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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 374 DE 16 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 374 |16 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: semana começa com quedas nas praças de SP e do MS

Na segunda-feira, 15 de maio, as indústrias brasileiras continuaram impondo pressão aos preços do boi gordo, um reflexo da maior oferta de animais terminados neste momento de desova de lotes terminados a pasto


A S&P Global Commodity Insights identificou quedas na arroba em algumas importantes praças do País, a começar pelo interior de São Paulo. Na avaliação da consultoria, o avanço de uma frente fria no Estado de São Paulo contribuiu para o aumento de ofertas de boiada gorda neste início da semana, o que resultou em retração de R$ 3/@ no preço do boi gordo paulista, agora negociado pelo valor máximo de R$ 263/@, no prazo. Nas praças de Dourados e de Campo Grande, ambas em Mato Grosso, o animal terminado sofreu queda mais acentuada, de R$ 8/@ e R$ 5/@, respectivamente, ficando em R$ 241/@ e R$ 246/@, de acordo com os dados da S&P Global. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, na praça de São Paulo, o “boi-China” ficou estável na segunda-feira, em R$ 265/@ (preço bruto e a prazo). Neste começo de semana, a Scot Consultoria detectou redução nas cotações das carcaças da vaca e da novilha, de 1,6% e 3,9%, respectivamente, em relação à semana anterior. No mesmo intervalo de comparação, a cotação da carcaça de bovinos inteiros caiu 1,2%, enquanto a carcaça dos castrados teve baixa de 1,4%. Segundo a S&P Global Commodity, a demanda pela carne bovina deve ser puxada, em parte, pelas exportações, que avançaram nas duas primeiras semanas de maio/23, depois de um ritmo fraco registrado em abril/23. No entanto, na visão dos analistas, a segunda metade de maio ainda deve ser marcada pelas fortes especulações em torno dos preços da arroba, com chances de novas mínimas nas próximas semanas. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 223/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca R$ 217/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 214/@ (prazo) vaca a R$ 205/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Média diária da carne bovina in natura exportada cai 22,43% em relação a semana anterior de maio

Em 9 dias úteis, média diária ficou em 8,3 mil toneladas. Na semana anterior a média era 10,7 mil toneladas


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume exportado de carne bovina alcançou 75,01 mil toneladas na segunda semana de maio/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de maio ficou em torno de 152,3 mil toneladas em 22 dias úteis. A média diária exportada na segunda semana de maio/23 ficou em 8,3 mil toneladas e teve um avanço de 20,4%, frente ao observado no mês de maio do ano anterior, que ficou em 6,9 mil toneladas. Na semana anterior, a média diária estava em torno de 10,7 mil toneladas e teve um recuo de 22,43%, frente aos dados desta semana. O desempenho das exportações segue em um bom ritmo, mas a primeira semana o fluxo foi muito maior e por isso teve essa queda na média diária exportada. O preço médio ficou em US$ 5.064 mil por tonelada queda de 21,50% frente aos valores de maio de 2022, com preços médios de US$ 6,453 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na segunda semana de maio ficou em US $ 379,953 milhões. A média diária ficou em US $ 42,2 milhões, queda de 5,5%, frente a maio do ano passado, com US$ 4,6 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: mercado fecha a segunda-feira estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (12), houve queda apenas em São Paulo, na ordem de 0,44%, atingindo R$ 6,84/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,38/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,30/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,21/kg).

Cepea/Esalq


Em nove dias úteis, exportações de carne suína atingem 53,08% da receita de maio de 2022

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos nove dias úteis de maio tiveram resultados superiores a abril do ano passado, mas trouxe números menores à primeira semana do mês


A exceção foi o preço pago por tonelada, que teve leve aumento em relação à primeira semana de maio. A receita, US$ 101.2 milhões, representa 53,08% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 190,8 milhões. No volume embarcado, as 39.016 toneladas são 48,9% do total registrado em maio do ano passado, com 79.786 toneladas. A receita por média diária, US$ 11,2 milhões, é 29,8% maior do que a de maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, queda de 14,87%. Em toneladas por média diária, 4.335 toneladas, houve alta de 19,5% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, baixa de 16,05%. No o preço pago por tonelada, US$ 2.595, ele é 8,5% superior ao praticado em maio passado. Frente à semana anterior, aumento de 1,4%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Preços do frango estáveis no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,46%, atingindo R$ 6,52/kg


No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,32/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,71/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (12), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram alta de 0,15%, valendo, respectivamente, R$ 6,82/kg e R$ 6,84/kg.

Cepea/Esalq


Brasil registra caso de gripe aviária em aves silvestres, Mapa alerta para cuidados

Notificação não afeta condição do Brasil como país livre de IAAP e comércio internacional deve ser mantido


Diante da detecção do vírus da influenza aviária H5N1 em duas aves silvestre no litoral do Espírito Santo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que na quarta-feira (10), o Serviço Veterinário Oficial (SVO) iniciou a investigação de suspeita de influenza aviária após notificação recebida pelo Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica, no Espírito Santo. Foram resgatadas duas aves marinhas da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando), uma localizada no município de Marataízes e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória, ambas no litoral do Espírito Santo. Material para diagnóstico, amostras biológicas foram colhidas pelo SVO e enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou se tratar de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) de subtipo H5N1. Cabe destacar que a notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de IAAP e os demais países membros da OMSA não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. A depender da evolução das investigações e do cenário epidemiológico, novas medidas sanitárias poderão ser adotadas pelo Mapa e pelos órgãos estaduais de sanidade agropecuária para evitar a disseminação de IAAP e proteger a avicultura nacional. Ao mesmo tempo, as ações de comunicação sobre a doença e as principais medidas de prevenção serão intensificadas no sentido de conscientizar e sensibilizar a população em geral e os criadores de aves, em particular, com destaque para a imediata notificação de casos suspeitos da doença e o reforço das medidas de biosseguridade na produção avícola, incluindo orientações aos diferentes segmentos da sociedade, tanto no meio rural quanto urbano. Infecções humanas pelo vírus da Influenza Aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato com aves infectadas (vivas ou mortas). Deste modo, lembramos a toda população que, ao avistar aves doentes, acione o serviço veterinário local ou realize a notificação por meio do e-Sisbravet. Não se deve tocar e nem recolher aves doentes. O Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa já notificou a OMSA a respeito da detecção, bem como responderá aos questionamentos da sociedade, como usualmente o faz. O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declara estado de alerta de emergência para aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP.

MAPA


ABPA emite nota após confirmação de gripe aviária no Brasil

Após confirmação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária sobre existência de caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves marinhas migratórias no Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que a entidade e todo o setor produtivo, juntamente com a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) seguem mobilizados para o monitoramento da situação identificada no Espírito Santo, por meio do comitê de crise denominado Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária (GEPIA)


É importante reiterar que a situação foi registrada em duas aves marinhas migratórias, e não ocorreu dentro do sistema industrial brasileiro, que segue os mais rígidos protocolos de biosseguridade. Por isso, não há qualquer mudança em relação ao abastecimento interno de produtos. Também não são esperadas mudanças no fluxo de comércio internacional de produtos brasileiros, tendo como princípio as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Por fim, a ABPA ressalta que é totalmente seguro o consumo da carne de aves e ovos, segundo informações cientificamente respaldadas pela OMSA, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e outros órgãos reconhecidos internacionalmente.

ABPA


Frango: preço pago por tonelada exportada caiu na segunda semana de maio

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a exportação de carne de aves in natura nos nove dias úteis de maio registrou diminuição no preço pago por tonelada, tanto na comparação com a semana anterior quanto em relação a maio de 2022


A receita, US$ 380.6 milhões, representa 45,56% do total de todo o mês de maio de 2022, que foi de US$ 835.4 milhões. No volume embarcado, as 192.790 toneladas são 48,27% do total registrado em maio do ano passado, com 399.388 toneladas. A receita por média diária, US$ 42.2 milhões, é 11,4% maior do que a registrada em maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, baixa de 17,54%. Em toneladas por média diária, 21.421 toneladas, houve incremento de 18,00% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, recuo de 17,00%. No preço pago por tonelada, US$ 1.974, ele é 5,6% inferior ao praticado em maio do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 0,65%.

AGÊNCIA SAFRAS


MEIO AMBIENTE


Frísia realiza levantamento da emissão de gases na produção de leite de seus cooperados

Em 2022, a área ambiental da Frísia Cooperativa Agroindustrial iniciou um inventário para a identificação da emissão equivalente* ao dióxido de carbono (CO2e) na produção de leite de seus cooperados. O estudo foi iniciado em apenas seis propriedades, mas já apresentou números promissores: em média, os cooperados analisados emitem menos de 2 kg de CO2e por litro de leite produzido. Este ano será realizada a mensuração em mais 14 propriedades


As seis propriedades diagnosticadas foram divididas por sistema de manejo (duas de cada): confinados, semiconfinados e pasto. “Mesclamos para que todos tenham oportunidade de participar, mas também para entender a diferença entre os sistemas”, destaca Lorena Zamae, analista de meio ambiente da Frísia. A ferramenta escolhida para o cálculo e inventário foi a Cool Farm Tool (CFT), já utilizada por grandes players do agronegócio. Na plataforma, são inseridas informações sobre dieta, manejo e produção de alimento dos animais. A analista da Frísia destaca que o objetivo é identificar oportunidades para redução da emissão de carbono por litro de leite. O primeiro passo é inventariar a cadeia de produtores para se obter a média da cooperativa. Depois, trabalhar as ações necessárias para a redução das emissões com metas, benchmarking e parcerias. “Se aumentarmos a produção com tecnologias mais limpas, vamos proporcionar o desenvolvimento econômico para os associados e a redução das emissões, ficando o mais próximo da neutralidade”, explica. Nas seis primeiras propriedades analisadas, se verificou um melhor desempenho naquelas que possuem tecnologias de tratamento de dejetos por separadores de sólidos e biodigestores, adubação orgânica na lavoura e geração da própria energia por fontes renováveis. A ideia, conta a analista, é fazer em 100% dos produtores de leite da Frísia, com aumento de propriedades verificadas anualmente. A cooperativa tem atualmente 260 propriedades que produzem leite.

OCEPAR


EMPRESAS


BRF tem prejuízo líquido de R$ 1 bi no 1º tri com pressão da oferta de frango

Piora nas margens de exportação foi fator determinante para os resultados da companhia entre janeiro e março de 2023


A companhia de alimentos BRF registrou prejuízo líquido de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, 35% abaixo do prejuízo de R$ 1,6 bilhão registrado no mesmo período de 2022, pressionada pela piora nas margens para exportação de frango. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, por sua vez, cresceu cinco vezes, passando de R$ 121 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 607 milhões no intervalo de janeiro a março de 2023. Na mesma base de comparação, a receita líquida avançou 9,4%, para R$ 13,2 bilhões. A operação no Brasil teve um avanço de 9,1% na receita operacional líquida, contribuindo para o desempenho consolidado da empresa. “O Brasil foi muito bem e o mercado internacional sofreu com margens negativas, e a gente justificou esse impacto por conta de sobreoferta de frango. Todo o setor sofreu com preços externos deteriorados”, disse a jornalistas o diretor financeiro da companhia, Fabio Mariano. A BRF informou ter avançado no processo de rastreabilidade dos grãos usados nas rações das granjas integradas. Na segunda-feira (15/5), a dona da Sadia e da Perdigão reportou que 75% dos fornecedores indiretos (como armazéns) estão sendo monitorados para garantir a conformidade socioambiental. O grupo responde por aproximadamente 80% do volume demandado pelos estabelecimentos de aves e suínos que fornecem à companhia. A BRF se comprometeu publicamente a rastrear toda a cadeia de fornecimento de grãos até 2025, mas com 100% dos fornecedores diretos já mapeados e o segundo grupo avançando rapidamente, o objetivo deve ser alcançado antes do prazo final. “O trabalho de rastreabilidade na BRF antes de 2020 era incipiente. Em dezembro do ano passado, havia chegado a 100% dos diretos e 45% dos indiretos, e segue firme”, afirmou Gilson Ross, Diretor de operações e compras de commodities da companhia. No centro de inteligência da BRF, 12 televisores de 55 polegadas formam um grande painel em que é possível acompanhar os mais de 7 milhões de hectares monitorados. Se um fornecedor é embargado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou entra na lista suja do trabalho escravo, por exemplo, sobe um alerta no sistema, e a equipe de Ross avalia o bloqueio imediato das compras. Porém, o trabalho não acaba ao interromper os negócios. Ross afirma que a empresa opta por conversar e ajudar esses agricultores a adequarem sua produção. “Ele faz o ajuste, submete aos órgãos responsáveis e, depois, a gente vê se está tudo certinho”, explicou. Dos mais de 27 mil fornecedores com os quais a BRF já negociou, apenas 368 foram bloqueados por inconformidades. Raquel Ogando, Diretora de reputação e sustentabilidade da BRF, disse que a rastreabilidade dos grãos é parte da meta de zerar as emissões de carbono até 2040. Sustentabilidade é uma demanda cada vez mais frequente nas conversas com casas de investimento”, disse.

GLOBO RURAL


BRF pesa sobre Marfrig, que fecha primeiro trimestre com prejuízo

Prejuízo líquido consolidado foi de R$ 634 milhões no período; receita total cresceu 42,2%, para R$ 31,8 bilhões


A Marfrig encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido consolidado de R$ 634 milhões, segundo o balanço divulgado na noite da segunda-feira (15/5). No mesmo período de 2022, quando ainda não controlava a BRF, a companhia havia registrado lucro de R$ 109 milhões. A Marfrig consolida os resultados da BRF desde abril de 2022, após sua participação na dona das marcas Sadia e Perdigão chegar a cerca de 33%. Excluído o prejuízo de mais de R$ 1 bilhão da BRF, a Marfrig teria tido um lucro de quase R$ 400 milhões no primeiro trimestre deste ano. Rui Mendonça, CEO da Marfrig para a América do Sul, afirmou que os ganhos de sinergia com a BRF devem aparecer mais à frente. “Temos aproveitado para comprar insumo, negociar fretes internacionais e fechar operações comerciais”, disse ele em entrevista coletiva. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado da Marfrig caiu 45,5% em relação aos três primeiros meses de 2022, para R$ 1,5 bilhões, com margem Ebitda de 4,7%. Desconsiderado o resultado da BRF, a queda seria de 66,5%, para R$ 935 milhões. A receita líquida da Marfrig, incluindo a BRF, cresceu 42,2%, para R$ 31,8 bilhões, mas cairia 16,6%, para R$ 18,6 bilhões, sem considerar os números de sua controlada. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) saiu de 1,36 para 3,5 vezes. As vendas na América do Norte, onde a Marfrig opera com a National Beef, caíram 15,5%, somando R$ 13,4 bilhões, enquanto o Ebitda recuou 78%, para R$ 527 milhões, com margem Ebitda de 3,9%. Tim Klein, CEO para a América do Norte, afirma que, apesar da queda, esse foi o terceiro melhor primeiro trimestre da história. Ele diz que a demanda por carne continua muito boa, apesar de ter caído um pouco devido à inflação nos Estados Unidos. Segundo o executivo, o segundo e o terceiro trimestres tendem a ser melhores em termos de margem Ebitda, com quedas de 3% a 4% no preço do gado. “Julho deve ter o preço mais baixo do ano”, pontuou. Na América do Sul, a companhia reportou quedas de 19,2% na receita, para R$ 5,2 bilhões, e 0,5% no Ebitda, que chegou a R$ 408 milhões, com margem Ebitda de 7,8%. O recuo do faturamento deveu-se à queda do preço médio das exportações — que, por sua vez, foram consequência da suspensão das exportações à China, que se estenderam de fevereiro a março. “Mas o preço médio do gado caiu, o que compensou boa parte dessa queda”, destacou Rui Mendonça ao explicar o Ebitda praticamente estável.

VALOR ECONÔMICO


JBS amplia projeto para mudar açougues

Dona das marcas Friboi e Seara ajuda a gerir 4 mil lojas e deve chegar a 5,2 mil neste ano


Maior empresa de proteína animal do mundo, a JBS está ampliando o número de pontos de venda nos quais ajuda o varejista a administrar as áreas de carnes de boi e de porco - como cortar, embalar e expor na gôndola. A área do açougue, que tradicionalmente não era considerada algo nobre dentro dos supermercados, fica mais limpa, mais atraente e, assim, aumentam as chances de o varejista e a JBS venderem mais. O programa, que desembarca neste ano no Chile, reúne no Brasil 4 mil pontos de venda de carnes bovina, suína e frios, e a meta é chegar a 5,2 mil até dezembro. O plano ganha importância quando se olha o balanço do primeiro trimestre da dona de mais de 150 marcas no mundo, entre elas Friboi e Seara. A receita da JBS Brasil (unidade que não inclui a Seara) recuou 14,9%, para R$ 12,2 bilhões, em relação a igual período de 2022. Foi em grande parte prejudicada pelo fechamento do mercado da China à carne brasileira por cerca de um mês, entre fevereiro e março. Mas o consumidor brasileiro também comprou menos: as vendas de carne bovina da JBS encolheram 5% de janeiro a março, mesmo com o preço médio tendo caído 6% em relação ao primeiro trimestre de 2022. Os investidores na B3 reagiram ao resultado - no mundo, o lucro da JBS no primeiro trimestre de 2022, de R$ 5 bilhões, virou prejuízo de R$ 1,5 bilhão neste ano. Melhorar a apresentação das carnes nos pontos de venda, com foco na marca Friboi, é uma estratégia que começou há 20 anos na JBS no Brasil e neste ano será adotada na rede Cencosud, a maior rede de supermercados do Chile. Para fazer o mesmo com a carne de porco, a Seara, desde 2018, vem treinando açougueiros a fazer novos cortes e a embalar a carne. Também mostra como deve ser colocada na prateleira refrigerada. O presidente da JBS Brasil, Gilberto Xandó, em entrevista ao Valor resume a estratégia da parceria com o varejo: “Melhoramos a apresentação do produto para atrair mais clientes, aumentar o tíquete médio e ganhar mais dinheiro.” O preço da arroba do boi, que em cinco anos subiu de R$ 150 para R$ 300, pode cair, mas não volta mais ao patamar de R$ 150, diz o executivo. O preço alto exige, então, que o produto não seja apresentado como uma commodity. Daí a estratégia de gerir a categoria na ponta final do consumo, junto do varejista. Na quinta-feira à tarde, antes de o balanço da JBS ser divulgado, o Valor perguntou a Xandó como vê o cenário ao longo deste ano, em meio a uma fraqueza generalizada nas vendas do varejo, com inflação alta e menos dinheiro no bolso da população. O executivo respondeu que “o consumo está se estabilizando. Estamos até mais animados com o Brasil do que em outros países. Estamos acostumados a lidar com inflação alta, juro alto. O que é preciso fazer é uma gestão cautelosa do capital”. Perguntado como avalia o início do governo Lula, Xandó diz que o plano mais importante da JBS no país está sendo mantido: investir R$ 8 bilhões, de 2019 a 2024, em 15 fábricas da Seara para, entre várias iniciativas, expandir a capacidade instalada em 20%. “É o maior plano de investimentos da companhia, para destravar o crescimento da Seara”, diz o executivo. Foi justamente na Seara que a companhia passou por uma “ineficiência operacional” no primeiro trimestre. Os produtores de frango in natura não entregaram a quantidade contratada, e a JBS teve, então, que postergar o recebimento para este trimestre. A produção de alimentos prontos não foi afetada, mas houve falta de aves in natura. A companhia informou que esse problema já está solucionado. Nas demais áreas da companhia, não há necessidade de se elevar a capacidade de produção, disse Xandó. A JBS tem 120 fábricas e emprega 140 mil pessoas no país. Na ponta do varejo, dentro do programa de treinar a mão de obra nas lojas e melhorar a apresentação dos produtos, a Seara tem três frentes neste ano, diz Xandó. Na área de frios, a meta é aumentar em 50% o número de pontos de vendas, que hoje é de 310. No plano batizado de “rotisseria”, a ser lançado na feira anual da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que vai de 15 a 18 de maio, a ideia é vender produtos já prontos para consumir em 300 lojas até dezembro - frangos e lombos serão assados no ponto de venda. “Sabe aquela televisão de cachorro?”, diz Xandó, rindo, referindo-se aos fornos verticais, com vitrine de vidro, que podem ser vistos em padarias pelo país. “O que vamos fazer é vender conveniência”, diz. No programa Açougue Nota 10 - Seara Reserva, iniciado em 2018 com foco em carne de porco, o objetivo é aumentar em 30% o número de lojas parceiras, que hoje são 1.200.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2023 é estimado em R$ 1,216 trilhão

Previsão é 4,7% superior em relação ao valor de 2022. Soja, milho e cana-de-açúcar puxam o VBP. A previsão para a pecuária é de faturamento de R$ 347,9 bilhões, com retração de 2,6% em relação ao ano passado


OValor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, com base nas informações de safras de abril, é estimado em R$ 1,216 trilhão, 4,7% superior em relação ao valor de 2022, que foi de R$ 1,161 trilhão. As lavouras têm previsão de faturamento de R$ 868,96 bilhões, que é o maior VBP desde 1989. O crescimento real do VBP das lavouras é de 8% em relação a 2022. A previsão para a pecuária é de faturamento de R$ 347,9 bilhões, com retração de 2,6% em relação ao ano passado. Um conjunto de produtos formado por cana-de-açúcar, feijão, laranja, milho, soja e tomate, apresenta neste ano recorde de faturamento. Entre estes, milho, soja e cana-de-açúcar, representam 72,8% do VBP das lavouras. Outros produtos que têm apresentado bom desempenho são amendoim (11,2%), banana (14,0%), cacau (8,2%), cana-de-açúcar (10,1%), mandioca (37,3%), milho (6,5%), soja (10,5%), tomate (13,3%), feijão (20,9%) e laranja (28,3%). A Pecuária mostra-se favorável para suínos, ovos e leite. Carne bovina e de frango têm apresentado retração do VBP neste ano. Os preços agrícolas mostram-se acima dos vigentes no ano passado para vários produtos relevantes, como amendoim, arroz, banana, cacau, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca e tomate. O mercado internacional gerou uma receita de exportações de U$ 50,6 bilhões de janeiro a abril (Agrostat, 2023). A tendência é de beneficiar os produtos exportados e dessa forma trazer uma significativa contribuição à Balança Comercial. Foram particularmente beneficiados com o comércio internacional, os estados de Mato Grosso. com, 21,4% das exportações, São Paulo 15,3%, Paraná 10,81%, Rio Grande do Sul 9,17% e Minas Gerais 8,58%.

MAPA


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista cai pela quinta sessão com expectativa por arcabouço

O dólar à vista recuou na segunda-feira pela quinta sessão consecutiva ante o real, para o menor nível de fechamento desde junho de 2022, com investidores na expectativa pela divulgação do parecer sobre o novo arcabouço fiscal no Congresso


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8891 reais na venda, com queda de 0,67%. Este é o menor nível da moeda americana desde 7 de junho de 2022, quando encerrou a sessão em 4,8741. No fim da tarde, o dólar acelerou as perdas ante o real, em função da expectativa de que o relator do arcabouço na Câmara, deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), apresente o texto para líderes da Casa na noite da segunda-feira e, caso haja consenso, divulgue seu parecer à imprensa. Internamente, a agenda do dia foi esvaziada, o que manteve os investidores na expectativa pela tramitação do novo arcabouço fiscal no Congresso. No início da tarde, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os detalhes do arcabouço serão acertados em reuniões na segunda-feira. "Esse vai ser um dia de muitas reuniões. Nós vamos ficar reunidos até o fim do dia para acertar os detalhes... Tudo indica que devemos concluir as negociações até o final da noite de hoje", disse Haddad a jornalistas em Brasília. “O mercado está muito animado com os juros altos e com o arcabouço com algum tipo de enforcement (punições a serem aplicadas caso o governo não cumpra a meta fiscal). O real está subindo por isso”, comentou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. Segundo ele, no atual cenário é factível que o dólar possa cair para níveis ainda mais baixos, para perto dos 4,80 ou 4,70 reais. Mas isso vai depender do andamento do arcabouço no Congresso. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,68%, a 4,9075 reais. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de julho.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta pelo oitavo pregão consecutivo

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, pelo oitavo pregão consecutivo, o que não acontecia desde março de 2022, tendo Vale como principal suporte no dia, enquanto Petrobras freou um desempenho mais robusto ao cair cerca de 2%


Da temporada de balanços, BB Seguridade e Raízen tiveram declínios relevantes na esteira de dados trimestrais e projeções, com Azul distanciando-se das mínimas, também com números conhecidos, enquanto Vibra encerrou no azul. Ainda na segunda-feira, uma batelada da resultados é aguardada após o fechamento da bolsa, entre eles os de Banco do Brasil, BRF, Magazine Luiza, Marfrig, Rede D'Or, entre outros. O primeiro pregão da semana ainda refletiu expectativas relacionadas ao novo marco fiscal do país, com o Ministro da Fazenda afirmando que as negociações devem ser concluídas na segunda-feira, enquanto o relator do projeto afirmou que vai propor gatilhos para garantir que as metas sejam cumpridas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,57%, a 109.078,2 pontos, de acordo com dados preliminares, igualando-se à série de altas de 16 a 25 de março de 2022. O volume financeiro somava 19,6 bilhões de reais.

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Boletim Focus: Expectativa para economia este ano melhora

Analistas consultados pelo Banco Central melhoraram a expectativa para a economia neste ano, mas reduziram a previsão de crescimento em 2024, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo BC na segunda-feira


A estimativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 melhorou em 0,02 ponto percentual, a 1,02%. Já para 2024 houve recuo de 0,02 ponto, a 1,38%. Ao mesmo tempo, o levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano foi ajustada para cima em 0,01 ponto, a 6,03%. Para 2024 houve recuo da mesma magnitude, a 4,15%. Para os dois anos seguintes a estimativa para a inflação segue sendo de 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros segue estimada em 12,50% ao final deste ano e em 10,0% em 2024. Atualmente a Selic está em 13,75% e a expectativa é de que seja mantida nesse patamar na reunião de junho do BC.

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