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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 245 DE 31 DE OUTUBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 245 |31 de outubro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Baixas nas cotações ganham força com frigoríficos exportadores ausentes

A última semana de outubro foi balizada pela ausência de grande parte das indústrias frigoríficas das compras de gado no mercado spot, movimento liderado sobretudo pelas unidades exportadoras, informou na sexta-feira, 28 de outubro, a IHS Markit


Nas praças paulistas, o mercado do boi gordo fechou a semana estável, mas bastante pressionado devido ao mercado externo e às escalas de abate longas, informou a Scot Consultoria. O boi gordo paulista está cotado em R$ 275/@, a vaca gorda em R$ 260/@ e a novilha gorda em R$ 269/@, preços brutos e a prazo, segundo a Scot. Bovinos destinados à exportação, o “boi China”, estão cotados em R$ 280/@ na praça paulista (preço bruto e a prazo). Em relação à exportação de carne bovina brasileira, o enfraquecimento de sua moeda pressiona os importadores chineses, que tentam negociar a carne brasileira a preços mais baixos, destaca a Scot. Pelo lado da oferta, relata a IHS, o volume de boiada gorda que chega ao mercado ainda segue acima da demanda vigente, um desequilíbrio que deve permanecer após a virada do mês, já que escalas de abate das indústrias são compostas, em sua maior parte, por oferta de lote provindos de confinamento próprio ou a partir de parcerias entre indústrias e grandes invernistas. Segundo apurou a IHS, as escalas de abate das indústrias brasileiras já adentram o mês de novembro, retirando em grande parte a necessidade em efetuar novas compras de boiada gorda no mercado spot. Na avaliação da IHS, a apesar da atual pressão de baixa, os pisos atuais dos preços da arroba do boi gordo parecem não abrir mais espaços para recuos ainda mais significativos como os observados ao longo de outubro. “Indústrias exportadoras brasileiras alegam que os chineses estão barganhando preços menores para realizar novos negócios”, ressalta a IHS Markit. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 289/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 266/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 233/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 242/@ (prazo) vaca a R$ 232/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 248/@ (à vista) vaca a R$ 238/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca R$ 248/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 2561/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 260/@ (prazo) vaca a R$ 250/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 251/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 259/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos com pequenas movimentações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial cedeu, pelo menos, a,99%, valendo R$ 10,00/R$ 10,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (27), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,79/kg, e recuo registrado somente em Minas Gerais, na ordem de 0,66%, atingindo R$ 7,50/kg. Houve alta de 0,61% em Santa Catarina, chegando em R4 6,65/kg, incremento de 0,14% no Paraná, alcançando R$ 6,92/kg, e de 0,13% em São Paulo, fechando em R$ 7,59/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: ave viva sobe 1,35% no PR

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,40%, valendo em R$ 7,05/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, enquanto no Paraná, foi registrado alta de 1,35%, com valor de R$ 5,26/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (27), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,99/kg e R$ 7,98/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Demanda se enfraqueceu na 2ª quinzena

Com o avanço da segunda quinzena de outubro, a procura por carne de frango diminuiu


Diante disso, agentes do mercado atacadista consultados pelo Cepea indicaram ter reduzido os valores de negociação da proteína, sobretudo os de itens com boa aceitação no mercado nacional, como o filé e o peito, no intuito de garantir as vendas e evitar aumento de estoques. Já quanto aos cortes e miúdos no atacado da Grande São Paulo, foram observadas variações distintas, de acordo com a oferta e a demanda específica por cada produto.

Cepea


Avicultores estão em alerta com a chegada da Influenza Aviária a América do Sul

Na última segunda-feira feira a Colômbia reportou dois casos de Influenza Aviária Altamente Patogênica em aves não comerciais no município de Acandí, no departamento de Chocó. A Colômbia é um país autodeclarado livre da influenza aviária altamente patogênica pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) desde 2011 e a notificação não afeta ou modifica este status sanitário do país


De acordo com o Instituto Agrícola Colombiano (ICA) a localização dos surtos não põe em perigo a produção e o consumo de ovos e carne de frango. O Plano de Contingência da Influenza Aviária está atualmente ativo e uma equipe formada por epidemiologistas, veterinários e técnicos de pecuária foi criada no escritório local da instituição em Acandí para controlar e erradicar a situação sanitária. Diante da situação, a Associação Brasileira de Proteína Animal emitiu um alerta aos avicultores brasileiros. De acordo com o documento este é um momento de alerta máximo para a avicultura brasileira, com o retorno da enfermidade à América do Sul. A associação emitiu uma solicitação de reforço à mobilização do Ministério da Agricultura, em mensagem direta ao Ministro, ao Secretário de Defesa Agropecuária e ao Diretor de Saúde Animal, nas diversas frentes de defesa agropecuária, nos portos, aeroportos e fronteiras, seja pela ação ativa ou por meio de campanhas, estimulando o engajamento de todos na proteção do bem setorial mais precioso, que é a sanidade de nossos planteis. A ABPA também informou que o Protocolo de Biosseguridade foi atualizado e orienta aos produtores total atenção, seja com relação às visitas nas unidades produtoras ou com o retorno de colaboradores que estão no exterior. Além disso a Associação por meio do GEPIA (Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária) reforçará as campanhas com relação aos cuidados preventivos. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) publicou no dia 13 de setembro, um alerta sobre risco de introdução e propagação de gripe aviária de alta patogenicidade nas Américas do Sul e Central. O documento já recomendava que os países dessas regiões estejam em alerta máximo para mortalidade de aves silvestres e surtos ou mortalidade incomum. Apesar de ser exótica em território nacional, ou seja, nunca detectada no Brasil, a influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, por isso o Brasil como maior exportador de carne de frango, mantém um programa de biosseguridade rígido.

AVICULTURA INDUSTRIAL


EMPRESAS


Frigoríficos paranaenses conhecem a biotecnologia aplicada ao tratamento de efluentes

Considerada a biofábrica mais moderna da América Latina, a Superbac recebeu os frigoríficos paranaenses Avenorte e Frangos Pioneiro para demonstrar a tecnologia de produção de suas “bactérias inteligentes”, capazes de atuar no tratamento biológico e sustentável de abatedouros

Inaugurada há um ano, em Mandaguari, no interior do Paraná, a biofábrica recebeu aportes de mais de R$ 100 milhões na sua concepção de produção das chamadas “bactérias do bem”, que atuam com a missão de tratar efluentes industriais de modo sustentável e natural. Em geral, o processo de tratamento de efluentes nos frigoríficos engloba a etapa físico-química para a remoção de parte da gordura e de sólidos dos processos, normalmente realizada por um flotador. Posteriormente, segue para a etapa biológica – área de atuação da Superbac –, em que ocorre a degradação de compostos orgânicos por meio da inserção de microrganismos vivos. A depender do processo, pode haver, ainda, uma etapa terciária, de filtros prensas e/ou polimento final do efluente até seu descarte em corpo receptor. A solução para o tratamento de efluentes contempla consórcios de microrganismos de alta atuação, que degradam a matéria orgânica de forma rápida e natural, promovendo inúmeros benefícios, como a redução de odores, aumento da capacidade de tratamento, enquadramento nos parâmetros legais de descarte, diminuição dos níveis de oxigenação do sistema e, o mais almejado pelas indústrias, a redução da necessidade de manutenções da estação.

Assessoria superbac


INTERNACIONAL


Japão detecta primeiros casos de gripe aviária no país em 2022

Para conter o surto, autoridades vão exterminar mais de 300 mil galinhas


O Japão detectou os primeiros surtos de gripe aviária no país na temporada de 2022, com uma cepa "altamente patogênica", informaram agências internacionais. A doença foi identificada em granjas nas ilhas de Honshu, a maior do arquipélago japonês, e de Hokkaido, no extremo norte do país. Cerca de 170 mil galinhas poedeiras estão sendo exterminadas em uma fazenda na cidade de Kurashiki, no sul da ilha de Honshu, disse o Ministério da Agricultura do Japão na sexta-feira. Outras 170 mil estão sendo eliminadas em uma propriedade rural na cidade de Atsuma, na ilha de Hokkaido. Segundo o ministério, não há risco de os humanos contraírem a doença por comerem carne ou ovos das aves contaminadas.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Vigilância sanitária animal pode ter fiscalização compartilhada no Sul

Agências de defesa agropecuária do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pretendem integrar dados, informações e equipamentos


As entidades de vigilância sanitária animal e vegetal do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pretendem compartilhar as estruturas dos postos de fiscalização do trânsito agropecuário nas divisas entre os Estados. Também há intenção de integrar dados, informações e equipamentos de monitoramento relacionados ao trânsito de cargas de interesse da defesa agropecuária. Elas também sugerem que seja estudado um novo modelo para a fiscalização da inspeção de produtos de origem animal no País. As propostas foram discutidas durante o Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), realizado na quarta (26) e quinta-feira (27), em Florianópolis. Os três estados são livres de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formam um bloco livre de peste suína clássica, e o Paraná é Estado isolado livre dessa doença. “O trabalho conjunto é importante porque vai ajudar a aproveitar melhor os equipamentos, as instalações e as pessoas que temos”, afirmou o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. Os dirigentes das entidades – Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul – elaboraram minutas dos ofícios a serem enviados à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – DAS/Mapa. Entre os instrumentos da defesa agropecuária figura a fiscalização do trânsito agropecuário, ação que tem por finalidade a avaliação das condições sanitárias e fitossanitárias e a regularidade da documentação requerida para o trânsito de animais, vegetais, insumos e produtos de origem animal e vegetal. No Paraná, a fiscalização ocorre, essencialmente, em 33 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário – PFTAs localizados nas divisas com Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, também, por meio das barreiras volantes nas rodovias paranaense. As atividades são coordenadas pela Adapar, que executa 130 mil ações de controle do trânsito agropecuário, com a emissão de aproximadamente 22 mil Permissões de Trânsito de Vegetais Certificados e de 1,5 milhão de Guias de Trânsito Animal, em média, a cada ano. Nenhum estabelecimento industrial ou entreposto de produtos de origem animal pode funcionar no País sem que esteja previamente registrado no órgão competente, para fiscalização da sua atividade. No Paraná, a Adapar, por meio do Serviço de Inspeção do Paraná – SIP/POA, é responsável pelo registro e fiscalização e há mais de 700 estabelecimentos aptos a comercializar em todo o território.

FOLHA DE LONDRINA


Paraná não terá “as rodovias mais modernas do Brasil”

O projeto original do novo pedágio do Paraná previa que, ao final de todas as obras de ampliação de capacidade, as Rodovias Integradas do Paraná seriam todas de Classe 1-A – estrutura viária que permite que toda a viagem seja realizada a 100 km/h, sem necessidade de redução da velocidade em nenhuma curva, subida, descida ou estreitamento de pista


Essa estrutura chegou a ser vendida pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Governo do Paraná como o projeto que deixaria o Paraná com as rodovias mais modernas do Brasil. Mas o projeto que vai a leilão retirou essa exigência e a velocidade nas rodovias pedagiadas do Paraná poderá variar entre 60 km/h e 100 km/h. Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que homologou a licitação dos dois primeiros de seis lotes das rodovias paranaenses, a exigência foi retirada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para reduzir o custo das obras e, consequentemente, o valor da tarifa do pedágio. Pela minuta do edital aprovada pelo TCU, todas as novas obras a serem realizadas precisarão ser no padrão Classe 1ª, com previsão de tráfego, largura das faixas, inclinação de subidas e descidas e angulação de curvas que permitam que um veículo percorra o trecho a 100 km/h. Mas a exigência foi retirada para as pistas já existentes, que poderão funcionar na classe M-1, que permite trechos em que a velocidade máxima permitida seja de 60 km/h. O TCU chegou a questionar a ANTT sobre a mudança e a agência explicou que a alteração configurou numa redução de custo de projeto de cerca de R$ 435,5 milhões para o lote 1 e R$ 746,4 milhões para o lote 2. A retomada da exigência, alegou a ANTT, implicaria em aumento da tarifa de pedágio entre 5,6% e 6,9%, o que, ainda segundo o órgão, iria contra a posição da sociedade paranaense, apontada em audiência pública, de ter uma redução substancial no valor da tarifa de pedágio. A equipe técnica do TCU apontou, ainda, a existência de pontos críticos e de trechos com grandes variações de velocidade em curta distância (até em trechos de 250 metros) e determinou a correção dessas situações. Diante da resposta da ANTT sobre a inviabilidade financeira da adequação das pistas já existentes e o compromisso de corrigir pontos críticos e trechos de variação de velocidade para alterações, no máximo a cada cinco quilômetros, o TCU autorizou a licitação dos dois primeiros lotes das rodovias paranaenses. Fazem parte do lote 1 os 473,01 quilômetros das rodovias BR-277/373/376/476/PR e PR-418/423/427. Já as rodovias BR-153/277/369/PR e PR-092/151/239/407/408/411/508/804/855 foram incluídas no lote 2, que tem 604,16 quilômetros de estradas. O lote 1 conta com 5 praças de pedágio e o lote 2 com 7 praças de pedágio. O contrato deve durar por 30 anos, prorrogável por mais cinco anos.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar estável antes do 2° turno das eleições

A moeda norte-americana à vista teve variação negativa de 0,01%, a 5,3023 reais na venda, após sessão volátil


Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,73%, a 5,2960 reais. Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, disse que o afastamento do dólar em relação aos maiores patamares do pregão refletiu, em parte, a volatilidade antes da formação da taxa Ptax, que acontecerá na segunda-feira, último dia do mês e primeiro pregão pós-segundo turno. Mas também colaborou para a instabilidade dos negócios nesta sessão o temor de que o resultado segundo turno de 30 de outubro entre o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja contestado. "Se ele (Bolsonaro) perder, é provável que conteste o resultado", disse em nota Robert Wood, principal economista para América Latina e Caribe da Economist Intelligence Unit (EIU). "Embora isso possa inaugurar um período de instabilidade na esfera política e nos mercados financeiros, esperamos que prevaleça a força das instituições democráticas brasileiras", completou Wood. O Citi tem visão parecida. "Embora acreditemos que a chance de eleições contestadas não seja tão baixa quanto gostaríamos, as consequências não serão duradouras e os tribunais eleitorais derrubarão uma possível acusação de Bolsonaro, provavelmente dentro de um mês, em nossa opinião", avaliou o banco norte-americano em relatório publicado nesta sexta-feira. Há meses o atual presidente vem atacando, sem provas, as urnas eletrônicas, que diz serem passíveis de fraude, e durante a campanha ele e aliados têm insistido na mensagem de que as autoridades eleitorais trabalham contra sua reeleição. Enquanto isso, no exterior, a manutenção de esperanças de que o Federal Reserve possa desacelerar seu ritmo de altas de juros colaborou para a devolução dos ganhos do dólar na sexta-feira, disse Bergallo, da FB Capital. Operadores esperam que o banco central norte-americano eleve sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual em novembro e em 0,50 ponto em dezembro. Depois de subir acentuadamente no início da semana em meio à cautela eleitoral, o dólar registrou alta de 2,97% frente ao real na comparação com o fechamento da última sexta-feira.

REUTERS


Cautela marcou negócios antes de eleição e Ibovespa fechou em leve queda

O Ibovespa fechou com um declínio modesto na sexta-feira, pressionado por mineradoras e siderúrgicas, em particular Vale, em sessão também marcada pelos últimos ajustes antes do segundo turno da eleição presidencial no país


Investidores encerraram o pregão com cautela, mas na expectativa de virar uma página que vem adicionando forte volatilidade à bolsa paulista, dada a disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,38%, a 114.200,18 pontos, de acordo com dados preliminares. Na semana, com queda em quatro das cinco sessões, acumulou queda de 4,78%, após ter avançado 7,01% na semana anterior. No mês, o saldo está positivo em 3,78%, também conforme números antes do ajuste de fechamento.

REUTERS


IGP-M tem queda de 0,97% em outubro com combustíveis e leite, diz FGV

As quedas nos preços de combustíveis e leite ajudaram o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) a registrar recuo em outubro de 0,97%


Em setembro, o índice havia caído 0,95%, e o dado divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira levou o IGP-M a acumular em 12 meses avanço de 6,52%. "No âmbito do produtor, os destaques foram óleo diesel (de -4,82% para -5,67%) e leite in natura (de -6,72% para -7,56%). Já no (índice ao consumidor), os destaques partiram de quedas menos intensas nos preços da gasolina (-3,74%) e do leite tipo longa vida (-8,26%)", explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,44% no mês, de uma queda de 1,27% em setembro. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,50% em outubro, de variação negativa de 0,08% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,04% no período, de 0,10% antes. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS


Confiança de serviços do Brasil vai em outubro ao menor nível em 4 meses, diz FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil registrou queda em outubro e foi ao menor nível desde junho, com o setor dando sinais de desaceleração, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,6 pontos e foi a 99,1 pontos, voltando a ficar abaixo dos 100 pontos após três meses acima do nível considerado neutro. O resultado foi influenciado pela piora tanto na avaliação das empresas sobre a situação corrente quanto das expectativas nos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, recuou 1,8 ponto, a 100,0 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, interrompeu sete meses seguidos de alta e caiu 3,5 pontos, para 98,2 pontos. "O setor parece começar a dar sinais de desaceleração, projetando uma redução de demanda nos próximos meses principalmente nos serviços profissionais e de informação e comunicação, e na tendência futura dos negócios", explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. "Os próximos meses devem ser cruciais para confirmar a direção do setor todo considerando o cenário macroeconômico desafiador e a expectativa de uma economia mais fraca na virada para 2023", completou. Em agosto, dado mais recente divulgado pelo IBGE, o volume de serviços registrou alta de 0,7% na comparação com julho, em resultado que foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,2%.

REUTERS


Agro já gerou 120 mil empregos em 2022

A agropecuária brasileira gerou 9.474 empregos com carteira assinada no mês de setembro, resultado de 99.961 contratações e 90.487 demissões


Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Os dados se referentes às atividades de agricultura, pecuária, produção florestal e pesca e aquicultura. O único segmento com saldo negativo de vagas formais em setembro foi o de pesca e aquicultura. As demissões superaram as admissões em 140 postos de trabalho. A maior geração de vagas foi registrada em agricultura e pecuária: 7.311 (90.783 contratações e 83.472 dispensas). A produção florestal encerrou setembro com um saldo positivo de 2.303 empregos (8.312 contratados e 6.009 demitidos). Na área agrícola, o destaque ficou com as lavouras temporárias, onde o número de profissionais contratados foi 7.445 maior que o de demitidos. Soja, com a safra nova em fase de plantio, e cana-de-açúcar foram os segmentos que mais geraram empregos formais no mês passado. Algodão e fumo foram as culturas em que mais houve demissões no período. Já entre as lavouras permanentes, a geração de vagas com carteira assinada foi maior nas culturas de uva (1.558). A cultura da laranja também teve saldo positivo em setembro (643). O único segmento analisado que teve saldo negativo foi o de café, que perdeu 7.822 postos de trabalho. Na área de pecuária, a bovinocultura foi o destaque com a geração de 1.956 empregos formais. Em seguida, ficou a avicultura, com 401. Já a criação de suínos perdeu 77 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social mostram ainda que o salário médio de admissão na Agropecuária foi maior na comparação entre agosto e setembro de 2022. No mês passado, o valor médio chegou a R$ 1.705,59, aumento de 0,32% em relação ao anterior. De janeiro a setembro de 2022, a agropecuária brasileira gerou 120.663 empregos com carteira assinada. No período, foram 973.037 admissões e 852.374 demissões. O saldo positivo é 7,18% maior que o do mesmo período no ano passado. Com os resultados de setembro deste ano, o setor acumula um estoque de 1,081 milhão de empregos formais, considerando o período iniciado no mesmo mês em 2021. Em agosto deste ano, a contagem estava em 1,791 milhão de vagas com carteira assinada acumuladas pelo setor desde agosto de 2021.

Globo Rural


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