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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 268 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 268 |05 de dezembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Semana fechou com estabilidade nos preços da arroba

Nas praças de SP, porém, as indústrias locais decidiram ofertar R$ 5/@ a mais para todas as categorias de animais terminados, incluindo o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses), informou a Scot Consultoria


Na sexta-feira, a IHS Markit observou panoramas dispares nas regiões produtoras do País. Há localidades no Centro-Sul – sobretudo MG, GO, SP e MS – onde a oferta de gado disponível para abate é mais enxuta. “Este ambiente abriu uma janela de alta nos preços da arroba entre essas regiões, já que as indústrias se voltam ao mercado spot para originar matéria-prima e compor as suas escalas de abate”, relatou a Scot. Nas regiões Norte e Nordeste, ainda há um volume de oferta de animais um pouco mais significativo, sobretudo em Tocantins, Pará e no Maranhão. Na sexta-feira, se observou avanço nas cotações no PA-Marabá, com preços do macho gordo evoluindo de R$ 253/@ para R$ 256/@, disse a IHS. A vaca gorda também registrou ajuste positivo, avançando de R$ 243/@ para R$ 246/@. No restante do País, relata a IHS, “muitas indústrias optaram por não sinalizar indicação de preço para o boi gordo, aguardando os resultados das vendas de carne bovina no mercado doméstico”. “É bom lembrar que dezembro tem como característica o incremento sazonal de vendas internas da proteína bovina”, dizem os analistas da consultoria, que acrescentam: “Este primeiro final de semana deverá registrar os primeiros sinais de uma real efetivação da retomada do consumo”. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 261/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 266/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 271/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 266/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Preços estáveis para suínos na sexta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,90/kg/10,40/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (1º de dezembro, os preços ficaram estáveis, valendo R$ 7,26/kg em Minas Gerais, R$ 6,51/kg no Paraná, R$ 6,65/kg no Rio Grande do Sul, R$ 6,49/kg em Santa Catarina, e R$ 7,22/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango vivo em Santa Catarina subiu mais de 14% na sexta-feira

No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná houve leve aumento de 0,19%, chegando em R$ 5,20/kg, enquanto em Santa Catarina o avanço foi de 14,08%, alcançando R$ 4,78/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (1º de dezembro), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram queda de 0,25%, valendo, respectivamente, R$ 7,88/kg e R$ 7,94/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Poder de compra frente ao milho e ao farelo cai pelo 3º mês seguido

Os preços médios do frango vivo caíram de outubro para novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores foram pressionados pelo aumento da oferta de produtos avícolas no mercado interno


Por outro lado, as cotações dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) avançaram no mesmo período. Diante desse cenário, cálculos do Cepea mostram que o poder de compra do avicultor do estado de São Paulo frente a esses insumos caiu de outubro para novembro. Pesquisadores ressaltam que este foi o terceiro mês seguido de piora na relação de troca.

Cepea


CARNES


Índice global de preços de carnes cai 0,9% em novembro, 5ª queda consecutiva

O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,9% em novembro, ante outubro, para 117,1 pontos, a quinta queda consecutiva mensal, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (04)


O índice ainda ficou 4,1% acima do registrado em novembro do ano passado. “Em novembro, os preços internacionais de carne bovina caíram pelo quinto mês consecutivo, uma vez que a elevada oferta de exportação da Austrália somou-se à já grande oferta do Brasil, apesar da forte demanda de importação da China”, disse a FAO em comunicado. Os preços dos outros tipos de carnes se recuperaram, com destaque para a carne ovina, impulsionada pela sólida demanda de importação apesar do aumento sazonal da oferta da Oceania. “Os preços internacionais da carne de aves também se recuperaram, refletindo a oferta de exportação global mais restrita em meio a contratempos de produção em muitos grandes países produtores devido à intensificação dos surtos de gripe aviária”, disse a FAO. Já os preços da carne suína subiram devido ao aumento da demanda antes do período de férias e ao impacto dos movimentos cambiais.

CARNETEC


LEGISLAÇÃO


Senado volta a debater autocontrole

Está marcada para esta segunda-feira (5), no Senado, uma sessão de debate sobre o PL 1.293/2021, projeto de lei que prevê o autocontrole dos produtores rurais sobre sua própria produção. O novo modelo transformaria o atual sistema de defesa do setor, que hoje é exclusivamente estatal, em um sistema híbrido


A sessão está marcada para começar às 10h. Esse projeto é de autoria do Executivo e já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Se passar também no Senado, poderá seguir para a sanção presidencial. O PL 1.293/2021 é considerado prioritário pelas principais entidades representativas do agronegócio. De acordo com a proposta, empresas e produtores criariam seus próprios programas de defesa agropecuária. O relator da matéria na Comissão de Agricultura do Senado (CRA) é Luis Carlos Heinze (PP-RS). Ele defende o novo modelo. Para Heinze, o atual modelo de fiscalização sanitária do país está esgotado, principalmente porque, argumenta ele, a enorme expansão do agronegócio não foi seguida de investimentos proporcionais nos órgãos de fiscalização. Mas, ao ser aprovado na CRA, em junho, o projeto teve os votos contrários de Paulo Rocha (PTPA) e Zenaide Maia (Pros-RN). Para a senadora, os consumidores estarão sujeitos a mais riscos se a proposta for transformada em lei, porque haveria uma "omissão estatal". Ela também lembrou que o texto, por outro lado, mantém a fiscalização governamental para os produtos destinados à exportação. — O PL 1.293/2021 tira a competência da vigilância sanitária. E o que chama mais atenção é que os produtos a serem exportados vão ter vigilância. Você que compra carne aqui no Brasil, no seu açougue, cuidado! porque não vai ter fiscal. O Estado não vai estar presente para dizer se há tuberculose, brucelose. Agora a carne que vai ser exportada vai ter sim [fiscalização], e vão ser os vigilantes estatais que vão fazer. Essa omissão me preocupa muito. O Brasil é um país grande. É um grande risco tirar essa competência — alertou Zenaide. Por sua vez, Heinze ressalta que o projeto mantém as fiscalizações estatais nos níveis estaduais e municipais. Ele também destaca que o autocontrole é praticado nos EUA e na Europa. Para o senador, o autocontrole favorecerá todas as cadeias produtivas, das grandes às pequenas. — No meu estado {Rio Grande do Sul] toda a carne que é consumida, não apenas a carne exportada, é fiscalizada. O estado tem um sistema de fiscalização, o Ministério da Agricultura tem um sistema de fiscalização e várias prefeituras têm um sistema de fiscalização. Portanto ninguém consome carne que não é fiscalizada. Esse é um projeto muito importante para o agro; teremos um crescimento muito importante, e não só das grandes empresas. Em qualquer canto do Brasil haverá alguém auditando. Essa é a função do Ministério da Agricultura. Profissionais privados não poderão exercer atividade típica de auditores — afirmou Heinze.

Agência Senado


STF pode retomar julgamento que anula dívidas do Funrural

ADI 4395 foi incluída na pauta virtual da Suprema Corte para ser analisada entre os dias 9 e 12 de dezembro


O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar entre os dias 9 e 12 de dezembro a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4395, movida pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Na ação, a entidade pede a suspensão da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) do empregador rural pessoa física e da sub-rogação, que é o dever do adquirente reter e recolher o tributo. Na prática, as dívidas contraídas por produtores rurais e empresas podem ser anuladas, dependendo do resultado. O julgamento começou e foi suspenso em maio de 2021, depois do pedido de vistas do ministro Dias Toffoli, com o placar empatado: cinco votos pela improcedência (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Roberto Barroso) e cinco votos favoráveis aos contribuintes (Marco Aurélio, Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello). A novidade é que agora o STF está com nova composição, com a chegada de Nunes Marques e André Mendonça. E isso pode trazer mudanças no placar do julgamento. Autor de um Projeto de Lei que prevê a remissão do passivo do Funrural, o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) entende que já passou da hora de o STF pacificar o assunto e conferir segurança jurídica ao assunto. “É preciso definir, de uma vez por todas, se a cobrança é legal ou ilegal. Lembrando que, em 2017, houve a mudança de entendimento de um ministro, jogando no colo das agroindústrias e dos agricultores uma dívida bilionária, simplesmente impagável”, criticou. O parlamentar acrescenta que muitos produtores não aderiram ao Refis do Funrural na esperança de que o presidente Jair Bolsonaro extinguisse o débito. A cobrança prosseguiu na nova gestão e quem não confessou a dívida teve dificuldades em emitir a certidão negativa de débito junto à Receita Federal. É uma situação angustiante que precisa de um ponto final”, destacou Jerônimo. O deputado se mostra confiante na reversão total do julgamento de 2017.

Assessoria Jerônimo Goergen


INTERNACIONAL


Brasil será importante fornecedor de carne aos EUA

O Brasil continuará sendo um importante exportador de carne bovina para os Estados Unidos em 2023, mas sem aumento na cota de 65 mil toneladas/ano, disse em relatório o Departamento de Agricultura do país (USDA)


O país é o maior exportador para os EUA dentro da categoria “Outros Países” de quotas tarifárias (TRQ, na sigla em inglês) estipulada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a qual limita as exportações de carne para os Estados Unidos em até 65 mil toneladas. Segundo o USDA, a demanda pela proteína brasileira continuará firme no próximo ano por causa de uma oferta mais restrita de boiadas terminadas em razão do ciclo pecuário de baixa. “Notavelmente, o Brasil carece tanto de uma cota específica quanto de um Acordo de Livre Comércio (FTA, na sigla em inglês) com os Estados Unidos. (Por enquanto) o Brasil concorre dentro da cota ‘Outros Países’”, ressaltou o USDA. O Brasil se tornou o maior fornecedor de carne bovina entre janeiro e março de 2022 nos EUA. Segundo o USDA, o Serviço de Inspeção de Segurança Alimentar (FSIS, na sigla em inglês) está avaliando países exportadores potenciais para determinar a equivalência para as importações de carne bovina, “o que significa que a concorrência pela cota de “Outros países” pode aumentar no futuro.” O órgão lembrou que o Brasil preencheu a cota total em abril deste ano, mas ainda assim, continuou a ser o principal exportador dentro da categoria até setembro e o quinto maior exportador, atrás apenas do Canadá, México, Nova Zelândia e Austrália. “O produto brasileiro permaneceu competitivo apesar de incorrer no imposto fora da cota por causa dos altos preços da carne bovina nos EUA, demanda firme por carne bovina industrializada e concorrência global limitada”, apontou. Entre janeiro e junho, o Brasil “desbancou” a Austrália e a Nova Zelândia como terceiro maior fornecedor do mercado americano. De acordo com o USDA, quaisquer mudanças nas quotas da OMC requerem consulta, da mesma forma, mudanças nas cotas do FTA exigem negociações entre os Estados Unidos e o país parceiro. Neste caso, o Brasil. “Na maioria dos casos, uma cota de FTA é eliminada gradualmente após um determinado período de tempo. Como resultado, os Estados Unidos não alteram ou intervêm unilateralmente em seus acordos de cotas”, disse. Pesquisa do Serviço Nacional de Estatística Agrária (Nass, na sigla em inglês) mostra que o rebanho bovino dos EUA continua a se contrair em 2022.

Broadcast Agro


Peru e Equador declaram emergência após surtos de gripe aviária

A doença ocasionou no abate de dezenas de milhões de aves na Europa e nos Estados Unidos


Os governos do Peru e do Equador declararam na última quarta-feira (30) emergência de saúde de três meses por causa de surtos de gripe aviária. A doença ocasionou no abate de dezenas de milhões de aves na Europa e nos Estados Unidos. O Peru relatou seu primeiro surto grave do vírus no início de novembro, logo após o México anunciar que começaria a vacinar aves em áreas de alto risco. Declarando uma emergência nacional, o serviço de saúde agrícola peruano ordenou que todas as aves em um surto detectado fossem abatidas e enterradas a pelo menos dois metros de profundidade. Doris Rodriguez, funcionária do serviço de vida selvagem e florestal do Peru, disse à rádio RPP que cerca de 13.800 aves morreram de gripe aviária, incluindo cerca de 10.000 pelicanos — principalmente nas regiões norte e central do país. No Equador, o surto foi detectado pela primeira vez no fim de semana passado, em uma granja na província andina de Cotopaxi, levando a medidas de quarentena em áreas potencialmente infectadas. Cerca de 180.000 aves na área devem ser abatidas para impedir a propagação do vírus, disse o Ministério da Agricultura equatoriano em um comunicado. O governo garantiu a segurança do consumo de ovos e carne de frango. “Durante os próximos 90 dias, não será possível movimentar aves, produtos e subprodutos de origem aviária como ovos, galinhas, galinhas, entre outros, das explorações afetadas pelo surto”, afirmou o ministério do Equador. As autoridades locais disseram que o contágio detectado representa apenas 0,15% da população avícola do país, que conta com cerca de 263 milhões de frangos e 16 milhões de aves poedeiras. O setor avícola gera cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Equador.

REUTERS


JBS acerta aquisição de ativos de produtora de suínos e comerciante de grãos nos EUA

A JBS, uma das maiores produtoras de alimentos do mundo, informou na sexta-feira que celebrou um acordo para adquirir “certos ativos” da TriOak Foods, uma produtora de suínos e comerciante de grãos, com sede no Meio-Oeste dos EUA, segundo comunicado divulgado ao mercado


“Ao adquirir a TriOak Foods, a JBS USA garante acesso a um fornecimento consistente de carne suína premium, principalmente nas instalações de produção em Ottumwa, Iowa e Beardstown, Illinois, fortalecendo a sua capacidade de fornecer produtos suínos de alta qualidade aos consumidores norte-americanos”, disse a empresa. O valor da aquisição não foi divulgado. A JBS afirmou que já tinha “longo e forte relacionamento” com a TriOAk, sociedade familiar fundada em 1951. A JBS USA tem sido, nos últimos cinco anos, compradora exclusiva dos suínos da TriOak.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Setor alimentício lidera criação de empregos na indústria paranaense em outubro

Embora os resultados confirmem a criação de novas oportunidades, a indústria estadual vem de um movimento de desaceleração. Em outubro último, contratou menos da metade do total de profissionais que havia admitido no mesmo mês do ano passado, quando foram selecionados 3.697 trabalhadores, 56,0% a mais do que agora. É o mesmo movimento da indústria nacional, que agora também reduziu as vagas em 42% frente ao mesmo mês de 2021


A animação com o fim de ano e a Copa do Mundo resultou em novas oportunidades formais de empregos (com carteira assinada) na indústria do Paraná, especialmente no setor de alimentos. Em outubro, a indústria abriu 1.634 novas vagas no Paraná e o segmento foi responsável por quase 67% deste total, com 1.088 contratações. O estado foi o quarto que mais criou vagas de trabalho na indústria no país, atrás apenas de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. As áreas que mais criaram vagas em outubro foram serviços (4.736) e comércio (3.092). No total, o estado registrou a criação de 10,5 mil novos postos de trabalho. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia (Novo Caged). Segundo o órgão, das 24 atividades industriais avaliadas no Paraná, 15 tiveram bons resultados. Além de alimentos, também houve contratações no setor de celulose e papel (276), máquinas e equipamentos (216), fabricação de produtos de metal e de produtos diversos (186) e confecções e artigos do vestuário (177). Os que mais demitiram foram madeira (-641), máquinas a aparelhos e materiais elétricos (-88), couro (-46), moveleiro (-35) e informática (-20). No ano, o segmento alimentício também lidera as contratações, com 27% do saldo de novas vagas da indústria de transformação paranaense. São 7.393 novos postos abertos, seguido por confecções e artigos do vestuário (3.041), máquinas e equipamentos (2.485), fabricação de produtos de metal (2.475) e automotivo (2.207). Das 24 atividades, só três estão abaixo do esperado no ano, ou seja, mais demitiram do que contrataram. Madeira (-804), moveleiro (-537) e fumo (-62). A indústria paranaense é a quinta que mais criou oportunidades de trabalho, foram 27.709 no total, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A redução frente ao mesmo intervalo de 2021, quando chegou a abrir 48.854 novos postos de trabalho, é de 43%. Para o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, “a taxa de desemprego vem caindo e mostra que mais pessoas estão tendo renda no país, seja no mercado formal ou informal”, explica. “Esse cenário tende a melhorar o consumo das famílias e aumentar a produção nas indústrias para atender à demanda que vem sendo gerada”, exemplifica.

FIEP


Comerciantes paranaenses demonstram confiança para o fim de ano

Os comerciantes paranaenses estão mais confiantes para este fim de ano. É o que indica o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), aferido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR)


O índice marcou 134,1 pontos em novembro, o que corresponde a uma alta mensal de 1,3%. Na comparação com novembro de 2021, houve elevação de 7,2%. A soma de fatores favoráveis, como a Black Friday, Copa do Mundo, 13º salário e Natal, contribui para elevar as expectativas positivas do empresariado. Entre os fatores avaliados pelos empresários paranaenses, as Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) tiveram alta mensal de 2,4% e, ao atingir 116,5 pontos, avançaram 17% em relação a novembro de 2021. Já as Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) permaneceram no mesmo patamar de outubro, com 161,2 pontos. Ainda assim, apresentaram melhora de 2% sobre novembro do ano passado. O fator Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC) sinaliza 124,5 pontos, com aumento de 2% ante outubro, especialmente no Indicador de Contratação de Funcionários (IC), que subiu 3,4% sobre o mês anterior, em decorrência das contratações de temporários para o fim do ano. Na comparação com novembro de 2021, o quesito investimentos é 6,1% superior.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar avança frente ao real na sexta, mas acumula queda na semana

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,31%, a 5,2142 reais na venda, depois de ter apresentado queda durante boa parte das negociações da manhã. Ainda assim, o dólar caiu 3,58% no acumulado da semana


O cenário externo colaborou para a valorização da moeda norte-americana, depois que dados de emprego mostraram uma criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos mais forte do que o esperado, o que reduziu expectativas de que o Federal Reserve será mais brando na conduta de seu aperto monetário. A criação de vagas fora do setor agrícola dos EUA totalizou 263 mil no mês passado, disse o Departamento do Trabalho, acima dos 200 mil empregos esperados por economistas consultados pela Reuters. Apesar da alta deste pregão, o dólar caiu acentuadamente em relação ao fechamento da última sexta-feira, registrando sua maior depreciação semanal em cerca de um mês, depois de ter recuado 3,85% no acumulado dos três primeiros pregões da semana. Investidores associaram essa baixa recente tanto às esperanças de altas de juros mais brandas nos Estados Unidos --agora já reduzidas na esteira do relatório de emprego-- quanto à expectativa de que a PEC da Transição seja desidratada durante tramitação no Congresso. "No que diz respeito ao impacto fiscal, a equipe de Lula parece ter definido um 'piso' que considera razoável para minimizar os impactos fiscais negativos. Existem, porém, pressões de dentro do Congresso e do mercado para que esse valor caia para algo entre 80 bilhões e 130 bilhões de reais --a fim de evitar uma disparada da relação dívida/PIB", disse a Levante Investimentos em nota a clientes. "Um cenário mais pessimista estava sendo precificado e um impacto fiscal menor traz algum alívio para os ativos financeiros", acrescentou a instituição. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (MG), que é membro da transição de governo, disse nesta sexta-feira que o piso para a PEC da Transição é de uma exceção de 150 bilhões de reais à regra do teto de gastos.

REUTERS


Ibovespa esnoba exterior, fecha dia em alta e confirma ganho na semana

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, em dia de ajustes, resistindo ao tom mais negativo no exterior após dados de emprego dos Estados Unidos e confirmando o desempenho positivo na semana, marcada por expectativas sobre a PEC da Transição


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,1%, a 112.145,02 pontos, de acordo com dados preliminares, acumulando alta de 2,9% na semana. O volume financeiro no dia somava 25,3 bilhões de reais, de uma média diária de quase 30 bilhões de reais em 2022, mais uma vez afetado por jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo na parte da tarde, em que o Brasil perdeu da equipe de Camarões.

REUTERS


Pobreza e extrema pobreza batem recorde no Brasil em 2021, diz IBGE

A pobreza e extrema pobreza bateram recorde no país em 2021, como consequência dos efeitos negativos da pandemia de Covid-19, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


A pobreza no país em 2021 alcançou 62,5 milhões de brasileiros, o equivalente 29,4% da população do país, enquanto 17,9 milhões de brasileiros se encontravam na extrema pobreza no ano passado (8,4% da população). Nos dois casos, os níveis são os mais altos da série do IBGE iniciada em 2012. “Esse aprofundamento da pobreza e extrema pobreza tem a ver com os impactos da pandemia de Covid e seus efeitos sobre o mercado de trabalho”, disse João Hallak, Gerente da pesquisa indicadores sociais do IBGE. “A situação dos trabalhadores no mercado de trabalho foi bem difícil em 2021 e isso tem reflexos nos indicadores sociais”. Os parâmetros do IBGE têm como referência às linhas de pobreza adotadas pelo Banco Mundial. O Banco Mundial adota como linha de pobreza os rendimentos equivalentes a 486 reais mensais per capita. Já a linha de extrema pobreza é equivalente a 168 reais mensais per capita. “É fundamental acompanhar e ter informações sobre a pobreza para que o país possa monitorar, avaliar e investir em melhores ações e políticas para atender as necessidades muito presentes da população brasileira”, disse a jornalistas a coordenadora do IBGE Cristiane Moutinho. Em 2021, a proporção de crianças menores de 14 anos de idade abaixo da linha de pobreza chegou a 46,2%, o maior percentual da série, iniciada em 2012. Em 2020 tinha atingido o menor nível da série (38,6%). “A proporção de pretos e pardos abaixo da linha de pobreza (37,7%) é praticamente o dobro da proporção de brancos (18,6%). O percentual de jovens de 15 a 29 anos pobres (33,2%) é o triplo dos idosos (10,4%)”, disse o IBGE. Nordeste e Norte tinham no ano passado as maiores proporções de pessoas pobres na sua população, 48,7 e 44,9% respectivamente. No ano passado, o rendimento domiciliar per capita chegou ao menor nível da série histórica, iniciada em 2012: 1.353 reais. “A recuperação do mercado de trabalho em 2021 não foi suficiente para reverter as perdas de 2020. Isso e a redução dos valores do Auxílio Emergencial, podem ajudar a explicar esse resultado”, explicou o analista do IBGE André Simões.

REUTERS


Preços agropecuários continuam elevados no país, mas altas arrefecem

Boa parte dos produtos registrou quedas no terceiro trimestre, segundo Ipea, Conab e Cepea.


Os preços dos principais produtos agropecuários comercializados no país caminham para encerrar o ano em patamares ainda elevados, mas a desaceleração observada no terceiro trimestre fez a escalada arrefecer, e a expectativa de crescimento das ofertas domésticas em 2023 pressiona os mercados. Em linhas gerais, é o que aponta a nota “Preços e Mercados Agropecuários”, recém-concluída por Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Entre as proteínas animais, Ipea, Conab e Cepea destacam que o indicador Cepea/B3 para a arroba do boi gordo caiu 3,6% no terceiro trimestre, mas mesmo assim houve alta de 6,2% de janeiro a outubro. No caso do quilo da carcaça especial suína, houve alta de 9,4% no trimestre e queda de 8,9% até outubro, e no frango abatido (inteiro e resfriado) as variações do preço do quilo foram apenas positivas — 2,8% e 8,4%, respectivamente. No mercado de soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná encerrou o terceiro trimestre com valor médio 2,3% menor que em igual período de 2021, o que reduziu a alta acumulada nos dez primeiros meses do ano para 11,8%. Essa variação positiva é sustentada, em boa medida, pela quebra na safra 2021/22 na região Sul e em parte de Mato Grosso do Sul. Segundo os autores do trabalho, também colaboraram para essa alta até outubro a elevação das tarifas de exportação de farelo e óleo de soja na Argentina e a invasão da Ucrânia pela Rússia. A queda do petróleo e os riscos de recessão global, contudo, desidrataram os preços entre julho e outubro, num movimento fortalecido pela queda de demanda na China. O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo, e o país asiático lidera com folga as importações. No mercado de milho, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos caiu 5,1% no terceiro trimestre ante igual intervalo do ano passado, e com isso de janeiro a outubro a variação também passou a ser negativa (4,3%). A safrinha recorde colhida neste ano pesou sobre as cotações domésticas, mas as cotações ainda encontraram algum suporte nos reflexos negativos da guerra sobre as exportações ucranianas, que gerou cotações recorde do cereal no mercado internacional em maio. O indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do trigo negociada no Paraná, por sua vez, recuou 3,6% no terceiro trimestre, mas ainda encerrou os dez primeiros meses do ano com aumento de 22%. Entre os grãos, o trigo foi o que mais subiu por causa da guerra, tendo em vista o peso da Ucrânia no mercado, e problemas climáticos que afetaram as produções de Argentina e EUA também colaboraram para o salto das cotações. Mas a boa colheita no Brasil, apesar das fortes chuvas no Paraná, tirou parte do suporte. No caso do algodão, o indicador Cepea/Esalq para a arroba da pluma caiu 18,1% na comparação entre os terceiros trimestre, mas a alta de janeiro a outubro ainda alcançou expressivos 32,7%. Nas mesmas comparações, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café registrou altas de 1,9% e 50,6%, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO


Preços mundiais de alimentos caem ainda mais em novembro, diz FAO

O índice de preços mundiais de alimentos da agência das Nações Unidas caiu marginalmente em novembro, marcando a oitava queda mensal consecutiva desde o recorde em março, após a invasão da Ucrânia pela Rússia


O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, teve média de 135,7 pontos no mês passado, abaixo dos 135,9 de outubro, informou a agência na sexta-feira. O número de outubro permaneceu inalterado em relação à estimativa anterior da FAO. Leituras mais baixas para cereais, carne e laticínios em novembro compensaram os preços mais altos de óleos vegetais e açúcar, informou a FAO. O acordo do mês passado para prolongar um canal de exportação de grãos da Ucrânia apoiado pela ONU por mais 120 dias atenuou as preocupações sobre a interrupção da guerra no comércio de produtos do Mar Negro. A ligeira queda em novembro significa que o índice de alimentos da FAO está agora apenas 0,3% acima do nível do ano anterior, disse à agência. O indicador, no entanto, permanece em níveis historicamente altos após atingir um pico de 10 anos em 2021 devido a contratempos na safra e forte demanda liderada pela China. A FAO alertou no mês passado que os custos recordes esperados de importação de alimentos em 2022 levariam os países mais pobres a reduzir os volumes embarcados. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO reduziu sua previsão para a produção global de cereais em 2022 para 2,756 bilhões de toneladas, ante 2,764 bilhões estimados no mês passado. A previsão ficou 2% abaixo da produção estimada para 2021 e marcaria uma baixa de três anos, disse a FAO. A revisão para baixo na projeção global da safra de cereais refletiu principalmente as fracas perspectivas de milho na Ucrânia, com a guerra tornando as operações pós-colheita proibitivamente caras, afirmou. Os estoques mundiais projetados de cereais até o final da temporada 2022/23 foram revisados para baixo em 1,1 milhão de toneladas, para 839 milhões de toneladas, 2,2% abaixo da temporada anterior e o nível mais baixo em três anos.

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Produção industrial cresce 0,3% em outubro, mas não compensa queda dos dois meses anteriores

A produção industrial brasileira cresceu 0,3% em outubro sobre o mês anterior, depois de dois meses de retração, mas a alta foi concentrada em poucos ramos e, no ano, o indicador ainda acumula queda e segue abaixo do patamar pré-pandemia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira


Na comparação com outubro de 2021, a produção subiu 1,7%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de estabilidade na variação mensal e de alta de 1,6% na base anual. No total, apenas 7 dos 26 ramos pesquisados tiveram crescimento. As maiores influências positivas no mês foram produtos alimentícios, cuja produção aumentou 4,8%, recuperando parte da perda acumulada nos últimos dois meses, e metalurgia, com alta de 4,6%. Entre as atividades cuja produção encolheu sobre o mês anterior, os destaques foram veículos automotores, com queda de 6,7%, máquinas e equipamentos (-9,1%) e bebidas (-9,3%). No ano, a indústria acumula queda de 0,8% e, em 12 meses, recuo de 1,4%. O setor está 2,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, pré-pandemia, e 18,4% abaixo do nível recorde marcado em maio de 2011. "Ainda há uma predominância de retração das atividades e segue a perda de força do setor", afirmou André Macedo, gerente da pesquisa, destacando que o desempenho de outubro não elimina a queda acumulada nos dois meses anteriores, de 1,3%.

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PIB da agropecuária cai 0,9% no 3º trimestre ante trimestre anterior, informa IBGE

Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB da agropecuária mostrou alta de 3,2%


O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária caiu 0,9% no terceiro trimestre de 2022 ante o segundo trimestre de 2022. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou na quinta-feira, 1, os resultados das Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB da agropecuária mostrou alta de 3,2%. O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 0,4% no terceiro trimestre de 2022 ante o segundo trimestre de 2022. O resultado veio abaixo da mediana das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, calculada em 0,6%, e dentro do intervalo, que indicava alta de 0,2% a 1,0%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB apresentou alta de 3,6% no terceiro trimestre de 2022, vindo em linha com a mediana das previsões (3,6%, no intervalo de 2,0% a 4,4%). Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre de 2022 totalizou R$ 2,5 trilhões.

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