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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 351 DE 11 DE ABRIL DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 351 |11 de abril de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Pressão de baixa dos segue forte

Nas praças de SP, o boi gordo vale R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilha gordas saem por R$ 257/@ e R$ 275/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot Consultoria


Com poucos negócios, típico de uma segunda-feira, os preços do boi gordo ficaram estáveis nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Com isso, nas praças de São Paulo, o boi gordo continua valendo R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 257/@ e R$ 275/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo apurou a Scot Consultoria. Por sua vez, a cotação do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está em R$ 290/@ nas regiões paulistas (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot. Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, com o fim do embargo chinês à carne bovina brasileira, as escalas dos frigoríficos se alongaram e os preços da arroba voltaram a trabalhar entre estabilidade e queda em algumas praças do País. Do lado exportador, diz Fabbri, a volta às compras pelo mercado chinês ainda não refletiu nos embarques, que, conforme esperado, caíram em março/23 no comparativo anual. Foram exportadas 124,4 mil toneladas de carne bovina in natura (5,4 mil toneladas/ dia), queda de 29,6% frente a média diária de março/22. O faturamento médio diário foi de US$ 26 milhões, com retração de 42,6% na mesma comparação. “A expectativa é que o volume exportado aumente, principalmente para a China, mas, o grande desafio da indústria exportadora são os preços da carne brasileira, que, desde o retorno ao mercado chinês, o relato é de estarem em patamares próximos ou abaixo das vendas pré-embargo”, relatou Fabbri. Diante de tal cenário, continua o analista, as negociações para a compra de carne bovina pelo principal parceiro comercial (China), somado ao dólar em queda (próximo aos R$ 5), devem reduzir o espaço para o avanço da arroba no curto prazo. “Além disso, a expectativa é de aumento na oferta de gado, com a entrada do outono e entressafra do capim, levando à “desova” de fim de safra, o que deverá pressionar o mercado para baixo”, prevê Fabbri. Em âmbito nacional, de acordo com levantamento desta segunda-feira feito pela consultoria S&P Global, a segunda semana de abril começou em rimo lento nas negociações, com grande parte dos players ausentes das compras e vendas de boiada gorda no mercado físico. Os preços dos principais cortes permaneceram estagnados na segunda-feira, indicando que estoques devem continuar alinhados a um tímido consumo, observa a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 258/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca R$ 236/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 273/@ (à vista) vaca a R$ 243/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Exportação de carne bovina in natura atinge 22,5 mil toneladas na primeira semana de abril/23. Queda 31,8%

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a exportação de carne bovina in natura atingiu 22,5 mil toneladas em 4 dias úteis de Abril/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de março ficou em torno de 157,3 mil toneladas em 22 dias úteis


A média diária exportada na primeira semana de abril ficou em 5,6 mil toneladas e teve uma queda de 31,8%, frente ao observado no mês de abril do ano anterior, que ficou em 8,2 mil toneladas. Já no comparativo semanal, a média diária teve um avanço de 3,70%, frente à semana anterior, que estava em 5,4 mil toneladas. “Apesar da retirada do embargo da China, e da Rússia, as informações do governo têm um atraso no processamento dos dados de 40 a 50 dias úteis”, destacou o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. “O aumento no comparativo anual no volume médio diário das primeiras duas semanas de março já representa um indício relevante de que o apetite de compras da China está aquecido neste início de ano, mais uma sinalização positiva para a retomada dos embarques e para as exportações brasileiras de todo o ano”, completou. O preço médio do produto na primeira semana de abril ficou de US$ 4.546 por tonelada, queda de 26,8% frente aos dados divulgados em abril de 2022, com US$ 6.208 por tonelada. O valor negociado para o produto na primeira semana de abril ficou em US $ 102,683 milhões. A média diária ficou em US $ 25,6 milhões, queda de 50,10%, frente ao observado no mês de abril do ano passado, com US$ 51,442 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: estabilidade na maioria das praças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 1,71% a R$ 119,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo.


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (6), devido ao feriado da Sexta-feira Santa, houve queda somente no Rio Grande do Sul, na ordem de 0,62%, chegando em R$ 6,45/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Paraná (R$ 6,41/kg), Santa Catarina (R$ 6,24/kg), e em São Paulo (R$ 6,57/kg). Cepea/Esalq


Preço da carne suína no mercado de exportação voltou a subir

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos quatro dias úteis de abril, tiveram a média diária da receita 83% superior às de abril do ano passado


O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, disse que o preço da proteína suinícola brasileira no mercado externo voltou ao patamar visto há três meses, algo que ele considera "muito importante para o setor". A receita, US$ 69,8 milhões, representa 38,6% do montante obtido em todo o mês de abril de 2022, com US$ 180,9 milhões. No volume, as 27.917 toneladas são 34,2% do total registrado em abril do ano passado, com 81.542 toneladas. A receita por média diária em abril foi de US$ 17.4 milhões, valor 83,4% maior do que abril de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 73,34%. Em toneladas por média diária, 6.979 toneladas, avanço de 62,6% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparada a semana anterior, avanço de 68,43%. No preço pago por tonelada, US$ 2.502, ele é 12,8% superior ao praticado em abril passado. O resultado, frente a semana anterior, representa crescimento de 2,9%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Mercado do frango com leves altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,77%, custando R$ 6,55/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,30/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,93/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (6), devido ao feriado da Sexta-feira Santa, a ave congelada teve aumento de 0,4¨%, e a resfriada, de 0,28%, ambas atingindo o valor de R$ 7,10/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne de frango iniciam abril em ritmo acelerado

Para analista de mercado, embarques da proteína podem chegar a 500 mil toneladas neste mês

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves nos quatro dias úteis de abril tiveram faturamento por média diária e volume por média diária elevados, tanto em comparação ao mesmo mês do ano anterior quanto à última semana de abril. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, depois de recorde de embarques para um mês de março, se as exportações da proteína avícola seguirem este mesmo ritmo durante todo o mês de abril, é possível chegar à casa das 500 mil toneladas embarcadas, também batendo recorde. A receita, US$ 250.3 milhões, representa 33,4% do total de todo o mês de abril de 2022, com US$ 748.1 milhões. No volume, as 130.522 toneladas são 33,7% do total registrado em abril do ano passado, com 386.510 toneladas. A receita por média diária, US$ 62.5 milhões, é 59% maior do que a registrada em abril de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve incremento de 59,6%. Em toneladas por média diária, 32.630 toneladas, houve elevação de 60,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, crescimento de 55%. No preço pago por tonelada, US$ 1.918 ele é 0,9% inferior ao praticado em abril do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa avanço de 3%.

AGÊNCIA SAFRAS


Exportações brasileiras de carne de frango alcançam 514,6 mil toneladas em março, diz ABPA

Receita mensal dos embarques totalizou US$ 980,5 milhões


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando os produtos in natura e processados) totalizaram 514,6 mil toneladas em março. O número supera em 22,9% o total embarcado no mesmo período de 2022, quando foram exportadas 418,8 mil toneladas. Com isso, o resultado das vendas de carne de frango no terceiro mês deste ano alcançou US$ 980,5 milhões, número 27,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 771,7 milhões. No acumulado do ano (1° trimestre), as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 1,314 milhão de toneladas, volume 15,1% superior ao embarcado no mesmo período de 2022, com 1,142 milhão de toneladas. Em receita, o resultado trimestral deste ano foi 25,5% maior, com US$ 2,573 bilhões entre janeiro e março deste ano, contra US$ 2,051 bilhões no mesmo período de 2022. “Houve um incremento generalizado nas compras dos maiores destinos de exportações, em um momento em que o Brasil estava preparado do ponto de vista da oferta. Uma soma de fatores influenciou o comportamento atípico das vendas internacionais de carne de frango no mês, como, por exemplo, parte dos embarques atrasados de fevereiro. Além disso, este é um período em que, tradicionalmente, há uma aceleração dos embarques, dentro da programação das vendas para o verão do Hemisfério Norte. O ambiente de diminuição da oferta de produtos em algumas regiões, em consequência do aumento de custo de grãos e energia, juntamente com os focos de Influenza Aviária no mundo, favoreceu a antecipação de compras por determinados destinos importadores”, avalia o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os principais destinos de exportações, a China liderou as importações, com 187,9 mil toneladas importadas no primeiro trimestre, volume 24,5% superior ao mesmo período de 2022. Outros destaques foram Arábia Saudita, com 96 mil toneladas (+69,9%), União Europeia, com 62,2 mil toneladas (+24,1%) e Coreia do Sul, com 50,9 mil toneladas (+43,7%).

ABPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Cooperativas do Paraná avançam para outros estados em busca de mais produção

Atualmente, as cooperativas paranaenses estão presentes em 11 estados brasileiros, além do próprio Paraná: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. E, além disso, algumas estão também no país vizinho, Paraguai


“É natural esse movimento”, observa José Roberto Ricken, Presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “As agroindústrias demandam matéria-prima que o Paraná, embora seja um grande produtor, não tem mais em volume suficiente”, informa. Das 61 cooperativas agropecuárias do Paraná, 40 têm unidades industriais. No total, o setor reúne 120 agroindústrias. A expansão para outros estados tem contribuído para o cooperativismo paranaense crescer, mas continua tendo dentro do Paraná sua maior representatividade. “Cerca de 86% dos nossos cooperados e das nossas estruturas estão no Paraná, onde também fica 93% do nosso quadro funcional”, esclarece Ricken. O Presidente da Ocepar diz que alguns dos estados para onde as cooperativas paranaenses estão indo - como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - têm mais recursos para investir, e em condições mais vantajosas, o que é um atrativo. Estes, em especial, contam com o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). O fundo foi criado pela constituição federal de 1988 para contribuir com o desenvolvimento econômico e social da região. Por meio do FCO, é possível acessar financiamentos de longo prazo com baixas taxas de juros. Uma das primeiras a explorar outros estados foi a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari), que tem sede em Mandaguari, no norte do Paraná. Em 1984, alguns de seus cooperados começaram a migrar para o Cerrado. “Naquele ano, surgiu um projeto financiado pelo governo japonês (Prodecer – Programa de Cooperação Técnica Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados) para investir na região. Um grupo de agricultores nossos manifestou interesse em participar, mas era necessário que uma cooperativa fosse junto. Decidimos ir”, conta Marcos Antonio Trintinalha, presidente da cooperativa. No começo, a Cocari se instalou em dois municípios de Goiás – Cristalina e Campo Alegre. Hoje já está em nove municípios goianos e em quatro de Minas Gerais. O próprio Trintinalha, na época engenheiro agrônomo da cooperativa, se transferiu para Goiás em 1988 para atuar na unidade de produção de sementes, em apoio ao grupo de cooperados. De lá ele só voltou em 2008. A C. Vale, uma das maiores cooperativas do Paraná, precisou ir para outros estados para garantir matéria-prima para suas indústrias. Parte da produção do Mato Grosso do Sul é usada para a produção de rações pela própria cooperativa. A C. Vale tem entre suas principais atividades a produção de carne de frango e peixe. “Deveremos aumentar bastante o aproveitamento de grãos produzidos naquele estado a partir de 2024, quando colocarmos em operação a nossa esmagadora de soja em Palotina”, prevê Alfredo Lang. A unidade poderá processar até quatro mil toneladas/dia. “Então será preciso um volume muito grande de soja, que vamos precisar trazer do Mato Grosso do Sul e do Paraguai, onde também atuamos”, informa. A cooperativa está também em Santa Catarina. A experiência da Cooperativa Integrada fora do Paraná começou mais tarde. E a migração foi para o sudoeste de São Paulo. Com sede em Londrina, no norte do Paraná, a Integrada instalou, em 2015, uma unidade para o fornecimento de insumos e prestação de assistência técnica em Campos Novos Paulista. O objetivo era atender um grupo de cooperados que já havia migrado para lá. “Já havia cooperados nossos em Campos Novos Paulista, Palmital e Iberama e eles demandavam assistência técnica”, conta o presidente Haroldo José Polizel. Em 2021, a Integrada inaugurou uma loja de implementos agrícolas em Ourinhos, na mesma região onde estavam os cooperados. “Quando chegamos no estado de São Paulo fomos muito bem recebidos não apenas pelos nossos cooperados, mas pelos agricultores da região. Superou a nossa expectativa. Deu um casamento com os produtores de lá”, diz Polizel. Antes de avançar para outros estados brasileiros, a Cooperativa Lar, que tem sede em Medianeira, no oeste paranaense, já estava no Paraguai. A produção em terras paraguaias começou há 23 anos. Tanto a ida para o país vizinho, quanto dois anos depois para o Mato Grosso do Sul, tiveram o mesmo propósito: aumentar a produção. “Tínhamos necessidade de mais soja para abastecer nosso parque industrial e de mais milho para alimentar nossos plantéis de aves e suínos, algumas das principais atividades da nossa cooperativa”, explica o presidente Irineo da Costa Rodrigues. Hoje, a Cooperativa Lar tem estrutura própria em 18 municípios do Mato Grosso do Sul. “No Paraná tínhamos uma limitação para crescer. Se fossemos expandir estaríamos criando um conflito com outras cooperativas da região, a Coopavel e a Coopagril. Por isso fomos para fora”, explica o presidente. Atualmente, 80% dos grãos que a Lar recebe vêm do Mato Grosso do Sul. Mas, parte da produção de soja dos agricultores sul mato-grossenses fica por lá mesmo já que a Lar instalou no estado vizinho uma unidade de esmagamento da oleaginosa. Para a Cooperativa Frísia, de Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, a migração para o estado do Tocantins tem contribuído para a sucessão familiar. “No Paraná há disponibilidade limitada de áreas para venda e arrendamento e as condições são inviáveis. O Tocantins, por outro lado, oferece uma vasta área disponível a preços interessantes, o que tem despertado bastante interesse. Vemos que muitos filhos de cooperados do Paraná têm ido para o Tocantins. Então, o projeto contribui para o processo de sucessão da família”, destaca Mario Dykstra, superintendente da cooperativa. Ele explica que o avanço em novas fronteiras agrícolas está previsto no planejamento estratégico da Cooperativa Frísia. “O propósito é oferecer uma nova opção de investimento em uma região de terras a preços interessantes e viáveis”, explica o superintendente. Dykstra acrescenta que a região tem clima adequado para o cultivo e bons solos, além de uma boa estrutura logística. A expansão para o Tocantins começou em 2015. Hoje há dois entrepostos no estado, um em Paraíso do Tocantins e outro em Dois Irmãos e a cooperativa avalia a possibilidade de expansão. Lá, a Frísia conta com 130 cooperados.

GAZETA DO POVO


Acordo que encerra disputa entre PR e Itaú tem maioria no Supremo

Por acordo, estado vai pagar dívida bilionária com desconto após 20 anos; ministro pediu vistas


O governo do Paraná e o banco Itaú selaram um acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) para encerrar uma das maiores cobranças judiciais de dívida da história brasileira, removendo também um empecilho para a privatização da Copel, a empresa de energia do estado do Sul.

O texto estava sendo homologado em voto do Ministro Ricardo Lewandowski, que teve a aposentadoria publicada na semana passada e deixa a corte nesta terça (11). Teve maioria no plenário, cinco votos a favor e dois integrantes da corte que se declararam impedidos, mas na noite da segunda (10) o Ministro André Mendonça pediu vistas do caso antes do fim do julgamento. Versão inicial deste texto informava incorretamente que o acordo estava consumado, o que só ocorre após a votação. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), havia até celebrado a decisão. A dívida de R$ 4,5 bilhões terá um desconto de 62%. O R$ 1,7 bilhão restante terá de ser liquidado em dois anos, evitando envolver precatórios, o que poderia acabar ultrapassando os R$ 7 bilhões com juros, segundo as contas do Paraná. A confusão começou em 1998, quando o governo paranaense deu como garantia em um empréstimo feito no Banestado, o banco estadual local, ações da estatal energética. Em 2000, o banco foi vendido para o Itaú Unibanco, em um negócio à época de R$ 1,6 bilhão (R$ 6,6 bilhões hoje, em valores corrigidos). Como o governo paranaense parou de pagar a dívida em 2002, o Itaú foi à Justiça para ficar com as ações da Copel usadas como garantia. Como são ativos reais, evitariam o uso de precatórios. O governo recorreu, e a Justiça do estado lhe deu ganho de causa, argumentando que as ações da Copel não poderiam ser adquiridas pelo banco sem que houvesse um processo de privatização ou abertura de capital da energética. O Itaú foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que viu questões constitucionais envolvidas e, agora, o caso parou no Supremo. Se a decisão do plenário for confirmada, sai de cena o fantasma de que a questão das ações em disputa pudesse atrapalhar o processo de privatização da energética. Ele foi proposto à Assembleia Legislativa pelo governador no ano passado, e aprovado. A expectativa é que o leilão ocorra até outubro e seja um dos maiores do ano na B3, embora ainda deva enfrentar questionamentos judiciais por parte de sindicatos do setor.

Em seu voto, Lewandowski afirma que houve "concessões recíprocas" e que "o parcelamento negociado permitirá à administração pública planejar-se com antecedência e previsibilidade".

FOLHA DE SP


Obras em estradas do Paraná aumentam custo no transporte de grãos para exportação

Transportadores estimam prejuízo de R$ 460 milhões em combustível, atrasos e até em roubo nas estradas. Apesar dos bloqueios, volume embarcado segue acima de 2022


Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná, a safra de soja já foi colhida em 90%, devendo alcançar 22 milhões de toneladas este ano, sendo 15,7 milhões de toneladas com destino ao Porto de Paranaguá. Nos três primeiros meses de 2023, foram embarcadas 6,170 milhões de toneladas de soja, milho e farelos pelo porto, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma média de 1.190 veículos por dia. Embora a capacidade de infraestrutura portuária esteja preparada para atender esse escoamento, a dificuldade em levar a soja das fazendas ao porto persiste devido a um enorme deslizamento de terra na BR-277, que ocorreu há quatro meses e ainda causa a realização de obras para recuperação da pista, gerando desvios e aumentando o tempo de viagem e custo com combustível. O setor de transporte de cargas estima um prejuízo de R$ 460 milhões. Segundo o Presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Paranaguá, Josiel Veiga, todos os caminhoneiros que vão para o litoral do Paraná enfrentam filas de até 15 quilômetros. “Há risco de assalto. Isso acontece muitas vezes, e os caminhoneiros também enfrentam furtos de carga, conhecidos como vazada. A polícia está presente, mas não consegue prender todos os criminosos. Isso tudo afeta diretamente os caminhoneiros”, explica. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná anunciou que as obras serão concluídas no próximo final de semana, com a retirada do guindaste e a liberação das faixas de tráfego.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 0,15%, a R$5,0659 na venda

Na volta do feriado de Páscoa, o dólar fechou o dia em alta ante o real no Brasil, em sintonia com o exterior, onde a moeda norte-americana também sustentava ganhos após a divulgação, na última sexta-feira, de dados na área de empregos nos Estados Unidos

Na sexta-feira, o relatório de emprego dos EUA mostrou a criação de 236.000 vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado. Economistas consultados pela Reuters projetavam abertura de 239.000 postos de trabalho em março. O mercado viu aumentarem as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) subir em 0,25 ponto percentual sua taxa de juros, para segurar a inflação. Em reação, o dólar sustentou ganhos ante várias moedas ao redor do mundo. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0659 reais na venda, em alta de 0,15%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,22%, a 5,0820 reais.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com suporte de blue chips, mas volume reduzido

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, tendo as blue chips Vale e Petrobras entre os principais suportes, enquanto o noticiário relativamente tranquilo abriu espaço para ajustes em papéis como Locaweb e Alpargatas, que acumulam quedas expressivas em 2023

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 101.772,31 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava apenas 13,8 bilhões de reais, contra uma média diária de cerca de 25 bilhões de reais no ano.

REUTERS


IGP-DI passa a cair 0,34% em março com menor pressão do atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a cair 0,34% em março, deixando para trás a variação positiva de 0,04% vista em fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira.


O resultado levou o índice a mostrar queda de 1,16% em 12 meses, o primeiro resultado negativo desde fevereiro de 2018, contra alta de 1,53% acumulada nos 12 meses encerrados em fevereiro. Em março de 2022, o IGP-DI acumulava elevação de 15,57% em 12 meses. Alimentando a queda do índice geral, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do IGP-DI, acelerou a queda para 0,71% em março, de 0,04% em fevereiro. "As principais contribuições para a queda da taxa do IPA partiram da soja (de -3,06% para -5,66%), do farelo de soja (de -1,23% para -7,66%) e da gasolina (de 5,66% para -3,91%)", explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) --que responde por 30% do índice geral-- acelerou a alta para 0,74% no mês passado, de 0,34% antes. "Gasolina (de -0,26% para 8,66%) e energia elétrica (de -0,26% para 3,30%) foram os itens que mais contribuíram para a aceleração da inflação" ao consumidor, disse Braz. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,30% em março, ante 0,05% em fevereiro, sob influência da mão de obra, que registrou aumentos salariais via acordos coletivos firmados em fevereiro, segundo a FGV.

REUTERS


Taxas dos contratos futuros de juros fecham em leve baixa após IGP-DI e Focus

Na volta do mercado após o feriado de Páscoa no Brasil, as taxas dos contratos futuros de juros fecharam em leve baixa na segunda-feira, influenciadas pelos dados de inflação e pelas projeções mais recentes, enquanto os retornos dos Treasuries exibiam ganhos no exterior


Pela manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou 0,34% em março, após subir 0,04% em fevereiro. O número foi interpretado como um sinal de desaceleração da inflação no Brasil. Já o relatório Focus do Banco Central indicou que as projeções para o IPCA, o índice oficial de inflação, em 2025 e 2026 não se alteraram. O documento mostra que a mediana das expectativas do mercado para o IPCA nos dois anos seguiu em 4%. “O IGP-DI veio abaixo do esperado, e o Focus mostrou pouca variação nas expectativas de inflação. De certa forma, isso reduz um pouco a preocupação de que o BC terá que manter os juros no atual patamar por muito tempo”, avaliou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. “O arcabouço fiscal proposto pelo governo, a princípio, está pelo menos conseguindo estabilizar as expectativas de inflação”, acrescentou. De acordo com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo enviará o projeto de novo arcabouço fiscal ao Congresso juntamente com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para outubro de 2023 estava em 13,5%, ante 13,509% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2024 estava em 13,235%, ante 13,252% do ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 11,99%, ante 12,039%. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,98%, ante 11,989% do ajuste anterior.

REUTERS


Focus: Economistas projetam inflação e crescimento maiores neste ano

Os economistas consultados pelo BC elevaram as estimativas para o IPCA de 2023 de 5,96% para 5,98%, enquanto o centro da meta do ano é de 3,25%. As estimativas para 2024, horizonte da política monetária do Banco Central, passaram de 4,13% para 4,14%. Para 2025, as perspectivas também foram iguais, em 4%.


Os economistas mantiveram a projeção da taxa básica de juros deste ano em 12,75%. A expectativa é de início do ciclo de afrouxamento para 2023, pois a Selic está em 13,75% hoje.

As projeções para 2024 e 2025 foram mantidas em 10% e 9%, respectivamente. Os economistas elevaram as expectativas para o crescimento da economia brasileira em 202 de 0,90% para 0,91%. Para 2024, as projeções do PIB recuaram de 1,48% para 1,44%, enquanto para 2025 saíram de 1,80% para 1,76%. Em relação ao dólar, as apostas para 2023 estão mantidas em R$5,25. Para 2024, caíram de R$5,30 para R$5,27, mas o valor estimado em 2025 segue em R$5,30.

REUTERS


Agroindústria teve o melhor mês de janeiro em cinco anos, diz FGV Agro

Índice de Produção Agroindustrial registrou quarto aumento consecutivo


O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu 1,3% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. O avanço de 4,6% do grupo de alimentos e bebidas mais do que compensou o recuo de 3% do segmento de produtos não alimentícios. De acordo com o centro de estudos, esse foi o maior crescimento do setor em um mês de janeiro desde 2018, quando o aumento foi de 5,4%. A agroindústria também acumulou avanço pelo quarto mês consecutivo. “A expansão de janeiro foi a menos intensa dos últimos quatro meses, demonstrando um possível desaquecimento do setor”, afirma o FGV Agro. Os pesquisadores ponderaram que a diminuição do ritmo de expansão reflete problemas que afetam toda a economia do país. Ainda assim, em janeiro, o setor cresceu mais do que a média geral da indústria (+0,3%). O segmento de alimentos de origem vegetal cresceu 4,9% em janeiro - e poderia ter avançado ainda mais se não fossem as quedas de 6,7% e 5,5% que ocorreram nas agroindústrias de refino de açúcar e arroz, respectivamente. Já a indústria de produtos de origem animal avançou 7,6%. “Vale destacar que as perspectivas para a produção de carne bovina são favoráveis para 2023, uma vez que o número de abates está aumentando”, destaca a FGV.

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