Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 170 DE 14 DE JULHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 170 |14 de julho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

BOVINOS


Cotação do boi gordo recua R$ 2/@, para 315/@, em São Paulo

A consultoria IHS informa que, considerando os frigoríficos compradores espalhados pelo Brasil, as escalas que permanecem com volumes médios entre 7 a 10 dias. A consultoria informa que, considerando os frigoríficos compradores espalhados pelo Brasil, as escalas que permanecem com volumes médios entre 7 a 10 dias.


“As indústrias seguem optando por ficarem fora das compras, efetuando indicações de preços abaixo das máximas vigentes”, reforça a IHS. As indústrias de São Paulo conseguiram sucesso na empreitada, reduzindo os preços do boi gordo e da vaca gorda em R$ 2/@ na quarta-feira, 13 de julho, conforme a Scot Consultoria. O boi gordo paulista “comum” (enviado ao mercado doméstico) é negociado agora a R$ 315/@, enquanto a vaca e a novilha gordas valem, respectivamente, R$ 282/@ e R$ 304/@ (preços brutos e a prazo. O boi-China, está em R$ 325/@, “mas há negócios até R$ 5/@ abaixo da referência, porém, pontuais”, observa a consultoria. Em âmbito nacional os preços dos animais terminados ficaram estáveis na quarta-feira, segundo informações da IHS Markit. A oferta enxuta de animais terminados neste período de entressafra limita negociações em patamares inferiores, acrescenta a mesma consultoria. Na avaliação da IHS, o ambiente de poucos negócios no mercado brasileiro do boi gordo deve se estender até pelo menos até dia 25 de julho, período que abrange as programações de abate das indústrias. No mercado futuro, os preços da arroba continuam com tendência de baixa, refletindo uma possível melhora da oferta de boiada gorda que será terminada durante o segundo giro de confinamento. Os contratos futuros para o segundo semestre já rondam abaixo dos R$ 330/@ e os índices de precificação também estão registrando forte volatilidade. “O movimento de desvalorização permaneceu mais um dia na B3”, informou a consultoria Agrifatto, referindo-se ao pregão de terça-feira (12/7). O contrato do boi gordo com vencimento para julho/22 fechou a sessão de ontem cotado a R$ 323,30/@. Diante da dificuldade em escoar os produtos bovinos, os estoques no atacado continuam aumentando com a maior parte dos consumidores encontrando dificuldade em absorver até mesmo os cortes do dianteiro, o que pode levar a reajustes negativos nos preços ao longo da semana, relata a Agrifatto. “Mas, até o momento, os valores dos cortes bovinos em São Paulo seguem andando de lado”, afirma a consultoria, acrescentando que a carcaça casada segue negociada na média de R$ 19,50/kg. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 325/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 297/@ (prazo) vaca a R$ 277/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 277/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca R$ 285/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 292/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista)

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suíno vivo com pequenos ganhos nos estados do Sul

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (12), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e em São Paulo, valendo R$ 7,26/kg em ambas as praças. Houve alta de 0,63% no Paraná, chegando em R$ 6,36/kg, 0,47% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,37/kg e 0,16% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,27/kg. Cepea/Esalq

FRANGOS


Preço do frango vivo em Santa Catarina cai mais de 12%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,26%, alcançando R$ 7,73/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, não houve mudança de preço, com a ave custando R$ 5,55/kg; já em Santa Catarina, foi registrado recuo de 12,73%, atingindo R$ 4,25/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (12), tanto a ave congelada quanto a resfriada não tiveram mudança de valor, custando, respectivamente, R$ 8,24/kg e R$ 8,20/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Junho traz baixa nos custos de produção para frango e leve alta para suínos, segundo a Embrapa

Em ambos setores, custos com alimentação dos animais arrefeceram; para as aves, pintinhos de um dia também reduziram preço


De acordo com informações divulgadas pela plataforma Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa Suínos e Aves, o mês de junho registrou menor investimento na área de nutrição animal para ambas atividades. Para a suinocultura, a redução na porcentagem da alimentação dos animais na cesta dos custos de produção foi menor do que para a avicultura. A diferença se deu, segundo o analista da instituição, Ari JArbas Sandi, porque os preços que sustentam os custos de produção de suínos em ciclo completo são referentes a Santa Catarina, e no caso da avicultura, ao Paraná. Os preços dos insumos utilizados na alimentação destes animais, principalmente milho e soja, no Paraná, têm comportamento diferente que os preços em Santa Catarina. Tem a competitividade da quantidade de terras agriculturáveis no Paraná e de mecanização, e em Santa Catarina é preciso complementar com grãos vindos de outros Estados, o que encarece a atividade. Conforme aponta a plataforma, a queda na nutrição animal para a área de suínos em junho foi de 0,01% em maio no comparativo com maio. Desde o início do ano, entretanto, este quesito dos custos para a atividade teve alta de 4,18%, e representou em junho 80,91% do total de investimentos na criação dos animais. Já para a avicultura de corte, a Embrapa informa que a queda com a alimentação das aves foi de 2,46% em junho na relação com o mês anterior, mas desde o início do ano, houve elevação de 2,51%. Neste mês de junho, a nutrição das aves representa 73,88% do investimento na avicultura de corte. De maneira geral, o Índice de Custos de Produção (ICP) Frango registrou 423,50 pontos em junho, um recuo de 2,61% no comparativo com maio, alta de 4,95% desde janeiro e de 6,11% em relação a junho de 2021. Além da redução no custo com a nutrição das aves, o custo no investimento com pintinhos de um dia também teve retração em junho, baixando 0,21%. Este quesito representou 14,34% dos gastos com a atividade no mês de referência. Em relação à suinocultura, o Índice de Custos de Produção (ICP) Suíno registrou 419,91 pontos em junho, uma leve alta de 0,05% no comparativo com maio, alta de 4,84% desde janeiro e de 7,61% desde junho de 2021. O elemento que mais pesou na atividade suinícola em junho foi o transporte, elevado em 0,10%, correspondendo a 4,35% dos investimentos na atividade. A nutrição dos animais, que é o maior gasto na propriedade, em média 80,91% em junho, teve um leve arrefecimento de 0,01%. O estado que lidera a produção de frangos de corte no país, o Paraná, teve baixa de 2,66% de forma geral nos custos de produção, passando de R$ 5,62/kg em maio para R$ 5,47/kg em junho. Em relação a junho do ano passado, quando o custo era de 5,16/kg, o aumento foi de 6%. A respeito da nutrição das aves no Paraná, o valor em maio era de R$ 4,18/kg e caiu 3,34% em junho, chegando em R$ 4,04/kg. Ao estender a comparação, em junho de 2021 o custo com a alimentação das aves era de R$ 3,87/kg, e houve aumento de 4,3% comparando a junho de 2022, atingindo R$ 4,04/kg. Em Santa Catarina, principal Estado produtor de suínos, de maneira geral o custo de produção na suinocultura se manteve estável entre maio e junho, com valor médio de R$ 7,34/kg. Ao comparar o valor com junho de 2021, quando o custo era de R$ 6,82/kg, há um aumento de 7,6%. No caso da alimentação dos animais, Santa Catarina também manteve o custo estável entre maio e junho no valor médio de R$ 5,94/kg. Em relação a junho de 2021, quando a nutrição dos suínos custava, em média, R$ 5,51/kg, observa-se um aumento de quase 7,8% em comparação a junho deste ano.

Embrapa Suínos e Aves


EMPRESAS


BRF anuncia emissão de R$ 1,7bi em debêntures

Operação faz parte de estratégia de alongamento do endividamento em real


A BRF anunciou hoje a quarta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em duas séries, segundo nota divulgada ao mercado. A operação vai captar R$ 1,7 bilhão. Serão emitidas 1,7 milhão de debêntures, sendo 710 mil e 990 mil títulos em primeira e segunda séries, respectivamente atrelados à taxa DI e ao IPCA. O valor nominal unitário é de R$ 1 mil. “Essa transação está aderente à estratégia de alongamento do perfil de endividamento da companhia em moeda local, diversificando suas fontes de financiamento e otimizando a relação prazo/custo de seus instrumentos de dívida”, diz Fábio Mariano, diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores da companhia, em nota. As debêntures DI vencerão em 13 de julho de 2027 e, as atreladas ao IPCA, em 13 de julho de 2032.

VALOR ECONÔMICO


BRF recebe habilitação para exportação de carne suína ao Canadá

A companhia de alimentos BRF recebeu sua primeira habilitação para embarque de carne suína ao Canadá, a partir da unidade de Campos Novos, em Santa Catarina, em um momento de abertura do mercado canadense a proteínas do Brasil


A unidade poderá enviar cortes in natura e congelados, informou a BRF à Reuters nesta quarta-feira. Trata-se da segunda autorização canadense a uma planta da empresa neste ano. Em maio, a unidade de Toledo (PR) foi habilitada para exportação de carne de aves cozida. "Esta nova certificação é um marco, pois simboliza a abertura de um importante mercado para um novo tipo de produto, criando a possibilidade de que novas autorizações surjam em breve e impactando positivamente nosso volume de exportações", disse em nota o vice-presidente de Mercado Internacional e Planejamento da BRF, Leonardo Dall’Orto. A abertura do Canadá para o mercado de suínos do Brasil ocorreu na primeira quinzena de março. Desde então, sete fábricas foram habilitadas, sendo a da BRF a oitava, conforme informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A Seara Alimentos, controlada pela JBS, tem duas unidades aprovadas; assim como a Cooperativa Central Aurora e a Pamplona Alimentos. A Master Agroindustrial conta com uma habilitação. "Embora seja o terceiro maior exportador global de carne suína (em 2021, o país exportou 1,5 milhão de toneladas), o Canadá também é um comprador relevante no mercado internacional. Em média, o país importa 250 mil toneladas anualmente", disse a ABPA em nota. O setor de carne suína atravessa um cenário adverso, diante do recuo da China nas compras da carne, à medida que o rebanho do país asiático é recomposto após a crise sanitária causada pela peste suína africana. As exportações de carne suína (in natura e processada) do Brasil alcançaram 510,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2022, volume 9,3% menor que o acumulado nos seis primeiros meses do ano passado, segundo dados da ABPA.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Crédito rural: Safra 2021/22 encerra com repasse de R$ 298,6 bilhões. Valor supera em R$ 47,6 bilhões a previsão inicial

Levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central do Brasil, mostra que o total das contratações de crédito rural na safra 2021/222 superou em R$ 47,4 bilhões o valor inicialmente disponibilizado em junho de 2021, de R$ 251,2 bilhões


Ou seja, o montante contratado atingiu um teto na ordem de R$ 298,6 bilhões, que foram aplicados até junho de 2022. “Isso ocorreu porque, no decorrer do ano-safra, a disponibilidade de recursos e concessão de financiamentos nas fontes livres e controladas, mas não equalizadas, a exemplo das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e dos Fundos Constitucionais, respectivamente, superaram as expectativas”, esclarece o analista de Desenvolvimento Técnico da Getec, da área de Mercado, Salatiel Turra. A maior parte dos recursos repassados teve origem na poupança rural (47%); em recursos obrigatórios (21%); em recursos com taxas livres (10%); em fundos constitucionais (4%), no BNDES equalizável (7%) e em outras fontes (1%). Cooperativas - O boletim da Getec demonstra que, de julho de 2021 até junho de 2022, as cooperativas brasileiras captaram R$ 37,54 bilhões, sendo a maior parte destinados à industrialização, custeio, comercialização e investimento, nesta ordem de importância. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 13,15 bilhões, representaram no plano safra 2021/2022 mais de um terço dos recursos captados pelas cooperativas nacionais, destacando-se os segmentos: industrialização e custeio. Segundo Turra, essa captação de recursos poderia ser ainda maior se existisse disponibilidade de recurso orçamentário do Plano Safra 2021/22. “Entretanto, apesar das adversidades impostas pelo cenário econômico, as cooperativas paranaenses acreditam que a agregação de valor, por meio de investimentos em industrialização, seja o fator diferencial para expandir mercado e suas margens de lucros, consequentemente”, afirma ele. Já a captação total de recursos na política do crédito rural, em junho da safra 2021/2022, apresentou um forte crescimento em relação ao acumulado do mês anterior, mantendo-se próximo do acumulado no mês de junho da safra 2020/2021, ficando com uma margem significativa superior ao acumulado de recursos aplicados nas safras 2017/18, 2018/19, 2019/20.

OCEPAR


Paraná perde 40% dos turistas nos últimos anos

Que o setor do turismo foi um dos mais afetados pelas medidas restritivas impostas durante o período mais agudo da pandemia da Covid-19 não é nenhuma novidade. No entanto, uma pesquisa recém-divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela o tamanho deste estrago


Em 2019, os brasileiros fizeram 20,9 milhões de viagens; em 2020, 13,6 milhões, e em 2021, 12,3 milhões. O número de viagens caiu 41% entre 2019 e 2021. Em 2020, 98% das viagens foram nacionais e, no ano passado, esse percentual foi de 99,3%. O índice de viagens internacionais caiu de 3,8% em 2019 para 0,7% em 2021. Turismo 2020-2021 mostram queda parecida no Paraná. O estudo aponta retração de 39,6% de viajantes entre 2019 e 2021. O número de turistas de outros estados que procuraram os atrativos paranaenses passou de 1,13 milhão em 2019, último ano antes da pandemia, para 683 mil no ano passado. Com 5,6% dos viajantes do país, o Paraná é o sexto estado mais visitado no período, segundo o IBGE. À frente aparecem São Paulo (20,6%), Minas Gerais (11,4%), Bahia (9,5%), Rio de Janeiro (6,6%) e Rio Grande do Sul (6,5%). Logo em seguida do Paraná, estão Santa Catarina (5,2%), Ceará (4,2%) e Pará (3,9%). As regiões mais visitadas no Brasil, em 2021 foram a Região Sudeste (40,9%), seguida pela Nordeste (28,2%), Região Sul (17,3%), Centro-Oeste (7,0%) e Norte (6,6%). A quantidade de paranaenses que viajaram no período também caiu drasticamente. Em 2019, o Estado registrou 1,31 milhão de viajantes para outros destinos dentro do país ou no exterior. No ano passado, essa quantidade se reduziu a 774 mil, queda de 40,9%. No cenário nacional, foram 20,9 milhões de viagens, contra 12,3 milhões. A falta de dinheiro aparece como o principal motivo que provocou a diminuição das viagens entre os paranaenses, com 25,7% do total. Os outros fatores são: não ter necessidade, com 16,5%; não ter tempo, 12,6%; não ser prioridade, 10,2%; e não ter interesse, 8,6%. A analista da pesquisa, Flávia Vinhaes, também destaca que a crise sanitária, com as medidas de afastamento social, a impossibilidade de pegar voos, o medo de contrair a doença ou mesmo por ter sido infectado pelo novo coronavírus, foi importante fator para a diminuição das viagens nacionais e internacionais nos dois últimos anos. No cenário nacional, cerca de 57,2% das viagens de 2021 foram em carro particular ou de empresas, 12,5% em ônibus de linha e 10,2% de avião. Do total de viagens em 2021, cerca de 14,6% foram profissionais e 85,4%, pessoais. Como principal local de hospedagem, a casa de amigos ou parentes superou as demais modalidades, representando, em 2021, 42,9% entre as alternativas. Em segundo lugar, ficou a opção hotel, resort ou flat, com 14,7%, diz o IBGE. Com passagens aéreas mais caras, ônibus ganham espaço Entre os campeões de preços altos de junho, segundo a prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), estão as passagens aéreas, que acumulam alta de mais de 120% em 12 meses. O Presidente da Abeoc-PR (Associação Brasileira de Empresas de Eventos no Paraná), Fábio Skraba lembrou que os decretos estaduais e municipais que impuseram restrições a circulação de pessoas e funcionamento de atividades econômicas foram os responsáveis pelo maior impacto no setor de turismo durante a pandemia. Hotéis não puderam operar com 100% de sua capacidade e eventos presenciais de toda ordem foram cancelados ou adiados. A grande maioria das empresas no em operação no mercado estadual é composta por micro e pequenas e, segundo a AbeocPR, 98% delas fecharam as portas durante a pandemia e demitiram funcionários. Controlados os índices de Covid-19, 86% dessas empresas não conseguiram retomar suas atividades por falta de mão de obra. “Isso se aplica ao setor de eventos, turismo, passagens aéreas e agências de viagens. Muitos profissionais migraram para outras áreas e a falta de mão de obra ainda é uma situação muito latente no mercado, o que prejudica a retomada do setor. Só agora, aos poucos, com a volta dos grandes eventos, os colaboradores estão retornando.” Skraba estima que a equalização de mão de obra deva voltar com força total apenas no segundo semestre de 2023, mas a recuperação do faturamento nos índices pré-pandemia só deverá ocorrer em 2024.

FOLHA DE LONDRINA


ECONOMIA/INDICADORES


Mercado embolsa lucros e dólar cai ante real, mas cenário segue de alta

O dólar reverteu a alta de mais cedo e fechou em queda contra o real na quarta-feira, com investidores realizando lucros na moeda norte-americana aqui e no exterior após dias seguidos de compras e conforme se debruçaram sobre dados de inflação nos EUA acima do esperado

O dólar à vista caiu 0,65%, a 5,4040 reais, após dois pregões seguidos de alta em que a cotação acumulou ganho de 3,23%, o maior para o período em um mês. A decisão da Câmara dos Deputados, ao analisar a PEC dos Benefícios, de rejeitar requerimento para que o Auxílio Brasil de 600 reais tivesse duração ilimitada e estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI) de reversão de déficit para superávit primário em 12 meses até junho por parte do Governo Central compuseram um quadro doméstico mais benigno nesta quarta, abrindo espaço para o alívio no dólar. A moeda chegou a subir 0,51%, para 5,4673 reais, no pico do dia, na esteira dos dados que mostraram inflação anual de 9,1% nos EUA em junho, acima do esperado e novo pico em quatro décadas. Mas o alívio posterior do dólar no mercado externo atraiu vendas também aqui, levando a divisa na mínima a cair 1,43%, para 5,3614 reais. Lá fora, o índice do dólar --que mais cedo chegou a ganhar 0,36% e bater 108,59, nova máxima em 20 anos-- cedia 0,17% no fim da tarde, a 108,02. O euro, que mais cedo afundou a 0,9998 dólar, piso em duas décadas, voltou a 1,0056 dólar, recuperação que ajudou a alavancar divisas emergentes e de risco como o real. A trégua na demanda por dólar, porém, pode ter vida curta. "É tudo isso: inflação muito forte, muito enraizada, disseminada, que vai levar o Fed a subir mais os juros e o dólar para cima, com risco de recessão global", disse Fernando Fenólio, economista-chefe da WHG. O banco agora vê o dólar em 5,50 reais ao fim de três meses, ante 4,70 reais no cenário anterior. A projeção em seis meses pulou de 4,80 reais para 5,30 reais, enquanto a de 12 meses foi mantida em 5,00 reais. Evidenciando as fragilidades do câmbio doméstico, o Goldman Sachs coloca o real entre as moedas com mais alto "beta" (uma medida de sensibilidade) a potenciais cenários negativos.

REUTERS


Ibovespa fecha com declínio modesto após inflação mais forte nos EUA

A bolsa paulista fechou no vermelho na quarta-feira, marcada por um dado de inflação mais forte do que o esperado nos Estados Unidos, que fortaleceu a aposta de que o Federal Reserve repetirá um aperto monetário mais agressivo no final do mês


A pressão negativa sobre o Ibovespa, que teve a maioria dos 92 papéis de sua composição encerrando em baixa, porém, foi atenuada pela alta de mais de 5% de Ambev, que detém uma fatia de mais de 3% no índice. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caiu 0,24%, a 98.040,08 pontos, tendo recuado a 97.402,99 pontos na mínima e subido a 98.928,24 pontos na máxima do pregão. O volume financeiro somava 19 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa.

REUTERS


Vendas no varejo do Brasil sobem pelo 5º mês em maio, mas perdem força

O setor de varejo seguiu em expansão no Brasil em maio pelo quinto mês seguido, porém em resultado abaixo do esperado, o que mostra forte perda de força da atividade em um cenário de inflação elevada no Brasil


As vendas tiveram em maio crescimento de 0,1% em relação ao mês anterior, ficando bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 1,0%. O resultado divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o menor para meses de maio desde 2019 (-1%). É também o mais fraco entre as cinco taxas positivas registradas neste ano -- 2,3% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,4% em março e 0,8% em abril. O IBGE informou ainda que, na comparação com maio de 2021, as vendas tiveram recuo de 0,2%, contra expectativa de ganho de 2,6%. A reabertura econômica pós-pandemia e medidas de auxílio do governo, como a liberação de saques extraordinários do FGTS, ajudaram o consumo no início do ano, bem como a recuperação do emprego. Mas a expectativa é de que a demanda doméstica perca força à frente, refletindo a dissipação desses fatores e a inflação elevada, que corrói renda e confiança do consumidor. "Apesar de vir de quatro resultados positivos, as taxas foram decrescentes. Observamos uma retomada no comércio varejista, mas que vem de uma base baixa, dezembro, e sempre fazendo um acúmulo menos intenso ao longo desses meses", explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. De acordo com o IBGE, o impacto da inflação nas vendas fica evidente com o aumento de 0,4% na receita diante da variação baixa no volume, "uma diferença que já sinaliza a inflação no varejo em geral". Entre as oito atividades pesquisadas, seis apresentaram resultado positivo, sendo os principais destaques Livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,5%). Por outro lado, as vendas de Móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 3,0% e a atividade ainda não recuperou o patamar pré-pandemia, enquanto Outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram perda de 2,2%. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, apresentou em maio alta de 0,2% nas vendas. Veículos e motos, partes e peças registrou perda de 0,2% nas vendas, enquanto Material de Construção teve queda de 1,1%.

REUTERS


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

imprensa@sindicarne.com.br



1 visualização0 comentário