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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 384 DE 30 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 384 |30 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Semana começa com preços da arroba sob forte pressão baixista

A S&P Global detectou recuo nas cotações nas praças de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Tocantins e Maranhão


Na segunda-feira, 29 de maio, as consultorias que acompanham de perto o setor pecuário detectaram retrações nos preços do boi gordo e das demais categorias de abate em várias importantes praças brasileiras. Houve quedas em regiões pecuárias de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Tocantins e Maranhão, segundo apurou a S&P Global Commodity Insights. Apesar da baixa liquidez de negócios, típica de uma segunda-feira, grande parte das unidades de abate dispõem de escalas longas e estão fora das compras de gado, relatou a S&P Global. Além disso, continua S&P Global, embora o ritmo dos embarques externos de carne bovina tenha dado sinais de recuperação neste mês, as vendas externas seguem abaixo das expectativas. Do lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas acabam cedendo à pressão de baixa, preocupados com as incertezas em relação ao comportamento das cotações nas próximas semanas. O avanço no descarte de fêmeas, devido à inversão no ciclo pecuário (fase de baixa), também colabora para aumentar a oferta de animais para abate e neutralizar um ambiente de recuperação nos preços da arroba bovina. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, em relação ao fechamento de sexta-feira, a cotação da novilha gorda sofreu queda de R$ 5/@ na segunda-feira (29/5), fechando o dia em R$ 240/@, no bruto, a prazo. Os preços do boi gordo e da vaca gorda ficaram estáveis, em R$ 250/@ e R$ 230/@, respectivamente (valores brutos e a prazo), acrescentou a Scot. A cotação do “boi-China” está em R$ 255/@, no bruto, a prazo, também no mercado de São Paulo. Em relação ao mercado interno, o ritmo das vendas de carne no atacado/varejo cresceu de forma inconsistente, informa a S&P Global. “Crescem os relatos de que os fluxos de mercadoria (carne bovina) entre os estados só aumentam”, relata a consultoria: “A proteína produzida em Rondônia e no Pará é enviada ao mercado paulista e até à região Sul do País a preços mais competitivos, gerando desarranjos no quadro de oferta e demanda”. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 251/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista) MS-C. Grande: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 197/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca R$ 192/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 194/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 203/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: preços em queda geral na segunda-feira (29)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 6,09%/5,83%, chegando a R$ 108,00/R$ 113,00, enquanto a carcaça especial perdeu 2,30%/1,11%, chegando a R$ 8,50/kg/R$ 8,90/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (26), houve recuo de 3,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,16/kg, baixa de 2,01% no Paraná, atingindo R$ 5,86/kg, retração de 3,24% no Rio Grande do Sul, caindo para R$ 5,98/kg, desvalorização de 1,21% em Santa Catarina, alcançando R$ 5,73/kg, e de 2,63% em São Paulo, fechando em R$ 6,29/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Mercado do frango estável no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja baixou 2,04%, atingindo R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado caiu 2,64%, atingindo R$ 5,53/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, da mesma maneira que o preço no Paraná, fixado em R$ 4,83/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (26), houve queda de 0,79% para a ave congelada, caindo para R$ 6,25/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 1,87%, fechando em R$ 6,30/kg.

Cepea/Esalq


Gripe aviária: Agricultura é contrária à adoção de vacina como controle preventivo

Posicionamento foi emitido pelo secretário de Defesa Agropecuária, durante Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde


Durante a 90ª Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França, a delegação brasileira do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se posicionou, a princípio, contra a adoção de vacinação das aves como medida preventiva de controle da gripe aviária. Líder mundial na exportação de carne de aves e importante exportador de material genético avícola, o Brasil teme receber sanções comerciais com a eventual adoção da medida. “Até o momento, o Brasil não conseguiu revisar os requisitos dos países relacionados à certificação de país livre ou a sua aceitação mediante vacinação. O país tem adotado a postura de ser contra a vacinação ainda, pois ao iniciar a imunização podemos não ter mais o status reconhecido e ter o mercado fechado pela adoção dessa medida”, disse o Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Segundo ele, ainda é considerada como a melhor forma de controle a aplicação de medidas de biossegurança nas granjas comerciais, aliada à rápida detecção, contenção e erradicação dos focos de vírus da gripe asiática. Durante a reunião da OMSA, o Diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Eduardo de Azevedo, abordou as normas internacionais para facilitar o comércio internacional seguro. Ele destacou as dificuldades atuais para o reconhecimento de zonas e compartimentos pelos parceiros comerciais. Também demonstrou preocupação com as barreiras sanitárias injustificadas impostas em negociações bilaterais, independentemente das diretrizes da OMSA, as quais poderiam ser agravadas com a implementação da estratégia da vacinação contra influenza aviária.

CANAL RURAL


RJ confirma 3º caso de IA em aves silvestres; 1º caso em ave silvestre no RS

Avicultura comercial segue livre de gripe aviária


O governo do Rio de Janeiro confirmou no sábado (27) o terceiro caso de influenza aviária (H5N1) em ave silvestre no estado. E foi confirmado na noite de segunda-feira (29) o primeiro foco da doença no Rio Grande do Sul. No total, já são 13 casos confirmados no Brasil até o momento (veja tabela no fim desta notícia). No Rio Grande do Sul, o primeiro caso de IA foi registrado em ave silvestre da espécie Cygnus melancoryphus (nome popular cisne-de-pescoço-preto), encontrada na Estação Ecológica do Taim, sul do estado. O local já foi interditado para visitação, segundo informações no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O terceiro caso no Rio de Janeiro foi identificado em um animal da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecido como trinta-réis-de-bando, encontrado na Ilha do Governador, zona norte da cidade do Rio de Janeiro – é o primeiro caso na capital do estado, os outros dois haviam sido em São João da Barra e Cabo Frio. O material coletado foi analisado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) do Mapa. Outros nove casos de gripe aviária foram identificados em aves silvestres no Espírito Santo – o mais recente no município de Piúma –, totalizando os 13 casos mencionados no início da matéria. Nenhum caso foi identificado em aves comerciais e o Brasil mantém o status de livre da doença para fins comerciais.

CARNETEC


EMPRESAS


BRF destaca Relatório Integrado 2022

O documento destaca os resultados do negócio nas frentes de mercados nacional e internacional, o fortalecimento de suas marcas nos pontos de venda e os avanços do Plano BRF de Sustentabilidade


Desde 2019, o relatório é publicado no modelo integrado, de acordo com as melhores práticas e em sintonia com as diretrizes da Global Repoting Initiative (GRI) e da Ifrs Foundation, além de seguir os indicadores do Sustainability Accounting Standards Board (Sasb) e Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (Tcfd). "O processo de transformação, iniciado em 2022, foi essencial para que as bases de evolução da BRF possam sustentar com solidez todo o potencial da nossa empresa. Continuaremos empenhados em maximizar os resultados de maneira consistente ao longo do tempo", afirma Miguel Gularte, CEO Global da BRF. "Estamos evoluindo de forma consistente, sempre norteados pelos nossos três compromissos inegociáveis de Segurança, Qualidade e Integridade", completa. O plano de eficiência vem somar à estratégia de desenvolver um negócio cada vez mais sustentável. No ano passado, a BRF investiu R$ 231,8 milhões em ações socioambientais, direcionadas às frentes de mudanças climáticas, água e resíduos, bem-estar animal, e projetos sociais nas comunidades onde a BRF está presente. "Acreditamos que os avanços na agenda EESG somente serão viabilizados com resultados econômicos. Por isso, além de acrescentar mais um "E" à sigla, em 2023 realizamos pela primeira vez o processo de dupla materialidade para guiar nosso reporte. Levamos em conta, além dos riscos e impactos não financeiros para os stakeholders, a ótica financeira com igual importância em nossa matriz. Estamos incorporando a sustentabilidade cada vez mais às decisões e estratégias da Companhia", explica Alessandro Bonorino, Vice-Presidente de Gente, Sustentabilidade e Digital da BRF. A Companhia encerrou 2022 com uma redução de 4,3% no consumo de água por tonelada produzida em comparação ao ano base (2020). Avançou também no plano Net Zero 2040, reduzindo 26% de suas emissões absolutas de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2 em comparação ao ano-base (2019). Entre os avanços na cadeia de valor, 1500 produtores integrados instalaram os painéis solares em suas granjas. Em linha com seu pioneirismo em bem-estar animal, cumpriu seu compromisso de pôr fim à castração cirúrgica no plantel de suínos, e pelo 16° ano integrou a carteira do ISE, da B3, reforçando suas práticas pelo mercado. Destaque também para o marco de 100% de rastreabilidade dos fornecedores diretos de grãos provenientes da Amazônia e Cerrado e 45% dos fornecedores indiretos desses mesmos biomas em prol de uma cadeia livre de desmatamento. No primeiro trimestre deste ano, a BRF já evoluiu de 45% no fim de 2022 para 75% dos fornecedores indiretos. Na frente social, por meio do Programa Voluntários BRF, a Companhia mobilizou mais de 3 mil colaboradores para a realização de 416 ações voluntárias lideradas pelo Instituto BRF, em 49 municípios, tendo impactado cerca de 50 mil pessoas diretamente. Para incrementar resultados, a Companhia simplificou seu portfólio, aprimorou a execução comercial e aumentou a exposição de seus produtos nos pontos de venda. No mercado nacional, as marcas Sadia e Perdigão seguem com a preferência de 43,2% dos consumidores e, no segmento de margarinas, o percentual chega a 60,2%. No segmento Halal, a Sadia e a Banvit, já líderes eu seus mercados, cresceram ainda mais em market share e na participação de itens de valor agregado. Já no mercado internacional, a BRF habilitou 35 plantas brasileiras para exportar a países como Canadá, México, Japão e África do Sul, refletindo a confiança das autoridades locais quanto à segurança e confiabilidade de sua cadeia de produção. Destaque também para a inauguração da fábrica de Dammam, na Arábia Saudita, que conta com uma capacidade de produção de 1.200 toneladas de alimentos por mês. Com investimento de US$ 18 milhões, a empresa fortalece sua presença no Oriente Médio.

BRF


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná flexibiliza legislação ambiental em caso de emergência por influenza aviária

Com a declaração de emergência zoossanitária em todo o Brasil após a confirmação de casos de influenza aviária em aves silvestres, o governo do Paraná editou uma portaria que poderá facilitar as ações do setor agropecuário caso haja uma emergência em âmbito estadual. O objetivo é antecipar as medidas legais para contenção mais rápida da doença, no caso de uma eventual detecção na avicultura


O documento altera os critérios para dispensa de licenciamento ambiental estadual para ações como enterro e destruição de animais mortos no caso de uma epidemia de influenza aviária. E especifica a emergência sanitária como situação epidemiológica que evidencie ou indique risco iminente de introdução de doença exótica ausente no país ou que implique em surto ou risco de epidemia de doença existente. Isso significa que, se houver necessidade de sacrifício de milhares de aves de uma vez, a portaria permite que as medidas sejam tomadas junto às entidades competentes em menos tempo, já que se trata de uma normativa que integra órgãos diversos do governo, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e o Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e responsável pelas ações de fiscalização ambiental no Estado. “Não quer dizer que a questão ambiental não vai ser observada, mas sim que não será necessário todo o processo que envolve uma licença ambiental”, esclarece o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias. “Não podemos correr o risco de ficar presos a burocracias documentais para a eliminação das aves em um caso como esse”, enfatiza. Embora não tenham sido detectados casos na avicultura comercial no Brasil, a medida preventiva deve dar celeridade nas ações necessárias em uma eventual emergência zoosanitária no âmbito do Estado. “Pode ser que essa doença nem entre na avicultura comercial, e assim esperamos que seja, mas, se acontecer, a gente consegue eliminar as aves infectadas de maneira mais rápida, evitando a disseminação”, explica. O setor produtivo está atento à situação desde o ano passado, quando a influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi detectada na América Latina. Desde então, autoridades políticas e sanitárias, aliadas a produtores dos estados do Sul do País, tentam transformar a região em unidade autônoma para antecipar eventuais proteções sanitárias. Aves migratórias de determinadas regiões, como da costa do Atlântico, ao ter contato com outras, acabam por espalhar o vírus. Com isso, já era esperada a detecção em aves silvestres brasileiras, como houve nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro – o que ocasionou o decreto de emergência em âmbito nacional pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O ato, publicado no último dia 22, vale por 180 dias. De acordo com o ministério, até o momento são oito casos confirmados da doença em aves silvestres. Um eventual decreto de emergência zoosanitária no Paraná só será implantado pela Adapar se houver casos confirmados – o que não se tem até o momento. “Se acontecer no Estado, seja na avicultura comercial ou em aves silvestres, será discutida a implantação da emergência para uso da portaria”, antecipa Dias. A oficialização do status cabe à Adapar em avaliação conjunto com o Ministério da Agricultura.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe no Brasil em dia de baixa liquidez e movimento técnico

Em um dia marcado pela baixa liquidez nos mercados globais, em função de feriados nos Estados Unidos e na Inglaterra, o dólar à vista oscilou em margens estreitas no Brasil, sem um fator de destaque que conduzisse as cotações, para encerrar a segunda-feira em alta ante o real


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0116 reais na venda, com alta de 0,53%. Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,26%, a 5,0150 reais. Os feriados do Memorial Day nos EUA e do Spring Bank Holiday na Inglaterra reduziram a liquidez nos mercados globais, incluindo o brasileiro. O dólar marcou a cotação mínima do pregão de 4,9741 (-0,22%) às 10h18, dando continuidade ao viés de baixa visto na sexta-feira, mas voltou para o território positivo ainda pela manhã. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que alguns participantes do mercado aproveitaram a baixa liquidez para impulsionar as cotações, já com o foco na formação da Ptax de fim de mês, no dia 31. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta do dólar) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). “O dia foi atípico. A alta foi reflexo da falta de liquidez, somada à formação da Ptax, que já traz distorção nas cotações”, afirmou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “A amplitude das cotações foi baixa. O mercado nitidamente não estava funcionando normalmente.” No exterior, os feriados nos EUA e na Inglaterra reduziram os negócios com moedas.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda em dia de volume reduzido com feriado nos EUA

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,52%, a 110.333,4 pontos. Em maio, o Ibovespa acumula alta de 5,65%, desempenho que, se confirmado, representará o maior avanço mensal desde agosto do ano passado, além de refutar o antigo ditado no mercado "sell in May and go away" (venda em maio e vá embora)


O volume financeiro na segunda-feira somou 11,8 bilhões de reais, contra uma média diária de 26,5 bilhões de reais no mês e de 25,4 bilhões de reais no ano até o último dia 26. Nos EUA, as bolsas ficaram fechadas em razão do Memorial Day, adiando para terça-feira a repercussão ao acordo provisório alcançado no fim de semana pelos parlamentares norte-americanos sobre o teto da dívida do país. O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o acordo é uma "boa notícia". O texto, porém, ainda precisa ser aprovado pelo Congresso norte-americano. Para o analista de investimentos da XP Leandro De Checchi, o mercado brasileiro teve um desempenho "mais lateral", refletindo um pouco de cautela de agentes que aguardam os desdobramentos do acordo sobre o teto da dívida norte-americana. No Brasil, o Banco Central divulgou a pesquisa Focus, que mostrou melhora nas projeções no mercado para o IPCA, de alta de 5,8% para 5,71%, e o PIB, de crescimento de 1,2% para 1,26%, no Brasil em 2023. No caso específico da inflação, a revisão segue dados do IPCA-15 de maio na semana passada, que mostraram desaceleração e abriram espaço para apostas de que o Banco Central poderia antecipar o início do corte da taxa Selic. Investidores também continuam atentos às negociações no Senado brasileiro em torno do arcabouço fiscal, com expectativas de que seja aprovado pelo Senado e sancionado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo mês.

REUTERS


Dívida pública federal tem alta de 2,38% em abril sobre mês anterior, diz Tesouro

A dívida pública federal subiu 2,38% em abril sobre março, para 6,033 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na segunda-feira. No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) somou 5,790 trilhões de reais, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) atingiu 242,4 bilhões de reais.

REUTERS


Mercado passa a ver inflação de 5,71% em 2023

Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir suas expectativas para a inflação em 2023 após sinais de alívio no aumento dos preços


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 agora é de 5,71%, contra 5,80% na semana anterior. Essa revisão vem na esteira de dados na semana passada que mostraram que o IPCA-15 subiu menos do que o esperado em maio, 0,51%, com a taxa em 12 meses recuando ao menor nível em cerca de dois anos e meio, de 4,07%. Para 2024 a projeção para a alta dos preços permaneceu em 4,13%, e, para os dois anos seguintes, segue em 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O resultado do IPCA-15 levantou apostas de uma antecipação dos cortes na Selic pelo Banco Central, mas a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que eles continuam vendo manutenção da taxa básica de juros no atual nível de 13,75% nas reuniões de junho e agosto. O primeiro corte é esperado em setembro, de 0,25 ponto percentual, seguido de mais duas reduções de 0,50 ponto nas duas últimas reuniões do ano, sem alterações em relação ao que era esperado na semana anterior. Assim, o Focus mostra que não houve alterações no cenário para a Selic ao final deste ano e do próximo, com a taxa calculada em 12,50% e 10,00% respectivamente. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, avaliou que o processo de desinflação no Brasil ainda não acabou e que é preciso convergir a inflação para a meta. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2023 melhorou em 0,06 ponto percentual, a 1,26%, enquanto, para 2024, permaneceu em 1,30%.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil tem queda em maio com cenário "desafiador", diz FGV

A confiança da indústria do Brasil teve piora em maio, informou na segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), citando cenário "desafiador" em meio a juros elevados e temores inflacionários.


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV Ibre recuou 1,6 ponto em maio, para 92,9 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, perdeu 1,7 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu na mesma quantidade, a 94,0 pontos. "A confiança da indústria voltou a desacelerar influenciada não apenas pela percepção de piora da situação atual, mas também pelas perspectivas pessimistas em relação aos próximos meses", comentou Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. "O cenário desafiador atual, com enfraquecimento na demanda, taxa de juros elevada e inflação geram maior cautela nos empresários que projetam redução na produção e uma tendência negativa para os negócios nos próximos seis meses parecida com o observada no período da pandemia em 2020." A retração na confiança industrial vem em meio a alertas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impacto dos juros elevados na atividade econômica. A taxa Selic está atualmente em 13,75% ao ano, nível que o Banco Central julga necessário para conter as expectativas de inflação. Na semana passada, o governo federal anunciou que irá reduzir IPI e PIS/Cofins para carros com valor de até 120 mil reais, em uma negociação com a indústria automotiva que poderá levar a reduções entre 1,5% e 10,96% no preço ao consumidor.

REUTERS


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