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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 287 DE 06 DE JANEIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 287 |06 de janeiro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo mantém paradeira típica de início do ano

As escalas nacionais de abate permanecem encaixadas em média de 7 dias, e há indústrias que devem continuar com as operações paralisadas até pelo menos a próxima segunda-feira, sobretudo em SP, diz a IHS Markit


Neste começo de 2023, até o momento (5/1), praticamente não houve alterações nas referências dos bovinos gordos nas praças brasileiras, informam os analistas de mercado. “Geralmente, o início do ano é um período mais lento para os negócios no mercado do boi gordo, e este ano não está sendo diferente”, ressalta a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista de mercado da Scot Consultoria. Na quinta-feira, embora seja a minoria, alguns frigoríficos de São Paulo voltaram a lançar ordens de aquisições de boiadas gordas para fechar as escalas de abate, que permanecem alongadas, praticamente finalizando janeiro. Nas praças paulistas os preços dos animais terminados continuaram estáveis ao longo do dia, com o boi gordo valendo R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 267/@ e R$ 272/@, respectivamente (valores brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi-China” segue cotado em R$ 285/@ na praça paulista, no prazo, valor bruto, acrescenta a consultoria. Na quinta-feira, registrou-se recuo nas cotações da arroba do boi gordo em Rondônia diante do cenário bem ofertado de animais, disse a IHS. Por outro lado, há registros de menores lotes disponíveis para abate em outras regiões, como nas praças de São Paulo, porém ainda sem quaisquer indicações de elevação nos preços, acrescentou a consultoria. No mercado atacadista, a dinâmica para reposição de carne bovina não evoluiu ao longo desta semana e as vendas permanecem reduzidas na ponta do varejo, informou a IHS Markit. “O período de férias neste início de janeiro concentrou uma menor procura por cortes bovinos no atacado, condicionando um aumento significativo das ofertas de carne com osso, tendência que deve se manter no decorrer de janeiro”, relatou. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 269/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 241/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Preço do suíno cede na maioria das praças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,77%/1,87%, valendo R$ 11,10/R$ 10,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), houve tímida alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,13%, chegando em R$ 7,65/kg, e estabilidade no Rio Grande do Sul, com o quilo do animal vivo fixado em R$ 6,93. Queda de 2,32% no Paraná, atingindo R$ 6,75/kg, recuo de 0,28% em Santa Catarina, com valor de R$ 7,04/kg, e de 0,39% em São Paulo, fechando em R$ 7,75/kg.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: 2023 começa com preços em queda

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 29/12/2022 a 04/01/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) manteve a estabilidade, fechando a semana em R$ 6,84/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,05/kg vivo", informou o Lapesui


Em São Paulo, o preço ficou estável em R$ 8,53/kg segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), sem acordo entre suinocultores e frigoríficos, com negociação realizada na quinta-feira (5). Não houve negociação na Bolsa na última semana após acordo entre criadores e frigoríficos, em função do mercado não ter demonstrado nenhuma grande alteração na oferta e demanda. Optou-se por realizar a bolsa na quinta-feira. "A Bolsa de São Paulo no dia de ontem não teve negociação entre os criadores e frigoríficos. A referência de R$ 160,00/@ é a mesma da semana anterior. O mercado real será definido nas próximas horas em função da oferta e demanda. Verifica-se pressão de baixa com certeza, entretanto, o tamanho dela vai necessitar da adequação do mercado, excluindo as especulações negativas", disse Valdomiro Ferreira, presidente da APCS. No mercado mineiro, o valor recuou na quinta-feira, passando de R$ 7,70/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), com preço sugerido pela entidade. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ R$ 7,33/kg para R$ 6,93/kg vivo nesta semana.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Expectativa é de crescimento do setor em 2023

Mesmo com as incertezas econômicas que permeiam o mercado mundial em 2023, a expectativa é de que o setor suinícola brasileiro cresça neste ano


Segundo pesquisadores do Cepea, o fundamento vem dos possíveis aumentos das demandas interna e, sobretudo, externa. No Brasil, o poder de compra tende a se manter fragilizado, o que, por sua vez, acaba aquecendo a demanda doméstica pela carne suína, que apresenta mais competitividade frente a outras, como a bovina. Além disso, estratégias da indústria em investir em diversificação e posicionamento do produto suinícola no mercado doméstico devem ser mantidas em 2023, fortalecendo a demanda pela proteína. Quanto à procura externa pela carne brasileira, o USDA estima que as exportações nacionais tenham incremento de 2,7% e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de 12%. A aposta do setor está na diversificação dos destinos e na consolidação de parcerias firmadas ao longo do ano passado. Do lado da oferta, estimativas realizadas pelo Cepea apontam possível avanço de 3,3% na produção nacional de 2022 para 2023. Contudo, é importante destacar que o custo de produção elevado deve seguir pressionando as margens de lucro do suinocultor brasileiro, especialmente os que atuam no mercado independente.

Cepea


FRANGOS


Preços do frango congelado e resfriado cedem em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado recuou 1,56%, chegando em R$ 6,30/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve mudança de preço, custando R$ 5,13/kg, assim como Santa Catarina, com valor inalterado de R$ 3,02/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), houve recuo de 1,32% para a ave congelada, atingindo R$ 7,48/kg, e de 0,52% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,61/kg.

Cepea/Esalq


Rabobank estima queda no consumo per capita de carne de frango

O Rabobank espera que o consumo per capita brasileiro de carne de frango tenha caído em 2022 e continue a tendência de estagnação no início de 2023, em um cenário de aumento da competitividade da carne bovina, segundo relatório divulgado nesta semana


“Uma combinação de forte valorização dos preços de carne bovina e reduzido poder de compra resultou em um aumento de 13% no consumo per capita de carne de frango nos últimos três anos”, disse o Rabobank. “Entretanto, com a queda nos preços de carne bovina desde o final do primeiro trimestre enquanto os preços de frango continuaram estáveis, a competitividade da carne bovina melhorou e o consumo de carne de frango tem mostrado sinais de saturação.” O Rabobank disse que, com uma diferença menor entre os preços das duas carnes, esse cenário de reduzida competitividade da carne de frango deverá continuar no início de 2023, já que o forte apelo cultural da carne bovina tende a favorecer a retomada do consumo desta proteína. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou no fim do ano passado que o consumo per capita de carne de frango no Brasil deverá voltar para 45,5 kg em 2023, volume já registrado em 2021, após cair para 45,1 kg em 2022.

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Secretário do Ministério do Meio Ambiente diz que não mudará Código Florestal para alcançar desmatamento zero

Para evitar desmate legal, estratégia será convencer os produtores de que há alternativas rentáveis


O biólogo João Paulo Capobianco, escolhido por Marina Silva para ser Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, afirmou que não há espaço para alteração no Código Florestal para exigir desmatamento zero. Segundo ele, o governo vai perseguir a meta de alcançar o desmatamento ilegal zero por meio da fiscalização. Para as áreas passíveis de supressão vegetal de acordo com a legislação ambiental, a estratégia será convencer os proprietários a evitar o desmate e estimular mecanismos como créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais. "O desmatamento ilegal vai ser combatido e o desmatamento legal é uma questão de convencimento, de apresentar alternativas, de criar uma política que estimule a manutenção", disse Capobianco após a cerimônia de posse da Ministra Marina Silva. "Hoje, a pessoa que possui área de floresta preservada além do que a lei determina pode ter vários retornos. Já é possível o crédito de carbono, crédito para recomposição florestal, tem várias ferramentas, tem alternativas. Ninguém vai mexer no Código [Florestal]", completou.

VALOR ECONÔMICO


GOVERNO


Ministério da Agricultura confirma nomes de secretarias da pasta

O Ministério da Agricultura confirmou em nota, cinco nomes que irão comandar secretarias na composição da pasta de Carlos Fávaro


São eles: Carlos Goulart (Secretaria de Defesa Agropecuária), Wilson Vaz de Araújo (Secretaria de Política Agrícola), Irajá Lacerda (Secretaria Executiva), Renata Miranda (Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação, Cooperativismo) e Roberto Perosa (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais). O chefe de gabinete de Fávaro será Wilson Gambogi Taques e o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS) será assessor de Participação Social e Diversidade.

ESTADÃO CONTEÚDO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


BRDE garante financiamentos de R$ 4,4 bilhões para projetos do Sul em 2022

Com R$ 1,7 bilhão contratados, o Paraná lidera entre os estados do Sul (Rio Grande do Sul teve R$ 1,5 bilhão e Santa Catarina, R$ 1,2 bilhão)


O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu a movimentação de R$ 4.418.007.598,71 injetados na economia da Região Sul. Com R$ 1,7 bilhão contratados, o Paraná liderou entre os estados do Sul (Rio Grande do Sul teve R$ 1,5 bilhão e Santa Catarina, R$ 1,2 bilhão) e também supera sua marca histórica, uma vez que em 2021 atingiu R$ 1,4 bilhão, com média aproximada de R$ 1,2 bilhão desde 2019. O crescimento das operações do banco, que envolvem o setor produtivo como um todo (Agronegócio, Indústria, Comércio, Serviços, Infraestrutura, Pequenos Negócios e Inovação), chega a quase 185% nos últimos quatro anos. Em 2019, o total movimentado foi de R$ 2,3 bilhões para o fomento de municípios do Sul. Os investimentos na Indústria representaram 30,7%, segmento seguido pelos setores de Comércio e Serviço e Agronegócio, ambos com 24,6%. Infraestrutura reúne 19,8%. De acordo com o banco, aproximadamente 78% das linhas oferecidas se enquadram em ao menos um ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável). São 40 mil clientes em 61 anos de atuação. A atuação no Paraná se destacou na Agropecuária, com 31,7% de contratações. O Banco do Agricultor Paranaense, programa que tem o Governo do Paraná como ente que subsidia os juros, contratou, em 2022, 537 operações, somando R$ 126.993.370,93. No total, desde o início em abril de 2021, são R$ 168.709.881,84 movimentados por produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, além de agroindústrias familiares, projetos que utilizem fontes renováveis de energia e programas destinados à irrigação. O programa Trator, Implementos e Equipamentos Solidários para a Agricultura Familiar do Estado do Paraná, que possibilita o financiamento, com preços mais acessíveis, de tratores, pulverizadores e colhedoras para pequenos produtores, teve contratadas, via BRDE, 763 operações em 2022, com valor de R$ 137.075.977,79. No total, já são R$ 415.410.174,82. A diversificação de fundos de investimentos foi um dos fatores fundamentais para o avanço do BRDE como maior banco de desenvolvimento do Sul. Foram 10.415 contratos no total, com destaque aos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido de Finame, Financiamento de Máquinas e Equipamentos e do próprio BRDE. Ainda em 2022, o banco obteve junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aprovação para novas operações através de organismos internacionais que somam R$ 2 bilhões pela cotação atual das moedas estrangeiras. O aval é para captações junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na ordem de US$ 150 milhões, Banco Mundial (89,6 milhões de euros) e outros 134,6 milhões de euros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tomba a R$5,3527 com ajuste e acenos do governo Lula, na contramão do exterior

O dólar teve forte queda frente ao real na quinta-feira, na contramão do exterior, conforme investidores continuaram ajustando posições na esteira de disparada da moeda no início da semana, reverberando ainda acenos do novo governo à manutenção de reformas e outras medidas de gestões anteriores


No mercado à vista, o dólar tombou 1,81%, a 5,3527 reais, na maior desvalorização percentual diária desde 20 de dezembro (-1,97%). -"Os mercados seguem dando ao governo o benefício da dúvida. A operação abafa deu algum resultado. Hoje descolamos para o bem em bolsa e câmbio em relação ao mundo", disse em publicação no Twitter Sergio Machado, sócio da NCH Capital. Seus comentários fizeram referência a uma série de declarações de ministros de Lula nos últimos dias, que investidores interpretaram como acenos com a intenção de acalmar os mercados, depois que o real e o Ibovespa foram derrubados acentuadamente nos primeiros dois dias do novo governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, disse na terça-feira não haver nenhuma proposta sendo pensada nesse momento para revisão de reformas, incluindo a da Previdência. Já o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado pelo novo governo para comandar a Petrobras, disse que não haverá intervenção nos preços dos combustíveis, o que tem impulsionado as ações da estatal. Investidores também atribuíram o tombo do dólar na quinta-feira a questões técnicas, depois de a moeda ter saltado mais de 3% no acumulado das duas primeiras sessões da semana, para acima de 5,45 reais. Na véspera, a divisa norte-americana já havia interrompido o rali recente ao fechar com variação negativa de 0,04%. "A queda de hoje está muito pautada num dia sem muitas notícias da parte fiscal e da parte política, igual a gente viu no início da semana. E, como o dólar já estava num preço alto, ali na casa dos 5,45, é natural que a gente tenha essa correção", disse Lucca Ramos Almeida, sócio da One Investimentos. Ele também apontou o cenário externo como um possível obstáculo à uma recuperação adicional do real, conforme o banco central norte-americano segue aumentando sua taxa de juros. Dados da quinta-feira trazendo novas evidências de um mercado de trabalho forte nos Estados Unidos aumentaram os temores de que o Federal Reserve possa continuar elevando os custos dos empréstimos por mais tempo do que o esperado, medo que elevava o índice do dólar frente a uma cesta de pares fortes em 0,80%.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta de mais de 2% em dia de alívio

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na quinta-feira, no segundo pregão seguido no azul, em meio a ajustes apoiados no tom mais apaziguador de discursos recentes do novo governo, com as ações da Petrobras avançando mais de 3% e respondendo por um apoio relevante no dia


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,19%, a 107.641,32 pontos. O volume financeiro somou 27,65 bilhões de reais. Na visão de Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central (BC), as declarações de Rui Costa na véspera e a fala de Simone Tebet nesta quinta-feira sinalizaram um "freio de arrumação" no governo após o ano começar "muito bagunçado". "Já tem um pouco de ordem e a calma está voltando", afirmou. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, garantiu na quarta-feira que o governo não está avaliando revisão de reformas anteriores, incluindo a da Previdência, um dia depois o ministro da Previdência, Carlos Lupi, criticar duramente a reforma previdenciária e sinalizar que pretende discutir mudanças. Na quinta-feira, Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, fez coro com afirmações do ministro da Fazenda, dizendo que não há política social efetiva sem responsabilidade fiscal. "Não vamos descuidar dos gastos públicos, aí se verá o nosso lado firme, austero, mas conciliador", disse. De acordo com o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli, o mercado continua bastante volátil com o modelo "morde e assopra" do governo Lula. "Caiu muitos nos primeiros pregões, agora está corrigindo um pouco", afirmou. Ele, contudo, se mostrou pragmático, lembrando que mercados emergentes são assim, e que mesmo que os ativos e o país sofram no curtíssimo prazo podem reagir conforme as políticas forem sendo conhecidas e colocadas em práticas. "A onda de pessimismo pode passar tão rápido quanto chegou." Wall Street fechou no vermelho, com novas evidências de um mercado de trabalho apertado nos Estados Unidos corroendo qualquer esperança de investidores de que o Federal Reserve possa interromper seu ciclo de alta da taxa básica de juros em breve.

REUTERS


Poupança fecha 2022 com saque líquido recorde de R$103 bi

A caderneta de poupança recebeu um depósito líquido de 6,259 bilhões de reais em dezembro, mas o investimento acumulou em 2022 um resgate de 103,2 bilhões de reais, quase o dobro da maior perda anual já registrada até então, mostraram números do Banco Central atualizados na quinta-feira


As perdas da aplicação no ano ocorreram em meio à elevação da taxa de juros pelo Banco Central para controlar a inflação, o que contribuiu para reduzir a competitividade da poupança frente a investimentos em renda fixa. No ano passado, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um saque líquido no valor de 80,9 bilhões de reais, enquanto a poupança rural acumulou uma retirada de 22,3 bilhões de reais. Os dois valores foram os maiores da série do Banco Central, com início em 1995. Ao longo do ano o BC deu continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em março de 2021, quando a taxa básica de juros estava em 2%, menor nível da história. A taxa foi elevada em 4,5 pontos percentuais no ano passado, e está atualmente em 13,75%. Além de reduzir a disponibilidade de renda das famílias disponível para investimentos, ao encarecer o crédito e desaquecer a economia, a alta dos juros também afeta diretamente o rendimento da poupança. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, os depósitos na poupança têm rendimento fixo de 0,5%, ou 6,17% ao ano, acrescido da taxa referencial (TR), o que deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa. Em 2021, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar que a autoridade monetária estudava alterar nas regras de correção da poupança, em meio a uma preocupação com o volume de saques, mas frisou que isso teria que ser feito de forma lenta e em etapas para não criar ruptura no financiamento. Boa parte dos recursos da poupança são obrigatoriamente destinados pelas instituições financeiras ao financiamento imobiliário. Até então, o maior saque anual na poupança havia sido registrado em 2015, quando a Selic também estava em alta, no valor de 53,6 bilhões de reais. Em 2021, o investimento já havia sofrido uma perda expressiva, de 34,8 bilhões de reais, após ter registrado no ano anterior um depósito recorde de 125,3 bilhões de reais, em um cenário de juros baixos e de pagamentos bilionários pelo governo de auxílio emergencial em meio à pandemia da Covid-19.

REUTERS


Produção industrial tem queda de 0,1% em novembro

A produção da indústria brasileira caiu 0,1% em novembro de 2022, na comparação com outubro. A queda veio depois de uma alta de 0,3% em outubro. O dado, da Pesquisa Mensal Industrial, foi divulgado hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


A produção também apresentou resultados negativos na média móvel trimestral (-0,2%), no acumulado de janeiro a novembro (-0,6%) e no acumulado de 12 meses (-1%). Na comparação com novembro de 2021, no entanto, houve alta de 0,9%. Na passagem de outubro para novembro, 11 das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda. Os principais resultados negativos vieram dos setores de indústrias extrativas (-1,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%), produtos têxteis (-5,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), produtos de metal (-1,5%) e produtos de minerais não metálicos (-1,2%). Ao mesmo tempo, 15 atividades tiveram alta na produção, com destaque para produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%). Das quatro grandes categorias econômicas da indústria, apenas uma teve queda na passagem de outubro para novembro: os bens de consumo duráveis (-0,4%). Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram crescimento de 0,6%. Também apresentaram alta os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (0,8%) e os bens intermediários: insumos industrializados usados no setor produtivo (0,4%).

Agência Brasil


IPC-Fipe sobe 0,54% em dezembro e fecha 2022 com alta de 7,32%, pressionado por Alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta em dezembro 0,54% e encerrou 2022 com avanço acumulado de 7,32% informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira.


A inflação acumulada no ano passado ficou abaixo da taxa de 9,73% vista em 2021. Em novembro o índice havia subido 0,47%. No ano passado, o destaque ficou para a disparada de 14,74% dos custos de Alimentação. Já os preços de Vestuário e Despesas Pessoais saltaram respectivamente 11,49% e 10,82%. O maior impacto no último mês do ano foi exercido por Alimentação, com alta de 1,07% dos preços sobre novembro. Também pesaram com força as Despesas Pessoais, cujos custos subiram 0,75%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS


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