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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 279 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 279 |20 de dezembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: semana começa fraca

Frigoríficos e pecuaristas ficam longe dos balcões de negócios, o que faz o preço da arroba seguir com estabilidade na maioria das praças brasileiras; em SP, macho terminado vale R$ 285/@, informa a Scot


“A baixa liquidez no mercado sugere uma maior acomodação das cotações da arroba”, relata a IHS Markit. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, como de costume para uma segunda-feira, as negociações caminharam em ritmo lento nas praças de São Paulo, Estado que serve de referência para as outras regiões pecuárias. O boi gordo paulista seguiu com preço estável, a R$ 282/@, enquanto os valores da vaca e a novilha gordas também andaram de lado, negociadas por R$ 262/@ e R$ 272/@ respectivamente (preços brutos e a prazo). O animal destinado à exportação, o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade), está valendo R$ 290/@ nas praças paulistas (no prazo, preço bruto), acrescentou a Scot. Nas praças do Mato Grosso do Sul, diz a consultoria IHS, as indústrias frigoríficas estão operando com escalas de abate prontas até o final da primeira semana de janeiro e sinalizam valores de compra de gado bem abaixo das máximas vigentes, mesmo sem êxito nas efetivações. No Pará, a maior oferta de animais terminados também ajudou no avanço das escalas de abate, abrindo espaço para ajustes negativos na arroba, observa a IHS. Nas demais regiões do País, relata a IHS, a estabilidade de preços prevalece, sustentada pela ausência de compradores de boiadas gordas. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo registraram altas no fechamento da semana passada, com a maioria dos vencimentos operando acima de R$ 290/@. No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram estáveis nesta segunda-feira, 19 de dezembro. Segundo a Scot Consultoria, o bom escoamento do traseiro com osso tem garantido firmeza nas cotações, já a venda do dianteiro está com baixa liquidez, derrubando a média de preços. O dianteiro caiu 5,4% nos últimos sete dias, informa a Scot. Sendo assim, a carcaça casada de bovinos castrados recuou 2,3% na semana passada, negociada a R$17,45/kg. Para os bovinos inteiros, queda de 2,2%, com a carcaça a R$ 16,96/kg, acrescentou a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 261/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 288/@ (prazo) vaca a R$ 269/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 241/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca R$ 263/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Arroba suína sobe em São Paulo a R$ 140,00/R$ 145,00

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 2,19%/1,40%, chegando em R$ 140,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,93%/0,89%, valendo R$ 10,90/R$ 11,30 o quilo


(16), houve aumento de 1,73% em São Paulo, alcançando R$ 7,64/kg, avanço de 1,17% em Minas Gerais, custando R$ 7,75/kg, incremento de 1,04% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,82/kg, alta de 0,88% em Santa Catarina, precificado em R$ 6,90/kg, e de 0,44% no Paraná, fechando em R$ 6,79/kg.

Cepea/Esalq


No mercado independente em São Paulo suíno tem alta e chega a 8,53/kg vivo

A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) realizou a Bolsa de Suínos do mercado independente nesta segunda-feira (19), antecipando o mercado que geralmente comercializa os animais nesta modalidade às quintas-feiras


Em São Paulo, o preço passou de R$ 8,26/kg vivo para R$ 8,53/kg segundo dados da APCS, com acordo entre suinocultores e frigoríficos. "Nós fizemos mais uma vez uma Bolsa extraordinária, conforme compromisso firmado na última quinta-feira, com tentativa de realinhar os preços para esta semana. Hoje, em comum acordo com os frigoríficos, chegamos a um preço nominal de R$ 160,00 a arroba para entrega até o próximo domingo, ficando ainda em aberto para a próxima semana a necessidade de realizar outra Bolsa. Vamos observar como o mercado vai reagir", disse Valdomiro Ferreira, presidente da APCS. Ele complementa, explicando que esse valor acaba tendo uma relação de troca com o milho de uma arroba suína conseguir comprar 1,85 saca do cereal, lembrando que isso ainda não é o suficiente para uma relação saudável. "O preço de hoje leva a um patamar de igualdade com os custos de produção para granjas de alta produtividade. Ainda não chegamos no ideal, mas vamos ver como o mercado vai ficar nos próximos dias", afirmou.

APCS


Exportações de carne suína atingem 79% da receita total de dezembro de 2021

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura nos 12 dias úteis de dezembro já atingiram quase 79% do total arrecadado em todo o mês de dezembro de 2021


A receita obtida, US$ 140,7 milhões, representa 78,67% do montante obtido em dezembro de 2021, com US$ 178,9 milhões. No volume, as 55.047 toneladas são 68,82% do total registrado em dezembro do ano passado, com 79.983 toneladas. Na receita por média diária, US$ 11,7 milhões ela é 50,8% maior do que a de dezembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, alta de 18,9%. Em toneladas por média diária, 4.587 toneladas, incremento de 31,9% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 19,05%. No preço pago por tonelada, US$ 2.557, ele é 14,3% superior ao praticado em dezembro passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 0,09%.

AGÊNCIA SAFRAS


ABCS vê alta de 3-5% no abate de suínos em 2023

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) estima um crescimento de 3% a 5% nos abates de suínos no Brasil em 2023, segundo projeções divulgadas na semana passada


As exportações devem crescer cerca de 2%, resultando em um melhor ajuste entre oferta e demanda no mercado doméstico, segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em nota divulgada pela entidade. A ABCS espera que a produção de suínos no Brasil feche 2022 com aumento de 6% em relação a 2021 e as exportações mantenham-se estáveis em relação ao ano passado. “Em resumo, o ano de 2022 termina estancando as perdas de uma crise profunda, com a expectativa de que no ano que vem inicie a recuperação financeira do setor”, disse Lopes. Segundo ele, o consumo per capita neste ano deverá ser recorde, superando a marca dos 19 kg. A ABCS já havia informado no início do mês que o consumo per capita de carne suína no Brasil atingiu 19,35 kg neste ano, considerando dados até o terceiro trimestre, segundo um cálculo feito com base na disponibilidade interna do produto, sem considerar eventual quantidade de carne suína estocada. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse na quinta-feira (15) passada que espera que a produção de carne suína brasileira fique entre 5,1 milhões e 5,15 milhões de toneladas em 2023, comparada a 4,95 milhões e 5 milhões em 2022. Os embarques de carne suína devem subir até 12% para entre 1,2 milhão e 1,25 milhão de toneladas em 2023.

CARNETEC


FRANGOS


Frango: preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, assim como o frango no atacado, cotado em R$ 6,92/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,21/kg, da mesma maneira que no Paraná, precificado em R$ 5,08/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (16), a ave congelada teve recuo de 0,38%, valendo R$ 7,78/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável em R$ 7,91/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de frango desacelera nos embarques diários

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura nos 12 dias úteis de dezembro registraram desaceleração no volume por média diária


A receita US$ 386 milhões, representou 58,15% do montante obtido em dezembro de 2021, com US$ 663,9 milhões. No volume embarcado, as 193.378 toneladas são 50,42% do total registrado em dezembro do ano passado, com 383.517 toneladas. A receita por média diária, US$ 32,1 milhões, é 11,5% maior do que a registrada em dezembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, avanço de 2,7%. Em toneladas por média diária, 16.114 toneladas, baixa de 3,4% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, incremento de 3,5%. No preço pago por tonelada, US$ 1.996, ele é 15,3% superior ao praticado em dezembro do ano passado.

AGÊNCIA SAFRAS


EMPRESAS


BRF utiliza inteligência artificial para predição de peso médio de abate de frangos

A BRF está utilizando inteligência artificial para obter projeções do peso médio de abate dos frangos tipo griller (galeto), que são exportados para países do Oriente Médio e comercializados por faixas que variam entre 900 e 1100 gramas


Esta iniciativa faz parte da Jornada de Transformação Digital implementada pela empresa e que também contempla Inteligência Cognitiva, Internet of Things (IoT) e Advanced Analytics, para gerar insights e trabalhar, cada vez mais, sob orientação de dados. Com a pesagem mais assertiva dos frangos via algoritmos de Machine Learning e estatística avançada, a BRF atende a um dos maiores desafios da indústria, que é produzir proteína de frango com melhor custo-benefício entre tempo de alojamento e momento de abate. A solução combina o uso de tecnologias como Internet of Things (IoT), Machine Learning e algoritmos, construindo uma base de informações inteligente que permite a previsão do peso de abate, com geração de valor para toda a cadeia produtiva. Envolve gestão tecnológica da coleta, armazenamento, processamento e tratativa dos dados em meio a integrações, conexões, coletas manuais e automáticas por dispositivos. Somado a isto, há todo o trabalho de compreensão de fontes, construção de bases de dados, métodos e técnicas analíticas aplicadas na tratativa dos dados para garantir qualidade e alta confiabilidade. O diretor de Tecnologia e Transformação Digital da BRF, Antonio Cesco, conta a Companhia está cada vez fazendo o uso da inteligência artificial e modelos preditivos na cadeia de valor, para fortalecer a cultura focada em dados. "Trabalhar sob orientação de dados para tomada de decisões traz bons resultados no que tange à produção de frangos, provendo maior inteligência aos processos e agregando valor à toda a cadeia produtiva da Companhia," explica. A jornada para alcançar predições mais assertivas e acuradas para o peso de abate de frangos contou com dois projetos pilotos e um protótipo. No primeiro foram construídos e aplicados modelos preditivos específicos nas granjas de Buriti Alegre (GO) e Francisco Beltrão (PR), considerando dados coletados rotineiramente nestas granjas como informações de desempenho e sanitárias. No segundo, 20 granjas de Toledo (PR) tiveram, além de dados já coletados no dia a dia, as informações provenientes do ecossistema IoT, onde dados de silos, de balanças automáticas e de sensores de ambiência eram coletados automaticamente de hora em hora por estes dispositivos e incluídos nas bases utilizadas pelos algoritmos de previsão. Já o protótipo resultou na geração de modelos preditivos, dentre eles os de previsão semanais para a média e dispersão de peso de frangos abatidos nas fábricas de Griller (frango tipo exportação) para um horizonte de até 26 semanas, utilizando informações do período de alojamento (manejo, desempenho, sanidade, clima etc.) e também dados referentes ao dia de abate (aderência ao plano de abate, temperatura, precipitação, tempo de espera etc.).

BRF


Friboi inaugura novo centro de distribuição no Paraná

A Friboi, empresa da JBS líder no segmento de carne bovina no Brasil, inaugurou mais um Centro de Distribuição (CD) no Paraná, expandindo sua atuação no Norte do estado


Instalado em um terreno de 224 mil m2, sendo 16 mil m2 de área construída, o novo espaço está localizado no município de Apucarana, no centro logístico da Unifrango – parceiro da JBS – e tem como objetivo facilitar o atendimento no Centro-Norte e Oeste do Paraná. Posicionado no quilômetro 252 da Rodovia do Café (BR-376) e próximo a importantes centros de consumo, como Londrina e Maringá, o novo CD da Friboi permitirá o envio e recebimento de produtos de forma mais rápida. O espaço também vai facilitar o acesso a um mix de produtos ainda mais diversificado e que inclui as tradicionais linhas Friboi, Reserva, Maturatta, Do Chef, 1953 e a Swift Black. “Além da expansão da Friboi no Paraná, a abertura do CD em Apucarana nos permite contribuir ainda mais com as metas de ESG da empresa. Devido à proximidade com os clientes, a quilometragem rodada pela frota de distribuição será reduzida, assim como a emissão de poluentes dos veículos”, destaca o gerente regional de Logística da Friboi, Jorimar Basso. O novo CD atenderá cerca de 3,2 mil clientes, com projeção de realizar 6 mil entregas por mês em 2023, apoiando o crescimento das vendas do negócio na região. Em outubro deste ano, a Friboi também inaugurou um novo CD no Rio Grande do Sul. Localizado em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, o CD conta com amplo espaço para armazenagem, docas e pátio, contribuindo para aumentar o volume de movimentação de carga no estado e acompanhando o crescimento das vendas.

GAZETA DO POVO


INTERNACIONAL


Surtos de gripe aviária e abates em fazendas tornarão ovos, frango e peru caros

O surto de gripe aviária que assola os rebanhos de aves em todo o mundo é agora o pior desde o início dos registros, levando a um aumento no preço dos ovos, ameaçando o frango criado ao ar livre e arriscando impactos de longo prazo para a saúde animal


A temporada de gripe aviária tradicionalmente começa em outubro, quando as aves migratórias eliminam excrementos infectados ou saliva, deixando áreas frias do Hemisfério Norte. Mas este ano os casos se espalharam rapidamente nos meses mais quentes, sobrecarregando o vírus e levando a abates em massa. As perdas de aves desde outubro estão quase 70% acima do ritmo do ano passado, atingindo 16,1 milhões em 1º de dezembro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal. Antes disso, mais de 138 milhões de aves foram perdidas nos 12 meses até setembro, mais do que nos cinco anos anteriores combinados, disse WOAH. Nos EUA, no Reino Unido e em outros lugares, isso gerou preocupações com as especialidades sazonais, como jantares de peru assado no Dia de Ação de Graças e no Natal. Mas as aves são um dos pilares da dieta global, e os abates estão reduzindo a oferta de produtos, de ovos a foie gras, exacerbando a inflação de alimentos que atingiu os orçamentos dos consumidores este ano. “Isso é muito, muito pior do que nunca e acho que pegou todo mundo de surpresa”, disse Mark Gorton, diretor administrativo da Traditional Norfolk Poultry no leste da Inglaterra, que perdeu 15% de seus rebanhos desde setembro. “Este não é apenas um problema do Reino Unido, é um problema mundial. Temos que resolver isso.” Cerca de 35 bilhões de aves são criadas em fazendas em todo o mundo para atender à demanda por frango acessível, que dobrou desde 1999. A crise do custo de vida deste ano aumentou ainda mais as vendas, já que os consumidores trocam carne bovina por opções mais baratas. O surto acelerou no momento em que os agricultores lutavam com o aumento das contas de energia e ração. Com o crescimento sob pressão, a produção global de aves provavelmente aumentará cerca de 1% neste ano e no próximo, ficando abaixo das normas históricas de 2,5%, disse Nan-Dirk Mulder, especialista em proteína animal do Rabobank. A gripe aviária pode se espalhar para tratores ou ração e muitas vezes é fatal para aves de criação, com bandos abatidos assim que alguém adoece. Frangos criados para carne podem ser menos propensos a infecções, pois são abatidos após cerca de seis semanas, mas pássaros maiores e mais velhos e galinhas poedeiras foram gravemente afetados. O efeito foi dobrar os custos de ovos no varejo dos EUA em um ano, com os preços do frango pronto no forno no Reino Unido subindo um quarto ou mais. Também é um problema global. A Malásia está importando ovos, já que os preços dos alimentos obrigam os agricultores locais a reduzir. As fazendas francesas perderam milhões de patos devido à gripe nos últimos dois invernos. A Hormel Foods Corp., com sede em Minnesota - que cria perus para almoço e assados ​​- espera que a produção caia pelo menos no início do próximo ano. Os importadores geralmente restringem as compras de regiões infectadas. “É um grande problema acima de todos os outros”, disse Birthe Steenberg, secretário-geral do grupo avícola europeu AVEC. Desde 2021, os casos não se dissipam no verão como de costume, disse Gregorio Torres, chefe do departamento de ciências da WOAH. Aves selvagens agora estão permanentemente infectadas, comprometendo a saúde das aves que encontram e aumentando os riscos para espécies ameaçadas. Os pesquisadores estão tentando entender o porquê, disse Torres. O vírus evolui rapidamente, tornando-se potencialmente um transmissor mais eficaz da doença. A agência também está estudando se a mudança climática desempenha um papel à medida que as temperaturas aumentam e as rotas de migração mudam. O Brasil, o maior exportador de frango do mundo, também permanece livre da gripe, mas casos recentes surgiram nas proximidades do Equador e da Colômbia, levando a medidas para impedir que o vírus cruze as fronteiras. Testes de vacinação estão em andamento na Europa, disse Steenberg da AVEC, estimando que pode levar pelo menos dois anos para que uma chegue ao mercado. Por enquanto, os preços altos estão impulsionando os avicultores, embora os riscos estejam acelerando com a mesma rapidez, disse Mulder. “A demanda existe, mas a oferta não”, disse ele. “É um mercado extremamente incerto.” No passado, as infecções por gripe aviária eram eventos pontuais, disse Brunnquell, da Egg Innovations. “A gripe veio e a gripe foi embora. Agora, não está saindo.”

Bloomberg


LEGISLAÇÃO


Autocontrole: projeto de lei que moderniza inspeção vai a plenário nesta terça

Caso seja aprovado sem modificações, texto pode seguir diretamente à sanção presidencial


O projeto de Lei (PL) 1293/2021 que trata sobre os programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária, foi incluído na pauta da sessão deliberativa do plenário do Senado Federal agendada para esta terça-feira (20), às 10h. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi designado relator de plenário da matéria, para dar parecer ao projeto e às emendas apresentadas. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e pode seguir diretamente à sanção presidencial, caso seja aprovado no Senado sem modificações. Defensores do projeto sustentam que ele não enfraquecerá a fiscalização sanitária do Ministério da Agricultura, ao contrário do que alertam os críticos da proposta. Em debate realizado no plenário do Senado na última semana, Heinze declarou que o projeto terá “reflexo na mesa dos brasileiros, com alimentos mais baratos, e o mais importante, sem descuidar da saúde da população”. Pelo texto, o Ministério da Agricultura e demais órgãos públicos integrantes do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) “poderão credenciar pessoas jurídicas ou habilitar pessoas físicas” para a criação e execução de sistemas de autocontrole que mantenham seus produtos, rebanhos e lavouras saudáveis. Caberá ao Estado chancelar e fiscalizar o cumprimento desses programas. Para representantes dos produtores rurais, o autocontrole não afeta a fiscalização de defesa agropecuária, traz segurança jurídica para a cadeia produtiva e aumenta a quantidade de informações à disposição dos fiscais. Especialistas do mundo acadêmico, porém, convidados à sessão pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), expressaram o temor de que na prática o texto fragilize o poder de fiscalização do Ministério da Agricultura, e pediram sua rejeição ou pelo menos o prolongamento do debate. Uma das críticas expressadas por diversos convidados foi ao teto de R$ 150 mil que o artigo 28 da proposta prevê para as multas. Outro ponto de crítica na sessão teve a ver com uma possível disparidade entre a fiscalização dos alimentos para consumo dos brasileiros e a dos alimentos destinados à exportação, sujeitos a exigências mais rigorosas, impostas, entre outros, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Márcio Rezende Evaristo Carlos, secretário adjunto de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, considerou “bastante estranho ter surgido” a preocupação com o bem-estar animal, que, segundo ele, não está ameaçado. O representante do governo federal ressaltou que o projeto “teve origem lá na secretaria” e que as preocupações dos críticos são “infundadas”, porque “ninguém aqui está colocando uma situação de retirada de fiscalização”. De acordo com o relator, o projeto trará vantagens econômicas e não levará ao descuido da saúde da população. “O projeto não terceiriza a competência dos auditores do Ministério da Agricultura. Eles permanecem com poder de polícia e de chancela”, disse Heinze.

CANAL RURAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Governador do Paraná diz que não vai aceitar “pedágio caipira” proposto por Lula

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) afirmou, na segunda-feira, durante a cerimônia de diplomação dos eleitos que irá tirar as rodovias estaduais do projeto de concessão do pedágio paranaense caso o governo federal altere o modelo de concessão para um pedágio de manutenção


“Nós vamos continuar defendendo o leilão pela menor tarifa, na Bolsa de Valores, porque isso dá transparência e dá oportunidade para o mundo inteiro vir participar. E um ponto que não abrimos mão são as obras. Essa conversa do pedágio caipira que se fala, que é o pedágio só de manutenção, o Paraná não vai ser enganado de novo, como foi durante 30 anos. Nós queremos obra, nós temos que ter Foz do Iguaçu a Curitiba duplicado, Guaíra a Curitiba duplicado, temos que ter Jacarezinho a Curitiba duplicado. Essa questão de vir nos empurrar um pedágio só de manutenção, pintar a faixa, cortar mato e tapar buraco, não serve. Então nós estamos abertos ao diálogo. Nós queremos, obviamente, achar a melhor solução, mas obviamente com algo que avance o Estado do Paraná com obras importantes, e não pode ficar pintando apenas o asfalto”, disse o governador. Após o fim das concessões de rodovias contratadas em 1997 pelo governo do Paraná, o governo federal desenvolveu um novo modelo de concessão para o estado. Por conta de diversas alterações na proposta original, o novo pedágio não foi licitado até o final da atual gestão. E o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu revisar o modelo de pedágio do Paraná, alterando para um pedágio de manutenção, com tarifa mais baixa (prometeu R$ 5,00), enquanto a tarifa média do novo leilão estava em torno de R$ 16,00. “Temos que agora esperar o novo governo que vai assumir em Brasília para que ele apresente a sua modelagem. Espero que seja próxima daquilo que nós defendemos, que é o menor preço e que seja na Bolsa de Valores, com obras. Se a gente conseguir avançar numa modelagem que seja o ideal do Paraná, nós vamos manter as estradas estaduais. Se isso não acontecer, quiser empurrar um pedágio que é apenas de manutenção para cortar mato, eu vou fazer nas nossas estaduais, independente do governo federal, um pedágio próprio”, concluiu o governador, ameaçando não delegar à União as rodovias estaduais que correspondem a 30% do plano de concessão.

GAZETA DO POVO


Ministério de Minas e Energia anuncia redução de 38,9% na tarifa de Itaipu para 2023

Além disso, a pasta afirmou que os investimentos previstos para 2023 em obras estruturantes e com a preservação do meio-ambiente é de cerca de R$ 415 milhões.


O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou na segunda-feira (19) a redução de 38,9% na tarifa de Itaipu para 2023. A nova tarifa reflete a redução do serviço da dívida da usina e do Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse). Em 2019, a dívida de Itaipu era de US$ 2,07 bilhões e cairá para US$ 277,3 milhões em 2023. Assim, a tarifa, que, em 2019, era de US$ 22,60/kW, passará para US$ 12,67, o que representa uma redução de mais de R$ 9 bilhões na conta paga pelos consumidores da energia gerada pela usina, informou o ministério.

GAZETA DO POVO


Yara desiste de comprar fábrica da Petrobras no Paraná

Aquisição quase foi fechada em julho, por cerca de US$ 50 milhões


Muito se especulou ao longo de 2022 sobre a venda de dois ativos que restaram da antiga operação de fertilizantes da Petrobras, principalmente depois que a empresa desistiu de fechar negócio em abril com a russa Acron - que compraria a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas (MS). O Valor apurou que outra tentativa de negociação desandou: a que envolve a outra unidade da estatal, localizada em Araucária, no Paraná. Estava tudo acertado para que a norueguesa Yara, uma das maiores fornecedoras de adubos do mundo, com forte presença no Brasil, comprasse a fábrica paranaense por cerca de US$ 50 milhões. O negócio sairia em julho. A conclusão do acordo foi adiada pela primeira vez em meio à troca de comando na Petrobras. À época, o presidente Jair Bolsonaro (PL), de olho na reeleição, sofria pressão por causa dos altos preços dos combustíveis. O negócio foi ficando para depois a cada reunião mensal do conselho da Petrobras no segundo semestre. Ele caiu por terra neste mês, às vésperas do retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência, quando a Yara decidiu retirar a proposta. Em resposta ao pedido de informações feito pelo Valor, a Petrobras respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que “por enquanto não tem informações sobre o assunto”. Também procurada, a Yara disse que “não comenta rumores de mercado”. Um executivo graduado do segmento de fertilizantes disse que a unidade do Paraná é moderna, mas que ligar a planta será um “desafio enorme” para qualquer comprador. “Muita coisa ali terá de ser refeita, mas a fábrica tem potencial”, disse a fonte, que preferiu não ser identificada. Há também no mercado quem classifique a unidade como um “pepino”. Isso porque a fábrica é uma das duas únicas no mundo que produzem amônia e ureia a partir de um óleo chamado resíduo asfáltico, o que deixa a planta nas mãos de um único fornecedor - a própria Petrobras. Para reativar a Araucária, que está parada desde 2020, o plano da Yara era trocar o resíduo asfáltico por gás natural. Considerado o modelo de negócios da multinacional, a mudança faria sentido. Produtores da cadeia de adubos nitrogenados já utilizam o gás natural como matéria-prima. No Brasil, a nova lei do gás, de 2021, ampliou as possibilidades de fornecimento dessa matéria-prima, que no passado também ficava concentrado na Petrobras. A múlti tem investido globalmente para remodelar seus processos e reduzir a pegada de carbono. Na esteira dessa estratégia, a troca de matérias-primas seria essencial para vender a “ureia verde”, por exemplo. A fábrica paranaense tem potencial para produzir, por ano, cerca de 500 mil toneladas de amônia, que é a matéria-prima da ureia. A maior parte desse volume poderia ser destinado à produção do adubo na própria indústria. Em ureia, o adubo nitrogenado mais utilizado no país, a capacidade anual da planta de Araucária é de 700 mil toneladas. O consumo anual do produto no Brasil representa 18% das entregas totais de fertilizantes, que somaram 46 milhões de toneladas no ano passado.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe ante real após liminar de Gilmar Mendes sobre Bolsa Família

O dólar subiu frente ao real na segunda-feira, após a decisão do ministro do STF Gilmar Mendes de conceder liminar que retira o Bolsa Família da regra do teto de gastos, com investidores tentando entender como a medida afeta a tramitação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados


A moeda norte-americana à vista subiu 0,34%, a 5,3103 reais na venda. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (de Brasília) o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a 5,3215 reais. Gilmar Mendes concedeu na noite de domingo liminar que retira da regra do teto de gastos os recursos para o pagamento do Bolsa Família de 600 reais no ano que vem e permite que o governo federal utilize um crédito suplementar para pagar o benefício. A XP avaliou em nota que o impacto fiscal da liminar de Mendes tende a ser menor que o da PEC da Transição, mas ponderou que "ainda é preciso compreender melhor os detalhes da medida e como isso afeta a tramitação do projeto (PEC) na Câmara". Apesar da decisão de Gilmar Mendes, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta segunda-feira a aprovação da PEC da Transição pelo Congresso. A proposta, que oferece maior segurança jurídica ao governo eleito, está entrando em uma semana decisiva, depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter anunciado que a votação do texto acontecerá na terça-feira. No exterior, ajudando a limitar as perdas do real, o dólar caía ligeiramente contra uma cesta de moedas fortes, o que Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, atribuiu a um ajuste depois de ganhos recentes na esteira da decisão de política monetária do Federal Reserve da semana passada. Embora tenha desacelerado o ritmo de seu aperto monetário em reunião de dezembro, o banco central norte-americano emitiu comunicado mais duro do que o esperado, alertando que sua batalha contra a inflação ainda não acabou, o que despertou temores de que a alta dos juros nos Estados Unidos levará a maior economia do mundo a uma recessão. Na última semana antes do Natal, investidores alertavam para volumes reduzidos de negociação no mercado brasileiro.

REUTERS


Ibovespa sobe 1,83% e abre semana em recuperação

Ibovespa abre semana em movimento de recuperação, com investidores de olho em Brasília


O Ibovespa inicia a semana com expectativa renovada, subindo no pregão da segunda-feira (19) enquanto o mercado digere os últimos acontecimentos no cenário político local. Na contramão de Wall Street, o índice de referência da Bolsa brasileira fechou com ganhos de 1,83%, a 104.739,75 pontos. O movimento desta sessão reflete uma recuperação do índice, que fechou a última semana com perdas acumuladas superiores a 4%. Luis Novaes, analista da Terra Investimentos, afirma que, apesar de o novo governo poder optar agora por uma MP (medida provisória) em vez da PEC sem o risco jurídico, “é improvável que isso seja feito, pois acabaria gerando um desconforto entre o Congresso e o Executivo”. Para o sócio e assessor de investimentos da Quaestor, Fábio Galdino, a PEC não aprovada no Congresso seria “o melhor dos mundos”. “De repente, você teria uma solução de consenso”, diz. A PEC da Transição deve ser votada no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça. Outros pontos seguem no radar dos investidores. O mercado está na expectativa por novos anúncios de mais integrantes da equipe de Fernando Haddad, futuro ministro da Fazenda. Também mexeu com o mercado hoje a decisão contrária do STF ao chamado “orçamento secreto”. O julgamento vinha sendo acompanhado com grande expectativa pelo Congresso Nacional e pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, em meio a negociações sobre a PEC da Transição.

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Especialistas veem Selic mais alta em 2024 e elevam projeção para inflação em 2023, mostra Focus

O mercado passou a ver a taxa básica de juros mais alta em 2024, em meio ao aumento da projeção para a inflação em 2023, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostra que os analistas consultados continuam vendo a Selic a 11,75% ao final de 2023, contra taxa atual de 13,75%. Mas passaram a calcular a taxa em 9,0% em 2024, de 8,5% antes. De acordo com a pesquisa semanal com uma centena de economistas, a projeção para a alta do IPCA em 2022 caiu em 0,03 ponto percentual, para 5,76%, apontando que terminará este ano acima do teto da meta -- 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Mas para 2023 o movimento foi oposto, com os especialistas elevando em 0,09 ponto a conta para a inflação, a 5,17% -- neste caso o objetivo é de 3,25%, com a mesma margem, o que significa que o resultado também ultrapassaria o limite superior da meta. Para 2024, cujo centro da meta é de 3,0%, a conta segue sendo de uma inflação de 3,50%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento são respectivamente de 3,05%, 0,79% e 1,67% de 2022 a 2024, contra taxas previstas anteriormente de 3,05%, 0,75% e 1,70%.

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Superávit da balança comercial até novembro é o maior desde 1998

Melhora nas vendas de commodities impulsionou resultado, que deve ficar ao redor de US$ 59 bilhões este ano


A melhora nas exportações de commodities para a China impulsionou o superávit da balança comercial brasileira na reta final de 2022, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado na segunda-feira (19/12) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O superávit de 2022 deve ficar ao redor de US$ 59 bilhões, estimou o relatório do Icomex. Em novembro, o Brasil registrou um saldo de US$ 6,7 bilhões, o maior da série histórica mensal. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit ficou em US$ 57,5 bilhões, o mais elevado para esse período do ano na série iniciada em 1998. "O aumento das exportações para a China, em volume (14%), entre os meses de novembro de 2021 e 2022, foi o principal fator para o resultado obtido da balança comercial", apontou o Icomex, da FGV. O estudo pondera que houve influência de uma base de comparação depreciada nas exportações brasileiras de carnes para os chineses. "Em setembro de 2021, o governo chinês proibiu as importações de carne bovina oriunda do Brasil, o que só foi suspenso em 15 de dezembro do mesmo ano. Os dados de exportações, em valor, mostram um aumento de 23.333% das exportações brasileiras desse produto para a China, na comparação entre novembro de 2021/novembro de 2022. O produto foi o quarto principal produto de exportação (participação de 7,1%). Em adição, o petróleo bruto, o principal produto exportado, com participação de 31,6%, registrou variação positiva de 127%, em valor. No caso da carne bovina, não está assegurado que essa mesma ordem de variação acima de 20.000% irá se repetir", explicou a FGV. Apesar da melhora nas remessas brasileiras para a China, o volume exportado pelo Brasil para aquele país encolheu 5,7% de janeiro a novembro de 2022 ante janeiro a novembro de 2021. Já o volume importado cresceu 14,1%. No comércio com os Estados Unidos, as exportações brasileiras cresceram 3,4% no acumulado de janeiro a novembro, e as importações caíram 0,7%. O volume exportado para a União Europeia avançou 16,7%, e o importado subiu 2,7%. As exportações para a Argentina subiram 12,7%, e as importações caíram 1,4%.

Estadão Conteúdo


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