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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 182 DE 01 DE AGOSTO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 182 |01 de agosto de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Ritmo de negócios permaneceu truncado em julho. arroba perdeu força nesta virada de mês

O mês de julho fechou com uma nova rodada de queda do boi gordo em algumas praças brasileiras, sobretudo na região do Centro-Oeste


“O mercado físico do boi gordo cedeu às pressões de baixas empregadas pelos frigoríficos nesta última semana de julho”, relatam os analistas da IHS Markit. Nas praças de São Paulo, referência para outras regiões de pecuária do País, o boi gordo fechou o último dia útil do mês (29/7) com estabilidade, informa a Scot Consultoria. “Com parte das indústrias fora das compras e com escalas de abate consideravelmente alongadas para o período, os preços do boi, vaca e novilha gordos permaneceram estáveis na sexta-feira”, relatou a Scot. Na praça paulista, o macho “comum”, destinado ao mercado interno, continua valendo R$ 308/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 280/@ e R$ 300/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Negócios envolvendo bovinos padrão-China são fechados ao redor de R$ 320/@ nas regiões de São Paulo, de acordo com os dados da Scot. Na avaliação dos analistas da IHS Markit, a despeito das quedas recentes da arroba em algumas praças, não há espaço para recuos generalizados em agosto. “Deve haver um quadro de estabilidade nos preços da arroba, porém com a continuidade na especulação baixista no curto prazo, em função do avanço das escalas de abate para além da primeira semana do próximo mês”, prevê a consultoria. No mercado atacadista, os preços dos principais cortes registraram altas generalizadas na etapa final desta semana, em meio ao ritmo maior de vendas, informa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca R$ 275/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 272/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 284/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 263/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Preço do suíno vivo apresenta involução de 5,4% no decorrer da última semana

A fragilidade que acompanhou o mercado de carne suína no decorrer de julho alcançou os negócios com o suíno vivo e os preços retrocederam no decorrer da última semana.


O acompanhamento do preço médio diário do suíno vivo aponta que depois de apresentar estabilidade por 24 dias consecutivos no decorrer de julho, a cotação sofreu retrocesso que derrubou o preço para valor 5,4% abaixo do recebido na abertura do mês, bem diferente da evolução obtida no mesmo período do ano passado e na média histórica dos últimos 12 anos. Se conseguisse acompanhar o índice de evolução do ano passado e da média histórica, o preço atualmente praticado seria de, respectivamente, R$143,70 e R$153,10. No entanto, se encontra a 92,2% e 86,5% desses valores, também respectivamente.

Embora o histórico mostre que os preços apresentam evolução nos últimos dias do mês, as condições seguem fragilizadas no mercado consumidor e à espera de maior movimentação da mercadoria que tende a acontecer somente com restauração da capacidade aquisitiva da população. Assim, a tendência aparenta ser de manutenção da cotação do suíno vivo no último dia de negócios de julho.

SUISITE


FRANGOS


Frango/Cepea: Preço do pintainho atinge patamar recorde

Os preços do pintainho de corte de um dia, que historicamente têm poucas variações durante o ano, têm se elevado consecutivamente em julho, atingindo patamares recordes, segundo dados do Cepea


O aumento está atrelado à maior demanda do setor pelo insumo, além do elevado custo de produção nas incubadoras. No acumulado de julho (até o dia 28), o animal negociado no estado do Paraná se valorizou 9,2%, indo a R$ 2,54/cabeça no dia 28, o maior valor nominal da série do Cepea, iniciada em 2014.

Cepea


CARNES


Abertura de novos mercados para carnes de RS e PR depende de ação do governo

A abertura de novos mercados para a carne suína produzida no Rio Grande do Sul e Paraná, após o reconhecimento destes estados como livres de febre aftosa sem vacinação há mais de um ano, depende de ação governamental, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)


O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que a entidade está trabalhando “bastante forte” para acelerar os processos em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mas que o governo brasileiro precisa fazer um contato mais “agressivo” com os potenciais importadores através das embaixadas. Ele disse que alguns países interessados em comprar carne suína desses dois estados também aguardam que o governo federal brasileiro responda aos questionários enviados como parte do processo para autorização, relacionados às regras de vigilância sanitária, instrumentos de controle de fronteira, entre outros. “Esperamos que neste ano ainda tenhamos bons resultados”, disse Santin sobre a abertura de novos mercados em entrevista coletiva na quinta-feira (28). As negociações para abertura de novos mercados para a carne suína do Rio Grande do Sul e Paraná estão mais adiantadas com o Chile. Santin disse que o país sul-americano está programando uma visita aos dois estados brasileiros para verificação das respostas que receberam do governo via questionário. Coreia do Sul e Japão são os outros dois países mais adiantados no processo para potencial abertura, após o Chile. Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso foram reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação pela PIE em maio de 2021.

CARNETEC


Exportações renderam US$ 12,2 bi ao Brasil

No primeiro semestre de 2022 o Brasil exportou pouco mais de 4 bilhões de quilos de carne e gerou, em dólar, receita três vezes maior que esse valor: US$12,2 bilhões


Foi um desempenho bem melhor que o do mesmo semestre do ano passado, quando a relação entre volume e receita foi de 1:2,4. A maior contribuição para esse resultado foi dada pela carne bovina, cuja receita cambial aumentou 52% e correspondeu à metade dos US$12,2 bilhões acumulados no período. Resultado advindo de um volume 21,5% maior e de um preço médio 25% melhor. A carne de frango obteve quase a mesma valorização no preço médio, que aumentou pouco mais de 26%. Mas como o aumento de volume não chegou a 8%, o incremento na receita, inferior ao da carne bovina, ficou próximo de 36¨%, correspondendo a 37,75% da receita global das três carnes. Embora encerrando o semestre com perdas menores que em meses anteriores, a carne suína sofreu queda de quase 10% no volume embarcado e de perto de 9% no preço médio. Sua receita cambial apresentou redução de 17,81%. Em relação ao primeiro semestre de 2019 – quando apenas começava o “boom” deflagrado com o surgimento da peste suína africana – a carne suína fechou o primeiro semestre de 2022 com incremento de 45% no volume embarcado. Já o volume de carne de frango aumentou perto de 30% e o de carne bovina pouco mais de 15%.

AVESITE


INTERNACIONAL


USDA começa a distribuir ajuda de US$ 62,8 milhões a criadores de suínos afetados pela pandemia

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve começar a distribuir nesta semana uma ajuda de aproximadamente US$ 62,8 milhões a criadores de suínos que venderam animais a frigoríficos entre 16 de abril e 1º de setembro de 2020, anunciou a agência


Nesse período, os criadores enfrentaram a maior redução de preços de mercado devido à pandemia de covid-19, disse o USDA. Criadores receberão US$ 54 por animal, dentro do limite de 10 mil animais por criador. A ajuda faz parte do Programa de Assistência Pandêmica do USDA e aborda lacunas existentes na assistência anterior a criadores de suínos. As solicitações foram feitas até 29 de abril de 2022. Produtores contratados não são elegíveis para a ajuda. A produção dos frigoríficos foi afetada durante a pandemia por casos de covid-19 entre os trabalhadores e problemas de logística, que resultaram em menor demanda por suínos e preços de mercado mais baixos.

SUISITE


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Sobras (lucros) das cooperativas do país cresceram 57% em 2021

No total, foram R$ 36,1 bilhões, diz OCB; ingressos aumentaram 25%, para R$ 524,8 bilhões


Os ingressos (receitas) das cooperativas do país totalizaram R$ 524,8 bilhões em 2021, 25% mais que em 2020, e as sobras (lucros) aumentaram 57% na comparação, para R$ 36,1 bilhões. Os resultados constam no “Anuário Coop 2022”, divulgado na sexta-feira pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Principal ramo do setor do ponto de vista econômico, o agropecuário puxou os avanços, embalado por aumentos de produção e dos preços dos produtos vendidos. Nessa frente, os ingressos atingiram R$ 239,3 bilhões em 2021, 30,6% mais que em 2020, e as sobras aumentaram 74,5%, para R$ 9,6 bilhões. Conforme o anuário, o número total de cooperativas em atuação em todo o Brasil cresceu de 4.868, em 2020, para 4.880 em 2021 — 1.170 das quais agropecuárias —, e os ativos totais desses grupos alcançaram R$ 655,5 bilhões, com crescimento de 32,6%. O número total de cooperados chegou a 18,9 milhões no ano passado, 1,8 milhão a mais que em 2020, e o ramo agropecuário respondeu por pouco mais de 1 milhão. No agro, lembra a OCB, as cooperativas são divididas em sete segmentos: insumos e bens de fornecimento, escolas técnicas de produção rural, produtos industrializados de origem animal, produtos industrializados de origem vegetal, produtos não industrializados de origem animal, produtos não industrializados de origem vegetal, e serviços. A publicação da OCB realça, ainda, que as cooperativas do país injetaram mais de R$ 17 bilhões em tributos nos cofres públicos em 2021 no total, e foram responsáveis por mais de R$ 18 bilhões referentes a pagamentos de salários e benefícios a colaboradores. O número total de empregados saltou de 455,1 mil, em 2020, para 493,3 mil no ano passado. Ainda no setor agropecuário, a OCB realça que, em 2021, 38% delas fizeram negócios com cooperativas de crédito, 11% adquiriram produtos de cooperativas de trabalho, 13% utilizaram serviços de cooperativas de transporte e 20% usaram planos de saúde de cooperativas desse setor.

VALOR ECONÔMICO


Anuário coop: 18,8 milhões de cooperados em todo o Brasil

Segundo os dados do AnuárioCoop - Dados do Cooperativismo Brasileiro 2022, lançando nesta sexta-feira (29/07) pelo Sistema OCB, o total de pessoas associadas às sociedades cooperativas chegou a 18,8 milhões. O número é 10% superior ao de 2020, quando foram registrados mais de 17 milhões de cooperados no país. O número total de cooperativas subiu para 4.880


“Já somos 8% da população brasileira e vamos continuar crescendo”, afirma o presidente Márcio Lopes de Freitas. Segundo ele, os números expressam a base sólida do movimento e o quanto o modelo de negócios cooperativista tem sido cada vez mais procurado pela população. “Os resultados comprovam mais uma vez que o cooperativismo se fortalece em momentos de crise. A preocupação com a comunidade, princípio básico das nossas cooperativas, demonstra que somos essenciais para a retomada da economia brasileira”. A geração de empregos diretos é outro destaque do Anuário. Em 2021, foram registrados um total 493.227 postos de trabalho nas cooperativas brasileiras, um acréscimo de 8% em relação ao ano anterior, quando o quantitativo ficou em 455.095. Na distribuição por gênero, o número de mulheres empregadas atingiu 49% do total, índice 10 pontos percentuais superior ao de 2020. Entre os cargos de liderança, a participação feminina também cresceu. Passou de 17% em 2020 para 20% em 2021. Ainda segundo dados do Anuário, o maior número de cooperativas está concentrado no Ramo Agropecuário (1.170), que também agrega mais empregados, sendo aproximadamente 49% do total. O Ramo Crédito, por sua vez, agrega a maior parte dos cooperados, com um total de 13,9 milhões de pessoas em 2021, contra 11,9 em 2020. Outro dado relevante é que mais de 2,5 mil cooperativas têm mais de 20 anos de atuação, sendo que, no Brasil, cerca de 70% das empresas fecham as portas com menos de 10 anos de atividades, o que aponta a força do cooperativismo no país. Os indicadores financeiros também comprovam a solidez e o avanço das cooperativas no mercado de negócios brasileiro. Em 2021, o ativo total do setor atingiu R$ 784,3 bilhões contra R$ 655,5 bi no período anterior. O capital social foi contabilizado em R$ 62,02 bilhões, com um acréscimo de 12% se comparado ao de 2020. As sobras do exercício, por sua vez, atingiram o montante de R$ 36,7 bi, índice quase 60% superior ao anterior, que totalizou R$ 23 bi.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Juro alto Brasileiro e cenário externo derrubam dólar

Em apenas uma semana, o dólar recuou 5,88% ante o real e encerrou a sexta-feira (29) negociado a R$ 5,1743


O alívio observado no câmbio tem impressionado. Em apenas uma semana, o dólar recuou 5,88% ante o real e encerrou a sexta-feira negociado a R$ 5,1743. O cenário externo ajuda a explicar boa parte da valorização recente da moeda brasileira e um viés mais positivo para o real no curtíssimo prazo tem se consolidado entre os participantes do mercado nos últimos dias, embora ressaltem que o cenário ainda exige cautela no câmbio. E, entre os vetores que ajudam a explicar o forte desempenho do real na última semana, estão a comunicação errática do Federal Reserve (Fed, o banco central americano); a recuperação dos preços das commodities; o alívio nos juros dos Treasuries e uma redução do pessimismo com a economia chinesa, o que se soma ao ambiente de taxas de juros em níveis elevados no Brasil. A atuação dos investidores estrangeiros no mercado de câmbio tem chamado atenção em particular. Dados da B3 sobre a posição no mercado futuro de câmbio, minidólar e cupom cambial (DDI) mostram que, entre o fim de junho e o dia 28 de julho, os investidores estrangeiros reduziram a posição comprada (que ganha com a alta) em dólar em US$ 3,633 bilhões. Já os fundos locais, ao longo do mês de julho, reduziram posição vendida (que ganha com a queda) em dólar em US$ 2,985 bilhões. “O Brasil está em uma posição técnica muito boa. Se entrarmos em um cenário de dólar fraco global — e, para isso, a China tem que estar bem —, pode acontecer o que nós vimos no começo do ano: um desmonte rápido de posição”, afirma Luiz Eduardo Portella, sócio e gestor da Novus Capital. Para ele, o melhor ambiente para uma apreciação mais sustentada do câmbio no mercado local pode ser alcançado com a economia chinesa em recuperação e os Estados Unidos, na margem, mais fracos. Cabe lembrar que a taxa de juros real ex-ante, que considera o swap de juro de um ano e as expectativas de inflação em 12 meses do Focus, tem permanecido acima de 8% nos últimos dias. As expectativas de inflação cederam agora nos EUA, mas elas podem voltar a subir e o Fed teria que continuar o seu trabalho de ajuste de juros, o que impediria que o dólar se desvalorizasse. Mesmo com a apreciação recente, o câmbio deve operar mais volátil e, na dúvida, a chance maior é de o real ficar mais depreciado do que os fundamentos sugerem.

VALOR ECONÔMICO


Com Petrobras em destaque, Ibovespa sobe 4,29% na semana e 4,69% em julho

Índice referência da bolsa fechou julho de volta aos 103 mil pontos


Os mercados acionários tiveram uma semana amplamente positiva, combinando a força de parte dos balanços corporativos com a expectativa do mercado de que o Federal Reserve (banco central americano) não precise elevar tanto a taxa de juros dos EUA. No Ibovespa, a alta foi de 4,29% no período e 4,69% no mês, liderada pelo salto dos papéis da Petrobras após anúncio de distribuição de dividendos. Com isso, o referencial voltou ao patamar dos 103 mil pontos, o que não ocorria desde 10 de junho. Ao final do dia, o índice avançou 0,55%, aos 103.164 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 26,29 bilhões no Ibovespa e R$ 31,23 bilhões na B3. No exterior, S&P 500 ganhou 1,42%, aos 4.130 pontos, Dow Jones avançou 0,97%, aos 32.845 pontos e Nasdaq teve alta de 1,88%, aos 12.390 pontos. "Balanços fortes lá fora e no Brasil sustentaram os índices acionários, com destaque para o dividendo monumental da Petrobras. E a temporada como um todo tem ajudado as bolsas, que não estavam encontrando gatilhos positivos", diz Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank Brasil. Agora, aponta o executivo, conforme a divulgação dos números das maiores empresas ficam para trás, os índices podem voltar a ficar sem gatilhos positivos. Ele afirma que o cenário é mais recessivo e, se não no terceiro trimestre, devemos ver os lucros das empresas sendo impactados nos últimos três meses do ano. Na sessão, o Ibovespa foi impulsionado pela força das ações da Petrobras – o papel PN da estatal subiu 5,76% e o ON cresceu 7,05%. Ontem, ainda durante o pregão, a empresa anunciou a distribuição de R$ 87,8 bilhões em dividendos, volume recorde para o período, que será pago em duas parcelas. Depois do fechamento dos negócios, também apresentou seu balanço trimestral. O Credit Suisse apontou, em relatório, que o Ebitda da companhia superou em 9% as projeções do mercado e em 4% as projeções do banco, “estimativas já mais otimistas”. Já o lucro líquido superou as estimativas do Credit Suisse em 19%.

VALOR ECONÔMICO


Desemprego fica em 9,3% no trimestre até junho, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil voltou a recuar, puxada pelo aumento do trabalho informal, e ficou em 9,3% nos três meses até junho, menor patamar para o período desde 2015, enquanto a renda real dos trabalhadores seguiu em queda na comparação com o ano anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira


Essa foi a quarta queda consecutiva do desemprego na comparação com trimestres anteriores. No trimestre encerrado em maio, o desemprego estava em 9,8%. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 14,2%. A população ocupada foi estimada em 98,3 milhões no trimestre até junho, recorde da pesquisa, iniciada em 2012, e alta de 3,1% sobre o trimestre anterior, enquanto o número de desempregados recuou 15,6%, para 10,1 milhões. O número de trabalhadores formais cresceu 2,6% no período, para 35,8 milhões, enquanto os sem carteira assinada no setor privado tiveram alta mais expressiva, de 6,8%, para 13 milhões de pessoas, dado recorde. A taxa de informalidade foi de 40,0% no trimestre encerrado em junho. O número de trabalhadores por conta própria, somados formais e informais, foi estimado em 25,7 milhões, maior nível da série. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou o papel importante da informalidade no crescimento recente da ocupação. "Podemos observar que parte importante dos serviços, como os serviços pessoais prestados às famílias, tem grande participação de trabalhadores informais e está influenciando essa reação da ocupação. Isso também tem ocorrido na construção, setor com parcela significativa de informais", afirmou em nota. O rendimento real habitual dos trabalhadores seguiu estável na comparação com o trimestre anterior, em 2.652 reais, mas com queda real de 5,1% na comparação anual, em meio à alta da inflação. A ocupação aumentou em diversos setores no trimestre frente ao trimestre móvel anterior, com destaque para indústria (+2,7%), construção (+3,8%) e comércio (+3,4%).

REUTERS


Brasil tem recorde de 39,3 milhões de trabalhadores informais

Ao todo, o País ganhou 1 milhão de trabalhadores informais no segundo trimestre, de acordo com o IBGE


O Brasil atingiu a marca de 39,286 milhões de trabalhadores na informalidade no segundo trimestre de 2022 de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 29, pelo IBGE. O número é recorde desde que o IBGE começou a agregar essas informações, no quarto trimestre de 2015. Na comparação com o primeiro trimestre, 1,084 milhão de trabalhadores passaram a atuar na informalidade. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, ao longo da retomada após a economia ser atingida em cheio pela pandemia de covid-19, as vagas informais chegaram a responder por “quase 80%” da expansão total da ocupação. “Embora a informalidade continue em expansão, o fato de termos as vagas com carteira de trabalho aumentando e, nesse segundo trimestre, uma contribuição bastante específica do setor público, faz com que, relativamente, a informalidade perca um pouco de espaço no processo da expansão da população ocupada”, afirmou Beringuy. Tanto que, apesar do recorde em termos de contingente, a taxa de informalidade ficou em 40,0% do total da população ocupada no segundo trimestre, abaixo dos 40,1% dos três primeiros meses deste ano, e igual à verificada no segundo trimestre de 2021. Entre os informais, mais uma vez, o destaque foram os trabalhadores por conta própria – normalmente, esses empregados trabalham na informalidade. Embora informalidade continue em expansão, vagas com carteira de trabalho estão aumentando, diz coordenadora do IBGE; no segundo trimestre, País atingiu marca de 39,286 milhões de trabalhadores informais. A variação da população ocupada nessas condições aponta para a criação de 908 mil vagas no setor privado com carteira em um trimestre, avanço de 2,6% ante o primeiro trimestre. Na comparação com um ano antes, são 3,685 milhões de trabalhadores com carteira assinada a mais, alta de 11,5%.

O Estado de São Paulo


Dívida pública brasileira fica em 78,2% do PIB em maio

Dados do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou maio aos R$ 7,098 trilhões


A DÍVIDA PÚBLICA brasileira continuou em trajetória de queda em proporção do PIB em maio. Dados divulgados na sexta-feira, 29, pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou o mês aos R$ 7,098 trilhões, o que representa 78,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, o porcentual foi de 78,9%. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB. A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil. O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 58,3% para 58,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio. A DLSP atingiu R$ 5,338 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil. As estatísticas ainda estão defasadas, já que, neste momento, o BC deveria estar publicando os dados de junho. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a expectativa é de que, em agosto, as informações fiscais fiquem em dia. O setor público consolidado (que reúne as contas do Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 32,993 bilhões em maio, informou também o Banco Central. Foi o pior resultado para o mês desde 2020 (déficit de R$ 131,428 bilhões), na série histórica iniciada em dezembro de 2001. Em abril, havia sido registrado superávit de 38,876 bilhões e, no quinto mês de 2021, o saldo negativo foi de R$ 15,541 bilhões. O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado fiscal de maio foi composto por um déficit de R$ 40,018 bilhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 7,332 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 5,786 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 1,546 bilhão. As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 307 milhões. Quando se inclui na conta os gastos com os juros da dívida o rombo sobe para R$ 65,971 bilhões em maio, maior do que o verificado em maio de 2021 (R$ 37,439 bilhões).

O Estado de São Paulo


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