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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 311 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 311 |09 de fevereiro de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Sobe a cotação do “boi-China” nas praças de São Paulo

Preço do animal com padrão de exportação ao mercado chinês chegou a R$ 290/@, apurou a Scot Consultoria; macho "comum" segue valendo R$ 280/@ em SP


O preço do “boi-China” subiu R$ 5/@ na quarta-feira (8/2), em São Paulo, a R$ 290/@ (preço bruto e a prazo), apurou a Scot Consultoria. As demais categorias registraram estabilidade no mercado paulista, acrescentou a Scot. O boi gordo “comum”, destinado ao mercado doméstico, seguiu valendo R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas por R$ 261/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Já segundo dados levantados pela S&P Global, o desequilíbrio entre oferta e demanda de animais derrubou os preços da arroba bovina nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Nas demais praças pecuárias do País, as cotações do boi gordo seguiram estáveis na quarta-feira. Nas praças do Norte/Nordeste, enquanto os frigoríficos exerceram forte pressão sobre a arroba, os pecuaristas locais elevam expressivamente a disponibilidade de fêmeas nas operações de venda, sobretudo vacas. Segundo a consultoria, o movimento de descarte de fêmeas espalhou-se em todas as regiões pecuárias do País, porém, neste momento, observa-se uma queda maior nos preços dos animais que são abatidos nas regiões Norte e Nordeste. No mercado atacadista, os preços dos cortes bovinos registraram incremento na quarta-feira, fundamentados pela gradual retomada das vendas, que são estimuladas pelo período de maior poder aquisitivo da população (recebimento dos salários de início de mês), bem como feriado prolongado de Carnaval, relatou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 266/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 245/@ (prazo) vaca a R$ 234/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 269/@ (prazo) vaca R$ 23/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (prazo); PA-Marabá: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 247/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suíno vivo com alta de 4,98%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 142,00/R$ 156,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,93%/2,73%, cotada em R$ 10,80/kg/11,30/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve aumento de 0,91% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,76/kg, avanço de 3,66% no Paraná, custando R$ 6,79/kg, incremento de 0,60% no Rio Grande do Sul, subindo para R$ 6,71/kg, crescimento de 1,63% em Santa Catarina, precificado em R$ 6,86/kg, e de 4,98% em São Paulo, fechando em R$ 7,59/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Preços estáveis no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,47%, custando R$ 6,40/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), a ave congelada teve alta de 0,31%, chegando em R$ 6,57/kg, enq2uanto o frango resfriado subiu 0,15%, fechando em R$ 6,61/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne de frango crescem 20,6% em janeiro, aponta ABPA

Receita é 38,9% maior em relação a janeiro de 2022


As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 420,9 mil toneladas no mês de janeiro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde para o mês e supera em 20,6% o total exportado no primeiro mês de 2022, com 349,1 mil toneladas. O resultado em dólares das exportações do mês chegou a US$ 856,6 milhões, número 38,9% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 616,9 milhões. Principal destino das exportações da carne de frango do Brasil, a China importou 60,2 mil toneladas em janeiro, número 24,7% maior do que o registrado no mesmo período de 2022, com 48,3 mil toneladas. Outros destaques foram o Japão, com 37,7 mil toneladas (+23,1%), Arábia Saudita, com 32,4 mil toneladas (+111,3%), África do Sul, com 29,5 mil toneladas (+15,7%) e União Europeia, com 21,8 mil toneladas (+20,4%). “Houve incremento das vendas em praticamente todos os grandes destinos das exportações avícolas do Brasil. O contexto internacional, com oferta pressionada, entre outros motivos, pelas consequências geradas pela Influenza Aviária em diversos territórios, aumentou a demanda pelo produto brasileiro. Apesar da elevação da receita em dólares, há ainda forte pressão dos custos de produção sobre os produtos, o que poderá influenciar o comportamento das vendas em dólares nos próximos meses”, destaca o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, lembrando que o Brasil nunca registrou e segue livre de Influenza Aviária em seu território.

ABPA


Eslováquia relata surto de gripe aviária H5N1

A Eslováquia registrou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 em uma fazenda na parte ocidental do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal, com sede em Paris, na segunda-feira


O surto perto da cidade de Galanta matou 1.530 aves de um bando de 5.665, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde eslovacas. Um número recorde de galinhas, perus e outras aves morreram em surtos da doença altamente contagiosa na Europa no ano passado e o vírus está se espalhando nos Estados Unidos, América do Sul, África e Ásia.

REUTERS


Nepal detecta gripe aviária H5N1 em fazenda, diz WOAH

O Nepal relatou um surto da cepa altamente patogênica H5N1 da gripe aviária em uma granja perto da capital Katmandu, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) na segunda-feira. A doença matou 2.909 galinhas poedeiras e o restante do rebanho de 7.500 foi abatido, disse a WOAH em nota, citando informações das autoridades nepalesas.

REUTERS


EMPRESAS


Cocamar presta contas de 2022 e mira faturar R$ 13,7 bi neste ano

Negócios com insumos agropecuários e produtos ao varejo devem manter forte ritmo de expansão. Cooperativa vai lançar uma linha de carnes nobres com marca própria


Durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) de prestação de contas do exercício 2022, promovida em Maringá, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial anunciou também os seus planos para 2023. A expectativa é que o faturamento evolua para R$ 13,7 bilhões neste ano, ante os R$ 11,1 bilhões do exercício 2022. Contribuem, para isso, a previsão de uma supersafra de soja no atual ciclo (2022/23) nas regiões onde atua – estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul -, e o crescimento de todos os setores da cooperativa. Os negócios com insumos agropecuários e produtos ao varejo, por exemplo, devem manter seu forte ritmo de expansão. No ano passado, o primeiro faturou R$ 3,3 bilhões e, o segundo, R$ 1,2 bilhão, enquanto a Cocamar Máquinas, concessionária John Deere, R$ 860 milhões. Outra área em destaque é de combustíveis: além de fornecer óleo diesel aos cooperados, a Cocamar passou a comercializar etanol e, no ano passado, inaugurou uma indústria de biodiesel em Maringá e ampliou a sua rede de postos de abastecimento em várias cidades da região noroeste paranaense. Durante a AGO, o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, informou que a cooperativa pretende avançar no fornecimento de carnes nobres ao mercado, com marca própria, e em estudos para viabilizar uma nova opção de renda aos cooperados, a piscicultura. A expansão da rede de unidades de atendimento é outra prioridade da Cocamar, em 2023. São mais de 110 em operação, atualmente, nos três estados, servindo a cerca de 20 mil produtores cooperados.

FOLHA DE LONDRINA


Minerva confirma que compra do Breeders and Packers saiu por US$ 40 milhões

Em comunicado divulgado ao mercado na quarta-feira, a Minerva Foods confirmou que aprovou a compra do Breeders and Packers Uruguai por US$ 40 milhões em reunião do conselho realizada em 30 de janeiro deste ano


A notícia foi antecipada pelo Pipeline, site de negócios do Valor, que informou à época que a empresa uruguaia registrou receita de cerca de US$ 265 milhões no ano passado, com uma margem Ebitda da ordem de 5%. A Minerva está pagando um múltiplo (EV/Ebitda) de 4 vezes pelo ativo, mas as sinergias operacionais e comerciais podem deixar a compra mais barata, levando o múltiplo para 2,5 vezes em 18 meses com a melhora dos resultados, disse uma fonte na ocasião.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Exportação de milho bate recorde e acende sinal de alerta no setor de carnes

A exportação brasileira de milho registrou recorde em janeiro. Foram exportadas 6,35 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O número é mais que o dobro do que foi exportado em janeiro de 2022, que ficou em 2,73 milhões de toneladas. É também um recorde para o primeiro mês do ano. Até então, o volume máximo embarcado para o exterior no primeiro mês do ano foi de 4,4 milhões de toneladas em 2016.


No Porto de Paranaguá, no Paraná, uma das principais saídas do milho brasileiro com destino ao exterior, os embarques do grão chegavam a 569 mil toneladas, até o dia 29 de janeiro. O volume é 161% superior que as 218.358 toneladas exportadas pelos terminais paranaenses durante os 31 dias do mesmo mês de 2022. Para o analista da consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari, embora não seja correto comparar os números atuais com a safra 2021/2022, que teve quebra e, por conta disso, a exportação do milho foi fraca, está havendo, de fato, um embarque forte e recorde. “A elevação dos embarques se deve às dificuldades da Ucrânia em exportar devido à guerra, à forte quebra de safra da Europa em 2022, o esgotamento da oferta na Argentina, o baixo estoque nos Estados Unidos e alguma compra da China no Brasil”, explica Molinari. Ele esclarece que a China não é um comprador tradicional de milho brasileiro, mas com o acordo sanitário firmado entre os dois países em agosto do último ano, ficou mais fácil para o Brasil exportar milho para o país asiático. A China é a maior compradora de milho do mundo e flexibilizou as exigências sanitárias em relação ao Brasil para reduzir a dependência dos Estados Unidos na importação do produto. Os principais destinos do milho produzido pelos brasileiros continuam sendo Europa, Irã, Vietnã, Egito e Colômbia. Para Molinari, as perspectivas de futuro para o mercado de exportação do milho vão depender das safras dos EUA, Europa e Ucrânia durante este ano. “Com boas safras nestas localidades, a demanda pelo milho brasileiro tende a se acomodar no segundo semestre”, acredita. Especificamente no Paraná, importante produtor de carnes suína e de frango, o aumento da destinação do milho para o mercado externo pode ser um sinal de alerta. O milho é a principal alimentação dessas criações. “O Paraná não é um grande exportador de milho exatamente porque tem a cadeia da carne e boa parte de sua produção é destinada ao consumo interno para a alimentação de aves e suínos”, explica Edmar Gervásio, analista do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura (Deral). Segundo ele, os aumentos nos embarques devem ser provenientes, principalmente, do milho produzido no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Segundo Gervásio, o Paraná exporta normalmente apenas 10% de sua produção de milho, que é o excedente. Por isso, ele não vê risco de desabastecimento do grão para a avicultura e suinocultura. Já Paulo Molinari, da Safras & Mercado, acha que o risco existe. “No primeiro semestre há, sim, este risco regional até a entrada da safrinha”, alerta. “Infelizmente, os consumidores internos de milho não são proativos, ignoram estatísticas, não competem com os exportadores e isto, mais à frente, acaba custando caro, ou seja, há alta de preços ou a escassez de oferta”, contextualiza. A exemplo do Deral, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) não vê motivos para faltar milho. “A exportação está aumentando, mas a produção também está. Enquanto a exportação do milho deve crescer cerca de 8%, chegando a 45 milhões de toneladas, a produção deve crescer 10%, totalizando 126 milhões de toneladas”, observa Luis Rua, diretor de mercados da entidade. “A suinocultura e a avicultura consomem entre 60 e 65 milhões de toneladas de milho e devem ter seu suprimento garantido”, acredita.

GAZETA DO POVO


Trigo pela costa brasileira, Porto Ponta do Félix em Antonina destaca operação inédita

O Porto Ponta do Félix, localizado em Antonina, litoral do Paraná, concluiu na quarta-feira (08) uma operação inédita: a sua primeira navegação por cabotagem para a expedição do transporte de trigo. O cereal - produzido no Paraná e comercializado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa - tem como destino os moinhos do Ceará. No total, foram embarcadas 15 mil toneladas do produto

Segundo o Presidente do Porto Ponta do Félix, Gilberto Birkhan, a operação abre espaço para o aumento na movimentação de grãos e cereais pelo terminal. "A navegação de cabotagem ainda é pouco explorada no Brasil, e é uma forma de movimentar as riquezas produzidas pelo agronegócio pelo transporte marítimo. Esta é uma ótima opção quando a distância entre a origem e o destino ultrapassa 1500 quilômetros", explica Birkhan. Até o ano passado, a modalidade era realizada apenas por navios de bandeira brasileira. A Lei da Cabotagem derrubou esta exigência e liberou progressivamente o uso de navios estrangeiros no país. "As novas regras devem estimular a navegação na costa brasileira, elevando a oferta de embarcações e reduzindo os custos do setor", destaca Birkhan. Para realizar a operação, o Porto Ponta do Félix possui a liberação, emitida pelo governo federal, para operar mercadorias em tráfego de cabotagem. Neste ano, o Porto Ponta do Félix prevê aumentar em 65% a movimentação de cargas. O terminal é multipropósito, com capacidade para movimentar e armazenar diferentes tipos de cargas, como fertilizantes, açúcar ensacado, sal, malte, trigo, pellet de madeira e alimentos. "Investimos cada vez mais na customização do serviço, para atender a demanda dos clientes e assim aumentamos também a diversidade dos itens movimentados", afirma o Presidente do Porto Ponta do Félix, Gilberto Birkhan. Ao longo dos próximos meses, o Porto Ponta do Félix também contará com novos armazéns, que possibilitam o aumento de 85% da capacidade de armazenagem, passando de 280 mil toneladas para 520 mil toneladas, de forma gradativa. Neste início de ano, o Porto também completou os investimentos em novas defensas marítimas, equipamentos que proporcionam mais segurança durante a atracação dos navios. As defensas servem para amortecer o impacto resultante do encontro entre um navio e a estrutura de atracação, reduzindo os riscos de avarias.

Porto Ponta do Félix


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha sessão volátil em queda com Fed

O dólar teve leve queda frente ao real na quarta-feira, após uma sessão volátil marcada por comentários de várias autoridades do Federal Reserve, enquanto investidores locais continuaram atentos às tensões entre o governo brasileiro e o Banco Central


A moeda norte-americana à vista fechou com variação negativa de 0,09%, a 5,1967 reais na venda. Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, atribuiu essa volatilidade a comentários recentes do chair do Fed, Jerome Powell, que na véspera não endureceu significativamente seu tom sobre a inflação, mas disse que o processo para fazer com que o ritmo de alta dos preços volte para perto da meta de 2% do banco central norte-americano levará "bastante tempo". Depois de Powell, vários de seus colegas do Fed falaram publicamente na quarta-feira, o que fez o dólar mudar de sinal várias vezes no mercado internacional de acordo com o tom adotado por cada um. O Presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, disse que o banco central dos Estados Unidos ainda tem mais altas de juros pela frente e precisará manter a política monetária restritiva por algum tempo. Já a autoridade Lisa Cook disse que o banco central está determinado a retornar a inflação à meta de 2% com novos aumentos nos juros, embora tenha ponderado que isso pode ser feito sem um grande avanço no desemprego e tenha destacado a força da economia. Já o diretor do Fed Christopher Waller disse que a inflação parece prestes a continuar desacelerando este ano, mas a batalha do banco central dos Estados Unidos para atingir sua meta de 2% "pode ser uma longa luta". Para Stefany Oliveira, da Toro, ainda há esperanças de ancoragem dos ativos brasileiros mesmo em meio à recente tensão entre governo e BC. "Às vezes o investidor estrangeiro continua colocando dinheiro no Brasil porque vê esses movimentos (políticos) mais como ruídos e não como fatos. Enquanto isso seguir, vamos continuar vendo o estrangeiro segurando a performance tanto do real quanto do Ibovespa. Vamos depender muito disso para o dólar continuar brigando abaixo da casa de 5,30", disse ela.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta, impulsionado por bancos

Padilha põe panos quentes em atrito entre governo e BC


Declarações do ministro ajudaram a acalmar preocupações de agentes financeiros com falas de Lula sobre autonomia do Banco Central e metas de inflação. Em sessão de recuperação para os ativos locais na quarta-feira, desencadeada pela redução das tensões entre governo e Banco Central após fala do Ministro Alexandre Padilha, o Ibovespa registrou alta firme. O índice foi impulsionado também pelo setor financeiro, que subiu em bloco após o Itaú apresentar seu balanço do quarto trimestre, e pelas ações da Petrobras, que avançaram em novo dia de alta firme do petróleo. Após ajustes, o referencial local registrou ganhos de 1,97%, aos 109.951 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 107.830 pontos, e, na máxima, os 110.175 pontos. Em Nova York, o S&P 500 recuou 1,11%, aos 4.117 pontos, o Dow Jones fechou em queda de 0,61%, aos 33.949 pontos, e o Nasdaq recuou 1,68%, aos 11.910 pontos, com investidores atentos a falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

VALOR ECONÔMICO


Colheita de grãos deverá crescer 14,7% em 2023 no país, diz IBGE

Instituto estima que volume total alcançará o recorde de 302 milhões de toneladas


A colheita brasileira de grãos deverá atingir o recorde de 302 milhões de toneladas em 2023, 14,7% acima de 2022 – um acréscimo de 38,8 milhões de toneladas —, segundo novo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com a previsão anterior, a estimativa divulgada hoje é 1,9% maior (acréscimo de 1,9 milhão de toneladas). Segundo o IBGE, ante a safra de 2022 são esperadas altas de 23,4% para a produção de soja, para 147,5 milhões de toneladas, e de 11,2% para o milho, para 122,5 milhões de toneladas. Para o arroz, a expectativa é de queda de 3,6%, para 10,3 milhões de toneladas. Soja, milho e arroz são os três principais grãos cultivados no país. Somados, representam 92,9% da estimativa da produção total e ocupam 87,5% da área a ser colhida. A nova LSPA aponta que essa área chegará a 75,8 milhões de hectares este ano, um avanço de 3,5% ante 2022 e expansão de 0,7% em relação à previsão anterior. Variações Na comparação entre as duas projeções, o instituto destacou variações positivas nas seguintes estimativas de produção: feijão 2ª safra (12,4%), milho 2ª safra (7,2%), trigo (3,1%), tomate (2,9%), aveia (2,6%), batata 2ª safra (2,0%), sorgo (1,6%), cevada (1,1%) feijão 3ª safra (0,1%). Para o algodão herbáceo, houve estabilidade. Em contrapartida, foram observados recuos nas estimativas para castanha-de-caju (6,6%), feijão 1ª safra (3,3%), soja (0,5%), milho 1ª safra (0,4%) e arroz (0,2%). Houve, ainda, estabilidade na estimativa para a produção de batata (1ª e 3ª safras).

VALOR ECONÔMICO


Fluxo cambial fica positivo em US$ 1,004 bilhão na semana

O Banco Central informou que o fluxo cambial anotou entrada líquida de US$ 1,004 bilhão entre os dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro


A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 569 milhões na semana passada, enquanto a conta financeira anotou entrada de US$ 435 milhões. No mês de janeiro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 4,176 bilhões. Já o fluxo financeiro anotou entrada de US$ 2,353 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou entrada de US$ 1,823 bilhão. No recorte do acumulado de 2023, o fluxo cambial anotou até o dia 03 de fevereiro entrada líquida de US$ 5,203 bilhões, enquanto o fluxo financeiro registrou entrada de US$ 3,138 bilhões e o fluxo comercial teve entrada de US$ 2,064 bilhões.

VALOR ECONÔMICO


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