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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 39 DE 05 DE JANEIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 39| 05 de janeiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Negócios esquentam com aquecimento das exportações de carne bovina

Em algumas regiões do Mato Grosso, o valor pedido pelos pecuaristas gira em torno de R$ 325/@, enquanto em São Paulo o "boi-China" é negociado por R$ 350/@, informam as consultorias do setor


O viés altista deve-se sobretudo à enorme dificuldade dos frigoríficos em encontrar lotes de animais terminados nas principais praças pecuárias do País, além da recuperação dos embarques brasileiros de carne bovina. Nas praças mato-grossenses, os últimos lotes negociados foram fixados em até R$ 315/@, mas a pedida agora gira em torno de R$ 325/@ (valor bruto), informa a IHS Markit. Além disso, frigoríficos de menor porte presentes no Mato Grosso optaram por elevar a compra de fêmeas em função do melhor custo-oportunidade. Nas praças do interior de São Paulo, o valor de referência do boi gordo gira ao redor de R$ 340/@ (preço bruto e à vista), mas há relatos de negociações envolvendo boiada padrão China (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) por até R$ 350/@, destaca a IHS. Os analistas da Scot Consultoria detectaram acréscimo diário de R$ 8/@ nos preços do boi gordo e da vaca negociados na terça-feira nas praças paulistas, enquanto a cotação da novilha gorda avançou R$ 5/@. Segundo os dados da Scot, o macho terminado está apregoado em R$ 333/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 310/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Para o “boi-China”, acrescenta a Scot, já há negócios por R$ 350/@. Nas praças de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, os preços do boi gordo seguem firmes, relata a IHS. Na região Norte do Brasil, destaque para as altas da arroba do boi gordo nas praças de Tocantins e Rondônia, onde as escalas de abate dos frigoríficos evoluem de forma irregular em função da oferta apertada de boiadas gordas. Na região Nordeste, os preços do boi gordo seguem estáveis nas praças da Bahia e do Maranhão, devido à fraca atuação de ambas as pontas do mercado. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estagnados na terça-feira. O fluxo de negócios segue irregular, cadenciado pela cautela entre os agentes do setor. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca R$ 308/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 313/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 337/@ (prazo) vaca a R$ 312/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 312/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 288/@ (prazo).

PORTAL DBO


BNDES amplia exigências socioambientais para abate de bovinos

De acordo com o banco, já eram exigidos dos abatedouros o cadastro de fornecedores diretos e sistema implementado com procedimentos para a compra de gado


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que passará a exigir, em seus novos contratos relativos à cadeia produtiva de abate de bovinos, comprovação de que os beneficiários de crédito não estejam infringindo leis ambientais. De acordo com o banco, será necessário apresentar anualmente os resultados de uma auditoria independente, que comprove que os fornecedores não estejam incluídos na lista de áreas embargadas do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e não tenham sido condenados em ações penais por desmatamento. As auditorias deverão ser feitas até que o contrato seja amortizado. Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas multas contratuais e vencimento antecipado. As novas regras valem para contratos assinados a partir de 3 de janeiro de 2022. De acordo com o BNDES, já eram exigidos dos abatedouros o cadastro de fornecedores diretos e sistema implementado com procedimentos para a compra de gado, de modo a mitigar os riscos socioambientais. Apenas fornecedores que, após avaliação, comprovarem o cumprimento de requisitos socioambientais são aceitos. “Com a medida, o BNDES espera assegurar o cumprimento de suas regras para o apoio à cadeia produtiva de abate de bovinos, segmento importante na economia brasileira e na pauta de exportações do país”, diz o banco, em nota. Segundo o comunicado à imprensa, os financiamentos aos abatedouros são concedidos, em sua maioria, na modalidade indireta automática, realizados por meio das instituições financeiras credenciadas. São elas as responsáveis pela análise cadastral e de crédito da empresa, enquadramento nas linhas e programas do BNDES disponíveis, assim como pela fiscalização da aplicação dos recursos e atendimento das condições contratuais. A partir da implementação desse novo procedimento, os clientes deverão contratar auditorias independentes e encaminhar os resultados às instituições financeiras, que, por sua vez, deverão comunicar ao BNDES eventuais irregularidades constatadas.

AGÊNCIA BRASIL


Indústria de carnes já prevê embarques de US$ 10 bi em 2022

Exportações de carne bovina passaram de US$ 9 bi em 2021


As exportadoras brasileiras do segmento atingiram um novo recorde de faturamento com as vendas externas, com mais de US$ 9 bilhões em embarques em 2021. O recuo no volume das exportações foi compensado pela alta de 16,13% no preço médio da proteína, que chegou a mais de US$ 5 mil por tonelada. A expectativa para 2022, com o retorno da China às compras e a possibilidade de novas aberturas de mercado para produtos e destinos, como Canadá, Coreia do Sul e Japão, é de que a receita chegue pela primeira vez à casa dos US$ 10 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). A reabilitação de 12 plantas brasileiras pela Rússia também pode favorecer os negócios neste ano. O Presidente da entidade, Antônio Jorge Camardelli, prevê que o volume exportado deverá voltar para a casa de 2 milhões de toneladas de carcaça equivalente, patamar alcançado pelo setor apenas em 2020. No ano passado, foram 1,8 milhões de toneladas enviadas ao exterior de acordo com as projeções da entidade. A ausência de compras chinesas entre os dias 4 de setembro e 15 de dezembro não deixou nenhuma “mácula” com o maior parceiro comercial do setor. “Fora os percalços financeiros e a sequência comercial que foi interrompida, o maior prejuízo que poderíamos ter era a ausência do nosso produto nas gôndolas da China, e isso não aconteceu”, explicou. Com a existência de estoques dos importadores asiáticos e a liberação da entrada da produção certificada antes do embargo, não houve quebra de margem nas empresas nacionais, segundo Camardelli. Com a retirada da suspensão, a China já comprou 20 mil toneladas de carne bovina brasileira nesse período. O fim do ano também reservou a abertura do mercado da Malásia para cortes com ossos e miúdos. “A gente tem que sair atrás de alternativas contínuas no processo, com a abertura de novos mercados, como Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Canadá e México. Somados, eles representam 40% das importações mundiais e não tenho liberdade para vender para eles ainda. É isso que regula mercado”, afirmou. A perspectiva é que as negociações com o Canadá avancem no primeiro trimestre deste ano. “A maior ou menor dependência é regulada pela continuidade de abertura de mercado”, disse. O Japão importa mais de 700 mil toneladas de carne bovina por ano e a Coreia do Sul, 500 mil. Quase 80% disso sai dos Estados Unidos. “Queremos uma fatiazinha desse processo. Não vamos roubar mercado, pois ele se adequa”, projetou Camardelli.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suínos: quedas generalizadas nas cotações na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de, pelo menos, 1,87%, chegando em R$ 105,00/R$ 115,00, enquanto a carcaça especial baixou até 1,06%, custando R$ 8,90 o quilo/R$ 9,30 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), houve queda de 3,95% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,32/kg, recuo de 3,26% em São Paulo, atingindo R$ 6,23/kg, baixa de 1,47% no Paraná, valendo R$ 5,36/kg, retração de 0,88% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,66/kg, e de 0,18% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,66/kg.

Cepea/Esalq


Antigos aviários turbinam suinocultura de Piraí do Sul (PR)

Piraí do Sul, nos Campos Gerais, teve no frango um dos seus principais carros-chefes. Em 2009, o município chegou a ter 12,4 milhões de aves, mas a atividade foi reduzindo de tamanho e, nos últimos quatro anos, apresentou uma condição estável de 4 milhões de cabeças. O resultado dessa mudança de perfil trouxe um problema. O que fazer com os aviários que passaram a ser construções vazias?


Luiz Fernando Tonon, 57 anos, abandonou a avicultura e requalificou a antiga granja. Avicultor desde os anos 1990, na última década as empresas integradoras começaram a fazer exigências de reformas que estavam tornando inviável a atividade. Então, Tonon desativou os dois barracões destinados à criação de frango e resolveu apostar, em um deles, nos suínos. Hoje, o lugar que alojava frangos recebe 900 cabeças de suínos por lote. “Fiz adequações no antigo aviário e trabalhei por um tempo com a integradora Schoeller. De um tempo para cá, por uma mudança na minha estratégia, estou entregando para a Cooperativa Capal”, conta Tonon. Esse movimento de adaptar granjas de frango para a produção de suínos é um dos fatores que explica a expansão da cadeia produtiva do porco em Piraí do Sul. Em 2017, o rebanho do município despencou para 90,3 mil cabeças – pior nível desde 2002. Mas em 2018 e 2019, os números foram melhorando até que, em 2020, o município passou a deter o maior rebanho de suínos da sua história: 198,2 mil cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos de Valor Bruto de Produção (VBP) Agropecuário, a suinocultura de Piraí do Sul movimentou, em 2020, R$ 275,6 milhões. A maior parcela fica com os suínos para corte (R$ 178,28 milhões), seguido por leitões para recria (R$ 47,9 milhões), fêmeas para reprodução (R$ 43,8 milhões), machos para reprodução (R$ 4,6 milhões) e leitões para corte (R$ 900 mil). A cadeia como um todo movimenta mais recursos do que a avicultura, que no mesmo período gerou VBP Agropecuário de R$ 176,1 milhões, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). No município, há produtor que passou por duas adaptações produtivas nos seus barracões nas últimas décadas. Reinholdo Ruvinski, 42 anos, trabalhava em chácaras de terceiros nos anos 1990, aprendendo a cuidar de aves. Tempos depois resolveu, no início dos anos 2000, se aventurar na criação de perus. Só que em 2007, a empresa acabou com o abate desses animais na região. Foi então que ocorreu a primeira adaptação na granja, que passou a ser destinada à criação de frangos. Em 2016, não estava mais valendo a pena para Ruvinski seguir com os frangos pelos mesmos motivos do colega Tonon, e então percebeu que podia fazer uma nova migração. Hoje, na propriedade de nove hectares é possível tirar o sustento da família tendo na suinocultura o carro-chefe – um total de 1,5 mil animais por lote. “A adaptação para suínos foi relativamente simples. Envolveu a construção de um piso, as divisões e a estrutura para levar água e ração aos animais de forma automatizada. Hoje está compensando, pois dá para tirar um bom salário da atividade”, revela. O uso de barracões antigos de frango adaptados para suínos é algo recorrente em todo o Paraná, mais frequente na região dos Campos Gerais, aponta Nicolle Wilsek, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR. “A gente enxerga isso muito na região de Piraí e nas cidades ao redor, pelo fato de a suinocultura estar em movimento de expansão na região, já considerada um polo da cadeia produtiva. Como tem agroindústrias integradoras nas proximidades, é natural que aconteça esse movimento”, revela Nicolle. “Há algumas décadas isso já aconteceu na região de Toledo, que se tornou a maior região produtora do Paraná”, complementa.

CNA/Senar


FRANGOS


Terça-feira com pouca movimentação no mercado de frango

De acordo com análise Cepea/Esalq, apesar do enfraquecimento da procura e da consequente retração do preço a partir de outubro, o frango inteiro resfriado teve média de R$ 7,14/kg, 26% acima da verificada no mesmo período de 2020 e um recorde


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado caiu 2,42%, valendo R$ 6,05/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 4,35/kg, enquanto São Paulo e Paraná ficaram sem referência de preço na segunda-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), a ave congelada ficou estável em R$ 6,51/kg, enquanto a resfriada caiu subiu 0,15%, fechando em R$ 6,54/kg.

Cepea/Esalq


Gripe aviária: surtos na Europa e na Ásia podem estimular aumento de preços do frango brasileiro

Produção de carne de frango brasileira já teria chegado ao limite, e não seria possível ampliar de forma expressiva os volumes embarcados


Segundo informações oficiais da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal, na sigla em inglês), até agora há 21 casos de influenza aviária atípicos no mundo, 23 se forem somados casos que foram registrados inicialmente em 2020 e que seguem ativos. O médico veterinário, virologista e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron, afirma que as subnotificações à OIE podem acontecer porque quando um caso da doença é detectado em uma granja, é preciso que seja feito uma série de procedimentos para a confirmação da doença, da cepa do vírus e da abrangência até a notificação à Organização. Caron diz que estes surtos da doença, que é a patologia viral mais importante na avicultura, podem representar oportunidade de preços melhores à proteína brasileira. "A questão é que, com uma possível escassez de carne de frango nestes países por causa da doença, os preços do mercado interno podem aumentar, beneficiando o Brasil. Entretanto, em relação de volume exportado, o Brasil não tem tanta capacidade assim de ampliar as quantidades", informa. Segundo Caron, o alojamento de aves de corte no Brasil, cerca de 6,8 bilhões por ano, já estaria no limite. Um possível incremento no volume exportado poderia acontecer, de forma limitada, se as aves fossem abatidas mais pesadas. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou as perspectivas para 2022 e a expectativa é de crescimento. O volume projetado para 2022 poderá chegar até 14,900 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação a 2021. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 4,750 milhões de toneladas, volume que supera em 5% as exportações projetadas para 2021. Apesar de os surtos da influenza aviária estarem se espalhando pela Europa e Ásia, além de alguns casos terem sido registrados na África, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron explica que os riscos da doença chegar ao Brasil são baixos. "No Brasil a gente recebe menos de 1% do total de aves migratórias que circulam entre os continentes e que são vetores para doenças", diz. Além disso, as medidas de biosseguridade tomadas pelo Brasil são muito eficazes e têm prevenido a entrada deste tipo de patogenia nos aviários.

EMBRAPA


CARNES


Em 2021, receita cambial das carnes in natura aumentou 15% e superou os US$17,4 bilhões

Apesar dos vários contratempos, carnes in natura registraram um dos melhores desempenhos de todos os tempos


Mesmo com vários contratempos enfrentados no decorrer do ano – por exemplo, retenção de embarques por carência de contêineres refrigerados e interrupção do despacho de carne bovina para a China por mais de três meses – em 2021 as carnes in natura registraram um dos melhores desempenhos de todos os tempos. A carne bovina foi a mais afetada, com o volume embarcado recuando quase 10% no ano. Porém, teve a melhor valorização entre as três carnes, com seu preço médio aumentando cerca de 18% em relação a 2020. Como resultado, a receita cambial do produto aumentou 7%, aproximando-se dos US$7,970 bilhões, representando 46% da receita global das três carnes. A carne de frango obteve aumento de 8% no volume e de 16% no preço. Gerou receita 25,5% maior que a de 2020. O resultado – US$6,961 bilhões – correspondeu a 40% da receita do setor. A carne suína teve em termos de preços comportamento mais moderado em 2021. O incremento de apenas 3,61% no preço médio foi amplamente compensado com o aumento de quase 13% no volume embarcado. Com isso, a receita cambial do produto, de US$2,5 bilhões, aumentou mais de 16% em relação a 2020, representando cerca de 14% da receita cambial das três carnes. No cômputo final, o volume total embarcado aumentou 4%, ficando próximo dos 6,830 milhões de toneladas – 15% delas representados pela carne suína, 23% pela carne bovina e os 62% restantes pela carne de frango. Mas como o preço médio alcançado ficou 10,5% acima do registrado nos mesmos 12 meses de 2020, a receita cambial total, de pouco mais de US$17,4 bilhões, registrou aumento de 15% sobre 2020.

AGROLINK


Brasil abre mercados para carne bovina, lácteos e material genético

Oito mercados para produtos agrícolas brasileiros foram abertos em dezembro, segundo informações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura


A mais recente foi a possibilidade de exportar fibroblasto bovino para fins de clonagem do Brasil para a Argentina, que foi formalizada na última quinta-feira (30) com aceite de protocolos fitossanitários pelos dois países. Ainda no fim de dezembro, Cuba liberou a entrada de embrião e sêmen bovino do Brasil. A Malásia permitiu a importação de carne bovina brasileira e miúdos de origem bovina do País. Para a Colômbia, o Brasil obteve aval para exportar farinha de carne e ossos e sebo bovino. O México autorizou a comercialização de lácteos brasileiros e a Uganda de material genético avícola do Brasil. Em 2021, a pasta totalizou 77 ações de aberturas de mercados, o que significa a possibilidade de comercializar um novo produto por parceiro comercial. Em novembro, mercados da Uganda e da Jordânia foram abertos para material genético avícola do Brasil. Em setembro, outros oito mercados foram abertos para produtos brasileiros, incluindo bovinos vivos, ovos férteis e pintos de um dia, material genético avícola e bovina, farinhas de origem animal, produtos para alimentação animal e gengibre. Em agosto, as aberturas envolveram pescado, sementes e material genético. Em junho, o destaque foi a liberação de carne bovina e material genético bovino para o Iêmen. Em fevereiro, o destaque foi a abertura para o setor de proteína animal com liberação para exportar bovinos vivos, material genético bovino e carne suína e derivados ao Camboja. E em janeiro, os destaques foram permissão para exportar carne de ovinos e miúdos bovinos.

ESTADÃO CONTEÚDO


EMPRESAS


BRF contribui com história e economia da capital do agronegócio do Paraná

Toledo, que completou 70 anos, abriga unidade da BRF que emprega mais de 7 mil trabalhadores diretos


A BRF orgulha-se de participar ativamente da história de Toledo (PR), município que completou 70 anos no último dia 14 de dezembro e ostenta o título de capital do agronegócio do Paraná, divulgou a companhia no mês passado. Inaugurada em 1964, a unidade da BRF tem linhas de produção de suínos, aves e produtos de alto valor agregado, destinados aos mercados interno e externo. “A BRF sempre vislumbrou um grande potencial em Toledo e região. Somos uma das maiores unidades fabris e nos orgulhamos da nossa contribuição à região e de participarmos do desenvolvimento do município, contribuindo para essa história de sucesso”, disse o Diretor industrial da BRF no Paraná, Fabio Loch, em nota. Localizada no oeste do Paraná, Toledo é a 12ª cidade mais populosa do estado. Na década de 1990, a partir dos investimentos da BRF na ampliação da área suinícola, Toledo viu seu rebanho expandir, de 100 mil para mais de 400 mil cabeças de suínos. O município tem hoje uma economia baseada principalmente no agronegócio e está em primeiro lugar, entre os municípios do Paraná, no Valor Bruto da Produção Agropecuária e no PIB Agropecuário estadual. Os números são do comunicado da BRF. A companhia conta com mais de 7 mil colaboradores em Toledo, próximo de mil prestadores de serviço e cerca de mil produtores integrados. Além de aves e suínos in natura, a planta da BRF na cidade também produz linguiça, presunto e empanados. No ano passado, a unidade avançou em iniciativas da Indústria 4.0, implantando aplicativo para celular que permitiu coletar, na linha de produção, informações como diâmetro, peso e temperatura do produto, dados que antes eram organizados de forma manual. A solução digital traz ganhos de produtividade e um melhor aproveitamento de matéria-prima. A cidade também abrigou o primeiro teste feito pela BRF de entrega com drone de material genético em uma granja de difícil acesso, de propriedade de produtor Ademir Geremias, integrado da BRF há 33 anos. Por meio do Instituto BRF, a companhia apoiou em 2021 na área de segurança alimentar e proteção social, com o Fundo Nossa Parte Pelo Todo, a entidade Nossa Senhora da Glória Fazenda da Esperança. Outra ação constante, desenvolvida por colaboradores voluntários, é a doação de sangue: os voluntários participam com doações ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), colaborando assim com toda a região nesta ação voltada à saúde da comunidade, entre outras atividades.

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Estudo da UFSM indica que pastagem natural do bioma Pampa, bem manejada, compensa emissão de metano pelo gado

Estudo da área da micrometeorologia mostra que o bioma tem potencial absorvedor de Gases do Efeito Estufa


A preocupação ambiental compreende a atenção para a emissão dos gases de efeito estufa (GEE). Um estudo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), desenvolvido desde 2015, tem apresentado resultados que mostram que a pastagem natural do Bioma Pampa, quando bem manejada, compensa as emissões de metano produzidas pelo gado através da absorção de dióxido de carbono (CO2) pela pastagem. Ou seja, o Pampa é um potencial absorvedor de gases do efeito estufa (GEE). De acordo com definição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Pampa é o único bioma brasileiro localizado em apenas um estado, o Rio Grande do Sul. Caracterizado pelo clima temperado, grande biodiversidade de plantas, e por uma extensa área de campos naturais, principalmente gramíneas, o bioma ocupa cerca de dois terços do território gaúcho. A combinação entre o clima e as características únicas da paisagem contribuem para o manejo adequado do gado e também para os resultados da pesquisa. Estes podem ajudar na elaboração de estratégias para a redução da emissão dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. A mitigação desses gases é importante para frear o processo de aquecimento global do planeta. O estudo que atesta que o bioma Pampa funciona como dreno de GEEs foi realizado pelo Laboratório de Micrometeorologia da UFSM e Coordenado pela professora do Departamento de Física, Débora Regina Roberti. A partir da coleta de dados sobre trocas de carbono e metano nos ecossistemas, o grupo de pesquisadores concluiu que o bioma Pampa, em condições de manejo adequado, funciona como uma espécie de dreno de gases de efeito estufa. Débora explica que, durante o inverno, em que há menor crescimento das pastagens, o Pampa emite mais dióxido de carbono (CO2) do que absorve. No entanto, a quantidade de absorção dos gases no verão compensa a emissão do inverno e, em uma média anual, o local funciona como um absorvedor de CO2. Quanto ao metano, a docente salienta que, embora emitido pelo gado por meio da ruminação, a vegetação do bioma – através da fotossíntese – consegue absorver, em quantidade de CO2, o dobro das quantidades de emissão de metano. Pelo tamanho, o Pampa tem potencial de absorver mais de 1 milhão de créditos de carbono, o equivalente a 1 milhão de toneladas de CO2 equivalente. Débora salienta que isso não significa que em outros biomas e em outros tipos de manejo do solo e dos animais não há maior emissão de GEE ‘s. A importância do estudo está em demonstrar alternativas e estratégias que possibilitem mitigar a emissão dos gases de efeito estufa também em outros ambientes. Débora comenta que a intenção é realizar mais estudos em outros locais, para que as medidas sejam ampliadas e possibilitem maior conhecimento sobre outras realidades. Dessa forma, a intenção é elaborar estratégias de mitigação adequadas para cada bioma. A pesquisa compreende a presença de gado nos campos de pastoreio e o manejo adequado dos animais, em que a estratégia utilizada é a de pastoreio rotativo, na qual é feita a rotação de piquetes. Os animais se alimentam em uma área em determinado período de tempo, e depois passam para a próxima, para que o pasto tenha tempo de brotar e crescer de forma natural. O sistema difere do pastoreio contínuo, em que os animais permanecem todo o tempo nos mesmos piquetes – que delimitam áreas de divisão da pastagem por meio de cercas – e a quantidade, a altura e o volume do pasto disponíveis são controlados. A alternativa é baseada na grande diversidade de vegetação herbácea existente no Pampa – cerca de 3 mil espécies catalogadas. Das várias famílias botânicas, as que têm maior número de espécies são as gramíneas, as asteráceas e as fabáceas (leguminosas). Outra divisão das espécies é quanto à capacidade de armazenamento de recursos. As Fabáceas são captadoras de recursos, ou seja, a partir de recursos energéticos como o CO2, crescem mais rápido; no entanto, o recurso fica vivo na planta por menos tempo. As Gramíneas e as Asteráceas são conservadoras de recursos. Uma vez que crescem mais lentamente, a captura de recursos como o gás carbônico, o oxigênio e outros nutrientes permanecem na estrutura da planta por mais tempo. A partir desse entendimento, a estratégia de manejo adequada foi desenvolvida de modo que se adaptasse aos diferentes ritmos de crescimento dos dois grandes grupos de espécies.

Universidade Federal de Santa Maria


EMPRESAS


BRF debate a sustentabilidade alimentar do mundo na Expo Dubai 2020

A gigante brasileira BRF levou à Expo Dubai ações de sustentabilidade alimentar


Conhecida por ser uma das maiores processadoras e exportadoras de proteína animal do mundo, a gigante alimentícia BRF levou a floresta amazônica brasileira para a Expo Dubai 2020, em meados de dezembro. A ação, realizada em parceria com a Apex-Brasil, teve como objetivo debater a sustentabilidade alimentar do futuro aliada à conservação e preservação do meio ambiente. Para isso, reproduziu a floresta tropical em painéis com informações institucionais sobre desperdício de alimentos e práticas sustentáveis de proteção da biodiversidade. A holding proprietária de marcas como Sadia, Perdigão e Biofresh, também apresentou ações de redução do consumo de papel e madeira e dos impactos causados pelo aquecimento global. Presente no Oriente Médio desde a década de 1970, a BRF opera duas unidades produtivas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e em Dammam, na Arábia Saudita, através das marcas Sadia, Perdix e Hilal. A produção passa das 70 mil toneladas ao ano e atende os mercados do Golfo Pérsico, norte da África e Liga Árabe.

GAZETA DO POVO


Parlamentares dos EUA e Europa pedem que JBS seja investigada

Eles expressaram "crescente preocupação" com as práticas comerciais da JBS, sua controladora J&F Investimentos e suas subsidiárias na Europa e nos Estados Unidos


O Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Bob Menéndez, um parlamentar britânico e um eurodeputado pediram na terça-feira (4) em Washington que sejam investigadas "as práticas comerciais" da empresa brasileira de carnes JBS. Em comunicado conjunto, Menéndez, o legislador britânico Ian Liddell-Grainger e o Presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, Norbert Lins, expressaram "crescente preocupação" com as práticas comerciais da JBS, sua controladora J&F Investimentos e suas subsidiárias na Europa e nos Estados Unidos. Portanto, pedem a seus respectivos países que "conduzam investigações legais e coordenadas" para garantir que "a empresa seja forçada a operar dentro dos padrões esperados de finanças, negócios e conduta ambiental". Também pedem às autoridades que "examinem as práticas antimonopólio e anticompetitivas da JBS e avaliem se os abusos da empresa podem prejudicar permanentemente as cadeias de abastecimento de alimentos". Na segunda-feira, o governo de Joe Biden divulgou um plano para aumentar a concorrência no setor de carnes, dominado por um punhado de grandes empresas, entre elas a JBS, que acusa de aumentar os preços aos consumidores e reduzir a renda dos produtores. A declaração dos três legisladores afirma que durante a última década a JBS participou de atividades criminosas e "se declarou culpada de 1.500 atos de suborno" no Brasil, "de violações na fixação de preços antimonopólio" e de "violar a lei de práticas corruptas no exterior dos Estados Unidos", além de ainda não ter pagado "bilhões de dólares em multas". Os parlamentares, surpresos com o fato de seus fundadores Wesley e Joesley Batista continuarem a ser acionistas majoritários "apesar de terem sido condenados criminalmente no Brasil", acusam a empresa de "obter gado de fazendas que contribuíram para o desmatamento". Considerada o maior frigorífico da América Latina, a JBS está presente em 15 países com mais de 400 unidades produtivas em cinco continentes, segundo o site oficial da empresa, no qual afirma realizar diversos programas para desenvolver modelos de produção sustentáveis e proteger e restaurar florestas.

AFP/UOL ECONOMIA


INTERNACIONAL


Biden anuncia plano de US$ 1 bilhão para aumentar a concorrência das indústrias de carne dos EUA

O objetivo é criar um cenário mais competitivo e justo para o setor de proteínas animais


O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na última segunda-feira (03) que vai direcionar US$ 1 bilhão para expandir a capacidade de pequenas processadoras de carne no País. De acordo com o comunicado emitido pela Casa Branca, o plano tem como objetivo criar um cenário mais competitivo e justo para o setor de proteínas animais, na qual vai beneficiar melhores ganhos para os produtores e mais opções mais acessíveis de preços aos consumidores. A iniciativa do governo americano se dá por conta das preocupações crescentes com as grandes indústrias de proteínas animais tendo muito controle sobre o mercado de carne americana, o que permite às empresas definirem os preços da carne no atacado e varejo. Segundo as informações divulgadas pela Reuters Internacional, o governo Biden vem criticando fortemente a indústria de carnes dos EUA, alegando que o setor é controlado por um pequeno número de empresas e que a falta de concorrência prejudica consumidores, produtores e a economia. O Departamento de Agricultura (USDA) vai gastar US $ 1 bilhão dos fundos do American Rescue Plan para expandir o setor independente de processamento de carnes, incluindo fundos para financiamento de subsídios, empréstimos garantidos e treinamento de trabalhadores, disse o Secretário de Agricultura, Tom Vilsack, à Reuters. A indústria da carne informou que a análise da Casa Branca era imprecisa e criticou o novo plano. O Presidente do National Chicken Council, Mike Brown, chamou o plano de "uma solução em busca de um problema".

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Chancela como área livre de febre aftosa sem vacinação foi a marca da defesa agropecuária em 2021

A soma de esforços entre iniciativa pública e privada fez com que o ano de 2021 se tornasse histórico para o setor agropecuário paranaense. No mês de maio, o Paraná recebeu da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. A entidade também concedeu ao Estado a certificação de zona livre de peste suína clássica independente


O Estado lutava há cerca de 50 anos por essa chancela, que tem potencial para transformar significativamente o patamar de produção da pecuária paranaense. “Para que a conquista se concretizasse, foi fundamental o apoio das entidades do setor produtivo e organização da estrutura de saúde animal”, disse o Diretor-Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir César Martins. Desde que o último foco da doença foi confirmado, em 2006, o governo e o setor produtivo se organizaram para melhorar a estrutura sanitária paranaense, o que incluiu a criação da Adapar, o reforço da fiscalização nas divisas e do controle dos rebanhos, além da contratação de profissionais por meio de concurso público realizado em setembro. A imunização contra a aftosa no Estado foi interrompida em 2019 e a campanha de vacinação, que acontecia duas vezes por ano, foi substituída pela campanha de atualização de rebanhos, que foi modernizada e pode ser feita de forma online. Maior produtor e exportador de proteína animal do País, com liderança em avicultura e piscicultura, o reconhecimento internacional vai ajudar a abrir mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto, como Japão, Coreia do Sul e México. Já a classificação de zona livre de peste suína clássica independente confirmou definitivamente o Paraná fora de um grupo atualmente formado por 11 estados, garantindo vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional. Essa chancela permite aos suinocultores paranaenses ganhar volume.

Agência de Notícias do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em alta afetado por exterior e preocupação local

O viés de alta vindo do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir e mantiveram em alta a procura pela moeda americana, acabou definindo a direção do pregão do dia


O movimento de alta dos rendimentos das treasuries e também certa cautela com o cenário fiscal e político doméstico acabaram impedindo qualquer movimento de recuperação do real. Mesmo após a forte alta do dólar ontem, a moeda americana seguiu se fortalecendo e voltando a rondar o patamar de R$ 5,70. No encerramento do dia, o dólar foi negociado a R$ 5,6895, alta de 0,48%. “Há essa percepção, em ano eleitoral, de que nenhum dos principais candidatos vai ter compromisso com teto de gastos, e isso contamina o cenário fiscal de médio prazo”, diz Fernando Bergallo, Diretor da FB Capital. Para Bergallo, no entanto, o patamar de R$ 5,70 tem agido como uma espécie de “resistência psicológica” no mercado doméstico. O ISM industrial caiu de 61,1 pontos a 58,7 pontos em dezembro, abaixo do consenso de 60,0 pontos. Esse movimento, no entanto, não durou e já no início da tarde a moeda americana recobrava suas forças ante o real e também outras divisas. No fim da tarde, o índice DXY da ICE subia 0,06%, aos 96,27 pontos. “É um novo ano, mas os temas permanecem mais ou menos os mesmos. A diferença mais notável é que a covid-19 não é um pano de fundo onipresente, mas um driver temático”, notam analistas do TD Securities. “Como resultado, o foco central está sobre o quanto a variante ômicron irá afetar as cadeias de fornecimento, qual impacto isso terá sobre a rotação do consumo entre bens e serviços e como os formuladores de política irão reagir”. Para o banco canadense, os bancos centrais devem permanecer mantendo a inflação em cheque, o que significa uma alta dos juros reais. “Este quadro ainda beneficia o dólar e, embora este siga sendo um consenso adentrando 2022, nós preferimos classificar qualquer fraqueza pontual da moeda americana como uma oportunidade de compra”.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa tem novo revés diante de sessão mista em Wall Street

O principal índice da bolsa brasileira somou sua segunda queda em 2022 na terça-feira, em meio a um pregão sem direção única para as bolsas dos Estados Unidos e à manutenção de incertezas fiscais no cenário doméstico


As ações de bancos e de empresas ligadas à commodities voltaram a subir, enquanto papéis relacionados ao consumo interno e ao setor de tecnologia cederam, com alta dos juros futuros no Brasil e do rendimento dos títulos do governo dos EUA de pano de fundo. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,39%, a 103.515,10 pontos. O volume financeiro foi de 23,2 bilhões de reais.

REUTERS


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