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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 257 DE 18 DE NOVEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 257 |18 de novembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: Mercado brasileiro em ritmo indefinido

Na quinta-feira, 17 de novembro, o mercado físico do boi gordo registrou comportamentos distintos nas principais praças brasileiras, informou a IHS Markit


No Mato Grosso do Sul, segundo dados da IHS, as programações de abate atendem entre 3 e 5 dias de operação entre as plantas locais. Porém, em Dourados (MS), a arroba do boi gordo recuou na quinta-feira, mas a dificuldade em originar maiores volumes e a alongar escalas deve limitar a pressão de baixa no mercado local, acreditam os analistas da IHS. O Centro-Sul do País é a região onde o mercado do boi gordo permanece mais lateralizado, principalmente nas praças paulistas e paranaense, observou a consultoria. “As indústrias destes dois Estados continuam ativas nas compras de animais, notadamente com maior parte de suas atividades direcionadas em atender ao mercado externo”, informou a IHS. Pelo levantamento da Scot Consultoria, o dia amanheceu com a ponta compradora ausente das negociações nas praças do interior de São Paulo, contribuindo para a estabilidade dos preços da arroba. As cotações da arroba do boi, vaca e novilha gordos estão em R$ 275/@, R$ 260/@ e R$ 270/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O bovino com destino ao mercado China seguiu cotado em R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. No Triângulo Mineiro, MG, os preços do boi gordo registraram leve recuo na quinta-feira, de R$ 273/@ para R$ 270/@, depois que as indústrias avançaram com as suas escalas, informou IHS. Na região Norte do Brasil, verificou-se recuperação nas cotações dos animais prontos para abate, sobretudo no Pará. Em Redenção, houve avanço de R$ 241/@ para R$ 246/@ no preço da arroba negociada pelo pagamento à vista, relata a IHS. Na avaliação dos analistas da IHS, a esperada retomada do consumo doméstico, depois da virada do mês, deve repercutir em um quadro de preços da arroba mais firmes, bem como repique de altas. A firmeza nas exportações e um consumo doméstico mais consistente devem garantir algum suporte nesta reta final de 2022, ressaltam os analistas. No mercado atacadista da carne bovina, a procura por reposição na cadeia de distribuição é lenta. A segunda quinzena do mês sazonalmente resulta num fluxo mais fraco, condicionando ajustes nos preços da carne bovina, sobretudo aos cortes de dianteiro e ponta de agulha, relatou a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 261/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 278/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 228/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 244/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca R$ 246/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 252/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 248/@ (prazo) vaca a R$ 241/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 259/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 253/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 239/@ (à vista) vaca a R$ 226/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 258/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: queda em São Paulo e cotações estáveis nos demais mercados

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu, pelo menos, 3,70%, chegando a R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial baixou 0,97%/0,93%, cotada em R$ 10,20 o quilo/R$ 10,60 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (16), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,28%, chegando a R$ 7,11/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), Paraná (R$ 6,55/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,62/kg), e Santa Catarina (R$ 6,51/kg). A rodada de preços para a suinocultura independente na quinta-feira (17) em bolsas de suínos realizadas nas principais praças produtoras do país resultou em estabilidade de preços, na maioria delas. O equilíbrio entre oferta e demanda é pontuado como uma das razões para a falta de alavancas para as cotações.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: queda no Paraná

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 10/11/2022 a 16/11/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 3,62%, fechando a semana em R$ 6,47/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,79/kg vivo", informou o Lapesui


Em São Paulo, o preço se manteve estável pela terceira semana em R$ R$ 7,73/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), com acordo entre suinocultores e frigoríficos. No mercado mineiro, o preço ficou estável pela quarta semana consecutiva em R$ 7,30/kg vivo, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), valor do animal ficou estável 6,67/kg vivo nesta semana.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Preços apresentam movimentos distintos dentre as regiões

As diferentes condições de oferta de suíno vivo pronto para o abate dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea têm resultado em variações distintas nos preços do animal


Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, a oferta restrita de suíno em peso ideal para abate vem elevando e/ou sustentando os valores do animal, quando consideradas as médias de outubro e novembro. Já em boa parte das praças do Paraná, a dificuldade no escoamento dos produtos e no carregamento de animais para abate no início deste mês acabaram pressionando as médias de preços de novembro. Quanto ao mercado da carne, agentes de frigoríficos indicaram pequeno aquecimento na procura por parte dos atacadistas na primeira quinzena deste mês, especialmente por cortes como carré, pernil com osso e paleta desossada, o que vem causando ajustes positivos nas cotações.

Cepea


Frigoríficos avançam na implementação de baias coletivas de suínos

Celas individuais de gestação estão sendo deixadas de lado, mostra ONG Alianima


Os grandes fornecedores de carne suína do Brasil avançaram significativamente na substituição de celas de gestação individuais por baias coletivas, segundo a Alianima. A ONG de bem-estar animal consultou Alegra, Aurora, BRF, Frimesa, JBS (dona da Seara), Pamplona e Pif Paf, que juntas têm 60% do plantel nacional. Na BRF, dona da marca Sadia, cujos integrados dominam o maior plantel do país, hoje quase 54% das porcas criadas pelos fornecedores dão à luz em instalações comunitárias - o que representa um aumento de 7,75 pontos percentuais ante um ano atrás. O percentual de matrizes alojadas em baias coletivas cresceu 8 pontos percentuais entre os integrados da Pamplona, segundo a companhia, para 89% do total. Alegra, Aurora e Seara reportaram aumentos de 3,5 pontos, 25 pontos e 9 pontos, para 41,5%, 85% e 70%, respectivamente. A Frimesa registrou um recuo de 16 pontos, para 20% - mas a empresa não comentou o motivo da retração, verificada também em números absolutos. Já a Pif Paf não respondeu ao questionamento da Alianima. “Vemos uma evolução no setor que vale ser reconhecida, e mais empresas estão aceitando participar do relatório. É um bom sinal, de que entendem a importância dessa transparência”, disse ao Valor a presidente da ONG, Patrycia Sato. Além dos frigoríficos, o grupo consultou também 16 empresas que atuam no varejo, totalizando 23 participantes, contra 13 no ano passado. As celas individuais são apertadas e restringem a movimentação dos animais - o que, segundo a Alianima, traz problemas físicos e sofrimento. Além de ficarem desconfortáveis, as fêmeas não conseguem interagir, explorar o ambiente ou construir o ninho para o parto, comportamentos naturais importantes. Também é considerado positivo o fato de que os grandes frigoríficos mantiveram suas metas individuais para substituição total das celas individuais - a despeito da instrução normativa 113 do Ministério da Agricultura, que estabelece janeiro de 2045 como prazo oficial. A maioria das empresas quer concluir as mudanças até o fim desta década. Para 66,7% das empresas ouvidas pela Alianima, a maior dificuldade para avançar com as baias coletivas é a falta de recursos. A Alianima também consultou as empresas sobre a continuidade de procedimentos cirúrgicos em leitões, como castração e corte de cauda sem uso de analgésicos e anestesia. Apenas a Alegra não baniu a castração sem anestesia. “Todas as granjas de terminação já adotaram a imunocastração. A dificuldade é a logística nas granjas de ciclo completo, mas temos a intenção de implantar também, em breve”, afirmou a companhia, em nota à ONG. No caso do corte da cauda, Frimesa e Seara se comprometeram em parar com a prática. As demais alegaram falta de alternativas viáveis, de conhecimento, experiência prévia negativa ou tentativa mal sucedida e perdas produtivas. “Pedimos que esse processo seja feito com a devida anestesia”, afirma Patrycia.

VALOR ECONÔMICO


FRANGOS


Estabilidade nas cotações do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,35/kg.


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná o valor ficou estável em R$ 5,18/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (16), tanto a ave congelada quanto a resfriada não tiveram alteração nos valores, cotadas, respectivamente, em R$ 8,03/kg e R$ 8,10/kg.

Cepea/Esalq


ABPA: Receita de exportações de material genético avícola cresce 12,5% em 2022

Em outubro, as exportações caíram 5,9%. México é o principal destino dos embarques do setor


Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que a receita das exportações brasileiras de material genético avícola acumulou alta de 12,5% em 2022, com US$ 139,4 milhões registrados entre janeiro e outubro de 2022, contra US$ 123,9 milhões no mesmo período do ano passado. Em volume, as vendas de ovos férteis e pintinhos de 01 dia chegaram a 12,3 mil toneladas neste ano, número 3,2% menor do que o registrado nos 10 primeiros meses de 2021, com 12,773 mil toneladas. Considerando apenas o mês de outubro, as vendas de genética avícola alcançaram receita de US$ 15,384 milhões, número 5,9% menor que o efetuado no mesmo período de 2021, com US$ 16,349 milhões. Em volume, os embarques chegaram a 1.464 toneladas, número 8,1% menor que o registrado no décimo mês de 2021, com 1.594 toneladas. Principal destino das exportações de material genético avícola do Brasil, o México importou entre janeiro e outubro deste ano um total de 5.513 toneladas, volume 60,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com 3,427 mil toneladas. “Graças ao fato de nunca ter registrado Influenza Aviária em seu território, o Brasil segue como relevante plataforma exportadora de material genético, ampliando suas exportações especialmente para destinos das América e Oriente Médio”, destaca o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Taxa de desemprego do Paraná cai para 5,3%, menor desde 2014

São mais de três pontos percentuais abaixo da média nacional e sexto melhor resultado do Brasil. Esse é o nono registro consecutivo de queda do desemprego no Paraná, que iniciou a recuperação do impacto da pandemia do Covid-19 ainda em 2020


O Paraná fechou o terceiro trimestre de 2022 com a menor taxa de desemprego dos últimos oito anos, 5,3%, mais de três pontos percentuais abaixo da média nacional, que ficou em 8,7%. É o sexto melhor resultado do Brasil. Os dados são do relatório trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na quinta-feira (17). Esse é o nono registro consecutivo de queda do desemprego no Paraná, que iniciou a recuperação do impacto da pandemia do Covid-19 ainda em 2020. Já em 2021, o Estado fechou o ano com 7% de taxa de desocupação, caindo para 6,8% no final do primeiro trimestre de 2022, e 6,1% no segundo trimestre. As menores taxas da série histórica são dos últimos trimestres de 2013 e 2014, de 3,8%. O número de pessoas ocupadas no Paraná cresceu de 5,790 milhões no segundo trimestre de 2022 para 5,932 milhões no terceiro trimestre, representando aumento relativo de 2,45%. É o maior crescimento entre os estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do País. Segundo o IBGE, o Paraná tem a sexta menor taxa de desemprego, ficando atrás apenas estados com populações consideravelmente menores: Mato Grosso do Sul (5,1%), Roraima (4,9%), Rondônia (3,9%), e Mato Grosso e Santa Catarina (ambos com 3,8%). A taxa de desocupação do País foi de 8,7%, recuando 0,6 ponto percentual (p.p.) ante o segundo trimestre de 2022 (9,3%) e caindo 3,9 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2021 (12,6%). Houve queda da taxa de desocupação em todas as regiões na comparação com o trimestre anterior. O Nordeste permaneceu com a maior taxa (12%), e o Sul, com a menor (5,2%). O relatório também indica que o Paraná tem a quarta melhor taxa de empregados com carteira assinada, com 80,1%, atrás apenas de São Paulo (81,2%), Rio Grande do Sul (81,3%) e Santa Catarina (88,4%). A média nacional é de 73,3%.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Nova ponte Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu está quase finalizada

A construção com recursos da Itaipu Binacional da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, na região Oeste, está quase finalizada. A expectativa é que a obra seja entregue ainda este ano. Segundo o último boletim do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), a conclusão já passa dos 95,5%.


Os últimos ajustes estão sendo executados para entrega da ponte. São serviços complementares, como guarda corpo, instalação dos postes de iluminação, pintura da sinalização e implementação de dispositivos de drenagem. No último mês, o DER/PR finalizou a pavimentação com uma camada de sete centímetros de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) sobre as lajes de concreto. A Ponte da Integração está sendo construída sobre o Rio Paraná, no bairro Porto Meira, próximo à Tríplice Fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina. No lado paraguaio, a obra fará ligação com o município de Presidente Franco, vizinho de Cidade de Leste, onde fica localizada a Ponte Internacional da Amizade. O projeto, iniciado em 2019, é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, o governo federal e a Itaipu Binacional. O DER/PR está executando a obra em ambas as margens. O investimento atualizado até o momento é de R$ 227 milhões. O objetivo é que a nova ligação seja utilizada para realizar todo o transporte de cargas entre os dois países, aliviando o tráfego da Ponte da Amizade, que irá atender principalmente turistas e passageiros. A construção é do tipo estaiada e conta com duas torres de sustentação, com 120 metros de altura. A ponte terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros, sendo o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais. Na nova rodovia de acesso à Ponte da Integração, estão em andamento serviços de terraplenagem nas duas aduanas (Brasil-Argentina e Brasil-Paraguai), nas interseções do acesso à ponte Tancredo Neves e do acesso à Rodovia das Cataratas (BR-469), e na linha geral da rodovia.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar se afasta das máximas, mas volta a R$ 5,40 com exterior e incerteza fiscal no foco

No fim do pregão, a moeda era negociada a R$ 5,4006, com valorização de 0,37% no mercado à vista e altas no mundo todo


O mau humor do mercado de câmbio doméstico, que foi observado principalmente na abertura dos negócios, quando o dólar subiu a R$ 5,5298, no maior nível intradiário desde janeiro, se esvaiu ao longo da tarde. No fim do pregão, a moeda era negociada a R$ 5,4006, em alta de 0,37% no mercado à vista. Com a sensibilidade dos agentes financeiros a qualquer notícia vinda de Brasília, declarações do ex-ministro Aloizio Mercadante sobre possibilidade de corte de despesas ajudaram a apoiar o real. Parte do bom humor veio também com a saída do ex-ministro Guido Mantega da equipe de transição, o que aconteceu na reta final da sessão. “Tem uma discussão aprofundada sobre corte de despesas, aumento de eficiência do gasto público, combater desperdícios que estamos identificando. Aumento de receita não significa aumento de carga tributária”, afirmou Mercadante durante a tarde, quando questionado sobre formas alternativas para a geração de receitas. As declarações do ex-ministro ajudaram a acalmar os mercados e fizeram o dólar se afastar ainda mais das máximas do dia. O alívio, porém, não foi o suficiente para acalmar os agentes financeiros, cujo posicionamento continua mais cauteloso em relação aos ativos brasileiros. “Se a postura do novo governo continuar a mesma e entrarmos em uma discussão de dominância fiscal — e estamos próximos disso —, o valor do câmbio nominal tem muito a depreciar. Para termos um cenário em que o BC eleva os juros no ano que vem, como a curva de juros tem indicado, estamos falando de um câmbio mais depreciado do que o atual”, diz Mariana Dreux, gestora macro da Truxt Investimentos. O cenário externo também contribuiu negativamente e deu apoio a um viés altista do dólar contra o real. No fim da tarde, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas principais, subia 0,33%, para 106,636 pontos. Além disso, o dólar avançava 0,34% ante o peso mexicano; tinha alta de 0,84% em relação ao rand sul-africano; ganhava 1,04% na comparação com o peso chileno; e saltava 1,22% contra o peso colombiano.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em queda com questão fiscal no radar, mas se afasta de mínimas

Índice reduziu perdas após Mercadante sinalizar que há discussão sobre corte de despesas e Mantega deixar equipe de transição


O Ibovespa teve nova sessão de queda na quinta-feira, refletindo as incertezas fiscais presentes no ambiente interno após a apresentação da PEC da Transição no Senado. No entanto, o índice se afastou firmemente das mínimas intradiárias após entrevista de Aloizio Mercadante (PT) sinalizar que existe discussão sobre corte de despesas no governo eleito e o ex-ministro Guido Mantega deixar a equipe de transição. Após ajustes, o referencial local registrou perdas de 0,49%, aos 109.702 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 33,25 bilhões no Ibovespa e R$ 42,14 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,31%, aos 3.946 pontos, Dow Jones registrou leve queda de 0,02%, aos 33.546 pontos e Nasdaq cedeu 0,35%, aos 11.144 pontos. Com o exterior negativo, Brasília seguiu no centro das atenções do investidor local. Ainda sem uma diretriz clara para a trajetória fiscal nos próximos anos, o texto da PEC da Transição, apresentado ontem ao Senado, foi mal recebido pelos investidores, que voltaram a acrescentar prêmios de risco nos ativos locais e a colocar na mesa a possibilidade de altas de juros pelo Banco Central nas próximas reuniões. O texto prevê gastos extras de R$ 198 bilhões em 2023 e sugere que o Auxílio Brasil seja retirado permanentemente da regra do teto de gastos. Por fim, investidores também analisaram rumores de uma possível diminuição do tamanho da PEC já no Senado. "Entendo que a PEC foi apresentada com excessos para que haja espaço para cortes. O movimento do mercado parece exagerado, mas reflete as incertezas. Sem o tamanho da proposta, não dá para fazer conta, e sem o nome do ministro da Fazenda, que ainda acredito ser um nome alinhado com os interesses do mercado, não dá para saber onde o governo vai cortar para fazer a conta fechar. Além disso, temos um Congresso mais forte, protagonista. Estamos no pior momento, mas me parece que, no fim, vamos ver uma costura melhor", diz Thiago Pereira, sócio e economista-chefe da Tower Three Asset Management.

VALOR ECONÔMICO


Governo reduz para 2,1% projeção de crescimento do PIB no ano que vem

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve na quinta-feira a projeção oficial para o crescimento da atividade econômica neste ano em 2,7%, mas piorou a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 para 2,1%, contra previsão anterior de 2,5%


"A redução de 0,4 ponto percentual na estimativa do PIB em 2023 resulta principalmente da piora no cenário externo desde a data-base da última grade (de parâmetros), com aumento das taxas de juros internacionais e redução das expectativas de crescimento de economias desenvolvidas e emergentes", disse. Mesmo com a redução, a estimativa do Ministério da Economia para 2023 segue bem mais otimista do que a visão de mercado. No mais recente boletim Focus, do Banco Central, analistas apontam para um crescimento de 2,77% neste ano, recuando para apenas 0,7% em 2023. Uma atividade menos aquecida reflete nas contas do governo ao deteriorar a arrecadação tributária, gerando uma piora do resultado primário. Ao construir o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023, o atual governo usou como base uma projeção de crescimento de 2,5% para o PIB do ano que vem. Se não houver atualização dos números pelo Congresso e caso seja confirmado o PIB mais fraco, o novo governo poderá enfrentar frustrações de receitas. Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a previsão da equipe econômica caiu para 5,85% em 2022, contra 6,3% da projeção feita em setembro. Para 2023, o patamar foi elevado de 4,5% para 4,6%. De acordo com projeção do mercado apresentada no boletim Focus, o IPCA deve encerrar 2022 em 5,82%, próximo à visão do governo. Para 2023, a projeção de mercado está em 4,94%, maior que a estimativa oficial. O centro da meta de inflação é de 3,5% neste ano e 3,25% no próximo, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. "Os principais fatores para alteração da projeção de inflação foram a redução dos preços administrados, menor pressão dos bens industriais e alimentos e estabilização dos preços de serviços", disse a SPE, ressaltando esperar uma convergência do IPCA para a meta de 3% em 2024.

REUTERS


IGP-10 reduz queda a 0,59% em novembro

A deflação do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) perdeu força em novembro e o índice passou a cair 0,59%, contra recuo de 1,04% no mês anterior, mostraram os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira


A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,55%, e com o resultado do mês o IGP-10 passou a acumular avanço em 12 meses de 5,55%. “Nesta apuração, os três índices componentes do IGP registraram avanço da inflação. O índice ao produtor apresentou queda menos intensa, dada a atual estabilidade dos preços dos combustíveis. No âmbito do consumidor, a inflação acelerou refletindo a alta dos preços dos alimentos”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve queda de 0,98% em novembro, depois de cair 1,44% no mês anterior. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou a alta a 0,67% no mês, de 0,17% em outubro, com o grupo Transportes deixando para trás a queda de 2,17% para subir 0,47% em novembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,19% em novembro, acima da taxa de 0,01% no mês anterior.

REUTERS


Índice de Confiança do Agronegócio, calculado pela Fiesp, subiu no 3º trimestre

Houve melhora nas expectativas para a economia brasileira no período


Uma melhora generalizada nas expectativas para a economia brasileira motivou, no terceiro trimestre, o aumento do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a partir de pesquisa de campo da Agroconsult. No período, o indicador alcançou 116,3 pontos, 6,1 pontos a mais que no segundo trimestre. A escala do IC Agro vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas do país. Cerca de 50 indústrias também são ouvidas. Em comunicado, a Fiesp lembra que, no terceiro trimestre, houve queda no risco Brasil, a inflação arrefeceu, como resultado da alta dos juros e da queda dos combustíveis, e melhoraram as projeções para o avanço do PIB em 2022. Otimismo Com isso, realçou a entidade, os sub-indicadores de todas as categorias pesquisadas (agricultores, pecuaristas e indústrias antes e depois da porteira) ficaram acima de 100 pontos — ou seja, em terreno considerado otimista. O índice que mede especificamente a confiança dos produtores agropecuários subiu 8,9 pontos ante o segundo trimestre e atingiu 115,2 pontos entre julho e setembro, impulsionado por perspectivas favoráveis para a atual safra de grãos e apesar do aumento de custos, ainda um problema sobretudo para os pecuaristas. No caso da indústria, a alta média foi de 4,2 pontos, para 117,3 pontos.

VALOR ECONÔMICO


Desemprego recua em seis estados no terceiro trimestre, aponta IBGE

Na média nacional, taxa de desemprego cai de 9,3% no segundo trimestre para 8,7% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados da Pnad Contínua


A taxa de desemprego recuou de forma significativa em apenas seis das 27 Unidades da Federação na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo IBGE. O resultado indica que a oscilação ficou dentro da margem de erro da pesquisa em 21 Unidades da Federação. Apenas seis estados tiveram redução significativa do ponto de vista estatístico na taxa de desemprego no período: Paraná, Minas Gerais, Maranhão, Acre, Ceará e Rondônia. No terceiro trimestre, as maiores taxas de desocupação foram as da Bahia (15,1%), Pernambuco (13,9%) e Rio de Janeiro (12,3%). As menores taxas ocorreram em Rondônia (3,9%), Mato Grosso (3,8%) e Santa Catarina (3,8%). Na média nacional, a taxa de desemprego desceu de 9,3% no segundo trimestre para 8,7% no terceiro trimestre deste ano. Em São Paulo, o resultado recuou de 9,2% para 8,6%, movimento considerado estável dentro da margem de erro.

O ESTADO DE SÃO PAULO


27% dos desempregados procuram trabalho há mais de 2 anos, diz IBGE

Percentual representa 2,57 milhões de pessoas de um total de 9,46 milhões de pessoas em busca de trabalho


Quase 30% (27,2%) dos desempregados procurava trabalho havia mais de dois anos no terceiro trimestre de 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trimestral, divulgada na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual representa 2,57 milhões de pessoas de um total de 9,46 milhões de pessoas em busca de trabalho. A taxa de desemprego nacional no terceiro trimestre foi de 8,7%, ante 9,3% dos três meses anteriores, conforme divulgado pelo IBGE na semana passada. O desemprego de dois anos ou mais é classificado como desemprego de longo prazo. Quanto mais tempo fora do mercado de trabalho, mais difícil é para um trabalhador se colocar. Os dados do IBGE mostram ainda que 11,7% dos desempregados buscam trabalho por um período entre um ano ou menos de dois anos (1,10 milhão de pessoas). O grupo dos trabalhadores que procuram uma oportunidade há um tempo entre um mês e um ano corresponde a 44,5% do total de desempregados, ou 4,208 milhões de pessoas. Os desempregados há menos tempo (por até um mês), por sua vez, correspondem a 16,6% do total dos que buscam trabalho, ou 1,573 milhão de pessoas. Mais da metade dos trabalhadores estava no mercado informal em nove das 27 unidades da federação no terceiro trimestre, indicou o IBGE. Na média brasileira, a taxa de informalidade – que é a proporção de trabalhadores informais frente ao total dos ocupados no país – foi de 39,4% no terceiro trimestre. Em nove unidades da federação, no entanto, ela passa de 50%. A pior situação é a do Pará (60,5%), seguido por Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%), Piauí (54,5%), Bahia (53,3%), Ceará (52,2%), Sergipe (51,4%), Paraíba (50,7%) e Pernambuco (50,6%). Por outro lado, as menores taxas foram registradas em São Paulo (30,6%), Distrito Federal (29,8%) e Santa Catarina (25,9%). Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, houve queda da taxa de informalidade em cinco unidades da federação (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Apenas o Rio de Janeiro registrou alta (36,5% no segundo trimestre para 38,5% no terceiro trimestre). As demais 21 unidades da federação mantiveram a taxa de informalidade estatisticamente estável na passagem entre o segundo e o terceiro trimestres de 2022.

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