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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 29 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2021

Atualizado: 23 de mai.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 29| 14 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Negócios no mercado brasileiro do boi gordo continuam lentos; arroba recua R$ 3 em São Paulo

A referência para o macho terminado está em R$ 313/@ nas regiões do interior paulista, enquanto a vaca e novilha estão cotadas em R$ 295/@ e R$ 305/@, segundo a Scot Consultoria


Na segunda-feira, 13 de dezembro, o mercado brasileiro do boi gordo registrou um baixo volume de negócios, o que resultou em estabilidade da arroba na maioria das praças pecuárias do País. “Grande parte dos frigoríficos optou em se manter fora das compras de gado, com o objetivo de avaliar melhor o resultado das vendas de carne bovina no último final de semana”, relata a IHS Markit. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, as escalas dos frigoríficos continuam bastante confortáveis, o que resultou em maior pressão de baixa por parte dos compradores. Com isso, a arroba das três categorias destinadas ao abate recuou mais R$ 3/@ nesta segunda-feira, informa a Scot. Assim, a referência para o boi gordo está em R$ 313/@ nas regiões do interior paulista, enquanto a vaca e novilha estão cotadas em R$ 295/@ e R$ 305/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Segundo a IHS, o fluxo dos embarques ao mercado externo continua abaixo do registrado em igual época do ano passado e as vendas internas de carne bovina seguem fracas para este período do ano, quando teoricamente o consumo da proteína é alavancado pelas festas de fim de ano. “Embora haja pouca oferta de lotes confinados, os pecuaristas buscam barganhar valores maiores devido aos prejuízos acarretados pelas severas quedas nos preços da arroba durante os meses de setembro e outubro de 2021”, afirmam os analistas da IHS. No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos abriram a semana inalterados. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 307/@ (prazo) vaca R$ 293/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 284/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 302/@ (prazo) vaca a R$ 293/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 298/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo).

PORTAL DBO


Exportação de carne bovina alcança 37,8 mil toneladas na segunda semana de dezembro, recuo de 26,97%

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 37,8 mil toneladas na segunda semana de dezembro/21. Em dezembro do ano passado a exportação atingiu 142,5 mil toneladas


Segundo a Secretária Comércio Exterior (Secex), a média diária movimentada ficou em 4,7 mil toneladas na segunda semana de dezembro, recuo de 26,97% frente à média exportada no mês de dezembro do ano passado, que ficou em 6,4 mil toneladas. Para o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o ritmo das exportações ainda segue lento e muito preocupante. “Com a chegada do final de ano, o fluxo dos embarques cai muito neste período e com a China fora das compras, esse cenário é ainda mais preocupante”, disse. Os preços médios ficaram em US$ 4.906 por tonelada, alta de 8,88% frente a dezembro de 2020, com preços médios de US$ 4.506 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 23,2 milhões, queda de 20,49%, em relação a dezembro do ano passado, com US$ 29,1 milhões. Para a Para a Safras & Mercados, o volume exportado até o final de dezembro deve ser ligeiramente superior ao observado em novembro/21, que embarcou 81.174,383. “A expectativa é que dezembro encerre próximo de 83 mil toneladas”, destacou Iglesias.

AGÊNCIA SAFRAS


Exportação de Carne Angus cresce 26,8% e programa tem produtividade recorde

A Carne Angus Certificada registrou incremento de 26,8% nos embarques no acumulado de janeiro a novembro de 2021 quando comparado ao mesmo período de 2020. Ao todo, foram exportadas 692,4 toneladas


O volume alcançado de janeiro a novembro deste ano já supera o montante de janeiro a dezembro do ano passado, quando foram exportadas 614,5 toneladas. Os dados foram apresentados pela Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes, em Assembleia Ordinária da Associação Brasileira de Angus. “O Brasil é conhecido pela exportação em volume, mas está se consolidando em um mercado extremamente competitivo, o da carne premium”, diz ela. Assim como em 2020, neste ano, a China foi o principal destino da Carne Angus Certificada, abocanhando 47,5% do total exportado. Destaque ainda para a Palestina, responsável por 18,5% das aquisições de 2021. Os produtos com selo verde-amarelo da Angus também foram enviados para países como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Singapura, Irã, Omã, Líbano, Bermudas, Catar e Hong Kong. Em 2021, o Programa Carne Angus também teve o maior índice de certificação da história. A cada cem animais abatidos de janeiro a novembro, 74 foram certificados pelo Programa Carne Angus Certificada. O que, segundo Ana Doralina, sinaliza que os produtores estão buscando cada vez mais disponibilizar exemplares de qualidade aos frigoríficos. “Esse aproveitamento recorde nos mostra que eles estão trabalhando para entregar carcaças bem acabadas, mais pesadas, jovens, e que alcancem melhores bonificações”. Acompanhando a redução no volume de abate no país, a Carne Angus Certificada registrou queda de 3,1% no número de animais abatidos de janeiro a novembro de 2021. Além da falta oferta de gado gordo, a redução é explicada pela retenção de matrizes. No entanto, o Programa Carne Angus registrou aumento de 12,6% no volume de Carne Angus produzida, o que sinaliza maior aproveitamento dos cortes gerados por carcaça. Segundo o Presidente da Angus, Nivaldo Dzyekanski, “isso nos mostra que tivemos mais produtividade e qualidade, com menos animais abatidos”, explica. Atualmente, o Programa Carne Angus Certificada conta com 23 parceiros, 40 unidades em 11 estados brasileiros.

Programa Carne Angus Certificada


Mercado de reposição inicia a semana com poucos negócios e mantendo os patamares de preços

O mercado de reposição iniciou a semana com poucas negociações e mantendo os patamares de preços observados na semana anterior


O analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, apontou que o animal de até 12 meses está cotado em R$ 3.250,00 por cabeça no Mato Grosso, enquanto em Goiás está próximo de R$ 3.100 por cabeça. No fechamento do indicador Cepea da última sexta-feira (10), a cotação bezerro no estado de São Paulo registrou ligeira alta de 0,17% no comparativo diário e está cotado em R$ 2.830,83 por cabeça, sendo que na sessão da quinta-feira estava precificado em R$ 2.825,91 por cabeça. Já o indicador para o Bezerro Esalq/B3 no Mato Grosso do Sul encerrou a sessão da sexta-feira (10) com valorização de 2,86% e está cotado a R$ 2.940,84 por cabeça. Negócios na região de Governador Valadares/MG para o bezerro de 12 meses ao redor de R$ 3.368,00 por cabeça e com data de entrega em 12 de dezembro. Na localidade de Ibiporã/PR, o bezerro de até 12 meses R$ 2.900,00 por cabeça, à vista. No estado de São Paulo, o preço do bezerro de 12 meses com 7@ segue estável e cotado em R$ 2.620,00 por cabeça se comparado ao levantamento da última sexta-feira (10), conforme apontou a Scot Consultoria. Na região de Goiás, o preço do macho mestiço de 12 meses com 7@ também seguiu com estabilidade em torno de R$ 2.630,00 por cabeça, frente ao comparativo diário. No estado do Mato Grosso do Sul, a cotação do bezerro mestiço de 12 meses e com 7@ permaneceu cotado em R$ 2.600,00 por cabeça. Já no Mato Grosso, o valor do animal de 12 meses de 7@ está sendo negociado em R$ 2.750,00 por cabeça.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Embarques de carne suína têm melhora na 2ª semana de dezembro, mas preço segue em queda

Sobre oferta global de carne suína provocada pela ausência da China nos mercados pode afetar suinocultura brasileira


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na segunda semana de dezembro (oito dias úteis) registraram tímida melhora. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que está sendo visto é a China comprando menos, assim como já vinha fazendo com outros grandes players, como Estados Unidos, Canadá e União Europeia. "Isso faz com que sobre mais carne suína no mercado global, e qualquer oportunidade que apareça, qualquer mercado que se abra, vai ser muito disputado, e isso vai resvalar no Brasil no sentido de, por exemplo, ter que baixar preços para conquistar esses espaços", disse. A receita, de US$ 65,6 milhões representa 37,6% do montante obtido em todo dezembro de 2020, que foi de US$ 174,4 milhões. No volume embarcado, 29.133 toneladas, ele é 40,3% do total exportado em dezembro do ano passado, com 72.248 toneladas. A receita por média diária, US$ 8.202, é 3,42% maior do que a de dezembro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 16,8%. Em toneledas por média diária, 3.641 toneladas, alta de 10,89% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Comparado ao resultado no quesito da semana anterior, avanço de 19,16%. No preço pago por tonelada, US$ 2.252, ele é 6,74% inferior ao praticado em dezembro passado. Em relação à semana anterior, leve queda de 1,9%.

AGÊNCIA SAFRAS


Suínos: segunda-feira com queda nas cotações do setor

Segundo o Cepea/Esalq, os preços do suíno vivo e da carne voltaram a cair neste início de dezembro, depois da leve reação das vendas tanto do suíno vivo quanto da carne no fim de novembro


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 4,17%/7,41%, valendo R$ 115,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,03%/0,99%, custando R$ 9,60/R$ 10,10 o quilo. Na cotação do animal vivo, segundo o Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), ficaram estáveis os preços no Paraná, valendo R$ 6,12/kg, e no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 6,19/kg. Houve queda de 3,40% em São Paulo, chegando a R$ 7,10/kg, recuo de 2,96% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,22/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,26/kg. Cepea/Esalq


França diz que China concorda com comércio abordagem regional para doenças em suínos

A França assinou um acordo com a China para garantir que o comércio de carne suína continue, mesmo se ocorrerem surtos de peste suína africana, disse o Ministério das Finanças da França na segunda-feira.


O acordo significa que a China permitirá a exportação de carne suína de regiões da França não afetadas pela doença, mesmo que ocorram casos em outras partes do país, disse o Ministério em um comunicado.

REUTERS


FRANGOS


Exportações de carne de frango atingem em 8 dias úteis 42,3% do total da receita de dezembro/20

Carne de frango em destaque pelo país por não ser tão dependente da China e passar longe de riscos de diminuições drásticas


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura na primeira semana de dezembro (oito dias úteis), seguem em ritmo acelerado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, "esta semana registrou um crescimento de quase 17% no faturamento por média diária, e é o grande destaque do ano por não ser uma proteína dependente da China como a suína e a bovina, tendo o embarque halal como um grande diferencial", disse. A receita obtida, US$ 209,7 milhões representa 42,3% do montante obtido em todo dezembro de 2020, com US$ 494,6 milhões. No volume embarcado, as 120.373 toneladas ele é 34,3% do total exportado em dezembro do ano passado, com 350.857 toneladas. O faturamento por média diária, US$ 26.213 foi 16,58% maior do que dezembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 12%. Em toneladas por média diária, 15.046 toneladas, houve baixa de 5,65% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, aumento de 14,3%. No preço pago por tonelada, US$ 1.742, ele é 23,56% superior ao praticado em dezembro passado. O resultado em relação à semana anterior é de queda de 2,2%.

AGÊNCIA SAFRAS


Frango: segunda-feira com preços estáveis

Segundo o Cepea/Esalq, com as cotações do frango vivo em queda, o poder de compra do avicultor frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, tem recuado nestes primeiros dias de dezembro


Após um longo período de estabilidade (de agosto a novembro), o valor do animal está em queda, devido ao enfraquecimento das vendas da carne na ponta final, tanto no mercado interno quanto para o externo, contexto que trava as negociações envolvendo o vivo. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,40/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná, custando R$ 5,75/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta segunda-feira. Segundo o Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), a ave congelada e a resfriada subiram 0,30%, custando, respectivamente, R$ 6,70/kg e R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Importações de carne da China em novembro caem 13% no ano

As importações de carne da China caíram 12,6% em novembro em relação ao ano anterior, segundo dados alfandegários, à medida que a carne suína doméstica mais barata deste ano reduziu a demanda por suprimentos no exterior


A China trouxe 677.000 toneladas de carne em novembro, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas, abaixo das 775.000 toneladas do ano passado. As importações de novembro aumentaram ligeiramente, no entanto, em relação ao número de outubro de 664.000 toneladas. A carne suína tem a maior parte das importações de carne da China, mas os preços domésticos do PORK-CN-TOT-D despencaram este ano após um aumento na produção, após uma epidemia devastadora de peste suína africana, ultrapassou a demanda. Os preços subiram desde outubro, à medida que o clima mais frio impulsionou o consumo, mas ainda são cerca de metade dos preços do início do ano, ou cerca de 23 yuans (US $ 3,61) por quilo nos mercados atacadistas. Os embarques nos primeiros 11 meses de 2021 foram de 8,72 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação ao ano passado, mostraram os dados.

REUTERS


EMPRESAS


BRF renova acordo de joint venture com fundo do Qatar

A BRF chegou a um acordo na segunda-feira (13) para renovar a joint venture com o fundo soberano do Qatar na TBQ Foods, holding que detém o controle da produtora de aves turca Banvit, informou a empresa em comunicado


As subsidiárias integrais indiretas da companhia, BRF Foods GmbH e One Foods Holdings Ltd., assinaram um aditivo ao acordo de acionistas e joint venture com a Qatar Holding LLC, subsidiária integral da Qatar Investment Authority (QIA), para extinguir a opção de venda de titularidade da QIA. “A partir de 2023, QIA possuirá novas alternativas para liquidar seu investimento na Banvit. Não obstante, restou extinta a obrigação financeira da BRF perante a QIA”, disse a BRF em comunicado. A BRF detém 60% de participação na TBQ Foods e a QIA tem 40%. A BRF já havia informado no fim de novembro que negociava a manutenção da parceria com a QIA, evitando o exercício da opção de venda que seria exercido até 15 de dezembro.

CARNETEC


JBS adquire Grupo King's e aumenta presença na Itália e EUA

A JBS S.A. disse na segunda-feira (13) que sua subsidiária italiana Rigamonti fechou acordo para adquirir 100% do Grupo King's por 82 milhões de euros (US$ 92,5 milhões)


A aquisição inclui quatro fábricas na Itália, além de toda a operação da Principe nos Estados Unidos, com uma planta dedicada ao fatiamento de peças em Nova Jersey. “A JBS passa a ter presença nas três maiores regiões da Itália produtoras de especialidades da charcutaria com selos que reconhecem a qualidade e características únicas dos seus produtos”, disse a JBS em comunicado. O Grupo King's tem presença nos Estados Unidos e em mais de 20 países, e é líder de mercado na produção do Prosciutto di San Daniele D.O.P. O grupo também tem atuação relevante na fabricação de Prosciutto di Parma D.O.P., segundo a JBS. A marca King’s foi fundada em 1907 e conta com o reconhecimento do governo italiano como “Marca Histórica de Interesse Nacional”. A marca Principe foi fundada em 1945. Com essa operação, a Rigamonti também passa a deter 20% de participação na Piggly, primeiro criador de suínos sustentável e 100% livre de antibióticos da Itália, com duas unidades produtivas. “A aquisição das unidades e das marcas do Grupo King's é estratégica para a expansão da JBS nos Estados Unidos e na Europa, mas também em outras regiões, porque a companhia passa a contar com um portfólio e estrutura de produção e distribuição de especialidades italianas autênticas como prosciutto, bresaola, mortadela, speck e salame com certificação de origem, utilizando técnicas de fabricação e de cura artesanais”, disse a JBS. A aquisição está em linha com a estratégia da JBS de crescer em produtos de altíssimo valor agregado, colocando a companhia entre os líderes da salumeria italiana, além de alavancar a estratégia comercial nos Estados Unidos.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


BRDE: Banco libera R$ 60 milhões para agricultores, empresas e cooperativas do Sudoeste

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou R$ 60 milhões para empresas, cooperativas e produtores rurais do Sudoeste durante o Fórum Pato Branco – Cidadão Para o Mundo 2021


Essa rodada de assinaturas abrangeu 13 contratos, sendo quatro firmados com clientes próprios do BRDE e outros nove negociados por instituições conveniadas, como Cresol, Sicredi e Sicoob. Entre os contemplados estão um hotel, uma indústria de laticínios, duas cooperativas agroindustriais e nove agricultores. Os recursos serão usados para ampliação de instalações, aquisição de equipamentos, ampliação de capacidades de armazenamento, correção de solo e irrigação. Além destes, destacam-se contratos para a instalação de sistema fotovoltaico em propriedades rurais como a finalidade de produzir energia limpa. Foram quatro liberações com este propósito. As contratações de valores mais expressivos foram da Coasul Cooperativa Agroindustrial, no valor de R$ 35 milhões, e da Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição), no valor de R$ 15 milhões.

Agência de Notícias do Paraná


Volume de vendas de Natal deve cair pelo segundo ano seguido, diz CNC

A CNC estima um crescimento nominal de 9,8% nas vendas em relação ao Natal de 2020. Porém, esse crescimento será menor que a inflação projetada para o período


O volume de vendas de Natal no comércio varejista deve apresentar uma queda de 2,6%, descontada a inflação. Este será o segundo ano consecutivo de recuo nas vendas. A projeção foi divulgada na segunda-feira (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A principal data comemorativa do varejo brasileiro tem representado 22% do total das vendas de dezembro nos últimos dez anos. A pesquisa indica que devem ser movimentados R$ 57,48 bilhões em faturamento, crescimento de 9,8% em relação a 2020, mas o desconto da inflação leva a um ajuste na comparação que indica queda de 2,6%. O levantamento considera a situação econômica do país como o empecilho para a melhora do cenário. A entidade projeta que hiper e supermercados serão os destaques em movimentação financeira no período, com 38,5% (R$22,11 bilhões) do volume total de vendas. Em seguida, devem aparecer comércios de roupas, calçados e acessórios (35,3% do total ou R$ 20,28 bilhões) e lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,2% ou R$ 7,60 bilhões). A CNC aponta que presentear deve ficar mais caro neste Natal, com aumentos esperados em artigos de maquiagem (16,4%); aparelhos de TV, som e informática; joias e bijuterias (15%); e artigos de cama, mesa e banho (13,7%). Apenas os aparelhos telefônicos (-1,4%) estarão mais baratos do que no ano passado. De acordo com a entidade, o cenário não estimula as contratações no período. Apesar da expectativa da criação de 89,4 mil vagas temporárias, contingente 31% maior do que as contratações para o atípico fim de ano de 2020, o número é inferior às 91,6 mil vagas criadas para a data em 2019. Além disso, a taxa de efetivação foi revisada de 12,2% para 4,9%. A pesquisa também mostrou que a cesta com os itens mais consumidos na ceia, com valores mensurados via Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), tende a apresentar avanço médio de 13,4% nos 12 meses encerrados em novembro.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em alta de 1,09%, a R$5,6747 na venda

O dólar subiu com força frente ao real na segunda-feira, apesar de nova intervenção do Banco Central no mercado à vista, o que investidores atribuíram à demanda sazonal pela moeda e a expectativas de que o Federal Reserve se mostre mais duro com a inflação nesta semana


A divisa norte-americana spot fechou em alta de 1,09%, a 5,6747 reais na venda, seu maior patamar em uma semana e valorização mais acentuada desde 28 de outubro (+1,27%), mesmo após o BC vender 905 milhões de dólares em moeda física. Essa foi a segunda sessão consecutiva que contou com intervenção da autarquia no mercado de câmbio à vista, o que alguns investidores atribuíram a um período tradicionalmente marcado por liquidez reduzida. Roberto Motta, responsável pela mesa de futuros da Genial Investimentos, comentou no Twitter que no "mês de dezembro o fluxo é apertado", chamando a atenção ainda para a aproximação de um pagamento de dividendos de ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) pela Petrobras. Participantes do mercado aguardam a decisão da reunião de política monetária de dois dias do banco central norte-americano, a ser anunciada na quarta-feira. A expectativa de investidores é de que o Fed anuncie a aceleração do ritmo de redução de suas compras mensais de títulos, uma vez que o mercado de trabalho dos EUA tem dado sinais contínuos de aperto e a inflação segue em patamares elevados, mostrando-se mais persistente do que as autoridades estimavam inicialmente. O Fed também divulgará seu gráfico de pontos trimestral, que mostrará as projeções de seu comitê de definição de política monetária para os custos dos empréstimos. Há ampla expectativa de que as autoridades anteciparão suas estimativas para aumentos de juros no país, prevendo pelo menos duas altas para o ano que vem. "Não vejo outro movimento do dólar a não ser para cima, levando em consideração a política monetária nos EUA", disse à Reuters Anilson Moretti, Chefe de câmbio da HCI Invest. Além disso, ele apontou incertezas fiscais domésticas, sinais de desaceleração econômica e a aproximação das eleições presidenciais de 2022 como fatores de suporte para a moeda norte-americana frente ao real. Mas "não adianta ter uma Selic a 9,25% se o risco Brasil é alto; não vamos atrair (investidor) estrangeiro", afirmou Moretti.

REUTERS


Ibovespa resiste ao exterior negativo e fecha praticamente estável

O Ibovespa fechou próximo da estabilidade na segunda-feira, com peso da Vale, que subiu mais de 3%, ajudando a segurar o índice no azul em dia de exterior negativo


Nos EUA, as bolsas tiveram queda firme, com o mercado em compasso de espera para a reunião de política monetária do Federal Reserve -- a decisão será anunciada na quarta-feira -- e com cautela sobre a variante Ômicron. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou com variação positiva de 0,05%, a 107.809,48 pontos. O volume financeiro foi de 23,6 bilhões de reais.

REUTERS


PIB-Agro/CEPEA: PIB do agronegócio se estabiliza no 3º tri,

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), teve um crescimento modesto no terceiro trimestre, de apenas 0,4%. Com isso, o avanço do PIB do setor de janeiro a setembro deste ano é de 10,79%.


Considerando-se os desempenhos do agronegócio e da economia brasileira até o momento, a participação do setor no PIB total pode ficar em torno de 28% no ano. Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento do PIB na parcial de 2021 está atrelado aos resultados observados para o ramo agrícola (com elevação de 17,06%), já que o pecuário segue registrando balanço negativo de janeiro a setembro (queda de 4,76%). Pesquisadores do Cepea indicam que os destaques de janeiro a setembro foram os segmentos de insumos e o primário (agricultura). O PIB do segmento de insumos agrícolas foi puxado pelo desempenho da agricultura e pela alta importante dos preços, sobretudo fertilizantes e máquinas agrícolas. Por sua vez, o excelente resultado da agricultura no período se deve exclusivamente ao alto patamar real dos preços agrícolas, tendo em vista as expressivas quebras de produção para importantes culturas, devido ao clima desfavorável. O avanço da renda neste segmento, contudo, foi limitado pelo forte incremento dos custos de produção. Especificamente no terceiro trimestre, pesquisadores do Cepea ressaltam que chamou a atenção uma desaceleração da recuperação da produção industrial, frente ao ano anterior. Esse foi o cenário para quase todas as agroindústrias agrícolas. Ainda assim, a variação do PIB do segmento no acumulado do ano continuou positiva. O crescimento do PIB dos agrosserviços também merece destaque. A boa performance da agricultura, sobretudo da soja, e a recuperação do nível de processamento vegetal (apesar da desaceleração) ampliaram o uso de serviços pelo ramo. O fraco desempenho do ramo pecuário tem como principal fator de pressão o aumento expressivo dos custos com insumos, seja dentro da porteira, na agroindústria ou nos agrosserviços. No segmento primário, o PIB cresceu, mas com resultado bem modesto, tendo em conta as fortes elevações dos preços. Isso porque a alta dos custos foi mais intensa que as elevações dos valores dos produtos e houve menor produção de bovinos no campo. Na agroindústria pecuária, pesquisadores do Cepea indicam que as elevações das matérias-primas não puderam ser repassadas na mesma intensidade aos preços negociados, diante da enfraquecida demanda doméstica, causando um estreitamento das margens – situação que se agravou no terceiro trimestre. Ademais, o abate de bovinos diminuiu, devido à escassez de bois no campo. Nos agrosserviços, o recuo do PIB no ramo pecuário também refletiu o comportamento a montante.

CEPEA


Ministério mantém estimativa para o VBP da agropecuária em 2022 em R$ 1,2 tri

Montante é 4,5% superior ao projetado para este ano. Para o conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério passou a prever VBP em 2022 de R$ 353,2 bilhões, com baixa de 1,3% ante 2021 (R$ 357,8 bilhões, 5,4% mais que em 2020) - no mês passado, a estimativa era de avanço de 0,8%.


O Ministério da Agricultura confirmou que o valor bruto da produção (VBP, “da porteira para dentro”) da agropecuária brasileira deverá alcançar R$ 1,16 trilhão em 2022. É o mesmo patamar previsto em novembro e, se confirmado representará um aumento de 4,5% em relação ao cálculo para este ano (R$ 1,11 trilhão, 10% mais que em 2020). Como já havia sinalizado a Pasta no mês passado, o aumento será puxado pela agricultura — com destaque para os grãos, cuja colheita nesta safra 2021/22 tende a ser a maior da história, como confirmaram novas estimativas de Conab e IBGE divulgadas na semana passada. Para o VBP das 21 lavouras que compõem o levantamento, o ministério agora prevê valor total de R$ 811,2 bilhões, 7,3% mais que em 2021 (R$ 756 bilhões, 12,3% acima de 2020). Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, a previsão é que o valor caia 1,4% em relação ao recorde previsto este ano, para R$ 356,6 milhões, basicamente em razão da queda dos preços em relação às máximas do primeiro semestre de 2021. Mas no caso do milho, muito prejudicado pelo clima na safra 2020/21, as perspectivas ainda são de franca recuperação após as quebras na safra principal e na safrinha este ano. O ministério agora prevê incremento de 19% do VBP do cereal em 2022, para R$ 148,5 bilhões. Entre as principais lavouras cultivadas no país, também deverão crescer em 2022 os VBPs do algodão (22,1%, para R$ 32,9 bilhões), do café (40,8%, para R$ 56,5 bilhões), da cana (16%, para R$ 99,1 bilhões), do tomate (31,9%, para R$ 15,2 bilhões), da mandioca (4%, para R$ 11,9 bilhões) e do cacau (0,5%, para R$ 4,1 bilhões). Em contrapartida, são esperadas quedas para arroz (14,2%, para R$ 17,3 bilhões), banana (14,8%, para R$ 10,5 bilhões), feijão (6%, para R$ 12,4 bilhões), laranja (0,1%, para R$ 14,3 bilhões), mandioca (1,8%, para R$ 11,4 bilhões) e trigo (13,7%, para R$ 10,7 bilhões). Para o conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério passou a prever VBP em 2022 de R$ 353,2 bilhões, com baixa de 1,3% ante 2021 (R$ 357,8 bilhões, 5,4% mais que em 2020) - no mês passado, a estimativa era de avanço de 0,8%. O VBP dos bovinos deverá alcançar R$ 138,9 bilhões, 7% menos que o montante estimado para este ano. Para o frango, a previsão é de avanço de 2,8% na mesma comparação, para R$ 111,7 bilhões, e para os suínos a expectativa é que o valor atinja R$ 29,8 bilhões, com baixa de 4,7%. O ministério prevê crescimentos para o leite (9,1%, para R$ 55,7 bilhões) e baixa para os ovos (2,3%, para R$ 17,2 bilhões).

VALOR ECONÔMICO


Produção da agroindústria ‘derreteu’ em outubro

Índice calculado pelo FGV Agro registrou queda de 11,3% ante o mesmo mês de 2020


O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) registrou, em outubro, a maior retração interanual da série negativa iniciada em julho. Conforme levantamento recém-concluído, a baixa ante outubro de 2020 foi de 11,3%. Na comparação com setembro deste ano, a redução foi de 2,9%. Foi o segundo pior outubro desde o início da série histórica, em 2011. Com esse enfraquecimento cada vez maior, para 2021 como um todo a estimativa de alta do centro, que já foi de mais de 7%, caiu para, no máximo, 2% - e uma queda de até 0,5% não é descartada. Nos dez primeiros meses do ano, a variação acumulada em relação a igual intervalo de 2020 ainda foi positiva (0,7%). O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBCBR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. “É importante ressaltar que a variação acumulada no ano vem ficando cada vez menor. Em maio, era de 8%; em julho, de 5,1%; em setembro, de 2,3%. Nesse ritmo, é possível que a agroindústria não consiga terminar o ano em campo positivo, diferentemente do que era esperado anteriormente” , informou o FGV Agro. A baixa de outubro foi novamente determinada por tombos no segmento de produtos alimentícios e bebidas (15,5%) e no ramo de produtos não-alimentícios (6,2%). No primeiro segmento, a maior queda ante o mesmo mês de 2020 foi a dos produtos alimentícios de origem vegetal (27,7%); no segundo, foi a dos biocombustíveis (30,3%), mas também aqui houve a alta mais relevante - a dos insumos, que chegou a 20,7%. Segundo o FGV Agro, esses resultados mais fracos que os esperados decorrem de diversos fatores, entre os quais “desorganização da cadeia produtiva derivada da pandemia da covid-19, que ocasionou falta de matéria-prima, bem como aumento dos custos de produção; inflação elevada, que corrói o poder de compra da população; aumento da taxa de juros e, consequentemente, encarecimento do crédito; e mercado de trabalho enfraquecido com maior participação das ocupações informais, apesar da ligeira melhora na taxa de desocupação”.

VALOR ECONÔMICO


Mercado eleva para 11,5% estimativa de taxa de juros em 2022

O mercado financeiro elevou a projeção para a taxa de juros ao fim de 2022


De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central —levantamento semanal do Bacen com analistas de instituições financeiras— divulgada na segunda-feira (13), o prognóstico para o juro básico da economia em 2022 subiu a 11,5% ano, de 11,25% do documento da semana anterior. Na quarta-feira (8), o BC elevou a taxa Selic em 1,50 ponto percentual, para 9,25% ao ano, indicou nova alta da mesma magnitude para fevereiro e destacou em comunicado a importância de o ciclo de aperto avançar "significativamente" em território contracionista para consolidar o processo de desinflação e de ancoragem das expectativas em torno das metas. O tom mais assertivo surpreendeu boa parte do mercado, que vinha de dados piores de atividade econômica. As medidas de inflação projetadas por analistas para a Focus, por sinal, melhoraram. O número esperado para 2021 cedeu de 10,18% para 10,05% —primeira queda após 35 semanas consecutivas de alta. A medida para 2022 se manteve em 5,02%, parando de subir depois de 20 semanas seguidas em ascensão. A projeção para 12 meses caiu de 5,36% para 5,21%, enquanto a taxa para 2023 recuou de 3,50% para 3,46%. O IPCA esperado para 2024 teve ligeira queda, de 3,10% para 3,09%. Todas as projeções anuais de 2021 a 2024, porém, seguem acima das metas para os respectivos anos --3,75%, ​3,50%, 3,25% e 3,00%. Num cenário inflação ainda pressionada e juros mais altos, a economia padece. O prognóstico para o crescimento do PIB em 2021 recuou pela nona semana seguida, saindo de 4,71% para 4,65%. A taxa esperada para 2022 ficou menor pela décima semana consecutiva, ainda que apenas ligeiramente —caiu de 0,51% para 0,50%

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