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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 382 DE 26 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 382 |26 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: ágio retornou, mas os preços estão indo ladeira abaixo, relata analista da Scot

Prêmio para o “boi-China” voltou em SP, retomando uma diferença de R$ 5/@ em relação ao animal “comum”, mas pressão de baixa continua, informa a consultora de mercado Jéssica Olivier


Ao longo desta semana, o preço do animal “comum” (direcionado ao mercado interno, sobretudo) recuou R$ 10/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” teve queda semanal de R$ 5/@ na mesma praça de comercialização, informou a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista de mercado da Scot Consultoria. Com isso, o ágio para o animal com padrão exportação voltou em São Paulo, retornando a diferença de R$ 5/@, relata a Jéssica. Segundo a Scot, a cotação do boi está apregoada em R$ 250/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 230/@ e R$ 245/@ (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi-China” está em R$ 255/@, no bruto, a prazo, mas com ofertas de compra abaixo dessa referência, acrescenta a Scot. Na avaliação de Jéssica, o dólar continua trabalhando abaixo da casa dos R$ 5 e estreitando as margens das indústrias exportadoras de carne bovina. “Até o final de maio/23, não devemos ver a cotação da arroba subindo; ainda há gado a ser entregue e, a cada dia que passa, a entressafra de capim bate mais à porta”, afirma a analista, que acrescenta: “Uma hora a oferta (de boiadas gordas) vai minguar e os preços (da arroba) vão reagir, mas até lá, é só ladeira abaixo”. Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, a especulação baixista na arroba reflete o grande descompasso entre a procura contida de matéria-prima (boi gordo) por parte dos frigoríficos brasileiros e a elevada oferta de lotes disponível para venda. Neste momento, informa a S&P Global, há registros de escalas de abate entre as indústrias brasileiras que não avançam para além de uma semana, mas há relatos de unidades com programações para a segunda quinzena de junho. Segundo reforça a consultoria, o panorama geral é de forte especulação baixista e fundamentos no mercado que indicam preços também pressionados ao longo de junho/23. Por outro lado, diz a S&P Global, verificou-se recuos nos preços da carne bovina no atacado, fator que “pode trazer maior procura interna pela proteína, caso os movimentos de baixa sejam replicados ao consumidor final”. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 251/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca R$ 192/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 209/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Portaria Nº 365: novas atualizações realizadas pelo MAPA

As imposições dos mercados internacionais em relação ao bem-estar animal têm aumentado


O mercado brasileiro, como maior exportador de carne bovina e de frango e o quarto maior exportador da carne suína no mundo, já cumpria parte das exigências de outros países que estavam a frente em relação ao tema. Investimentos em bem-estar animal trazem retorno tanto para o produtor quanto para as indústrias frigoríficas. Dentro da propriedade, há melhoria na sanidade, diminuição do estresse e redução de mortalidade dos animais, resultando em maior eficiência e produtividade. Em relação aos frigoríficos, há diminuição de perdas e maior valor agregado devido à qualidade superior do produto final. Com o objetivo de uniformizar as práticas de bem-estar que já vinham sendo utilizadas no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) atualizou a Portaria Nº 365, de 16 de julho de 2021, que aborda o manejo pré-abate, o abate humanitário e os métodos de insensibilização.

O que há de novo? Para o abate, o processo de bem-estar ocorre desde o transporte dos animais da propriedade até os frigoríficos, passa pelo manejo pré-abate, que envolve a área de descanso e as instalações, até a contenção para insensibilização. As normas estabelecem que todo animal destinado ao abate deve ser submetido a procedimentos humanitários de manejo pré-abate e abate, não passando por processos que ocasionem dor ou sofrimentos desnecessários. A fim de minimizar condições que possam provocar desconforto nos animais, os veículos, instalações e equipamentos devem atender aos parâmetros referentes ao bem-estar, como tamanho adequado de baias e currais, comedouros e bebedouros, pisos, conforto térmico, respeitando as necessidades específicas de cada espécie. As indústrias frigoríficas devem ter um responsável e programa de autocontrole em bem-estar animal. O responsável terá autonomia nas decisões e ficará encarregado por todos os profissionais envolvidos no manejo pré-abate e pelos cumprimentos das exigências da Portaria. Os estabelecimentos são responsáveis pelos animais desde o embarque, monitorando procedimentos relacionados ao jejum e dieta hídrica no manejo pré-abate, tempo de viagem, distância percorrida, condições dos animais ao chegar no estabelecimento e procedimentos de manejo até a insensibilização. Em relação aos procedimentos de manejo pré-abate, a Portaria reitera os cuidados no embarque e desembarque dos animais, quando devem ser submetidos ao abate de emergência, como realizá-lo e como deve ser respeitado o período de jejum. Quanto aos procedimentos de manejo de abate, a Portaria explica os métodos permitidos de insensibilização, critérios para auxiliar na determinação da insensibilidade e realização da sangria. As novas normas estão previstas para entrar em vigor em agosto de 2023.

SCOT CONSULTORIA


SUÍNOS


Suínos: Quinta-feira com preços em queda no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,00/kg/R$ 9,30/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (24), houve tímida alta somente no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 6,18/kg. Foram registradas quedas de 0,33% no Paraná, caindo para R$ 6,01/kg, e de 1,19% em Santa Catarina, custando R$ 5,80/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais e São Paulo, valendo, ambos, R$ 6,46/kg. Os preços do suíno no mercado independente caíram de forma generalizada nas principais praças que comercializam os animais nesta modalidade. A concorrência entre o preço da carcaça e do animal vivo é citada como um dos pontos motivadores da queda, além da oferta de animais.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: queda generalizada para os preços

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias (18/05/2023 a 24/05/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 3,18%, fechando a semana em R$ 6,12/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente baixa, podendo ser cotado a R$ 6,26/kg vivo", diz o Lapesui


Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve leve baixa, saindo de R$ 6,45/kg vivo para R$ 5,90/kg vivo nesta semana. Em São Paulo, após três semanas consecutivas com preço estável em R$ 7,22/kg vivo, houve queda nesta quinta-feira para R$ 6,69/kg, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor do animal também cedeu, saindo de R$ 6,50/kg vivo para R$ 6,00/kg vivo, com acordo nesta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

AGROLINK


Suínos/Cepea: Preço sobe, e competitividade de carne suína cai frente a concorrentes

A competitividade da carne suína caiu frente às concorrentes (proteínas de frango e bovina)


Segundo levantamento do Cepea, de abril para maio (até o dia 23), os preços médios das proteínas suína e de frango vêm registrando leves avanços, ao passo que os da bovina apresentam quedas. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína se valorizou 1% de abril para maio, com a média mensal atual a R$ 9,84/kg. Pesquisadores do Cepea destacam que os preços da carne suína vinham registrando altas desde o começo de maio, mas a entrada da segunda quinzena do mês, quando tipicamente a demanda se desaquece, interrompeu o movimento de elevação, o que, por sua vez, limitou o avanço na média mensal.

Cepea


Peste suína africana diminui em suínos e javalis na UE em 2022

O número de surtos de peste suína africana (PSA) em suínos e casos notificados em javalis na União Europeia (UE) caiu consideravelmente em 2022 em comparação com o ano anterior, de acordo com um novo relatório publicado ontem pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla em inglês). A doença foi notificada em oito países da UE em suínos e onze países da UE em javalis


“Na última década, a peste suína africana teve um impacto dramático no setor de suinocultura na UE e continua a prejudicar as economias locais e regionais. Embora nosso último relatório mostre sinais encorajadores de que os esforços para impedir a propagação do vírus podem estar surtindo efeito, o cenário em toda a UE não é de forma alguma positivo e devemos permanecer vigilantes. Agricultores, caçadores e veterinários têm um papel particularmente importante a desempenhar na denúncia de casos suspeitos”, disse Bernhard Url, Diretor Executivo da EFSA. Em 2022, os surtos de PSA entre suínos domésticos na UE diminuíram 79% em comparação com 2021. A diminuição foi particularmente acentuada na Romênia, Polônia e Bulgária. A Lituânia, pelo contrário, registou um ligeiro aumento causado por um conjunto de surtos notificados no verão no sudoeste do país. Oito países da UE (Bulgária, Alemanha, Itália, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia) e quatro países vizinhos não pertencentes à UE (Moldávia, Macedônia do Norte, Sérvia e Ucrânia) relataram surtos em suínos domésticos. A Romênia foi o país da UE mais afetado, com 327 surtos, representando 87% do total de surtos da UE. A Sérvia foi o país não pertencente à UE mais afetado dentre os incluídos no relatório, com 107 surtos. A PSA foi notificada pela primeira vez na Macedônia do Norte. Em relação ao javali, foram notificados 40% menos casos na UE em 2022 em comparação com 2021. Esta é a primeira diminuição de casos de PSA em javalis na área desde a sua introdução em 2014. Onze Estados-Membros da UE (Czequia, Estónia e Hungria em além dos Estados-Membros com surtos em suínos domésticos) e quatro países não pertencentes à UE (Moldávia, Macedónia do Norte, Sérvia e Ucrânia) notificaram casos de PSA em javalis. Para apoiar os esforços contínuos para controlar a propagação do vírus, a EFSA está estendendo sua campanha StopASF em 2023. A campanha aumenta a conscientização entre agricultores, caçadores e veterinários na UE e nos países vizinhos sobre como detectar, prevenir e relatar a PSA. Agora em seu quarto ano, a campanha StopASF da EFSA incentiva agricultores comerciais e de quintal, veterinários e caçadores a 'detectar, prevenir, relatar' casos de PSA. A campanha conta com a ajuda de grupos de agricultores locais. É gerido em parceria com autoridades locais em dezoito países: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Estônia, Grécia, Hungria, Kosovo, Letónia, Lituânia, Montenegro, Macedônia do Norte, Polônia, Romênia, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia. 

EFSA


FRANGOS


Preços estáveis no mercado do frango do PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja baixou 2,00%, chegando a R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado caiu 1,17%, atingindo R$ 5,80/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,76/kg, da mesma maneira que em Santa Catarina, fixado em R$ 4,37/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (24), o preço da ave congelada baixou 3,06%, alcançando R$ 6,33/kg, enquanto a ave resfriada desvalorizou 1,68%, fechando em R$ 6,44/kg.

Cepea/Esalq


INTERNACIONAL


Austrália: Produção de carne vermelha no nível mais alto em quase 20 anos em alguns estados

O Australian Bureau of Statistics (ABS) divulgou os dados de abate e produção do primeiro trimestre de 2023, indicando melhorias em todas as espécies. Alguns estados registraram os melhores resultados trimestrais em quase duas décadas


Comparando trimestre a trimestre e ano a ano, os números de abate de gado melhoraram fortemente na maioria dos estados. De forma encorajadora, os estados do leste (Queensland, NSW e VIC) foram responsáveis por 91% ou 184.900 do aumento de 202.000 cabeças no abate em comparação com o primeiro trimestre de 2022. Todos os estados do leste registraram seus maiores volumes trimestrais de abate em mais de dois anos, indicando que os processadores continuam encontrando maneiras de lidar com o aumento da oferta de estoque. Todos os outros estados experimentaram melhorias ano a ano favoráveis – embora ao analisar o desempenho do estado em relação às médias de cinco anos, o desempenho estagnado dos estados menores no primeiro trimestre sugere que a capacidade de processamento permanece limitada devido a questões trabalhistas. O abate do primeiro trimestre da Tasmânia, SA e WA foi 58%, 45% e 69% abaixo da média trimestral de cinco anos, respectivamente. No primeiro trimestre, a Austrália produziu 498.314 toneladas de carne bovina, o maior nível nacional em dois anos. Comparado ao ano anterior, o aumento foi de 15% ou 64.000 toneladas. Todos os estados registraram melhorias, com WA recuperando sua queda de 11% na produção em relação aos níveis do quarto trimestre de 2022 para aumentar 17% ou 4.000 toneladas com relação ao ano anterior. Mais uma vez, os estados do leste foram responsáveis por 91% ou 58.900 toneladas da melhoria com relação ao ano anterior. Os números da South Australian permaneceram firmes, embora deva se modificar para o restante de 2023, a produção de abate deve aumentar no estado à medida que as instalações começarem a se tornar totalmente operacionais.

Meat and Livestock Australia (MLA)


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná completa dois anos do status de área livre de febre aftosa sem vacinação neste sábado

O reconhecimento internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação completa dois anos neste sábado, 27 de maio


Em 2021, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) concedeu ao Paraná, por meio da chancela ao bom trabalho de sanidade agropecuária, uma credencial para abrir mercados para proteínas animais produzidas no Estado, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto. Dois anos depois, o Estado chega na marca de 2 milhões de toneladas de carnes exportadas pela primeira vez na história e R$ 9 bilhões em investimentos privados nessa cadeia, projetando o futuro do crescimento da produção e comercialização de peixes, aves, bois, suínos, perus, ovos, leite e derivados, entre outros. A conquista é fruto de mais de 50 anos de trabalho e parceria entre iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e governo estadual. Para o Secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o Paraná, que já não vacina o rebanho desde 2019, mostra ao mundo uma estrutura produtiva mais desenvolvida e sadia, com um serviço de inspeção sanitária de qualidade. A história desse status remonta há décadas. Até 1979 não houve grande progresso no controle da enfermidade no Brasil e chegou-se a constatar, naquele ano, 1.436 focos da doença no Paraná. No início dos anos 80, a vacina ainda não estava totalmente assimilada e os focos da doença se multiplicavam. A melhoria nas vacinas, que passaram a aquosas e, logo depois, a oleosas, foi acompanhada de um aumento sucessivo da confiança dos produtores na utilização. As campanhas de vacinação começaram a ser feitas duas vezes ao ano, justamente para evitar a disseminação dos casos. Os focos reduziram, o controle do trânsito melhorou e o Brasil começou a expandir o comércio. Com o tempo, o percentual de vacinações saltou de cerca de 30% para 95% - marca alcançada até as últimas campanhas. A chegada dos anos 90 trouxe a obrigatoriedade de os produtores vacinarem os rebanhos, o que foi reforçado, em 92, com o programa nacional de erradicação da doença. Em 1995, após novos focos no Estado, o setor se mobilizou e, com a cooperação entre os diversos atores do processo, foi criado o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec) para promover o desenvolvimento e aperfeiçoamento da pecuária e defesa sanitária.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Deral estima em 46,85 milhões de toneladas a safra de grãos 2022/2023 no Paraná

A safra 2022/2023 no Paraná está estimada em 46,85 milhões de toneladas em uma área de 10,84 milhões de hectares, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab)


Os dados estão na Previsão Subjetiva de Safras divulgada na quinta-feira (25), e representam uma redução de 1% na área e um aumento de 38% no volume comparativamente à safra 2021/2022. De acordo com o Chefe do Deral, Marcelo Garrido, a nova avaliação reajusta alguns números da safra paranaense devido às adversidades climáticas das últimas semanas, principalmente a falta de chuvas. “Ainda assim, a estimativa mostra bom desempenho no campo de maneira geral”, diz. Entre os destaques está a produção de soja, de 22,34 milhões de toneladas. A primeira safra de milho soma quase 4 milhões de toneladas, e a segunda safra tem estimativas acima de 14 milhões de toneladas. Há boas perspectivas também para a produção de cereais de inverno, que, somados, podem resultar em 5,5 milhões de toneladas.

Devido ao clima, a segunda safra de feijão teve um reajuste negativo. No relatório deste mês, estão previstas 553,5 milhões de toneladas, volume 1% menor do que na safra anterior, em uma área de 299,1 mil hectares, 12% menor. Os produtores rurais têm enfrentado uma baixa de preços em grande parte das culturas nos últimos meses. Nesta semana, a colheita da soja foi finalizada nos 5,78 milhões de hectares cultivados, e o produtor agora foca em comercializar a oleaginosa. Assim como nas outras culturas, os preços registraram queda. Enquanto, no mesmo período de 2022, os produtores recebiam R$ 178,00 pela saca de 60 kg, na última semana o valor médio foi de R$ 122,00, 31% a menos. Cerca de 43% da safra de 22,3 milhões de toneladas foi comercializada, índice abaixo do ritmo de safras anteriores, que, em média, já superavam 65% nesta fase, de acordo com o analista do Deral, Edmar Gervásio. A colheita da primeira safra de milho chegou a 98% dos 385,3 mil hectares plantados. Segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio, o grão tem ótima produtividade, de 9.934 kg por hectare. Estima-se um volume de 3,83 milhões de toneladas, 1,7% acima das estimativas iniciais, e 29% superior na comparação com a safra 2021/2022. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 43,00 pela saca de 60kg, 46% a menos do que o recebido no mesmo período do ano passado, R$ 80,00, em média. O plantio da segunda safra já foi concluído e, na análise do Deral, observa-se bom desenvolvimento e boa perspectiva de produção, ainda que as condições climáticas, com baixo volume de chuvas, preocupem os agricultores. A expectativa é que sejam produzidas 14,13 milhões de toneladas em uma área de 2,43 milhões de hectares, o que indica aumento de 6% no volume e redução de 11% na área comparativamente à safra 2021/2022.

SEAB-PR/DERAL


ECONOMIA/INDICADORES


Prévia da inflação surpreende e dispara revisões para baixo

Após alta em abril, IPCA-15 fica em 0,51%, abaixo das projeções, e acumula 4,07% em 12 meses, a menor taxa desde outubro de 2020


Após um susto em abril, quando analistas alertaram para algum repique dos núcleos e dos serviços, a prévia da inflação de maio surpreendeu positivamente ao mostrar não apenas uma manutenção da queda do ritmo de alta dos preços, mas também uma composição mais benigna. Ainda que em ritmo lento, medidas acompanhadas pelo Banco Central voltaram a mostrar melhora e também motivaram uma leva de revisões baixistas das projeções para o ano. Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) desacelerou para 0,51% em maio, após marcar alta de 0,57% em abril. Com isso, ele acumulou alta de 4,07% em 12 meses, a menor desde outubro de 2020 (3,52%). O dado veio perto do piso das 36 projeções colhidas pelo Valor Data, que variavam de 0,48% a 0,72% (0,64% de mediana). Seis das nove classes de despesas apresentaram menor ritmo de alta: transportes (de 1,44% para -0,04%), habitação (de 0,48% para 0,43%), artigos de residência (de 0,07% para -0,28%), vestuário (de 0,39% para 0,35%), educação (de 0,11% para 0,07%) e comunicação (de 0,06% para 0,02%). Na outra ponta, a alta foi mais intensa nos grupos de alimentação e bebidas (de 0,04% para 0,94%), saúde e cuidados pessoais (de 1,04% para 1,49%) e despesas pessoais (de 0,28% para 0,40%). Foi a melhor composição de inflação do ano” — Alexandre Maluf. O chamado índice de difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento, subiu de 63,2% para 64,3%. O avanço reflete em grande medida o comportamento dos alimentos, grupo mais volátil e que acelerou de 0,04% para 0,94% na margem. Excluindo essa categoria, a difusão passou de 66,8% para 62,9%. Surpreendeu a queda de 17,26% nos preços de passagens aéreas, que tiraram 0,12 ponto percentual da prévia. Já a gasolina caiu 0,21% na margem. O número ainda não reflete nova estratégia comercial da Petrobras de abandonar a paridade internacional, divulgada dia 16. A coleta de preços ocorreu entre 14 de abril e 15 de maio. Para Alexandre Lohmann, estrategista-chefe da Constância Investimentos, a maior surpresa veio de serviços. Em seus cálculos, a difusão nesse segmento chegou a 61,53% na prévia de abril, contra 69% em maio e 74% em março. “É uma queda bem relevante, sinaliza que a inflação está cada vez menos sustentada nesses itens”, diz. Lohmann reduziu sua projeção de IPCA deste ano de 6% pra 5,77%.

VALOR ECONÔMICO


Dólar tem alta ante real com influência do exterior

O impasse em torno da negociação sobre o teto da dívida dos Estados Unidos, que pode jogar a maior economia do mundo em um "default", fez os investidores buscarem a proteção do dólar na quinta-feira, o que abriu espaço para a moeda norte-americana fechar com forte alta ante o real no Brasil, acima dos 5 reais


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0349 reais na venda, com alta de 1,65%. É a primeira vez que a moeda norte-americana termina uma sessão acima dos 5 reais desde 8 de maio, quando encerrou em 5,0150 reais. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,49%, a 5,0400 reais. O impasse em torno da negociação para ampliar o teto da dívida dos EUA conduziu os negócios desde cedo e fez o dólar – considerado um porto-seguro pelos investidores – subir ante divisas como o real, o dólar australiano e o dólar canadense. "A negociação (entre a Casa Branca e os republicanos) não caminha, não anda, e o dia está chegando. Isso tudo contribui para a valorização do dólar", disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. No início da tarde, a Reuters informou que o Presidente dos EUA, Joe Biden, e o principal parlamentar republicano, Kevin McCarthy, estão chegando perto de um acordo sobre o teto da dívida, com divisões em relação a apenas 70 bilhões de dólares em gastos discricionários, de acordo com uma pessoa familiarizada com as negociações. Ainda assim, o dólar se manteve acelerado, tanto no exterior quanto no Brasil. Profissionais no Brasil afirmaram ainda que, em dias anteriores, em função do otimismo com a aprovação do novo arcabouço fiscal, o dólar havia recuado de forma significativa, em meio à desmontagem de posições compradas (no sentido de alta da divisa dos EUA). Na quinta-feira, houve movimento inverso, de remontagem de posições. "Tem um pessoal aí que, com essa história da aprovação do arcabouço, andou desmontando posições defensivas. E agora está refazendo a posição defensiva em função do exterior", disse Rugik. No Brasil, pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de julho.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta e caminha para contrariar ditado sobre desempenho fraco em maio

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, apoiado em dados melhores do que o esperado sobre o comportamento dos preços no Brasil, o que eleva pressão sobre o Banco Central para reduzir a Selic, principalmente após a aprovação do novo marco fiscal do país pela Câmara dos Deputados


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,15 %, a 110.054,38 pontos, caminhando para contrariar o velho ditado do mercado "sell in May and go away" (venda em maio e vá embora), uma vez que já acumula uma alta de mais de 5% no mês. O volume financeiro no pregão alcançou 27,6 bilhões de reais. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,51% em maio, depois de avançar 0,57% em abril, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pelo IBGE. Foi a taxa mais baixa desde outubro de 2022 e abaixo das expectativas de alta de 0,64%. Em 12 meses, desacelerou para 4,07%. Economistas avaliaram positivamente a abertura qualitativa dos dados, com alguns considerando que tal resultado gera uma pressão adicional para que o Banco Central reduza a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. No mercado, as apostas apontam para um corte no segundo semestre. "A perspectiva de início do processo de corte de juros impulsionou, principalmente as ações mais ligadas a atividade doméstica", disse o gestor de ações da Ace Capital Tiago Cunha, chamando a atenção para, na outra ponta, a fraqueza de ações de commodities por preocupações com a economia da China. Em entrevista na parte da tarde, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, adotou um tom pacífico em relação a polêmicas envolvendo a meta de inflação e o relacionamento com o governo, mais especificamente a pressão para reduzir os juros, enquanto disse ver sinais positivos de desinflação. Campos Neto também elogiou a aprovação do novo arcabouço fiscal pelos deputados nesta semana, acrescentando que impacta as expectativas para a inflação e já se reflete em um recuo nos juros futuros. Estrategistas do Itaú BBA afirmaram ter encontrado estrangeiros mais otimistas com o Brasil do que previam, argumentando que os preços parecem atrativos ante outros emergentes e que a bolsa provavelmente terá um bom desempenho quando houver maior visibilidade sobre cortes na Selic.

REUTERS


Avanço do arcabouço fiscal já reflete em queda do juro longo e cenário está melhor, diz Campos Neto

O avanço do arcabouço fiscal impacta as expectativas de inflação e já reflete em um recuo nos juros futuros, disse na quinta-feira o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também mandou sinal ao governo ao citar estudo da autoridade monetária que mostrou ineficiência de a meta de inflação seguir o ano calendário


"Eu reconheço o grande trabalho que foi feito pelo governo, pelo Ministro (Fernando) Haddad e como o Congresso se mobilizou e fez uma votação rápida e tão expressiva em um tema como o arcabouço, que é tão importante para a gente porque influi nas expectativas", disse, em entrevista à GloboNews. "E tem influído nas expectativas, a gente vê as taxas de juros longas caindo bastante", acrescentou. O Presidente do BC não indicou quando a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, poderá cair, voltando a dizer que é apenas um voto de nove na diretoria da autoridade monetária, mas ponderou que “o cenário está melhor”. Na entrevista, Campos Neto afirmou que o debate sobre a meta de inflação --alvo de críticas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- ainda precisa ser resolvido e reafirmou que em momentos de incerteza como o atual o ideal era não fazer nenhum tipo de modificação. Ainda assim, sem mencionar o governo diretamente, ele fez uma sinalização a Haddad, que já havia defendido expressamente uma "meta contínua" para a inflação, fazendo com que o alvo deixe de ser fixo no final de cada ano. “A gente fez um estudo algum tempo atrás, iniciado por diretores que nem estão mais no Banco Central, que chegou à conclusão que havia uma ineficiência de a meta ser o ano fiscal, porque teve alguns momentos da nossa história que foram feitas desonerações em produtos que tinham peso grande na inflação para influenciar a inflação no fim do ano e fechar dentro da meta,”, disse Campos Neto. “Isso acaba gerando mudança de preços relativos, o que não é eficiente para a economia. Então chegou-se à conclusão, olhando o que tinha sido feito no passado, que se a meta fosse contínua naquele momento não haveria aquele incentivo e que, portanto, teria sido mais eficiente”. Campos Neto, Haddad e a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, definirão em junho a meta de inflação de 2026 no Conselho Monetário Nacional e há uma expectativa de que possam aprovar também uma alteração no calendário do regime. O presidente do BC disse que o dado de inflação divulgado na quinta-feira pelo IBGE veio melhor do que o esperado, assim como os núcleos de inflação --que desconsideram itens mais voláteis. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,51% em meio, depois de avançar 0,57% em abril, mostrou o IBGE. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de uma alta de 0,64%, e marcou a taxa mais baixa desde outubro de 2022.

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Taxas futuras de juros têm queda forte com IPCA-15 e núcleos de inflação abaixo do esperado

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam a quinta-feira com queda firme no Brasil, na esteira da divulgação de um índice de inflação abaixo do esperado, com núcleos de preços mais acomodados, o que reforça a perspectiva de que o Banco Central possa começar a cortar a taxa básica Selic


Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou inflação de 0,51% em maio, após taxa de 0,57% em abril. O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro. Além disso, os núcleos de inflação do IPCA-15 vieram aquém do esperado. “A média dos núcleos também surpreendeu, vindo bem abaixo do esperado (0,42% vs 0,58%). Esse dado na margem é importante para melhorar a percepção quanto à dinâmica do índice, que vinha com um qualitativo bem ruim”, explicou João Savignon, head de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, em comentário a clientes. Neste cenário, os investidores ajustaram posições na curva a termo, retirando prêmios em meio à percepção de que o Banco Central terá espaço para iniciar o ciclo de cortes da taxa básica Selic, atualmente em 13,75% ao ano, mais cedo do que se supunha antes. “O mercado está antecipando o ciclo de cortes da Selic e vendo uma taxa terminal mais baixa no ciclo”, comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. “A abertura do IPCA-15 foi positiva, com núcleos mais acomodados, o que reduz as preocupações com a resiliência da inflação. Estruturalmente, os dados sugerem que continua havendo uma redução das pressões inflacionárias, de forma disseminada”, acrescentou. O fechamento da curva a termo nesta quinta-feira dá continuidade a um movimento de retirada de prêmios em dias anteriores, quando os juros futuros caíram na esteira do otimismo do mercado com o novo arcabouço fiscal, já aprovado na Câmara. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 13,185%, ante 13,27% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 11,475%, ante 11,624% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 10,93%, ante 11,112% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,985%, ante 11,141%.

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Confiança do consumidor no Brasil vai a pico em 7 meses em maio, diz FGV

A confiança do consumidor no Brasil subiu em maio a seu maior patamar em sete meses, informou na quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), destacando melhora na percepção das famílias sobre os próximos meses

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV subiu 1,4 ponto em maio, para 88,2 pontos, máxima desde outubro de 2022 (88,6). Esse desempenho foi influenciado pela melhora das perspectivas para os próximos meses, com o Índice de Expectativas (IE) avançando 2,8 pontos, para 100,4 pontos, pico desde março de 2019 (101,1). "O resultado pode estar associado à sensação de alívio da inflação no curto prazo, resiliência do mercado de trabalho e aumento do salário mínimo", disse em nota Anna Carolina Gouveia, economista da FGV Ibre, acrescentando que a melhora nas expectativas ocorreu de forma disseminada entre as faixas de renda, com exceção das famílias de maior poder aquisitivo. Mesmo assim, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,8 ponto em maio, para 71,3 pontos. "O cenário de alto endividamento das famílias, crédito caro e incertezas econômicas ajudam a manter o indicador (ICC) em patamar baixo e sensível a flutuações constantes, tornando difícil uma sinalização mais clara de uma recuperação sustentada da confiança", alertou Gouveia.

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