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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 309 DE 07 DE FEVEREIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 309 |07 de fevereiro de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Muitos pecuaristas aproveitam as boas condições das pastagens para segurar a boiada nas fazendas, à espera de negócios mais atrativos; em SP, o macho terminado "comum" segue valendo R$ 275/@, informa a Scot Consultoria


Segundo apurou a Scot Consultoria, na segunda-feira (6/2), o boi gordo paulista continuou valendo R$ 275/@, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas por R$ 259/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Também no mercado de São Paulo, o boi-China segue cotado em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo). Na avaliação da S&P Global, as boas condições das pastagens, em função do clima satisfatório na maior parte das regiões do País, condicionam um ritmo positivo quanto ao ganho de peso dos animais terminados, abrindo uma janela de manutenção da boiada nas propriedades e maior poder de barganha por parte dos produtores. Por enquanto, enfatiza a S&P Global, o viés é de alta, mas a liquidez ainda é um pouco baixa nos balcões de negócios. “Há relatos de indústrias que sustentam as suas compras apenas três dias da semana, se ausentando do mercado no início e no final da semana”, observam os analistas. Segundo a consultoria, as indústrias que operam com a maior parte de suas atividades voltadas ao mercado doméstico encontram-se com escalas de abate mais curtas, entre 5 e 7 dias. As operações mais contidas desses frigoríficos refletem a menor velocidade de escoamento da carne bovina no mercado interno, reforça a S&P Global. Por outro lado, as indústrias que têm parte dos negócios direcionados ao mercado externo registram escalas de abate mais alongadas (algumas programadas para o período pós-Carnaval. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 245/@ (prazo); vaca a R$ 234/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca R$ 23/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (prazo); PA-Marabá: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 230/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 247/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 223/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 236@ (à vista) vaca a R$ 226/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista).

PORTAL DBO


RS é reconhecido pelo Chile como zona livre de aftosa sem vacinação

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu em maio de 2021 o Rio Grande do Sul como livre da enfermidade sem vacinação


A decisão do Chile de reconhecer o Rio Grande do Sul como área livre de febre aftosa sem vacinação abre mercado para a carne produzida no estado, disse na segunda-feira (6) o Governador Eduardo Leite (PSDB) no lançamento da Expodireto Cotrijal em Porto Alegre. “Agora é tarefa de promoção comercial para que a gente consiga trazer para cá recursos que movimentam nossa economia”, disse Leite. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu em maio de 2021 o Rio Grande do Sul como livre da enfermidade sem vacinação. A decisão do Chile foi publicada no Diário Oficial do país. Segundo o Chile, o reconhecimento valerá enquanto “se mantenham as condições sanitárias, de prevenção e controle implantadas pela República Federativa do Brasil”. A avaliação foi confirmada em inspeções feitas pelas autoridades chilenas. Em 2022, o Brasil exportou aproximadamente 71.858 toneladas de carne bovina para o Chile, com uma receita de US$ 360,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).

ESTADÃO CONTEÚDO


SUÍNOS


Suínos: altas nas cotações na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 6,15%/5,19%, chegando em R$ 138,00/R$ 142,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,00%/1,94%, cotada em R$ 10,00/kg/10,30/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), o preço ficou estável no Paraná (R$ 6,36/kg). Houve alta de 1,91% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,46/kg, avanço de 1,73%, subindo para R$ 6,48/kg, incremento de 1,08% em Santa Catarina, custando R$ 6,57/kg, e de 3,11% em São Paulo, fechando em R$ 6,96/kg.

Cepea/Esalq


18 granjas de suínos são atingidas pela PSA na Malásia

Mais de 48.000 animais foram afetados


A peste suína africana (PSA) continua a se espalhar no estado de Penang, na Malásia, com mais sete fazendas de suínos atingidas, elevando o número total de fazendas afetadas pelo surto até agora para 18 em três distritos. O ministro-chefe Chow Kon Yeow disse que 48.194 animais foram afetados nessas produções comerciais de suínos, 14 dos quais estão no distrito de Seberang Perai Selatan (SPS) e dois nos distritos de Seberang Perai Tengah (SPT) e Seberang Perai Utara (SPU). "Anteriormente, as fazendas infectadas com PSA estavam apenas em SPT e SPS, mas a amostragem realizada pelo Departamento de Serviços Veterinários de Penang (DVS) confirmou que a doença agora se espalhou mais amplamente e infectou porcos na área de Kampung Selamat em SPU. Chow disse que o governo do estado identificou um terreno de 16 hectares em uma área distante de assentamentos públicos e sem desenvolvimento, para ser usado como um local de descarte, para que isso possa ser feito sem problemas, sem causar transtornos à população. Ele também disse que o abastecimento de carne de porco em Penang é seguro e ainda suficiente para atender às necessidades da população, especialmente antes da celebração do Ano Novo Chinês, pois ainda existem fazendas livres da doença. A diretora estadual da DVS, Saira Bani Mohamed Rejab, que também esteve presente na coletiva de imprensa, disse que seu departamento sempre foi transparente e forneceu todos os relatórios e resultados dos testes de laboratório realizados pela Penang JPV aos agricultores envolvidos. Ela disse que a DVS forneceria uma compensação entre RM400 e RM800 para cada porco adulto, sujeito a condições.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL


FRANGOS


Frango: mercado estável na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,32%, custando R$ 6,27/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,15%, custando, re3spectivamente, R$ 6,55/kg, e R$ 6,60/kg.

Cepea/Esalq


Nepal detecta gripe aviária H5N1 em fazenda

O Nepal registrou um surto da cepa altamente patogênica H5N1 da gripe aviária, ou gripe aviária, em uma granja perto da capital Katmandu, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) na segunda-feira


A doença matou 2.909 galinhas poedeiras e o restante do rebanho de 7.500 foi abatido, disse a WOAH em nota, citando informações das autoridades nepalesas.

REUTERS


Eslováquia relata surto de gripe aviária H5N1 em fazenda

A Eslováquia relatou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 em uma fazenda na parte oeste do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal, com sede em Paris, na segunda-feira


O surto perto da cidade de Galanta matou 1.530 aves de um bando de 5.665, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde eslovacas. Um número recorde de galinhas, perus e outras aves morreram em surtos da doença altamente contagiosa na Europa no ano passado e o vírus está se espalhando nos Estados Unidos, América do Sul, África e Ásia.

REUTERS


EMPRESAS


Coopavel prevê investimento com maior safra de grãos e preços remuneradores

Faturamento de cooperativa deve crescer 20% e chegar a R$ 6,5 bilhões


Após a quebra de 50% na safra passada, a produção de grãos de verão se recuperou e a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) espera fechar o ano com resultado recorde. Prevê atingir faturamento de R$ 6,5 bilhões, alta anual de 20%. “A safra está muito boa. O crescimento será puxado também pela agroindústria e pela abertura de novas filiais”, diz Dilvo Grolli, Presidente. A expectativa da Coopavel é de receber 1,1 milhão de toneladas de soja, milho e trigo em 2023, ante 850 mil toneladas no ano passado. Só de soja e milho verão, cooperados devem colher 60% mais que em 21/22, enquanto de milho safrinha a maior produtividade deve compensar a queda de 10% prevista na área plantada. Há perspectiva ainda para aumento no cultivo de trigo. No segmento de carnes, a Coopavel espera que os preços mais atrativos e o alívio no custo de produção recomponham o desempenho. A expectativa é de uma receita 10% superior à de 2022. “Quando o mercado reagir em volume, voltaremos a investir nos frigoríficos”, diz Grolli. Neste ano a Coopavel investirá R$ 220 milhões nas suas plantas. Uma nova agroindústria e uma loja de insumos estão em construção. Parte do aporte, cerca de R$ 20 milhões, vai para a primeira fábrica de bioinsumos, que vai operar no 2.º semestre. “É um mercado voltado à sustentabilidade no campo.”

O ESTADO DE SÃO PAULO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Setor produtivo pede agilidade na concessão dos novos pedágios

Expectativa é que os seis lotes, num total de 2.505 quilômetros, sejam licitados ainda em 2023


Desde o dia 28 de novembro de 2021, quando terminou a concessão de pedágio do Anel de Integração no Paraná, as rodovias estaduais e federais estão em estado de abandono, sem manutenção, asfalto em péssimas condições e ausência de guinchos e demais serviços de auxílio a quem transita pelas estradas. Para complicar ainda mais a viagem dos motoristas, desde outubro de 2022, incidentes geológicos registrados nas rodovias BR-277, BR-376 e na Estrada da Graciosa provocaram a interdição parcial e/ou total das vias rumo ao litoral do Estado. Atualmente, percorrer os pouco mais de 100 quilômetros entre a capital Curitiba e o litoral se tornou um desafio que pode levar até sete horas. A situação deve se complicar ainda mais nos meses de fevereiro e março, quando ocorre o escoamento da safra paranaense de verão, estimada em 25,5 milhões de toneladas (21,4 milhões de soja e 4,1 milhões de milho), gerando um aumento considerável no fluxo de caminhões rumo ao Porto de Paranaguá. A estrutura também recebe os grãos de outros Estados, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Existe ainda o risco de faltar carga no Porto de Paranaguá, o que atrasaria o embarque dos navios e a cobrança de demurrage (multa paga pelo contratante ao dono da embarcação quando a demora no porto ultrapassa o prazo acordado). Segundo cálculos do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR, caso falte carga, um navio com capacidade para 60 mil toneladas de soja pagaria uma multa de R$ 2,63 por tonelada de soja/dia, ou seja, mais de R$ 157 mil por dia de atraso. Diante da indefinição de mais de um ano em relação ao pedágio, o setor produtivo e a Frente Parlamentar sobre o Pedágio do Paraná, criada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), desenvolveu um documento com as propostas para o novo modelo de concessão no Paraná. Este foi entregue pelo deputado estadual Luiz Claudio Romanelli ao governo federal, no dia 6 de janeiro, durante reunião em Brasília com a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann; o presidente estadual do PT, Arilson Chiorato; e o subchefe da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Casal Civil, Maurício Muniz. A iniciativa traz sete propostas de ajustes na modelagem e no sistema tributário. O primeiro seria licitar os lotes pelo critério de menor tarifa ao usuário. Ou seja, vence a empresa que oferecer o maior desconto em relação ao valor estabelecido no edital. A FAEP, outras entidades do setor produtivo e a Frente Parlamentar sobre o Pedágio também pedem que seja estabelecido um sistema de garantias que seja ampliado de forma proporcional aos descontos oferecido e com base em Letras do Tesouro Nacional. Outro apontamento faz menção à criação de um Conselho de Gestão da Malha Estadual e comitês locais para acompanhar obras e os serviços oferecidos pelas concessionárias. Os demais pontos fazem referência a exclusão da cobrança prévia de hedge cambial (+4%) na tarifa; eliminar a criação de contas que obriguem as concessionárias a fazer um desembolso adicional, o que eleva as tarifas; redução da carga tributária nas esferas federal, estadual e municipal; e o uso de degrau tarifário como garantidor de obras.

AGROLINK


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em alta após novas falas de Lula sobre BC e peso do exterior

Força da moeda americana arrefece, mas ainda mostra robustez, com os agentes financeiros ainda reverberando os números fortes da economia dos EUA


O dólar à vista encerrou a sessão da segunda-feira em alta, mas distante da máxima, depois de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a criticar a atuação do Banco Central. No exterior, o dólar ainda mostrou robustez, com os agentes financeiros reverberando os números fortes da economia americana apresentados principalmente pelo relatório do mercado de trabalho ("payroll") na última sexta-feira. No fim da sessão, o dólar comercial fechou em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,1726. Já o contrato para março da moeda americana exibia perto das 17h20 avanço de 0,36%, a R$ 5,1890. No exterior, o dólar mostrava força também contra divisas de mercados emergentes, subindo 1,24% contra o rand sul-africano e avançando 0,76% ante o peso mexicano. Na sexta-feira, a economia americana surpreendeu os agentes financeiros. Primeiro, e principalmente, pelo lado do payroll, com dados do mercado de trabalho muito mais fortes do que o esperado. Segundo, por conta da atividade de serviços também mais resilientes do que o esperado, como apresentaram os dados do ISM. Diante disso, a chance de um fim do aperto monetário nos EUA desapareceu do horizonte, desenhado dias antes com as falas do Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Ontem, o Presidente Lula voltou a criticar a atuação do BC, dizendo ser “uma vergonha esse aumento de juros e explicação que o BC deu para a sociedade”. Para Weigt, “se tivéssemos qualquer definição sobre como vamos conter a dívida/PIB, com certeza teríamos corte de juros já neste ano e a taxa de câmbio estaria mais baixa.” A força do dólar foi perdendo ímpeto ao longo da sessão.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em alta

Movimento compensou nova queda das ações ligadas às commodities metálicas


O Ibovespa fechou a segunda-feira em leve alta, impulsionado pela forte alta das ações da Petrobras (os papéis preferenciais avançaram 3,99%) e apesar de nova queda das ações ligadas às commodities metálicas. Sem grande alteração no cenário externo, investidores voltaram a analisar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Banco Central. Após ajustes, o referencial local registrou alta leve de 0,18%, aos 108.722 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 16,79 bilhões no Ibovespa e R$ 21,39 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,61%, aos 4.111 pontos, o Dow Jones fechou em leve queda de 0,10%, aos 33.891 pontos e o Nasdaq devolveu 1%, aos 11.887 pontos. Com investidores globais em compasso de espera, aguardando novo discurso do Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, após o relatório do mercado de trabalho ("payroll") mostrar criação de vagas acima da expectativa nos Estados Unidos em janeiro, o índice doméstico se guiou primordialmente pelo comportamento das ações ligadas às commodities. Petrobras ON, com alta de 3,63% e Petrobras PN, com avanço de 3,99%, estiveram entre as maiores altas, mantendo forte volatilidade. O petróleo encerrou a sessão em alta firme, de cerca de 1%, após um forte terremoto que atingiu a Síria e a Turquia obrigar a suspensão de operações em um terminal na cidade turca de Ceyhan. Além disso, a expectativa em relação ao consumo chinês segue elevada, mesmo após forte queda nos preços da matéria-prima nos últimos dias.

VALOR ECONÔMICO


Poupança tem retirada recorde de R$ 33,63 bi em janeiro

Mesmo voltando a render mais que a inflação, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros enfrentar fuga recorde de recursos. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 33,63 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou ontem o Banco Central (BC).


A retirada líquida (saques menos depósitos) é a maior para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior foi registrado em agosto do ano passado, quando os correntistas sacaram R$ 22,02 bilhões a mais do que depositaram. Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida (mais saques que depósitos) recorde de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos. Os rendimentos voltaram a ganhar da inflação por causa dos aumentos da taxa Selic (juros básicos da economia), mas outras aplicações de renda fixa são mais atraentes que a poupança. Em 2020, a poupança tinha registrado captação líquida (depósitos menos saques) recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuiu para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, que foi depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal. A fuga líquida em janeiro equivale a quase o total da diferença entre saques e depósitos em 2021. Naquele ano, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez desde meados de 2020. Nos 12 meses terminados em janeiro, a aplicação rendeu 8,06%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 5,87%.

REUTERS


Liberação do crédito rural alcança R$ 222,8 bilhões em sete meses do atual plano safra

Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 136,6 bilhões e as contratações para investimentos totalizaram quase R$ 60 bilhões


O montante do desembolso do crédito rural chegou a R$ 222,8 bilhões no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até janeiro/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 136,6 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram quase R$ 60 bilhões, as operações de comercialização atingiram R$ 15,6 bilhões e a industrialização, R$ 10,8 bilhões. De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.234.957 contratos no período de sete meses, sendo 891,7 mil no Pronaf e 150, 6 mil no Pronamp. Os valores contratados pelos pequenos e pelos médios produtores foram, respectivamente, de R$ 36,8 bilhões no Pronaf e de R$ 36,3 bilhões no Pronamp, em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização). Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos, no dia 3 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

MAPA


Mercado eleva projeção para Selic em 2024 no Focus em meio a pressão da inflação

Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar a perspectiva para a taxa básica de juros em 2024, em meio a um cenário de pressões inflacionárias crescentes, mostrou a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que os especialistas veem agora a Selic a 9,75% em 2024, de 9,50% na semana anterior. Na semana passada, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após a posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o BC decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas de inflação do mercado elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas. O Focus mostra que a taxa básica ainda deve ser mantida nesse patamar na reunião de março do Copom, e que os especialistas consultados seguem vendo a Selic a 12,50% ao final deste ano. O cenário de inflação elevada permanece no radar do mercado, com aumento nas contas para a alta do IPCA este ano de 0,04 ponto percentual e de 0,03 ponto para 2024, respectivamente a 5,78% e 3,93%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2023 teve ajuste para baixo de 0,01 ponto, a 0,79%, enquanto que para o ano que vem seguiu em 1,50%.

REUTERS


BNDES suspende desembolsos em nove programas de crédito rural

Até sexta-feira, apenas Moderagro, ABC Ambiental e alguns itens do Pronaf continuavam abertos


Um dia depois de reabrir os protocolos para receber pedidos de novos financiamentos agropecuários, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou a suspender as linhas de nove programas de crédito rural por causa do elevado nível de comprometimento dos recursos disponíveis. Até sexta-feira, apenas Moderagro, ABC Ambiental e alguns itens do Pronaf continuavam abertos. O aviso sobre a nova suspensão das linhas foi enviado às instituições financeiras credenciadas em 2 de fevereiro, um dia após o BNDES reabrir os protocolos de 14 programas, com R$ 2,9 bilhões. A busca pelos recursos para investimentos dos produtores rurais por bancos e cooperativas de crédito foi intensa. Uma fonte relatou ao Valor que o saldo disponibilizado para algumas linhas durou menos de duas horas no sistema a partir da reabertura dos protocolos. Muitos programas estavam fechados há meses. Procurado, o BNDES não informou qual o saldo disponível nas linhas que continuam abertas nem se os programas suspensos serão reabertos novamente. Os R$ 2,9 bilhões disponibilizados a partir do início de fevereiro não eram recursos novos, mas saldo remanescentes dos programas do Plano Safra 2022/23 operacionalizados pelo BNDES.

VALOR ECONÔMICO


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