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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 369 DE 09 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 369 |09 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Pressão de baixa na arroba é mantida

“Como de costume, a segunda-feira teve poucos negócios, pois boa parte das indústrias frigoríficas compraram boiadas suficiente para deixar as escalas de abate programadas para os próximos dias”, relatou a Scot Consultoria


Pelos dados apurados pela Scot, neste primeiro dia da semana, o boi gordo paulista perdeu mais R$ 2/@, chegando a R$ 260/@, no prazo, valor bruto (animal “comum”, sem prêmio-exportação). Por sua vez, os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis em São Paulo, e seguem em R$ 240/@ e R$ 252/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), acrescentou a Scot. O “boi-China” também não sofreu alteração – é negociado por R$ 270/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo). Segundo a consultoria Agrifatto, a oferta de boi gordo segue elevada, resultando no alongamento das escalas de abate e em uma pressão baixista nos preços do mercado físico. “A média brasileira das programações de abate registrou um dia de alta no comparativo semanal, fechando a última semana em 11 dias úteis”, informou a Agrifatto. Em São Paulo, as escalas seguem em estabilidade, também com 11 dias úteis programados. Na semana, para a S&P Global Commodity Insights, as expectativas em relação ao consumo doméstico de carne bovina são positivas devido ao domingo de Dias das Mães, período marcado pelas comemorações entre familiares, o que significa uma demanda maior pelos cortes de churrascos e/ou outras receitas tradicionais feitas com a proteína vermelha, de longe a preferida dos brasileiros. De acordo com a Scot Consultoria, nas últimas semanas, seguindo a toada do mercado do boi gordo, as cotações caíram no mercado atacadista de carne bovina com osso. Concomitantemente, os preços de outras proteínas de origem animal (suínos, frangos e ovos) subiram, comparam os analistas da Scot. “Desse modo, a competitividade entre a carne bovina e as outras proteínas tem melhorado”, disse a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 226/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca R$ 217/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 224/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 233/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 197/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 197/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Receita das exportações de carne bovina caiu 43% em abril

O volume de vendas recuou 25%


A receita das exportações de carne bovina (in natura e processada) alcançou US$ 1,104 bilhão em abril, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado é 43% menor que o obtido no quarto mês de 2022. Já o volume embarcado caiu 25%, para 140,7 mil toneladas. Segundo a associação, o recuo reflete principalmente a queda das importações pela China, que interrompeu as compras durante o mês de março. Os embarques ocorrem geralmente 45 dias após a venda. De janeiro a abril, o país faturou US$ 2,882 bilhões, ou 28% a menos no comparativo anual, e embarcou 639,6 mil toneladas, queda de 12%. Os preços médios recuaram 18%, para US$ 4.506. No total, 65 países aumentaram suas compras, enquanto outros 74 reduziram. O mercado chinês, que no ano passado rendeu ao Brasil US$ 2,233 bilhões no quadrimestre, importou apenas US$ 1,326 bilhão no mesmo período de 2023. O faturamento vem caindo mês a mês desde janeiro, quando chegou a US$ 485,2 milhões. Os Estados Unidos foram o segundo principal destino dessa proteína brasileira, mesmo comprando 5% a menos do que entre janeiro e abril de 2022. Os americanos adquiriram 75,2 mil toneladas e pagaram US$ 333 milhões, queda de 23,7%. Em meio às quedas, o Chile passou o Egito e é o terceiro principal destino da carne bovina este ano, gerando uma receita de US$ 120 milhões (-6,4% no comparativo anual), acima dos US$ 117,6 milhões (-44,4%) vindos do mercado egípcio. Já o Chile teve as receitas reduzidas de US$ 128,2 milhões para US$ 120 milhões (-6,4%) e o volume de 25.757 toneladas para 25.431 toneladas (-1,3%).

VALOR ECONÔMICO


Após três meses de quedas média diária exportada de carne bovina in natura sobe 54,50% na primeira semana de maio/23

Os preços médios, no entanto, seguiram apresentando quedas nos primeiros quatro dias úteis de maio.


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume exportado de carne bovina atingiu 42,8 mil toneladas na primeira semana de maio/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de maio ficou em torno de 152,3 mil toneladas em 22 dias úteis. A média diária ficou em 10,7 mil toneladas, alta de 54,50%, frente ao mês de maio do ano anterior, com 6,9 mil toneladas. Na semana anterior, a média diária estava em torno de 6,1 mil toneladas e teve um incremento de 75,41%, frente aos dados dessa semana. Após o baixo desempenho das exportações com a suspensão da China por conta da doença da vaca louca no Pará, o ritmo dos embarques de carne bovina retornou aos patamares observados antes da confirmação do caso. Já os preços médios ainda estão abaixo do esperado e isso mostra que os chineses têm buscado negociar os valores. O preço médio na primeira semana de maio ficou em US$ 5.062 por tonelada, queda de 21,60% frente a maio de 2022, com US$ 6.453 por tonelada. O valor da exportação ficou em US$ 216,7 milhões. A média diária ficou em US$ 54,1 milhões, alta de 21,20%, frente a maio do ano passado, com US$ 44,6 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: mercado com cotações estáveis no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de, pelo menos, 0,83%, chegando a R$ 121,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial aumentou, até 1,01%, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (5), os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 5,95/kg) e em Santa Catarina (R$ 6,00/kg). Houve aumento de 1,98% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,68/kg, avanço de 0,64% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,27/kg), e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 6,77/kg.

REUTERS


Suínos: Maio inicia com faturamento e volume da maiores que maio/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC), as exportações de carne suína in natura nos quatro dias úteis de maio tiveram altas leves na receita por média diária e na tonelada exportada


A receita, US$ 52,8 milhões, representa 27,71% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 190,8 milhões. No volume embarcado, as 20.655 toneladas são 25,88% do total registrado em maio do ano passado, com 79.786 toneladas. Em receita por média diária, US$ 13.2 milhões, ela é 52,4% maior do que maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, alta de 1,00%. Em toneladas por média diária, 5.163 toneladas, houve elevação de 42,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, queda de 0,05%. No preço pago por tonelada, US$ 2.560, ele é 7% superior ao praticado em maio passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 1,06%.

AGÊNCIA SAFRAS


Exportações de carne suína crescem 16,6% em abril

Receita das vendas internacionais aumentou 29,9% no quarto mês do ano


As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 104,5 mil toneladas em abril, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 16,6% maior que o embarcado no quarto mês de 2022, com 89,7 mil toneladas. Em receita, o saldo das exportações alcançou US$ 251,3 milhões no período, superando em 29,9% o total exportado em abril de 2022, com US$ 193,4 milhões. No acumulado do ano (janeiro a abril), as exportações de carne suína alcançaram 379,4 mil toneladas, volume 15,9% maior que o embarcado no primeiro quadrimestre de 2022, com 327,3 mil toneladas. Em receita, a alta registrada no período chega a 29,7%, com US$ 897,7 milhões entre janeiro e abril de 2023, contra US$ 692 milhões realizados no mesmo período do ano passado. “As vendas internacionais brasileiras cresceram em oito dos dez maiores países importadores do setor, em especial, nos cinco maiores importadores localizados na Ásia e na América do Sul. Diversos fatores influenciaram o saldo positivo de abril e do quadrimestre, desde questões sanitárias na produção local de mercados asiáticos até mesmo a ampliação das habilitações e novos mercados que começam efetivamente a importar do Brasil. Nos quatro primeiros meses do ano fizemos uma média de quase 95 mil toneladas por mês.”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os principais destinos das exportações, a China se manteve como maior importadora do produto brasileiro, com total de 143,2 mil toneladas registradas entre janeiro e abril deste ano, superando em 20,8% as exportações realizadas no primeiro quadrimestre de 2022. Outros destaques foram Hong Kong, com 42,2 mil toneladas (+24,8%), Filipinas, com 27,8 mil toneladas (+19,5%), Chile, com 27,3 mil toneladas (+69,3%) e Singapura, com 23,8 mil toneladas (+18,7%). No levantamento das exportações por estado, Santa Catarina segue na liderança das exportações brasileiras, com 207,2 mil toneladas exportadas entre janeiro e abril, registrando desempenho 13,7% maior que os embarques realizados em 2022. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 89,1 mil toneladas (+26,81%), Paraná, com 51,3 mil toneladas (+0,54%), Mato Grosso, com 8,114 mil toneladas (+119%), e Mato Grosso do Sul, com 7,95 mil toneladas (+63,25%). “A perspectiva de ampliação e abertura de novos mercados e a expectativa de manutenção dos volumes embarcados para a China e outros destinos importantes especialmente na Ásia, com destaque para mercados de alto valor agregado como Japão e Coreia do Sul apontam para níveis de exportação anuais em torno de 1,2 milhão de toneladas em 2023, o que faria o Brasil se aproximar ainda mais do terceiro maior exportador do mundo, o Canadá”, comentou o Diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA


FRANGOS


Segunda-feira com cotações estáveis no PR e SC para o frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,45%, atingindo R$ 6,57/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou estável em R$ 4,33/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,80/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (5), a ave congelada teve aumento de 1,21%, chegando em R$ 6,70/kg, enquanto o frango resfriado subiu 1,36%, fechando em R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq


Frango: preço pago pela tonelada exportada caiu em relação ao início de maio/22

O preço aumentou em relação ao final de abril, no entanto


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos quatro dias úteis de maio registraram queda no preço pago por tonelada em relação a maio do ano passado, mas em comparação à última semana de abril, houve aumento. A receita, US$ 205,1 milhões, representa 24,56% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 835,4 milhões. No volume embarcado, as 103.242 toneladas, elas são 25,85% do total registrado em maio do ano passado, com 399.388 toneladas. A receita por média diária neste início de maio foi de US$ 51,2 milhões, valor 35,1% maior do que o registrado maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, alta de 19,58%. Em toneladas por média diária, 25.810 toneladas, houve alta de 42,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, avanço de 13,79%. No preço pago por tonelada, US$ 1.987, ele é 5% inferior ao praticado em maio do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, aumento de 5,09%.

AGÊNCIA SAFRAS


EMPRESAS


AGRÁRIA Celebra 72 anos

Na última sexta-feira (05/05), a Agrária completou 72 anos. Fundada por imigrantes suábios de origem germânica, que deixaram a Europa em busca de novas oportunidades de sustento para suas famílias no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, a cooperativa possui seis unidades de negócio e destaca-se na produção de cevada, trigo, milho e soja


Em 2022, ela teve o maior faturamento de sua história, chegando a R$ 7,8 bilhões, o que a coloca entre as principais cooperativas agrícolas do Paraná. Para celebrar a data, os cooperados foram convidados para um jantar, no Centro de Eventos Agrária. Em seu discurso, o Diretor-Presidente da cooperativa, Adam Stemmer, relembrou momentos desafiadores dessas mais de sete décadas e enfatizou como o esforço e a dedicação ao trabalho foram decisivos para superar fases difíceis e atingir o sucesso. “O cooperado sempre esteve ao lado da Agrária. Nossa união e nossa cultura serão preponderantes para que no futuro continuemos a ser uma comunidade e uma cooperativa fortes”, afirmou Stemmer. Ainda na sexta-feira, a Agrária apresentou a seus colaboradores o resultado da Pesquisa de Engajamento 2023. Na análise de dados feita pela Great Place To Work, a cooperativa subiu três pontos em comparação ao ano anterior, o que a coloca, pelo segundo ano consecutivo, apta a receber o selo GPTW, que certifica os melhores lugares para trabalhar.

OCEPAR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Estado apresenta nova ferroeste a investidores americanos

O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Fagundes, apresentou na segunda-feira (08/05) o projeto da Nova Ferroeste a investidores que operam no mercado norte-americano. O objetivo da agenda é apresentar a sustentabilidade e a viabilidade do corredor ferroviário de 1,5 mil quilômetros entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá


O primeiro encontro foi com a Kirkoswald Asset Management, empresa sediada em Nova York especializada em gestão de ativos. Ela oferece a investidores serviços de gerenciamento personalizados, aplicados em pesquisas de oportunidade e potencial de crescimento, além de gestão de riscos e alto conhecimento dos desafios do mercado. A segunda foi com a XP Investimentos, que pode ajudar a divulgar o empreendimento como verde e sustentável. "A primeira agenda foi com um fundo de investimento bem importante, que gostou do projeto e quer voltar a dialogar quando a licença ambiental for emitida. Essa questão verde do empreendimento, de ajudar a retirar caminhões das estradas, bem como a questão da segurança alimentar do mundo, foram apontadas como pontos importantes", disse Fagundes. "Essa conversa é parte de uma rodada ampla de apresentação a investidores, cujos contatos foram iniciados há uns dois anos. Todos se impressionam com a dimensão do projeto. Estamos confiantes nos próximos passos". A Nova Ferroeste vai ampliar a atual Ferroeste, que opera no trecho entre Cascavel e Guarapuava. A malha será estendida nas duas pontas e ligará Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no Litoral do Paraná. Ainda estão previstos dois ramais a partir de Cascavel para conectar por trilhos Chapecó, em Santa Catarina, e Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira. A extensão total será de 1.567 quilômetros, com influência nos três estados contidos no traçado, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e parte da Argentina e do Paraguai. O projeto está em fase de obtenção do licenciamento junto ao Ibama. A previsão é que a concorrência para a iniciativa privada ocorra ainda neste ano. O investidor privado que arrematar a ferrovia será responsável pela construção do trecho completo. Porém, como forma de atrair mais investidores para o leilão, a cessão onerosa da Nova Ferroeste será subdividida em cinco contratos, sendo quatro de autorização e um de adesão. O acordo é válido por 99 anos.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista tem alta ante real

O dólar à vista fechou a segunda-feira em alta ante o real, retomando o patamar dos 5 reais, O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,015 reais na venda, em alta de 1,44%


Foi o maior ganho percentual em um dia desde 19 de abril, quando havia subido 2,20%.Na B3, às 17:33 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,01%, a 5,0345 reais. No início dos negócios, às 9h13, o dólar foi negociado na cotação mínima de 4,9420 (0,03%). À tarde, às 15h09, a moeda norte-americana marcou a máxima do pregão, de 5,019 reais (1,52%). No exterior, o dólar também subia ante outras divisas de países emergentes, mas em percentuais menores. A moeda norte-americana tinha leve alta ante uma cesta de moedas. Às 17:33 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,07%, a 101,390.Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de junho.

REUTERS


Ibovespa sobe pelo terceiro pregão seguido

O Ibovespa fechou em alta pelo terceiro pregão seguido na segunda-feira, auxiliado pelo avanço de commodities no exterior, como o minério de ferro e o petróleo, o que ajudou papéis como Vale e Petrobras


No setor de proteínas, BRF ON valorizou-se 7,01%, a 7,02 reais, em dia que teve como destaque negativo JBS ON, que recuou 2,63%, enquanto MARFRIG ON cedeu 0,59% e MINERVA ON subiu 2,16%. O frigorífico norte-americano Tyson Foods anunciou prejuízo surpreendente no seu segundo trimestre fiscal e cortou a previsão de receita para o ano inteiro na segunda-feira, uma vez que os preços das carnes bovina e suína caíram. JBS e Minerva divulgam seus desempenhos trimestrais nesta semana. A temporada de resultados destacou os balanços de Itaú Unibanco e BTG Pactual, divulgados antes da abertura, entre outros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,85%, a 106.042,15 pontos. O volume financeiro somou 25,3 bilhões de reais. Na cena doméstica, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na segunda-feira que seu Secretário-Executivo, Gabriel Galípolo, será indicado para a Diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC). Em meio a críticas reiteradas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política de juros do BC, o mercado acompanha de perto as indicações às diretorias da autarquia para avaliar se os nomes do novo governo poderão representar algum tipo de ruptura ou de oposição às visões do atual presidente do BC. O Goldman Sachs destacou em relatório a clientes que, dado o papel político sênior no atual governo, Galípolo é visto como um potencial substituto de Roberto Campos Neto, quando seu mandato à frente do BC terminar no final de 2024. Em Wall Street, os principais índices acionários terminaram com variações modestas, em meio a resultados corporativos aquém das expectativas, como da Tyson Foods, e expectativas para um importante dado de inflação nesta semana.

REUTERS


Mercado reduz expectativas para inflação em 2023 e 2024, mostra Focus

Especialistas reduziram suas perspectivas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 agora é de 6,02%, contra 6,05% na semana anterior, na primeira redução da estimativa depois de cinco semanas seguidas de altas. Para 2024 a conta foi reduzida em 0,02 ponto percentual, com a inflação agora calculada em 4,16%. As projeções para 2025 e 2026 seguem em 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano segue em 1,0%, mas para 2024 recuou 0,01 ponto percentual, a 1,40%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve fechar este ano a 12,50% e o próximo a 10,0%, sem alterações.

REUTERS


IGP-DI cai 1% em abril e taxa em 12 meses tem maior queda da série histórica

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) intensificou a deflação em abril e registrou a maior queda no acumulado em 12 meses na série histórica, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira


O IGP-DI caiu 1,01% em abril, depois de queda de 0,34% no mês anterior, devido à redução nos preços de grandes commodities. Essa foi a queda mensal mais intensa desde setembro de 2022, e ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 1,08%. O resultado levou o índice a intensificar a deflação em 12 meses a 2,57%, de 1,16% em março, quando marcou o primeiro resultado negativo desde fevereiro de 2018 nessa base de comparação. Foi a taxa negativa mais forte desde o início da série histórica desse dado em janeiro de 1998. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,56%, de queda de 0,71% no mês anterior. “A redução nos preços registrada por grandes commodities, como soja (de -5,66% para -9,89%), minério de ferro (de 3,45% para -7,94%) e milho (de -1,59% para -8,06%), contribuiu para o aprofundamento da deflação registrada pelo IPA", explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. A pressão para o consumidor em abril diminuiu uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- desacelerou a alta a 0,50% no período, de 0,74% em março. Isso se deveu, segundo Braz, ao comportamento da gasolina, cuja variação passou de 8,66% em março para -0,38% em abril. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,14% em abril, de 0,30% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS


BNDES dobra limite de crédito para micro, pequenas e médias empresas

O BNDES anunciou na segunda-feira que duplicou o limite crédito por cliente de sua linha destinada a micro, pequenas e médias empresas, de 10 milhões para 20 milhões de reais ao ano, informou o banco de fomento


A decisão ocorre em um momento em que bancos do país têm optado por focar suas carteiras em segmentos com melhores perfis de risco em meio ao ambiente de juros elevados e incertezas sobre o crescimento da economia. Segundo o BNDES, as empresas de médio porte que possuem faturamento anual de até 300 milhões de reais poderão acessar essa linha até o final de dezembro deste ano. O objetivo, segundo o BNDES, é reduzir restrições de acesso ao mercado de crédito às micro, pequenas e médias empresas. Com isso, o banco espera que companhias desse porte possam dar continuidade aos seus negócios e à manutenção dos empregos. Mais cedo, o Presidente-Executivo do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou em conferências a jornalistas e analistas, que espera uma normalização gradual da inadimplência do segmento pessoa jurídica ao longo dos próximos trimestres. O executivo mencionou ainda que as empresas têm apresentado baixa demanda por crédito de mais longo prazo, voltado a investimentos, e mais procura por linhas de curto prazo, de capital giro. "As micro, pequenas e médias empresas apresentam, em geral, menor disponibilidade de ativos e, além disso, o seu acesso a crédito é particularmente impactado pela conjuntura econômica", disse o BNDES em comentários à Reuters.

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