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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 21 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 21| 02 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: preços sobem em 24 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria

Nas regiões paulistas, a referência para os negócios envolvendo machos terminados já se aproxima de R$ 330/@, informam a Agrifatto e IHS Markit


Nesta quarta-feira (1/12), os preços do boi gordo registraram avanço em 24 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria. A virada de mês, período de entrada dos salários (além do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro), pode estimular a procura dos consumidores pela carne bovina, o que pode obrigar a indústria compradora a intensificar ainda mais a busca pela boiada gorda nas regiões brasileiras. Além disso, a oferta extremamente baixa de animais prontos para abate contribui para o forte e consistente movimento de valorização da arroba em todo o País. Segundo a Scot Consultoria, na manhã desta quarta-feira (1/12), os compradores de São Paulo estiveram ativos com o objetivo de alongar as escalas de abate. “A indústria se prepara para as festas de final de ano, na expectativa de melhoria no consumo interno”, ressalta a consultoria. Na comparação diária, as cotações do boi, vaca e novilha gordos subiram R$ 3/@ na quarta-feira. A referência de preço está em R$ 320/@ para o boi gordo, R$ 299/@ para vaca gorda e R$ 309/@ para novilha gorda (preços brutos e a prazo), segundo os dados da Scot. De acordo com a consultoria Agrifatto, o ambiente de disputa entre frigoríficos e pecuaristas vai se acirrando cada vez mais. Porém, na avaliação dos analistas da Agrifatto, no mercado atacadista de carne bovina, as vendas ainda não evoluíram conforme o esperado e, com isso, “a continuação da alta das semanas anteriores é posta em xeque”. Entre as principais regiões pecuárias do Brasil, a cotação da arroba bovina seguiu com movimento consistente de alta nas localidades do Centro-Sul, em razão do descompasso entre oferta e demanda, informa a IHS. No geral, aos frigoríficos que atuam na região Centro-Sul apresentam escala de abate média de 4 dias úteis e, sendo assim, as indústrias precisam pagar valores maiores para conseguir preencher e estender as suas programações de abate, avalia a IHS. Segundo a consultoria, as cotações máximas do boi gordo já estão na casa de R$ 330/@ (valor bruto) nas praças do interior paulista e também no Triângulo Mineiro. No Centro-Oeste, os preços da arroba também voltaram a subir na quarta-feira. No Mato Grosso do Sul, a arroba chega a valer R$ 320/@. Em Goiás, os negócios com boiadas gordas saem por até R$ 325/@. No Mato Grosso, além da maior demanda dos compradores locais, agentes de São Paulo entraram comprando, dando suporte aos preços do boi gordo. Em Cuiabá, a arroba se aproxima dos R$ 310. Na região Sul, os preços do boi gordo reagiram no Paraná e no Rio Grande do Sul, em função da necessidade de atender contratos de exportação, além da baixa oferta de animais gordos. Nas praças pecuárias das regiões Norte e Nordeste, o mercado opera com preços estáveis. As máximas locais estão em torno de R$ 300/@ para desconto do Funrural, com raras exceções de negócios acima desse patamar. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram variações mistas na sessão de terça-feira. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 321/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 298/@ (prazo) vaca a R$ 288/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 293/@ (prazo).

PORTAL DBO


Exportação de carne bovina in natura caiu pela metade em novembro

Não há horizonte promissor para que as exportações para a China sejam retomadas


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura caíram pela metade em comparação a novembro do ano passado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho foi muito fraco, mas já era esperado devido ao imbróglio com a China, após a detecção de dois casos de doença da vaca louca atípica no início de setembro. As exportações das carnes de animais abatidos após 4 de setembro seguem embargadas. "Enquanto esse embargo continuar, não vai ter avanço dos embarques. Não há uma perspectiva de melhora. No mercado doméstico a gente viu uma recuperação surreal, muitas negociações acontecendo, mercado firme, mas alcançando um teto. A sensação que fica é de desperdício, porque basicamente, se a China estivesse presente no mercado, essa alta de preço no Brasil estaria mais consistente do que ela já é", afirmou. A receita obtida com as exportações em novembro, US$ 399,5 milhões representa 54,1% do montante obtido em e 2020, com US$ 738,4 milhões. No volume, as 81.174 toneladas representam 48,3% do total exportado em novembro do ano passado, com 167.736 toneladas. Por média diária a receita alcançou US$ 21.030, o que é 43,05% menor do que a de novembro do ano passado. Em toneladas, a média diária, chegou a 4.272 toneladas, queda de 49,06% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 4.922 em novembro, ele é 11,81% superior ao praticado em novembro passado.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: preços em queda na quarta-feira

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 140,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial caiu 1,92%/1,85%, valendo R$ 10,20/R$ 10,60 o quilo


Na cotação do animal vivo, segundo o Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (30), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, cotado a R$ 6,36/kg. Houve queda de 0,77% em São Paulo, chegando a R$ 7,69/kg, recuo de 0,31% no Paraná, atingindo R$ 6,53/kg, e baixa de 0,30% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,75/kg, e de 0,13% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,48/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne suína desaceleram em novembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura encerraram o mês de novembro com desempenho menor do que o do mesmo mês do ano passado


Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a finalização deste mês mostra a China menos ativa no mercado, com a suinocultura local recuperando os preços da proteína, mais estoques estatais formados e financiamentos mais atrativos para os produtores investirem na produção. "A nova cota oferecida pela Rússia para importar carne suína brasileira vai ajudar um pouco a ir preenchendo essa lacuna que a China está deixando aos poucos", disse. A receita com a movimentação de novembro, US$ 158,4 milhões, representou 84,06% do montante de novembro de 2020, com US$ 188,5 milhões. No volume embarcado, as 70.245 toneladas, ele é 92,2% do total exportado em novembro do ano passado, com 76.180 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.341, valor 11,51% menor do que novembro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 14,4%. Em toneladas por média diária, 3.697 toneladas, recuo de 2,94% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, retração de 14,14%. No preço pago por tonelada, US$ 2.256, ele é 8,84% inferior ao praticado em novembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representou leve queda de 0,3%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Frango: cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,55/kg

Na cotação do animal vivo, estabilidade em Santa Catarina, valendo R$ 3,70/kg e no Paraná, custando R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na quarta-feira. Segundo o Cepea/Esalq, com informações referentes à terça-feira (30), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com valores estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,85/kg e R$ 7,26/kg. Cepea/Esalq


Embarques de carne de frango têm faturamento 27% maior em novembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura encerraram o mês de novembro com alta no faturamento


Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume embarcado foi um pouco mais fraco que outubro, mas a razão é a quantidade de feriados em novembro. "Ainda assim, o desempenho das exportações de carne de frango é excelente, e devemos encerrar 2021 com 4,5 milhões de toneladas embarcadas para mais de 100 destinos. Com a questão cambial e os casos de gripe aviária na Europa e Ásia, a carne de frango brasileira ficou ainda mais competitiva", disse. A receita em novembro ficou em US$ 547,2 milhões, superando em 27,3% o montante obtido em 2020, com US$ 429,6 milhões. No volume embarcado, 305.910 toneladas, ele representou 94,4% do total exportado em novembro do ano passado, com 324.176 toneladas. Na receita por média diária, US$ 28.803, ela foi 34,08% maior do que novembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 15,27%. Em toneladas por média diária, 16.100, leve queda de 0,67% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 1788 ele é 34,99% superior ao praticado em novembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 1,11%.

AGÊNCIA SAFRAS


Hungria relata gripe aviária H5N1 em fazenda de perus

A Hungria relatou um surto do vírus da gripe aviária altamente patogênico H5N1 em uma granja de perus, enquanto as autoridades também encontraram o vírus em um cisne morto na região leste do país, o National Food Chain Safety Office (Nebih) disse na quarta-feira


O surto no condado de Bekes levou ao abate de quase 5.000 perus em uma fazenda onde o vírus foi detectado na terça-feira. Na quarta-feira, o H5N1 também foi detectado no condado vizinho de Hajdu-Bihar em um cisne morto. Duas semanas atrás, mais de 38.000 patos foram mortos em uma fazenda, bem como cerca de 500 gansos em uma segunda fazenda devido a um surto de gripe aviária na região sul de Bacs-Kiskun.

Reuters


CARNES


União Eurasiática amplia cota para importação de carnes com tarifa zero

Bloco é composto por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão


A União Econômica Eurasiática (UEA), bloco composto por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão, aprovou a ampliação de cotas para importação, com tarifa zero, de carne bovina e suína destinada ao processamento. O Brasil poderá ser um dos beneficiados pela medida. A cota russa para carne bovina, de 200 mil toneladas, será válida para todo o ano de 2022. Para a carne suína, a cota russa será de 100 mil toneladas, com validade entre 1º de janeiro e 30 de junho do próximo ano. A medida, aprovada esta semana, prevê cotas que totalizam 38,5 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para os demais mercados do bloco. Dessa fatia, 5 mil toneladas são para a Armênia, 21 mil para o Cazaquistão, 5 mil para o Quirguistão e 7,5 mil para Belarus. Há ainda cotas de carne suína congelada. São 5 mil toneladas para a Armênia e 7 mil para o Cazaquistão. O volume de carne suína fresca, refrigerada ou congelada para Belarus é de 20 mil toneladas.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


BRF projeta 'boom' de festas de final de ano e vendas em níveis pré-Covid

Ceias fartas e reuniões de amigos e familiares que querem tirar o atraso após quase dois anos de pandemia deverão fazer as festas de final de ano melhores do que em 2019, quando não havia restrições devido ao coronavírus, avaliou a companhia de alimentos BRF, líder nos chamados produtos natalinos


Mas não apenas esta demanda represada será responsável por trazer bons resultados para a empresa dona de marcas como Sadia e Perdigão, disse à Reuters o VP de Mercado Brasil da BRF, Sidney Manzaro. Ele ressaltou que a companhia se preparou para o período, e que os cenários traçados das flexibilizações sociais e cobertura vacinal estão se confirmando, ao mesmo tempo em que acredita que o aparecimento no Brasil da nova variante do vírus, Ômicron, não muda projeções. Ele não divulgou projeções mais detalhadas, mas disse que a empresa também aposta em mesas fartas, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador e de pressão de custos --com a alta de importantes insumos, os preços das carnes subiram em 2021.Contudo, Manzaro citou a vantagem de preços das carnes de aves e suínas --foco da BRF-- sobre a bovina, um movimento que tende a se acentuar no Natal e Ano Novo. A participação de frango no consumo de proteínas no Brasil aumentou para 43%, enquanto em carne suína subiu para 15%, a de ovos subiu para 19%, e a bovina caiu pra 23%, segundo dados oficiais citados pela BRF. "Bovinos continua fora do jogo comemorativo, ele tem perdido cada vez mais espaço... e nunca esteve tão distanciado o boi do frango, até mesmo agora do suíno", disse o executivo, lembrando que um peru é muito mais competitivo que uma peça de picanha, e ainda serve melhor um número maior de convidados de uma festa. Em termos competitivos com outros produtos, efeitos cambiais também deverão tirar o brilho de importados, com o bacalhau, acrescentou. Questionado sobre a concorrência de gigantes como a JBS, que atua com a marca Seara em processados, o executivo da BRF disse que empresa vem ganhando participação de mercados nos últimos anos neste segmento de festas.

Para o VP de Mercado Brasil da BRF, as tradicionais marcas da empresa vão preponderar porque os consumidores farão escolhas por produtos conhecidos, para "não errar" em uma ceia tão aguardada. E também porque a companhia tem investido em inovações, como um peru com crosta crocante e chester temperado para churrasco, que devem impulsionar as vendas de produtos de maior valor agregado e com mais praticidade no preparo. Segundo dados fornecidos pela BRF, a companhia é líder de mercado com mais de 57% de participação em aves especiais e mais de 73% no mercado de perus, disse a empresa com base em números da Nielsen Scantrack, de 2020. Em suínos, a empresa afirma ter a liderança dos suínos de Natal, sendo o pernil o corte de destaque dentre os itens do portfólio.

REUTERS


Alles investe R$ 85 milhões em processadora de carnes em MS

Empresa terá financiamento de R$ 52,3 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste para o projeto


O governo de Mato Grosso do Sul aprovou em 30/11 um financiamento de R$ 52,3 milhões por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para a Alles, de processamento de carnes bovina, suína e de aves, instalar uma fábrica no Estado. A unidade, que ficará no município de Aparecida do Taboado, receberá investimento total de R$ 85,5 milhões. Segundo o governo estadual, o empreendimento deve gerar 150 empregos diretos e entrar em operação em janeiro de 2023. A empresa fabrica hambúrgueres, almôndegas, carne moída bovina, linguiça, mortadela, presunto e apresuntado, comercializados com as marcas Alleza e Chuletão, com forte atuação no Rio Grande do Sul. “É mais um empreendimento que segue a lógica da agregação de valor às proteínas animais que são produzidas em Mato Grosso do Sul. Ele será instalado em Aparecida do Taboado com o apoio da prefeitura municipal, que doou terreno para instalação”, disse, em nota, o Secretário de Agricultura do Estado, Jaime Verruck.

VALOR ECONÔMICO


Rússia reabre mercado para mais duas plantas da Minerva

Há duas semanas, russos já haviam reabilitado frigorífico da empresa em Mirassol d’Oeste (MT) e habilitado a unidade de Rolim de Moura (RO)


A Rússia anunciou ontem que reabilitou mais dois frigoríficos da Minerva - localizados em José Bonifácio e Barretos, ambos no Estado de São Paulo - para exportações de carne bovina brasileira ao país. A decisão passou a valer a partir da quarta-feira. Há duas semanas, a Rússia já havia reabilitado a unidade da Minerva em Mirassol d’Oeste (MT), que estava suspensa. Na ocasião, os russos também habilitaram a planta da companhia localizada em Rolim de Moura (RO). Com o anúncio da quarta-feira, subiu para 19 o número de estabelecimentos de carne bovina liberados para exportar à Rússia após a viagem da Ministra Tereza Cristina a Moscou, em novembro. Na lista de habilitados para vender aos russos há ainda 14 frigoríficos de carne suína e 29 de carne de aves, além de 26 plantas de lácteos.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Com previsão de R$ 300 milhões para contratações, orçamento de 2022 é aprovado por comissão

A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, na quarta-feira, o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022. O projeto supriu o déficit de R$ 4,3 bilhões previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias e destacou R$ 300 milhões para a contratação de novos servidores públicos, com destaque para a realização dos concursos públicos para a Polícia Militar e da Polícia Civil


O orçamento prevê, ainda contratações no Instituto Água e Terra, na Adapar e de professores da educação básica. Além disso, há a previsão dos R$ 1,2 bilhão para o reajuste do funcionalismo e R$ 573 milhões para o pagamento de promoções e progressões. Com isso, a previsão de despesas de pessoal sofreu um acréscimo de 10,4% em relação ao atual exercício, saltando de R$ 17,7 bilhões para 19,5 bilhões. “Entre as demandas a que mais pressionam o governo do estado e a população é a falta de policiamento. Há uma previsão de recurso bastante significativa para contratação de profissionais de segurança pública, tanto da polícia civil e da polícia militar, e isso nos dá uma garantia que serão contratados”, afirmou o relator do orçamento, deputado Tiago Amaral (PSB). O orçamento total é 8% superior ao aprovado para 2021, prevendo receitas e despesas idênticas em R$ 54,64 bilhões. “Apesar de conservador, foi suprimido o déficit de R$ 4,3 bilhões do orçamento fiscal previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O Estado fez supressão de despesas e aumentou expectativa de arrecadação. É bem provável que tenhamos um desempenho até acima daquilo o que previsto pela Secretária da Fazenda”, disse Amaral. De acordo com o relator, o cenário de arrecadação teve melhora significativa até o momento, sendo quase 20% superior ao previsto para o ano de 2021. A LOA registrou ainda crescimento superior a 11% das despesas em segurança, saúde e educação. Desta forma, a proposta prevê a destinação de R$ 6,1 bilhões para a saúde, R$ 10,9 bilhões para a educação e R$ 4,9 bilhões para a segurança pública. O relator lembrou também que, apesar do crescimento, o orçamento fiscal de 2022 é menor do que o proposto em 2020, antes da pandemia. Segundo o relatório, o orçamento de 2022 acumula queda de 2% em relação ao de 2020. O relatório aprovado na comissão acatou 450 emendas à despesa, 126 ao conteúdo programático, 70 emendas coletivas e 180 ao texto da Lei, respeitando a prerrogativa constitucional de acompanhamento e fiscalização da peça orçamentária. “As emendas foram acatadas para que o Governo priorize as sugestões do parlamento”, destaca o relator. A LOA deve ser votada no plenário da Assembleia na próxima semana.

GAZETA DO POVO


Paraná tem o melhor saldo de empregos de janeiro a outubro desde 2004

Os 176.560 empregos gerados em 2021 representam o maior recorte para o período de janeiro a outubro desde 2004, começo da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número é quase 24% maior do que o recorde anterior, de 2010. O comparativo foi feito pelo Departamento do Trabalho da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho.


Na série histórica, o crescimento também é cerca de 400% superior a 2020 (33.615), ano da chegada do coronavírus ao País. O resultado absoluto do Paraná é o quarto maior do Brasil neste ano, atrás apenas de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. O comparativo leva em consideração as mudanças de metodologia aplicadas pelo Ministério do Trabalho e da Previdência nos últimos meses. Em relação ao balanço de outubro, com 15.747 vagas, é o segundo melhor resultado para o mês desde 1996. O recorde anterior tinha sido em 2020, com 30.632, na esteira da reabertura de algumas atividades econômicas que foram afetadas pela pandemia. Sem esse ano atípico, o resultado de 2021 foi 5% maior do que 2010 (14.954), recorde da série histórica até então. A alta no ano está amparada no crescimento da indústria geral (38.030), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (35.280) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (29.469). Também registraram bons números administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (14.574), construção (11.917), transporte, armazenagem e correio (6.791), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3.530), alojamento e alimentação (3.367), outras atividades de serviços (2.659), artes, cultura, esporte e recreação (774) e serviços domésticos (17). No mês, a alta foi puxada pelos setores de serviços, com saldo de 6.800 vagas, e de comércio, com 5.171 vagas. Na sequência, estão a indústria (3.723) e os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (219). O único setor em baixa no período foi o de construção civil, com saldo negativo de 166 vagas. Em paralelo a esse movimento, o desemprego caiu no Paraná no terceiro trimestre de 2021 (julho a setembro), chegando a 8%, um ponto percentual a menos do que no segundo trimestre (abril a junho). É o quinto menor indicador do País, que tem média de 12,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada na terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na série histórica, é a quarta queda consecutiva na taxa, que teve pico de 10,5% no meio da pandemia. O índice de 8% é o mesmo do primeiro trimestre de 2020, indicando que o Estado conseguiu se recuperar dos efeitos do coronavírus sobre o mercado de trabalho

Agência de Notícias do Paraná


Governo anuncia a ampliação dos programas Renova PR e Paraná Competitivo

O Governo do Paraná anunciou, em evento realizado na sede do IDR-Paraná, na quarta-feira (01/12), em Curitiba, a ampliação dos programas RenovaPR e Paraná Competitivo, com o objetivo de reduzir os custos da atividade rural, por meio do fomento à geração de energia solar, biogás e biometano


Dois decretos foram assinados pelo governador Ratinho Junior, juntamente com o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara. Eles deverão ser publicados em breve no Diário Oficial do Estado e, na sequência, a Secretaria de Estado da Fazenda irá regulamentar a operacionalização das medidas. “O primeiro Decreto inclui projetos de apicultura e turismo rural no RenovaPR, além de ampliar a modalidade de equalização dos juros dos projetos enquadrados no programa, dentro dos limites estabelecidos na nova legislação”, explica o Coordenador Jurídico do Sistema Ocepar, Rogério Croscato. Ainda de acordo com ele, o outro Decreto altera o Programa Paraná Competitivo, para permitir que as cooperativas possam realizar investimentos na diversificação em fontes de geração de energia renovável, utilizando créditos acumulados do ICMS habilitados no Siscred - Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos, obedecendo aos critérios estabelecidos por meio de Resolução da Secretaria de Estado da Fazenda. Serão destinados R$ 1 bilhão para esta nova modalidade nos próximos quatro anos. “Este valor é um direito das cooperativas paranaenses que, em uma ação assertiva do Governo do Estado, vincula esta utilização dos recursos do ICMS aos investimentos em energia renovável, possibilitando o fomento à economia paranaense por meio de aquisições de equipamentos dentro do Estado, gerando mais empregos e renda à sociedade e, principalmente, agregando melhor renda ao pequeno e médio produtor rural”, ressalta Croscato. De acordo com o Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, as medidas são muito positivas para o cooperativismo e para o agronegócio paranaense e são resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Estado e o setor produtivo. “O Sistema Ocepar atuou, juntamente com as secretarias de Estado da Agricultura e da Fazenda e, ainda, com a InvestParaná, para promover a viabilização da ampliação do fomento à geração de energias renováveis. Essa iniciativa é de grande relevância para a execução do planejamento estratégico das cooperativas paranaenses, pois abre a possibilidade de otimizar os custos para os cooperados e agroindústrias, garantindo o insumo extremamente necessário ao crescimento sustentável das cooperativas, que é a energia elétrica”, afirma Ricken, que acompanhou o evento na sede do IDR-PR.

IMPRENSA OCEPAR


Porto de Paranaguá conclui detonação de rochas submersas no Canal da Galheta

Rochas serão retiradas do fundo do mar e depois de britadas serão encaminhadas aos sete municípios do litoral do Paraná


As perfurações e detonações na Pedra da Palangana, necessárias para a expansão do calado do Porto de Paranaguá, foram concluídas nesta semana. Segundo informações da Portos do Paraná, empresa que administra o terminal, a etapa era uma das mais delicadas dentro das obras de derrocagem realizadas para aprofundar o Canal da Galheta, principal ponto de acesso ao porto. O trabalho segue nas próximas semanas, com a remoção das pedras retiradas do fundo do mar, que serão posteriormente britadas e destinadas aos sete municípios do litoral. A expectativa é que os trabalhos estejam concluídos até janeiro de 2022.

GAZETA DO POVO


MEIO AMBIENTE


Indústria brasileira de carnes avança em ranking de sustentabilidade, diz FAIRR

As empresas JBS, Marfrig, Minerva e BRF avançaram no ranking de sustentabilidade Coller FAIRR Protein Producer Index 2021, que avaliou 60 companhias globais de proteína animal, segundo o estudo divulgado na quarta-feira (01)


O estudo considera dez indicadores de risco, entre os quais emissões de gases do efeito estufa, uso da água, desmatamento e bem-estar animal. A Marfrig é a empresa brasileira com a melhor colocação no ranking e foi classificada como de baixo risco pelo segundo ano consecutivo. “A posição da Marfrig no ranking da FAIRR mostra que os nossos esforços são efetivos e trazem resultados para todos os nossos stakeholders”, disse o Diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig, Paulo Pianez, em nota divulgada pela empresa. “Mas sabemos que estamos em um processo contínuo e crescente, cuja meta é aliar produção sustentável e desenvolvimento da agropecuária. Nosso trabalho cotidiano é para avançar permanentemente.” A JBS e a Minerva receberam a classificação de médio risco para questões de sustentabilidade. A BRF ficou no limiar entre médio e baixo risco. A JBS disse em comunicado que sua pontuação no ranking tem evoluído consistentemente a cada ano, partindo de 38% em 2018 para 39% em 2019, 51% em 2020 e 57% em 2021. “A evolução da nota da JBS ano após ano reflete a prioridade que as questões ESG vêm recebendo na companhia. A sustentabilidade, definitivamente, passou a ser a nossa estratégia de negócios”, disse o Diretor de Sustentabilidade da JBS, Márcio Nappo. “Neste ano assumimos o compromisso de ser net zero até 2040, e estamos focados em ações para reduzir emissões em toda a nossa cadeia de valor. Muitos desses desafios são setoriais, por isto é importante também ver a melhora das demais empresas.” O estudo também mostra que entre as 22 companhias globais de proteína animal avaliadas por desmatamento relacionado à produção de gado, quatro têm metas para atingir desmatamento zero de 100% da cadeia produtiva: JBS, Marfrig, Minerva e a norte-americana Tyson. “As processadoras brasileiras de carne bovina finalmente responderam ao escrutínio crescente do mercado com compromissos mais substanciais e investimentos para tratar do desmatamento vinculado à produção de gado; entretanto, seus desempenhos continuam desequilibrados”, disse o relatório. “Nenhum produtor de carne bovina no Brasil tem capacidade de rastrear totalmente todo o ciclo de vida do seu gado, o que significa que a lavagem [sic!] de gado é prevalente.”

CARNETEC


ECONOMIA/INDICADORES


PIB cai 0,1% no terceiro trimestre e confirma recessão técnica no país

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,1% no terceiro trimestre, em comparação aos três meses anteriores. No segundo trimestre, a geração de riquezas já havia encolhido 0,4%, conforme dado revisado. Os dois resultados negativos em sequência configuram o que economistas chamam de recessão técnica


O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e veio abaixo do ponto médio das projeções de mercado, que sinalizava para estabilidade. O resultado também frustrou as expectativas do Ministério da Economia, que contava com alta de 0,4%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o PIB subiu 4%. No acumulado de quatro trimestres, que indica a geração de riquezas ao longo de um ano inteiro, o crescimento foi de 3,9%. O resultado do terceiro trimestre vem num momento em que as projeções de crescimento econômico vêm caindo. Segundo o relatório Focus (um conjunto de previsões de bancos, consultorias e corretoras compiladas pelo Banco Central), a expectativa para o PIB deste ano, em baixa há sete semanas, chegou a 4,78%. Para 2022, as projeções caem há oito semanas e agora apontam para expansão de apenas 0,58%. Na divisão por grandes setores (ótica da oferta), os resultados foram os seguintes: Serviços: +1,1% em relação ao segundo trimestre de 2021 e +5,8% em relação ao terceiro trimestre de 2020 Indústria: 0% em relação ao segundo trimestre de 2021 e +1,3% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Agropecuária: -8% em relação ao segundo trimestre de 2021 e -9% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Sob a ótica da demanda, o IBGE revelou as seguintes variações no terceiro trimestre: Consumo das famílias: +0,9% em relação ao segundo trimestre de 2021 e +4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Consumo do governo: +0,8% em relação ao segundo trimestre de 2021 e +3,5% em relação ao terceiro trimestre de 2020 Investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo): -0,1% em relação ao segundo trimestre de 2021 e +18,8% em relação ao terceiro trimestre de 2020. O IBGE aponta que o PIB está nos níveis do fim de 2019 e ainda está 3,4% abaixo do ponto mais alto de atividade econômica do país, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Segundo o economista Alexandre Almeida, da CM Capital, o resultado veio pior do que o esperado. O que segurou o desempenho foi o setor de serviços, do lado da oferta, e o consumo das famílias, do lado da demanda.

GAZETA DO POVO


Dólar fecha em alta de olho no Fed e PEC dos Precatórios

Se a sinalização inclinada à retirada de estímulos dada pelo Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, apenas limitou as perdas do dólar no pregão da véspera, ontem a mensagem ecoou de forma mais firme nos mercados de câmbio globais


Embora o dirigente não tenha avançado em nada relativamente ao que disse no Senado, o depoimento dado na Câmara serviu para reforçar que o Federal Reserve vai, sim, discutir a aceleração da normalização da política monetária no país. Diante de um quadro ainda incerto em relação à variante ômicron do coronavírus e também de incertezas relativas à PEC dos Precatórios, o dólar apagou as perdas registradas na primeira metade do dia encerrou em alta de 0,59%, a R$ 5,6703. Já o índice DXY da ICE, que compara a força do dólar contra uma cesta de divisas de países desenvolvidos, deixou as mínimas do dia e operava em alta marginal de 0,03%, aos 96,02 pontos. Em seu depoimento à Câmara dos Deputados, Powell voltou a dizer que o Fed deve discutir uma aceleração do ‘taper’ na reunião deste mês. “Não podemos agir como se tivéssemos certeza de que a inflação vai cair em 2022”, comentou. “É até difícil conciliar o fechamento dos juros das treasuries e a alta do euro vista desde ontem, um dia em que Powell confirmou que pode acelerar o processo do ‘taper’”, nota Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. “Por outro lado, é preciso contextualizar que o euro veio de US$ 1,18 para US$ 1,12 em pouquíssimo tempo, então acredito que parte disso foi uma consolidação. Ainda assim, o cenário segue sendo de dólar mais forte.” No Brasil, acrescenta o profissional, o fato de que o real tem tido performance abaixo dos pares nos últimos pregões pode ser reflexo da saída sazonal de recursos de fim de ano, em meio à remessa de lucros e dividendos. Ontem, o Banco Central injetou US$ 1 bilhão no mercado via leilão de linha, operação que envolve a venda com compromisso de recompra de dólares e é tradicional no último mês do ano. Ainda na cena doméstica, outro fator de desconforto são as dificuldades encontradas pelo governo na tramitação da PEC dos Precatórios no Senado.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa CAI E volta ao patamar de novembro de 2020

O Ibovespa não resistiu ao noticiário negativo relacionado ao avanço da variante ômicron e fechou os negócios renovando sua mínima anual, voltando ao patamar do dia 5 de novembro de 2020. Após ajustes, o índice fechou em queda de 1,12%, aos 100.774,57 pontos


O volume negociado durante a sessão foi de R$ 25,6 bilhões. Segundo analistas gráficos da Ágora, "mantendo-se abaixo do suporte marcado aos 102.000 pontos, o índice teria espaço para seguir recuando em busca dos próximos patamares de 97.500 ou 93.400 pontos”. Durante o dia, agentes passaram a olhar com ainda mais preocupação para a variante ômicron do novo coronavírus, já que os primeiros casos da nova cepa foram descobertos no Brasil e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a Alemanha registrou o maior número de mortes por covid19 em 9 meses. "Ainda existem muitas questões no ar, como a eficácia das vacinas contra a variante e como as pessoas infectadas irão se comportar. O mercado ficará as próximas semanas em compasso de espera, reagindo pontualmente às notícias positivas e negativas, monitorando internações, mortes. Se o problema for grave, voltaremos a ver impactos na dinâmica da economia, o que pode piorar o problema de inflação", disse o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima. Para além do temor sanitário, o Presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a afirmar que o BC americano pode acelerar seu programa de redução de estímulos para tentar frear o avanço da inflação. Isso terá impacto direto nas economias emergentes, que verão os níveis de liquidez diminuírem. Localmente, investidores aguardavam o desfecho da PEC dos Precatórios. A PEC ainda está passando por mais ajustes para angariar os votos necessários para aprovação.

VALOR ECONÔMICO


FGV - IPC-S acelera alta a 1,08% em novembro

A alta do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a 1,08% em novembro, de 0,77% em outubro, de acordo com os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) informados na quarta-feira


Com esse resultado, o índice passou a acumular em 12 meses até novembro avanço de 9,89%. Os dados da FGV mostram que os preços de Transportes dispararam 3,07% em novembro, depois de subirem 1,31% no mês anterior. Já o avanço dos custos de Habitação acelerou a 0,56%, de 0,37% em outubro.

Reuters


Crescimento do PIB do Brasil em 2021 cai de 5,2% para 5%, diz OCDE

Segundo a organização, gargalos na oferta, baixo poder aquisitivo, taxas de juros mais altas e incertezas na política econômica desaceleraram o ritmo da recuperação do País


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) diminuiu sua projeção para o crescimento do PIB do Brasil este ano para 5,0%, ante os 5,2% estimados em setembro. Para 2022, a estimativa da instituição, que tem sede em Paris, é de avanço de 1,4% e, no ano seguinte, uma expansão de 2,1%. De acordo com relatório “Perspectivas Econômicas da OCDE”, divulgado nesta quarta-feira, 1°, o ritmo da campanha de vacinação acelerou e a atividade econômica, sustentada pelo consumo e por investimentos privados. A organização considerou que as exportações têm se beneficiado da recuperação global e de uma taxa de câmbio mais fraca. No entanto, os gargalos na oferta, um baixo poder aquisitivo, as taxas de juros mais altas e as incertezas de política econômica desaceleraram o ritmo da recuperação. A instituição lembrou ainda que o mercado de trabalho tem se recuperado com um certo atraso e que o desemprego permanece acima dos níveis pré-pandemia. Além disso, salientou que a inflação subiu “significativamente” nos últimos meses, levando o Banco Central a aumentar a taxa de juros para 7,75% ao ano. Para a OCDE, gargalos de suprimentos têm dificultado a recuperação da produção industrial, que permanece 3% abaixo dos níveis pré-pandemia. Além disso, a aceleração da inflação prejudica a recuperação do atacado, do varejo e dos serviços. “Um poder aquisitivo mais baixo e os juros mais altos interromperam a recuperação da confiança do consumidor e dos negócios, desacelerando o ritmo de recuperação da demanda doméstica.”

O ESTADO DE SÃO PAULO


Balança comercial tem déficit de US$ 1,3 bi no pior novembro em 7 anos

A balança comercial brasileira teve déficit de US$ 1,3 bilhão em novembro, pior resultado para o mês desde 2014 (-US$ 2,7 bilhões), alcançado em meio ao avanço mais expressivo das importações, movimento que tem sido observado há meses


O resultado, divulgado na quarta-feira (1°) pelo Ministério da Economia, veio em linha com estimativa de analistas de um saldo negativo de US$ 1,2 bilhão, conforme pesquisa da Reuters.

No mês passado, as exportações ficaram em US$ 20,3 bilhões, alta de 23,2% pela média diária. Os volumes vendidos caíram 5,6%, enquanto os preços subiram 24,1%. As importações, por sua vez, saltaram 53,1% na mesma base, a US$ 21,6 bilhões, puxadas tanto pelo aumento de preços (+34,7%) quanto pelo volume comprado (+4,5%). No acumulado de janeiro a novembro, o superávit da balança é de US$ 57,2 bilhões, contra saldo positivo de US$ 47,7 bilhões do mesmo período do ano passado. Para 2021, a expectativa mais recente do Ministério da Economia, divulgada em outubro, foi de um superávit comercial de US$ 70,9 bilhões, o que seria um valor recorde para a série, iniciada em 1989.

Reuters


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