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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 383 DE 29 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 383 |29 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Após queda geral, preços do boi gordo fecham a semana com estabilidade


As cotações da vaca e da novilha gordas também não sofreram alteração neste último dia da semana, ficando em R$ 230 e R$ 245/@, respectivamente, (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi-China” continua valendo R$ 255/@ na praça de São Paulo, acrescentou a Scot. “Com a elevada oferta de bovinos no mercado, as indústrias frigoríficas de São Paulo e de outras regiões do País seguem com as escalas de abates bastante confortáveis, mantendo a pressão de baixa sobre as cotações da arroba”, relataram os analistas. Segundo apurou a S&P Global Commodity Insights, o baixo ritmo de negociações trouxe acomodação aos preços da arroba não só no mercado paulista, mas no restante das praças brasileiras. “A última sexta-feira de maio foi de grande lentidão nos negócios, com maior parte dos players se ausentando do mercado, tanto os frigoríficos quanto os pecuaristas”, disse a S&P Global. Segundo a consultoria, apesar das incisivas tentativas em efetivar novas baixas do boi gordo na sexta-feira, os frigoríficos que ainda atuavam no mercado não conseguiram sucesso na empreitada. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 251/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca R$ 192/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 209/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Mercado de reposição mantém viés negativo, com destaque para fêmeas

Nesta semana, a bezerra de desmama teve variação negativa de 5,97% em relação à semana anterior, informou a Scot Consultoria


Na semana passada, na praça de São Paulo, todas as categorias do mercado de reposição apresentaram queda em suas cotações em relação à semana anterior, informou Nicole Santos, analista de mercado da Scot Consultoria. As categorias mais leves de machos tiveram baixas mais acentuadas para o bezerro de desmama e bezerro de ano, de 3,46% e 4,84% respectivamente, compara a consultoria. Atualmente, o bezerro desmamado vale R$ 1.815/cabeça na praça paulista, relata Nicole. Quanto ao boi magro, houve retração semanal de 0,32%, em São Paulo, fechando em R$ 3.140/cabeça. Para as fêmeas, as quedas foram mais acentuadas, relata a Scot, ainda referindo-se à praça paulista. A bezerra de desmama teve variação negativa de 5,97% em relação à semana anterior; a bezerra de ano recuou 5,83%; o preço da novilha teve baixa semanal de 5,06%; e a cotação vaca boiadeira sofreu desvalorização de 2,13% na mesma base de comparação. “Essas desvalorizações acentuadas refletem a tendência de baixa que vem influenciando o mercado de reposição há alguns meses (devido à mudança do ciclo pecuário) e, além disso, é ocasionada pelas quedas ocorridas no mercado do boi gordo no decorrer desta semana”, justificou Nicole. No curto prazo, prevê a analista, o movimento de baixa no mercado brasileiro de reposição deve se manter, com destaque às categorias mais jovens. No Mato Grosso do Sul, a relação de troca está desfavorável para o recriador/invernista em todas as categorias, na comparação mensal (maio versus abril). Para as categorias mais leves – bezerro de desmama e de ano –, houve piora de 8,5% e 6,8%, respectivamente. Com isso, na praça do MS, é possível comprar 2,18 bezerros de desmama e 1,91 bezerro de ano com a venda de um boi gordo de 19@, informou a Scot. Quanto às categorias mais eradas, a variação mensal foi de -7,5% e -9,6% para garrote e boi magro, respectivamente. É possível comprar 1,58 garrote e 1,32 boi magro com a venda de um boi gordo de 19@, compara a Scot.

SCOT CONSULTORIA


SUÍNOS


Carcaça e arroba suína caem forte

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 1,71%/2,44%, chegando a R$ 115,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial perdeu 3,33%/3,23%, chegando a R$ 8,70/kg/R$ 9,00/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (25), houve queda de 1,24% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,38/kg, e de 0,50% no Paraná, caindo para R$ 5,98/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul (R$ 6,18/kg), Santa Catarina (R$ 5,80/kg), e São Paulo (R$ 6,46/kg).

Cepea/Esalq


FRANGOS


Mercado do frango com quedas nos preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado caiu 2,07%, atingindo R$ 5,68/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, e no Paraná, houve aumento de 1,47%, alcançando R$ 4,83/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (25), houve queda de 0,47% para a ave congelada, caindo para R$ 6,30/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,31%, fechando em R$ 6,42/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Frango se valoriza, insumos recuam, e poder de compra avança

O poder de compra do avicultor vem crescendo nesta parcial de maio frente ao observado no mês anterior, devido à valorização do frango vivo e dos recuos nos valores dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja), de acordo com dados do Cepea. O avanço no preço médio mensal do frango vivo se deve ao aquecimento da demanda pela carne registrado no início de maio, que impulsionou as cotações do vivo naquele período.

Cepea


Rio de Janeiro registra 3º caso de gripe aviária em animais

Trata-se de um trinta-réis-de-bando, encontrado na Ilha do Governador. Secretaria de Agricultura destaca medidas de biossegurança


O estado do Rio de Janeiro registrou o terceiro caso de ave silvestre migratória contaminada com influenza aviária (H5N1), a chamada gripe aviária. O governo do Rio informou, no sábado (27) à noite, que o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) foi encontrado na Ilha do Governador, zona norte do Rio. De acordo com o comunicado, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) fez a análise do material da ave que foi recolhida, por profissional especializado, na terça-feira (23). O governo estadual acrescentou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) das secretarias de Estado de Saúde (SES-RJ) e municipal de Saúde do Rio de Janeiro está monitorando as três pessoas que atuaram no recolhimento do animal. “Até o momento, nenhuma delas apresenta sintoma gripal e, por isso, não foram colhidas amostras para exames”, apontou o comunicado. Ainda em maio, outras duas aves silvestres da mesma espécie foram identificadas, com o vírus H5N1. “Elas foram encontradas em São João da Barra, no Norte Fluminense, e em Cabo Frio, na região dos Lagos”, completou o Executivo fluminense. As ações de monitoramento e prevenção para evitar a disseminação do vírus no estado, segundo autoridades estaduais, foram intensificadas. A Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa) divulgou, nesta semana, “o Plano de Contingência que estabelece medidas de controle para detectar precocemente e conter a disseminação da Influenza Aviária em aves domésticas, silvestres e exóticas”. Além disso, por se tratar de zoonose com potencial pandêmico, o documento estabelece o fluxo de informação entre os órgãos envolvidos. “As secretarias de Saúde e de Agricultura instituíram um fluxo de comunicação para informar qualquer mortalidade de aves suspeitas, assim como pessoas com suspeita de síndrome gripal com histórico de contato com aves suspeitas”, completou na nota.

Seappa/RJ


INTERNACIONAL


Abates recuam 10% nos EUA

Em abril, a produção total de carne vermelha dos Estados Unidos caiu 8%, em relação a igual período de 2022. No ano, a retração é de 2%.


Os abates de bovinos no mês recuaram para 2,54 milhões de cabeças, uma queda de 10% em relação a 2022. Os norte-americanos são concorrentes dos brasileiros no mercado externo. Os dados são do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que registrou, ainda, retração de 4% na oferta de carne de porco em abril.

FOLHA DE SP


França confirma vacinação contra gripe aviária após testes favoráveis

A França confirmou seu objetivo de lançar um programa de vacinação contra a gripe aviária no outono


A França confirmou seu objetivo de lançar um programa de vacinação contra a gripe aviária no outono, depois que os resultados de uma série de testes na vacinação de patos mostraram "eficácia satisfatória", disse o ministério da agricultura. Uma cepa grave de gripe aviária altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, devastou a produção de aves em todo o mundo, levando ao abate de mais de 200 milhões de aves nos últimos 18 meses. A França foi o país mais atingido da União Europeia e enfrenta um forte ressurgimento de surtos desde o início deste mês na parte sudoeste do país, principalmente entre patos. Já havia lançado uma pré-encomenda de 80 milhões de vacinas no mês passado, que precisava ser confirmada com base nos testes finais realizados pela agência francesa de segurança sanitária ANSES. “Esses resultados favoráveis forneceram garantias suficientes para lançar uma campanha de vacinação já no outono de 2023”, escreveu o ministério da agricultura em seu site. Os governos, muitas vezes tímidos em usar a vacinação devido às restrições comerciais que ela pode acarretar, têm considerado cada vez mais adotá-las para conter a propagação do vírus e evitar a transmissão inter-humana. Os resultados dos testes demonstraram um bom controle da transmissão do vírus em patos-mula vacinados, uma diferenciação entre animais infectados e vacinados, conhecido como princípio DIVA, e uma redução na excreção de vírus por aves vacinadas, disseram as conclusões do teste. A França encarregou duas empresas, a francesa Ceva Animal Health e a alemã Boehringher Ingelheim, de desenvolver vacinas contra a gripe aviária para patos. Vários outros países da UE estão realizando testes, incluindo a Holanda em galinhas poedeiras e a Itália em perus. Os primeiros resultados na Holanda mostraram que as vacinas testadas eram eficientes.

REUTERS


GOVERNO


Ministérios vão cooperar no combate à gripe aviária

Ministro da Agricultura e ministras do Meio Ambiente e da Saúde discutiram ações conjuntas para enfrentar crise sanitária


Os Ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e da Saúde, Nísia Trindade, discutiram, na última sexta-feira, ações conjuntas que devem ser tomadas pelos Centros de Operação de Emergência (COE) das autarquias para evitar a propagação da gripe aviária no país. No encontro, Fávaro disse que o trabalho conjunto será importante para que o país saia da crise sanitária sem grandes prejuízos comerciais ou à saúde humana. “Para que possamos ter tranquilidade e continuar com o status de país livre de gripe aviária”, disse, em nota, divulgada pelo governo. O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart ressaltou aos ministros que, por enquanto, o Brasil continua livre de surtos em granjas comerciais. “É chave neste momento a capacidade de detectar rapidamente e conter os focos de aves silvestres, o que inclui uma ação intergovernamental entre Estados e federação muito forte”. No dia 22, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoossanitária em todo o país devido a casos da doença em aves silvestres. Foram confirmados oito casos até agora, sete no Espírito Santo e um no Rio de Janeiro. Segundo Fávaro, o estado de emergência permite que o governo arbitre melhor os recursos durante a crise sanitária. Na sexta-feira, a Pasta instalou o COE, que servirá como mecanismo de articulação institucional interno e também com outros órgãos dos governos estaduais e federal e com as entidades do setor privado. Caberá ao centro de operações atualizar o secretário de Defesa Agropecuária sobre a situação da resposta à emergência zoossanitária e propor ações para otimizar o enfrentamento da questão. Além disso, irá identificar e adotar mecanismos para apoiar o Departamento de Saúde Animal, as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária e os órgãos estaduais de sanidade agropecuária nos meios necessários para a resposta à emergência zoosanitária.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


FAEP: Setor produtivo prevê problemas nas rodovias para escoar próxima safra

Governo federal, enfim, anunciou o início da licitação do primeiro lote de rodovias do Paraná à iniciativa privada. Apesar disso, não deve haver tempo hábil para garantir condições para o escoamento da produção agropecuária


Apesar do avanço sugerir um viés otimista para o longo prazo, o cenário ainda é preocupante para os curto e médio prazos. Ainda não há previsão quanto aos outros lotes. Desde o fim das concessões, em novembro de 2021, as estradas paranaenses estão sem manutenção, o que provocou incidentes que causaram transtornos e prejuízos no escoamento da safra 2022/23. Mesmo com a licitação do lote 1, é provável que não haja tempo hábil para garantir que esses episódios não se repitam na temporada 2023/24. “O setor produtivo está vigilante. Desde o fim das concessões, as nossas rodovias ficaram em estado de abandono. Incidentes que poderiam ter sido previstos, evitados ou minimizados afetaram o transporte da nossa safra de grãos. Tudo isso trouxe prejuízos aos produtores rurais. Queremos que esse cenário não se repita na próxima safra”, disse o Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná FAEP, Ágide Meneguette. Consultor de logística do Sistema FAEP/SENAR-PR, Nilson Hanke Camargo aponta que a licitação dos lotes 1 e 2 (os mais adiantados) não deve trazer reflexos imediatos, a ponto de garantir que a safra 2023/24 transcorra sem incidentes. Na avaliação de Camargo, as condições das rodovias nos lotes 1 e 2 devem começar a se normalizar apenas entre o fim de 2024 e início de 2025 – em um cenário otimista. A preocupação vai além. A licitação dos outros quatro lotes de rodovias ainda não têm data marcada. Os modelos de concessão desses trechos estão em análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para posterior aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). Com isso, os principais polos produtivos de grãos, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, continuarão a enfrentar estradas deterioradas ao longo da próxima temporada (2024/25).

“Chegar a Guarapuava vai continuar sendo um problema. Não adianta termos [licitados à iniciativa privada] apenas os lotes 1 e 2. Precisamos de todo o conjunto. Precisamos que o produtor de Foz do Iguaçu, por exemplo, consiga transportar sua safra a Paranaguá. Precisamos de toda a malha em condições ideais”, pontua Camargo. “Mas, particularmente, acredito que ainda vai demorar dois anos para que a gente sinta algum benefício”, complementa. A degradação das rodovias paranaenses começou a ficar evidenciada na madrugada de 15 de outubro de 2022, quando as encostas da BR-277 deslizaram sobre a pista, na altura do Km 42, provocando a interdição total da rodovia. Em razão disso, o trecho ficou bloqueado por três dias. Somente a partir do fim da tarde de 17 de outubro é que se liberou uma faixa para o tráfego. Os transtornos, no entanto, continuaram – com relatos de transportadores que chegaram a demorar sete horas para descer a Serra do Mar, em um trecho que, normalmente, é feito em uma hora e meia. As obras de contenção na encosta só terminaram em abril deste ano. Ao longo desse período, condutores conviveram com filas e atrasos de horas. Ainda em dezembro de 2022, a FAEP contratou um estudo geológico, elaborado pelo geólogo Elbio Pellenz, especialista em Geologia da Engenharia e que integrou o Serviço Geológico do Paraná (Mineropar), que apontou o deslizamento na BR-277 como evitável ou com impactos minimizados se houvesse um serviço de monitoramento geológico, análise dos riscos e planejamento na rodovia. Esses trabalhos tinham sido interrompidos com o fim da concessão da malha rodoviária do Paraná. Em 7 de março deste ano, a BR-277 registrou um incidente significativo: diagnosticou-se que o pavimento da pista estava afundando, na altura do Km 33,5. Inicialmente, a rodovia ficou totalmente interditada por dois dias. Posteriormente, o bloqueio passou a ser parcial. Até hoje, há obras no ponto, o que provoca lentidão no fluxo de veículos. “Nesses episódios, trechos que eram feitos em menos de duas horas passaram a ser feitos em mais de seis horas. O consumo de diesel teve aumento médio de 17% para as transportadoras. Isso sem falar nos gastos extras com diárias de motoristas”, aponta o presidente do Sistema Fetranspar, coronel Sérgio Malucelli. “Ainda hoje, se você descer a Paranaguá, é pelo menos 50 minutos de atraso por trecho”, acrescenta. Um levantamento feito pela FAEP a partir dos informes de interdição da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou que, entre 15 de outubro a 30 de abril, houve interdições totais em 27 dias distintos na BR-277, no trecho entre Curitiba e Paranaguá. Os bloqueios tiveram durações variadas. Um estudo contratado pela FAEP e a Fetranspar junto à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), no mês de abril, trouxe mais dados sobre o prejuízo que os incidentes causaram. Um dos reflexos imediatos foi o aumento do custo do frete. Segundo a avaliação, o custo do transporte das regiões produtivas a Paranaguá chegou a ficar 30% mais caro. Um dos exemplos citados no estudo é o de Cascavel, cujo preço médio do frete chegou a R$ 133 por tonelada. Nos últimos quatro anos, esse custo não chegou a R$ 100. Os autores destacam que os incidentes registrados na BR-277 não foram os únicos fatores para o aumento do preço do frete, mas apontam que o setor de transportes “tende a precificar ineficiências operacionais das rotas”. “Ainda para o ano de 2023, as cotações semanais do frete permanecem em um patamar bastante elevado em relação ao histórico do último ano”, consta do estudo, assinado pelos economistas Thiago Guilherme Péra e Fernando Vinicius da Rocha, da Esalq-USP. “Os fluxos originados em Toledo, Ponta Grossa e Guarapuava, importantes regiões produtoras de grãos do Estado, também iniciam o ano com recorde nas cotações de fretes para Paranaguá. O estudo também estimou o impacto que os períodos de interdição causaram no preço do transporte, de acordo com diferentes distâncias. Em uma rota de 200 quilômetros, por exemplo, o custo do transporte aumentou 6,5% se o veículo teve que ficar parado por 1,5 hora, em razão de interdições ou atrasos na viagem. Se o tempo de bloqueio for de 12 horas, o custo disparou 52,4%. Se a paralisação se estendeu por um dia, o gasto com frete chegou a dobrar. No caso de um deslocamento de 600 quilômetros, o custo do transporte ficou quase 50% maior, em paralisações de 24 horas. A Esalq/Log também estimou o impacto econômico causado por interdições ou lentidões na BR-277 em diferentes períodos. Em um cenário de bloqueios ou atrasos médios de 1,5 hora por dia ao longo de seis meses, o prejuízo causado foi de R$ 147,2 milhões. Se os atrasos se arrastaram por uma média de 4,5 horas por dia, o aumento do custo foi de R$ 448,5 milhões. Há também estimativas levando em consideração períodos de bloqueios ao longo de três e de nove meses.

Faep


Empresas investiram R$ 9 bilhões no setor de proteínas animais no Paraná

Com a confiança em alta, os investimentos anunciados ou previstos nos últimos anos somam mais de R$ 9 bilhões, contemplando várias proteínas animais, como bovinos, suínos, aves e peixes


Mais de 24 mil empregos estão sendo gerados não apenas no chão de fábrica, mas em toda a cadeia, segundo estimativas da Invest Paraná. O mercado chinês habilitou a primeira planta paranaense, que já começou a exportar carne bovina para o país asiático. Além da China, o Frigorífico Astra, de Cruzeiro do Oeste, passou a vender para a Indonésia. A empresa também foi aprovada em auditoria de autoridades mexicanas para enviar carne bovina àquele país. O Estado recebeu ainda equipes de auditores da República Dominicana, que aprovaram plantas de suínos, e dos Estados Unidos, que vão receber aves paranaenses. O Chile enviou seus auditores e pode importar suínos do Estado. O Japão é um dos maiores mercados importadores da produção estadual de frango e tem potencial para comprar outras proteínas animais. Em 2022 as exportações paranaenses para o país totalizaram US$ 545,3 milhões, sendo que mais da metade proveniente da carne de frango. Na Coreia do Sul houve convite para que inspetores da Animal and Plant Quarantine Agency (APQA), a agência sanitária que analisa produtos de origem animal e vegetal, visite o Estado. Esse é um passo importante no processo de chancela de frigoríficos e abatedouros para que possam exportar ao país asiático. O Brasil tem tratativas para habilitar a venda de carne suína a esse mercado que paga mais pelo produto de qualidade. Para a manutenção da condição de livre de febre aftosa sem vacinação, o Governo do Estado atua fortemente na vigilância dos rebanhos, no fortalecimento da estrutura de fiscalização da Adapar e na promoção de campanha de atualização dos plantéis. Logo após a entrega do certificado de qualidade foram nomeados 25 médicos veterinários e 13 técnicos de manejo e meio ambiente aprovados em concurso público. Também foram contratados 34 técnicos agrícolas por meio de Processo Seletivo Simplificado. Outros seis veterinários foram incorporados em março deste ano. Este ano o governo estadual autorizou a realização de concurso público para contratação de mais 55 técnicos agrícolas, 37 agrônomos, 18 veterinários e oito servidores administrativos. O edital será publicado nos próximos meses. Também há empenho para melhorar a mobilidade e a infraestrutura de trabalho dos fiscais da Adapar. De 2019 até 2022 tinham sido adquiridos 103 veículos, 300 computadores e 180 tablets. No início desta semana foram entregues mais 393 computadores e 50 caminhonetes às regionais da instituição. Outros 60 veículos devem ser entregues ainda este ano para completar o processo de renovação da frota, que tem 12 anos. Somente nos carros e equipamentos entregues agora foram investidos R$ 16,1 milhões, dos quais R$ 15,5 milhões de recursos próprios da agência e R$ 597 mil de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária. Como forma de monitorar e manter a vigilância atenta e preparada, o Estado passou a exigir do produtor a declaração de rebanho, que é feita uma vez por ano e sem custos. É uma ferramenta de planejamento, que possibilita intervenções eficazes caso haja alguma suspeita de enfermidade.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar acompanha alívio externo e fecha em queda firme, novamente abaixo de R$ 5

No acumulado da semana, a variação foi mínima e a moeda americana caiu 0,14%


O progresso em torno das negociações sobre o limite do endividamento dos Estados Unidos, com a indicação de que um acordo pode ser alcançado, deu alívio aos ativos de risco nos mercados globais e sustentou um movimento de apreciação do câmbio doméstico na sexta-feira. Assim, embora tenha visitado novamente o nível psicológico de R$ 5 nesta semana, o dólar spot encerrou o pregão desta sexta-feira abaixo dessa marca, na medida em que a incerteza quanto aos rumos dos juros no Brasil e nos Estados Unidos ficou em segundo plano na avaliação dos agentes. No fim dos negócios no mercado à vista, o dólar era cotado a R$ 4,9881, em queda de 0,94%. Na semana, a variação foi mínima e a moeda americana caiu 0,14%. Dados da B3 mostram que, somente na sessão de ontem, os estrangeiros aumentaram posição comprada em dólar futuro, cupom cambial e dólar mini em US$ 2,132 bilhões, enquanto os fundos locais aumentaram posição vendida em US$ 38 milhões. Diante das indicações de que democratas e republicanos devem chegar a um acordo para uma elevação no teto da dívida pública dos Estados Unidos por dois anos, o mercado voltou a embutir nos preços um cenário mais construtivo para ativos de risco, o que deu apoio a uma recuperação das moedas de mercados emergentes. O real, assim, surfou esse movimento na sexta-feira, que ganhou ainda mais força durante a segunda etapa dos negócios. Estrategistas do J.P. Morgan mantêm uma avaliação “overweight” (desempenho acima da média do mercado) em relação ao real. “Esperamos que as condições globais continuem alimentando o apetite por carrego e vemos uma fraqueza contínua do dólar à frente. O Brasil oferece os juros reais mais altos nos mercados emergentes e a volatilidade tem sido baixa, enquanto muitos catalisadores idiossincráticos estão fora do caminho”, escrevem os profissionais em nota enviada a clientes.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em alta apoiado em bom humor externo

Índice acumula ganho de 0,15% na semana


O Ibovespa voltou a subir na sexta-feira, impulsionado pela melhora do humor dos investidores globais após as negociações de extensão do teto da dívida americana avançarem e em dia de alta do minério de ferro na China. Adicionalmente, após três sessões de correção no início da semana, ações ligadas à economia local estenderam ganhos recentes, refletindo possíveis cortes de juros já em agosto. No fim do dia, o Ibovespa subiu 0,77%, aos 110.905 pontos, acumulando ganhos de 0,15% na semana. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 16,82 bilhões no Ibovespa e R$ 21,78 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,30%, aos 4.205 pontos, Dow Jones fechou em alta de 1%, aos 33.093 pontos e Nasdaq registrou ganhos de 2,19%, aos 12.975 pontos. O otimismo por um acordo para elevar o teto da dívida pública nos Estados Unidos deu fôlego aos mercados globais hoje. Segundo a imprensa americana houve avanço nas negociações na véspera do fim de semana prolongado pelo feriado de Memorial Day. Investidores seguem atentos à proximidade do dia 1º de junho, data limite para os EUA seguirem honrando seus pagamentos, de acordo com a Secretária do Tesouro, Janet Yellen. Também lá fora, o minério de ferro registrou avanço expressivo na bolsa de Dalian, após uma sequência de perdas causada por temores com a demanda da China. Thalles Franco, sócio e gestor da RPS Capital, nota que as ações ligadas às commodities seguirão correlacionadas com o mercado externo, podendo exibir performance positiva em sessões como a de sexta. "Ainda estamos animados com empresas ligadas às matérias-primas, mas, como os dados chineses mais animadores estão ligados ao consumo da população, nossa ordem de prioridade é petróleo, celulose e aço/minério por último", diz. Em relação aos papéis mais ligados à economia local, o executivo argumenta que vários fatores, como uma economia mais resiliente, o arrefecimento da inflação, a melhora do arcabouço fiscal e um congresso mais fiscalista que a expectativa, permitiram a sua recuperação. No entanto, entende que o mercado precisará de novos gatilhos para que o movimento se estenda. "Acredito que dois terços da recuperação já foi. Agora, existem alguns fatores no radar que podem conferir fôlego adicional, como um aumento do fluxo estrangeiro, uma melhora na performance das commodities e o encerramento da discussão em torno da meta de inflação, O avanço da reforma tributária também pode ser positivo, mas precisamos ver se haverá aumento na carga tributária de setores com empresas listadas", diz.

VALOR ECONÔMICO


Brasil registra déficit em conta corrente de US$1,68 bi em abril, diz BC

O Brasil teve déficit em transações correntes de 1,680 bilhão de dólares em abril, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,76% do Produto Interno Bruto, informou o Banco Central na sexta-feira


A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de 250 milhões de dólares em abril. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram 3,312 bilhões de dólares, contra 4,3 bilhões de dólares projetados na pesquisa.

REUTERS


Consumo nos lares brasileiros cresce 2,14% no quadrimestre

O Consumo nos Lares Brasileiros medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) encerrou o primeiro quadrimestre com alta de 2,14%. Na comparação de abril ante março a alta foi de 1,47%. Na comparação de abril de 2023 com abril de 2022 houve alta de 2,09%.


O resultado contempla os formatos de loja: atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) registrou alta de 0,53% em abril, fazendo com que o preço na média nacional passasse de R$ 747,35 em março para R$ 751,29 em abril. As principais quedas nos preços vieram da cebola (-7,01%), óleo de soja (-4,44%), margarina cremosa (-0,93%). Entre as proteínas, as quedas foram puxadas pela carne bovina com os cortes do traseiro (-1,16%) e do dianteiro (-0,86%). Frango congelado (-0,36%) e pernil (-0,51%) também registram redução nos preços. Em 12 meses, os preços dos cortes bovinos nos supermercados acumulam queda de 11%. As altas ficaram por conta de tomate (+10,64%), leite longa vida (+4,96%), feijão (+4,41%), batata (+3,96%), farinha de mandioca (+2,87%), ovos (+2,46%). Na categoria de limpeza, as altas foram puxadas por desinfetante (+1,63%), água sanitária (+1,25%), detergente líquido para louças (+0,44%), sabão em pó (+0,16%). Entre os produtos de higiene e beleza, creme dental (+1,35%), sabonete (+1,12%), xampu (+0,83%), papel higiênico (+0,73%) registraram maior variação de preços. Já entre os produtos de higiene e beleza, creme dental (+1,35%), sabonete (+1,12%), xampu (+0,83%), papel higiênico (+0,73%) registraram maior variação de preços. Na análise regional do desempenho das cestas, a maior variação foi registrada no Centro-Oeste (+1,06%) onde a cesta passou de R$ 696,45 em março para R$ 703,81 em abril. Nas demais regiões as variações foram: Sudeste (+0,72%), Nordeste (+0,46%), Norte (+0,16%) e Sul (+0,04%). Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, “a combinação da desaceleração nos preços dos alimentos, a sequência de queda nos preços das carnes e os recursos injetados na economia trouxeram mais consistência ao consumo nos lares no quadrimestre. Em junho, a continuidade dos resgates dos recursos do PIS/Pasep, do pagamento de precatórios do INSS, a manutenção dos programas de transferência de renda do governo federal – Bolsa Família e Primeira Infância e a implantação do Benefício Variável para crianças, adolescentes e gestantes e pagamento do Auxílio Gás tendem a contribuir para a composição da cesta de alimentos”, disse.

Agência Brasil


Preços agrícolas continuam a cair no campo e no varejo

Quedas afetam principalmente os valores de boi, milho e soja


Os preços dos produtos agrícolas continuam em queda no campo e chegaram aos menores valores nominais desde 2020. Isso tem permitido uma retração no custo dos alimentos na mesa do consumidor. A saca de milho está sendo negociada a R$ 54,5 na região de Campinas (SP), um recuo de 17% apenas neste mês. No mesmo período do ano passado, as negociações giravam em R$ 87 por saca. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços atuais são os menores desde agosto de 2020. Em maio de 2021, a saca estava em R$ 102. Com a queda de preços no campo, as farinhas caem no varejo. Neste ano, conforme dados da quinta-feira (25) da Fipe (Fundação Instituto de SEGUIR Pesquisas Econômicas), a farinha de milho acumula queda de 6,5% no ano, e o fubá, de 4%. A soja também tem os menores preços no campo desde agosto de 2020. A saca está sendo negociada a R$ 128,6 no Paraná, um valor bem inferior aos R$ 188 de há um ano. A desaceleração da oleaginosa permite uma forte queda no preço do óleo de soja, que acumula retração de 10% neste ano e de 22% nos últimos 12 meses no varejo. Com o aumento das exportações, o óleo de soja havia subido muito nos últimos anos. O boi também passa por uma forte retração dos preços no pasto. A arroba caiu para R$ 255 no mercado paulista, um recuo de 5% apenas neste mês. O valor atual da arroba, que chegou a R$ 350 em março, baixou para o menor patamar desde outubro de 2021, um dos períodos do embargo da carne brasileira pela China. Os preços do boi gordo caem no campo devido à maior oferta de animais para abate e menor interesse dos frigoríficos nas compras. Interfere ainda nesse mercado o final da temporada das chuvas, o que deixará os pastos com menor qualidade para a alimentação do gado. Os dados desta quinta-feira da Fipe apontam queda também para o varejo. Após o recuo de 0,3% nos últimos 30 dias, o valor médio das carnes bovinas teve retração de 4% para o consumidor neste ano. Entre as principais quedas, estão acém, alcatra e picanha. As carnes de frango e suína também diminuem no acumulado do ano. A suína, no entanto, devido à recuperação das exportações, voltou a subir neste mês. Leite e arroz, contudo, ainda pesam no bolso do consumidor. O leite, com a menor oferta no campo, acumula alta de 11% no ano no varejo. O arroz, mesmo com o período de safra recém-terminado, acumula elevação de 4,6% nos supermercados.

FOLHA DE SP


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