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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 302 DE 27 DE JANEIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 302 |27 de janeiro de 2023


SINDICARNE NA MÍDIA


Após suspensão de atividades em frigorífico, indústria da carne entra em alerta no Paraná

A recente suspensão do abate de bovinos no frigorífico Big Boi, em Paiçandu, no noroeste do Paraná, trouxe à tona a crise pela qual passa a indústria da carne no estado


Embora a empresa não tenha confirmado a paralisação, fontes do setor informam que a unidade passará a atuar temporariamente apenas como uma distribuidora. Com isso, 800 funcionários teriam sido dispensados. Um dos motivos que teria levado o frigorífico a interromper as atividades é um problema comum a todas as indústrias do setor no Paraná: a dificuldade de acesso à matéria-prima (o boi). “Antes de o Paraná ser declarado área livre de febre aftosa, grande parte dos animais abatidos no estado vinham do Mato Grosso do Sul. Agora não podemos mais trazer de lá até que eles alcancem o mesmo status sanitário que o nosso”, explica Ângelo Setim, Presidente do Sindicato da Indústria da Carne do Paraná (Sindicarne). “Em relação à questão sanitária não há o que fazer. Não podemos trazer animais de outros estados. Por isso, estamos pedindo algumas compensações ao governo”, informa Setim. Na última sexta-feira (20), o Sindicarne protocolou no gabinete da Casa Civil um ofício com solicitações. A principal delas é o não pagamento do Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep). O fundo foi instituído pelo governo do Estado em 2020 “com a finalidade de atenuar os efeitos decorrentes de recessões econômicas ou desequilíbrios fiscais e de prover recursos para situações de calamidade pública no Estado do Paraná”. A cobrança sobre o setor vem sendo adiada, por pressão dos empresários, mas agora está prevista para começar em março. “Se tal cobrança realmente vier a ocorrer, poderá significar um golpe fatal para muitas empresas do setor no Paraná”, alerta o documento encaminhado ao governo. “Essa cobrança vai gerar um custo de produção adicional de cerca de 4%”, diz Setim. Segundo ele, as indústrias não têm como absorver esse custo e repassar ao consumidor também não seria adequado porque as pessoas reduziriam ainda mais o consumo de carne. “Nosso pedido é para que as proteínas de origem animal saiam dessa lista de contribuições ao Funrep por se tratar de produtos da cesta básica”, pontua. O Sindicarne pede também programas de incentivo à criação bovina no Paraná, com estímulo por parte do governo para a introdução da atividade em pequenas propriedades. “Precisamos ampliar a produção de bezerros para compensar a proibição de trazer os animais do Mato Grosso do Sul”, defende o Presidente do Sindicarne. Embora alguns pecuaristas que se dediquem à criação de bezerros, no Paraná é mais comum a fase de engorda. “Os pecuaristas trazem os animais jovens de outros estados para fazer a terminação e o abate aqui. E o Mato Grosso do Sul era o principal fornecedor. Agora precisamos criar esses animais em propriedades paranaenses. Outra opção seria é trazer os bezerros de Rondônia e Acre, estados que já conquistaram o mesmo status sanitário do Paraná, mas a longa distância encarece o transporte, inviabilizando a operação. Em resposta ao ofício encaminhado pelo Sindicarne, o governo do Paraná esclarece que "nunca foi proibida a entrada de boi de abate no Estado". E explica: "Instrução normativa do Ministério da Agricultura permite que o Paraná, mesmo sendo livre de aftosa sem vacinação, traga animais com cargas lacradas de qualquer parte do Brasil para abastecer os seus abates e seus frigoríficos". O governo observa que "o estado ser livre de febre aftosa não afeta negativamente o setor, muito pelo contrário. Há, inclusive, um grande esforço para habilitação de novos mercados a partir da suspensão definitiva da vacinação contra a febre aftosa, conquistada em maio de 2021". Além disso, o governo do Estado se colocou à disposição do setor para "dialogar e implantar medidas que impulsionem a pecuária paranaense. "O Estado tem tudo para ser um grande produtor de carne bovina". A resposta do governo não faz menção ao pedido do setor de ser isento do pagamento do Funrep. No documento, o governo lamenta o fechamento da unidade industrial de abate na cidade de Paiçandu, mas ressalta que fará o que for possível para reverter a situação. "Geração de emprego e renda é prioridade do governo, que não medirá esforços para garantir o bem-estar da população local".

GAZETA DO POVO


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: pressão de baixa, sobretudo no Norte e Nordeste do País

Nas regiões do Centro-Sul do País, as cotações de arroba seguem estáveis, com indústrias e pecuaristas fora dos balcões de negociação, informam as consultorias


O volume de negócios no mercado físico do boi gordo não avançou na quinta-feira (26/1), refletindo as escalas de abate folgadas e a lentidão nas vendas de carne bovina no mercado doméstico. Como isso, informa a S&P Global, grande parte das indústrias brasileiras seguem ausentes dos negócios, enquanto alguns frigoríficos ativos nas compras de boiadas gordas mantêm a pressão baixista sobre os preços da arroba. Segundo apurou a Scot Consultoria, a boa oferta de bovinos, somada a um escoamento mais comedido da carne bovina, tem pressionado as cotações no mercado do boi gordo nas praças do interior de São Paulo. No entanto, apesar dos indícios de baixa ao longo da semana, as referências para o mercado paulista ficaram estáveis na quinta-feira. Dessa maneira, o boi gordo paulista segue cotado em R$ 270/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 259 e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China”, está valendo R$ 275/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo). De acordo com apuração da S&P Global, na faixa Centro-Sul do País há um movimento de estabilização nos preços da arroba, enquanto são registrados alguns ajustes negativos da arroba nas regiões Norte e Nordeste. Com escalas de abate preenchidas, em média, para o dia 8 de fevereiro, muitos frigoríficos das regiões Norte e Nordeste não querem alongar muito mais as suas programações, preocupados com a formação de estoques de mercadoria nas câmaras frias. A boa qualidade da pastagem, sobretudo nos Estados do MS, MT, SP, MG e GO, deve estancar um pouco a oferta e gerar suporte aos preços, acrescenta a S&P Global. Uma notícia animadora desta quinta-feira, relata a S&P Global, é que mais uma planta frigorífica no Paraná foi habilitada para exportar carne bovina ao mercado da Indonésia. Agora, diz a consultoria, a mesma unidade busca abrir espaço também no mercado chinês. A dificuldade em escoar a produção de carne bovina exerceu pressão sobre os preços dos principais cortes, que acabaram cedendo na quinta-feira, informa a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 273/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 245/@ (prazo) vaca a R$ 234/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 244/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca R$ 241/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 267/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 230/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 244/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Preços estáveis para a suinocultura na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 118,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,27%/2,17%, cotada em R$ 9,00/kg/9,40/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (25), houve leve queda apenas em Santa Catarina, na ordem de 0,17%, chegando a R$ 6,02/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,12/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,15/kg), e São Paulo (R$ 6,42/kg).

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Poder de compra cai frente ao milho, mas sobe em relação ao farelo de soja

A baixa liquidez nas vendas de carne suína tem pressionado os valores do animal vivo nesta segunda quinzena de janeiro


Quanto aos principais insumos da atividade suinícola – milho e farelo de soja –, pesquisadores do Cepea destacam que os valores também estão recuando nesta semana, sendo que, no caso do cereal, o movimento de queda é fraco, ao passo que a desvalorização do derivado de soja é intensa. Diante desse cenário, dados do Cepea mostram diminuição no poder de compra do suinocultor paulista em relação ao milho, mas aumento frente ao farelo de soja.

Cepea


Suinocultura independente: preços melhoram na maioria das praças. Queda no Paraná

Com exceção do Paraná, as demais praças que comercializam suínos no mercado independente com divulgação de preços nesta quinta-feira (26) tiveram reajuste positivo nos preços


No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 19/01/2023 a 25/01/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 4,91%, fechando a semana em R$ 6,02/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,14/kg vivo", disse o Lapesui. Em São Paulo, o preço subiu em relação à semana anterior, passando de R$ 6,93/kg vivo para R$ 7,09/kg vivo, com acordo entre frigoríficos e suinocultores, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). "A justificativa para o aumento foi a provável redução de oferta dos animais no Sul do país provenientes para a semana que vem, reação do consumo, já que o período de férias está terminando. Por outro lado, há expectativa de uma nova tabela de preços para animais abatidos para semana que vem, e já há sinalização hoje de aumento de R$ 0,20 por quilo no preço da carcaça suína. Acreditamos que os preços serão praticados e concretizados ao longo da semana", disse Valdomiro Ferreira, Presidente da APCS. No mercado mineiro, o valor se elevou, passando de R$ 7,00/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve leve aumento saindo de R$ 6,41/kg vivo para R$ 6,46/kg nesta semana.

AGROLINK


Suinocultores absorveram prejuízos expressivos em 2022

Os dados em relação ao preço de venda e custo de criação do suíno vivo na região Sul apontaram perdas


Os dados mensais divulgados pela Embrapa Suínos e Aves em relação ao preço de venda e custo de criação do suíno vivo na região Sul apontaram perdas volumosas absorvidas pelos suinocultores nos Últimos dois anos que tornaram a situação extremamente difícil para se manterem na atividade. Acompanhamento realizado nos últimos anos mostra que essa realidade de custos superiores aos recebidos na comercialização vem predominando por todo o período analisado. Entretanto, chama a atenção o alarmante crescimento verificado nos últimos dois anos. Detalhando, enquanto no decorrer de 2019 e 2020 os prejuízos absorvidos atingiram, respectivamente, 3,9% e 1,3%, o índice negativo subiu para 9,6% em 2021 e expressivos 24,6% no decorrer do ano passado. E prejuízos absorvidos por tão longo período podem impactar negativamente o volume de carne suína nos médio e longo prazos diante da incapacidade dos suinocultores na manutenção e reposição do plantel matrizeiro.

SUISITE


FRANGOS


Frango: cotações caem para a ave congelada ou resfriada em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,05/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,98/kg, da mesma maneira que Santa Catarina, precificado em R$ 4,04/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (25), a ave congelada cedeu 1,86%, atingindo R$ 6,87/kg, enquanto o frango congelado baixou 1,53%, fechando em R$ 7,07/kg.

Cepea/Esalq


Demanda mundial mais fraca por frango vai impactar principalmente o Brasil, diz USDA

O Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de exportação de carne de frango brasileira em 2023, segundo relatório divulgado neste mês


“Demanda mais fraca da China, União Europeia, África do Sul e Reino Unido irão impactar principalmente o Brasil, o líder mundial nas exportações”, disse o USDA. O Brasil deverá exportar cerca de 4,56 milhões de toneladas de carne de frango em 2023, segundo o USDA. Em outubro a estimativa era de 4,8 milhões de toneladas em exportações brasileiras. “Preços competitivos, ausência de influenza aviária e diversa oferta de produtos permitirão que a redução de embarques do Brasil para a China seja amplamente compensada por outros mercados”, disse o USDA. A previsão de produção de carne de frango brasileira em 2023 foi reduzida de 14,85 milhões para 14,74 milhões de toneladas. O USDA elevou a estimativa da demanda doméstica brasileira por carne de frango em 2023 para 10,19 milhões de toneladas, ante 10,05 milhões de toneladas estimadas em outubro do ano passado. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou em dezembro de 2022 que as exportações brasileiras de carne de frango deverão somar entre 5 milhões e 5,2 milhões de toneladas em 2023.

CARNETEC


França confirma três novos focos de gripe aviária

País já identificou 287 casos da doença desde 1º de agosto do ano passado, quando começou a contagem


A França confirmou três novos focos de gripe aviária de alta patogenicidade (quando quase todos os animais infectados apresentam sintomas da doença) nos últimos três dias. Agora, já são 287 casos no país desde 1º de agosto do ano passado, quando começou a contagem. Mais da metade dos focos concentram-se na região de Pays de la Loire, uma zona que representa risco de disseminação da doença por ter alta densidade de aves, diz o Ministério da Agricultura francês.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Safra de verão deve alcançar 24,7 milhões de toneladas no Paraná

O relatório de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), fechou janeiro com estimativa de redução de cerca de 3% no verão 2022/23, relativamente ao mês anterior. A queda deve-se, sobretudo, às condições climáticas não favoráveis no período de plantio ou desenvolvimento


Em dezembro, era prevista safra de 25,5 milhões de toneladas. Agora, 24,7 milhões. Mesmo assim, continua superior aos dois últimos ciclos e, dependendo do próprio comportamento do clima, pode ser uma das maiores da história. A previsão apresentada na quinta-feira (26) pelos técnicos do órgão, aponta, no entanto, um leve aumento na área plantada, saindo de 6.233 mil hectares para 6.268 mil hectares. Enquanto o milho foi de 383,9 mil hectares para 386,7 mil, a soja subiu de 5 milhões e 717 mil hectares para 5.743.000. “O desenvolvimento da safra de verão no Paraná está dentro do previsto. Apesar dessa queda em relação à projeção de dezembro, o que é explicado pelas condições de clima que oscilaram bastante desde o início do plantio, a expectativa é de uma grande safra paranaense”, afirmou o chefe do Deral, Marcelo Garrido. Com as novas estimativas, a soja deve ganhar 1,3% de área plantada na atual safra, comparativamente com a anterior. Em relação à previsão inicial de produção, que era de 21,5 milhões de toneladas, a redução verificada agora é de 3,7%, ficando em 20,7 milhões de toneladas, o que equivale à perda de 800 mil toneladas. “Mesmo com a redução da produção, especificamente nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado, a safra, pela leitura do momento, é ótima”, disse o analista do segmento no Deral, Edmar Gervásio. Em algumas regiões, a colheita já iniciou, mas de forma lenta, com perspectivas de aumento a partir da primeira semana de fevereiro. Para a primeira safra de milho, a expectativa é de produção de 3,7 milhões de toneladas. O volume é 2,3% menor que a previsão inicial, de 3,8 milhões de toneladas. “A redução é em decorrência dos impactos climáticos no decorrer do ciclo da cultura, particularmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste”, salientou Gervásio. A colheita avança lentamente. Para a segunda safra, o plantio segue a mesma lentidão, aguardando melhor ritmo na colheita da soja, pois ocupará parte desse espaço. A estimativa atual é que sejam plantados 2,6 milhões de hectares e que os produtores possam retirar 15,4 milhões de toneladas de milho. Dessa forma, a soma das duas safras deve ultrapassar 18 milhões de toneladas. “Será excelente”, opinou Gervásio. Em relação ao trigo da safra 2021/22, não há alteração no prognóstico de 3,37 milhões de toneladas. “Deve atender relativamente bem a nossa indústria”, prevê o agrônomo Carlos Hugo Godinho. Mas o Paraná e o Brasil ainda deverão importar.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, pode ser aberta ao tráfego em abril

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) antecipa que a Ponte da Integração, novo elo de acesso entre Brasil e Paraguai, pode ser aberta ao tráfego em abril. O mês em questão é dado como uma previsão inicial e teria sido convencionado entre órgãos federais do Brasil e Paraguai. Inicialmente, veículos pesados só poderão circular descarregados na ponte


A data exata da abertura da ponte, no entanto, ainda depende da discussão entre os diversos órgãos envolvidos. Do lado brasileiro, deliberam a PRF, a Polícia Federal (PF), Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo a PRF, as discussões a respeito seguem durante os meses de fevereiro e março, envolvendo os dois países, até que se defina oficialmente a abertura. Também não há definições ainda sobre um possível evento de inauguração. Se confirmada a abertura para o mês de abril, veículos de carga inicialmente deverão circular descarregados. Como as aduanas ainda não foram construídas, a fiscalização vai ficar a cargo do auxílio de um totem, que permitirá aos agentes que atuam na fronteira entre Brasil e Argentina acompanharem o tráfego na ponte. A ponte ficou pronta em dezembro de 2022, após três anos de trabalhos. Desde então aguarda-se uma definição sobre quando a Ponte da Integração seria aberta ao tráfego e a inauguração oficial, anunciada e cancelada diversas vezes, aconteceria. Além da estrutura, em si, o projeto contempla outras obras no entorno, como a Perimetral Leste, que se inicia na Ponte da Integração (Brasil-Paraguai), passando pelo bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, até chegar à Ponte da Fraternidade (Brasil-Argentina), ainda em obras. Também estão inclusas no pacote as duas aduanas nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina. A expectativa é que toda a estrutura complementar seja concluída ainda em 2023.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em leve queda e acumula 4ª recuo seguido

O dólar à vista fechou em leve queda ante o real na quinta-feira, sua quarta baixa consecutiva, tendo rondado à estabilidade durante a maior parte do pregão, marcado pela divulgação de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos acima do esperado


O dólar à vista fechou em baixa de 0,13%, a 5,074 reais na venda. O índice caiu 0,42% (5,0593) na menor cotação do dia e avançou 0,79% (5,1210) na máxima. A economia dos EUA mostrou expansão a uma taxa anualizada de 2,9% no quarto trimestre de 2022, disse o Departamento de Comércio em sua primeira estimativa nesta quinta-feira, ante previsão de economistas consultados pela Reuters de 2,6%. "O principal vetor para o crescimento do PIB veio do aumento de estoques, graças à normalização das cadeias de suprimentos no mundo, mas isso não deve perdurar no médio prazo dado a demanda ainda pressionada", disse à Reuters a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto. "Ou seja, os EUA estão crescendo, afastando o temor de recessão, mas ainda não por bons motivos", acrescentou ela. O dado era muito aguardado também porque vem a poucos dias da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), na qual o mercado espera amplamente uma nova redução no ritmo de alta dos juros, com elevação de 0,25 ponto percentual na taxa. O Departamento do Trabalho dos EUA ainda divulgou na quinta-feira dado de pedidos de auxílio-desemprego menor do que o esperado no mercado. "Acredito que nada mude na visão do Fed por ora", afirmou Pasianotto, após a divulgação dos indicadores. A equipe da corretora Correparti disse em comentário a clientes que novamente forte entrada de recursos favoreceu o real, em especial na parte da tarde, em dia de alta de commodities no exterior. Na agenda econômica local, houve divulgação de dados de dívida pública e de conta corrente, enquanto o noticiário político permaneceu morno no que tange às pautas que chamam mais atenção dos agentes financeiros.

REUTERS


Ibovespa fecha quase estável e sustenta 114 mil pontos

O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, após renovar máxima do ano perto de 115 mil pontos, com a queda das ações da Petrobras pesando, enquanto os papéis de Vale e siderúrgicas fizeram contrapeso. Em 2023, o Ibovespa acumula alta de 4%.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,08%, a 114.177,55 pontos. No melhor momento do dia, chegou a 114.835,35 pontos. O volume financeiro da sessão totalizou 22,2 bilhões de reais. Na visão de Enrico Cozzolino, sócio e chefe de análise da Levante Investimentos, o dia foi relativamente neutro, com o Ibovespa fechando perto da sua abertura, patamar que representa uma resistência técnica. Ele citou que o grande destaque no noticiário externo foi a divulgação do PIB dos Estados Unidos, que mostrou a economia norte-americana crescendo a uma taxa anualizada de 2,9% no último trimestre de 2022, desacelerando na base sequencial, mas um pouco acima das expectativas. "Foi um copo meio cheio. "Em Wall Street, o S&P 500 avançou 1,1%, após uma série de dados mostrar que a economia dos EUA está forte, mas em desaceleração e com arrefecimento da inflação, em um sinal de que o Federal Reserve pode conseguir realizar um pouso suave. No caso do Brasil, Cozzolino chamou a atenção para o déficit, equivalente a 2,92% do PIB, um pouco acima do resultado de 2021 (2,81%). Ele viu o dado como um "copo meio vazio", mas que não preocupa tanto, embora ajude no movimento de "neutralidade" do Ibovespa na sessão. Os dados mais recentes da B3 mostram que as compras de estrangeiros no mercado secundário de ações brasileiro superam as vendas em 8,1 bilhões de reais neste ano até dia 24.

REUTERS


Tesouro espera que dívida pública federal atinja até R$ 6,8 trilhões em 2023

O Tesouro Nacional prevê que o estoque da dívida pública federal atinja até 6,8 trilhões de reais em 2023, com possível estabilidade na parcela do débito a vencer em até 12 meses


As informações constam do Plano Anual de Financiamento de 2023, divulgado na quinta-feira. A meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche este ano no intervalo de 6,4 trilhões de reais a 6,8 trilhões de reais, depois de encerrar dezembro de 2022 em 5,951 trilhões de reais. A meta é que parcela da dívida vencendo em 12 meses fique no intervalo de 19% a 23% em 2023, depois de ter fechado o ano passado em 22,1%. Já a meta para o prazo médio da dívida passará para a faixa entre 3,8 anos e 4,2 anos, depois de a proporção fechar 2022 em 3,9 anos. A participação dos papéis prefixados, que fechou o ano passado em 27%, deverá ficar no intervalo entre 23% e 27%. Já os papéis atrelados à Selic ficarão entre 38% e 42%, após encerrar 2022 em 38,3% projeta o Tesouro. Os papeis vinculados a índices de preços ficarão entre 29% e 33% de participação (30,3% em 2022), enquanto os títulos vinculados a câmbio ficarão entre 3% e 7% (4,4% em 2022).

REUTERS


Contas externas têm saldo negativo de US$ 10,9 bilhões

Ano de 2022 fechou com saldo negativo de US$ 55,7 bilhões. No ano de 2022 as reservas internacionais recuaram US$ 37,5 bilhões


As contas externas tiveram saldo negativo de US$ 10,9 bilhões em dezembro do ano passado, informou na quinta-feira (26) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2021, o déficit havia sido de US$ 7,7 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países. A diferença na comparação interanual se deve ao superávit da balança comercial, que aumentou US$ 405 milhões, enquanto os déficits em serviços cresceram US$ 1,5 bilhão e em renda primária (lucros e dividendos) recuou US$ 2 bilhões. Em 2022, o déficit em transações correntes é de US$ 55,7 bilhões, 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 46,4 bilhões (2,81% do PIB) no período equivalente terminado em dezembro de 2021. Esse aumento, de US$ 9,3 bilhões, deveu-se às ampliações nos déficits de serviços (US$13 bilhões), e de renda primária (US$4,9 bilhões), compensadas parcialmente por aumento de US$8 bilhões no superávit comercial. A balança comercial de bens foi superavitária em US$ 3,2 bilhões em dezembro de 2022, ante superávit de US$ 2,7 bilhões em dezembro de 2021. As exportações de bens totalizaram US$ 27,4 bilhões e as importações de bens, US$ 24,2 bilhões, incrementos de 10,9% e 10,5% em comparação a dezembro de 2021. No ano de 2022, as exportações e as importações de bens registraram os maiores valores da série histórica e a corrente de comércio atingiu US$ 636,9 bilhões. As exportações de bens somaram US$ 340,7 bilhões, aumento de 19,9% relativamente aos US$ 284 bilhões de 2021, enquanto as importações de bens totalizaram US$ 296,3 bilhões, acréscimo de 19,6% em relação aos US$ 247,6 bilhões observados em 2021. Já as exportações e importações no âmbito do Repetro (Regime aduaneiro especial para bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra de petróleo e de gás natural) somaram respectivamente US$ 1,3 bilhão e US$ 1,9 bilhão em 2022, ante US$ 1,1 bilhão e US$ 15,4 bilhões em 2021. No ano de 2022, o déficit em serviços somou US$ 40 bilhões, aumento de 48,4% comparativamente ao déficit de 2021, que foi de US$ 27 bilhões. Esse incremento decorreu, principalmente, das elevações nas despesas líquidas de transportes (US$ 5,8 bilhões) e de viagens (US$ 4,9 bilhões). As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$ 6,7 bilhões, aumento de 26,1% em relação a dezembro de 2021. As despesas líquidas com juros somaram US$ 3 bilhões, ante US$ 2,4 bilhões em dezembro de 2021. No ano de 2022, o déficit em renda primária totalizou US$ 63,9 bilhões, 8,3% acima do déficit de US$ 59 bilhões ocorrido em 2021. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$ 44,7 bilhões, 16,4% acima do valor observado em 2021, enquanto as despesas líquidas de juros somaram US$ 19,2 bilhões, ligeiramente inferiores aos US$ 20,6 bilhões de 2021. No ano, investimentos diretos no país (IDP) totalizou US$ 90,6 bilhões, correspondendo a 4,76% do PIB, em comparação a US$ 46,4 bilhões (2,82% do PIB) no mês anterior. O resultado representa o maior ingresso líquido do IDP desde 2012, quando o ingresso registrado foi de US$ 92,6 bilhões. O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 324,7 bilhões em dezembro de 2022, redução de US$ 6,8 bilhões em comparação ao mês anterior. No ano de 2022 as reservas internacionais recuaram US$ 37,5 bilhões. Contribuíram para essa redução as perdas por preço (US$ 24 bilhões); a concessão líquida de linhas com recompra (US$11,5 bilhões); as perdas por paridade (US$ 6 bilhões); e a liquidação de vendas à vista (US$ 571 milhões). A receita de juros somou US$ 6,2 bilhões.

AGÊNCIA BRASIL


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