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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 35 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2021

Atualizado: 23 de mai.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 35| 22 de dezembro de 2021


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços firmes do boi gordo

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, os bovinos para o mercado paulista estão apregoados em R$ 317/@ de boi gordo, R$ 300/@ de vaca gorda e R$ 310/@ de novilha gorda (preços brutos e a prazo)


“Negócios de até R$ 325/@ acontecem para boiadas cujo destino é a exportação”, acrescenta a Scot. Em Minas Gerais, a oferta enxuta de animais terminados forçou novas altas na arroba, enquanto as indústrias frigoríficas correm para fechar o ano, relatam os analistas da IHS. No Mato Grosso do Sul, os negócios envolvendo machos terminados variaram entre R$ 315/@ a R$ 325/@ (valores brutos). “Porém, logo que concluíram as escalas de abate para o dia 3 de janeiro de 2022, as indústrias do MS saíram das compras e sinalizaram valores mais baixos”, conta a IHS. Em Goiás, o mercado do boi gordo segue agitado e com forte especulação: o tamanho, qualidade e idade dos lotes gera preços diferenciados, relata a consultoria. “Ainda em Goiás, uma planta frigorífica em Mineiros foi habilitada para exportar carne bovina aos EUA”, informa a IHS. Entre as praças pecuárias da região Norte do Brasil, os preços do boi gordo também estão mais firmes, embora as altas tenham sido esparsas devido ao fluxo mais cadenciado de negócios. Boa parte das indústrias do Norte brasileiro possuem confinamentos próprios, o que limita a necessidade de entrar mais forte nas compras de gado gordo, acrescenta a IHS. Na região de Redenção, no Pará, foram fechados negócios com boiada gorda a R$ 290/@, no prazo para descontar. No Tocantins, foram estabelecidas vendas de até R$ 295/@, valor bruto, à vista, informa a IHS. “Os baixos preços da carne bovina no atacado ainda geram muita cautela entre as indústrias frigoríficas, sobretudo aquelas unidades que operam essencialmente com o mercado interno”, observa a IHS. “A estratégia dos frigoríficos é não prejudicar o escoamento e evitar formação de estoques da proteína nas câmaras frias”, afirmam os analistas da IHS. A Secex (Secretária de Comércio Exterior) informou que a média diária de carne bovina in natura exportada ficou em 5,09 mil toneladas durante as três primeiras semanas de dezembro, um avanço de 19,2% frente à média de novembro/21, mas 21,4% inferior à de dezembro do ano passado. No atacado, o fluxo das vendas de carne bovina segue regular o suficiente para garantir suporte à estabilidade aos preços dos principais cortes bovinos. Cotações: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 300/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); MS- C. Grande: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 296/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 327/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 327/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo).

PORTAL DBO


Cepea: retorno da China às compras pouco influencia no preço da arroba do boi gordo

No acumulado da parcial deste mês (entre 30/11 e 20/12), o indicador Cepea/B3 (Estado de SP, à vista) acumula pequena queda de 1,43%, fechando a R$ 317,70/@ no dia 20


O otimismo do setor pecuário brasileiro com a reabertura das importações de carne bovina da China não provocou grandes mudanças nos preços da arroba do boi gordo, avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). As cotações registraram pequenas oscilações ao longo da última semana – cenário que, inclusive, já vinha sendo verificado antes do anúncio da retomada das exportações da proteína brasileira ao gigante asiático. A espera de alta nos preços fez com que muitos pecuaristas passassem a restringir a oferta de gado pronto para o abate, uma vez que foram favorecidos pela melhora dos pastos, devido às recentes chuvas. “Outro fator são as questões fiscais. Produtores se afastam do mercado spot nacional, indicando voltar a negociar apenas no início do próximo ano”, aponta o Cepea. Assim, no acumulado da parcial deste mês (entre 30 de novembro e 20 de dezembro), o indicador do boi gordo Cepea/B3 (Estado de São Paulo, à vista) acumula pequena queda de 1,43%, fechando a R$ 317,70 na última segunda-feira, 20. Já a carne negociada no mercado atacadista, as valorizações mais intensas são barradas pelos atuais preços elevados da proteína no varejo e também pela maior competitividade das proteínas concorrentes, como as carnes suína e de frango, especialmente diante do baixo poder de compra da maior parte da população. Para a carcaça casada do boi comercializada no atacado da Grande São Paulo, a desvalorização na parcial deste mês é de 1,47%, sendo negociada a R$ 20,14/kg na última segunda-feira. O Cepea observa que há um movimento de alta nos preços do boi gordo das médias mensais, que, por sua vez, não tem sido repassada na mesma intensidade para a carne. “Entre novembro e dezembro, enquanto o valor médio da arroba de boi gordo subiu 6,3%, o da carne avançou em menor intensidade, 4%”. Já na comparação anual, entre dezembro/2020 e dezembro/2021, o preço da arroba do boi gordo registra aumento real de 2,21%, em comparação com o preço da carne no atacado, que apresenta queda de 1,23%, conforme as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI. “Esse cenário evidencia que as variações da arroba vêm sendo repassadas parcialmente à carne no atacado. A arroba bovina, inclusive, se valorizou com mais intensidade do que a carne, a vantagem no preço do animal para abate frente à da proteína se ampliou em dezembro”, diz o relatório do Cepea.

O ESTADO DE SÃO PAULO


SUÍNOS


Suínos: terça-feira de cotações em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 110,00/R$ 118,00, enquanto a carcaça especial subiu 3,30%/4,21%, custando R$ 9,40/R$ 9,90 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), houve queda de 5,83% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,49/kg, baixa de 3,78/kg em Minas Gerais, alcançando R$ 6,37/kg, retração de 2,51% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,82/kg, recuo de 1,98% no Paraná, custando R$ 5,44/kg, e de 1,08% em São Paulo, fechando em R$ 6,43/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: Mercado estável na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,97%, valendo R$ 6,25/kg

Na cotação do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 3,76/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,05/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta terça-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 6,72/kg e R$ 6,73/kg.

Cepea/Esalq


Venda de aves natalinas por frigoríficos do Paraná deve crescer até 25%

Empresas como Copacol e Frangos Pioneiro registram maior procura pela proteína, que tem bom custo-benefício em relação à carne vermelha


Com valor acessível, o “frango de festa” é uma boa opção nas festas do fim de ano. Frigoríficos do Paraná, como Copacol e Frangos Pioneiro, registraram maior procura pela proteína, que tem bom custo-benefício. As duas empresas estimam que a venda de frangos de festa crescerá de 20% a 25% em 2021. A supervisora de Pesquisa e Desenvolvimento da Copacol, Carolyne Godoy, lembra que o frango de festa é produzido a partir de linhagens especializadas, com peso selecionado. “O produto possui versões temperadas, é suculento e tem carne macia”, enumera. O Grupo Pioneiro também ofertará frango de festa ao consumidor. “Selecionamos as maiores aves da produção para fazer a Ave Familio, oferecendo um produto de excelência e qualidade para compor os jantares familiares”, informa a empresa. A produção de frango de festa não difere da criação comum de aves. A seleção pode acontecer por meio do peso dos animais, sendo que os maiores se tornam os produtos especiais. Na Copacol, o produtor vê a diferença no tempo de alojamento, que sai de 43 (abate convencional) para 50 dias, com peso médio do frango de 3,7 kg. As aves selecionadas pelo Grupo Pioneiro seguem peso semelhante, com cerca de 3,5 kg. Carolyne Godoy afirma que a produção de frangos maiores traz lucro aos avicultores integrados da Copacol. “Eles são remunerados conforme o peso entregue, então há vantagem financeira em produzir às Aves Navidad”, diz ela, referindo-se ao nome comercial do produto da cooperativa. O número de frangos abatidos no Paraná chegou a 1,631 bilhão de cabeças de janeiro a outubro de 2021, uma leve queda no período, se comparado com o mesmo período do ano anterior, que foi de 1,632 bilhão de aves. Mas os dados ainda são preliminares; até o fim de dezembro, o número deverá aumentar. As exportações de frango do Paraná cresceram quase 10% de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram exportados 1,364 milhão de toneladas de janeiro a setembro de 2021, ou 9,86% a mais que as cerca de 1,242 milhão de toneladas do mesmo período do ano passado. Em relação ao valor obtido com os embarques, o crescimento foi ainda maior, de 18,5%. Foram faturados na exportação de frangos US$ 2,089 bilhões de janeiro a setembro de 2021, ante US$ 1,763 bilhão de janeiro a setembro de 2020. O setor deve alcançar novos patamares em produção, consumo per capita e exportações de aves, com novos recordes em 2021 e 2022, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “A produção e a exportação aumentaram, mas isso não está se refletindo para os produtores. Ainda que tenha havido aumento de receita, isso não bastou para cobrir os custos de produção”, resume Mariani Ireni Benites, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR. “A avicultura tem um perfil de produtores diversificados. De um modo geral, cada um está tentando se equilibrar como pode, cortando onde dá”, acrescenta.

CANAL RURAL


CARNES


Exportação: Desempenho das carnes nas três primeiras semanas de dezembro

As exportações de carne bovina de dezembro permanecem com resultados negativos


Sem poder contar ainda com a reabertura da China ao produto brasileiro, as exportações de carne bovina de dezembro corrente permanecem com resultados negativos. Pela média diária, o volume embarcado nas três primeiras semanas do mês ficou mais de 20% aquém do registrado no mesmo mês do ano passado, enquanto a receita cambial apresenta redução de 14,26% – índice minimizado pela valorização do produto, cujo preço médio em dezembro vem sendo 9% superior ao de um ano atrás. Em termos de volume, a maior expansão até aqui vem sendo registrada pela carne suína, cujos embarques se encontram 17,36% acima dos registrados há um ano. Em contrapartida, seu preço médio é 7% menor que o de dezembro de 2020, disso redundando uma receita apenas 9% superior. O melhor resultado se aplica à carne de frango. O volume embarcado aumentou pela média diária perto de 10%, enquanto seu preço médio é 23% superior ao do último mês do ano passado. Como consequência, a receita cambial registra variação anual de quase 35%. Projetados esses resultados para a totalidade do mês (são 23 dias úteis, um a mais que em dezembro de 2020), o volume mensal de carne suína deve aumentar perto de 23%, o de carne de frango cerca de 15% e o de carne bovina deve retroceder mais de 17%. Já no tocante à receita cambial, a da carne bovina pode recuar mais de 10%, enquanto as carnes suína e de frango tendem a aumentos de, respectivamente, 14% e 41%.

AGROLINK


EMPRESAS


O voto de minerva de Pedro Parente na BRF

A dona da Sadia contou com um parecer do advogado societário Paulo Cezar Aragão, sócio-fundador do BMA, para apresentar a proposta de follow-on


A proposta de um follow-on de mais de R$ 6 bilhões na BRF superou resistências históricas no conselho da BRF, é verdade, mas isso não significa que a ideia passou fácil. Pelo contrário. Os membros do board se dividiram ao meio na reunião da última quinta-feira. O assunto só foi aprovado com o voto de minerva do chairman Pedro Parente, disseram três fontes ao Pipeline. Na votação, os conselheiros Dan Ioschpe, José Luiz Osório, Luiz Fernando Furlan, Ivandré Monthiel e Marcos Bacci se manifestaram contrariamente. Augusto Cruz, Flávia Almeida, Flávia Bittencourt, Roberto Rodrigues e Parente votaram a favor — com o voto de qualidade do chairman, a matéria passou. A tramitação do processo nas instâncias de governança da companhia não foi simples. O tema foi discutido em três comitês da BRF e, em nenhum deles, teve votação unânime, lembra uma fonte. A dona da Sadia contou com um parecer do advogado societário Paulo Cezar Aragão, sócio-fundador do BMA, para apresentar a proposta. Fontes ouvidas pelo Pipeline argumentaram que, numa operação complexa como essa, nada mais justo que os acionistas — os verdadeiros donos do negócio — possam decidir o que fazer. Ao propor um aumento de capital aos acionistas, o que será votado em assembleia agendada para 17 de janeiro, a BRF poderá resolver o incômodo endividamento, um passivo que suga a geração de caixa da companhia para o pagamento de juros, penalizando os acionistas. A dona da Sadia não paga dividendos desde 2016. Com o aumento de capital, a alavancagem pode cair para menos de 2 vezes e proporcionar uma economia de juros de cerca de R$ 500 milhões. A emissão de ações sempre foi um tabu entre conselheiros da BRF, pela diluição potencial representada. Desta vez, o timing e a forma da proposta também intrigaram os membros mais resistentes. No frigir dos ovos, o aumento de capital pode permitir à Marfrig chegar a mais de 50% do capital da BRF sem pagar prêmio nem disparar a poison pill de 33,3%. No conselho, houve quem sugerisse à BRF uma alternativa, eventualmente buscando interessados em investir na companhia. Seria uma forma de evitar um takeover da Marfrig sem resistência, melhorando a posição dos minoritários. Além disso, alguns sustentaram que, apesar da alavancagem desconfortável, a companhia tem caixa suficiente e não corre qualquer risco de liquidez. Do outro lado, fontes lembram que o próprio conselho poderia resolvido a estrutura de capital em condições muito melhores, mas o conservadorismo do board impediu. Em maio de 2019, BRF e Marfrig chegaram a negociar uma fusão que, na prática, reduziria a alavancagem da dona da Sadia, mas uma ala majoritária do board resistiu enfaticamente. Na época, a fusão ainda traria um benefício que hoje parece inimaginável: os acionistas da BRF seriam donos de 85% da companhia resultante. Pelo preço de tela de hoje, as duas valem praticamente o mesmo, e com a diferença de que a Marfrig já abocanhou 32% da BRF. Atualmente, a dona da Sadia está avaliada em R$ 17,9 bilhões e a firma de Marcos Molina, em R$ 16,5 bilhões. A BRF também poderia ter captado recursos no mercado quando a ação estava a R$ 38, no segundo semestre de 2019. "Poderia ter captado mais e com diluição menor, mas o conselho não quis", recorda um analista. Não faltaram bancos de investimentos propondo um follow-on e o management também chegou a sugerir uma operação. Escaramuças à parte, o fato é que o mercado parece ter gostado do follow-on proposto pela BRF. Desde que a proposta se tornou pública, a ação da dona da Sadia subiu 7,9%.

VALOR ECONÔMICO


Marfrig pagará R$ 1,25 por ação em dividendos em 29 de dezembro

A Marfrig Global Foods informou na terça-feira (21) que pagará o valor de R$ 1,25 por ação em dividendos em 29 de dezembro, segundo comunicado divulgado ao mercado


Terão direito aos dividendos pessoas físicas e jurídicas inscritas como acionais da companhia na data-base de 21 de dezembro deste ano, respeitadas as negociações realizadas até essa data. A companhia também disse que os pagamentos serão realizados pelo Bradesco, e para os titulares de ADR, pelo Deutsche Bank.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Qualidade das lavouras piora mais no Paraná; safra de soja já registra perdas

A safra 2021/22 de soja do Paraná apresentou mais uma piora na qualidade das lavouras na última semana, mostraram dados do Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira, em meio à seca que atinge a região Sul, e analistas já veem perdas de produção no Estado


As áreas da oleaginosa consideradas boas são 57%, contra 71% na semana anterior. Já as lavouras em situação média estão em 30%, ante 23% na última avaliação, enquanto as áreas ruins já somam 13%. No milho verão, 77% das áreas eram avaliadas como boas até a semana passada. Agora, este número baixou para 63%. As áreas consideradas médias foram de 20% para 27% e 10% são vistas como ruins, avaliou o departamento. Nas últimas semanas, o órgão ligado ao governo estadual também reportou queda nos níveis de qualidade das lavouras em função das adversidades relativas ao clima. Os três Estados do Sul estão sob os impactos do fenômeno climático La Niña, que tem trazido chuvas abaixo da média e altas temperaturas em diversas regiões produtoras neste mês. O Deral divulgará sua projeção atualizada para a safra de grãos do Paraná na quarta-feira e os números devem refletir as primeiras perdas. “Amanhã divulgaremos os números atuais de produção. Bem provável que teremos algum reflexo dessas condições climáticas”, disse à Reuters o economista do Deral Marcelo Garrido. A analista da AgRural Daniele Siqueira disse que, na última semana, a consultoria cortou sua estimativa de produção de soja para o Paraná em 900 mil toneladas, e a expectativa passou a ser de 20,9 milhões de toneladas para esta safra. “De lá para cá, as perdas do oeste (paranaense) aumentaram substancialmente devido à continuidade do tempo quente e seco. O Sudoeste também está perdendo”, disse ela, ressaltando que o cenário deve desencadear um novo ajuste nas estimativas em janeiro. Na mesma linha, o analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Roque afirmou que a expectativa atual da consultoria indica produção de 21 milhões de toneladas de soja em 2021/22. Entretanto, em uma projeção preliminar, ele acredita em haverá uma queda em torno de 10%. “Acho que a gente pode começar a falar nisso. A situação está piorando dia após dia. Os dias estão secos e vão continuar secos no Sul. Se as previsões climáticas não mudarem, acho que a situação pode ficar mais complicada nesse ano”, alertou. Ele disse ainda que possivelmente houve replantio em algumas áreas do Paraná, mas em menor proporção, pois no período de semeadura o clima estava mais favorável. A previsão climática indica chuvas abaixo da média nos próximos dias na região Sul. No Oeste do Paraná, a projeção é de apenas 0,5 milímetro de chuva até o dia 28 de dezembro, enquanto no Noroeste a precipitação não vai passar de 1,5 mm no mesmo período.

Reuters


PR: após queda acentuada, derivados lácteos esboçam reação em dezembro

O novo fôlego foi puxado pelo desempenho do muçarela, queijo prato e leite UHT – produtos com maior peso no mix de comercialização entre os derivados


Os resultados foram apresentados na reunião do Conselho Paritário Produtores/Indústria de Leite do Paraná (Conseleite-PR), realizada na terça-feira (21), que aprovou o valor de referência projetado de R$ 1,7782 para o leite entregue em dezembro a ser pago em janeiro: alta de 2,17% maior que a projeção anterior. Principal derivado lácteo e que responde por mais de 51% do mix de comercialização, o muçarela tinha sofrido desvalorização de 10% em novembro, mas recompôs parte das perdas, com alta de 3,4% em dezembro. No caso do queijo prato, os preços tiveram recuperação de 1,4% neste mês, depois de terem caído 7,6% em novembro. Responsável por 21% dos derivados comercializados, o UHT seguiu a essa dinâmica: o produto despencou 10% no mês passado, mas reagiu e recompôs 6,4% das perdas. Outros itens comercializados em menor escala também reagiram, depois de terem perdido preço em novembro. É o caso, por exemplo, do requeijão, do parmesão, do provolone, da manteiga e da bebida láctea. Outros produtos, como o leite spot, o leite pasteurizado e o doce de leite atravessaram novembro e o início de dezembro em estabilidade. Uma das exceções foi o leite em pó, cujos preços tiveram alta significativa em dezembro, mas em razão da variedade do derivado: 95% do produto comercializado foi de leite em pó integral, que é mais caro. A reunião também registrou a troca na presidência do Conseleite-PR. Ronei Volpi, que comandava o colegiado representando o Sistema FAEP-SENAR-PR passou o bastão a Wilson Thiesen, indicado do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do Paraná (Sindileite-PR). Volpi passa a ocupar a Vice-Presidência do Consleite-PR até o fim de 2022, quando termina o biênio do atual mandato.

AGROLINK


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha com leve queda de 0,10%, a R$5,74 com BC

O dólar caiu ligeiramente frente ao real nesta terça-feira, apesar de mais uma intervenção do Banco Central no mercado à vista, com investidores mantendo-se cautelosos em meio à disseminação global da variante Ômicron da Covid-19 e a temores fiscais domésticos


A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário fechou em baixa de 0,10%, a 5,7394 reais. Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,10%, a 5,7480 reais. No acumulado do ano, a moeda sobe 10,55% ante o real. Enquanto isso, no âmbito local, o foco estava sobre o Orçamento de 2022, em meio à percepção de participantes do mercado de que há grande pressão por mais gastos no ano que vem. Na terça-feira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o parecer do relator-geral da Lei Orçamentária Anual (LOA), deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que prevê 4,9 bilhões de reais para o fundo eleitoral --conhecido como fundão-- e ainda reserva 1,7 bilhão de reais para reajuste de policiais. "Já temos um problema fiscal e, com mais pressão por gastos em 2022, gera uma pulga atrás da orelha" dos participantes do mercado, disse Schroeder. No cenário repleto de riscos, tanto locais quanto internacionais, Schroeder, da Câmbio Curitiba, acredita ser improvável que o dólar encerre o ano em linha com as projeções da última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada na véspera, que estima taxa de câmbio de 5,60 reais ao fim de 2021. Em vez disso, disse ele, a moeda deve acabar dezembro na faixa dos 5,70. O Banco Central vendeu nesta sessão 500 milhões de dólares em leilão de moeda à vista, a quinta operação do tipo nos últimos oito pregões, o que, segundo participantes do mercado, teve objetivo de fornecer liquidez.

Reuters


Ibovespa fecha em leve alta impulsionado pelo exterior

Em dia de liquidez reduzida, tanto nos mercados globais quanto locais, o Ibovespa oscilou menos de mil pontos entre as máximas e as mínimas observadas na terça-feira e fechou o pregão em leve alta, impulsionado pelo exterior


O Ibovespa foi negociado em território positivo ao longo de todo o dia e, após ajustes, terminou a sessão aos 105.499,88 pontos, em valorização de 0,46%. O volume negociado dentro do índice foi de R$ 15,70 bilhões hoje, giro bastante inferior à média diária anual de 2021, de R$ 24 bilhões. Em Nova York, após três sessões seguidas de perdas, os índices acionários exibiram um movimento de recuperação e fecharam em alta firme. O S&P 500 subiu 1,78%, o Dow Jones avançou 1,60% e o Nasdaq registrou ganhos de 2,40%. Na Europa, o Stoxx 600 saltou 1,42%.

VALOR ECONÔMICO


Arrecadação federal sobe 1,41% em novembro, a R$157,340 bi

A arrecadação do governo federal teve alta real de 1,41% em novembro sobre igual mês do ano passado, a 157,340 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na terça-feira


O resultado foi o maior para o mês desde 2014 (157,565 bilhões de reais), conforme série da Receita corrigida pela inflação. De janeiro a novembro, o crescimento real da arrecadação foi de 18,13%, a 1,685 trilhão de reais, desempenho mais forte para o período na série iniciada em 1995.

Reuters


Brasil tem recorde de 29% dos desempregados em busca de trabalho há mais de 2 anos, aponta Ipea

Desemprego de longo prazo atinge três em cada dez dos 13,5 milhões de desempregados do País, o maior nível já registrado; período longo fora do mercado de trabalho reduz as chances

de retomar o nível de renda


O desemprego de longo prazo alcançou patamar recorde no País no terceiro trimestre. Quase 30% dos cerca de 13,5 milhões de desempregados estavam em busca de uma vaga há mais de dois anos, maior porcentual de pessoas nessa situação em toda a série histórica iniciada em 2012, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Além disso, o emprego sem carteira assinada cresceu mais do que o trabalho com carteira em todas as atividades econômicas que abriram vagas em relação a um ano antes. O aumento do tempo de permanência no desemprego é mais um indício de que a situação do mercado de trabalho continua desafiadora, apontou o Ipea. No pré-pandemia, no primeiro trimestre de 2020, o porcentual de desempregados em busca de trabalho há dois anos ou mais era de 23,9%. Essa proporção alcançou um ápice de 28,9% no terceiro trimestre de 2021. Segundo Maria Andreia Lameiras, uma das autoras do levantamento do Ipea, quanto mais tempo o trabalhador fica sem emprego, mais ele sofre desconfianças sobre ter as habilidades necessárias para novas vagas. Houve aumento também na proporção de pessoas buscando emprego há pelo menos um ano, mas menos que dois anos, de uma fatia de 12,6% dos desempregados no primeiro trimestre de 2020, pré-pandemia, para 19,5% no terceiro trimestre deste ano. Por outro lado, houve redução na proporção de desempregados mais recentes, que estão nessa condição há menos de um mês (de 18,0% para 11,0%) ou há mais de um mês, mas menos de um ano (de 45,5% para 40,6%). “Quanto mais tempo as pessoas ficam sem trabalho, mais difícil fica de arrumar emprego”, disse Rodolpho Tobler, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). “Isso afeta não só a vida das pessoas como até a produtividade da economia, porque esses desempregados vão perdendo a sua capacidade produtiva”, disse Tobler. De acordo com a Pnad Contínua, a taxa de desemprego foi de 12,6% no terceiro trimestre, ante 14,9% um ano antes. O total de empregos com carteira assinada no setor privado cresceu 5,9% no terceiro trimestre de 2021 ante o terceiro trimestre de 2020. No mesmo período, o montante de profissionais sem carteira assinada no setor privado aumentou 18,5%. A expectativa para os próximos meses é "de um crescimento menos acentuado da ocupação em 2022, refletindo um desempenho mais moderado da atividade econômica".

Para Rodolpho Tobler, do Ibre/FGV, não há perspectiva de que a taxa de desemprego volte ao patamar de um dígito: ele prevê que desça a 12,3% no quarto trimestre deste ano, mas encerre 2022 ainda por volta de 12%.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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