focus: projeções para a inflação de 2023 e 2024 voltam a cair; estimativa do PIB vai a 2,14%

Previsões para o IPCA dos anos à frente também recuaram: estimativa para 2025 foi de 3,90% para 3,80% e a de 2026 saiu de 3,88% para 3,80%


As projeções para a inflação de 2023 e 2024 feitas pelos analistas de mercado tiveram nova queda na semana, de acordo com dados divulgados na segunda-feira (19) pelo Relatório Focus do Banco Central. A estimativa do IPCA para este ano caiu pela quinta semana consecutiva, de 5,42% para 5,12%. Já a previsão para o ano que vem acumulou o terceiro recuo seguido, de 4,04% para 4,0%. A projeção para o PIB de 2023 também voltou a subir. As previsões para o IPCA dos anos à frente também recuaram. A estimativa para 2025 foi de 3,90% para 3,80% e a de 2026 saiu de 3,88% para 3,80%. Especificamente para os preços administrados, a projeção do IPCA para 2023 recuou pela 7ª semana seguida, de 9,32% para 9,09%. A estimativa para 2024 caiu de 4,52% para 4,50% e as 2025 e 2026, continuaram em 4,0%. Para o crescimento do PIB de 2023, a projeção subiu novamente, de 1,84% para 2,14%, na sexta semana seguida de alta. A estimativa para 2024 caiu de 1,27% para 1,20%, enquanto a e 2025 foi mantida em 1,80% e a 2026 subiu de 1,95% para 1,99%. A projeção da taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) caiu de 12,50% para 12,25% após oito semanas de estabilidade. A de 2024 recuou de 10,0% para 9,50, após 17 semanas, e a de 2025 foi mantida em 9,0%. A de 2026 continuou em 8,75%. A estimativa para o dólar em 2023 também caiu na semana, de R$ 5,10 para R$ 5,00. A projeção para 2024 saiu de R$ 5,17 para R$ 5,10 e a 2025 recuou de R$ 5,20 para R$ 5,18. A projeção para 2026 caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25. A projeção para resultado primário em 2023 saiu de um déficit de 1,05% em relação ao PIB para -1,01%. A estimativa para 2024, no entanto, piorou, de -0,70% do PIB para -0,80%, enquanto a de 2025 passou de -0,37% para -0,50% do PIB. A de 2026 foi de -0,20% para -0,25% do PIB. Para a dívida líquida do setor público, a projeção para este ano foi mantida em 60,60% do PIB, enquanto a de 2024 recuou de 64,40% para 64,20% do PIB. Pra 2025, a estimativa foi mantida em 66,0% do PIB. A de 2026 recuou de 67,40% do PIB para 67,10%. A projeções para a balança comercial brasileira também subiram. O superávit esperado para 2023 saiu de US$ 59,20 bilhões para US$ 61,15 bilhões, enquanto a estimativa para 2024 evoluiu de um saldo positivo de US$ 55,30 bilhões para US$ 57,80 bilhões. Pra 2025, a estimativa caiu de US$ 60 bilhões para US$ 55 bilhões e a de 2026 foi mantida em US$ 55 bilhões.

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