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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 345 DE 31 DE MARÇO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 345 |31 de março de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Em SP, PR e MS os preços da arroba permanecem estáveis

“As cotações da arroba seguem com tendência de alta nas principais regiões produtoras do País, sobretudo nas praças que atendem ao mercado externo”, afirmou a consultoria S&P Global


No entanto, apesar da especulação altista no mercado do boi gordo, muitas indústrias ainda atuam com cautela, de olho na dinâmica do consumo interno de carne bovina, que continua derrapando. O monitoramento da S&P Global Commodity Insights captou tentativas de limitar movimentos maiores de altas na arroba, sobretudo nas cotações dos animais voltados ao mercado doméstico. “Essa categoria animal (“boi comum”) permanece com oferta folgada, porém o apetite comprador por parte das indústrias é ajustado devido às grandes dificuldades em escoar a produção no atacado/varejo”, ressaltam os analistas. O mercado segue balizado pela aquecida demanda internacional, sobretudo da China, que depois de derrubar o embargo ao produto brasileiro intensificou as suas compras no País. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nos primeiros dias desta semana, a cotação do boi gordo abatido em São Paulo reagiu, alargando as escalas de abate dos frigoríficos locais. Os preços de compra de boiada gorda seguiram estáveis na quinta-feira. O macho terminado é negociado por R$ 287/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilhas gordas são vendidas por R$ 257 e R$ 275 (preços brutos e a prazo), informou a Scot. Para o “boi-China”, a oferta média está em R$ 300/@. Pelo levantamento da S&P Global Commodity Insights, em SP, PR e MS, os preços da arroba permanecem estáveis, “porém o viés de alta é animador para o mês de abril”. “As condições de pasto ajudam a manter o gado nas propriedades sem riscos de perda de peso e qualidade, ao passo em que pecuaristas galgam melhores condições de preços”, afirmam os analistas. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 258/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 259/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca R$ 236/@ (prazo);; RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos estável no PR e SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (29), os preços não mudaram no Paraná (R$ 6,44/kg), nem em São Paulo (R$ 6,76/kg). Houve queda de 0,15% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,76/kg, baixa de 0,30% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,67/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,37/kg. Com a chegada do final do mês de março, as principais bolsas que negociam suínos no mercado independente registraram quedas nas cotações, com exceção de São Paulo, que manteve estabilidade.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: maioria das praças com queda nos preços

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 23/03/2023 a 29/03/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,68%, fechando a semana em R$ 6,44/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,49/kg vivo", informa o Lapesui


Em São Paulo o mercado teve acordo de R$ 7,20/kg vivo, mantendo o mesmo preço praticado na semana anterior, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, houve recuo, saindo de R$ 6,80/kg vivo na semana passada para R$ 6,50/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 6,87/kg vivo para R$ 6,63/kg vivo nesta semana.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Com menor procura e oferta elevada, preço da carne suína cai em março

Os valores da carne suína estiveram em queda durante todo mês de março no mercado atacadista da Grande São Paulo


De acordo com os colaboradores do Cepea, a pressão sobre os preços da proteína veio da menor procura e da oferta elevada – e, agora, no encerramento do mês, o movimento de baixa nos valores foi intensificado, como típico para o período. Assim, na parcial de março (até o dia 28), dados do Cepea mostram que a carcaça especial suína é comercializada à média de R$ 10,71/kg, forte retração de 4,7% frente à registrada em fevereiro.

Cepea


FRANGOS


Preços do frango em estabilidade no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,49%, chegando a R$ 6,12/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,92/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,30/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (29), houve recuo de 1,49% para a ave congelada, valendo R$ 6,59/kg, enquanto o frango resfriado subiu 2,01%, fechando em R$ 6,60/kg.

Cepea/Esalq


Agricultura suspende feiras que tenham aves vivas para conter gripe aviária

Medida valerá por 90 dias, com possibilidade de extensão do prazo


Na quinta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou portaria com medidas de reforço à prevenção da entrada do vírus da gripe aviária no Brasil. O país não conta, até o momento, com nenhum caso da doença, mesmo tendo seis países fronteiriços na América do Sul com surtos de influenza aviária. Nesta semana, o Ministério da Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já havia trazido informações a respeito de "propostas dos pesquisadores que integram a RedeVírus MCTI em termos de ações e recomendações prioritárias de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o enfrentamento da gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1)".

"PORTARIA MAPA Nº 572, DE 29 DE MARÇO DE 2023 Estabelece, em todo o território nacional, medidas preventivas em função do risco de ingresso e de disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade no país. O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA SUBSTITUTO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, tendo em vista o disposto no Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, no Decreto nº 11.332, de 1º de janeiro de 2023, com base no inciso III do art. 1º do Decreto nº 8.851, de 20 de setembro de 2016, e o que consta do Processo nº 21000.021268/2023-50, resolve:

Art. 1º Fica suspensa, em todo território nacional, a realização de exposições, torneios, feiras e demais eventos com aglomeração de aves.

Art. 2º Fica suspensa, em todo o território nacional, a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados segundo a Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007.

Parágrafo único. A suspensão não implicará em prejuízos à certificação concedida aos estabelecimentos de produção orgânica pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Art. 3º A suspensão de que tratam os arts. 1º e 2º aplica-se a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades.

Art. 4º A suspensão de que tratam os arts. 1º e 2º terá duração de 90 (noventa) dias, podendo ser prorrogada mediante avaliação da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MAPA


Sindiavipar elege nova presidência

O empresário Roberto Kaefer foi escolhido para ocupar a presidência do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), informou a entidade nesta semana


A eleição, que ocorreu na segunda-feira (27), em Curitiba, teve chapa única e a diretoria, que tomou posse logo após o pleito, vai comandar o sindicato para o triênio 2023-2026. A posse aconteceu na sequência, na sede da entidade. Kaefer, que é fundador e presidente da Globoaves – uma das maiores empresas brasileiras na produção e exportação de ovos férteis e pintinhos –, assume a presidência no lugar de Irineo da Costa Rodrigues, da Lar Cooperativa Agroindustrial. Na gestão anterior, Kaefer ocupava o posto de tesoureiro do sindicato. O novo presidente ressaltou a importância de dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido no Sindiavipar, com foco principalmente na sanidade avícola, mantendo longe o risco da influenza aviária do plantel paranaense. “Esse é o foco principal agora”, disse em comunicado, ressaltando a parceria com as autoridades do setor para dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo realizado para evitar riscos aos animais e à indústria avícola no Paraná, principalmente na atenção à biosseguridade nos plantéis de aves comerciais.

CARNETEC


EMPRESAS


Cooperativas agropecuárias do paraná cresceram 18,49% em 2022. Faturamento atingiu R$ 160 bilhões

As 62 cooperativas agropecuárias paranaenses registradas no Sistema Ocepar encerraram 2022 alcançando faturamento de R$ 160 bilhões, valor 18,49% superior ao obtido no ano anterior


A maior parte desse montante é procedente dos produtos industrializados (39%), seguido dos in natura (30%), insumos (27%), bens de fornecimento/consumo (2%) e prestação de serviços (1%). Entre os itens industrializados, 49% são de origem vegetal, 48% origem animal e 3% origem mineral. As maiores fontes geradoras de receita foram, respectivamente: complexo soja (27,413%); defensivos, fertilizantes e corretivos (18,974%); aves (11,777%); cereais (11,696%) e suínos (5,444%). Os dados constam no cenário consolidado do cooperativismo agropecuário paranaense referente ao exercício de 2022, elaborado pela Coordenação de Monitoramento do Sescoop/PR. Ainda de acordo com o levantamento, as exportações do ramo somaram US$ 7,6 bilhões, o que representa um aumento de 20,8% em relação ao ano anterior. A balança comercial cooperativista fechou o exercício em US$ 6,6 bilhões. Já o patrimônio líquido chegou a R$ 37,2 bilhões. O tamanho do cooperativismo agropecuário paranaense, mensurado pelo total de ativos, atingiu R$ 115,3 bilhões, 21,5% de crescimento no ano. O resultado gerado em 2022 (sobras) foi positivo, contabilizando R$ 6,7 bilhões, o que representa um crescimento de 13,5% em comparação ao ano anterior. “Percebeu-se o crescimento do impacto financeiro sobre as cooperativas agropecuárias, trazido principalmente pela alta taxa de juros. Em 2021, o resultado financeiro consumia 1,5% da movimentação econômica do ramo. Em 2022, consumiu 2,5%, ou seja, aumento de 1 ponto percentual”, ressalta o Coordenador de Monitoramento do Sescoop/PR, João Gogola Neto. O segmento registrou ainda expansão de 4,1% no quadro social. Assim, o ano passado foi finalizado 199.203 cooperados.

OCEPAR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Deral eleva colheita de soja do Paraná a 22,17 mi t; reduz previsão para milho 2ª safra

A safra de soja do Paraná 2022/23 foi estimada na quinta-feira em 22,17 milhões de toneladas, apontou o Departamento de Economia Rural (Deral), elevando a projeção em 1,3 milhão de toneladas na comparação com a previsão divulgada do início do mês


O órgão da Secretaria de Agricultura do Paraná ainda reduziu a previsão de segunda safra de milho para 14,7 milhões de toneladas, versus 15,38 milhões anteriormente, em meio a um atraso do plantio. Já o trigo, cujo plantio deve começar em breve, teve a safra estimada em 4,5 milhões de toneladas, alta de 32% ante temporada passada, considerando um aumento na área plantada de 13% ante o ano passado, para 1,36 milhão de hectares.

REUTERS


Paraná deve colher a maior safra de soja da história, estima Deral

Volume de soja deve ser 82% superior ao do ciclo anterior, segundo relatório mensal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento


O relatório mensal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da SEAB-PR, na quinta-feira (30), reforça o recorde esperado para a produção de soja na safra 2022/2023. Segundo os técnicos, o Paraná deve produzir 22,18 milhões de toneladas do grão em uma área de 5,76 milhões de hectares. O volume é 82% superior ao do ciclo 2021/2022. A produtividade desta atual safra é de 3.845 kg por hectare. O Chefe do Deral, Marcelo Garrido, explica que esse bom desempenho se deve, especialmente, às condições climáticas favoráveis. Nesta semana, a colheita chegou a 77% da área, índice que, apesar de estar atrasado comparativamente a safras anteriores, não deve prejudicar a qualidade do produto. Cerca de 90% das lavouras estão em boas condições e 10% em condições medianas. A área, estimada em 5,76 milhões de hectares, é semelhante à do ciclo passado, com um crescimento de 2%. Segundo o analista do Deral Edmar Gervásio, com a produção recorde prevista para essa atual safra, o Paraná aumenta sua participação na produção nacional de soja, passando a representar em torno de 15% do total – nas safras anteriores, esse índice variava entre 12% e 14%. O preço recebido pelo produtor pela saca de soja (60 kg) apresentou queda nas últimas semanas. Na semana passada, o grão foi comercializado por R$ 144,30, 9% a menos do que em fevereiro de 2023 e 24% a menos do que em março de 2022. De acordo com Gervásio, esta queda está diretamente ligada a uma grande oferta da oleaginosa no mercado. “Aliado a isso, os preços neste mês no mercado internacional estão menores quando comparados a fevereiro de 2023. Com uma superprodução, junto com problemas logísticos de escoamento, os armazéns estão lotados e isso tende a pressionar os preços”, explica.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista cai pela quinta sessão, Com arcabouço fiscal

Em um dia marcado por agenda cheia, o dólar fechou em baixa ante o real na quinta-feira, pela quinta sessão consecutiva, com investidores reagindo positivamente à divulgação do novo arcabouço fiscal e em meio à leitura de que o país segue atrativo ao capital externo


A expectativa pelo novo arcabouço, que começou a ser divulgado no fim da manhã. Mas à medida que os detalhes da proposta foram saindo, o mercado avaliou positivamente as novas regras, o que abriu espaço para mais um dia de queda da moeda norte-americana. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0978 reais na venda, em queda de 0,73%. Nas cinco últimas sessões, a moeda norte-americana acumulou baixa de 3,63%. Na B3, às 17:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,88%, a 5,0940 reais. Este movimento, conforme profissionais ouvidos pela Reuters, também foi favorecido pelo elevado o fluxo de investimentos para o país. "O mercado ainda está digerindo o arcabouço, mas a princípio foi positivo", comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. A proposta do governo para o novo arcabouço fiscal terá uma trava para impedir que os gastos federais cresçam mais do que a arrecadação, mas contará também com um limite mínimo para a evolução das despesas, de acordo com o Ministério da Fazenda, em regra que contará com metas flexíveis para o resultado primário. Conforme antecipado pela Reuters, a medida estabelece que as despesas públicas não poderão crescer mais do que 70% da variação das receitas. "Saiu melhor que era esperado. Contém limite de despesas, gatilho para correção de rumo e incentivo para aumentar a arrecadação", afirmou Alexandre Manoel, economista-chefe na AZ Quest, em comentário enviado a clientes. Também pela manhã, a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central não mudou a avaliação de que a Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano, tem pouco espaço para cair no curto prazo. Como a visão é de que os juros nos EUA, por outro lado, não subirão tanto, o Brasil segue atrativo para os investidores estrangeiros. "Os EUA estão com o dilema de não aumentar juros. E o Brasil não reduz a taxa. O que sobra é o maior juro real do mundo. Isso atrai investidor", resumiu Rugik.

REUTERS


Ibovespa sobe 1,9% após anúncio de regra fiscal

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, confirmando o quinto pregão seguido no azul, após a divulgação do novo arcabouço fiscal do país pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,89%, a 103.713,45 pontos. Apesar do avanço de 5,91% nessa série de altas, ainda caminha para um desempenho negativo em março, de 1,16% até o momento. O volume financeiro no pregão somou 23,9 bilhões de reais, melhor do que nas sessões anteriores, mas ainda um pouco abaixo da média diária do mês, de 25,6 bilhões de reais. A nova regra fiscal proposta pelo governo terá uma trava para impedir que os gastos federais cresçam mais do que a arrecadação, mas contará também com um limite mínimo para a evolução das despesas e com metas flexíveis para o resultado primário, conforme divulgou o Ministério da Fazenda. O texto traz um piso para gastos com investimentos públicos e não inclui gatilhos específicos para redução de despesas, cabendo ao governo em exercício decidir politicamente quais áreas sofrerão cortes em caso de necessidade. Foi destacado positivamente o fato de o limite de 70% de aumento de gastos em relação ao crescimento de receitas ser baseado na trajetória de receitas dos últimos 12 meses e não em alguma projeção arbitrária. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse mais cedo que a proposta deve ser enviada para apreciação do Congresso Nacional na próxima semana. Ele apresentou o texto aos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e lideranças partidárias antes da divulgação oficial na quinta. O anúncio amplamente aguardado no mercado acabou tendo um efeito de baixa na curva futura de juros, o que também beneficiou ações na bolsa paulista. Enrico Cozzolino, sócio e chefe de análise da Levante Investimentos, destacou que o arcabouço traz um direcionamento mais claro sobre a trajetória da dívida. Ainda assim, ele cita como um fator de preocupação a possibilidade de as despesas crescerem mesmo em um ano de queda de arrecadação do governo. No exterior, Wall Street também teve uma sessão positiva, corroborando com a performance do Ibovespa.

REUTERS


IGP-M tem variação positiva de 0,05% em março e taxa em 12 meses vai a mínima em 5 anos, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir em março após registrar queda no mês anterior, mas reduziu o avanço acumulado em 12 meses para o menor patamar em mais de cinco anos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira


O IGP-M teve variação positiva de 0,05% neste mês, após recuar 0,06% na leitura anterior, passando a acumular alta de 0,17% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de alta mensal de 0,15%. "O IGP-M acumulado em 12 meses segue em desaceleração e registra a sua menor taxa desde fevereiro de 2018, quando apresentara queda de 0,42%", afirmou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 0,12% em março, após queda de 0,20% em fevereiro. Os Bens Intermediários aceleraram a queda para 1,08% em março, de recuo de 0,98% em fevereiro, com menor pressão dos materiais e componentes para a manufatura. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, intensificou a alta para 0,66% em março, de 0,38% no mês anterior. "A variação do IPC acelerou devido à volta da cobrança dos tributos federais sobre a gasolina, cujo preço subiu em média 6,52%", explicou Braz. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,18% no período, de 0,21% antes. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS


Confiança de serviços no Brasil avança em março, diz FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil teve alta de 2,6 pontos em março, influenciada tanto pela melhora da percepção dos empresários sobre a situação corrente quanto pelas expectativas para os próximos meses, mostraram dados divulgados na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) ficou em 91,7 pontos, maior nível desde dezembro do ano passado (92,2 pontos). No entanto, a recuperação vista foi apenas parcial. "Após cinco meses de quedas consecutivas, confiança do setor de serviços subiu. Apesar do resultado positivo, a confiança recupera apenas cerca de 20% do que foi perdido nos últimos meses. Há uma percepção de melhora disseminada nos dois horizontes temporais, mas ainda concentrada em alguns segmentos e por isso ainda é cedo para imaginar uma reversão da tendência negativa", explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. "Os efeitos da desaceleração econômica ainda se mantêm presentes com um nível de atividade ainda mais fraco da atividade influenciado pela manutenção das elevadas taxas de juros, resistência da inflação e incerteza político econômica", acrescentou. O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, subiu 2,1 pontos, para 93,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, teve alta de 3 pontos, a 90,4 pontos.

REUTERS


BC melhora projeção de crescimento do PIB para 1,2% em 2023, ante 1,0%

O Banco Central aumentou sua projeção de crescimento econômico em 2023 a 1,2%, contra patamar de 1,0% estimado em dezembro, conforme Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira


O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê expansão de 1,61% para o PIB este ano, enquanto o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 0,9% em 2023. Em relação à política monetária, o BC reiterou mensagem da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de que não hesitará em retomar ajustes na taxa básica de juros se necessário. Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano.

REUTERS


Crédito deve crescer 7,6% neste ano, prevê Banco Central

O Banco Central (BC) prevê que o volume de crédito bancário crescerá 7,6% em 2023, contra previsão anterior de 8,3%, divulgada em dezembro do ano passado. A nova projeção continua indicando “um processo de desaceleração no ritmo de crescimento do crédito compatível com o ciclo de aperto monetário”


As informações são do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgado na quinta-feira (30/03). Segundo o documento, o recuo da projeção foi determinado pelo crédito livre, que deve apresentar expansão de 7,1%. A projeção anterior era 8,6%. O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. Em relação às pessoas físicas (PF), o aumento esperado este ano para o estoque do crédito com recursos livres caiu de 9% para 8%. Segundo o BC, essa revisão incorpora o avanço da inadimplência e os níveis elevados de endividamento e comprometimento de renda. A inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) ficou em 6,1% em fevereiro, para pessoa física. O endividamento das famílias - relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses - ficou em 48,8% em janeiro. Já o comprometimento da renda - relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período - ficou em 27,1% em janeiro. No caso do crédito livre para empresas, a projeção foi revisada de 8% para 6%, “já considerando o ambiente de maior aversão ao risco no curto prazo em decorrência de eventos específicos relacionados a empresas de grande porte”. A desaceleração do crédito livre foi parcialmente contrabalançada pelo ritmo de crescimento mais forte do crédito direcionado. A projeção para esse segmento é de crescimento de 8,3%, contra a estimativa anterior de 8%. A projeção para pessoas físicas é 9% e jurídicas, 7%. “Os dados do mercado de crédito divulgados desde o relatório anterior vieram aquém do esperado, em especial nos segmentos com recursos livres, o que contribuiu para que o saldo do crédito encerrasse o ano de 2022 com crescimento interanual de 14%, abaixo da projeção de 15,1%. A diminuição no ritmo de crescimento do crédito em relação ao registrado em 2021, 16,4%, refletiu o impacto do ciclo de alta da Selic e o arrefecimento da atividade econômica no fim de 2022”, completou o BC.

Agência Brasil


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