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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 249 DE 07 DE NOVEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 249 |07 de novembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Indústrias ficam de fora do mercado e preços da arroba estacionam

Segundo a consultoria IHS, as escalas de abate registraram acomodações em muitas das unidades frigorificas do País


“Neste contexto, os preços dos animais terminados (boi, vaca e novilhas) devem permanecer pressionados, haja visto que frigoríficos que seguem ativos no mercado continuam testando valores abaixo das máximas vigentes”, ressaltou a IHS. Por sua vez, no lado de dentro das porteiras, os pecuaristas, sobretudo aqueles que ainda permanecem sob regime de confinamento, optam por liquidar os seus lotes de modo a evitar incremento nos custos de produção, observou a consultoria. Na sexta-feira, a IHS Markit verificou que a maior oferta de animais terminados fomentou novos recuos nas praças pecuárias do Mato Grosso. Como destaque, o preço da arroba do boi gordo em Cuiabá registrou decréscimo de R$ 246 para R$ 240; em Barra do Garça, a arroba recuou de R$ 241 para R$ 238. Segundo apurou a Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, a arroba do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis. O valor do boi gordo “comum”, direcionado ao mercado interno, segue negociado por R$ 275/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha estão cotadas em R$ 260/@ e R$ 269/@ (preços brutos e a prazo). Bovinos destinados ao mercado da China seguem valendo R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. Na bolsa B3, os preços futuros do boi gordo registraram recuperação, ainda que tímida. Os contratos para os meses novembro/22 e dezembro/22 já giravam acima dos R$ 290/@ ao longo da sexta-feira, indicando que pode ocorrer uma retomada nos preços futuros. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 278/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 230/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 228/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca R$ 246/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 250/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 248/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 225/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 259/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: mercado com quedas leves no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,90/R$ 10,40 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 6,69/kg. Houve queda de 0,77% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,46/kg, baixa de 0,61% no Paraná, atingindo R$ 6,56/kg, e de 0,40% em São Paulo, fechando em R$ 7,43/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne suína alcançam 98,6 mil tons em outubro, aponta ABPA

Volume exportado no ano chega a 924,2 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 98,6 mil toneladas em outubro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 0,5% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 99 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor cresceram 8,8%, com US$ 237,1 milhões em outubro deste ano, contra US$ 217,9 milhões obtidos no décimo mês de 2021. No acumulado do ano, as exportações de carne suína totalizaram embarques de 924,2 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 4,5% menor do que o registrado nos dez primeiros meses de 2021, com 967,9 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor chegaram a US$ 2,088 bilhões, número 8,4% menor que o resultado alcançado entre janeiro e outubro do ano passado, com US$ 2,279 bilhões. Entre os principais destinos das exportações de carne suína, a China, maior importadora, incrementou suas compras em 23,2% em outubro na comparação com o ano anterior, alcançando 46 mil toneladas. Outros destaques foram o Chile e as Filipinas que, segundo o mesmo comparativo, elevaram as suas importações em, respectivamente, 74,8% (com 7,2 mil toneladas) e 0,3% (com 4,4 mil toneladas). “A média do segundo semestre permanece superior a 100 mil toneladas, em patamares acima do registrado tanto no primeiro semestre deste ano, como à média de todo o ano de 2021. O resultado aponta a recuperação do desempenho do ano em relação ao registrado no ano passado e indica a mesma tendência para 2023”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA


FRANGOS


Preços do frango ficaram estáveis na sexta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado valorizou 2,82%, valendo em R$ 7,30/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, e no Paraná houve recuo de 1,71%, atingindo R$ 5,17/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), a ave congelada teve recuo de 0,50%, atingindo R$ 7,95/kg, e a resfriada cedeu 0,38%, fechando em R$ 7,95/kg.

Cepea/Esalq


China anuncia fim do embargo de exportação de dois frigoríficos de aves do Brasil

Unidades da Aurora e Minuano enfrentavam suspensão de vendas há mais de dois anos


A China retirou a suspensão aplicada às exportações de carnes de aves de dois frigoríficos brasileiros que durava mais de dois anos ainda por conta da covid-19. A informação foi confirmada ao Valor pelo ministro da Agricultura, Marcos Montes. No início desta semana, a Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês) enviou um comunicado ao Ministério da Agricultura em Brasília informando o fim do embargo para a unidade da Cooperativa Central Aurora Alimentos em Xaxim (SC) e para o abatedouro da Minuano Alimentos em Lajeado (RS). "Nesta semana, a China liberou duas unidades que haviam fechado por conta da covid-19", comemorou Marcos Montes. Segundo o ministro, o país asiático mantém regras rígidas para evitar novas disseminações do vírus. "Lá o problema da covid é gravíssimo". A suspensão dessas plantas ocorreu no auge da pandemia, quando a China bloqueou as exportações de diversos frigoríficos em vários países e exigiu um protocolo sanitário rígido para evitar supostas contaminações de cargas embarcadas para lá com coronavírus. As exportações da unidade da Minuano foram suspensas em 26 de junho de 2020. Na Aurora, o bloqueio ocorreu logo depois, em 20 de agosto de 2020. Desde então, outros frigoríficos brasileiros sofreram embargos, mas já tiveram os embarques normalizados. Atualmente, sete unidades ainda estão suspensas. O bloqueio mais longevo é do frigorífico de aves da BRF em Marau (RS), desde dezembro de 2021. Seis unidades foram embargadas em 2022, quatro abatedouros de aves - a Masterboi em São Geraldo do Araguaia (PA), a São Salvador Alimentos em Itaberaí (GO), a Bello Alimentos em Itaquiraí (MS), a BRF em Lucas do Rio Verde (MT) - e dois de bovinos - o Frigorífico Redentor em Guarantã do Norte (MT) e a JBS em Mozarlândia (GO). Algumas dessas suspensões mais recentes também foram motivadas pelo controle chinês da covid-19. Consultada, a Aurora informou que prefere não fazer nenhum comentário sobre a suspensão desse embargo.

VALOR ECONÔMICO


Frango/Cepea: Protestos deixam setor avícola em alerta

De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, apesar de os bloqueios promovidos por manifestantes em diversos pontos de rodovias do Brasil nos últimos dias atrapalharem a comercialização da carne de frango em boa parte das regiões do País, travando a entrega do produto, não foram registradas oscilações expressivas de preços no período


Ainda assim, agentes do setor seguem apreensivos, tendo em vista que, nas principais regiões produtoras, como Santa Catarina e Paraná, ainda há bloqueios, prejudicando o transporte de rações, animais e até mesmo da carne, o que eleva o risco de desabastecimento nas gôndolas dos supermercados, caso o movimento persista.

Cepea


INTERNACIONAL


Índice global de preços de carnes cai 1,4% em outubro

O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 1,4% em outubro, ante setembro, para 118,4 pontos, a quarta queda consecutiva mensal, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (04)


O índice ainda ficou 5,8% acima do registrado em outubro do ano passado. Os preços de todos os tipos de carnes considerados no índice caíram em outubro, na comparação com setembro, sendo que a redução mais forte ocorreu para carnes de ovinos, impactadas por aumento da oferta por parte da Oceania e fracas importações globais. Os preços de carne suína caíram substancialmente, devido às fracas importações globais e menor demanda doméstica nos principais países produtores. “Enquanto isso, os preços de carne bovina caíram levemente diante da grande oferta atual e aumento na disponibilidade de gado para abate, principalmente no Brasil”, disse a FAO. A tendência de queda global nos preços de carne de frango continuou pelo quarto mês consecutivo, com a disponibilidade de produtos para exportação acima da demanda global apesar dos impactos dos surtos de gripe aviária e alta dos custos na produção.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Governo Bolsonaro corre para leiloar Porto de Itajaí e rodovias no Paraná

A previsão é de que editais para concessão de mais de 1 mil km de estradas no Paraná, a R$ 18,6 bi, sejam lançados este ano


Com menos de dois meses para o fim do governo Bolsonaro, o Ministério da Infraestrutura ainda aposta que poderá tirar do papel o leilão de concessão do Porto de Itajaí (SC) e lançar os editais para a licitação de dois lotes de rodovias no Paraná. O planejamento ainda conta com sete arrendamentos portuários previstos para 2022, nos portos de Maceió, Porto Alegre, Fortaleza e Vila do Conde (PA). A vantagem dos projetos relativos a rodovias no Paraná é que a Corte de Contas chancelou na semana passada as propostas do governo. A concessão dos dois lotes prevê investimentos na ordem de R$ 18,6 bilhões, para contratos com prazo de 30 anos. Além desse montante, estão previstos R$ 8,3 bilhões em custos e despesas operacionais. As modelagens foram negociadas e desenhadas com o governo estadual. No total, o programa para as estradas paranaenses negociado entre o Estado e o Ministério da Infraestrutura prevê a concessão de seis lotes de rodovias. Há tempo hábil para o atual governo encaminhar apenas os editais dos dois primeiros lotes. O restante, que ainda não passou pela chancela do TCU, ficará sob responsabilidade do novo governo eleito. “A previsão do projeto de concessão do sistema rodoviário paranaense é de que os editais de licitação dos lotes 1 e 2, com investimentos estimados de R$ 18,6 bilhões em mais de 1 mil quilômetros de estradas que cortam o Estado, sejam lançados ainda este ano pela ANTT”, afirmou ao Estadão/Broadcast o Ministério da Infraestrutura, sem prever mais leilões para este ano no setor de rodovias. Por outro lado, a pasta reafirmou que pretende bater o martelo sobre a concessão do Porto de Itajaí, cuja administração hoje é municipal. A ideia é realizar o leilão em dezembro e atrair com o projeto investimentos na ordem de R$ 2,8 bilhões. “Quanto ao Porto de Itajaí, a expectativa do MInfra é realizar a licitação da concessão em dezembro deste ano com investimentos previstos de R$ 2,8 bilhões.” A modelagem prevê que o futuro concessionário administre o porto e opere contêineres, prestando serviços aos usuários dos portos (embarcadores, exportadores e importadores). As principais cargas conteinerizadas a serem transportadas são carnes, principalmente de aves, e madeiras.

O ESTADO DE SÃO PAULO


Confiança do comércio no Paraná aumenta em outubro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) aumentou 3,8% no Paraná em outubro, mês que é considerado a véspera das vendas do fim do ano


O indicador fechou em 132,4 pontos mês passado, ficando acima da média nacional de 129,7 pontos. O levantamento é da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR) junto com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O maior nível de confiança em outubro foi registrado entre as médias e grandes empresas, com 142,3 pontos. Mesmo assim, esse segmento teve redução de 1,6% no ICEC na avaliação com setembro. Já entre as micro e pequenas empresas o aumento foi de 3,9% na comparação com setembro, fechando o mês passado com 132,2 pontos. O levantamento também aponta que a expectativa e o investimento dos empresários cresceram em outubro. O índice Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) marcou 161,3 pontos, com elevação de 4,6% em relação a setembro. Já o índice Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC) subiu 3,9% na variação mensal, fechando em 122 pontos.

GAZETA DO POVO


Indústria é segunda atividade que mais gera empregos no Paraná em 202

São mais de 26 mil novas vagas criadas de janeiro a setembro, 42% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado. O Paraná tem o pior desempenho industrial do Sul. Ficou atrás do Rio Grande do Sul (37.386) e de Santa Catarina (29.668) nos dados acumulados


Liderada pelo setor de alimentos, a indústria paranaense já criou mais de 26 mil novos postos formais de trabalho (com carteira assinada) em 2022. Os dados acumulados até setembro deste ano foram divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério da Economia, e mostram que, apesar da diminuição no ritmo de empregabilidade, a indústria foi o segundo segmento econômico que mais criou oportunidades aos trabalhadores este ano. A redução frente ao mesmo período de 2021 chega a 42%. Naquela época, a indústria contabilizava mais de 45 mil novas contratações. De janeiro a setembro, a indústria soma mais de 727 mil profissionais empregados em todo o estado (estoque), um crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O setor responde por 19% de todas as vagas abertas no Paraná, que teve um total de 136,8 mil novas admissões em todas as atividades. “Os números revelam que o ritmo de empregabilidade está quase 5% maior do que estava há um ano no estado”, destaca o economista da Federação das Indústrias do Paraná, Evânio Felippe. “O Paraná tem o pior desempenho industrial do Sul. Ficou atrás do Rio Grande do Sul (37.386) e de Santa Catarina (29.668) nos dados acumulados”, avalia. O setor alimentício, maior do estado, puxou o crescimento, com mais de 6.300 vagas abertas. Seguido por confecções e artigos do vestuário (2.800), fabricação de produtos de metal (2.300), máquinas e equipamentos (2.270) e automotivo (2.139). Das 24 atividades analisadas pelo Novo Caged, três mais demitiram do que contrataram este ano. São elas, móveis (-507), madeira (-162) e fumo (-55). Em setembro, a indústria abriu 2.374 postos de trabalho, redução de 21% frente a agosto (2.988) e de 27% contra setembro do ano passado (3.254). Alimentos liderou a geração de vagas com 1.246 novas contratações. Na sequência vem fabricação de produtos de metal (334), celulose e papel (199), máquinas e equipamentos (157) e produtos diversos (157). De 24, sete atividades ficaram negativas: madeira (-292), produtos têxteis (-33), manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-25), metalurgia (-20) e fumo (-20). “O resultado da indústria poderia ser melhor, não fosse a escassez de mão de obra qualificada para atender o setor fabril”, acredita Felippe. “Essa é umas das razões de serviços (5.515) e comércio (3.287) terem liderado as contratações no estado este mês”, explica o economista.

FIEP


Porto de Paranaguá registra alta de 102% nas exportações pelo Corredor Leste em outubro

A exportação de grãos e farelo pelo Corredor Leste de Exportação do Porto de Paranaguá (Corex) aumentou 102,6% em outubro. No ano passado, foram 765.700 toneladas de granéis sólidos vegetais embarcados pelo complexo no mesmo mês. Em 2022, subiu para 1.551.466 toneladas

No acumulado de janeiro a outubro, a alta registrada foi de 7,4%. No ano passado, nos dez meses, foram 14.816.811 toneladas de granéis sólidos vegetais embarcados. Neste ano, subiu para 15.913.067 toneladas. Tanto no mês, quanto no acumulado do ano, o milho foi o produto que puxou a alta. Somente no mês de outubro, 568.739 toneladas do cereal foram exportadas, 821% a mais que as 61.709 toneladas embarcadas pelo Corex, nos mesmos 31 dias, em 2021. Neste ano 3.714.053 toneladas de milho foram embarcadas. Em 2021, no período, o volume não passou de 714.464 toneladas. A variação positiva do produto, nessa comparação, foi de quase 420%. Dos 12 terminais interligados ao Corredor Leste de Exportação do porto paranaense, nove armazenaram e carregaram o cereal no último mês de outubro. Em volume, o que mais movimentou milho, no último mês, foi o terminal Rocha, que exportou 243.055 toneladas do produto nos 30 dias. Os embarques de soja em grão pelo Corex, neste ano, já somam 8.287.044 toneladas (em 2021 foram 10.225.327 toneladas). De farelo de soja são 3.823.563 toneladas (no ano passado, 3.843.032 toneladas). De trigo, 32.895 toneladas (eram 33.989 toneladas em 2021). Neste ano, até agosto, houve embarque de 55.513 toneladas de farelo de milho (Ddgs). O produto não passou pelo Corex no ano passado. Pelo Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá operam, além da Rocha, a Cotriguaçu, Louis Dreyfus, Coamo (com dois terminais), Cargill, Interalli, Centro Sul, Agtl e Cimbessul – entre os terminais privados. No complexo, os exportadores que não têm terminais próprios utilizam os silos públicos: o vertical (que armazena e carrega soja em grão); e os horizontais (farelo de soja).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 1,36%, a R$5,0524 na venda, e tomba 4,71% na semana

O dólar tombou na sexta-feira a seu patamar mais fraco em mais de dois meses, aproximando-se da marca de 5 reais, acompanhando a fraqueza da divisa norte-americana no exterior em meio a expectativas de relaxamento de restrições sanitárias na China e a dados de emprego mistos nos Estados Unidos


Ao mesmo tempo, a manutenção de ingressos de recursos estrangeiros no Brasil após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi uma pressão adicional para o dólar, que registrou nos dias que se seguiram ao segundo turno presidencial no domingo seu pior desempenho semanal desde o final de julho. O dólar à vista caiu 1,36% nesta sexta, a 5,0524 reais, menor patamar para encerramento desde 29 de agosto (5,0330). Na semana, que foi encurtada por feriado nacional na quarta-feira, a moeda norte-americana despencou 4,71%, maior queda desde o período findo em 29 de julho (-5,91%). Colaborando para o apetite por risco global nesta sessão, a China fará mudanças substanciais em sua política de "Covid-zero" nos próximos meses, disse uma ex-autoridade de controle de doenças do país em uma conferência organizada pelo Citi, de acordo com uma gravação da sessão ouvida pela Reuters. Os preços do petróleo saltaram em meio ao otimismo sobre a China, assim como outras commodities importantes, como o minério de ferro. Enquanto isso, nos EUA, dados mostraram que empregadores do país contrataram mais trabalhadores do que o esperado em outubro, mas o aumento da taxa de desemprego para 3,7% sugere algum afrouxamento nas condições do mercado de trabalho, o que permitiria ao Federal Reserve passar a adotar aumentos menores da taxa de juros a partir de dezembro. Já na cena doméstica, alimentou a força do real nesta sexta e no acumulado da semana o início de uma transição de poder mais "saudável" do que os mercados temiam após o resultado das eleições presidenciais, disse à Reuters Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research. Alguns investidores também têm atribuído a boa reação dos mercados ao resultado da eleição à visão benigna de agentes estrangeiros sobre a agenda de Lula, muito mais alinhada à governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês) do que a do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Sung, o foco do mercado deve ficar a partir de agora nas discussões em torno da "PEC da transição", que sugerirá exceções à regra do teto de gastos no ano que vem para garantir o cumprimento de promessas de campanha do presidente eleito, bem como nas especulações sobre quem chefiará a pasta econômica de Lula. Com o risco de uma "bomba fiscal" para 2023, a indicação de um ministro da Fazenda que traga uma "âncora de credibilidade" para os mercados é essencial para acalmar temores sobre a agenda econômica do próximo governo e pode ter impacto positivo sobre os ativos brasileiros, disse o economista da Suno.

REUTERS


Ibovespa sobe e avança mais de 3% na primeira semana após eleição

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, estimulado pelo salto das ações da Vale, em meio a expectativas de alívio nas restrições contra a Covid na China. A sessão também foi marcada por dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos


Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 1,08%, a 118.155,46 pontos, acumulando um avanço de 3,16% na semana. O volume financeiro no pregão somava 39,5 bilhões de reais. Investidores também conferiram números de outubro do mercado de trabalho dos EUA, com criação de vagas acima das expectativas e acréscimo ligeiramente maior do que previsto no ganho médio por hora, embora a taxa de desemprego tenha avançado. Para economistas da Genial Investimentos, os dados oferecem sinais mistos para a decisão do Federal Reserve em dezembro. "Esse cenário contribui para aumentar a incerteza quanto à magnitude do aumento da taxa de juros, deixando indefinida se a próxima alta será de 50 ou 75 pontos-base", disseram, lembrando que antes da próxima decisão haverá mais dados de emprego. Por aqui, movimentações sobre transição de governo seguiram no radar. A perspectiva majoritária de que não terá sobressaltos endossou o viés comprador. A principal questão no mercado é sobre quem será o ministro da Fazenda. O movimento mais positivo na B3 também tem como pano de fundo compras por estrangeiros, passada a eleição. Nos dois primeiros pregões da semana, as compras feitas por não residentes na B3 superaram as vendas em 2,4 bilhões de reais. Ainda assim, a equipe da Santander Asset manteve visão neutra para a bolsa brasileira, citando desafios no campo da inflação e do menor crescimento da economia no cenário global. Eles avaliaram que o nível de preços no Brasil continua atrativo e o final do ciclo de alta dos juros pode sustentar o movimento positivo, mas destacaram que "as definições de política econômica do próximo governo ainda devem trazer ruídos", conforme relatório a clientes.

REUTERS


Expansão do setor de serviços do Brasil acelera em outubro com demanda forte, mostra PMI

A atividade de serviços do Brasil ganhou impulso da demanda e cresceu em outubro no ritmo mais forte em três meses, embora o cenário inflacionário tenha pesado, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)


Em outubro, o PMI de serviços brasileiro subiu a 54,0 de 51,9 em setembro, de acordo a pesquisa da S&P Global, atingindo o patamar mais forte desde julho graças ao aumento no volume de novos pedidos. A marca de 50 separa crescimento de contração. “Houve sinais de recuperação no setor de serviços brasileiro à medida que avançamos para o final de 2022, com a demanda mostrando uma resistência considerável apesar de outro aumento nos custos de produção", afirmou a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna De Lima. "Após três meses consecutivos de desaceleração, a pesquisa PMI indicou maior expansão em novos negócios e na produção", completou. A força da demanda, a conquista de novos clientes e eventos maiores foram citados como razões para a recuperação das vendas. Isso ajudou na criação de vagas de trabalho, e o emprego aumentou pelo 17º mês consecutivo, a uma taxa acentuada que superou a registrada em setembro. Também ajudou a avaliação entre os prestadores de serviços de que o volume da atividade de negócios será maior até outubro de 2023. O nível geral de confiança ficou em outubro acima da média histórica, fundamentado por investimentos, esforços de marketing, oferta de novos serviços e estabilidade política após as eleições. O ponto negativo veio da inflação. As despesas operacionais continuaram aumentando, mas a redução dos custos de energia e combustíveis ajudou a taxa de inflação geral a cair para o nível mais baixo em 26 meses. No entanto, ao contrário da tendência dos preços de insumos, houve reaceleração na taxa de inflação dos preços cobrados, uma vez que as empresas procuraram transferir os recentes aumentos de custos para seus clientes. A força do setor de serviços impulsionou o índice de produção do setor privado brasileiro, compensando a perda de força da indústria em outubro. Assim, o PMI Composto do Brasil subiu a 53,4, de 51,9 em setembro, que havia marcado o nível mais baixo em oito meses. Os dados foram coletados entre 12 e 26 de outubro de 2022.

REUTERS


Índice global de alimentos cai em outubro, apesar de alta de preços dos cereais, diz FAO

O índice global de preços de alimentos apurado pela agência das Nações Unidas teve ligeira queda em outubro, configurando a sétima baixa mensal consecutiva e ficando 14,9% abaixo da máxima histórica registrada em março


A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) disse na sexta-feira que seu índice de preços, que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve uma média de 135,9 pontos no mês passado, ante 136,0 (revisado) em setembro. O número de setembro havia sido calculado anteriormente em 136,3. O índice caiu frente ao recorde de 159,7 alcançado em março, mas permaneceu 2,0% acima do ano anterior. Enquanto os preços caíram no geral, o índice de cereais aumentou 3,0%, com o trigo subindo 3,2%, refletindo principalmente incertezas relacionadas às exportações da Ucrânia e também uma revisão para baixo na oferta dos EUA. Os preços internacionais do arroz aumentaram 1,0%. Por outro lado, o índice de óleo vegetal da FAO caiu 1,6% em outubro e baixou quase 20% em relação ao nível do ano anterior. O aumento das cotações internacionais do óleo de semente de girassol foi mais do que compensado pelos preços mundiais mais baixos dos óleos de palma, soja e colza. Os preços dos lácteos caíram 1,7%, as carnes baixaram 1,4% e o açúcar recuou 0,6%. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO reduziu sua previsão para a produção global de cereais em 2022 para 2,764 bilhões de toneladas, de 2,768 bilhões de toneladas anteriores. O volume ficaria 1,8% abaixo da produção estimada para 2021.

“A revisão para baixo mês a mês diz respeito quase inteiramente à safra de trigo nos Estados Unidos, refletindo rebaixamentos nos rendimentos e na área colhida”, disse a FAO.

REUTERS


Indústria desacelera em setembro com queda no emprego e faturamento, diz CNI

O faturamento, o emprego e a utilização da capacidade instalada recuaram, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, realizada pela Confederação Nacional da Indústria


Os Indicadores Industriais, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram um quadro de desaceleração em setembro. O faturamento, o emprego e a utilização da capacidade instalada recuaram. As horas trabalhadas na produção caíram um pouco mais forte, mas a queda não reverte a alta de agosto. Já a massa salarial e o rendimento cresceram pelo quarto mês consecutivo e tiveram avanço em sete dos nove meses do ano. “Apesar da desaceleração registrada nesse mês, existem elementos que podem afetar positivamente a indústria de transformação, entre eles a recomposição contínua da renda da população, que permite a sustentação do consumo dos bens industriais, e a reorganização da cadeia de suprimentos, que alivia a pressão sobre os custos de produção”, explica a economista da CNI, Larissa Nocko. O faturamento real da indústria de transformação apresentou recuo de 0,2% em relação ao resultado de agosto. Apesar do recuo, o faturamento exibe trajetória de alta desde novembro de 2021, o que faz com que o faturamento se encontre 7,9% acima do patamar de setembro de 2021. O emprego industrial registrou recuo de 0,4% na comparação com agosto. É o segundo mês consecutivo de queda, o que sugere a perda do ritmo de crescimento do emprego depois de sucessivas altas apresentadas desde o segundo semestre de 2020. Na comparação com setembro de 2021, a alta é de 0,6%. A massa salarial real da indústria de transformação cresceu 0,3% na comparação com agosto. O índice registrou o quarto mês consecutivo de crescimento e acumula alta de 5,5% na comparação entre maio e setembro. Na comparação com setembro de 2021, o crescimento é de 6,4%. O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria mostrou avanço de 0,7% entre setembro e agosto. É o quarto mês consecutivo de crescimento. Apesar da queda no mês, na comparação com setembro de 2021, o rendimento apresenta avanço de 5,8%. As horas trabalhadas na produção recuaram 1,1% em setembro de 2022, na comparação com agosto. Apesar da queda, o índice mostra tendência de crescimento desde 2021, de modo que as horas trabalhadas permanecem próximas do ponto mais alto de 2022, inferiores apenas ao registrado em agosto. Na comparação com setembro de 2021, há crescimento de 3,3%. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,1 ponto percentual em setembro de 2022, na comparação com agosto, para 80,2%. O indicador está acima dos 80% desde março de 2021, percentual superior ao praticado antes da pandemia.

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