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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 363 DE 28 DE ABRIL DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 363 |28 de abril de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: pressão de baixa na arroba se mantém

Cotações da vaca gorda recuam R$ 5/@ no mercado paulista, chegando R$ 247/@; boi gordo está apregoado em R$ 267/@, informa a Scot Consultoria


Segundo apurou a Scot Consultoria, após os recuos de R$ 5/@ nos preços do boi gordo e da novilha terminada registrados na quarta-feira (26/4) no mercado paulista, a quinta-feira foi marcada pela queda de R$ 5/@ na cotação da vaca gorda, agora negociada por R$ 247/@, valor bruto, no prazo. “Aparentemente, o consumo de carne bovina no mercado interno está sem força e os compradores estão sentindo que a oferta de boiadas está maior que a demanda”, relatam os analistas da Scot. O boi gordo “comum” (destinado sobretudo ao consumo interno) se manteve em R$ 267/@ nas praças de São Paulo, enquanto a novilha continuou valendo R$ 262/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está apregoado em R$ 270/@ no mercado paulista, “com ofertas de compra abaixo dessa referência”, acrescenta a Scot. Segundo avaliação da S&P Global Commodity Insights, mesmo as unidades de abate que hoje operam com escalas mais apertadas, optam por não elevar o número de animais na linha de produção, tendo como objetivo equalizar a oferta de carne à demanda vigente. Além do fraco desempenho da demanda interna pela carne bovina, os agentes do setor demonstram preocupações em relação ao comportamento das exportações, segmento que, em anos anteriores, ajudou a sustentar a arroba ou evitou uma queda mais acentuada nos preços do boi gordo. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 273/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 244/@ (à vista) vaca a R$ 219/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca R$ 222/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 247/@ (prazo) vaca a R$ 234/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 209/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: mercado com pequenas alterações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,40/R$ 9,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (26), houve recuo de 0,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 6,32/kg, e ligeiro aumento de 0,16% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,11/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Paraná (R$ 6,02/kg), e São Paulo (R$ 6,57/kg). Os preços no mercado independente de suínos ficaram, na maioria, estáveis nesta quinta-feira (27), com algumas praças sem acordo entre suinocultores e frigoríficos. Lideranças apontam uma necessidade de manutenção ou aumento nos preços, em queda de braço com os frigoríficos exercendo pressão de baixa.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: cotações estáveis na maioria das praças

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 20/04/2023 a 26/04/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 0,78%, fechando a semana em R$ 6,19/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,35/kg vivo", informa o Lapesui


Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal ficou estável em R$ 6,42/kg vivo nesta semana em Santa Catarina. Em São Paulo, após cinco semanas consecutivas com o preço estabelecido em R$ 7,22/kg vivo, na quinta-feira (27) não houve comercialização, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). A entidade aponta que não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, mas que é possível que negócios sejam realizados nas próximas horas. No mercado mineiro, ficou estável em R$ 6,50/kg, sem acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

AGROLINK


FRANGOS


Mercado do frango quase estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado aumentou 0,78%, custando R$ 6,45/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina o valor ficou inalterado em R$ 4,90/kg, assim como no Paraná, cotado a R$ 4,84/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (27), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 6,59/kg e R$ 6,54/kg.

Cepea/Esalq


BRF fecha primeira exportação de carne de frango para Polinésia Francesa

Serão embarcadas 27 toneladas por Itajaí (SC), no próximo mês


A BRF fechou seu primeiro pedido para a Polinésia Francesa. Serão embarcadas 27 toneladas de carne de frango com a marca Sadia, em maio, a partir do porto catarinense de Itajaí. A venda foi realizada após as autoridades do país ratificarem o Certificado Sanitário para a importação de carne de aves do Brasil. “Temos expectativas de aumentar o negócio,” diz em nota Leonardo Dall’Orto, Vice-Presidente de Planejamento e Mercado Internacional da BRF. Segundo o executivo, a companhia já prospectava clientes da Polinésia Francesa há meses. Já no primeiro embarque, os cortes in natura terão as embalagens em francês, conforme as exigências do país. O destino da carga é a capital Papeete e a viagem levará cerca de 30 dias.

VALOR ECONÔMICO


CARNES


Conab: Oferta de carnes tende à recuperação no mercado interno, atingindo maior nível na série histórica

De acordo com o quadro de suprimentos, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), somando os três principais tipos de proteína animal consumidos pelos brasileiros, a quantidade do produto no mercado doméstico está projetada em 20,77 milhões de toneladas, um aumento de 5% se comparado com volume estimado em 2022


“Esse cenário contribui para uma tendência queda nos preços, o que já começa a ser percebido no mercado como mostra a pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor [IPCA] divulgado, em março, pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]”, pondera o Presidente da Companhia, Edegar Pretto. Com a maior produção, a disponibilidade per capita também cresce, atingindo 96 quilos por habitante no ano – segundo maior índice já registrado, sendo inferior apenas a 2013. O incremento no indicador ocorre mesmo com o crescimento da população brasileira. A maior elevação estimada pela Companhia está para a produção e disponibilidade de carne bovina. A projeção é que o país produza cerca de 9 milhões de toneladas em 2023. Este ano tende a ser o pico de abates, em virtude do momento do ciclo pecuário, onde haverá crescimento do descarte de fêmeas e uma consequente elevação na oferta de carne no mercado. Além do incremento na produção, há uma tendência de queda nas exportações do produto em virtude de um início de ano impactado pela suspensão da venda da carne bovina, principalmente ao mercado chinês, por conta de medidas previstas em protocolos sanitários. O cenário de alta na produção aliado a uma queda nas vendas ao mercado externo possibilita um aumento de 12,4% na disponibilidade da carne bovina no cenário doméstico, podendo chegar a 6,26 milhões de toneladas. A maior oferta influencia positivamente na disponibilidade per capita, no qual é esperada uma recuperação na ordem de 11,6%, estimada em 29 quilos por habitante por ano. No caso de aves, também é esperado um aumento na produção de 3,1% saindo de 14,78 milhões de toneladas para 15,24 milhões de toneladas. As exportações também tendem a registrar um crescimento de 4,7%, podendo atingir um novo recorde em 2023 chegando a 4,8 milhões de toneladas embarcadas. Mesmo com a expectativa de um novo recorde nas vendas internacionais e do aumento da população, a disponibilidade per capita do produto tende a registrar uma leve recuperação de 1,7%, estimada em 48 quilos por habitante ao ano. Alta também para a produção de carne suína, podendo ultrapassar 5,3 milhões de toneladas – maior volume para a série histórica. A disponibilidade per capita do produto tende a ficar estável em relação a 2022, em torno de 19 quilos por habitante ao ano. “A previsão é que as vendas ao mercado externo atinjam 1,2 milhão de toneladas, volume 8,3% superior ao comparado com o ano passado.

CONAB


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná gera 13 mil empregos em março, crescimento de 137% em relação ao mesmo mês de 2022

O Paraná terminou o mês de março com saldo de 13.387 vagas de emprego com carteira assinada, quinto melhor do País no período, atrás apenas de São Paulo (50.768), Minas Gerais (38.730), Rio de Janeiro (19.427) e Goiás (13.667)


Na comparação com março do ano passado, o crescimento foi de 137% (5.642 vagas em março de 2022, na série com ajuste). Com esse resultado, o Paraná alcançou 44.618 vagas formais no primeiro trimestre do ano (fruto de 481.145 contratações e 436.527 demissões), quarto melhor resultado do Brasil, atrás de São Paulo (136.604), Minas Gerais (64.187) e Santa Catarina (48.471). O País encerrou o trimestre com saldo de 526.173 vagas – ou seja, o Paraná representou quase 8,5% do total. O setor de serviços foi o responsável pelo maior número de vagas abertas em março, com 6.150. Depois, estão a indústria (2.858), comércio (2.561), agricultura (844) e construção (974), com números positivos em todos os segmentos. No segmento de serviços, os destaques foram administração pública (2.813), transporte, armazenagem e correio (1.172), alojamento e alimentação (1.081), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (617) e artes, cultura e recreação (158). Nos dados por município, o principal destaque é para Curitiba, com um saldo de 1.602 vagas em março. Os outros bons resultados vieram de São José dos Pinhais (886), Ponta Grossa (635), Maringá (524), Londrina (509), Cascavel (454), Pinhais (420) e Colombo (413). Há ainda outros resultados expressivos em todas as regiões, como Toledo e Foz do Iguaçu (Oeste), com 363 e 275; Rolândia (Norte), com 230; Guarapuava (Centro-Sul), com 311; Fazenda Rio Grande e Campo Largo (RMC), com 297 e 298; e Campo Mourão (Centro-Oeste), com 273. No acumulado do trimestre, os destaques são Curitiba (9.376), Londrina (3.043), São José dos Pinhais (2.000), Maringá (1.980), Toledo (1.799), Cascavel (1.775), Pinhais (1.698), Ponta Grossa (1.461) e Colombo (1.097).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Balança comercial paranaense registra forte crescimento em março

Mais de 50% do saldo acumulado de US$ 569 milhões foi alcançado no terceiro mês do ano


Com superávit de US$ 288 milhões, o Paraná fechou março com forte crescimento na atividade de comércio exterior. Mais de 50% do saldo acumulado da balança comercial paranaense, no primeiro trimestre de 2023, de US$ 569 milhões, foi alcançado neste terceiro mês. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, do Governo Federal (Secex). O resultado foi obtido devido à alta de 13% nas exportações, na comparação com março do ano passado, que somaram US$ 2 bilhões. No ano, as vendas de produtos do estado para fora do país já contabilizam US$ 5,1 bilhões, com alta de 12% frente ao que foi obtido no mesmo período de 2022. Com este desempenho, o Paraná figura na quinta colocação no ranking nacional de exportações, representando mais de 6% de tudo que o Brasil vendeu externamente. No Sul, o estado é o maior exportador, sendo responsável por 42% de tudo que a região negociou no mercado internacional. A redução de 4,8% nas importações também contribuiu para o superávit mensal. As compras de materiais importados chegaram a US$ 1,7 bilhão. No acumulado de janeiro a março, são US$ 4,5 bilhões em produtos adquiridos, 3,8% menos do que foi obtido no mesmo intervalo do ano anterior. O Paraná é o quarto maior importador do país (7,8% do total) e o segundo do Sul, superado por Santa Catarina, respondendo por 31% das compras vindas de outros países. Em março, a economia paranaense exportou mercadorias e serviços para 175 países. Aproximadamente 43% das vendas estão concentradas em cinco países. O destaque é a China, para onde foram mais de 21% das mercadorias negociadas no mês. A Argentina foi o segundo destino (9%), seguida por Estados Unidos (6%), México (4%) e Japão (3%). No trimestre, a China também é o principal mercado dos produtos paranaenses, tendo negociado US$ 779 milhões com o estado. Porém, as vendas diminuíram 17% na comparação com o mesmo período de 2022. A Argentina vem na sequência, com US$ 387 milhões e alta de 47% nas vendas. Em seguida aparecem Estados Unidos (US$ 341 milhões e queda de 17%), Japão (US$ 238 milhões e alta de 173%) e México (US$ 221 milhões e 39% de crescimento). Já em relação aos fornecedores mundiais de março, ocorreram negociações com 107 países. Os cinco principais representam, aproximadamente, 54% do valor total da pauta mensal. A economia chinesa é o destaque, responsável por 18% do total vendido ao Paraná. Depois vêm Estados Unidos (11%), Rússia (10%), Argentina (9%) e Alemanha (6%). No acumulado dos três primeiros meses do ano, a China mantém a liderança nas importações, tendo negociado US$ 939 milhões com o estado, porém com redução de 38% em relação ao que foi adquirido no mesmo período do ano passado. Estados Unidos, que também vendeu 25% menos ao Paraná, teve US$ 434 milhões negociados de janeiro a março. Em seguida, aparecem Argentina (US$ 312 milhões e aumento de 124%), Rússia (US$ 295 milhões e alta de 77%) e Alemanha (US$ 249 milhões e alta de 33%). Os itens mais vendidos pelo estado em março foram soja (28% do total), carnes (20%), material de transporte (9%), madeira (6%) e cereais (5%). Estes cinco itens juntos representam 69% do total exportado no mês. Produtos do complexo soja continuam liderando o ranking, porém, há uma redução de 9% em relação ao que foi vendido pelo Paraná no primeiro trimestre de 2022. Carnes cresceram 22%, assim como material de transporte (+26%) e cereais (+382%). Madeira (-36%) e produtos mecânicos (+35%) fecham a lista.

FIEP


Campanha de atualização cadastral de rebanhos começa na segunda-feira no Paraná

A campanha de atualização dos rebanhos do Paraná de 2023 começa na próxima segunda-feira (1º) e se estenderá até 30 de junho. A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda


De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), aqueles que não cumprirem a exigência ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos. A GTA somente será emitida após a atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda). Os produtores podem fazer a atualização no sistema on line pelo site ou pelo aplicativo Paraná Agro. Também podem fazer presencialmente em uma das unidades locais da Adapar, sindicatos rurais ou escritório de atendimento de seu município (prefeituras). A partir de 30 de junho, o produtor que não atualizar o rebanho estará sujeito a penalidades previstas na legislação, inclusive multas. Segundo dados da Gerência de Saúde Animal, existem 158 mil propriedades no Paraná e 192 mil explorações pecuárias, sendo que as principais espécies somam, aproximadamente, 8,6 milhões de bovinos, 6,3 milhões de suínos, 20 mil aviários, 240 mil equídeos, além de outros animais. Segundo o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a atualização do rebanho é importante para a defesa agropecuária do Paraná e para os próprios produtores. “Isso possibilita uma ação rápida nos casos de suspeita de doenças nos animais e nos dá informações mais exatas para o trabalho de vigilância”, afirmou.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destacou que as ações do Paraná foram intensificadas neste ano em razão da ameaça da Influenza Aviária. Não há registros da doença no Paraná nem no Brasil, mas os dados precisos são ferramentas fundamentais para a atuação dos fiscais agropecuários.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Com criação de empregos melhor que o esperado, dólar amplia queda e fecha abaixo de R$ 5

Parte do movimento é resultado de um ganho de força das divisas ligadas a commodities


O dólar à vista terminou a sessão da quinta-feira em queda consistente, em dia em que o real se destacou entre as principais divisas e registrou o melhor desempenho frente ao dólar. O movimento de ontem foi resultado do bom humor interno e externo. Por aqui, houve algum otimismo com o julgamento favorável ao governo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com impacto bilionário nas contas públicas (ainda que o tema venha a ser tratado no Supremo Tribunal Federal). Mas o dólar intensificou a queda na tarde após os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que apontaram forte geração de empregos em março, acima das expectativas de analistas. O dólar à vista fechou em queda de 1,52%, a R$ 4,9801, após ter atingido a mínima de R$ 4,9702 e a máxima de R$ 5,0476. Com o fechamento de hoje, o dólar volta a operar no menor patamar desde 18 de abril, a última vez também que a moeda americana ficou abaixo de R$ 5. Já o contrato de dólar futuro para maio cedia 1,41%, a R$ 4,9805 por volta das 17h, um dia antes da formação da Ptax mensal, que serve de referência para diversos contratos na moeda americana. O movimento de queda firme do dólar hoje foi reflexo de uma confluência de fatores. Por aqui, a decisão favorável do STJ, ainda que possa ser revista pelo STF, trouxe um otimismo ao investidor local, como apontou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho para América Latina. “Nas minhas contas aqui, hoje quase metade do ganho da moeda brasileira veio de fatores domésticos. Acho que a decisão do STJ em favor do governo no sentido de ampliar a arrecadação contribuiu”, disse. “O Caged também veio forte, bem acima do esperado, indicando que o crescimento econômico pode surpreender e ser maior do que o esperado neste ano. Isso vem ajudando a exacerbar o ganho do real na sessão de hoje.”

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em alta puxado por Vale e bancos

O Ibovespa voltou ao campo positivo ontem, liderado por ações da Vale e de bancos


Os ativos locais se aproveitaram da melhora no humor do investidor global, em dia de balanços corporativos fortes e após o PIB do primeiro trimestre dos EUA surpreender para baixo e indicar que o país pode precisar de juros altos por menos tempo para que a inflação volte à meta. Localmente, investidores repercutiram a leitura de março do Caged e o julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito da tributação sobre incentivos fiscais do ICMS. No fim do dia, o referencial local subiu 0,60%, aos 102.923 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 101.975 pontos, e, na máxima, os 103.177 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 17,55 bilhões no Ibovespa e R$ 22,44 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,96%, aos 4.135 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 1,57%, aos 33.826 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 2,43%, aos 12.142 pontos.

VALOR ECONÔMICO


Brasil abre 195.171 vagas formais de trabalho em março, aponta Caged

O Brasil abriu 195.171 vagas formais de trabalho em março, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Na agricultura, foram fechados 332 postos de trabalho em termos líquidos.


O resultado do mês passado, que ficou bem acima da expectativa na pesquisa da Reuters de criação líquida de 100 mil empregos, foi fruto de 2,168 milhões de admissões e 1,973 milhão de desligamentos. Em fevereiro, o Brasil havia criado 245.813 vagas formais de trabalho, resultado que se seguiu à alta líquida de 85.189 empregos em janeiro, considerado os dados com ajustes. O saldo de vagas do mês passado foi o maior para meses de março na série histórica ajustada do Novo Caged, iniciada em janeiro de 2020. No acumulado do primeiro trimestre, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 526.173 vagas, segundo a série ajustada. De janeiro a março de 2022, o saldo era positivo em 619.318 postos de trabalho. Em março, houve saldo positivo de vagas em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, com destaque para serviços, que abriram 122.323 postos. Houve criação de 20.984 empregos formais na indústria, 33.641 no setor de construção e 18.555 no comércio. Na agricultura, por sua vez, foram fechados 332 postos de trabalho em termos líquidos. Os dados mostraram saldo positivo de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 113.374, seguido por Sul (37.441), Centro-Oeste (22.435), Nordeste (14.115) e Norte (10.077). Com relação ao salário médio real de admissão, houve queda em março para 1.960,72, de 1.990,78 no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes sazonais.

REUTERS


Governo central tem déficit primário de R$ 7.085 bi em março

O governo central, composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de 7.085 bilhões de reais em março, informou o Tesouro nesta quinta-feira


O resultado de março deste ano também foi pior que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o governo central havia registrado déficit de 6.418 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a março, o governo central ainda está superavitário em 31,4 bilhões de reais, graças ao forte resultado positivo verificado no primeiro mês do ano. A previsão contida na Lei Orçamentária Anual (LOA) é de um déficit primário de 228,1 bilhões de reais em 2023. O Ministério da Fazenda, no entanto, vem trabalhando com um rombo menor.

REUTERS


Volume de serviços do Brasil cresce mais que o esperado em fevereiro

O volume de serviços no Brasil cresceu mais do que o esperado em fevereiro, impulsionado principalmente pela atividade de transporte rodoviário de cargas

Em fevereiro, o setor registrou alta de 1,1% do volume na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o setor está 11,5% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 2,0% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado em dezembro de 2022. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 5,4% no volume, enquanto economistas esperavam alta de 4,8%. "Em fevereiro, houve uma recuperação de parte da perda verificada em janeiro. A configuração do setor de serviços, portanto, não se altera significativamente nos primeiros dois meses de 2023”, analisou o Gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. "Os segmentos mais dinâmicos seguem apresentando bom desempenho, enquanto aqueles mais afetados pela pandemia, principalmente as atividades presenciais, já superaram o longo distanciamento que tinham do período pré-pandemia", completou. A expectativa do mercado é de moderação da atividade de serviços ao longo de 2023. Se por um lado os fornecedores de serviços podem contar com o efeito positivo do desemprego baixo e das políticas de transferência de renda do governo, por outro pesam sobre o setor os juros altos que encarecem o crédito e o esgotamento do impulso da normalização pós-pandemia. O IBGE destacou no mês a alta de 2,3% no volume do setor de transportes, representando o maior impacto positivo em fevereiro, depois de ter marcado a maior influência negativa em janeiro. “O transporte rodoviário de cargas, que é o principal modal por onde se deslocam as mercadorias nas estradas brasileiras, segue sendo beneficiado pela demanda crescente vinda do agronegócio, do comércio eletrônico e, em menor escala, do setor industrial, notadamente dos bens de capital e dos bens intermediários, que operam acima do nível pré-pandemia”, detalhou Lobo. Enquanto o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 2,6% em fevereiro, o transporte de cargas, por sua vez, cresceu 2,0%. Em fevereiro também tiveram desempenhos positivos os serviços de informação e comunicação (1,6%) e os outros serviços (0,7%). O índice de atividades turísticas, por sua vez, mostrou recuo de 0,7%, depois de dois meses seguidos de avanços. Com esse resultado, o segmento está 1,9% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 5,2% abaixo do ponto mais alto da série, de fevereiro de 2014.

REUTERS


IGP-M cai mais que o esperado em abril e tem 1ª deflação em 12 meses desde 2018

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou mais do que o esperado em abril e passou a apresentar queda de 2,17% em 12 meses, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira


É a primeira vez desde fevereiro de 2018 que a taxa em 12 meses fica negativa. No mês, o indicador teve queda de 0,95%, depois de ter registrado variação positiva de 0,05% no mês anterior, e contra recuo de 0,74% esperado em pesquisa da Reuters. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, apresentou deflação de 1,45% em abril, depois de cair 0,12% no mês anterior. “Os preços de importantes commodities para o setor produtivo seguem em queda. Soja (-9,34%), milho (-4,33%) e minério de ferro (-4,41%) abrem espaço para descompressão dos custos de importantes segmentos varejistas favorecendo a chegada desses efeitos nos preços ao consumidor", explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,46% em abril, de 0,66% no mês anterior. Apesar da desaceleração, Braz destacou que os preços ao consumidor seguem pressionados pelos reajustes de preços administrados, como gasolina (2,39%), energia (1,31%) e medicamentos (2,02%). "Além disso, os serviços livres também persistem com inflação em elevado patamar. Entre os itens deste segmento, vale destacar o aluguel residencial com alta de 1,31% em abril”, completou ele. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,23%, depois de alta de 0,18% em março.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil se estabiliza em pico de 6 meses em abril, diz FGV

A confiança da indústria do Brasil teve pouca alteração em abril, estabilizando-se no maior patamar em seis meses após registrar uma forte alta em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira.


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve variação positiva de 0,1 ponto em abril, para 94,5 pontos, máxima desde outubro de 2022 (95,7 pontos). "Após uma forte alta no mês passado, a confiança da indústria estabiliza em abril", disse Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. Neste mês, uma alta de 2,0 pontos no Índice Situação Atual (ISA), a 93,5 pontos, foi compensada por baixa de 1,8 ponto no Índice de Expectativas (IE), a 95,7 pontos. "As perspectivas são mais favoráveis para a produção, porém voltam a ficar cautelosas no horizonte de seis meses... O nível da demanda ainda está abaixo do normal, e é um sinal de alerta, tendo vista as dificuldades que o Brasil enfrenta para reacelerar a atividade econômica com a manutenção da taxa de juros em patamar elevado", avaliou Pacini. A taxa Selic está atualmente em 13,75%, nível que tem sido criticado repetidamente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conter a atividade econômica e a oferta de crédito.

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