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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 246 DE 01 DE NOVEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 246 |01 de novembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado físico abre a semana com baixa em várias praças brasileiras

A entrada de ofertas de animais oriundos do segundo giro de confinamento coincidiu com o menor apetite comprador das unidades de abate, reforçando ainda mais a pressão baixista, observa a IHS


A pressão da China para reduzir o preço da carne bovina brasileira e o baixo consumo da proteína no mercado doméstico, associado ao pouco interesse das indústrias frigoríficas pela matéria-prima, continuam forçando para baixo os preços do boi gordo. Na segunda-feira, 31 de outubro, houve quedas nas cotações da arroba em importantes praças do País, segundo apurou a IHS Markit. “A pressão baixista voltou a assombrar o mercado do boi”, afirma a consultoria. Além disso, a entrada de ofertas de animais oriundos do segundo giro de confinamento coincidiu com o menor apetite comprador das unidades de abate, reforçando ainda mais a pressão de baixa, observa a IHS. Atualmente, as escalas de abate atendem pouco mais de uma semana, em média, o que permite postergar novas aquisições de boiada gorda, relata a IHS. “Entre as principais praças pecuárias do País, destaque para pressão baixista instaurada no mercado paulista, importante referencial de preço e maior exportador brasileiro de carne bovina”, informa a IHS. As escalas de abate no Estado de São Paulo chegam a mais de 10 dias entre algumas unidades, diz a consultoria. Boa parte da programação de abate das indústrias paulistas é composta por lotes que vieram de Estados vizinhos, além de parcerias de contratos de boi a termo. “Tal condição colaborou para manter muitos frigoríficos paulistas ausentes dos negócios no dia”, relata a IHS, que acrescenta: “Os poucos compradores que estivem ativos durante o dia conseguiram efetivar alguns negócios a valores mais baixos”. “A maior entrada da massa salarial, com o pagamento da primeira parcela do 13º, associada à manutenção de um bom ritmo de embarque ao exterior, devem começar a neutralizar as baixas nos preços no mercado físico do boi gordo e gerar suporte a firmeza”, acredita a IHS. Pelos dados da Scot Consultoria desta segunda-feira, o boi gordo paulista está cotado em R$ 275/@, a vaca gorda em R$ 260/@ e a novilha gorda em R$ 269/@ (preços brutos e a prazo). Bovinos destinados à exportação estão cotados em R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 278/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 233/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 242/@ (prazo) vaca a R$ 232/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 260/@ (prazo) vaca R$ 246/@ (prazo); PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); RS-Fronteira: boi a R$ 273/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 258/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca a R$ 250/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 248/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 259/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


Margens de grandes frigoríficos devem cair no 3º tri, diz Santander

Os grandes frigoríficos brasileiros devem apresentar contrações nas margens e resultados inexpressivos no terceiro trimestre, com exceção da Minerva, segundo avaliação de analista do Banco Santander em relatório divulgado na semana passada


Os preços de gado mais baixos no Brasil devem ter beneficiado a Minerva em um cenário de preços altos das exportações de carnes, segundo relatório assinado pelo analista Rodrigo Almeida. “Quanto à JBS e à Marfrig, acreditamos que margens menores para proteínas nos Estados Unidos (principalmente para a carne bovina) devem gerar contrações significativas de margens, mais uma vez, no terceiro trimestre (que deve continuar no quarto trimestre), mas para a JBS esperamos que as operações no Brasil mitiguem parcialmente margens menores nos EUA”, escreveu o analista. Os resultados mais fracos esperados nas unidades de carne bovina da JBS nos EUA, Austrália e na unidade de carne suína nos EUA deverão ser parcialmente compensados por resultados positivos na Seara, nas operações brasileiras e da Pilgrim's Pride. Na Marfrig, o Santander vê contrações de margens nos EUA e margens estáveis nas operações na América do Sul, onde melhoras nos resultados do Brasil deverão ter sido parcialmente reduzidas pela situação desafiadora no Uruguai. Já os resultados da BRF devem ser influenciados pelo consumo mais fraco no Brasil, que impossibilita aumento de preços, e à contração das margens na Turquia e no Oriente Médio. A BRF e a Minerva irão divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre no dia 9 de novembro, e a Marfrig e a JBS anunciarão os resultados no dia 10 de novembro.

CARNETEC


SUÍNOS


Arroba do suíno CIF tem baixa em São Paulo e fecha em 135,00/R$ 140,00

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu 4,26%/3,45%, chegando a R$ 135,00/R$ 140,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, valendo R$ 10,00/R$ 10,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, custando R$ 6,65/kg, e alta registrada somente no Paraná, na ordem de 0,43%, alcançando R$ R$ 6,95/kg. Houve queda de 0,80% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,44/kg, baixa de 0,53% em São Paulo, custando R$ 7,55/kg, e de 0,44% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,76/kg.

Cepea/Esalq


Suinocultores de Mato Grosso pedem redução de ICMS

Custo de produção subiu e valor pago ao produtor caiu, o que espremeu as margens de lucro


A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) pediu ao governo estadual a redução do ICMS para o segmento e a inclusão da carne suína no cardápio das refeições servidas em escolas e penitenciárias mato-grossenses. "O custo de produção subiu muito e o valor pago ao produtor caiu a níveis alarmantes, com prejuízos entre R$ 200 e R$ 300 durante um período longo. Muitos produtores não suportaram e deixaram a atividade", afirma Itamar Canossa, presidente da Acrismat, em nota. "Sabendo do potencial nutricional da carne suína, pedimos a inclusão da proteína nas refeições em escolas e presídios. Dessa forma aumentaremos o consumo, o que aquecerá as vendas do setor”, reforça o diretor-executivo da entidade, Custódio Rodrigues. A Acrismat também encaminhou um documento em que reivindica a redução da alíquota do ICMS para frigoríficos de suínos em operações interestaduais. Dados do segmento apontam que a produção de carne suína em Mato Grosso é responsável por 6,5 mil empregos diretos e 19,5 mil indiretos, e arrecadou cerca de R$ 46 milhões em ICMS em 2021. São 28 plantas frigoríficas no Estado, sendo 5 com Inspeção Federal (SIF), 6 com Inspeção Estadual (SISE), e 17 com Inspeção Municipal (SIM). A Acrismat pediu, ainda, para sejam que incluídas as atividades de engorda, reprodução, cria e recria e o envio de matrizes para descarte fora do Estado no Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder). "Essa redefinição no Proder e sua ampliação, mesmo que momentânea, aumentaria a porcentagem do benefício e alcançaria mais produtores, não só os do setor do abate, mas toda a cadeia da suinocultura no Estado", completa o presidente Itamar Canossa.

VALOR ECONÔMICO


FRANGOS


Queda de 0,71% no preço do frango no atacado de SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,71%, valendo em R$ 7,00/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, assim como no Paraná, com valor de R$ 5,26/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), tanto a ave congelada quanto a resfriada não tiveram mudança nas cotações, valendo, respectivamente, R$ 7,99/kg e R$ 7,98/kg.

Cepea/Esalq



México detecta gripe aviária H5N1 em fazenda perto da fronteira com os EUA

O México detectou a grave cepa H5N1 da gripe aviária em uma fazenda comercial de 60.000 aves no estado de Nuevo León, na fronteira com os Estados Unidos, informou o governo neste domingo


A descoberta na granja ocorre pouco mais de uma semana depois que o México relatou seu primeiro caso de gripe aviária H5N1, ou gripe aviária, à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), com sede em Paris. A doença foi detectada quando o serviço de saúde agroalimentar do México testou amostras de uma fazenda em Montemorelos, Nuevo León, depois que um produtor local levantou preocupações, disse o Ministério da Agricultura do México em comunicado. Uma quarentena foi declarada e um número não especificado de aves será sacrificado para controlar o surto, disse o ministério. Não disse quantas aves foram infectadas. O primeiro caso do vírus no México foi detectado em uma ave selvagem no distrito de Metepec, a oeste da capital Cidade do México. Outro caso de H5N1 foi encontrado em uma ave selvagem em Tijuana, no estado de Baja California, disse o Ministério da Agricultura do México, bem como em uma fazenda familiar de 186 galinhas em Chiapas, no sul do país. A gripe aviária altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, matou aves nos Estados Unidos e na Europa, com especialistas preocupados que o vírus não tenha diminuído este ano, como ocorreu anteriormente durante o verão no hemisfério norte.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Klabin monta mega projeto logístico em Paranaguá

Companhia aposta em contêiner e transporte ferroviário para escoar a produção de celulose, papel cartão e embalagens de papelão


Única produtora de três tipos de celulose no país, maior fabricante de caixas de papelão ondulado e principal fornecedora de papéis para embalagem, a Klabin caminha para consolidar um megacomplexo logístico no Porto de Paranaguá (PR), que chegará em 2023 a uma capacidade de 3 milhões toneladas por ano. Após iniciar a maior operação privada de contêineres não refrigerados do país, em 2021, a empresa prevê inaugurar um novo terminal até janeiro do ano que vem, segundo Roberto Bisogni, diretor de Planejamento Operacional e Logística da companhia. O arrendamento, conquistado em 2019 em leilão do governo federal, deverá agregar uma capacidade adicional de 1,25 milhão de toneladas por ano. Após iniciar operação com TCP e Brado em 2021, grupo inaugura um novo terminal que se soma a uma grande estrutura logística em Paranaguá na qual a companhia vem investindo nos últimos anos. A empresa já tinha, desde 2016, um primeiro terminal privado, localizado a 5 km do porto. A principal expansão foi feita no ano passado, com a inauguração do chamado projeto KBT, que recebeu investimento de R$ 300 milhões. Além da construção de um novo terminal, foi estruturada uma operação em parceria com o TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) e a Brado Logística (da Rumo), para conectar por meio de ferrovia a unidade Puma, em Ortigueira (PR), a Paranaguá. Esse investimento já se refletiu na movimentação de cargas no Paraná. De janeiro a julho, as exportações de papel e celulose a partir do Estado subiram 21% no ano até julho, para mais de 1 milhão de toneladas, segundo dados da Secex. No primeiro ano de operação, o projeto KBT movimentou pouco mais de 16 mil contêineres para exportação, elevando em 40% o transporte de cargas por ferrovia no Paraná, segundo dados da companhia. Com a entrada em operação da primeira máquina do projeto Puma II neste ano, cerca de 20 mil contêineres terão sido exportados até dezembro. “O KBT faz parte de um mega investimento para conectar a unidades de Telêmaco Borba [Monte Alegre] e Ortigueira ao porto de Paranaguá. O investimento no modal ferroviário levou em conta custos, o apelo sustentável e a estratégia de não sobrecarregar a infraestrutura rodoviária da região”, conta o executivo. A capacidade atual do terminal, de 5 mil contêineres por mês, já é suficiente para dar conta da expansão prevista para a unidade Puma II em 2023, quando uma nova máquina de cartões entrará em operação. E, mesmo que novas ampliações sejam aprovadas futuramente, o KBT ainda terá condições de absorver incrementos adicionais de volume, diz ele. Com investimentos de R$ 12,9 bilhões até 2023, o projeto Puma II contempla duas máquinas de papel integradas à produção de celulose e corresponde ao maior desembolso já realizado pela Klabin. A MP 27, que entrou em operação há pouco mais de um ano, produz o Eukaliner, primeiro kraftliner do mundo obtido exclusivamente a partir da celulose de eucalipto. A MP 28, que inicia operação em 2023, vai produzir cartões para embalagem e nasce com vocação para a exportação. Para o TCP, controlado pela China Merchants Port, a Klabin já representa hoje 4,7% das exportações do terminal. Em 2023, com o início da operação da segunda máquina do Puma II, a participação deverá passar para 7,1%. “Para se ter uma noção da magnitude do KBT, Paranaguá deverá ultrapassar o Porto de Santos em volume de carga que chega por ferrovia a partir desse novo projeto”, diz Mateus Campagnaro, gerente de marketing e logística do TCP.

VALOR ECONÔMICO


Infraestrutura e logística desequilibram balança comercial do Paraná

Importações superam vendas ao mercado externo e Estado tem déficit de US$ 195 mi. Especialistas apontam gargalos para corrigir desequilíbrio


De janeiro a setembro deste ano, as exportações paranaenses acumularam alta de 16% na comparação com igual período de 2021. Em nove meses, o Estado comercializou US$ 16,8 bilhões de dólares com o mercado externo. Apesar do crescimento, a balança comercial do Paraná acumula um déficit de US$ 195 milhões em 2022 em razão das importações, que superam as exportações. Desde o início do ano, foram US$ 17 bilhões de mercadorias compradas de outros países – 38% a mais em relação ao ano passado. Para especialistas, questões de infraestrutura e logística e falta de políticas públicas voltadas às exportações não são a única explicação, mas ajudam entender o desequilíbrio na balança, que hoje pende mais para as compras do que para as vendas externas. Entre tudo o que é importado no Brasil, em torno de 90% a 95% são para a atividade industrial. O conflito no Leste Europeu expôs a enorme dependência da agricultura brasileira em relação aos fertilizantes importados. Do total desse insumo utilizado nas lavouras nacionais, 85% vêm de países estrangeiros, sendo 23% comprados diretamente da Rússia. Os embargos econômicos impostos por organizações ocidentais ao país governado por Vladmir Putin impactaram fortemente o mercado interno, em especial o setor agrícola brasileiro, que corresponde a 27,4% da economia do país e a 33,9% do Paraná, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Mas além dos fatores internacionais, os resultados do comércio exterior brasileiro também são influenciados por questões internas, sendo a logística um dos mais importantes gargalos para a economia nacional. “Mais em nível nacional do que estadual, se a gente comparar os custos de logística aqui, são muito altos e inibem as exportações e desestimulam a internacionalização das nossas empresas”, disse o economista da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Evânio Felippe. Para uma empresa entrar ou ampliar a participação no mercado internacional não é um processo simples e envolve uma série de fatores, destacou o economista. “Tem um custo envolvido nesse processo e quando a gente compara esse custo com outros países, aqui é mais caro. Antes de exportar, o empresário deve avaliar se vai ter rentabilidade, descontados os investimentos”, afirmou Felippe. O Paraná tem um grande potencial de crescimento no mercado externo, mas padece de um problema estrutural, avaliou Vinícius Lisboa, consultor em Negócios Internacionais da Victoria Advisoy, empresa que atua em assessoria e integração de serviços de comércio exterior com foco nas estratégias de compra e logística internacionais. Um dos aspectos mais importantes apontados por ele é a escassez dos canais de escoamento da produção paranaense. Uma das únicas vias é o Porto de Paranaguá, o que obriga alguns produtores a cruzarem o Paraná para poderem exportar suas mercadorias. “A logística do Estado deveria ser pensada para a indústria matriz de cada região. Em Londrina, por exemplo, não tem nenhum voo internacional para a Europa. Tem que ir para Curitiba, pegar um espaço, mandar para São Paulo. O caminho é muito tortuoso.” Aliada às melhorias de infraestrutura, como a duplicação da BR277, a construção da Ferroeste e o aumento da estrutura aeroportuária e portuária paranaense, Lisboa defende uma política de desoneração, fundamental, segundo ele, para agregar valor à produção do Estado.

FOLHA DE LONDRINA


Portos do Paraná publica edital do leilão de área de 26 mil metros quadrados

Depois das áreas PAR12 e PAR32, a PAR 09 é a terceira cujo leilão é conduzido pela Portos do Paraná. Este será o segundo leilão deste ano. A sessão pública do leilão será na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, no dia 14 de dezembro de 2022


A Portos do Paraná publicou na sexta-feira (28) o edital do leilão 002/2022 para arrendamento de área no Porto de Paranaguá. Destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, a PAR09 fica no extremo oeste e tem cerca de 26 mil metros quadrados. Depois das áreas PAR12 e PAR32, a PAR 09 é a terceira cujo leilão é conduzido pela Portos do Paraná. Este será o segundo leilão deste ano. “Estamos encerrando 2022 com avanços significativos em relação aos arrendamentos planejados, o que possibilita grandes investimentos para o complexo, a região litorânea e todo o Estado”, afirma o diretor-presidente em exercício da Portos de Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior. O critério de licitação será o maior valor de outorga e a estimativa de investimento (Capex) para a área é de cerca de R$ 910 milhões. A documentação também pode ser obtida na sede administrativa, na Av. Ayrton Senna da Silva, 161, bairro Dom Pedro II. A sessão pública do leilão será na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, no dia 14 de dezembro de 2022. Os procedimentos licitatórios desse, e dos demais projetos de arrendamento, são conduzidos pela própria Portos do Paraná, através da sua Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP), diante das competências delegadas pela União, em agosto de 2019, com a celebração de convênio.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tomba 2,6% ante real após eleição de Lula com alívio sobre transição de poder

O dólar caiu quase 2,6% nesta segunda-feira e registrou a menor cotação para encerramento em dez dias, com investidores reagindo positivamente à redução de temores sobre possível contestação do resultado das eleições presidenciais, depois que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), chefes de várias instituições brasileiras e líderes internacionais reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)


A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 2,59%, a 5,1652 reais na venda, maior depreciação percentual diária desde o último dia 3 (-4,03%) e cotação mais baixa para encerramento desde o dia 21 passado. O tombo desta sessão fez o dólar aprofundar as perdas em outubro, mês marcado por aumento da volatilidade devido ao processo eleitoral, para 4,24% maior queda mensal desde maio passado (-3,83%). Investidores temiam que Bolsonaro desafiasse o resultado de domingo, já que vinha atacando há meses a credibilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral como um todo, mas até agora o presidente não se pronunciou, enquanto vários de seus apoiadores reconheceram a legitimidade da vitória de Lula. "Muita coisa já estava no preço", disse à Reuters Paulo Cunha, especialista em mercado financeiro e fundador da iHUB Investimentos. "Era auferida uma probabilidade maior de o Lula de fato levar essa eleição, desde a semana passada." Alguns participantes do mercado disseram à Reuters que também colaborou para o enfraquecimento do dólar a percepção positiva de agentes internacionais sobre Lula, cuja agenda é vista como muito mais alinhada à governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês) do que a de Bolsonaro. "A gente sabe que nos últimos anos a questão ESG é algo que vem se tornado um tema super relevante, que tem influenciado a decisão de grandes investidores, então isso pode gerar no mercado uma expectativa de que esse fluxo vai vir" para o Brasil após a vitória de Lula, explicou Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos. Ele também citou preferência de agentes estrangeiros pelo histórico diplomático de Lula na comparação com o de Bolsonaro. "Eu acho que vai ser super importante o Lula dar algum direcionamento sobre qual vai ser a sua equipe ministerial, quem vai ser o ministro da Economia", disse Villegas. "Hoje o mercado precifica o fluxo que pode surgir, mas não vai adiantar nada (Lula) indicar algum nome que não agrade os investidores ou que possa, digamos, fazer com que o mercado relembre decisões erradas que foram tomadas" durante governos anteriores do PT, opinou o estrategista. A Fitch Ratings disse nesta segunda-feira que a vitória de Lula provavelmente não resultará numa grande mudança na política macroeconômica do Brasil, mas avaliou que essa perspectiva depende de sinais mais claros sobre sua agenda fiscal. Já a agência de classificação de risco Moody's avaliou que a eleição do petista por uma margem apertada no segundo turno afasta o risco de retirada dos esforços de consolidação fiscal por parte do próximo governo ou de reversão de reformas estruturais já aprovadas.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com benefício da dúvida a Lula

O Ibovespa fechou no azul nesta segunda-feira, no primeiro pregão após Luiz Inácio Lula da Silva vencer a eleição à Presidência, diante da percepção de menor risco potencial de uma contestação do resultado


Investidores também deram o benefício da dúvida a Lula quanto à formação de seu ministério, em particular quem ocupará a pasta da Fazenda, bem como acerca de suas políticas econômicas, em particular a fiscal. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,28%, a 116.004,79 pontos, de acordo com dados preliminares, após sessão volátil, em que chegou a 112.113,34 pontos na mínima (-2,12%) e 116.763,47 pontos na máxima do dia (+1,94%). O volume financeiro somava 43,5 bilhões de reais. Com tal resultado, o Ibovespa acumulou uma alta de 5,42% em outubro, mês marcado por forte volatilidade por causa do processo eleitoral, além de expectativas relacionadas aos movimentos do banco central norte-americano para a taxa de juros dos Estados Unidos.

REUTERS


Setor público tem superávit de R$10,7 bi em setembro e dívida bruta cai a 77,1% do PIB

O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 10,746 bilhões de reais em setembro, informou o Banco Central nesta segunda-feira, com a dívida bruta do governo mantendo trajetória de baixa, em nível observado no início da pandemia de Covid-19


O resultado primário do mês ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, segundo pesquisa da Reuters, que projetava um superávit primário de 11,1 bilhões de reais no mês. Em setembro, a dívida bruta do país ficou em 77,1% do PIB, ante 77,5% no mês anterior e 82,3% em setembro de 2021. O patamar é o mais baixo desde março de 2020, quando o indicador estava em 77,0% e o governo iniciou uma série de despesas para o combate à crise sanitária. A dívida líquida, por sua vez, foi a 58,3% em setembro, contra 58,2% no mês anterior. O resultado primário acumulado em 12 meses alcançou um superávit de 181,358 bilhões de reais em setembro, o que corresponde a 1,93% do Produto Interno Bruto (PIB). No mês anterior, o saldo acumulado estava em 1,97% do PIB. Os dados englobam as contas de governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência), Estados, municípios e empresas estatais e não inclui as despesas com juros. O resultado primário de setembro foi influenciado pelo resultado positivo do governo federal e de Estados e municípios, enquanto o dado ficou no vermelho para as estatais. O governo central apresentou um superávit de 11,113 bilhões de reais no mês. Governos regionais tiveram superávit de 321 milhões de reais --resultado de superávit de 3,253 bilhões de reais nos Estados e déficit de 2,932 bilhões de reais nos municípios. As estatais foram deficitárias em 688 milhões de reais. No mês, o gasto com juros somou 71,364 bilhões de reais, contra 35,628 bilhões de reais no mês anterior e 54,952 bilhões de reais em setembro de 2021. Com isso, o resultado nominal do setor público ficou em déficit de 60,618 bilhões de reais estava negativo em 65,907 bilhões de reais em agosto e 42,018 bilhões de reais em setembro de 2021.

REUTERS


Projeção do mercado para inflação em 2022 volta a subir, de 5,60% a 5,61%

Medianas para 2023 e 2024, foco da política monetária, ficaram estáveis nesta semana


Após 17 semanas em queda, a expectativa para a inflação pelo IPCA - índice de inflação oficial - em 2022 voltou a subir no Boletim Focus, ainda que marginalmente. Já as medianas para 2023 e 2024, foco da política monetária, ficaram estáveis nesta semana. A projeção para 2022 avançou de 5,60% para 5,61%, contra 5,74% há um mês. A previsão para 2023 continuou em 4,94% e para 2024 permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, as medianas eram 5,00% e 3,50%, nessa ordem. Considerando somente as 58 estimativas atualizadas nos últimos 5 dias úteis, a mediana para 2022 passou de 5,60% para 5,64%. Para 2023, variou 4,92% para 4,97%. As medianas na Focus para a inflação oficial em 2022 e 2023 estão acima do teto da meta para esses horizontes (de 5,0% e 4,75%, na ordem), apontando para três anos de descumprimento do mandato principal do Banco Central, considerando o estouro de 2021. Para 2024, a projeção do mercado está acima do alvo central de 3,00%, mas aquém do limite superior de 4,50%. Atualmente, o foco da política monetária está nos anos de 2023 e de 2024. Mas o BC tem dado ênfase ao horizonte seis trimestres à frente, atualmente o segundo trimestre de 2024. Na Focus, a previsão para 2025 permaneceu em 3,00%, porcentual igual ao de 68 semanas atrás. A meta para o ano é de 3,00%, com intervalo de 1,5% a 4,5%. O Boletim Focus mostrou estabilidade no cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e elevação marginal em 2023. A projeção para a alta do PIB em 2022 continuou em 2,76%, contra 2,70% há um mês. Já a estimativa para a expansão do PIB em 2023 avançou de 0,63% para 0,64%, ante 0,53% um mês antes. Considerando apenas as 28 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 cedeu de 2,78% para 2,74%. No caso de 2023, houve 28 atualizações nos últimos cinco dias úteis, com aumento da mediana de 0,70% para 0,76%. O Relatório Focus ainda mostrou manutenção da projeção para o crescimento do PIB em 2024, em 1,80%. Para 2025, a mediana foi mantida em 2,00%. Quatro semanas atrás, as taxas eram de 1,70% e 2,00%, nessa ordem.

O ESTADO DE SÃO PAULO


PRF diz que trabalha para liberar todas as rodovias até esta terça-feira

No início da manhã, a PRF informou que 192 manifestações haviam sido desfeitas


O Coordenador-Geral de comunicação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Cristiano Vasconcellos, afirmou na segunda (31) que a ordem do diretor-geral é desobstruir os pontos de bloqueio o mais rápido possível, que nunca houve determinação contrária e que a corporação trabalha para liberar todas as rodovias federais até esta terça (1º). "Em momento algum nós tivemos determinação para não desmobilização das manifestações. Desde o começo, nós estamos trabalhando incansavelmente para desobstruir todos os pontos com bloqueio nas rodovias federais. E a ordem do nosso diretor-geral é para nós desobstruirmos todos os pontos o mais rápido possível, imediatamente", disse. "Mobilizamos mais ainda nosso efetivo para que a gente consiga fazer a desmobilização de todos os pontos. Acreditamos e estamos trabalhando para que amanhã [terça-feira] não tenha mais nenhum local com mobilização", complementou. No início da manhã desta terça, a PRF informou que 192 manifestações haviam sido desfeitas. A declaração ocorreu após a decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para que o governo adote imediatamente "todas as medidas necessárias e suficientes" para desobstruir as rodovias ocupadas em protesto pelo resultado das eleições. O ministro determinou ainda que o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, seja afastado das funções e preso em flagrante pelo crime de desobediência caso haja "omissão e inércia" da corporação. A decisão também inclui multa de R$ 100 mil por hora, a partir da meia-noite desta terça-feira. Questionado sobre os vídeos em que policiais rodoviários afirmam que vão apenas monitorar a situação, Vasconcellos afirmou que, em muitos locais, a fiscalização é feita por apenas dois ou três policiais, e que eles não teriam condições de desmobilizar protestos com cerca de cem pessoas sem reforço. Segundo ele, a conversa se dá, portanto, em um primeiro momento. "Nós temos muitos quilômetros de rodovias no Brasil, e muitos locais com uma viatura com dois, três policiais, que são os primeiros a chegar no ponto de manifestação. E os pontos de manifestação às vezes estão com 100, 150, 200 manifestantes. Não tem como aqueles policiais agirem naquele momento. Então, eles conversam e solicitam o apoio necessário para realizar a desobstrução." Desde a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), incluindo caminhoneiros, fazem bloqueios ou aglomerações em vias de ao menos 20 estados e do Distrito Federal, segundo a PRF. Os manifestantes pedem um golpe. Moraes afirmou que tem havido "omissão e inércia" da PRF na desobstrução das vias e determinou que também haja atuação das Polícias Militares. O pedido foi feito pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes). A presidente do STF, ministra Rosa Weber, marcou uma sessão do plenário virtual da corte para referendo da decisão de Moraes nesta terça-feira (1⁰). Até o fim do dia, os 11 ministros decidirão se mantêm ou derrubam a determinação.

FOLHA DE SP


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