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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 265 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 265 |30 de novembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Início de semana com preços firmes em todo o território brasileiro


O preço do boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) segue cotado em R$ 275/@ nos balcões de negócios de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 270/@, respectivamente (preços brutos e prazo). O bovino destinado ao mercado da China está cotado em R$ 285/@ na praça paulista (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. Para a IHS, os movimentos de alta nos preços do boi goro foram isolados na terça-feira. Entre as principais praças pecuárias do Brasil, novos ajustes foram observados nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. “A dificuldade em avançar as escalas abate manteve ativa a ponta compradora nas praças do MS e MT”, relatou a IHS. Em Mato Grosso do Sul, as indústrias de médio e pequeno porte ainda são as que operaram com preços mais firmes, acrescenta a consultoria. Em Mato Grosso, as unidades frigoríficas foram às compras motivadas pela necessidade de adquirir lotes de boi-Europa, informou a IHS. Nas praças do Pará, o aperto nas escalas fez com que algumas plantas frigoríficas voltassem de forma mais ativa às compras, abrindo preços mais firmes e dando liquidez ao mercado. No interior paulista, relatou a IHS, logo após efetivação de algumas compras, as indústrias saíram quase que imediatamente dos negócios, com escalas atendendo, em média, 10 dias. Em Minas Gerais, os negócios estão mais truncados devido à maior cautela dos frigoríficos locais e ao quadro de menor oferta de animais prontos para abater. Na B3, os preços futuros do boi gordo continuam operando acima de R$ 300/@, mas ainda sem fôlego para se distanciar desse piso. Em relação ao mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos não sofreram ajustes na terça-feira. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 266/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 266/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 266/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Carcaça especial suína cede em São Paulo a R$ 9,90/kg/10,40/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,98%/0,95%, custando R$ 9,90/kg/10,40/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (28), houve recuo apenas no Paraná, na ordem de 0,76%, atingindo R$ 6,51/kg. Foram registradas leves altas de 0,42% em São Paulo, alcançando R$ 7,18/kg, e de 0,30% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,65/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,51/kg).

Cepea/Esalq


FRANGOS


Mercado do frango tem mais um dia de estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,70%, custando R$ 7,10/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, da mesma maneira que no Paraná, fixado em R$ 5,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (28), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, cotados, respectivamente, em R$ 7,86/kg e R$ 7,97/kg.

Cepea/Esalq


Gripe aviária leva ao abate de 1,8 milhão de frangos em Nebraska, nos EUA

Funcionários da área de agricultura do Estado do Nebraska, nos Estados Unidos, dizem que outros 1,8 milhão de frangos devem ser abatidos depois que o vírus da gripe aviária foi encontrado em uma fazenda, em um mais recente sinal de que o surto que já provocou o abate de mais de 50 milhões de aves em todo o país continua a espalhar


O Departamento de Agricultura de Nebraska disse no sábado que o 13º caso de gripe aviária do estado foi encontrado em uma fazenda de postura no condado de Dixon, no nordeste de Nebraska, cerca de 193 quilômetros ao norte de Omaha, Nebraska. Assim como em outras fazendas onde a gripe aviária foi encontrada este ano, todas as galinhas da fazenda de Nebraska serão mortas para limitar a propagação da doença. O Departamento de Agricultura dos EUA diz que mais de 52,3 milhões de aves em 46 estados – principalmente frangos e perus em fazendas comerciais – foram abatidas como parte do surto deste ano. Nebraska perde apenas para os 15,5 milhões de aves mortas em Iowa, com 6,8 milhões de aves agora afetadas em 13 fazendas. Na maioria dos surtos anteriores de gripe aviária, o vírus praticamente desapareceu durante o verão, mas a versão deste ano encontrou uma maneira de permanecer e começou a ressurgir neste outono, com mais de 6 milhões de aves mortas em setembro. O vírus é transmitido principalmente por aves selvagens à medida que migram pelo país. Aves selvagens muitas vezes podem transmitir a doença sem apresentar sintomas. O vírus se espalha através de excrementos ou secreção nasal de uma ave infectada, que pode contaminar a poeira e o solo. As fazendas comerciais tomaram várias medidas para impedir que o vírus infectasse seus rebanhos, incluindo exigir que os trabalhadores troquem de roupa antes de entrar nos celeiros e higienizar os caminhões ao entrar na fazenda, mas a doença pode ser difícil de controlar. Os zoológicos também tomaram precauções e fecharam algumas exposições para proteger seus pássaros. As autoridades dizem que há pouco risco para a saúde humana devido ao vírus porque os casos humanos são extremamente raros e as aves infectadas não podem entrar no suprimento de alimentos do país. Além disso, qualquer vírus será morto cozinhando adequadamente as aves a 165 graus Fahrenheit. Mas o surto de gripe aviária contribuiu para o aumento dos preços do frango e do peru, juntamente com o aumento do custo da ração e do combustível.

Bloomberg


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Deslizamentos de terra bloqueiam acessos de cargas a Paranaguá

Deslizamentos de terra bloquearam na última noite acessos ao Porto de Paranaguá, com impacto na chegada de mercadorias como grãos, disse a administração portuária na terça-feira


Apesar dos bloqueios rodoviários, as operações portuárias seguem normalmente, e o reflexo das interdições está na recepção da carga pelas vias de acesso, disse a Diretoria de Operações do porto, em nota. O porto disse que espera contar com estoques para operar no período de menor fluxo de cargas chegando. Para todos os segmentos de carga operados pelos portos paranaenses a capacidade de armazenagem “está normal”. Somente o complexo de Paranaguá possui uma capacidade de armazenamento de aproximadamente 2 milhões de toneladas de granéis sólidos de exportação, e há cerca de 1 milhão de toneladas em estoques. Em outubro, os portos do complexo de Paranaguá e Antonina movimentaram cerca de 5 milhões de toneladas, sendo pouco mais de 3 milhões de toneladas na exportação. Segundo o porto, novas quedas de barreira na BR-277, principal via de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina, provocaram a interdição total da pista no sentido litoral. “O bloqueio está no KM 60, na altura da praça de pedágio, em São José dos Pinhais. Ainda sem previsão de liberação”, disse o comunicado. Além do KM42, que já estava interditado por deslizamentos de pedras desde outubro, novos desmoronamentos ocorreram nos quilômetros 40 e 41. A Polícia Rodoviária Federal tem orientado retorno no sentido Curitiba. Na subida, sentido a capital paranaense, o fluxo segue em apenas uma faixa. Conforme o porto, a Rumo –empresa que administra a ferrovia que liga Curitiba a Paranaguá– informou que há interdição também da via ferroviária na altura da Serra do Mar, devido a quedas de barreiras e alagamento dos trilhos. “A empresa aguarda o nível de água baixar, para liberar a via”, acrescentou a nota. A reguladora ANTT afirmou, em nota, que monitora a situação nas rodovias e ferrovias, destacando que o caso mais grave até o momento é na BR-376/PR, administrada pela concessionária Arteris Litoral Sul, com bloqueios entre os municípios de Tijucas do Sul-PR, Guaratuba-PR e Garuva-SC. Segundo a central de atendimento da concessionária, a rota alternativa a esse trecho é Navegantes-Rio do Sul-Santa Cecília-Papanduva-Rio Negro-Tatuquara, seguindo pelas BR-470 e BR-116. A mesma rota, que resultaria em trajeto de mais de 500 quilômetros, é sugerida para o caminho inverso, do Paraná para Santa Catarina. Tanto a ANTT quanto a Arteris Litoral Sul informaram que não há previsão para a liberação das vias.

REUTERS


Paraná desiste de fundo com recursos do produtor rural

Mas governo ainda busca opções para garantir investimentos


A reação do setor produtivo paranaense sepultou o projeto do governo estadual que pretendia taxar o agronegócio para criar um fundo para investimentos em infraestrutura, área que ficou desassistida após decisão do governo federal de reduzir o ICMS dos combustíveis às vésperas das eleições e também do fato de o Executivo local não ter destravado a renovação das concessões de rodovias. O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, disse ao Valor que o governo entendeu a revolta dos produtores - responsáveis diretos pela reeleição do governador Ratinho Júnior (PSD) - em relação à forma como o projeto foi apresentado. A revolta contra a taxação empurrada “goela abaixo” impediu que, no Estado, o desfecho fosse o mesmo de Goiás, onde a Assembleia aprovou proposta semelhante apresentada pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil). “Não caiu bem, a gente reconhece que o setor ficou mordido”, admitiu ele. Mesmo assim, Ortigara realçou que o governo estadual quer conversar com as cadeias produtivas para viabilizar um texto diferente que seja “palatável” e torne viável a criação de uma contribuição para investimentos em infraestrutura. O quadro de instabilidade fiscal é delicado e vai exigir alguma medida arrecadatória, afirmou Ortigara, que não sabe se será possível aprová-la ainda este ano. “Se nada for feito, vai ser ruim até mesmo para manter as rodovias atuais. Tem uma queda de arrecadação brutal no Estado e nos municípios paranaenses”, ponderou. A intenção é promover um “diálogo absoluto” com o agronegócio e os demais setores da economia paranaense que usufruem da infraestrutura estadual para a construção coletiva de uma alternativa. “Aquele projeto de lei, da forma como foi apresentado, não acredito mais nele. Está sepultado. Precisamos construir um entendimento maior partindo da estaca zero”, pontuou. “Temos que ver se tem espaço para criar algo similar, parecido. Se é palatável e se cabe alguma forma de contribuição para que haja investimentos”, pontuou. Mas o agro não está disposto a ceder. O presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faep), Ágide Meneguette, reforçou que o setor não vai pagar a conta sozinho. “Sabemos que o caixa diminuiu, mas não aceitaremos qualquer tipo de nova contribuição ou taxação. Se vier, trabalharemos contra”. O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, salientou que a iniciativa “sepultada” era “absolutamente inviável”, dado o cenário de aumento de custos no campo e de riscos climáticos. “Por que só o produtor tem que pagar a infraestrutura? É só ele que usa as rodovias? Não há espaço para esse tipo de cobrança. Será o caos se isso prevalecer. Estamos mobilizados para evitar”, afirmou Ricken. Meneguette lembrou que a entidade apoiou o aumento de alíquota de ICMS no Estado para alguns produtos, de 18% para 19%, aprovado pela Assembleia Legislativa na semana passada. “Temos que socializar essa conta. É justo que a sociedade em geral pague pelo ato do presidente Jair Bolsonaro de reduzir impostos e mexer nos orçamentos de Estados e municípios, e não apenas nós sermos discriminados”, afirmou. O governo alega que não tem orçamento para fazer a manutenção das rodovias nem iniciar novos projetos, como a pavimentação de estradas rurais. “A maioria dos produtores paranaenses tem menos de 50 hectares, cuja renda mal e mal garante sua sobrevivência. Se eles não estivessem organizados em cooperativas, não estariam mais na atividade rural”, observou José Roberto Ricken, da Ocepar. “A rentabilidade das empresas que atuam na comercialização de grãos não passa de 2%, em média. Então de onde vai sair esse recurso?”

VALOR ECONÔMICO


Entidades industriais se manifestam contra projetos que aumentam ICMS no Paraná

Ofício assinado por 24 instituições, entre elas o Sindicarne-PR, pede rejeição de propostas que aumentam carga tributária e afirma que medidas podem resultar em perdas de investimentos e empregos


Um ofício conjunto assinado na segunda-feira (28) por 24 entidades ligadas ao setor industrial repudia os Projetos de Lei nº 494 e 498, enviados na semana passada pelo governo do Paraná à Assembleia Legislativa. As propostas preveem o aumento da alíquota básica do ICMS do Estado, de 18% para 19%, além de incrementos adicionais de carga tributária para setores como o de bebidas e o de produção de alimentos. Para as entidades, a aprovação das medidas “comprometerá a sequência de investimentos que vêm sendo realizados nos últimos anos, com a consequente diminuição da atividade econômica e perda direta de arrecadação, redução de empregos e aumento de custo dos produtos para os consumidores finais”. Por isso, pedem que “as autoridades competentes tenham conhecimento, clareza e sensibilidade para evitar um aumento expressivo da carga tributária do Estado do Paraná”. As entidades ao final signatárias vêm manifestar o seu descontentamento e insatisfação aos Projetos de Lei nº. 494 e 498, de autoria do Governo do Estado do Paraná e atualmente em trâmite na Assembleia Legislativa do Estado. Referidos projetos visam mudanças na legislação paranaense, tais como: o aumento da alíquota básica do ICMS no Estado do Paraná, de 18% para 19%; aumento da alíquota de ICMS para produtos como água mineral, refrigerantes, águas gaseificadas e bebidas alcoólicas e não alcoólicas, de 16% para 25%; e a criação do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Logística do Estado do Paraná – FDI/PR, que exigirá o pagamento de contribuições dos produtores de milho, soja, cana-de-açúcar, mandioca, trigo, bovinos, suínos e frangos, onerando diretamente todo o setor agroindustrial do Paraná. Os setores econômicos representados pelas entidades signatárias são responsáveis por grande parte dos mais de R$ 15 bilhões de investimentos privados realizados no Estado do Paraná desde o ano de 2019 (1). A tentativa de repassar diretamente ao setor produtivo as perdas decorrentes da diminuição das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, comprometerá a sequência de investimentos que vêm sendo realizados nos últimos anos, com a consequente diminuição da atividade econômica e perda direta de arrecadação, redução de empregos e aumento de custo dos produtos para os consumidores finais. Somente as empresas representadas pelas entidades signatárias da presente nota preveem para os próximos 3 (três) anos investimentos superiores a R$ 10 bilhões, os quais, de imediato, estão suspensos em razão da incerteza do cenário econômico com aumento da carga tributária e perda da competitividade do Estado do Paraná com os demais estados das regiões sul e sudeste. Destaque-se que se aprovado o PL nº. 494, que visa aumentar a alíquota básica de ICMS, o Paraná terá a maior alíquota (19%) entre todos os estados da região sul e sudeste, bem como a maior alíquota de ICMS sobre bebidas de todo o território nacional, comprometendo diretamente a competividade das indústrias paranaenses.

FIEP


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem queda forte e fecha abaixo de R$5,30

O dólar teve forte queda pela segunda sessão consecutiva na terça-feira, indo abaixo de 5,30 reais, no que agentes do mercado atribuíram a um ajuste à recente fraqueza internacional da moeda norte-americana e a esperanças de que a PEC da Transição seja enxugada durante tramitação no Congresso


A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,42%, a 5,2883 reais, menor patamar para encerramento desde o último dia 9 (5,1845). No acumulado dos últimos dois pregões, o dólar perdeu 2,21%. "A gente entrou num mês de um dólar um pouco mais enfraquecido, acho que isso ajuda muito a ancorar o dólar de alguma forma", disse à Reuters Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original. "O dólar é muito pautado pelas percepções de risco fiscal. Em momentos em que a leitura do mercado é de que as contas no ano que vem podes podem ser muito mais deficitárias, você tem naturalmente uma pressão negativa sobre os ativos domésticos, incluindo o dólar", disse Caruso. "Acho que um pouco desse alívio que a gente está vendo nos últimos dois dias é em cima da ideia de que ela (PEC) pode ser desidratada no Congresso, ser menor no seu impacto fiscal final." Já Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, disse que "o mercado está em busca de alguma previsibilidade para tomar risco e qualquer sinal positivo no sentido do equilíbrio fiscal deve repercutir em prol dos ativos de risco", citando expectativas de moderação do texto da PEC. A PEC da Transição, da forma que foi protocolada no Senado na segunda-feira, abre uma exceção à regra do teto de gastos de 175 bilhões de reais por quatro anos para custear o Bolsa Família.

Ele prevê ainda que 6,5% do excesso de arrecadação do governo possam ser aplicados em investimentos públicos sem contabilização na norma fiscal a partir do ano que vem. Em 2023, esse montante seria de 23 bilhões de reais, levando o gasto extra-teto para quase 200 bilhões de reais.

REUTERS


Ibovespa sobe 1,96% puxado por Vale e aposta de PEC desidratada

O Ibovespa fechou em forte alta na terça-feira, com ações de mineradoras e siderúrgicas entre as maiores altas na esteira de notícias da China e Petrobras mostrando desempenho robusto, ampliando a recuperação no mês


Investidores também se apoiaram em expectativas de que a PEC da Transição, que abre uma exceção à regra do teto de gastos por quatro anos para custear o Bolsa Família e começou a tramitar no Senado, possa ser desidratada no Congresso. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,96%, a 110.909,61 pontos. O volume financeiro na bolsa paulista nesta sessão somava 27,8 bilhões de reais. Análise técnica do Itaú BBA afirmou que o Ibovespa continua indefinido no curto prazo. Protocolada na véspera, a PEC abre exceção de 175 bilhões de reais à regra do teto de gastos por quatro anos para custear o Bolsa Família, e prevê ainda que 6,5% do excesso de arrecadação do governo possa ser aplicado em investimentos públicos sem contabilização na norma fiscal a partir do ano que vem. Em 2023, esse montante seria de 23 bilhões de reais. De acordo com Thiago Calestine, economista e sócio da Dom Investimentos, a expectativa de que a PEC deve ser desidratada no Congresso corroborava o ânimo no pregão. Nas negociações há senadores que têm defendido que a PEC tenha vigência de um ou dois anos. Aliados do presidente eleito admitem que o prazo possa ser alterado durante a tramitação. Em paralelo, a aposta de que o ex-ministro Fernando Haddad comandará a Fazenda, que tem ganhado mais força a cada dia no mercado, foi reforçada pelo anúncio de que ele irá acompanhar as reuniões do grupo de transição da Economia. Fontes que acompanham as negociações afirmaram à Reuters que o anúncio sobre o Ministério da Fazenda pode ocorrer nos próximos dias. Do exterior, beneficiou a bolsa paulista a expectativa de que os recentes protestos na China possam levar a uma flexibilização mais rápida das restrições contra a Covid-19, enquanto o país também reforçou plano de vacinação. Além disso, o regulador de valores mobiliários da China permitirá que incorporadoras chinesas listadas na China e em Hong Kong vendam ações adicionais para adquirir ativos imobiliários, a fim de apoiar construtoras em dificuldades.

REUTERS


Brasil abre 159.454 vagas formais de trabalho em outubro, BEM abaixo do esperado, mostra Caged

O Brasil abriu 159.454 vagas formais de trabalho em outubro, resultado bem abaixo do esperado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Na agropecuária, foram fechados 1.435 postos de trabalho em termos líquidos


O resultado do mês passado, fruto de 1,789 milhão de admissões e 1,630 milhão de desligamentos, foi o pior desde março deste ano, quando o país abriu apenas 96.927 postos de trabalho em termos líquidos, de acordo com dados ajustados. A leitura ainda foi a mais fraca para meses de outubro desde 2019, quando o país abriu 70.852 vagas, segundo série sem ajuste. A expectativa em pesquisa da Reuters era de que o Brasil registraria saldo positivo de 238 mil empregos em outubro. Segundo economistas, a desaceleração na criação de empregos no Brasil no início do terceiro trimestre refletiu o impacto defasado do forte aperto monetário promovido pelo Banco Central, que levou a taxa Selic para os atuais 13,75%. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 2,320 milhões de vagas. No mesmo período de 2021, o superávit era de 2,756 milhões de postos de trabalho, segundo a série com ajustes. Houve saldo positivo de vagas em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês passado, com destaque para serviços, que abriram 91.294 postos. Houve criação de 14.891 empregos formais na indústria, 49.356 no comércio e 5.348 no setor de construção. Na agropecuária, por sua vez, foram fechados 1.435 postos de trabalho em termos líquidos. Os dados mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 80.740, seguido por Nordeste (32.223), Sul (31.244), Centro-Oeste (8.409) e Norte (7.266).

Com relação ao salário médio real de contratação, houve queda em outubro para 1.932,93 reais, de 1.940,21 no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes.

REUTERS


Governo central tem superávit de R$30,8 bi em outubro

O governo central registrou um superávit primário de 30,801 bilhões de reais em outubro, informou o Tesouro na terça-feira. O dado, que reúne contas de Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, veio melhor que a projeção do mercado, de superávit de 25,671 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas


As receitas do governo central, já descontadas as transferências obrigatórias a Estados e municípios, cresceram 2,8% em termos reais em outubro sobre o mesmo mês de 2021, para 171,226 bilhões de reais. No mês, as receitas foram reforçadas pelo aumento da arrecadação previdenciária e do Imposto de Renda. Já as despesas do governo cresceram 3,1% acima da inflação no mês passado, a 140,465 bilhões de reais, com alta nos gastos previdenciários e repasses a governos regionais, parcialmente compensada por uma queda de despesas com o combate à Covid e recuo nos desembolsos discricionários de ministérios. No acumulado de janeiro a outubro, o superávit nas contas públicas ficou em 64,438 bilhões de reais, contra um rombo de 53,085 bilhões de reais em igual período de 2021. Em 12 meses, o superávit primário é de 85,7 bilhões de reais, equivalente a 1,02% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Tesouro, com a contribuição positiva dos governos regionais, a devolução de recursos emprestados ao BNDES e a revisão do PIB de 2020, é provável que a dívida bruta do governo se aproxime de 74% do PIB em dezembro de 2022, ante o patamar de 77,1% observado em setembro. "Trata-se de um resultado bastante expressivo que diferencia o país da tendência observada nas principais economias globais", afirmou em nota. O órgão ponderou que, ainda assim, a dívida brasileira estaria cerca de 9 pontos percentuais acima da média projetada para os países emergentes.

REUTERS


Arrecadação federal sobe 7,97% em outubro e é recorde para o mês

A arrecadação federal registrou mais um recorde em outubro, impulsionada pelo recolhimento de royalties de petróleo e por uma robusta arrecadação de empresas e também de investimentos em renda fixa, que ganharam força com a elevação da taxa básica de juros, mostraram dados divulgados na terça-feira


De acordo com a Receita Federal, a receita tributária totalizou 205,475 bilhões de reais em outubro, 7,97% a mais em termos reais em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi o maior para o mês da série iniciada em 1995, e só ficou abaixo do dado de janeiro de 2022. Recordes mensais também foram alcançados em todos os outros meses deste ano. A Receita Federal apontou que o crescimento econômico mais forte ajudou a aumentar o recolhimento de impostos sobre a renda das pessoas jurídicas, enquanto os preços mais altos do petróleo alavancaram os royalties. Os impostos sobre a renda do capital também aumentaram 57% em outubro, em razão da apreciação da taxa Selic, disse o fisco, destacado o desempenho dos fundos e títulos de renda fixa. A arrecadação administrada pela Receita, que engloba a coleta de impostos de competência da União, cresceu 7,39% em termos reais em outubro, para 185,284 bilhões de reais. Já aquelas administradas por outros órgãos, com peso grande dos royalties sobre a exploração de petróleo, subiram 13,60%, a 20,191 bilhões de reais. O banco central interrompeu seu ciclo de aperto em setembro, mantendo sua taxa de referência em 13,75% por duas reuniões de política monetária consecutivas, depois de ter elevado gradualmente a Selic do menor patamar da história de 2% a partir de março de 2021. No acumulado do ano, a arrecadação tributária subiu 9,35% em relação ao mesmo período de 2021, para 1,836 trilhão de reais, também recorde da série do governo.

REUTERS


Preços ao produtor caem em outubro e índice em 12 meses tem menor nível em 2 anos e meio

Os preços ao produtor no Brasil recuaram pelo terceiro mês seguido em outubro e o índice acumulado em 12 meses chegou ao menor nível em quase dois anos e meio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira


O Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,85% em outubro, passando a acumular em 12 meses alta de 6,50%, menor resultado neste tipo de comparação desde junho de 2020 (+6,38%). Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 12 apresentaram queda e 12 tiveram alta. O maior destaque foi a indústria química, com queda de 4,58%, devido ao recuo nos preços dos fertilizantes e dos produtos orgânicos. “Os fertilizantes estão com uma oferta em crescimento que não tem sido acompanhada pela demanda, gerando a queda nos preços", explicou Murilo Lemos Alvim, analista do IPP. Segundo ele, o aumento da oferta de fertilizantes acontece após um período de escassez no mercado externo por conta da guerra entre a Rússia e Ucrânia. "Apesar da escassez recente, o Brasil fez um esforço e conseguiu um volume alto de importação, e agora está com um estoque confortável”, disse Alvim. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

REUTERS


Deflação perde força e IGP-M tem queda de 0,56% em novembro, diz FGV

A deflação do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) perdeu força em novembro e o índice caiu 0,56%, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, com pressão dos preços em todos seus três subíndices


A expectativa em pesquisa da Reuters para o dado divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira era de recuo de 0,38%. Com o resultado de novembro, o índice passou a acumular em 12 meses avanço de 5,90%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 0,94% em novembro, de uma queda de 1,44% no mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,64% em novembro, de alta de 0,50% em outubro. "No índice ao produtor, a soja foi o principal destaque ao registrar alta de 1,25%, ante queda de 0,66%, no mês anterior. No IPC, a principal contribuição para a aceleração do índice partiu da gasolina, cuja taxa passou de -3,74% para 1,58%", explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou o avanço a 0,14% no período, de 0,04% antes, sob pressão da alta de 0,53% no custo da mão de obra, de 0,31% em outubro.

REUTERS


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