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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 30 DE 15 DE DEZEMBRO DE 2021

Atualizado: 23 de mai.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 30| 15 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


CHINA RETOMA importações de carne bovina do Brasil a partir de hoje

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), comunicou, nesta quarta-feira pela manhã (15), com base em informações oficiais do MAPA, que a China decidiu “retomar a exportação de carne bovina desossada do Brasil para a China de gado com menos de 30 meses de idade”, retirando os embargos instalados desde o início de setembro passado de acordo com documento publicado no site da Administração Geral das Alfândegas.

ABRAFRIGO


Preços do boi terminado e da vaca gorda seguem em baixa na maioria das praças pecuárias brasileiras

Frigoríficos continuam praticamente fora das compras de boiadas, à espera de melhores resultados tanto nas vendas ao mercado interno quanto nas exportações de carne bovina


Na terça-feira, 14 de dezembro, as cotações do boi gordo e da vaca terminada registraram quedas nas maiorias das praças brasileiras. No interior paulista, segundo apuração da Scot Consultoria, o macho terminado teve recuo de R$1/@, e agora está cotado em R$ 312/@ (valor bruto e a prazo). Ainda nas regiões do interior de São Paulo, a vaca gorda teve baixa diária de R$ 2/@, para R$ 293/@, e o valor da novilha pronta para abater ficou estável, em R$ 305/@ (valores bruto e a prazo), acrescenta a Scot. Na avaliação dos analistas da IHS Markit, a menor procura da indústria por boiadas gordas reflete o avanço nas escalas de abate (hoje, bastante confortáveis) e o sentimento de cautela com relação ao escoamento de carne bovina nesta etapa final de 2021. Além disso, as exportações brasileiras de carne bovina seguem mais fracas neste mês e os baixos preços das carnes concorrentes impossibilitam repasses dos custos de produção dos frigoríficos ao produto final. Desta forma, relata a IHS, o mercado brasileiro do boi gordo trabalha com baixa liquidez, com indicações de valores bem abaixo das máximas vigentes. As indústrias relatam dificuldade em escoar cortes de ponta de agulha e dianteiro, acrescenta a consultoria. Os contratos futuros do boi gordo negociados na B3 registraram alta no fechamento da última sessão e seguem firmes, alinhando-se aos referenciais do mercado físico. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca R$ 293/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 291/@ (à vista) vaca a R$ 281/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 298/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína:

boi a R$ 283/@ (prazo) vaca a R$ 274/@ (prazo).

PORTAL DBO


Boi: Com estoques elevados de carne bovina, indústrias frigoríficas reduzem as compras no Mato Grosso

Arroba teve queda de 1,49% no comparativo semanal


As indústrias frigoríficas do Mato Grosso reduziram as compras de gado em função dos estoques de carnes ainda estarem elevados, com isso os preços da arroba recuaram. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), as referências da arroba tiveram queda de 1,49% no comparativo semanal. A queda nos preços da arroba do boi gordo e da vaca é reflexo da dificuldade no escoamento da carne no mercado interno. As referências para o boi gordo estão cotadas ao redor de R$ 294,00/@, enquanto a vaca gorda está próxima de R$ 282,34/@. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de animais abatidos reduziu 1,85% no Brasil, mas aumentou 2,30% em Mato Grosso, enquanto a produção subiu 0,97% e 6,42%, respectivamente. Com relação ao rendimento médio da carcaça de bovinos, houve um acréscimo de 2,94% no Brasil, e de 4,29% no estado mato-grossense. “Isso porque, neste período da seca, a maior oferta foi de animais confinados, os quais apresentam maior ganho de peso ao serem ofertados para o frigorífico”, disse o Imea. O instituto apontou que as exportações mato-grossense recuaram pelo segundo mês consecutivo e o volume embarcado caiu para 22,96 mil toneladas em equivalente por carcaça em novembro/21. “As compras da China novamente reduziram 70% em relação ao mês passado e o volume total foi de 2,05 mil toneladas em equivalente carcaça (Mil TEC)”, destacou.

IMEA


SUÍNOS


Suínos: terça-feira de fortes quedas nos preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 4,35%/5,60%, valendo R$ 110,00/R$ 118,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,04%/1,98%, custando R$ 9,50/R$ 9,90 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), houve queda de 3,60% em Minas Gerais, valendo R$ 6,96/kg, baixa de 6,54% no Paraná, atingindo R$ 5,72/kg, recuo de 3,35% em Santa Catarina, baixando para R$ 6,05/kg, retração de 1,97% em São Paulo, custando R$ 6,96/kg, e de 1,94% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,07/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: terça-feira com cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,78%, valendo R$ 6,35/kg

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná, custando R$ 5,75/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na segunda-feira.


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,70/kg e R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Câmara aprova projeto de Autocontrole e texto segue para o Senado

Deputado Pedro Lupion diz que intenção da proposta é dar celeridade à fiscalização agropecuária


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara do Deputados aprovou na terça-feira (14), por 31 votos a 9 o relatório do deputado federal Pedro Lupion (DEM-PR) ao Projeto de Lei (PL 1293/21) que estabelece a fiscalização agropecuária por autocontrole. O texto segue agora para análise no Senado Federal. A proposta prevê a obrigação dos agentes privados a atender critérios mínimos na ampliação das responsabilidades na cadeia produtiva. Na prática, a proposta possibilita que o Estado concentre suas ações no controle e na fiscalização de atividades de maior risco, além de permitir maior dinamismo e liberdade às atividades econômicas agropecuárias. Ao defender o projeto, Lupion disse que a intenção é dar celeridade à fiscalização agropecuária brasileira. “É um processo que, infelizmente, por falta de capital humano, o Estado não tem como manter. Nós estamos perdendo mercado por causa disso”. O parlamentar citou como exemplo algo que acontece com a atividade de produção de frangos no norte do estado do Paraná. “Lá, o Ministério da Agricultura tem uma fiscal para cuidar de 60 municípios, algo em torno de 400 a 500 granjas. É humanamente impossível,” disse. Produtores poderão aderir voluntariamente aos programas de autocontrole, por um protocolo privado de produção, com registros auditáveis de toda a cadeia – da matéria-prima ao produto final. Estão previstas ainda medidas de recolhimento de lotes que estejam em desconformidade com os padrões estabelecidos e com os procedimentos de autocorreção. A proposta atende um pedido antigo do agronegócio, pois permite inserir profissionais privados no acompanhamento diário dos processos, que hoje estão sob responsabilidade de auditores federais fiscais agropecuários. Ressalta-se, no entanto, que esses profissionais privados não poderão exercer atividades típicas dos auditores.

Agência Câmara


MEIO AMBIENTE


Governo comemora redução em alertas de desmatamento, mas taxa oficial ainda é desfavorável

Para Joaquim Leite, resultado do DETER-B aponta que o governo está “na direção correta”


Um mês após a taxa oficial apontar os piores índices de desmatamento na Amazônia dos últimos 13 anos, os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, convocaram a imprensa para celebrar o recorte de um mês com tendência de queda na devastação. O número apresentado na terça-feira, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, foi retirado do DETER-B (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que serve como alerta de desmate. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do governo responsável pelos números, já havia divulgado na última sexta-feira que os alertas em novembro deste ano indicam queda de 19% de desmatamento, se comparado ao mesmo período do ano passado. Para Leite, o resultado aponta que o governo está “na direção correta” da promessa feita durante a Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26), de zerar o desmatamento ilegal até 2028. O Ministro não considerou, porém, que nos últimos anos a taxa oficial de desmatamento, que é divulgada uma vez ao ano, ficou acima dos números divulgados antes nos alertas de desmate. O último balanço anual, divulgado no mês passado, imediatamente após a realização da COP-26, mostrou que a área desmatada na Amazônia foi de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os números foram retirados do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), também do Inpe. Comparado à edição anterior, houve alta de 22% entre os dois relatórios. Na coletiva de imprensa, Leite e Torres prometeram alcançar resultados melhores a partir de uma atuação integrada entre os órgãos federais e autoridades estaduais, com reforço de orçamento e equipes de fiscalização.

VALOR ECONÔMICO


Vaca brava emite 40% mais gás metano e produz menos leite, afirma Embrapa

Um dos caminhos para redução das emissões passa pela melhora do manejo dos animais


A pecuária entra de vez na lista dos setores mais checados quando se trata de redução de gás metado, após o país ter assinado o Compromisso Global de Metano, na COP26. O Brasil e mais uma centena de países se comprometeram em reduzir em 30%, até 2030, as emissões de gás metano, provindas de aterros, decomposição de matéria orgânica e, principalmente, da pecuária. Todo estudo é válido, e o mais recente da Embrapa indica que vacas bravas produzem menos leite e emitem 40% a mais de fermentação entérica (o arroto) por quilo de leite. A pesquisa, conduzida pela Embrapa Gado de Leite, em Minas Gerais, e pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), demonstra que os animais mais arredios à presença humana e à ordenha, além de gerar uma emissão maior de gás, produzem menos leite. Um dos caminhos para a redução da emissão de gás metano na pecuária passa pela melhora do manejo dos animais e a busca por um sistema mais eficiente na produção de leite, segundo Mariana Campos, pesquisadora da Embrapa. A manifestação das vacas mais bravas vem por meio de coices, agitação e menor velocidade na ordenha. E elas gastam energia com isso. As mais calmas passam mais tempo ruminando e ficam mais tranquilas durante a ordenha, produzindo mais leite, segundo a pesquisadora. Para a professora Aline Sant’Anna, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o temperamento dos animais possui um componente herdável, mas as condições ambientais também interferem no caráter das vacas. É necessário um ambiente calmo durante a ordenha. A redução da emissão de gás metano nas vacas leiteiras já ajuda no cumprimento do acordo. Segundo dados do IBGE, o rebanho brasileiro é de 218 milhões de cabeças de gado. Deste número, 16,2 milhões são vacas que foram ordenhadas no ano passado. Maurício Antônio Lopes, pesquisador da Embrapa, afirma que a pecuária realmente é um problema na emissão de gás metano, mas que começam a surgir soluções para essa redução. E elas são necessárias porque o rebanho bovino mundial cresce ano a ano. Dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que o rebanho mundial de bovinos é de 996,5 milhões de cabeças de gado e que, em um ano, estará em 1,01 bilhão.

FOLHA DE SP


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Movimentação de cargas por ferrovia chega a 20% nos portos paranaenses

A chegada e saída de produtos em vagões, nos portos do Paraná, segue em alta. Das 53.054.946 toneladas movimentadas de janeiro a novembro deste ano, 20,1% foram por ferrovia. Esse percentual é equivalente a 10.669.705 toneladas de mercadorias, de diversos segmentos, movimentadas pelo modal.


Do restante, 40.927.435 toneladas de cargas foram transportadas em caminhões (77,1%) e 1.457.806 toneladas de líquidos (2,7%), pelos oleodutos. Apesar do volume de cargas movimentado nesses onze meses estar 1% menor, como mostra o Diretor-Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a participação dos dois modais alternativos ao rodoviário está maior. “Este, consequentemente, está cada vez mais diluído. Estamos caminhando para um maior equilíbrio nas matrizes de transporte nos Portos do Paraná”, afirma. Ainda segundo Garcia, “os projetos lançados pelo Governo do Estado, especialmente o projeto Cais Leste, ‘moegão’, e da Nova Ferroeste, têm incentivado os terminais e operadores também ampliarem a capacidade ferroviária”. No ano passado, das 53.526.635 toneladas de cargas movimentadas de janeiro a novembro, 81,6% (43.703.550 toneladas) chegaram ou saíram por rodovias; 16,9% (9.025.283 toneladas), pela ferrovia; e 1,5% (797.803 toneladas), pelo duto. Essa alta na participação do modal ferroviária foi observada, principalmente, no transporte de soja, farelos, fertilizantes, derivados de petróleo, das cargas em contêineres, do trigo e do açúcar. Considerando a movimentação de cargas pelo modal ferroviário nos últimos anos, nos portos do Paraná, o volume vinha aumentando de 2016 (8.517.933 t), 2017 (9.994.352 toneladas), até 2018, quando chegou a 10.342.648 toneladas, 19,5% do total movimentada naquele ano (2018). Em 2019, o volume de carga em vagões voltou a cair para 8.803.544 toneladas, 16,5% do total que chegou ou saiu dos terminais paranaenses no penúltimo ano. Em 2020, porém, a participação do modal voltou a subir, chegando a 17,3% do total movimentado no ano passado. Foram 9.908.970 toneladas carregadas ou descarregadas nos trilhos.

Agência de Notícias do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em alta de 0,37%, a R$5,6955 na venda

O dólar fechou em alta contra o real pelo quarto pregão consecutivo na terça-feira, refletindo força da divisa norte-americana no exterior e manutenção da nota de crédito soberano do Brasil em "BB-" pela Fitch, com perspectiva negativa


Depois de chegar a cair quase 1% na mínima do dia, o dólar recuperou terreno e encerrou o pregão em alta de 0,37%, a 5,6955, maior patamar desde 13 abril deste ano. Na B3, às 17:02 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,28%, a 5,7165 reais. O movimento veio em linha com a alta de 0,2% do índice do dólar --que mede a divisa norte-americana contra seis rivais fortes-- nesta tarde, em meio a expectativas de que o Federal Reserve acelere o ritmo de redução de estímulos ao fim de sua reunião de política monetária, na quarta-feira. Isso, na visão de especialistas, abriria caminho para aumentos de juros na maior economia do mundo já no ano que vem, o que tenderia a elevar a rentabilidade de se investir nos Estados Unidos e, consequentemente, elevaria o ingresso de recursos naquele país. "Na prática, a necessidade de contenção do processo inflacionário (nos EUA), via elevação do juro da economia, resultará na inevitável valorização do dólar, penalizando, em especial, as moedas dos emergentes", disse em nota Ricardo Gomes da Silva, Superintendente da Correparti Corretora. No Brasil, investidores também repercutiam a notícia de manutenção da nota de risco do Brasil pela agência de classificação Fitch, que alertou para riscos de deterioração econômica e fiscal por aqui. Em comunicado de tom pessimista, a Fitch afirmou que a inflação alta e volatilidade do real vão pesar sobre a economia em 2022 e aumentar o risco de uma recessão. A nota do Brasil foi mantida em BB-, com perspectiva negativa. Além de riscos internacionais e domésticos, investidores têm apontado para menor liquidez nos mercados nos últimos dias, o que justificaria a decisão do Banco Central de intervir no câmbio nos últimos três pregões. Sexta e segunda-feira, a autarquia vendeu moeda à vista, enquanto, nesta terça, fez leilão de venda conjugado com leilão de compra em que vendeu 500 milhões de dólares. O Presidente do BC, Roberto Campos Neto, reiterou nesta terça que a autarquia intervém em momentos de gap de liquidez, e ponderou que atuações exageradas por parte da autoridade monetária tendem a levar os investidores a buscar proteção em outros instrumentos. Apenas nas últimas quatro sessões, o dólar acumula alta de 2,87% frente ao real. À medida que este ano chega ao fim, participantes do mercado começam a olhar com cautela para 2022, que promete vários riscos ao desempenho do real.

REUTERS


Ibovespa cai influenciado por Wall Street antes de decisão do Fed

O Ibovespa teve a segunda queda seguida na terça-feira, interrompendo uma recuperação do começo de dezembro, refletindo novo dia negativo no exterior, às vésperas de decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed)


De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,62%, a 106.714,56 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 23,7 bilhões de reais. Petrobras foi a maior contribuição negativa para o índice, enquanto JBS ficou na ponta oposta.

REUTERS


Fitch mantém nota de crédito do Brasil em "BB-", com perspectiva negativa

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou a nota de crédito soberano do Brasil em moeda estrangeira em "BB-", com perspectiva negativa, a qual por sua vez reflete riscos negativos à economia, às finanças públicas e à trajetória da dívida


O país segue, assim, três degraus abaixo do mínimo para ser considerado grau de investimento ("BBB-"), atrás de pares emergentes como México ("BBB-"), Chile ("A-"), Colômbia ("BB+") e Índia ("BBB-") e no mesmo patamar que África do Sul. "Incertezas fiscais, elevada inflação e volatilidade do real vão pesar sobre a economia em 2022 e aumentar o risco de uma recessão total, enquanto os custos de empréstimos soberanos mais altos, juntamente com um déficit primário mais elevado, levarão a uma deterioração renovada das finanças públicas em 2022", disse a Fitch em comunicado. A agência pontuou que as perspectivas de consolidação fiscal de médio prazo serão influenciadas pelo resultado das eleições de 2022 e que, embora preveja que o próximo governo respeitará o teto de gastos, mudanças adicionais no teto não podem ser descartadas. A Fitch avaliou que alterações no teto de gastos e o esforço para alterar as regras dos precatórios parecem ter tido relação com "considerações eleitorais". "Dado o baixo nível de gastos discricionários e a crescente rigidez orçamentária com a introdução do 'Auxílio Brasil', outras reformas de gastos podem ser necessárias para conter as despesas obrigatórias a fim de cumprir o teto de gastos de maneira sustentada", afirmou a Fitch. "Os riscos de baixa para as projeções fiscais da Fitch incluem um crescimento econômico mais fraco, custos de empréstimos acima do esperado e aumento imprevisto nos gastos em caso de a pandemia se agravar. Pagamentos de 'precatórios' acima do projetado também podem pesar no resultado", acrescentou. A Fitch projeta nova deterioração fiscal para 2022, com déficit nominal de quase 8% do Produto Interno Bruto (PIB), após queda estimada para 5,1% em 2021 e disparada para perto de 14% em 2020. A mediana para países com nota de crédito na faixa "BB", caso do Brasil, é de 4%. Para a atividade econômica, o prognóstico é de crescimento de apenas 0,5% no ano que vem, após expansão estimada de 4,8% para 2021. Assim como Fitch, S&P ("BB-") e Moody's ("Ba2") também colocam o Brasil na categoria de "grau especulativo".

REUTERS


Serviços emenda 2ª queda seguida e indica economia fraquejando

A atividade no setor de serviços --a de maior peso na economia brasileira-- frustrou expectativas e contraiu na margem pelo segundo mês consecutivo em outubro, com dados de setembro sendo revisados para baixo, num combo que se soma a indicadores recentes apontando esfriamento da recuperação enquanto a inflação segue alta e as condições financeiras ficam mais restritas


A retração de outubro foi a mais forte para o mês desde 2016 e a mais expressiva para qualquer mês desde março passado. "O que se vê é uma devolução de crescimento de alguns setores nos últimos meses. Mas temos uma pressão inflacionária impactando alguns serviços, especialmente o setor de telecom", disse Rodrigo Lobo, Gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A redução da atividade econômica traz impacto nos serviços, e isso fica cada vez mais claro. Temos pelo segundo mês quatro dos cinco grupos em queda, e isso mostra uma perda de ritmo e menor dinamismo", completou, citando ainda uma elevada base de comparação e destacando o terceiro mês consecutivo no negativo da atividade no grupo profissionais, administrativos e complementares, bastante correlacionado à atividade econômica geral. O volume dos serviços prestados no Brasil recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, acumulando retração de 1,9% considerando a queda de setembro, mostraram dados do IBGE ajustados sazonalmente na terça-feira. Ante outubro de 2020, houve avanço de 7,5%, com crescimento em quatro das cinco atividades e oitava taxa positiva seguida. Analistas consultados pela Reuters projetavam alta mensal de 0,1%, com ganho de 9,5% na comparação anual. Com o resultado negativo de outubro, o segmento reduziu a distância em relação ao patamar pré-pandemia --está agora 2,1% acima dessa linha, de 3,3% em setembro e 4,1% em agosto-- e fica 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. A queda de setembro sobre agosto foi ajustada para 0,7%, de recuo de 0,6% divulgado anteriormente. Quatro das cinco atividades investigadas recuaram no mês de outubro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-1,6%), que apresentaram a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 2,5% no período. "O segmento que mostrou o principal impacto negativo foi o de telecomunicações. Essa queda é explicada pelo reajuste nas tarifas de telefonia fixa, que avançaram 7,33% nesse mês. Essa pressão vinda dos preços, acabou impactando o indicador de volume do subsetor", disse o Gerente da pesquisa dos serviços. A inflação se manteve como vilã também ao explicar parte da queda no serviço de transporte aéreo de passageiros, segundo Lobo, em queda por dois meses consecutivos após aumento dos preços dos tíquetes.

Segundo ele, dos cinco setores de atividade pesquisados, apenas informação e comunicação (+7,9%) e transportes (+4,7%) operam em patamar acima de fevereiro de 2020, a base de comparação para pré-pandemia. Mesmo os serviços prestados às famílias --destaque positivo em outubro com alta de 2,7% sobre setembro, na sétima alta consecutiva-- ainda estão 13% abaixo dos níveis de logo antes da pandemia.

REUTERS


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