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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 17 DE 26 DE NOVEMBRO DE 2021

Atualizado: 23 de mai.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 17| 26 de novembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: arroba segue firme, com avanços modestos em algumas praças pecuárias do País

Em SP, macho terminado tem alta diária de R$ 1/@, para R$ 316/@, enquanto vaca e novilha terminadas sobem R$ 5/@ e R$ 3/@, alcançando R$ 295/@ e R$ 305/@, respectivamente, segundo a Scot Consultoria


A intensificação na busca por matéria-prima por parte das indústrias frigoríficas e, ao mesmo tempo, a enorme escassez de oferta de gado resultaram em avanço diário de R$ 1/@ para o boi gordo, de R$ 5/@ para a vaca gorda e de R$ 3/@ para a novilha gorda, informa a Scot Consultoria, referindo-se aos negócios realizados na quinta-feira nas praças de São Paulo. O boi, a vaca e a novilha gordos estão cotados em R$ 316/@, R$ 295/@ e R$ 305/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. De acordo com a IHS Markit, as indústrias frigoríficas brasileiras estão com escalas de abate preenchidas até meados da próxima semana, o que resulta, de maneira geral, em maior cautela dos compradores nesses três primeiros dias da semana. Apesar da menor liquidez, os preços da arroba seguem firmes, efeito da oferta restrita de animais prontos para abate, ressalta a IHS. Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas também seguem barganhando preços mais altos por ofertas de animais remanescentes de seus confinamentos, sob a alegação de prejuízos acarretados pelas quedas nos preços da arroba nos meses anteriores, além dos avanços nos custos de engorda (sobretudo do milho). “As efetivações de negócios envolvem lotes pequenos, já que não há grandes ofertas para oferecer”, destaca a IHS. O gado que está presente no pasto ainda está em processo de terminação e só devem surgir no mercado a partir de fevereiro de 2022, prevê a consultoria. Entre as principais regiões pecuárias do Brasil, as altas ocorreram de maneira mais pontual na quinta-feira. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as indústrias pagaram mais pela arroba para garantir o preenchimento das escalas de abate ao menos até meados da próxima semana. Em Goiás e Minas Gerais, o cenário também foi de novas altas na arroba, dependendo do tamanho do lote e da qualidade dos animais. Na Bahia, a indústria elevou o preço para concluir as suas escalas de novembro. Em Rondônia, a dificuldade de compra mantém o mercado firme e especulado. Na bolsa B3, a sessão passada foi de ajustes negativos nos preços dos contratos futuros do boi gordo, efeito de realização de lucro e ajustes de carteiras. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estabilizados nesta quinta-feira, sustentados pela oferta bem ajustada à demanda vigente, observa a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 291/@ (à vista); MS-C. Grande:

boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 296/@ (prazo); RS-Fronteira:

boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 297/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 298/@ (prazo) vaca a R$ 288/@ (prazo).

PORTAL DBO


Preço do boi gordo supera o da carne bovina no atacado, em novembro

De acordo com o Cepea, projeção é de suporte por conta do aquecimento da demanda interna e possível fim de embargo da China


A forte alta da arroba bovina fez com que novamente este ano o preço do boi gordo ficasse acima do preço da carne vermelha no atacado, comenta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em relatório. Segundo o Cepea, a cotação média de novembro da arroba do boi gordo (de R$ 290,43, representada pelo indicador Cepea) ficou R$ 4,53 acima do preço da carne R$ 285,90/arroba no atacado da grande São Paulo. "Vale lembrar que, em outubro, diante das fortes desvalorizações do animal para abate, a arroba da carne mostrava vantagem sobre a do boi gordo, de R$ 16,34/arroba, o que não vinha sendo verificado desde agosto de 2020", comenta o Cepea. "Em outubro, a média do boi gordo foi de R$ 269,56, e a da carne, de R$ 285,90." O centro de estudos comenta também, que, no acumulado da parcial de novembro (entre 29 de outubro e 23 de novembro), o indicador Cepea do boi gordo subiu expressivos 23,26% (fechando a R$ 316,90 na terça-feira, 23), ao passo que o aumento no preço da carcaça casada é de 13,5% (negociada a R$ 307,80). "Quanto às médias mensais, enquanto a do boi gordo apresenta alta de 7,74% sobre a de outubro, a da carne segue estável. "As altas na arroba do boi gordo ocorrem, segundo o Cepea, por causa da baixa oferta de animais para abate. "Embora os pastos ainda não tenham se recuperado totalmente em muitas regiões, os bons volumes de chuvas dos últimos meses já favoreceram as pastagens, o suficiente para fazer com que alguns pecuaristas mantenham os animais no campo, restringindo ainda mais a oferta", diz o relatório. Do lado da demanda, apesar de a China ter liberado a entrada da carne que havia sido enviada pelo Brasil antes da confirmação dos dois casos atípicos de "vaca louca", no início de setembro, o embarque de novos lotes segue suspenso. Quanto à carcaça casada negociada no atacado da Grande São Paulo, mesmo com a demanda nacional bastante enfraquecida, especialmente diante do baixo poder de compra da população, os preços estão em alta, influenciados justamente pela menor oferta. O Cepea projeta que, para os próximos meses, o possível aquecimento da demanda interna - e ainda a esperada liberação dos envios por parte da China - pode impulsionar os preços da carne, diminuindo a atual diferença entre os valores da carcaça e do boi gordo. Por outro lado, a baixa oferta de animais pode manter também em valorização a arroba do animal, movimento que, por sua vez, poderia ser reforçado com uma provável volta dos embarques brasileiros de proteína à China.

ESTADÃO CONTEÚDO


Confinamento cresce 25,8% e deve seguir em alta em 2022, diz Scot

Aumento mais forte neste ano ocorreu em Goiás, onde número de cabeças subiu 73,5%


O confinamento de gado cresceu 25,8% neste ano, de acordo com levantamento da Scot Consultoria feito em 191 propriedades, que representam 40% do total confinado no país. Estima-se que 2,09 milhões de animais tenham sido terminados no cocho nessas fazendas. Ontem (25/11), o analista de mercado Hyberville Neto afirmou que a atividade deve crescer ainda mais em 2022, com custos de nutrição mais comedidos e preços da arroba firmes. Neste ano, o crescimento mais forte ocorreu em Goiás, onde a alta foi de 73,5%, para 494,6 mil cabeças. Em Mato Grosso, o aumento foi de 54%, para 340,3 mil animais, e, em São Paulo, terceiro maior em volume, com 244,1 mil cabeças, o avanço foi de 15,5%. O Rio de Janeiro foi o único Estado em que houve declínio em comparação com o ano passado: a queda foi de 17%, para um total de 2,66 mil cabeças. O Presidente da Scot, Alcides Torres, destacou que, pela primeira vez em 30 anos, formaram-se filas em boitéis, enquanto confinamentos de pequeno e médio porte ficaram vazios. “Esses confinadores maiores conseguem ter mais escala e reduzir o custo da ração. Então, os menores mandaram o gado para os maiores”, disse, durante o evento de encerramento do projeto Confina Brasil. O levantamento mostra que o custo médio de diária dos animais em confinamento ficou em R$ 15,70 por cabeça, alta de 65,5% em relação ao ano anterior. A consultoria atribui o cenário à alta dos concentrados, como milho, farelos, DDG e WD. Nesse contexto de pecuaristas vendendo animais para serem terminados em outras fazendas, 28,3% das propriedades consultadas engordaram gado próprio e animais adquiridos de terceiros; 16,8% atuaram apenas comprando bois magros de outros produtores; e 50,8% confinaram somente os próprios animais. Os dados da consultoria mostram, ainda, que 41,4% das propriedades adotaram também o semiconfinamento e que cerca de 214,1 mil animais passaram por esses sistemas. Assim, o total de animais criados em sistemas intensivos chegou a 2,3 milhões. A maior parte dos produtores, cerca de 90%, diz acompanhar os custos completos do confinamento na ponta do lápis. Outros 7,3% monitoram apenas as despesas diretas. A minoria (2,1%) sequer dá atenção aos custos da atividade. A dieta dos animais confinados é composta, em média, por 66,1% de concentrado (alimentos com baixo teor de fibras e alto teor energético) e 33,9% de volumoso (que apresentam teor de fibra bruta superior a 18% na matéria seca).

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suíno: quinta-feira com preços estáveis

Para o Cepea/Esalq, o poder de compra dos suinocultores em novembro caiu frente ao mês anterior, interrompendo, portanto, o movimento de recuperação que vinha sendo observado nos últimos meses, sobretudo frente ao milho


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 140,00/R$ 145,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,40/R$ 10,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme o Cepea/Esalq referente à quarta-feira (24), houve aumento apenas no Paraná, na ordem de 0,15%, chegando a R$ 6,57/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 7,47/kg, valor de R$ 6,34/kg no Rio Grande do Sul, R$ 6,72% em Santa Catarina e R$ 7,73/kg em São Paulo. Ainda que o mês de novembro esteja se encaminhando para o final, o que, em tese, colocaria pressão de baixa no preço do suíno, na quinta-feira (25) as principais bolsas de suínos do mercado independente registraram cotações estáveis ou em alta.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: melhoram expectativas para o setor neste final de ano

No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 18/11/2021 a 24/11/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 3,22%, fechando a semana em R$ 6,77. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,99/kg", informou o Lapesui


Em São Paulo, conforme dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço do animal vivo ficou estável em R$ 8,00/kg. De acordo com o informativo da APCS, durante a reunião foi unânime as expectativas positivas para as próximas semanas, baseado na entrada do 13º salário, mercado externo abrindo novamente e o espírito do brasileiro em sair de casa para fazer turismo. No mercado mineiro, ficou mantido o mesmo preço da semana anterior, R$ 7,50/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Para o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, no momento atual o valor acordado representa o melhor equilíbrio entre todos os agentes da cadeia de produção, oferta, procura e expectativas. "Isso continua favorecendo as vendas que entrarão no final de ano com o menor estoque de animais disponíveis para venda desde que começamos medir 4 anos atrás", disse. Santa Catarina registrou leve alta, passando de R$ 7,12/kg vivo para R$ 7,18/kg, de acordo com dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). Essa melhora talvez seja fruto da perspectiva psicológica do mercado, tendo em vista que foi informado sobre a Rússia voltando às compras.

AGROLINK


Surto de peste suína africana se espalhando amplamente no Vietnã

Um surto de peste suína africana está se espalhando amplamente no Vietnã e prejudicando a indústria agrícola local, forçando o abate de três vezes o número de suínos abatidos no ano passado, disse o governo na quinta-feira


“O surto está evoluindo de maneira complicada”, disse o governo em um comunicado. “Está ameaçando se espalhar em grande escala.” O surto se espalhou este ano para 2.275 áreas, em 57 das 63 cidades e províncias do país, disse o governo, acrescentando que as autoridades já abateram este ano 230.000 suínos. A peste suína africana é inofensiva para os humanos, mas frequentemente fatal para os porcos. Ele se originou na África antes de se espalhar pela Europa e Ásia e matou centenas de milhões de porcos. O Vietnã relatou seus primeiros casos de peste suína africana entre seu rebanho de suínos em fevereiro de 2019. A doença forçou o abate de cerca de 20% de seu rebanho de suínos e dobrou o preço doméstico da carne de porco no início do ano passado. O surto diminuiu durante o resto do ano passado e no início deste ano, permitindo ao país reconstruir seu rebanho de suínos.

REUTERS


Festas de fim de ano devem impulsionar consumo de carne suína

Com preço da carne bovina e de aves nas alturas, suinocultores paranaenses acreditam que a proteína deverá ganhar espaço no carrinho dos brasileiros


“Esse período é um período que tradicionalmente aquecem as vendas de carne suína mesmo, mas eu acredito que as vendas vão ter um incremento maior ainda porque o consumo está represado nos últimos tempos por conta da pandemia e haverá uma flexibilização pelo fato das pessoas estarem vacinadas deu uma certa liberdade e a tendência é delas voltarem a consumir”, afirmou César da Luz, especialista em Agronegócio e Consultor da APS (Associação Paranaense de Suinocultura). O Paraná abateu 2.669.822 cabeças entre maio e julho deste ano, contra 2.513.245 no mesmo período do ano passado. Este ano, soma-se à tradição o fato dos preços da carne bovina e até mesmo o das aves estarem muito acima do normal. Um diferencial para os produtores do Estado é o status sanitário. O consumo do mercado interno também tem se elevado. “Está chegando a 18 kg por pessoa, quando antes a média era de 12 kg a 13 kg por pessoa. Daqui a pouco vamos bater 20 kg por pessoa. Ainda tem a Rússia, que abriu de novo o mercado [anunciou que adquirirá 100 mil toneladas de carne suína]. Nós temos plantas aqui no Paraná e outras no Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Então, o Brasil é a bola da vez nesse segmento”, destacou. “Mas ainda é pouco. Tem região que consome 30 kg por pessoa e na Europa esse consumo é de 40 kg a 50 kg por pessoa.” Ele ressaltou que está em curso um avanço muito expressivo em novas plantas para processar a carne suína. “Estão construindo uma nova em Assis (SP), que deve ser concluída em breve, e vai surgir a nova fronteira suinícola na região de Laranjeiras do Sul (centro-oeste), além de investimentos em novas granjas na região noroeste do Paraná com a instalação de uma granja em Paranavaí e Terra Boa.” O 2º trimestre de 2021 foi de recorde no abate de suínos no Brasil desde o início da série histórica em 1997. Foram abatidas 13,04 milhões de cabeças de suínos, com alta de 7,6% ante ao mesmo período de 2020. O abate de 923,56 mil cabeças de suínos a mais em relação ao mesmo recorte do ano passado foi impulsionado por altas em 18 das 25 unidades da Federação: Rio Grande do Sul puxou a fila, com um aumento de 273,47 mil. Santa Catarina (222,13 mil), Paraná (156,58 mil), Mato Grosso do Sul (86,97 mil), Goiás (73 mil), Minas Gerais (69,47 mil), São Paulo (19,96 mil) e Mato Grosso (1,19 mil) aparecem na sequência. Com isso, Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,5% da participação nacional, seguido por Paraná (20,5%) e Rio Grande do Sul (17,5%). O Estado abateu 2.669.822 cabeças entre maio e julho deste ano, contra 2.513.245 no mesmo período do ano passado. Na região de Londrina, o RPF Group – quarta maior empresa fornecedora de proteína suína do Paraná, com unidades de abate em Ibiporã e Bocaiúva do Sul - turbinou a produção em 30% neste último trimestre e investe, pela primeira vez, no lançamento de uma linha específica de cortes natalinos, que chegam ao mercado sob a sua marca de varejo, a Rainha Alimentos. Segundo o gerente comercial do grupo, Marcos Pezzutti, os lançamentos estarão nos supermercados no início de dezembro e incluem lombo e alcatra em versões já temperadas, além de sobrepaleta e pernil com osso fracionado, in natura. Ele informa que toda a produção dos novos cortes Rainha Alimentos está concentrada na unidade industrial do RPF Group de Ibiporã, que hoje abate cerca de 2.100 cabeças por dia e está passando por uma ampliação, com a construção de uma nova fábrica de farinha de carne/ossos e ainda uma fábrica de banha. Pezzutti destaca que o momento é muito bom para o setor. A alta dos preços da carne bovina acabou levando boa parte dos consumidores a optar pela proteína suína, que deve ter um crescimento de consumo per capita neste ano de 5%.

Folha de Londrina


FRANGOS


Frango: preços estáveis na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado recuou 0,75%, valendo R$ 6,60/kg

Na cotação do animal vivo, os valores não mudaram em Santa Catarina, com R$ 3,70/kg, em São Paulo, com preço de R$ 5,00/kg, e no Paraná, fixado em R$ 5,95/kg. Conforme o Cepea/Esalq, referente à quarta-feira (24), a ave congelada teve retração de 2,79%, atingindo R$ 6,98%, enquanto a resfriada cedeu 1,75%, fechando em R$ 7,30/kg.

Cepea/Esalq


Áustria registra caso de gripe aviária em pequena granja enquanto o vírus se espalha pela Europa

A Áustria encontrou um caso de gripe aviária em uma pequena granja perto do aeroporto de Viena e está ordenando que granjas com mais de 350 aves as mantenham confinadas, disse a agência de saúde pública AGES na quinta-feira.

REUTERS


EMPRESAS


BRF investe R$ 10 mi na Jornada Commodities 4.0, rastreabilidade dos grãos

A BRF anunciou investimento, até o fim de 2021, de cerca de R$ 10 milhões em sua Jornada Commodities 4.0, informou a companhia na quinta-feira (25). O montante está sendo aplicado na atualização de plataformas existentes e na implementação de novas tecnologias com o objetivo de garantir a rastreabilidade dos grãos adquiridos pela empresa


Dessa forma, a BRF afirma avançar no compromisso de mapear a procedência de 100% dos grãos da Amazônia e do Cerrado até no máximo 2025, bem como no cumprimento de sua Política de Compra de Grãos Sustentáveis. Esse investimento é parte dos R$ 700 milhões que serão direcionados para iniciativas de transformação digital da BRF pelos próximos quatro anos. A evolução da Jornada Commodities 4.0, aliada à Política de Compra Sustentável de Grãos, é parte importante dos esforços da empresa para que se torne net zero até 2040, incluindo suas operações e a cadeia produtiva, disse a BRF em nota. A nova política estabelece os procedimentos de compra com todos os parceiros, principalmente aqueles que estão localizados próximos a áreas de alta vulnerabilidade social e ambiental, com risco de desmatamento. Para cumprir com essas diretrizes, a BRF conta com uma plataforma tecnológica que integra processos que envolvem a rastreabilidade dos produtos e analisa a origem dos grãos adquiridos, trazendo mais transparência, assertividade e agilidade aos processos de compra por conectar os produtores diretamente à companhia. Antes mesmo de dar início às negociações, é possível identificar os que estão em linha com os compromissos de sustentabilidade da empresa. Ao identificar parceiros em desacordo com as políticas estabelecidas, a empresa notifica e orienta os produtores para garantir a origem dos grãos adquiridos pela companhia.

CARNETEC


Rússia reabilita unidades da BRF para exportação de suínos

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, retomou quatro habilitações para exportar seus produtos à Rússia a partir das unidades de Lucas do Rio Verde (MT), Campos Novos (SC), Lajeado (RS) e Rio Verde (GO)


A Companhia irá comercializar diversos cortes de suínos, prioritariamente pernil, lombo, paleta e sobrepaleta, com possibilidade de exportar também barriga e carcaça, a depender da demanda local. “A retomada da nossa atuação na Rússia, um dos maiores mercados consumidores de suínos, confirma a confiança deste país na qualidade de nossos produtos”, salienta Grazielle Parenti, Vice-Presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF.

Além de aumentar sua presença internacional com participação e relevância em alguns dos maiores centros consumidores do mundo, a BRF avança ainda no segmento de suínos de alto valor agregado, que oferece grande potencial para quintuplicar seu tamanho no Brasil e é mais um foco de atuação da Companhia apresentado na estratégia de crescimento Visão 2030. As quatro plantas habilitadas produzem cortes como pernil, lombo, paleta e sobrepaleta, barriga, costela e miúdos, sendo que a unidade de Lajeado é a única no momento que também produz carcaça suína.

BRF


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Suspensão de pedágios no Paraná deve tirar R$ 134 mi de prefeituras

Atraso em concessões deixará estradas do estado livres a partir deste fim de semana


A suspensão da cobrança de pedágios em estradas do Paraná deve retirar cerca de R$ 134 milhões do caixa de quase um quarto dos municípios do estado. A partir deste fim de semana, o tráfego nas rodovias do chamado anel de integração paranaense passará a ser gratuito, já que expira o contrato assinado em 1997 com as concessionárias que administram essas estradas. Parte das rodovias não terá mais cobrança no sábado (27); outra parte, no domingo (28). Sem o pedágio, deixa de ser recolhido também o ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre o trabalho dessas empresas. As prefeituras são as responsáveis pela cobrança. São elas que perderão a arrecadação. Dos 399 municípios do Paraná, 90 receberam impostos pagos por alguma das seis concessionárias de rodovias do estado. Em 2020 –último ano com dados consolidados–, as empresas pagaram R$ 134 milhões em ISS. Os governos federal e do Paraná têm um aco0rdo para leiloar novamente as rodovias, tanto as do anel de integração quanto outras que entrarão na licitação. A previsão inicial era que o leilão ocorresse a tempo para que as novas concessões entrassem em operação após o fim dos contratos anteriores. No entanto, com adiamentos, o certame ainda não ocorreu, e a nova previsão é que os novos contratos sejam firmados apenas no último trimestre do ano que vem. Isso significa que as estradas paranaenses ficarão sem pedágio por cerca de um ano. De acordo com dados fornecidos pelo DER-PR (Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná), a cidade de Ponta Grossa (a 115 km da capital Curitiba) foi a que mais recebeu ISS de concessionárias de pedágio no ano passado: R$ 7,9 milhões. Segundo seu Secretário de Fazenda, Claudio Grokoviski, o valor representa cerca de 7% de tudo que o município arrecada com o tributo. Ele disse que 25% do ISS recebido das concessionárias são destinados ao orçamento da educação. Entre 15% e 20% vão para a saúde de Ponta Grossa, que tem cerca de 350 mil habitantes. Grokoviski afirmou que a administração municipal não é contrária à suspensão temporária da cobrança do pedágio, mas disse que ela poderia ser feita de outra forma. "Para melhor programação orçamentária e financeira dos municípios impactados, essa medida poderia ser tomada de forma gradativa, para que não houvesse uma lacuna de tempo sem arrecadação", disse. O Secretário de Fazenda de Morretes, Cesar Pereira, disse que espera que o governo do estado compense as cidades pela perda de receita momentânea. Morretes (a 69 km de Curitiba) tem cerca de 16 mil habitantes. Recebeu R$ 5,9 milhões em ISS relativos a pedágios no ano passado e R$ 4 milhões neste ano, até agosto. Isso, segundo Pereira, representa 10% de toda a arrecadação municipal. O pedágio nas rodovias paranaenses chega a custar R$ 26 por automóvel e é considerado pelo próprio governo estadual um dos mais caros do país. A nova rodada de concessões de estradas do Paraná é o maior projeto do tipo já anunciado no Brasil. Envolve o leilão de 3,3 mil km de estradas estaduais e federais, divididas em seis lotes. As empresas vencedoras terão que investir R$ 43 bilhões em melhorias em dez anos. Esse valor cobrirá, entre outras coisas, a duplicação de 1,7 mil quilômetros de estradas. Fora o investimento, outros R$ 35 bilhões deverão ser gastos pelas concessionárias para manutenção e operação das rodovias durante os 30 anos de contrato.

FOLHA DE SÃO PAULO


Safra de verão no Paraná pode chegar a 25,61 milhões de toneladas

O volume de grãos produzidos pelo Paraná na safra de verão 2021/2022 deve chegar a 25,61 milhões de toneladas em uma área de 6,2 milhões de hectares, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Caso a expectativa se confirme, a produção será 10% superior à do ciclo 2020/21, em uma área 1% maior


O relatório do Deral sinaliza que o Paraná deve produzir 20,98 milhões de toneladas de soja, 6% a mais do que no ciclo anterior, enquanto a primeira safra de milho pode ter um aumento de 35% na produção, chegando a 4,2 milhões de toneladas. Com o plantio praticamente encerrado, a primeira safra de milho tem uma boa perspectiva e pode recompor as perdas dos últimos ciclos. Hoje, a produtividade média esperada no Paraná é de 9.750 quilos por hectare, levemente abaixo do recorde de 10 mil quilos. O relatório deste mês estima um volume de 4,2 milhões de toneladas, 35% a mais do que na safra anterior. Já a área está estimada em 430 mil hectares, alta de 15% sobre o ciclo 2020/21, segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 76,00 pela saca de 60 kg, valor aproximadamente 12% superior ao recebido em novembro de 2020, e 61% maior do que a média do ano passado. Com uma oferta maior do produto, após cerca de seis meses de déficit que exigiram mais importação, o mercado tende a se ajustar e os preços das proteínas animais devem equalizar. O ciclo 2021/22 da soja apresenta boas condições neste período e, mesmo com o excesso de chuvas que castigou parte das lavouras no último mês, as expectativas para a safra são positivas. O levantamento de novembro apontou que já foram semeados 5,47 milhões de hectares, cerca de 97% dos 5,62 milhões estimados. Espera-se a produção de 20,98 milhões de toneladas de soja nesta safra, estimativa que, se confirmada, supera em 6% a do ano passado, em uma área 1% maior. Das lavouras a campo, 95% estão em boas condições, e 5% se encontram em condições médias. Até o mês de novembro foram comercializados cerca de 8% da produção (1,72 milhão de toneladas), índice bem menor do que no mesmo período do ano passado, quando os produtores paranaenses já haviam vendido 42% do total estimado para a safra à época. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a expectativa dos produtores por patamares maiores de preço ajuda a explicar a retração na comercialização. Na semana passada, a saca de 60 kg de soja foi comercializada, em média, por R$ 152,00, o que representa um aumento de 3% sobre o valor recebido em 2020, de R$ 147,00. Por outro lado, é um preço menor do que o praticado nos últimos meses. Em outubro de 2021, por exemplo, a saca era comercializada por R$ 155,00, em média. Cerca de 99 % da área total de feijão da primeira safra, estimada em 140 mil hectares, está plantada. Do volume semeado, 82% apresentam boas condições e 18% condições médias. Já o volume produzido pode chegar a 276,1 mil toneladas, aumento de 7% em relação à safra anterior, enquanto a área é 8% menor. Na semana passada, o preço médio recebido pelos agricultores foi de R$ 253,37 pela saca de 60 kg do feijão tipo cores e R$ 225,48 para o tipo preto. Segundo Salvador, o Paraná registra redução desses valores comparativamente ao primeiro semestre, principalmente pela redução do consumo. As estimativas do Deral sinalizam que a produção de arroz no Paraná pode somar 150 mil toneladas de arroz na safra 2021/22. A oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha continua baixa e, por isso, a demanda é complementada com o produto de outros estados. A área para a safra 2021/2022 está estimada em 128,4 mil hectares. Já a produção deve somar 2,9 milhões de toneladas. Esta posição, se confirmada, será menor em 7% na área e 10% na produção em relação à safra anterior. Na semana de 15 a 19 de novembro, os valores pagos aos produtores foram considerados satisfatórios. Eles receberam, em média, R$ 602,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria. Este preço é cerca de 35% maior em relação a novembro de 2020. A saca de 25 kg de fécula foi comercializada a R$ 84,00 e a saca de 50 kg de farinha crua por R$ 128,00. Nesta semana, a cultura da cevada praticamente encerrou a colheita no Estado, já atingindo cerca de 98% da área estimada em 76 mil hectares. Na região de Guarapuava, principal produtora, 95% da área está colhida. Segundo o agrônomo do Deral Rogério Nogueira, registrou-se neste relatório uma redução de 18% no potencial produtivo da região, especialmente por conta das geadas e chuvas, mas a produção chega a 193 mil toneladas e tem boa qualidade.

Agência de Notícias do Paraná


MEIO AMBIENTE


Metano é chave para pecuária diminuir emissões, diz estudo

Até 2050, seria possível produzir gado de corte e leiteiro nos EUA sem que a atividade contribua para as mudanças climáticas, afirmam autores


A definição de métricas claras de redução das emissões de poluentes e a mensuração mais precisa dos impactos da criação de gado sobre o aumento da temperatura global são dois dos elementos centrais para o combate às mudanças climáticas, de acordo com um estudo produzido por Sara Place, Diretora de Sustentabilidade da empresa de saúde animal Elanco, e por Frank Mitloehner, professor e diretor do CLEAR Center, da Universidade da Califórnia. No artigo, que utilizou dados sobre a pecuária dos Estados Unidos, os autores dizem que, até 2050, com a diminuição das emissões de metano em 18% a 32%, seria possível produzir gado de corte e leiteiro no país sem que a atividade contribua para as mudanças climáticas. O estudo, que foi tema de um dos painéis da reunião anual da Mesa Redonda Canadense de 2021 para Carne Bovina Sustentável, realizada em setembro, avaliou as emissões de poluentes nas pecuárias de corte e bovina nos EUA no intervalo entre 1990 e 2019 e as particularidades sobre os gases que essas atividades geram. Um exemplo que ilustra essas diferenças é a comparação entre as emissões de metano nesses dois ramos da pecuária americana: na de corte, este gás representou 93% dos gases de efeitos estufa em 2019; na leiteira, a fatia foi de 54%. Essa diferença deve-se a fatores como o tipo de alimento que os animais consomem em cada atividade e também aos diferentes sistemas de manejo do esterco. “Ao contrário do que ocorre na produção de gado leiteiro, existem muito poucos sistemas de gerenciamento de rejeito líquido na indústria de carne bovina dos EUA”, explica a dupla de autores. Diferentemente do dióxido de carbono, o metano é um gás de vida curta. Assim, controlar as emissões desse poluente pode ter um impacto mais imediato na temperatura. “Em outras palavras”, afirmam no artigo, “é preciso quantificar as emissões a partir de seu impacto sobre a temperatura ao longo do tempo”. Os sistemas agroalimentares respondem por até 37% das emissões de gases de efeito estufa, de acordo com pesquisa que o Centro de Investimentos da Agência da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) apresentaram no início deste mês na COP26 em Glasgow, na Escócia - e, nesse universo, a pecuária é uma das maiores emissoras. Mas o tipo ou o volume de poluente que a criação de gado lança na atmosfera não é uniforme nem mesmo quando se compara o rebanho bovino de um mesmo país, como demonstra o artigo. Destrinchar essas informações é essencial para que se alcance o objetivo de limitar o aumento da temperatura global em até 2°C (mas preferencialmente em 1,5°C), em comparação com os níveis pré-industriais, segundo prevê o Acordo de Paris. É com base nesse detalhamento sobre as emissões de poluentes na pecuária que se pode avançar em outras frentes propostas no artigo, como inovações em nutrição animal e modelos de produção. Sobre o manejo, Sara Place e Frank Mitloehner lembram que o gado criado em pastagens emite muito mais metano que os animais em confinamento. Isso indica a necessidade de mais pesquisa para que seja possível reduzir as emissões na pecuária a pasto.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 0,51%, a R$5,5654

O dólar fechou em queda ante o real na quinta-feira, com investidores aproveitando para realizar lucros num dia sem grandes catalisadores externos e em meio ao debate sobre o ritmo de aperto monetário no Brasil


O dólar à vista caiu 0,51%, a 5,5654 reais. "O leilão (de títulos do Tesouro) foi pequeno, e o mercado ainda está reagindo de certa forma às falas do Campos Neto de ontem", disse um operador. O Tesouro vendeu cerca de 5 bilhões de reais entre prefixados (LTN e NTN-F) e em torno de 13,7 bilhões de reais em LFT (pós-fixado), colocando no mercado pela terceira semana seguida um nível de risco mais estável. A descompressão nos preços da renda fixa --cujo chacoalhão nos últimos tempos acabou inflamando as altas do dólar-- também ajudou a "destravar" certa realização de lucros na taxa de câmbio. Na véspera, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou que poderia não chancelar os elevados níveis de prêmio vistos na curva de DI, o que trouxe as taxas para baixo. De toda forma, o reforço nas últimas semanas das expectativas de aumentos da Selic já oferecia uma boa "blindagem" ao real. A taxa embutida em contratos de taxa de câmbio a termo dólar/real de um ano estava em 11,4% ao ano, contra 8,3% em meados de outubro e 2,4% um ano atrás. O que acaba compensando parte desse retorno é a alta volatilidade do real, que no mundo emergente só fica abaixo da atribuída à lira turca. E a piora das perspectivas para a economia é um obstáculo a mais, uma vez que torna o país menos atrativo a investimentos externos. Em uma semana o IBGE divulgará os dados preliminares do PIB de julho a setembro. "Existe um risco não desprezível de o PIB ter contraído no terceiro trimestre, o que neste caso configuraria uma recessão técnica", alertou o Citi em nota.

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Ibovespa tem alta de 1,29% puxada por Petrobras em sessão de baixa liquidez

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, em sessão com pouca liquidez já que o índice não contou com o suporte do mercado norte-americano, fechado por conta de feriado


Os papéis da Petrobras foram o principal fator de influência para a alta do Ibovespa, apesar de uma sessão morna para o petróleo. Executivos da companhia apresentaram durante o dia o plano estratégico da estatal para os próximos quatro anos a investidores e analistas. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,29%, a 105.864,45 pontos. O volume financeiro foi de 19,7 bilhões de reais. Para efeito de comparação, nos outros três dias da semana o volume esteve entre cerca de 26 e 31 bilhões de reais.

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Brasil tem déficit em transações correntes de US$4,464 bi em outubro

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 4,464 bilhões de dólares em outubro, com o rombo em 12 meses avançando a 1,66% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central na quinta-feira


Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 2,493 bilhões de dólares, também abaixo de expectativa no mercado de 4 bilhões de dólares. Para o mês de novembro, o BC projetou déficit em transações correntes de 7,8 bilhões de dólares e IDP de 3,9 bilhões de dólares. Até o dia 22 deste mês, o fluxo cambial ficou negativo em 5,588 bilhões de dólares, disse ainda o BC.

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IPCA-15 sobe 1,17% e tem maior alta para novembro em quase 2 décadas

A prévia da inflação brasileira atingiu em novembro a máxima para o mês em quase duas décadas diante do peso da gasolina, em resultado acima do esperado que intensifica o cenário de preocupação com a alta dos preços e de adversidade para a política monetária


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 1,17% em novembro, depois de subir 1,20% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. O resultado marca a taxa mais elevada para um mês de novembro desde 2002, quando o índice avançou 2,08%. Nos 12 meses até novembro, o IPCA-15 acumulou alta de 10,73% e permanece bem acima do teto da meta oficial --3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Nessa base de comparação, esse é o resultado mais alto para o índice desde que chegou a 10,84% em fevereiro de 2016. O quadro é desafiador, em meio à alta de commodities, problemas na cadeia de oferta global e desvalorização da taxa de câmbio. Os dados do IBGE mostraram que em novembro mais uma vez o maior vilão para o peso do consumidor foi a gasolina, cujo preço disparou 6,62%. No ano, o combustível acumula variação de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%. Isso levou Transportes a registrar de longe a maior alta entre os grupos, de 2,89%, sob o peso ainda da alta de 16,23% do transporte por aplicativo. Por outro lado, as passagens aéreas apresentaram queda de 6,34% nos preços, após altas consecutivas em setembro (28,76%) e em outubro (34,35%). Todos os outros oito grupos pesquisados pelo IBGE também mostraram avanço dos preços em novembro. Os custos de Habitação subiram 1,06%, com o 18º mês seguido de avanço do gás de botijão, de 4,34%. Já a alta da energia elétrica desacelerou a 0,93%, de 3,91% em outubro. Desde setembro está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica. O avanço dos preços de alimentação e bebidas também desacelerou, a 0,40% em novembro de 1,38% em outubro, devido a altas menos intensas nos preços do tomate (14,02%), do frango em pedaços (3,07%) e do queijo (2,88%). Ainda houve queda de preços nas carnes (-1,15%), no leite longa vida (-3,97%) e nas frutas (-1,92%). Na visão do mercado, a inflação terminará este ano a 10,12%, conforme aponta a pesquisa Focus do BC mais recente, e ficará em 4,96% em 2022.

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Investimento direto estrangeiro no país cai 44% em outubro, diz Banco Central

Volume de ingressos no mês somou em US$ 2,5 bilhões, abaixo da expectativa do BC


Os investimentos diretos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 2,5 bilhões (R$ 14 bilhões) em outubro, queda de 44% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (25). O volume ficou abaixo da expectativa do BC para o mês, de US$ 4 bilhões (R$ 22,4 bilhões). Em 12 meses até outubro de 2021 foi registrada entrada líquida de US$ 49,2 bilhões (R$ 275,6 bi) em investimentos diretos. "Com esses US$ 2,5 bi [em outubro] houve redução do investimento direto no país [na comparação] interanual. Nos últimos 12 meses se reduziu e ficou abaixo dos 12 meses até setembro [US$ 49,9 bi]", ressaltou o Chefe do Departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha. No período, US$ 3 bilhões (R$ 16,8 bilhões) foram aportados no Brasil por meio de participação no capital de empresas, quando a matriz estrangeira injeta recursos em troca de uma fatia do negócio local.

Já os empréstimos intercompanhia, quando a matriz concede crédito a sua subsidiária brasileira, registraram saída líquida de US$ 547 milhões (R$ 3 bilhões). Nesse caso, o retorno da empresa estrangeira é feito com pagamento de parcelas fixas em um prazo determinado, com juros. Os investimentos diretos são realizados por empresas que preferem estabelecer um relacionamento de médio e longo prazo com um país, assim, são menos voláteis que os investimentos financeiros, como compra de ações ou de títulos públicos. Para novembro, o BC projeta ingresso de US$ 3,9 bilhões (R$ 21,8 bilhões) na modalidade. De acordo com dados parciais do mês, até a última segunda-feira (22), os investimentos desse tipo totalizaram US$ 2,7 bilhões (R$ 15,1 bilhões). Já o fluxo de investimento estrangeiro no mercado de ações, fundos de investimento e títulos públicos brasileiros foi positivo em outubro, com entrada líquida de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,4 bilhões), após resultado negativo em setembro.

FOLHA DE SÃO PAULO


Agropecuária brasileira está em 20 lugar em ranking de produtividade entre 187 países

Estudo do USDA mostra que a agricultura brasileira cresceu, no período de 1961 a 2019, 3,75% ao ano, abaixo apenas da China com 4,41% a.a


Desde os anos 2000, o Brasil tem liderado a produtividade agropecuária mundial entre 187 países. É o que mostra um estudo do Economic Research Service, órgão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em outubro. De acordo com a pesquisa, o produto da agricultura brasileira cresceu, no período de 1961 a 2019, 3,75% ao ano, abaixo apenas da China com 4,41% a.a. O produto inclui 162 lavouras, 30 tipos de produtos animais e insetos e oito produtos da aquicultura. Os insumos são terra, trabalho, capital e materiais. Quando a comparação é feita a partir dos anos mais recentes, 2000 a 2019, a produtividade da agropecuária brasileira aumentou 3,18% ao ano, a maior taxa entre os países selecionados. Diversos fatores explicam como o agro nacional chegou a tal patamar. De acordo com o Coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, José Gasques, nos últimos anos, o Brasil fez várias reformas no sistema de financiamento, política de preços, corte dos subsídios, seguro rural e outras medidas que impactaram na produtividade agropecuária. “Entre elas, aumento de recursos, com ênfase no crédito de investimento, e várias linhas de financiamento foram criadas para a agricultura comercial e familiar”, explica o pesquisador, que analisou os dados do USDA. Entre 2000 e 2018, por exemplo, o volume de recursos para o crédito rural (custeio, investimento e comercialização) subiu 298% em valores reais, conforme o Banco Central. Investimentos em pesquisa, adoção de práticas da agricultura de baixa emissão de carbono, como plantio direto e sistemas de integração entre lavouras, pecuária e florestas, também impactaram no ganho de produtividade. Há pesquisas que apontam que o plantio direto pode aumentar a produtividade de uma lavoura de milho em até 30%. “Esses sistemas trouxeram acentuados ganhos de produtividade da agricultura”, conclui.

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