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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 212 DE 13 DE SETEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 212 |13 de setembro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado abre a semana com preços estáveis

No interior de SP, macho terminado é negociado por R$ 290/@, informa a Scot Consultoria


Como de costume para o primeiro dia da semana, na segunda-feira, 12 de setembro, os frigoríficos brasileiros ficaram ausentes do mercado do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Ao mesmo tempo, diante da contínua pressão baixista empregada pelos compradores, muitos pecuaristas já atuam de forma mais contida na oferta de seus animais gordos. Com essa queda de braço entre frigoríficos e produtores, os preços do boi gordo ficaram estáveis na maioria absoluta das praças brasileiras. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, na segunda-feira, nas praças paulistas, os preços do boi gordo e da novilha gorda não sofreram alteração, ficando em R$ 290/@ e R$ 282/@ (valor bruto e a prazo). Por sua vez, a cotação da vaca gorda subiu R$ 2/@ em São Paulo, para R$ 270/@ (bruto, no prazo), acrescenta a Scot. A referência do boi-China está em R$ 300/@ (base SP), preço bruto e a prazo. Na avaliação da IHS Markit, o mercado segue aberto e sem muitos sinais claros de como se dará a dinâmica de negócios a partir da segunda etapa do mês. “Os volumes de ofertas provindas de contratos de boi a termo e animais de parceria entre as indústrias e grandes confinamentos começam a dar sinais de redução”, observa a IHS. Em contrapartida, neste mês, diz a consultoria, começam a chegar ao mercado os primeiros lotes de animais provindos do segundo giro de confinamento. Segundo a consultoria, atualmente, as escalas de abate das indústrias brasileiras atendem de 5 a 7 dias. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 265@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 267/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 267/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 266/@ (à vista) vaca a R$ 252/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 248/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 260/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 260/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 260/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista).

PORTAL DBO


Exportações de carne bovina movimentam 63,6 mil toneladas na segunda semana de setembro/22

Segundo Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura na segunda semana de setembro atingiram 63,6 mil toneladas em 06 dias úteis


A média diária exportada ficou em 10,6 mil toneladas, alta de 19,2%, frente ao observado no mês de setembro do ano anterior, com 8,9 mil toneladas. Os preços médios ficaram em US$ 6.062 por tonelada, alta de 4,7% frente a setembro de 2021, com valor médio de US$ 5.788 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 64,3 milhões, alta de 24,8%, frente a setembro do ano passado, com US$ 51.543,7 milhões. Para o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, é mais um mês de bom desempenho nos embarques. “O preço médio segue como destaque desta semana e estamos caminhando em passos largos para mais um recorde histórico nos embarques de carne bovina tanto em volume quanto em receita”, calculou.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: queda de 1,83% para o animal vivo em São Paulo na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (9), o preço caiu 1,83% em São Paulo, chegando em R$ 6,99/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,36/kg) e Santa Catarina (R$ 6,30/kg.

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: final de agosto mostrou desequilíbrio entre oferta e demanda, com preços pressionados

As vendas aquecidas e as consequentes valorizações do suíno vivo ao longo da primeira quinzena de agosto superaram os recuos dos preços observados na segunda metade do mês. Em agosto, o valor médio do animal negociado no mercado independente ficou acima do registrado em julho


Nos últimos dias do mês, os preços do vivo recuaram com certa força em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o enfraquecimento da demanda por carne suína, influenciado pela descapitalização da maior parte da população. Com a menor procura, observou-se um desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno. Colaboradores consultados pelo Cepea relataram que produtos suinícolas oriundos do Sul (principal região produtora) chegaram ao Sudeste com valores mais baixos, reforçando o movimento de desvalorização do produto local. O preço médio do suíno posto na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) caiu fortes 6% na última semana de agosto (de 24 a 31), passando para R$ 7,15/kg no dia 31. Ainda assim, a média mensal fechou a R$ 7,31/kg, 1,4% acima da de julho, sendo a sexta valorização mensal consecutiva; frente a agosto de 2021, o aumento foi de 5%. Na região de Ponte Nova (MG), houve expressiva desvalorização de 10,4% na última semana de agosto, com o animal cotado a R$ 6,95/kg no dia 31. Porém, a média do mês ficou 4,7% acima da de julho e 6,1% superior à de agosto/21, a R$ 7,49/kg no último mês. No mercado de carnes, a fraca demanda na última semana de agosto e o aumento da oferta no mercado doméstico pressionaram as cotações dos cortes suínos. Na média das regiões do estado de São Paulo, o pernil com osso se desvalorizou 4,3% entre 24 e 31 de agosto, a R$ 10,43/kg no dia 31. O lombo foi comercializado a R$ 14,78/kg no dia 31, queda de 1% no mesmo período. Na média de agosto, os cortes também registraram avanço frente a julho. Para o pernil com osso e o lombo, as altas foram de 3,5% e de 0,4%, respectivamente, para as médias de R$ 10,74/kg e de R$ 14,75/kg. Para a carcaça especial, o cenário foi o mesmo: queda de preços na última semana de agosto, mas alta na média do mês. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína se desvalorizou 5,9% entre 24 e 31 de agosto, a R$ 10,06/kg no dia 31. Contudo, a média mensal avançou 5,3% frente à de julho, a R$ 10,38/kg em agosto. No comparativo anual (agosto/21), o aumento foi de 0,6%.

Cepea


Receita e volume de carne suína exportada em 6 dias úteis já são mais de 30% do movimento de setembro de 2021

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até a segunda semana de setembro (6 dias úteis) seguem com resultados positivos


A receita com as exportações de carne suína até a primeira semana deste mês, US$ 76,8 milhões, representa 31,7% do montante obtido em setembro de 2021, que foi de US$ 242 milhões. No volume embarcado, as 31.105 toneladas são 30,5% do total registrado em setembro do ano passado, com 101.792 toneladas. A| receita por média diária foi de US$ 12,8 milhões valor 11,1% maior do que o de setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve avanço de 16%. Em toneladas por média diária, 5.184 toneladas, alta de 7% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 12,09%. No preço pago por tonelada, US$ 2.470, ele é 3,9% superior ao praticado em setembro passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 3,5%. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as exportações de carne suína seguem em trajetória de recuperação. "A China voltou a comprar um pouco mais de carne suína, e também há o mérito do trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e das associações do setor, que estão ampliando mercados para outros países asiáticos além da China, e também da América Latina", disse ele.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Cotações estáveis para o frango na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,26%, custando R$ 7,82/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de valor, custando R$ 4,25/kg, assim como no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (9), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com valores inalterados, custando, respectivamente, R$ 8,10/kg e R$ 8,04/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de frango atinge quase 40% do total de setembro/21 em seis dias

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura até a segunda semana de setembro (6 dias úteis) atingiram quase 40% do total de setembro do ano passado


A receita até a primeira semana deste mês, US$ 266.4 milhões, já representa 39,7% do montante obtido em setembro de 2021, com US$ 670,6 milhões. No volume embarcado, as 131.867 toneladas são 34% do total registrado em setembro do ano passado, com 388.534 toneladas. A receita por média foi de US$ 44,4 milhões valor 39% maior que o registrado em setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 22,9%.

Em toneladas por média diária, 21.977 toneladas, houve crescimento de 18,8% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 26,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.020, ele é 17% superior ao praticado em setembro do ano passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, recuo de 3%. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho continua muito positivo. "As exportações seguem agressivas, sem percalços, e o Brasil continua na liderança mundial. Para este ano o Brasil está conseguindo uma excelente distribuição de vendas para países como Japão, Emirados Árabes, e estamos vendo que a China está comprando menos, mas não está fazendo falta", disse.

AGÊNCIA SAFRAS


INTERNACIONAL


Argentina: Mercado da carne BOVINA de 2023 igual ao de 2022

A previsão é que 3,08 milhões de toneladas de carne sejam produzidas


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que em 2023 os volumes de exportação de carne bovina argentina mantenham os mesmos números de 2022: cerca de 770 mil toneladas. A previsão é que 3,08 milhões de toneladas de carne sejam produzidas. Em 2023, o estoque de gado no país pode diminuir em até 450 mil cabeças (-8,5%) para 52,95 milhões de cabeças de gado. Já a China deverá ser o principal destino das exportações. Mesmo com a forte demanda global de carne e os preços, as restrições impostas pelo governo para exportação podem impedir a Argentina de enviar maiores volumes, diz o relatório do USDA. De acordo com dados da indústria argentina, o país tem capacidade para exportar um milhão de toneladas de carne bovina por ano. O recorde até agora foi em 2020, quando os argentinos exportam 900 mil toneladas de carne. Ainda de acordo com o relatório, os altos preços mundiais da carne em 2022, colocam a Argentina no caminho certo em termos de valor, mas não em termos de volume, disse o relatório dos EUA.

AGROLINK


China: governo intervém após aumento de 30% no preço da carne suína em um mês

O governo chinês começou a liberar reservas de carne suína em meio ao aumento dos preços da carne suína


O Southern Weekend informou que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China anunciou em 1º de setembro que aumentaria as reservas de carne suína do governo em setembro. Assim, a comissão liberará as reservas de suínos em lotes e ordenará que todas as cidades liberem conjuntamente as reservas de suínos locais. A decisão veio depois que os preços da carne suína aumentaram acentuadamente em um único mês. De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o preço médio da carne suína no mercado atacadista agrícola foi de 29,76 yuans (R$ 21,999) por kg em 1º de setembro, quase 10 yuans/kg acima do mesmo período de 2021. Somente em julho, o preço da carne suína no mercado atacadista nacional atingiu 29,10 yuans (R$ 21,531) por quilo, um aumento de quase 8 yuans por quilo em relação a junho. Isso representa um aumento de 30,6% no mês. Wang Zuli é o principal especialista no departamento de monitoramento e alerta precoce do setor de suínos do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Ele explicou que o atual aumento do preço da carne suína se deve principalmente a fatores sazonais. Forte demanda e oferta apertada estão elevando os preços. Ele disse que o consumo de carne suína começou a entrar na tradicional alta temporada. Com o impacto de festivais como o Mid-Autumn Festival e o National Day, espera-se que a demanda aumente e os preços aumentem como resultado. Além disso, o preço da carne suína também é afetado pelo ciclo do suíno. Uma nova rodada do ciclo do porco começou em abril e maio, e leva cerca de 10 meses desde a gestação da porca, o nascimento do leitão até o abate. Portanto, o preço está atualmente na faixa ascendente. De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o número de porcas reprodutivas aumentou no primeiro semestre de 2021, atingiu um pico em junho passado e depois diminuiu. Isso significa que em março e abril de 2022, a oferta de suínos vivos no mercado era redundante e o preço atingiu o fundo do poço. De abril a maio, o mercado estava com oferta apertada, o preço do suíno entrou na faixa de alta. O aumento do preço da carne suína também se deve ao declínio na eficiência da suinocultura. Embora o governo tenha começado a liberar reservas de carne suína, a quantidade de reservas é limitada. De acordo com o Southern Weekend, a China consome cerca de 700 milhões de suínos vivos por ano, cerca de 50 milhões de toneladas de carne suína. E as reservas de carne suína são inferiores a 2 milhões de toneladas por ano.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


CONAB: lavouras de milho e soja no sul do país devem apresentar recuperação na produtividade na safra 2022/23

O desempenho das lavouras de milho e soja no sul do país deve apresentar melhora na safra 2022/23 quando comparado com o registrado no atual ciclo


Para 2022/23 espera-se que as condições climáticas sejam mais favoráveis. Nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a produção projetada para a soja no próximo ciclo é de aproximadamente 45,95 milhões de toneladas, um aumento de 96,3% em relação à colheita estimada em 2021/22, como mostra os dados estaduais da Perspectiva para a Agropecuária 2022/23, (06/09) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com as informações, em caso de normalidade climática, a produtividade para a oleaginosa no estado gaúcho deve crescer 134,2%, passando de 1.433 quilos colhidos por hectare para 3.356 kg/ha. Já os agricultores paranaenses tendem a registrar uma produtividade de 3.630 quilos por hectare na próxima temporada, frente a 2.161 kg/ha, elevação de 68%. Aliado a uma melhora na produtividade, a área destinada para a cultura também deve ser acrescida em 2% no Paraná, podendo chegar a 5,78 milhões de hectares, e em 4,8% no Rio Grande do Sul, estimada em 6,66 milhões de hectares. Caso essas projeções se confirmem, a produção da soja apenas nos estados da região Sul do país deve apresentar uma recuperação de 96,3%, contribuindo para a projeção de uma colheita de 150,36 milhões de toneladas do grão em todo o país. Só para o Rio Grande do Sul é esperado volume próximo a 22,35 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 145,3%, enquanto que no Paraná a produção estimada é de aproximadamente 21 milhões de toneladas, 71,3% maior que a registrada neste ciclo. A Conab também aponta para um bom desempenho para o milho primeira safra 2022/23 cultivado nas lavouras desta região. As estimativas mostram um aumento de 53,3% na produção dos três estados. O maior crescimento tende a ser registrado nos campos do Rio Grande do Sul impulsionados pela melhora na produtividade em 99,2%, com os produtores podendo colher 7 mil quilos por hectare. Com isso, é esperado um crescimento na produção da 1ª safra acima de 95%, sendo estimada uma colheita de 5,68 milhões de toneladas. Já em Santa Catarina, a recuperação da produtividade do cereal chega a 37,5% e pode ficar em 8.342 quilos por hectare. Essa melhora é acompanhada pelo resultado projetado na produção, previsto para 2,95 milhões de toneladas na temporada 2022/23. Cenário semelhante é esperado para o Paraná, no qual tanto a colheita da primeira safra como a produtividade devem crescer em 23,4%, com expectativa de atingir 8.517 quilos por hectares e 3,69 milhões de toneladas respectivamente. “O principal fator de risco para que essas projeções não sejam alcançadas é a possibilidade de chuvas irregulares e mal distribuídas nas principais regiões produtoras no último trimestre do ano e no início do ano seguinte, fator que deverá ser monitorado semanalmente pela Conab nos próximos meses”, pondera a superintendente de informações da agropecuária, Candice Romero Santos.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar emenda 3ª queda e vai abaixo de R$ 5,10

O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta segunda-feira e fechou no menor patamar em duas semanas, abaixo de 5,10 reais, castigado por clima de maior apetite por risco no exterior, valorização de commodities e percepção de cenário doméstico ainda atraente para o capital estrangeiro


A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário recuou 0,93%, a 5,0983 reais, menor nível para encerramento desde 29 de agosto (5,0330 reais). No acumulado dos últimos três pregões, o dólar recuou 2,7%. Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,08%, a 5,1250 reais. Já os preços de várias commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, têm mostrado alta nos últimos pregões. Enquanto isso, investidores continuaram monitorando o noticiário político brasileiro, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. O Goldman Sachs notou em relatório que algumas medidas de percepção de investidores em relação ao pleito têm se mantido "relativamente estáveis" conforme se aproxima 2 de outubro, o que eles atribuem a uma combinação de fatores que têm tirado o foco das incertezas político-fiscais do Brasil.

Entre esses elementos, o banco citou o elevado "carry" (retorno de taxa de juros) do real e a maior sensibilidade da moeda aos preços das commodities, dois pontos também mencionados por Mattos, da StoneX. No entanto, o Goldman Sachs alertou que um resultado acirrado nas urnas pode ser o maior risco de cauda para o real neste momento. Apesar do recente enfraquecimento do dólar, há grandes chances de uma recuperação acentuada da moeda norte-americana --tanto no mercado local quanto no internacional-- até o fim deste ano, avaliou Mattos, citando o efeito do atual ciclo de aperto monetário do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. O Fed já subiu sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano, e a maior parte dos mercados financeiros acredita que a autoridade monetária elevará os custos dos empréstimos em mais 0,75 ponto em seu encontro deste mês, nos dias 20 e 21. Dados de inflação norte-americanos de terça-feira serão avaliados de perto, já que podem oferecer pistas sobre a decisão do banco central na semana que vem.

REUTERS


Ibovespa avança antes de dado de inflação dos EUA

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, embalado pelo tom positivo de praças acionárias no exterior antes de um dado crucial de inflação nos Estados Unidos, que ajudará a balizar as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,98%, a 113.406,55 pontos. O volume financeiro da sessão somou 22,7 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 avançou mais de 1% na véspera de divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto, no qual agentes financeiros buscarão pistas sobre a duração e a profundidade do aperto monetário norte-americano. Para a decisão de juros do banco central dos EUA neste mês, o mercado precifica mais de 90% de chance de alta de 0,75 ponto percentual. Assim, o CPI - exceto se muito diferente do previsto - tende a influenciar as apostas para a decisão seguinte. Pesquisa Reuters com economistas aponta uma queda de 0,1% no CPI em agosto sobre julho e alta de 8,1% ano a ano. "A expectativa é que a inflação tenha arrefecido, mas se esse dado não vier conforme o esperado, os ânimos podem reverter esse apetite a risco que vemos no mercado", disse Álvaro Feris, especialista em investimentos da corretora Rico. No Brasil, a pesquisa Focus voltou a mostrar revisão para cima nas projeções de economistas para o crescimento do PIB brasileiro neste ano, para 2,39%, enquanto as estimativas para o IPCA foram novamente revisadas para baixo, a 6,40%.

REUTERS


Analistas veem inflação mais baixa e crescimento ligeiramente maior do PIB em 2022 e 2023, mostra Focus

Analistas voltaram a reduzir as projeções para a inflação neste ano e no próximo e a elevar as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto, mostrou pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira


A mediana das estimativas para o IPCA de 2022 das cerca de 100 instituições consultadas na sondagem caiu pela 11ª semana consecutiva, para 6,40%, de 6,61% na pesquisa anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu pela quarta semana seguida, a 5,17%, de 5,27% antes. Os novos números, que seguem acima do teto das metas para os dois períodos (5% e 4,75%), vêm após o IBGE ter informado na semana passada que o IPCA teve o segundo mês seguido de deflação em agosto, levando o índice acumulado em 12 meses a 8,73%. As projeções para a taxa básica de juros não sofreram ajuste nesta semana, e seguem em 13,75% (nível atual) para o fim deste ano e em 11,25% para 2023, mesmo após autoridades do Banco Central terem feito colocações na semana passada consideradas duras com a inflação, com o diretor de Política Monetária, Bruno Serra, ressaltando que a autarquia discutirá um ajuste residual nos juros. Para o PIB, a projeção de crescimento deste ano subiu ligeiramente --para 2,39%, de 2,26%--, também no 11º ajuste para cima consecutivo. Em 2023, analistas agora veem alta de 0,50%, ante 0,47% na semana passada. As instituições participantes do Focus também reduziram o prognóstico para o superávit comercial este ano, elevando em quase 6 bilhões de dólares a estimativa para o déficit em transações correntes --para 25 bilhões de dólares, de 19,10 bilhões de dólares.

REUTERS


Ministério confirma Valor Bruto da Produção agropecuária de R$ 1,2 trilhão em 2022

Montante é 0,3% inferior ao calculado pela Pasta para 2021. No grupo formado pelos cinco principais produtos da pecuária, o Ministério da Agricultura prevê VBP de R$ 369,1 bilhões, 4,4% menor que em 2021


O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira deverá somar R$ 1,207 trilhão em 2022, de acordo com nova projeção do Ministério da Agricultura divulgada na segunda-feira. O número é 0,3% menor que o calculado para o ano passado e representa uma leve redução na comparação com a estimativa publicada em agosto. Mesmo assim, está em linha com os dados projetados pela Pasta nos últimos seis meses. Lavouras Para os 17 produtos agrícolas que compõem o levantamento, o ministério prevê VBP de R$ 838,2 bilhões, um aumento de 1,7% ante 2021. O grupo é puxado pela soja, com VBP calculado em R$ 346,4 bilhões, 11,4% menos que no ano passado, por causa da quebra de safra no Sul e em parte de Mato Grosso do Sul. O milho aparece na sequência, com R$ 153,2 bilhões, acréscimo de quase 14% na comparação com 2021, quando o clima afetou a colheita. A cana-de-açúcar também apresenta desempenho positivo, com VBP de R$ 103 bilhões, alta de 10,3% no ano. Na lista de produtos em alta aparecem ainda o café (R$ 61,8 bilhões, aumento de 35,9%), o trigo (R$ 18,7 bilhões, incremento de 40,4%) e o tomate (R$ 15,3 bilhões, elevação de 23,8%). No grupo formado pelos cinco principais produtos da pecuária, o Ministério da Agricultura prevê VBP de R$ 369,1 bilhões, 4,4% menor que em 2021. Os bovinos lideram, com R$ 152,1 bilhões, queda de 5,4% ante o ano passado por causa da demanda doméstica retraída graças à retração do poder aquisitivo dos consumidores. Para o frango está projetada uma redução de 6,5%, para R$ 109,7 bilhões e para os suínos, uma diminuição de 8,8%, para R$ 31,1 bilhões. Já para o leite a projeção é de aumento de 2,7%, para R$ 56,1 bilhões. O cenário de ovos também é de alta, com incremento de 3,9% no VBP na comparação com 2021, chegando a R$ 19,8 bilhões. Mato Grosso lidera o ranking dos Estados, com VBP projetado de R$ 218,6 bilhões. Depois aparecem o Paraná (R$ 144 bilhões), São Paulo (R$ 141,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 137,7 bilhões) e Goiás (R$ 107,9 bilhões).

VALOR ECONÔMICO


Juros futuros têm leve alta, com ajuste e piora nas projeções para o IPCA em 2024

Os juros futuros encerraram o pregão da segunda-feira em ligeira alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva


O movimento, segundo participantes do mercado, é impulsionado por um ajuste após a queda recente nas taxas, além de refletir a nova piora das projeções de inflação para 2024, capturadas no Boletim Focus do Banco Central, que reforça as perspectivas de juros mais altos no país por um período mais extenso. Assim, no horário de encerramento da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 passava de 12,92% para 12,985%; a do DI para janeiro de 2025 avançava de 11,64% para 11,695%; a do DI para janeiro de 2026 subia de 11,35% para 11,39%; e a do DI para janeiro de 2027 saltava de 11,29% para 11,30%.

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