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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 386 DE 01 DE JUNHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 386 |01 de junho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Com entressafra distante, preços do boi seguem em baixa

Segundo a Scot Consultoria, todas as categorias registraram queda de R$5,00/@ na quarta-feira (31/5), frente ao dia anterior, último dia de maio. Houve poucos relatos de negócios concretizados, em São Paulo, e a pressão de baixa persiste


Na região Norte de Mato Grosso, as cotações do boi interno, do “China” e da vaca caíram R$5,00/@ na comparação feita dia a dia. Na região Sul de Minas Gerais, os preços estão estáveis, porém a pressão de baixa segue para os próximos dias. Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios volta a sugerir oferta, que permanece expressiva, somada a dificuldade do pecuarista em cadenciar o ritmo dos negócios em meio à perda de qualidade do pasto. O descarte de matrizes é uma realidade neste momento, diante de uma curva pouco atrativa de preços no mercado de reposição, o que tem acentuado a pressão baixista. A recuperação dos preços do boi gordo deve acontecer apenas no período de transição entre a safra para entressafra, período em que a oferta será menos expressiva. “Os frigoríficos terão mais dificuldades na composição de suas escalas de abate e haverá maior propensão a reajustes”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias. O mercado atacadista voltou a apresentar acomodação em seus preços. No entanto, mesmo durante a virada de mês não haverá grande espaço para recuperação dos preços, considerando a posição dos estoques da indústria frigorífica. “Soma-se a isso o comportamento dos preços das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que ainda apresenta queda em suas cotações”, aponta Iglesias. Quarto traseiro ainda foi cotado a R$ 18,40 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. O quarto dianteiro segue precificado a R$ 13,70 por quilo. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca R$ 192/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 194/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Câmara setorial do Mapa aprova proposta de sistema de rastreabilidade individual

Proposta prevê adesão voluntário dos pecuaristas, com prazo mínimo de oito anos para adaptação


A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, abrigada no Ministério da Agricultura, aprovou, na terça-feira (30), a proposta de criação de um sistema voluntário de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. Conforme nota divulgada nesta quarta-feira (31) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a proposta será, agora, protocolada no ministério. A CNA ressalta que a proposta prevê que a adesão dos produtores deve ser voluntária; os pecuaristas devem ter um prazo mínimo de oito anos para se adaptar e não haverá custos de acesso ao sistema para o produtor. E que, após oito anos, a questão da voluntariedade “ficará a cargo dos estados”. “Além disso, foi citada a necessidade de melhorias no sistema e restrição de acesso aos dados, que são estratégicos do produtor. O grupo sugeriu ainda a inserção da data de aplicação do brinco no animal (o brinco de identificação)”, cita a confederação, na nota. Conforme o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, na nota, o objetivo da proposta é “antecipar qualquer imposição pelo governo ou outro elo e que o produtor faça parte da elaboração e construção de todo o processo. É fundamental a comunicação com a base sobre o tema”, disse, na nota. Ainda de acordo com ele, o único investimento que o produtor precisará fazer é a aquisição dos elementos de identificação individual, como os brincos de identificação. A proposta prevê, ainda, a inserção das informações dos animais no sistema de rastreabilidade gratuitamente.

CANAL RURAL


SUÍNOS


Suínos: Cotações apresentam estabilidade em São Paulo nesta 4ª feira

As cotações para o Suíno Carcaça Especial permaneceram em R$ 8,40/R$ 8,80 por kg, conforme a Scot Consultoria


O valor do suíno CIF também seguiu estável em R$ 107,00/@ a R$ 112,00/@, segundo a consultoria. O preço do animal vivo em Minas Gerais registrou perda de 1,81% e está em R$ 5,96/kg, conforme o Cepea/Esalq referente às informações da última terça-feira (30). No Paraná, os preços também tiveram movimento de desvalorização de 3,33% e ficando em R$ 5,52/kg. O preço do animal vivo em São Paulo está em R$ 5,89/kg com recuo de 3,13% frente ao comparativo diário. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou queda de 3,63% e está em R$ 5,31/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou baixa de 1,55% e está cotado em torno de R $ 5,70/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Cotação do frango na granja registra queda de 2,13% em São Paulo

Segundo a Scot Consultoria, o preço do frango na granja teve recuo de 2,13% e está em R$ 4,60/kg


Na referência para a carne de frango atacado em São Paulo, a consultoria informou que os valores apresentaram queda de 0,55% e estão em R$ 5,40/kg. Em Santa Catarina, o valor da ave seguiu com estabilidade e está cotado em R$ 4,10/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). A cotação do frango vivo no Paraná não teve alteração e está em R$ 4,83/kg, enquanto que em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na terça-feira (30), o preço do frango congelado teve queda de 1,12% e está cotado em R$ 6,18/kg. Já a cotação do frango resfriado apresentou recuo de 2,06% e está sendo negociado em R$ 6,17/kg.

Cepea/Esalq


EMPRESAS


Saudita Salic e Marfrig se comprometem em investir até R$4,5 bi na BRF

A companhia saudita de investimentos Salic e a brasileira Marfrig se comprometeram com investimento de até 4,5 bilhões de reais na BRF, afirmou a dona das marcas Sadia e Perdigão na quarta-feira


O investimento, se realizado, vai se dar em uma operação de aumento de capital na BRF por meio da emissão de até 500 milhões de ações ao preço máximo de 9 reais, um ágio de até 24% sobre o valor de fechamento do papel na véspera. Salic e Marfrig se comprometeram a participar da operação por meio de subscrições de até 250 milhões de ações cada. A operação, se realizada, também marcará uma nova investida da Salic no setor de carnes do Brasil, onde já detém participação de 31% na exportadora de carne bovina Minerva. A Marfrig já controla 33% da BRF e informou mais cedo que seu conselho de administração aprovou preliminarmente um aumento de capital de pelo menos 1,5 bilhão de reais.

REUTERS


Marfrig vai fazer aumento de capital de pelo menos R$1,5 bi

A maior produtora de hambúrgueres do mundo, a brasileira Marfrig, anunciou na quarta-feira que fará um aumento de capital avaliado em pelo menos 1,5 bilhão de reais, com compromisso do acionista controlador

A companhia, que também informou que vai participar de uma eventual operação de capitalização da BRF, afirmou que a operação aprovada preliminarmente pelo conselho de administração envolve a emissão de entre 240 milhões e 360 milhões de ações ao preço de 6,25 reais, preço de fechamento da véspera. A companhia afirmou que o aumento de capital "tem como objetivo "melhorar a estrutura de capital" em linha com compromisso de redução de alavancagem".

REUTERS


GOVERNO


Plano Safra será todo agricultura de baixo carbono, diz Marina

Segundo a Ministra, seu colega Carlos Fávaro, da Agricultura, está conduzindo essa agenda com o MMA, com a Fazenda e o MDA


O Plano Safra pode se tornar inteiramente um plano de agricultura de baixo carbono e ter um mecanismo que incentive e beneficie produtores rurais que protegem o ambiente, com redução de juros na concessão de crédito. “Estamos trabalhando para que o Plano Safra possa ser apresentado em meados de junho, todo ele com uma agricultura de baixo carbono”, adiantou a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participou ontem, de forma virtual, de evento do Insper sobre economia verde. Ela afirmou que o Ministro Carlos Fávaro, da Agricultura, está conduzindo essa agenda com os Ministério do Meio Ambiente, Fazenda e Desenvolvimento Agrário, Pasta comandada pelo Ministro Paulo Teixeira. “Queremos começar um processo de transição, em que se inicia com o que é basal (...), e depois o plano inteiro será assim”. Para o produtor conseguir acesso ao Plano Safra, exemplificou a Ministra, o básico será que a propriedade rural tenha Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que o imóvel não esteja sobre unidades de conservação. “À medida que vai se cumprindo etapas, pode-se ter redução de juros”, disse ela. “Fiz uma metáfora ao Ministro Fávaro, que o Plano Safra poderia ter uma gradação, com os produtores que estão aderindo ao programa e iniciando a cumprir com a trajetória de transição, que seriam os A. Depois viriam os AA e os AAA. A partir de um determinado patamar, se começaria a ter um redutor de juros”, adiantou. No novo Plano Safra, vamos começar com o que é basal, e depois o plano inteiro será assim” — Marina Silva Todo proprietário rural que incorporar tecnologias de baixo carbono, em uma escala que ainda está sendo analisada, terá vantagens na taxa de juro. Isso também seria um estímulo para a adoção de boas práticas. Hoje, o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) é apenas uma fração do Plano Safra, que se esgota rapidamente. “A ideia é que toda a agropecuária brasileira será estimulada para ser de baixo carbono, em escala ascendente. Essa é a mensagem que queremos dar de forma clara e forte”, disse ao Valor João Paulo Capobianco, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática. “Não vai haver mais aquela dicotomia que era absurda, do Plano Safra com R$ 300 bilhões e o Plano ABC, que é a Agricultura de Baixo Carbono, com R$ 5 bilhões. Uma coisa ínfima”, disse Capobianco no evento. “Era uma loucura, porque quando se abria o crédito do Plano Safra, em poucos dias acabava o crédito da agricultura de baixo carbono, que era muito pouco. Agora, será anunciado nas próximas semanas o Plano Safra que será todo ele Plano ABC. Com uma escala, e juros diminuindo, ele vai se tornar mais atrativo. O proprietário rural vai ter estímulo para ir incorporando as tecnologias de baixo carbono”, afirmou. “De algo mais basal, como disse a Ministra, que é o CAR a algo mais avançado, que é a agricultura carbono-neutro”, acrescentou. “Já temos vários setores da agropecuária que são carbono neutro no Brasil. Esses terão que ter melhores vantagens na hora do crédito rural, do que aquelas que insistem no modelo predatório de 0,5 cabeça de gado por hectare, sem nenhuma técnica de agricultura de baixo carbono”, disse o Secretário-Executivo do MMA. “Estamos prevendo um salto de estímulo na agricultura de baixo carbono nos próximos anos”, concluiu Capobianco. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, vai anunciar o novo Plano Safra no mês que vem.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná cria 54 mil novos empregos com carteira assinada no primeiro quadrimestre

Dados se referem à diferença entre admissões e contratações no primeiro quadrimestre do ano em todo o Estado


Com um saldo de geração de 9.429 novos empregos com carteira assinada em abril, o Paraná acumula mais de 54 mil novos postos de trabalho criados no primeiro quadrimestre de 2023. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados na quarta-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este foi o melhor desempenho para o mês de abril dos últimos quatro anos e o terceiro consecutivo de altas. Depois de uma queda expressiva em 2020 devido à pandemia, o Estado registrou crescimento em abril de 2021, com a geração de 9.153 postos de trabalho formal, e em 2022, com a criação de mais 8.925 vagas no mesmo mês. O setor de serviços foi responsável pela maior alta em abril, com 3.367 vagas criadas, com destaque para os segmentos de administração, educação, saúde, serviços sociais, transporte e armazenagem. A indústria, com 2.611 contratações, o comércio (1.592) e a construção civil (1.536) também obtiveram resultados positivos. Os dados do Caged também apontam que, até o fim de abril, haviam 2,97 milhões trabalhadores atuando de maneira formal nos 399 municípios paranaenses. De acordo com o mesmo levantamento, o Paraná registrou quase 108 mil admissões a mais do que demissões ao longo dos últimos 12 meses. Em nível nacional, o Paraná ficou em 4º lugar, atrás apenas de estados como São Paulo (526 mil empregos), Minas Gerais (186 mil) e Rio de Janeiro (178 mil) no saldo dos últimos 12 meses. No detalhamento municipal, Maringá, na região Noroeste, teve o melhor desempenho do mês, com saldo de 600 empregos, enquanto a vice-liderança ficou com Guarapuava, no Centro-Sul, com 502 vagas geradas. A região Oeste foi outra a contribuir com números positivos do Paraná, com destaque para Cascavel, com 486 vagas, Foz do Iguaçu (476) e Toledo (420). Na Região Metropolitana de Curitiba, os melhores resultados ocorreram em Pinhais (436) e São José dos Pinhais (402). Quando a análise é feita a partir do desempenho ao longo do primeiro quadrimestre de 2023, quem lidera a geração de empregos no Paraná é a capital, com 8.025 vagas. Em segundo lugar, aparece Londrina, na região Norte, com saldo de 3.335 empregos, seguida por Maringá, no Noroeste (2.600), São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (2.404), Cascavel (2.223) e Toledo (2.220), na região Oeste, e Pinhais, também na RMC (2.120). Além do aumento no número de paranaenses empregados com carteira assinada, eles estão recebendo mais pelos trabalhos que desempenham. De acordo com o Caged, o salário médio para profissionais recém-admitidos no Estado entre março e abril de 2023 foi de R$ 1.981,62, uma variação de 2,02%. A remuneração média inicial dos paranaenses está atrás de São Paulo (R$ 2.319,57), Distrito Federal (R$ 2118,01), Rio de Janeiro (R$ 2.108,57), e de Santa Catarina (R$ 1.987,66). Em todo o Brasil, foram registrados 1,86 milhão de admissões e 1,68 milhão de desligamentos, com um saldo de 180 mil empregos em abril de 2023. Atualmente, o País conta com 43,1 milhões de brasileiros trabalhando com carteira assinada.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe ante real em dia com influência do exterior

O dólar à vista emplacou na quarta-feira a terceira sessão consecutiva de alta ante o real, com investidores comprados puxando as cotações para cima, na disputa pela Ptax de fim de mês, e com a moeda norte-americana também em alta no exterior, após a divulgação de novos dados econômicos globais


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0722 reais na venda, com alta de 0,59%. No mês de maio, a moeda norte-americana acumulou elevação de 1,67%. Na B3, às 17:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,69%, a 5,0960 reais. Além dos fatores técnicos, as cotações do dólar foram influenciadas na quarta-feira pelo exterior, onde o viés era de alta para a moeda norte-americana ante outras divisas de exportadores de commodities e emergentes. Os dados econômicos e as notícias do dia contribuíram para o movimento.

Logo cedo, os mercados abriram com os dados do Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China nas telas, que mostraram queda para 48,8 na indústria em maio, ante 49,2 em abril, além de recuo para 54,5 no setor de serviços em maio, ante 56,4 em abril. Números ruins para a China, grande consumidora de commodities, costumam penalizar moedas como o real brasileiro. Em paralelo, as cotações do petróleo voltaram a cair nos mercados internacionais, em mais uma indicação de possível fraqueza da atividade econômica.

Investidores também acompanhavam os desdobramentos do acordo para ampliação do teto da dívida norte-americana. Na Europa, dados mostraram que a inflação na França e em alguns dos maiores Estados da Alemanha está esfriando. Os números reduziram a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) para continuar elevando os juros, diminuindo a atratividade do euro em relação ao dólar. A percepção de que o Federal Reserve poderá elevar sua taxa de juros, atualmente na faixa de 5,00% a 5,25%, também dava suporte à moeda norte-americana no Brasil, já que internamente a leitura é de que o Banco Central está próximo de iniciar o processo de cortes da taxa básica Selic. “A gente vem de uma sequência de dados inflacionários mostrando arrefecimento, com o IPCA-15 e o IGP-M de maio, o que pesa na curva de juros e influencia o dólar”, afirmou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM. “Estamos na expectativa de estreitamento do diferencial de juros, e o mercado precisa se adequar a isso”, acrescentou.

REUTERS


Ibovespa cai pelo 3º pregão seguido, mas assegura desempenho positivo em maio

No setor de proteínas a BRF ON disparou 11,83%, a 8,13 reais, após a saudita Salic e a Marfrig se comprometeram com investimento de até 4,5 bilhões de reais na empresa, por meio de um eventual aumento de capital via emissão de ações. MARFRIG ON avançou 6,24%, a 6,64 reais, tendo ainda no radar eventual aumento de capital futuro de pelo menos 1,5 bilhão de reais


O Ibovespa fechou em baixa na quarta-feira, pressionado pelo declínio de Petrobras e movimentos de realização de lucros após performance positiva durante maio, mês que foi marcado por avanço do arcabouço fiscal e dados e perspectivas melhores de inflação. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,58%, a 108.335,07 pontos, refutando o velho ditado do mercado "sell in May and go away" (venda em maio e vá embora) ao acumular um ganho de 3,74% no mês. O volume financeiro no dia somou 34,4 bilhões de reais. A queda na sessão foi a terceira seguida. No entanto, antes disso, o Ibovespa subiu em 13 de 17 pregões, somando ganho de quase 9% no período. Na máxima do mês, no dia 26, chegou a 111.705,53 pontos. O movimento no mês teve como destaque papéis ligados à economia doméstica, com o índice Small Caps, que melhor espelha o comportamento dessas ações, fechando maio com uma valorização acumulada de 13,54%. Na visão de alguns profissionais do mercado, um retorno dos estrangeiros para a bolsa depende de uma maior visibilidade sobre a queda dos juros no país. Por ora, prevalece a expectativa de uma redução da Selic em setembro, mas já existem apostas de corte em agosto. A taxa está em 13,75% ao ano. Na quarta-feira, o cenário externo corroborou a correção na bolsa paulista, em meio a dados de emprego dos Estados Unidos e indicadores piores do que o esperado da economia da China, enquanto agentes aguardam a votação sobre o teto da dívida norte-americana pela Câmara dos Deputados em Washington.

REUTERS


Brasil abre 180.005 vagas formais de trabalho em abril, mostra Caged

O Brasil abriu 180.005 vagas formais de trabalho em abril, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


O resultado do mês passado, foi fruto de 1.865.279 admissões e 1.685.274 milhão de desligamentos. Em março, o Brasil havia criado 192.915 vagas formais de trabalho, resultado que se seguiu à alta líquida de 247.326 empregos em fevereiro, na série ajustada. No acumulado do ano até abril, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 705.709 vagas, segundo a série ajustada. De janeiro a abril de 2022, o saldo era positivo em 825.490 postos de trabalho. Em abril, houve saldo positivo de vagas nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, com destaque para serviços, que abriram 103.894 postos. Houve criação de 18.713 empregos formais na indústria, 26.937 no setor de construção e 27.559 no comércio. Na agricultura, por sua vez, foram abertos 2.902 postos de trabalho em termos líquidos. Os dados mostraram saldo positivo de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 106.250, seguido por Sul (27.927), Centro-Oeste (25.002), Nordeste (11.166) e Norte (10.840). Com relação ao salário médio real de admissão, houve aumento em abril para 2.015,58 reais, com alta real (descontada a inflação) de 2,26% (44,47 reais) em relação a março.

REUTERS


Setor público tem superávit primário de R$ 20,3 bi em abril

Um superávit primário de R$ 20,3 bilhões foi registrado pelo setor público consolidado em abril deste ano. O resultado é 47,8% inferior ao apurado em abril do ano passado. Os dados são das Estatísticas Fiscais divulgadas na quarta-feira (31) pelo Banco Central do Brasil.


O setor público consolidado é composto pelos governos central e locais, além das estatais não financeiras (federais, estaduais e municipais), com exceção da Petrobras. Em abril deste ano, o governo central apresentou um superávit de R$ 16,9 bilhões e os governos regionais tiveram resultado positivo de R$ 4 bilhões. Por outro lado, as empresas estatais tiveram déficit de R$ 602 milhões no período. O superávit acumulado pelo setor público consolidado nos 12 meses encerrados em abril chega a R$ 56,2 bilhões, ou 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O montante dos juros nominais do setor público – apropriados por competência – somou R$ 45,8 bilhões no mês, 42,7% a menos do que os R$ 79,9 bilhões de abril do ano passado. A redução foi influenciada pelo resultado das operações de swap cambial, que teve ganhos de R$ 14,2 bilhões em abril de 2023 e perdas de R$ 15,4 bilhões em abril de 2022. No acumulado de 12 meses, os juros nominais alcançaram R$ 659,5 bilhões (6,47% do PIB) em abril de 2023. No acumulado de 12 meses em abril do ano passado, o valor era de R$ 489,4 bilhões (5,35% do PIB). O resultado nominal do setor público, que considera o resultado primário e os juros nominais apropriados, ficou deficitário em R$ 25,4 bilhões em abril. O déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a R$ 603,3 bilhões (5,92% do PIB). A dívida líquida do setor público (DLSP) manteve-se estável em relação a março, com R$ 5,8 trilhões ou 57,2% do PIB. O resultado foi impactado pelos juros e pela valorização cambial de um lado e pelo superávit primário e variação do PIB nominal de outro. A dívida bruta do governo geral (DBGG), que inclui governos federal, estaduais e municipais, além de previdência social, chegou a 73,2% do PIB, ou seja, R$ 7,5 trilhões. Houve um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

REUTERS


Taxa de desemprego do Brasil tem nova queda e fica em 8,5% no tri até abril, a menor para o período em 8 anos

A taxa de desemprego do Brasil ficou em 8,5% nos três meses até abril, o que marcou o menor nível para o período desde 2015


O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua ficou ligeiramente acima dos 8,4% vistos no trimestre imediatamente anterior, até janeiro, mas bem abaixo da taxa de 10,5% no mesmo período de 2022. O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira também foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de uma taxa de 8,7%. “O padrão sazonal do trimestre móvel fevereiro-março-abril é de aumento da taxa de desocupação, por meio de uma maior população desocupada, o que não ocorreu desta vez”, destacou Alessandra Brito, analista da pesquisa, em nota. Analistas avaliam que a taxa de desemprego tende a apresentar à frente uma lenta trajetória de elevação, em meio ao esgotamento do impulso da abertura pós-Covid-19, de uma política monetária restritiva e de uma atividade econômica a passos lentos. No trimestre até abril, o número de desempregados aumentou 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas recuou 19,9% ante o mesmo período de 2023, alcançando 9,095 milhões de pessoas. Já o total de ocupados caiu 0,6% sobre os três meses até janeiro, e aumentou 1,6% na comparação anual, com 98,031 milhões de pessoas. “Essa redução faz parte da tendência sazonal observada na série histórica. Quando se compara abril com janeiro, essa redução tem ocorrido, exceto pelo período da pandemia”, explicou Brito. Segundo o IBGE, a queda na população ocupada foi puxada pelas atividades de serviços domésticos (-3,3%), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,4%) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (- 1,4%). A quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou estável, enquanto a dos que não tinham carteira recuou 2,9% nos três meses até abril. O IBGE destacou ainda que a população fora da força de trabalho aumentou 1,3% na comparação trimestral, somando 67,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, o crescimento foi de 3,5%. “Este aumento parece ter a ver mais com questões demográficas que com reflexos do mercado de trabalho, uma vez que o contingente de desalentados ou da população na força de trabalho potencial, que fazem parte desta população, apresentou redução no trimestre”, disse Brito. A taxa de informalidade foi estimada em 38,9% da população ocupada, o que significa 38 milhões de trabalhadores informais em abril. No trimestre anterior, a taxa era de 39%. No período, o rendimento real habitual ficou em 2.891 reais, de 2.894 reais no trimestre até janeiro e ante 2.691 reais no mesmo período de 2022, um crescimento de 7,5% nessa comparação.

REUTERS


Dívida pública bruta fica em 73,2% do PIB em abril, mostra BC

A dívida pública bruta do Brasil como proporção do PIB chegou a 73,2% em abril, de 73,0% no mês anterior, informou o Banco Central na quarta-feira

No mês, o setor público consolidado registrou um superávit primário de 20,324 bilhões de reais. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um saldo positivo de 16,55 bilhões de reais.

REUTERS


Em maio, preços agropecuários desabam

O milho, um dos mais afetados, chegou a cair 19% no mês passado, após fechar a R$ 53,7 por saca na região de Campinas (SP), conforme acompanhamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O valor médio da arroba de boi São Paulo foi o menor desde dezembro de 2020. No final de maio, esteve em R$ 243, uma queda de 10% no acumulado do mês


Essa desaceleração começa no campo, onde a saca do cereal recuou para R$ 34 em Sorriso (MT), um preço não visto pelos produtores há muito tempo. Em Cascavel (PR), a saca foi cotada a R$ 54, segundo dados da consultoria AgRural. Os preços médios do milho no mês passado foram os menores desde agosto de 2020, segundo o Cepea. Para Alaíde Zimmer, analista da AgRural, internamente há a expectativa e o potencial de uma grande safra, o que interfere no comportamento dos preços. Além disso, este é um momento de saída dos investimentos dos fundos nas commodities agrícolas no mercado externo, o que também mexe com os preços internacionais. O milho termina o mês de maio sendo negociado a US$ 5,94 por bushel (25,4 kg) na Bolsa de Chicago, um valor próximo ao da cotação mínima registrada na semana passada. A soja, ao recuar para US$ 12,99 por bushel caiu para o menor preço desde dezembro de 2021 em Chicago. No Brasil, a saca de soja recuou para R$ 108 no final do mês passado em Sorriso (MT), segundo a AgRural. Já a média mensal foi de R$ 131 no Paraná, o menor valor desde agosto de 2020, nos cálculos do Cepea. Zimmer diz que, além da boa safra interna de soja e de milho, o plantio nos Estados Unidos avança e, por ora, não há grandes motivos de preocupações com o potencial de produção por lá, embora haja algumas regiões do Centro Oeste com secas pontuais. Arroz, café e trigo também estão com reduções de preços. O trigo, após os valores explosivos logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia no ano passado, voltou para US$ 5,94 por bushel (27,2 kg) nos Estados Unidos na quarta-feira. No Paraná, a tonelada do cereal terminou o mês com um preço inferior a R$ 1.000 por saca, o que não ocorria desde o início do ano. A queda de preço no setor agropecuário afeta também as proteínas. O valor médio da arroba de boi São Paulo foi o menor desde dezembro de 2020. No final de maio, esteve em R$ 243, uma queda de 10% no acumulado do mês. O quilo de suíno caiu 7% no mês, e o de frango, 3%, segundo o Cepea. A queda de preços no campo chega ao atacado e ao consumidor. Na terça-feira (30), a FGV apontou queda acumulada de 11% nos preços dos produtos agropecuários no atacado. Soja e milho estão entre as maiores pressões baixistas. A desaceleração dos preços no mercado internacional já afeta a balança comercial do agronegócio dos Estados Unidos. Na quarta-feira (31) o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu a expectativa de vendas externas do setor para US$ 181 bilhões no ano fiscal de 2023. Em fevereiro, o órgão esperava exportações de US$ 184,5 bilhões. No Brasil, as expectativas de um bom saldo comercial continuam. Os preços internacionais caem, mas o país tem um volume maior de produtos para exportar. A exportação não deverá ficar muito distante dos US$ 159 bilhões do ano passado. Os Estados Unidos, após um saldo de US$ 2,4 bilhões no ano passado, vão ter déficit de US$ 17 bilhões na balança externa do agronegócio deste ano. Milho, soja, trigo e as carnes bovina e de frango estão entre os produtos que vão render menos do que o esperado.

FOLHA DE SP


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