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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 25 DE 08 DE DEZEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 25| 08 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Dia de quedas no mercado brasileiro do boi gordo; cotação em SP vai a R$ 318/@, segundo a Scot Consultoria

Arroba recua em São Paulo e em outras praças pecuárias importantes do País, devido ao ritmo mais cauteloso dos frigoríficos compradores


Na terça-feira, 7 de dezembro, os preços do boi gordo registraram quedas entre as principais praças pecuárias do País, fragilizados pela menor procura por animais terminados, informa a IHS Markit. “Sem apetite para as compras, resultado do avanço das escalas de abate na semana passada, os frigoríficos paulistas abriram o dia ofertando R$ 2/@ a menos para o macho terminado, que agora vale R$ 318/@”, relata a Scot Consultoria. Por sua vez, as cotações para as fêmeas permaneceram estáveis em São Paulo, a R$ 299/@ (vaca) e R$ 309/@ (novilha). Segundo a IHS, boa parte das indústrias que voltaram às compras retornaram com menor necessidade de aquisição por disporem de escalas de abate mais confortáveis, o suficiente para atender compromissos para a próxima semana. “Muitas unidades de abate relataram, que após trabalharem com preços da arroba nas máximas do ano, conseguiram estender as suas escalas”, observa a IHS. Dessa maneira, a estratégia adotada é cadenciar as compras de gado gordo, à espera de vendas mais consistentes da proteína no atacado/varejo.

“Até o momento, não há indícios de quando a China voltará a comprar a carne bovina do Brasil”, diz a IHS, acrescentando que “é possível que a autorização para nova produção de carne bovina com destino ao mercado chinês ocorra apenas em 2022”. Ainda em relação ao mercado externo, a Secex informou que a média diária exportada de carne bovina in natura durante a primeira semana de dezembro ficou em 5,29 mil toneladas por dia, volume 18,4% inferior à média de dezembro de 2020, mas um avanço de 23,8% frente à média de novembro de 2021. Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguiram em baixa. “A fragilidade dos futuros do boi deve-se à lentidão na ocorrência de novas vendas de gado e a preocupação da cadeia pecuária com relação a capacidade do consumo doméstico em absorver os repasses de custos sem prejudicar o escoamento”, esclarece a IHS. No mercado atacadista, a terça-feira foi de preços estabilizados. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 292/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 293/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 327/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína:

boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 325/@ (prazo) vaca a R$ 310/@ (prazo).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços caíram na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 5,30%/3,57%, valendo R$ 125,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,01%/0,97%, custando R$ 9,80/R$ 10,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, no patamar de R$ 7,47/kg. Houve queda de 1,83% em São Paulo, chegando em R$ 7,49/kg, baixa de 3,26% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,52/kg, recuo de 3,83% no Paraná, baixando para R$ 6,27/kg, e de 0,47% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,33/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: a terça-feira fechou com preços mistos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja cedeu 1,96%, chegando em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,57%, valendo R$ 6,45/kg

Na cotação do animal vivo, o preço subiu 1,35% em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná ficou estável, custando R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta terça-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), tanto a ave congelada quanto a resfriada sofreram baixa de 0,44%, custando, respectivamente, R$ 6,72/kg e R$ 6,73/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne de frango mantêm alta de 9,08% em 2021

Receita de vendas de novembro cresce 26,9% em novembro


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 4,198 milhões de toneladas entre janeiro e novembro deste ano, superando em 9,08% as vendas registradas no mesmo período do ano passado, com 3,849 milhões de toneladas. Em receita, as exportações de carne de frango acumulam alta ainda mais expressiva no mesmo período, chegando a 25,3%. Ao todo, foram US$ 6,944 bilhões registrados nos onze primeiros meses de 2021, contra US$ 5,543 bilhões no ano anterior. Considerando apenas o mês de novembro, foram exportadas 334,7 mil toneladas de carne de frango, número 4,5% menor que o efetuado no mesmo período de 2020, com 350,7 mil toneladas. Por outro lado, a receita dos embarques de novembro cresceu 26,9%, com US$ 605,3 milhões neste ano, contra US$ 476,8 milhões no décimo primeiro mês de 2020. “O Brasil se encaminha, de fato, para o recorde histórico nas exportações de carne de frango, muito possivelmente ampliando a distância em volume para os principais concorrentes. Isto reforça o papel do País como importante player em favor da segurança alimentar”, completa o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os principais destinos das exportações no ano estão o Japão, com 403,5 mil toneladas exportadas, 8,8% a mais que o embarcado no mesmo período de 2020, além dos Emirados Árabes Unidos, com 344 mil toneladas (26,4%), África do Sul, com 268,8 mil toneladas (13,3%), União Europeia, com 178,7 mil toneladas (+14%) e Filipinas, com 154,8 mil toneladas (158,7%).

ABPA


CARNES


Brasil espera elevar vendas de carne suína para Rússia no início de 2022

A indústria de carne suína do Brasil se prepara para elevar as exportações da proteína para a Rússia já nos primeiros meses de 2022, apesar da limitação de acesso ao país durante o inverno russo devido ao congelamento das águas em diversos portos. Para a carne bovina, as expectativas não são otimistas


A opção dos exportadores, que recentemente receberam uma rodada de reabilitações de unidades frigoríficas pela Rússia, seria entrar pelo porto de São Petersburgo, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). "Tenho certeza que vai aumentar o volume embarcado em janeiro e fevereiro... porque São Petersburgo não congela", afirmou o Presidente da associação, Ricardo Santin. Santin lembrou que o mercado russo já foi o principal comprador da proteína suína do Brasil no passado, depois reduziu drasticamente as importações por uma estratégia de aposta na produção local e agora retoma um estreitamento na parceria. "A Rússia conseguiu ter autossuficiência neste setor por um período, mas agora tem vários fatores que a levam a buscar o mercado externo. A peste suína africana (PSA), aumento de custo de produção, e também aumento de consumo local", disse Santin. Dados da associação indicam que os brasileiros exportaram 259,41 mil toneladas de carne de porco aos russos em 2017. Entre janeiro e outubro de 2021, no entanto, esse volume despencou para 3.827 toneladas. O Ministério da Agricultura informou à Reuters em nota que até 2020 havia uma cota da Rússia de 430 mil toneladas para importação de carne suína de qualquer país do mundo com tarifa zero. Em 2020, a cota foi extinta e os russos estabeleceram uma tarifa única de 25%. Mas na semana passada, disse a pasta, o governo russo anunciou uma nova cota de 100 mil toneladas, sem tarifa, com validade entre 1º de janeiro e 30 de junho do próximo ano. "A tendência é que agora aumente novamente a exportação", disse o presidente da ABPA, citando que a cota não é exclusiva para o Brasil, porém o país pode ser um dos principais beneficiários. Pelas estimativas da associação, considerando o atual preço médio de importações para o mercado russo, a cota disponibilizada tem potencial de geração de exportações de mais US$ 200 milhões. O consultor de Agronegócios do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, destacou que também não está descartada a possibilidade de o Brasil embarcar produtos além da cota, a depender da avidez de compras dos russos. Santin afirmou ainda que a Rússia compra produtos suínos similares aos que são vendidos para a China, então a reaproximação com este player é uma boa alternativa para a indústria nacional. Para Alves, um outro efeito secundário é que o Brasil pode ocupar um espaço maior no mercado do Vietnã, que vinha sendo atendido pela proteína suína da Rússia e agora está com uma lacuna devido à PSA entre os russos. O cenário para o setor de carne bovina, que teve em novembro três unidades reabilitadas pela Rússia -enquanto a indústria de carne de porco recebeu nove habilitações-, pode não ser tão promissor quanto o de suínos. "Para carne bovina eu sou um pouco mais cético, por conta da política que foi adotada na Rússia nos últimos anos, que desestimulou o consumo, então o potencial é menor para compras do que na carne de porco", disse o consultor do Itaú BBA. O Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, disse que a reaproximação com a Rússia se tornou ainda mais importante, visto que a China está temporariamente fora dos negócios com a indústria brasileira. No entanto, ele ressaltou que faltou certa clareza no processo de reabilitação, visto que não se sabe qual critério foi utilizado para as unidades aprovadas. "Muitas plantas estão à espera, aguardando a retomada de negociações do governo brasileiro com a Rússia para que plantas suspensas sejam habilitadas e novas habilitações sejam feitas... gostaríamos de ver esse processo sendo retomado para todos."

REUTERS


EMPRESAS


Na BRF, o choque de custos passou – mas empurrou a meta de Ebitda em um ano

Pressão de margem faz companhia postergar em um ano meta de atingir um Ebitda de R$10 bi


Quando Lorival Luz chegou à BRF, em 2017, o clima na rua Hungria não era dos mais amistosos. O conselho de administração vivia às turras e os resultados iam de mal a pior. A história recente é relativamente conhecida, mas nem mesmo naquele inferno astral a dona de Sadia e Perdigão precisou lidar com um ambiente inflacionário tão adverso quanto foi 2021. Quem garante é o próprio CEO global da BRF. A magnitude da alta dos custos de produção, que em alguns casos superou 50%, não estava no horizonte nem dos mais conservadores como o executivo mineiro. “Já viramos 2020 muito comprados em grãos, mas mesmo assim tivemos de fazer reajustes sequenciais para lidar com custos”, disse Luz ao Pipeline. Diante da escalada das matérias-primas, desde a ração às embalagens, a margem Ebitda naturalmente sofreu – caindo de 13% para11% –, ficando abaixo do que a companhia imaginava quando fez o orçamento de 2021. O copo meio cheio, e que será explorado no BRF Day de amanhã, é o impacto positivo da melhor gestão de custos. Nos últimos anos, a diferença de custos de produção da BRF ante as concorrentes aumentou, em benefício da dona da Sadia, que vem entregando um CPV bem mais comportado que a média do setor, o que se traduz em Ebitda. A BRF fez um Ebitda de R$ 5,5 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em setembro, número que seria sensivelmente menor se a trajetória dos custos de produção seguisse à média do mercado. Em uma extrapolação, a companhia perderia R$ 2 bilhões no resultado operacional, o que faria com o que o Ebitda ficasse abaixo de R$ 3 bilhões, em nível parecido ao ciclo de 2016-2018. Num ambiente menos hostil do que o atual, a reestruturação da BRF nos últimos anos pode ter como legado uma companhia bem mais rentável no futuro – num mundo de custos menos instáveis, o Ebitda potencial da empresa já seria de R$ 7 bilhões, com as margens mais próximas de 15%. Por ora, a disparada dos custos provocou uma revisão nas projeções de longo prazo. Ao invés de chegar a um Ebitda de R$ 10 bilhões em 2023, como projetou durante o BRF Day do último ano, a dona da Sadia levará mais um ano para chegar a esse objetivo, portanto, em 2024. A meta é chegar a uma receita de R$ 65 bilhões daqui a três anos, ante cerca de R$ 50 bilhões este ano. A adequação do passo é também um sinal de que a BRF usará o tempo para dosar a velocidade de investimentos, com vistas a preservar o índice de alavancagem abaixo do limite prudencial de 3 vezes (teto ultrapassado no terceiro trimestre). “É compreensível que os analistas fiquem preocupados com o custo caixa dos juros”, reconhece Carlos Moura, Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da BRF. A companhia detém um colchão de liquidez de R$ 7 bilhões em caixa e um prazo médio de vencimento das dívidas de mais de 9 anos. Além disso, vem conseguindo monetizar mais impostos – cerca de R$ 1 bilhão apenas em 2021, o que alivia o fluxo de caixa. Na leitura do CEO da BRF, a maior parte do aumento de custos já ficou para trás, e o grupo conseguiu fazer os reajustes – o que deve se traduzir em margens mais gordas em 2022.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


BRDE libera R$ 330,7 milhões em crédito a cooperativas paranaenses

A agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou na terça-feira (07/12), em Curitiba, contratos de financiamento com quatro cooperativas e sete empresas do Estado. Os créditos somam R$ 330,7 milhões e vão financiar obras, maquinários e equipamentos, além de compor o capital de giro dos empreendimentos


Em 2021, quando o BRDE completou seus 60 anos de fundação, o banco chegou à marca de R$ 3,3 bilhões em operações de crédito, sendo que R$ 1,25 bilhão foram contratados no Paraná. “Já superamos a meta para o ano, mas pretendemos fechar 2021 com R$ 3,5 bilhões em contratos. A agência paranaense responde por quase 40% desses recursos, o que mostra a pujança da nossa economia”, afirmou o Presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski. “Os contratos assinados nesta terça são bastante diversificados, com a pulverização dos recursos para diferentes setores”, destacou Bley. O maior contrato assinado na terça é com a cooperativa de crédito Cresol, no valor de R$ 120 milhões. O recurso vai ajudar no financiamento de empreendimentos dos clientes e cooperados, como projetos para geração de energias limpas e renováveis, salões de beleza, panificadoras, oficinas mecânicas, marcenarias, pequenas costureiras, entre outros. “Temos uma parceria com o BRDE desde 1997 e, a cada ano, fortalecemos mais esse trabalho. Começamos, na época, com um empréstimo de R$ 700 mil e agora chegamos a R$ 120 milhões”, ressaltou o Presidente da Cresol, Alzemiro Thomé. “Com esse valor, vamos disponibilizar créditos a cerca de mil clientes, principalmente micro e pequenas empresas”. A Cooperativa Integrada financiou R$ 30 milhões, que serão investidos na melhoria das estruturas de recebimento e armazenamento de grãos, além de suporte aos cerca de 11,4 mil cooperados. A cooperativa conta com 15 unidades espalhadas no Estado, que vão receber esses investimentos, além de três indústrias e aproximadamente 2 mil funcionários. “A modalidade de financiamento que contratamos com o BRDE, de Certificado dos Recebíveis do Agronegócio (CRA), tem um perfil de longo prazo, o que dá mais tranquilidade e solidez para a cooperativa negociar com os cooperados”, explicou o Vice-Presidente da Integrada, João Francisco Sanches Filho. “O banco é, provavelmente, nosso principal parceiro para fomentar os investimentos. A cooperativa tem 26 anos e, graças à parceria com o BRDE e o Governo do Estado, crescemos ano a ano”. Ainda entre as cooperativas, a Copacol assinou um contrato no valor de R$ 15 milhões para ampliação da estrutura e aquisição de equipamentos. A C.Vale fez uma operação no valor de R$ 19,6 milhões para a compra de equipamentos. Já o contrato com o Sicoob, de R$ 50 milhões, vai atender os associados de todo o Estado da cooperativa de crédito. Entre as operações de crédito com as empresas está um contrato no valor de R$ 25,3 milhões com a empresa Cavernoso III Energia, para a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Cavernoso III. O empreendimento, que está sendo instalado no Rio Cavernoso, em Virmond, no Centro Sul do Estado, terá 6,5 MW de potência instalada. A distribuidora de insumos agrícolas Disan, que tem sede em São Miguel do Oeste e 27 unidades espalhadas na região Oeste, contratou um empréstimo de R$ 8 milhões para fomentar projetos do agronegócio, com investimentos na infraestrutura que seriam silos para a armazenamento de grãos. “São investimentos que trazem oportunidades de emprego e abre oportunidade para que mais pessoas participem do nosso negócio, que cresce junto com o agro”, afirmou a diretora da empresa, Leila Zorzetto. O contrato da indústria de fertilizantes Agrocete foi de R$ 15 milhões. O recurso será usado para a ampliação da fábrica de inoculantes e construção de uma fábrica de fertilizantes e em um barracão armazenagem. A fabricante de tintas Alessi também fez um empréstimo no valor de R$ 15 milhões para a instalação de sua sede própria em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. Também foram assinados contratos com a empresa de transportes rodoviário Vale do Piquiri, que vai aplicar R$ 12,7 milhões em capital de giro; além de R$ 10 milhões para a ampliação das instalações e aquisição de equipamentos para a Metalkraft; e R$ 10 milhões para investimento e capital de giro para a produtora de sementes Sojamil.

Agência de Notícias do Paraná


4º Seminário Paranaense de Logística Reversa debateU novas diretrizes para a destinação de resíduos

Com nova regulamentação estadual em vigor, indústrias hoje precisam se adequar para garantir as licenças de operação. O Sindicarne-PR é um dos fundadores e participa da gestão do InPar e está recomendando que as empresas que ainda não participam do InPar façam sua inscrição na entidade porque esta adesão é obrigatória para participar do Plano de Logística Reversa cuja legislação entra em vigor em 10 de janeiro próximo, para não se encontrar em situação irregular


Desde junho deste ano, o Paraná tem nova legislação em vigor para resíduos sólidos. A Lei Estadual 20.607 estabelece diretrizes e estratégias para a operacionalização e fiscalização do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). Agora, as empresas devem comprovar ações de logística reversa para a obtenção de licença de operação e suas renovações. Para debater o tema, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Instituto Água e Terra (IAT) e Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), promoveu no dia 7 de dezembro o 4º Seminário Paranaense de Logística Reversa. A programação contou com a participação de especialistas, representantes da Sedest, do InPAR e de profissionais com expressiva experiência em logística reversa. A primeira palestra, mostrou um panorama geral sobre o assunto no Brasil. Logo em seguida foi a vez de tratar dos avanços da gestão dos resíduos sólidos no Paraná. E, fechando a etapa inicial, foram apresentadas as novas normativas estabelecidas no Paraná, além da Plataforma Contabilizando Resíduos, uma ferramenta de gestão das informações sobre resíduos sólidos no estado. Numa segunda etapa foram apresentadas às experiências das entidades gestoras, com apresentação de cases de sucesso. O InPAR e o ILOG falaram sobre a logística reversa de embalagens em geral. Na sequência, a Green Eletron, entidade gestora de pilhas, baterias e produtos eletroeletrônicos, apresentou os avanços e desafios do setor. Fechando o segundo painel, o inPEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, explicou detalhes da destinação final de embalagens de agrotóxicos. Informações podem ser obtidas pelo e-mail conselho.meioambiente@sistemafiep.org.br.

SINDICARNE-PR/FIEP


Senado vai votar prorrogação da desoneração de folha nesta quinta, diz Pacheco

O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na terça-feira (7) que o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento até 2026 será votado nesta quinta-feira (9). A medida beneficia os 17 setores que mais empregam no país e perderia a validade em 31 de dezembro


"Ficou decidido, considerando tratar-se de tema já aprovado na Câmara e já conhecido no Congresso, da inclusão na pauta do senado da próxima quinta-feira. A desoneração entra nesta semana no Senado", disse Pacheco. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. O Presidente do Senado e o relator da proposta, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), se reuniram na terça-feira (7) com representantes dos setores. "O projeto é importante porque alcança setores com alto índice de empregabilidade, daí a razão de seu mérito. Acredito na colaboração, se não unânime, da maioria dos senadores", ressaltou Pacheco.

GAZETA DO POVO


Paraná tem segundo maior saldo do país em empregos na indústria

Boa performance dos setores alimentício, de confecções, madeira e máquinas e equipamentos puxaram alta em outubro e no acumulado do ano


Os empregos formais – com carteira assinada – na indústria do Paraná estão em alta em 2021. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, referentes a outubro, o estado registrou o segundo maior saldo do país, com 3.723 novas oportunidades criadas, atrás apenas do Rio Grande do Sul (4.811). Das 24 atividades avaliadas pelo Caged no mês, apenas quatro ficaram abaixo do esperado. No ano, essa comparação é ainda melhor, 23 setores tiveram performance positiva, ou seja, mais abriram do que fecharam postos de trabalho. Tanto na avaliação mensal quanto na acumulada de janeiro a outubro, a fabricação de alimentos, confecções e artigos do vestuário, madeira e máquinas e equipamentos foram os segmentos que mais abriram oportunidades na indústria paranaense. A alta nos empregos em relação a setembro foi de 18,9%. No mês anterior o setor havia aberto 3.132 vagas. O segmento alimentício liderou o ranking mensal com 995 novos postos de trabalho, seguido por confecções (664), madeira (396) e máquinas e equipamentos (312). O automotivo foi o que mais demitiu, fechou 283 vagas. Na sequência vem a fabricação de artigos de couro (-135), petróleo (-46) e fumo (-17). O retrato do ano é bem parecido com o desempenho no mês. Dos 48.220 postos abertos entre janeiro e outubro, alimentos tem saldo de 7.357 vagas. Confecções e artigos do vestuário acompanham de perto, com 7.113, seguida por madeira (4.735), máquinas e equipamentos (3.606) e fabricação de produtos de metal (3.524). A alta no resultado acumulado deste ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado é de 177%. Naquele momento, o saldo acumulado foi de 17.380 novos trabalhadores contratados. Mas o dado deve ser visto com cautela, segundo o economista da Federação das Indústrias do Paraná, Thiago Quadros. “A comparação com o mesmo período de 2020 é menos lógica porque avalia períodos em condições desiguais. No ano passado a indústria teve um impacto forte por conta das paralizações no período mais crítico da pandemia para a indústria, em março, abril e maio”, relembra. “Já no terceiro trimestre, o setor teve uma forte retomada, com alta na produção industrial e reflexos positivos no mercado de trabalho”, completa. O mais justo, segundo ele, é comparar o mesmo mês agora e no ano passado, quando a situação já estava num estágio mais avançado de recuperação. Nessa avaliação de outubro deste ano contra outubro de 2020, o resultado é queda de 53% nos empregos da indústria do Paraná. “Os dados apontam para uma acomodação maior este ano, já que no ano passado o mercado ainda estava repondo as perdas do período de demissões no início da crise sanitária. Mas também sugere que o menor ritmo no crescimento da produção industrial do estado está refletindo nas vagas formais de trabalho”, acrescenta Quadros. Para Evânio Felippe, também economista da Fiep, o estudo revela que uma das explicações para este comportamento pode estar atrelada ao mercado informal. “Os números mostram que a redução no desemprego, mostrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está mais atrelada à retomada do trabalho informal do que às vagas com carteira assinada”, argumenta. Outro fator que impede a recuperação mais rápida do emprego no país é escassez de mão de obra qualificada.

FIEP


INTERNACIONAL


Brasil perde para Índia liderança na exportação de produtos agro para a Liga Árabe

Mas embarques brasileiros cresceram em 2020 e renderam US$ 8,1 bilhões


O Brasil perdeu para a Índia a liderança na venda de alimentos para a Liga Árabe, segundo dados compilados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. A "culpa", segundo a entidade, foi da logística ineficiente e da ampliação de fornecedores de alimentos para aqueles países. Em 2020, o Brasil respondeu por 8,15% de todos os produtos do agronegócio importados pelos 22 países membros da entidade diplomática. A participação da Índia chegou a 8,25%. O Brasil liderava o ranking desde 2006. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o Brasil perdeu espaço por causa de problemas logísticos. A desorganização de rotas marítimas geradas pela pandemia no ano passado, a escassez de contêineres frigorificados e a alta concentração das companhias de navegação resultaram no alongamento das rotas tradicionais entre os portos brasileiros e árabes, o que inviabilizou o comércio de perecíveis. Enquanto o tempo para a chegada de carregamento do Brasil para a Arábia Saudita dobrou, passando de 30 para 60 dias, as viagens a partir da Índia duram cerca de uma semana. O país asiático passou a exportar mais frutas, verduras, legumes, além de açúcar, carnes e grãos. "Estamos buscando conversar com investidores para viabilizar a criação de linhas marítimas diretas, um antigo sonho da Liga Árabe, cuja necessidade está mais que evidente neste momento", afirmou Tamer Mansour, Presidente da entidade. Mesmo sem a liderança, o Brasil aumentou as exportações para os países árabes em receita (1,4%) e volume (15,9%), com negócios que somaram US$ 8,1 bilhões. Entre janeiro e outubro deste ano, as vendas parciais já somaram quase US$ 6,8 bilhões, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020. Mansour disse que os países da Liga Árabe fizeram esforço para ampliar o rol de fornecedores para fugir do risco de desabastecimento, o que resultou na maior participação da Índia, Turquia, Estados Unidos, França e Argentina. As nações árabes também aceleraram planos para fomentar a produção local.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em queda de 1,27%, a R$5,6204 na venda

O dólar caiu com força em relação ao real nesta terça-feira, acompanhando melhora internacional no apetite por risco de investidores em meio ao alívio, pelo menos por ora, de temores relacionados à variante Ômicron da Covid-19


Mostrando fraqueza desde os primeiros minutos de negociação, a moeda norte-americana encerrou a sessão em queda de 1,27%, a 5,6204 reais na venda, seu pior desempenho diário desde 11 de novembro.

REUTERS


Ibovespa tem quarto dia de ganhos com rali nas ações globais

Com receios cada vez menores sobre a variante ômicron do novo coronavírus, as commodities tiveram um dia de recuperação expressiva, o que ajudou a recolocar o índice na marca dos 107 mil pontos


O bom humor dos investidores globais e a nova queda nas taxas longas de juros no mercado local voltaram a impulsionar o Ibovespa no pregão, contribuindo para o quarto dia consecutivo de ganhos nas ações brasileiras. Com receios cada vez menores sobre a variante ômicron do novo coronavírus, as commodities tiveram um dia de recuperação expressiva, o que ajudou a recolocar o índice na marca dos 107 mil pontos. Após ajustes, o Ibovespa encerrou o pregão com ganhos de 0,65%, aos 107.557,67 pontos, maior patamar de fechamento desde o pregão de 11 de novembro. Nos últimos quatro dias, a valorização acumulada do índice é de 6,73%. Assim, o dia foi de demanda elevada por ativos de risco, como ações e commodities. Em Nova York, o S&P 500 avançou 2,07%, o Dow Jones fechou em alta de 1,40% e o Nasdaq subiu 3,03%, enquanto, na Europa, o Stoxx 600 ganhou 2,45%. Os preços do petróleo Brent para fevereiro subiram 3,22%, a US$ 75,44 o barril, enquanto o minério de ferro terminou o dia com ganhos de 8,3% no porto de Qingdao, na China, negociado a US$ 111,34 a tonelada. Assim, companhias ligadas a materiais básicos tiveram um pregão majoritariamente positivo no mercado local. Segundo Luiz Fernando Araújo, Diretor-Executivo da Finacap, a recuperação da bolsa brasileira já tinha sido iniciada mesmo antes dos últimos quatro pregões, mas a variante ômicron havia atrasado o movimento. Com a leitura de que a nova cepa não deve provocar maiores turbulências na economia global, o movimento de alta, que se firmou mais recentemente, pode ter sequência. Araújo tampouco acredita que a chegada de 2022, ano de eleições no Brasil, torne negativas as perspectivas para a bolsa. "Pode ter volatilidade, mas não tenho a mesma convicção do mercado que vai ser um ano negativo", diz. A visão é semelhante à da equipe de gestão da Quantitas, para quem há empresas geradoras de caixa e com lucros sólidos na bolsa local negociadas em múltiplos próximos aos da crise de 2015-2016. De acordo com eles, considerando o contexto econômico e de preços atual, o início do ano eleitoral em 2022 não traz uma assimetria negativa para os preços como era a leitura do mercado alguns meses atrás. "Enfim, o fluxo de migração de recursos para renda fixa parece estar ampliando o grau de ineficiência na precificação das ações locais, gerando oportunidades", concluem.

VALOR ECONÔMICO


IGP-DI cai mais que esperado em novembro com minério de ferro; gasolina salta 7,44%

O IGP-DI --uma medida mais ampla de inflação divulgada pela FGV-- caiu mais do que o esperado em novembro, mais uma vez influenciado pelo comportamento dos preços de grandes commodities, mostrou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira


O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,58% em novembro, após alta de 1,60% em outubro. Pesquisa Reuters apontava recuo de 0,50%. O índice acumula aumento de 16,28% no ano e de 17,16% em 12 meses. Em novembro de 2020, o IGP-DI havia subido 2,64% e acumulava elevação de 24,28% em 12 meses. "Mais uma vez, minério de ferro (4,29% para -24,98%), soja (-0,38% para -3,73%) e milho (-4,45% para -5,15%) apresentaram queda em seus preços influenciando o resultado do IGP", afirmou em nota André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. O Índice de Preços ao Produtor Amplo-Disponibilidade Interna (IPA-DI) --que mede as variações médias dos preços recebidos pelos produtores domésticos na venda de seus produtos e responde por 60% do IGP-DI-- caiu 1,16% em novembro, após alta de 1,90% no mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 6,40% em novembro, depois de aumento de 0,75% em outubro. Na contramão, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta para 1,08% em novembro, contra 0,77% em outubro. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Transportes (de 1,31% para 3,07%) e Habitação (de 0,37% para 0,56%). Vale mencionar o comportamento de gasolina, cuja alta acelerou de 2,73% para 7,44%, e condomínio residencial (de 0,39% para 1,43%). O IPC --que abrange 30% do IGP-DI-- mede variações intertemporais de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. Com 10% do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) esfriou a alta em novembro para 0,67%, de 0,86% no mês anterior.

REUTERS


Agronegócio tenta reverter tendência de queda dos últimos anos e contrata mais

Pnad e Cepea indicam maior patamar de população ocupada no terceiro trimestre em seis anos. Na pecuária, enquanto o setor de bovino repôs vagas, o de suinocultura e o de avicultura reduziram o quadro de trabalhadores


A agropecuária brasileira passa por um momento em que está havendo uma mudança de tendência no setor de emprego dessa atividade. Em queda nos últimos anos, a população ocupada do setor subiu para 18,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 10,24% em relação a igual período de 2020. Esse número de trabalhadores não só é uma recomposição das vagas perdidas na pandemia, como é o maior dos últimos seis anos, quando considerado o terceiro trimestre de cada ano. Para Nicole Rennó Castro, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), se persistir esse cenário, haverá uma continuidade na geração de empregos e uma reversão dessa tendência de queda que o setor vinha apresentando. A recomposição está ocorrendo, no entanto, em maior percentual no quadro informal e com trabalhadores sem escolarização. O rendimento também é menor. Rennó explica que, na verdade, esses trabalhadores haviam sido demitidos em maior número e que, agora, estão voltando. Essa mudança na composição de trabalho gera, inclusive, um valor médio menor dos rendimentos, uma vez que são incorporados salários menores no setor. Os dados do Cepea, com base na Pnad Contínua e na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), indicam que, no período de julho a setembro, a agropecuária tinha 18,9 milhões de postos de trabalho, 5,7 milhões ocupados por mulheres. Estas aumentam sua participação, e registraram crescimento de 13,3% no terceiro trimestre, em relação a igual período de 2020. Os homens tiveram aumento de 8,9% na população ocupada no período. O crescimento dos postos de trabalho dos sem carteira foi de 17,9%, e o dos sem instrução, de 31,9%. Com isso, o rendimento médio dos empregados recuou 7,2% no período. Já o dos que trabalham por conta própria subiu 5,82%. Fertilizantes e defensivos agrícolas, dois insumos importantes nessa expansão atual da agricultura brasileira, tinham no terceiro trimestre uma população ocupada 36,3% maior do que a de igual período de 2020. Já o de ração perdeu 11% da população ocupada. Os setores de proteínas, principalmente o de leite, estão usando menos ração. No setor da agroindústria, a de biodiesel foi bastante prejudicada neste ano. A redução da mistura de biodiesel ao diesel para 10% pelo governo fez o setor dispensar 38% da mão de obra, conforme os dados apurados pelo Cepea no terceiro trimestre, em relação a igual período do ano passado. Ainda na agroindústria, o setor de açúcar, além de registrar seca nas lavouras de cana perdeu espaço para a produção de etanol. Com isso, houve redução de 17% na população ocupada.

FOLHA DE SP


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