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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 284 DE 03 DE JANEIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 284 |03 de janeiro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo abre 2023 travado

O primeiro dia útil de 2023 foi marcado por uma enorme morosidade de negócios, motivada pela ausência de ambas as pontas do mercado (pecuaristas e frigoríficos), informou na segunda-feira a IHS Markit


Na última sexta-feira (30/12) não houve nenhuma operação na bolsa brasileira, a B3, deixado o setor sem referência de preço para a formação de novos negócios, relatou a consultoria. Ao mesmo tempo, muitas unidades de abate brasileiras ainda estão com as atividades paralisadas devido ao período de manutenção das fábricas. “Praticamente, em todas as praças pecuárias do país não houve registro de volumes significativos de negócios”, disse a IHS. Tradicionalmente, janeiro costuma ser um período de fraco fluxo de vendas de carne em função dos compromissos financeiros da população (pagamento de impostos, sobretudo), bem como pelo período de férias escolares. Já em relação ao mercado de exportação, depois dos surpreendentes resultados em 2022 (em receita e volume), “os altos custos de produção no exterior e os problemas com abastecimento e sanitários devem continuar favorecendo a participação da carne brasileira no mercado global da proteína”, dizem os analistas da IHS. Embora a União Europeia ainda seja uma incógnita, o Brasil tem ampliado as exportações de carne bovina para muitos países na Ásia e na África, além da América, com destaque para os EUA. No mercado atacadista, as vendas entre os principais cortes bovinos no último final de semana apresentaram resultados satisfatórios, dentro das expectativas do setor para o período. Os preços do boi gordo ficaram firmes na primeira segunda-feira do ano, em São Paulo, relatou a Scot Consultoria. “A movimentação pouco intensa, típica da segunda-feira, e as escalas de abate bem encaminhadas levaram à estabilidade na cotação da arroba”, informa a Scot. No mercado paulista, a cotação para o boi gordo está em R$ 280/@, para a vaca gorda em R$ 267/@ e para novilha gorda em R$ 272/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 285/@, no prazo, valor bruto, acrescentou a Scot. Cotações: SP-Noroeste: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 269/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 241/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); PR-Maringá: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 261/@ (à vista); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços estáveis no PR, SC e RS

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 3,38%/3,2¨%, chegando em R$ 143,00/R$ 147,00, enquanto a carcaça especial teve altas entre 2,65%/6,78%, valendo R$ 11,60/R$ 11,00 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (30 de dezembro), houve recuo apenas em Minas Gerais, na ordem de 1,72%, chegando em R$ 9,02/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 7,17/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,02/kg), Santa Catarina (R$ 7,18/kg), e em São Paulo (R$ 8,03/kg).

Cepea/Esalq


Caso de doença de Aujeszky no RS não prejudicará exportações de carne suína, diz Fundesa

Animal que testou positivo foi identificado em São Gabriel


O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) acompanha o caso de um suíno que testou positivo para a doença de Aujeszky no município de São Gabriel. Trata-se do primeiro foco da enfermidade no Estado desde 2003. Em nota, a entidade afirma que a ocorrência não afetará o comércio internacional, já que a cidade não tem granjas exportadoras. De acordo com a Secretaria de Agricultura, o foco foi registrado em um criatório de subsistência. Todos os 46 animais da fazenda foram testados e abatidos preventivamente. O Serviço Veterinário Oficial também testou suínos de 180 propriedades em até cinco quilômetros de distância da fazenda onde o caso ocorreu. As propriedades próximas e o fluxo de animais na região estão sendo monitoradas. A doença de Aujeszky é causada por um vírus transmitido por contato direto com animais contaminados ou indiretamente, por meio de comedouros e equipamentos. Sintomas comuns são tremores ou incoordenação das patas traseiras. O mal pode causar também problemas respiratórios, febre e até a morte.

VALOR ECONÔMICO


FRANGOS


Frango: preços estáveis na segunda-feira (2)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja e o frango no atacado ficaram estáveis, com preços de R$ 5,00/kg e R$ 6,65/kg, respectivamente


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,21/kg, da mesma maneira que no Paraná, precificado em R$ 5,13/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (30), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,26%, valendo, respectivamente, R$ 7,61/kg e R$ 7,68/kg.

Cepea/Esalq


Influenza aviária: a situação na França se agrava e já são 250 casos registrados desde agosto de 2022

A situação sanitária em relação à gripe aviária de alta patogenicidade (HPAI) na França piorou desde agosto e se agravou ainda mais nas últimas semanas, segundo informações do governo francês


O número de 100 surtos de gripe aviária nos plantéis foi atingido em 2 de dezembro. Nas aves selvagens, o número de casos também aumentou acentuadamente na França continental e na Europa. Mais da metade dos focos de reprodução concentram-se na região de Pays de la Loire em uma zona de risco de disseminação (ZRD) com alta densidade de aves (especialmente em Vendée e Maine-et-Loire). Esta situação levou à tomada de medidas preventivas específicas detalhadas no comunicado de imprensa de 2 de dezembro. Diante do aumento do risco de contaminação devido à queda das temperaturas e à alta atividade migratória de aves silvestres, o risco passou de "moderado" para "alto" no dia 11 de novembro em todo o território metropolitano. Em toda a França metropolitana, todas as aves devem ser abrigadas e as reuniões de aves são proibidas. Em 30 de dezembro, 250 focos de reprodução foram confirmados desde 1º de agosto.

REUTERS


República Tcheca relata gripe aviária em grande granja avícola

A Administração Veterinária Estatal da República Tcheca (SVS) relatou na última sexta-feira a gripe aviária do tipo H5N1 em uma granja com cerca de 750.000 galinhas no oeste do país. A detecção da gripe aviária foi notificada depois que a fazenda registrou aumento de óbitos em um de seus três pavilhões. Medidas para prevenir a propagação da doença foram tomadas, disse a SVS.

REUTERS


Níger relata gripe aviária grave entre aves

O Níger relatou a cepa altamente contagiosa H5N1 da gripe aviária, ou gripe aviária, entre aves domésticas em um vilarejo no sul do país, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), com sede em Paris


O surto no sul da região de Tahoua matou a maior parte de um rebanho de 4.920 animais, com as aves restantes abatidas, disse a WOAH em nota, citando informações das autoridades do Níger. O surto do vírus, o primeiro no Níger desde julho de 2021, ocorreu em aves encomendadas da região de Zinder por uma organização não governamental local, acrescentou WOAH. Partes da África foram afetadas por uma onda global sem precedentes de infecções por gripe aviária no ano passado, que levou à morte de mais de 100 milhões de aves apenas na Europa e nos Estados Unidos.

REUTERS


CARNES


Demanda doméstica por carne bovina e suína em 2022 ficou aquém do esperado

A demanda doméstica por carne bovina ficou aquém do esperado em 2022, pressionando os preços médios do boi gordo em boa parte do ano, segundo avaliação divulgada pelo Centro de

Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na quinta-feira (29)


Cerca de 75% da carne bovina produzida no Brasil é destinada ao mercado interno e as fortes exportações não foram suficientes para mitigar os impactos das lentas vendas no mercado doméstico no preço do boi. A maior média de preços no ano foi registrada em janeiro, de R$ 347,32 a arroba, e a menor foi registrado em novembro, de R$ 283,35, segundo o índice do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista). A demanda nacional por carne suína também ficou abaixo do esperado pelo setor, impactada pelo fragilizado poder de compra da população, em momento de inflação alta. “O setor suinícola nacional registrou demanda externa enfraquecida em 2022, enquanto a produção nos três primeiros trimestres do ano foi recorde. Nesse cenário, a disponibilidade de carne no mercado doméstico cresceu consideravelmente, pressionando os valores de negociação do animal vivo e da proteína”, disse o Cepea em nota. Já a carne de frango brasileira registrou recorde de exportação em 2022, favorecida em um cenário de redução na oferta de carne de frango produzida na Ucrânia e de gripe aviária enfrentada por outros países produtores. “O contexto econômico global também favoreceu as exportações brasileiras de carne de frango em 2022 – com a inflação elevada em diversos países, muitos acabaram suspendendo as tarifas sobre as importações da proteína, na tentativa de reduzir os impactos na economia local”, disse o Cepea.

CARNETEC


GOVERNO


Fávaro diz que priorizará produção sustentável e reaproximação da União Europeia

Novo ministro assumiu a Agricultura na segunda-feira


O novo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tomou posse na segunda-feira, em cerimônia na sede da Embrapa, em Brasília, empresa que ele pretende “reconstruir”, como declarou ao Valor, aumentando o orçamento para pesquisa e mudando a direção da estatal. Fávaro também quer trabalhar em conjunto com Marina Silva, ministra de Meio Ambiente, para construir políticas de produção sustentável e para combater as ilegalidades no campo e dos crimes ambientais. “Vamos caminhar juntos. Desmatamento ilegal, garimpo ilegal, extração de madeira ilegal, tudo isso afeta diretamente a produção agrícola em dois aspectos: acabando com as nossas relações comerciais e com as chuvas, o clima, nosso maior ativo. Temos que cuidar do meio ambiente”, disse o ministro em entrevista exclusiva ao Valor. Ele diz que dará atenção especial ao restabelecimento dos laços com a União Europeia. “Os europeus não querem mais saber de produtos que tenham origem no desmatamento”, destacou. “Vamos mudar a imagem do Brasil de largada e implementar políticas de produção sustentável”. Outro dos objetivos do novo ministro é costurar o reforço no Programa ABC+ para financiar, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a conversão de pastagens degradadas em lavouras. O tema foi discutido ainda na fase de pré-campanha com Aloizio Mercadante, que era coordenador do plano de governo do então candidato Lula e agora assumiu o banco estatal de fomento. “Tem tudo para dar certo. Aumentaremos muito a produção e vamos tirar a pressão sobre novos desmatamentos”, disse Fávaro. Ele quer aumentar o volume de recursos para essa finalidade, com prazos de 15 anos para pagamento, sendo três de carência. Para micro e pequenos produtores, a ideia é dar subvenção direta. “Defendo que produtores pequenos, de 20 ou 30 hectares, por exemplo, acessem o financiamento e paguem só metade, o restante fica como subvenção do governo. É pouquinho para o Estado ao longo de 15 anos, e o ganho será imenso em produção, emprego, renda, divisas”. Se der certo, o plano tem potencial de, em duas décadas, dobrar a área de cultivo no país, que atualmente é de cerca de 40 milhões de hectares. “Com o financiamento, podemos agregar 2 milhões de hectares por ano, que são 5% da área degradada que está propícia para agricultura. Em 20 anos, o Brasil dobra a produção sem derrubar uma árvore sequer. Será uma grande revolução”, afirma. O novo ministro garantiu que não haverá taxação de exportações nem defesa de invasão de terras produtivas no país, grande receio de parte considerável do agronegócio. Fávaro atribui isso à “indústria de fake news” contra o presidente da República da época da campanha. “Ele [Lula] nunca disse isso. Não vai taxar exportação, não vai tirar garantia de propriedade privada, o direito adquirido, não vai estimular invasão de terra produtiva de jeito nenhum”, assegurou. Fávaro diz que, na verdade, a imagem e a postura de Lula serão de grande valia para o agro e que o presidente será o “grande embaixador” do setor para abrir novos mercados. “Vamos combater a fome com mais alimentos, principal objetivo do presidente Lula, e teremos mais excedentes para vender para o mundo. Para isso, precisamos de boas relações comerciais. O presidente Lula é muito habilitado para isso e vai nos ajudar a abrir mercados”, ressaltou. Outra meta do ministro é priorizar ainda mais pequenos e médios produtores nos subsídios do crédito rural. A ideia é manter a equalização dos grandes apenas nas operações de investimentos. “Para custeio das lavouras, o empresário tem acesso ao crédito internacional e outros instrumentos que vamos aperfeiçoar, desintermediar o dinheiro, com políticas inovadoras e modernas”, comentou. “Vamos aproximar quem quer poupar do produtor que precisa captar, sem muita burocracia e com garantias”. Mas Fávaro sabe que o desafio de reduzir o custo dos financiamentos ao produtor sem afetar as contas do governo com a equalização não é simples. Segundo ele, será preciso um trabalho integrado, liderado por Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, de austeridade fiscal, controle da inflação e aumento da arrecadação para pressionar a queda da taxa Selic e, consequentemente, fazer render mais o orçamento para o subsídio. Quanto ao seguro rural, que penou no ano passado com o aumento dos custos e dos prêmios, a intenção é ampliar a verba e o alcance da subvenção. Mas, por ora, a rotina deve continuar a mesma de convencer a equipe econômica da importância do mecanismo. “O seguro rural é uma política que precisa, no mínimo, ser mantida, mas, na medida do possível ampliada. Uma conquista que tivemos no orçamento e com a PEC da Transição foi a possibilidade de livre remanejamento de 25% dos recursos. À medida que tivermos demanda, precisamos convencer o Ministério da Fazenda e seremos atendidos”, finalizou.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


Marfrig começa a processar carne orgânica no Brasil

Operação está concentrada na planta da companhia em Hulha Negra (RS); matéria-prima vem do Uruguai


A Marfrig, uma das maiores empresas de proteínas animais do país e do mundo, começou a processar carne orgânica no Brasil. A operação está concentrada, por enquanto, no frigorífico da companhia em Hulha Negra (RS). A matéria-prima vem do Uruguai, onde a Marfrig é o maior frigorífico de carne bovina. A planta tem capacidade para produzir 10 mil embalagens por dia, em dois turnos de operação. A carne orgânica é proveniente de animais alimentados exclusivamente a pasto, livres de fertilizantes sintéticos, hormônios anabolizantes e estimulantes de crescimento, segundo comunicado da Marfrig. O produto também apresenta um menor nível de gordura intramuscular e de colesterol. Durval Cavalcanti, diretor-geral de industrializados da Marfrig no Brasil, diz, no comunicado, que o movimento Unidade da empresa em Hulha Negra (RS), começou em meados de 2021, após a empresa identificar uma demanda por carne bovina orgânica no país. “Entendemos quais eram os requisitos sensoriais e de qualidade necessários para iniciar os testes”, afirma. As quatro unidades de abate da Marfrig no Uruguai possuem certificação orgânica e já exportam para Estados Unidos e países da Europa. A carne orgânica é rastreada e os processos nos frigoríficos são controlados para garantir que o produto não seja misturado a outras matérias-primas. A primeira carga — de coxão duro — foi recebida em agosto do ano passado e armazenada em câmaras frias exclusivas. Depois, foi cozida e desfiada, para ser colocada em embalagens flexíveis, hermeticamente seladas. O frigorífico de Hulha Negra é o primeiro da Marfrig no Brasil a ter certificação orgânica para produtos processados. A unidade foi reconhecida pela empresa IBD, maior certificadora de produtos orgânicos e sustentáveis da América Latina.

VALOR ECONÔMICO


MEIO AMBIENTE


Com reconhecimento internacional, Mato Grosso reduz desmatamento em 14%

Maior produtor de commodities e com maior rebanho bovino do Brasil, estado investe no combate ostensivo ao desmatamento ilegal


A área desmatada no estado de Mato Grosso registrou queda de 13,8% entre agosto de 2021 e julho de 2022 em relação ao período equivalente de 2020/2021, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A redução é resultado do investimento de R$ 165 milhões no combate ao desmatamento ilegal por parte do atual governo do estado – o governador Mauro Mendes (União Brasil) foi reeleito em 2022. Soma-se ao cerco contra crimes ambientais a fiscalização ostensiva, já que somente no ano passado o governo estadual aplicou R$ 1,135 bilhão em multas. As informações são da LEAF Coalition (Lowering Emissions by Accelerating Forest Finance) ou, em português, Coalizão LEAF (Reduzindo Emissões por meio da Aceleração do Financiamento Florestal), enviadas à imprensa na segunda-feira (02). Em 2021, a coalizão mobilizou US$ 1 bilhão em financiamento, dando início ao "maior esforço já existente entre os setores público e privado para proteger as florestas tropicais", informou a entidade. Os resultados alcançados pelo estado de Mato Grosso têm sido reconhecidos internacionalmente. Em novembro de 2022, durante a COP27, maior evento do mundo sobre mudanças climáticas, o governador Mauro Mendes participou de encontro com Nat Keohane, economista ambiental da LEAF Coalition, que enalteceu as medidas de combate ao desmatamento ilegal. "Toda vez que converso com pessoas sobre proteção do meio ambiente, uso como exemplo o estado de Mato Grosso, que aumenta a produção preservando o meio ambiente e reduzindo as emissões de CO2", disse Keohane em nota. Segundo o especialista, quando consideradas as duas últimas décadas, Mato Grosso reduziu o desmatamento do bioma amazônico no seu território em 85% e segue na contramão da estatística brasileira, que ampliou sua área desmatada de 4,5 mil km² para 13 mil km² na última década. A fiscalização em todo o território mato-grossense é feita com satélite de alta resolução, um dos mais modernos do mundo e que detecta desmatamento em tempo real, além do reforço presencial de equipes nas regiões com mais alertas de desmatamento, destacou a LEAF. Atualmente, o estado tem 62% de seu território preservado. Além disso, está entre as metas da atual gestão a neutralização das emissões de CO2 até 2035.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Surto de Covid na China atinge frigoríficos com queda nas taxas de abate

O salto nas infecções por Covid em toda a China está prejudicando a enorme indústria frigorífica do país, aumentando os sinais de interrupção crescente do súbito desmantelamento das restrições de vírus em Pequim


As taxas de abate de suínos caíram na semana passada, indicando uma escassez de mão de obra nas fábricas de carne, de acordo com Zhu Di, analista da Guangfa Futures. Os produtores de carne disseram que a presença e a produção dos funcionários estão bastante instáveis ​​no momento, pois os trabalhadores estão sendo infectados ao mesmo tempo. A situação é parecida com o que aconteceu em outros países no início da pandemia. As fábricas de carne foram um foco de surtos de Covid-19 nos EUA e em toda a Europa, em parte devido à alta densidade de trabalhadores em um ambiente interno e ao contato prolongado e próximo do pessoal na linha de produção. Isso ameaçava a saúde dos trabalhadores e da sociedade em geral. A principal diferença agora é que a China deu um passo decisivo para conviver com o vírus e não está tentando controlar um aumento nas infecções. As fábricas estão fazendo de tudo para manter as máquinas funcionando, pois os surtos têm o potencial de prejudicar a produção de tudo, desde carne de porco a carros e iPhones. O impacto geral na produção de carne será limitado e de curta duração, disse Zhu. A interrupção está acontecendo em um momento em que o consumo de carne é mais fraco do que o esperado antes do Ano Novo Lunar, pois as pessoas podem ter medo de jantar fora e querem evitar grandes reuniões. Alguns abatedouros de aves tiveram que oferecer pagamentos extras aos funcionários na semana passada para manter as taxas operacionais depois que muitos trabalhadores se despediram, de acordo com a consultoria de commodities Mysteel.

Bloomberg


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Apesar do clima, agropecuária do Paraná manteve rendimento em 2022

Na primeira safra, as principais culturas dos grãos tiveram quebras representativas. Porém, a recuperação do feijão e do milho na segunda safra, o bom desempenho das proteínas animais e os preços elevados garantiram os rendimentos do setor agropecuário como um todo


Diante desse cenário, a tendência, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, é que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) 2022 ao menos mantenha os resultados positivos do ano anterior. Em 2021, o Paraná atingiu R$ 180,4 bilhões. O ano de 2022 foi desafiador para os produtores paranaenses, principalmente devido ao clima, que prejudicou a produção agrícola e gerou aumento nos custos de produção. No caso da soja, o Deral estima que houve perda de 38% na produção, reduzindo em aproximadamente R$ 15 bilhões o faturamento do grão entre 2021 e 2022. A redução na produção nesse período também foi registrada na primeira safra de feijão (-25%) e milho (-5%). “Embora tenham sofrido com as intempéries climáticas, esses dois produtos conseguiram se recuperar na segunda safra e compensaram as perdas”, explicou a economista do Deral, Larissa Nahirny. Por outro lado, de acordo com as estimativas do Deral, em 2022 o feijão conseguiu atingir um recorde de produção para a segunda safra, com um volume de 561,5 mil toneladas, praticamente o dobro do produzido em 2021, ano em que a cultura foi prejudicada pelo clima. Já o milho 2ª safra, que atingiu um volume estimado em 6,2 milhões de toneladas em 2021, chegou a 13,3 milhões de toneladas em 2022. A pecuária continuou crescendo no Paraná em 2022. A produção de suínos teve um crescimento estimado em 8%, e o frango de corte, 2%. O setor leiteiro, que assim como os grãos enfrentou dificuldades ao longo do ano, começou a retomar o equilíbrio, e tem uma variação de preços projetada em 25% entre 2021 e 2022. De maneira geral, as proteínas animais cresceram 4% na produção, comparativamente a 2021. Com isso, para 2022 estima-se um crescimento de 5% no VBP desse setor, podendo chegar a R$ 49,2 bilhões. O agro representa 36% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar avança 1,5%

Os investidores seguiram mais cautelosos, em pregão de menor liquidez devido aos mercados fechados nos Estados Unidos e no Reino Unido


O dólar comercial terminou a sessão de ontem em alta, em meio à preocupação dos agentes financeiros com a política fiscal no Brasil. Após o presidente Lula assinar uma medida provisória prorrogando a desoneração dos combustíveis por pelo menos 60 dias, o novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sofreu sua primeira derrota em busca da responsabilidade fiscal. Diante disso e de outros comentários de Lula, os investidores seguiram mais cautelosos na segunda-feira, em pregão de menor liquidez devido aos mercados fechados nos Estados Unidos e no Reino Unido. No fim das negociações, o dólar à vista fechou em alta de 1,52%, cotado a R$ 5,3581, enquanto o contrato futuro para fevereiro da moeda operava, perto das 17h30, em alta de 1,43%, a R$ 5,3970. O dólar avançava também ante os pares emergentes, ainda que com menor intensidade, com ganho de 0,59% ante o rand sul-africano e 0,78% ante o peso argentino. Contra o peso mexicano a valorização era mais baixa, de 0,13%. As falas de Lula também chamaram atenção porque o presidente afirmou que as empresas estatais devem ser fundamentais para o crescimento do país, revogando o processo de privatização de oito dessas companhias, entre elas Petrobras, Correios, EBC e Dataprev. Ainda na posse de ontem foi anunciada uma MP prorrogando a isenção de impostos a combustíveis, publicada hoje, estendendo por um ano a alíquota zero do PIS/Pasep e Cofins sobre diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo, e mantendo até o fim de fevereiro a alíquota zero dos mesmos tributos sobre a gasolina e o álcool. Para Rostagno, mesmo que o novo governo reforce comentários sobre a importância de cuidar dos gastos públicos, ainda não há sinalização concreta de como isso será alcançado. “Vemos o [ministro da Fazenda Fernando] Haddad falando de responsabilidade fiscal, mas ele não detalha como esse objetivo vai ser atingido”, afirmou. Ainda na avaliação do estrategista do Mizuho, a responsabilidade fiscal seria garantida, pelo que tudo indica, por um aumento de tributos, que não deve ser facilmente alcançado. “A carga tributária do país já é muito elevada e temos um Congresso alinhado majoritariamente à centro direita, o que deve dificultar a aprovação deste tipo de medida”, disse.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em queda de 3% com fiscal e política pesando sobre estatais

Investidores repercutiram a decisão do novo governo de estender a desoneração de tributos federais sobre combustíveis por 60 dias


O Ibovespa começou o ano de 2023 registrando queda firme, na medida em que investidores repercutiram a decisão do governo de estender a desoneração de tributos federais sobre combustíveis por 60 dias. Para além do impacto da medida em si, pesou o sentimento de que a decisão mostra uma fragilidade no discurso de responsabilidade fiscal do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As estatais sofreram, adicionalmente, com novas indicações de possíveis interferências políticas nos seus negócios. No fim da sessão, o referencial local registrou perdas de 3,06%, aos 106.376 pontos, tocando os 105.981 pontos na mínima intradiária e os 109.734 pontos na máxima. A liquidez do dia foi fortemente reduzida em razão do feriado do ano novo e do consequente fechamento dos mercados de alguns países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido. O volume financeiro somava 14,2 bilhões de reais, em sessão afetada pela ausência de bolsas em Nova York em razão do feriado estendido do Ano Novo, bem como feriado no mercado londrino.

VALOR ECONÔMICO


Brasil tem superávit comercial de US$62,3 bi em 2022

O Brasil registrou um superávit comercial de 4,780 bilhões de dólares em dezembro, acima do esperado, e fechou 2022 com um saldo positivo acumulado de 62,310 bilhões de dólares na balança comercial, recorde para o ano, informou o novo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na segunda-feira. A expectativa de analistas, segundo pesquisa da Reuters, era de um superávit comercial de 3 bilhões de dólares no mês passado.

REUTERS


Mercado eleva previsão para inflação em 2023 no Focus e vê Selic mais alta

Analistas consultados pelo Banco Central encerraram 2022 elevando as projeções para inflação e prevendo menos cortes para a taxa básica de juros neste novo ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, foi fechado na sexta-feira, dia 30 de dezembro, antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato como presidente, no domingo. O Focus apontou que a expectativa é de que o IPCA tenha encerrado 2022 com alta de 5,62%, contra 5,64% antes. Mas para este ano a conta subiu em 0,08 ponto percentual, para 5,31%. Para 2024 também houve aumento, de 0,05 ponto, para 3,65%. Em todos os casos, as perspectivas para a inflação superam o centro da meta para cada ano --3,5% para 2022, 3,25% para 2023 e 3,00% para 2024, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pressão inflacionária levou os especialistas consultados a preverem uma taxa básica de juros mais alta este ano, de 12,25% contra 12,00% antes, calculando assim menos cortes para a Selic ante o patamar atual de 13,75%. Para 2024 segue a expectativa de que a taxa encerre a 9,00%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento tiveram pouca alteração. A previsão é de crescimento de 3,04% em 2022, 0,80% em 2023 e 1,50% em 2024. Somente para este ano que houve ajuste, de 0,79% previsto na semana anterior.

REUTERS


Febraban reduz previsão de alta no crédito em 2023 e eleva estimativa de inadimplência

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou na segunda-feira que espera um crescimento de 8,2% em 2023 nos financiamentos concedidos pelo sistema bancário do país, um leve recuo ante a projeção anterior divulgada em novembro de 8,4%


Segundo a federação de bancos, a redução na projeção é resultado da expectativa de menor crescimento da carteira com recursos livres, de 10% para 8,6%. Já a expectativa para a carteira com recursos direcionados subiu de 6,1% para 7,7%. Para 2022, a entidade "captou nova melhora na projeção de crescimento da carteira total, subindo de 14,1% (novembro) para 14,8%", segundo comunicado à imprensa. A pesquisa da entidade foi realizada entre 13 e 20 de dezembro, com 20 bancos. "Essa melhora decorre principalmente das surpresas positivas com os números mais recentes da economia, especialmente nas linhas de crédito com recursos direcionados, como os programas públicos", afirmou a entidade. A pesquisa também mostra piora das expectativas para a inadimplência da carteira livre. Para 2022, a projeção subiu de 4,3% (em novembro) para 4,4%, enquanto para 2023 avançou de 4,4% para 4,7%. Em outubro, a inadimplência desta carteira estava em 4,2%. Além do crédito, a pesquisa da Febraban indicou que 75% dos participantes espera que o início do movimento de queda de juros pelo Banco Central ocorra apenas a partir do terceiro trimestre deste ano, nas reuniões de agosto ou setembro. Na pesquisa anterior, a maioria dos analistas (60%) apontava que isso ocorreria no segundo trimestre, afirmou a entidade. Ainda 20% dos participantes indicam que a Selic deve começar a cair só nos três últimos meses deste ano, algo não apontado na pesquisa anterior. "Para a maior parte dos entrevistados, a tramitação da PEC da Transição resultou em alteração tanto do início da flexibilização monetária quanto em uma elevação da taxa terminal da Selic em 2023. Apenas 25% afirmaram que não alteraram suas projeções para a taxa Selic", disse o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg. Pela pesquisa da associação de bancos, a mediana das projeções passou a indicar que a taxa Selic fique estável em 13,75% ao ano até junho e só a partir de agosto seria iniciada a flexibilização da política monetária.

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Indústria do Brasil terminou 2022 em contração, mostra PMI

O setor industrial do Brasil encerrou 2022 com fraqueza, uma vez que a terceira queda seguida das novas encomendas provocou o declínio mais forte da produção em dois anos e meio, em meio à incertezas fiscais e econômicas, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)


A S&P Global divulgou na segunda-feira que seu PMI para a indústria do Brasil ficou em 44,2 em dezembro, quase inalterado ante 44,3 em novembro, mas sinalizando a segunda deterioração mais forte no setor desde maio de 2020, quando a economia enfrentava a pandemia de Covid-19. Dezembro foi o segundo mês seguido em que o índice ficou abaixo de 50, marca que separa crescimento de contração, e a média do quarto trimestre foi a mais fraca desde o segundo trimestre de 2020, segundo a S&P Global. "A pesquisa nos mostra que clientes e produtores continuam ansiosos em relação às políticas públicas futuras e à resiliência da economia", disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. "As empresas brasileiras se mostraram cautelosas com suas expectativas e focaram no aqui e agora." Os fabricantes de bens reduziram a produção em dezembro devido ao volume mais baixo de vendas, marcando a queda mais forte em dois anos e meio. As empresas indicaram que as incertezas em torno das políticas públicas e econômicas afetaram as vendas no último mês do ano, com os clientes muitas vezes cancelando ou adiando as compras. As vendas para exportação voltaram a pesar nos novos negócios, com essas encomendas registrando uma das maiores quedas desde o início da coleta de dados, há 17 anos. Os entrevistados citaram demanda mais fraca de clientes na América Latina, Europa e Estados Unidos. Diante desse cenário, os empresários do setor da indústria voltaram a reduzir as folhas de pagamento, com queda do emprego no ritmo mais forte em dois anos e meio. Os dados de dezembro mostraram ainda aumentos tanto nos custos de insumo quanto nos preços cobrados. A escassez de componentes e o aumento dos preços de alguns itens foram citados como fatores para novo aumento dos custos. Já os preços cobrados aumentaram pela primeira vez em três meses, ainda que de forma modesta, com algumas empresas buscando transferir os aumentos de custo a seus clientes. Apesar das incertezas, dezembro ainda registrou melhora na confiança das empresas, com expectativas de que políticas públicas favoráveis e relações internacionais possam favorecer as perspectivas de crescimento. Planos de expansão, investimentos, diversificação de produtos e expectativas de vendas mais altas alimentaram o otimismo, segundo os dados do PMI.

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