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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 163 DE 05 DE JULHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 163 |05 de julho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Semana abre com preços estáveis

Segundo a IHS Markit, a primeira semana de julho começa com as indústrias brasileiras e os pecuaristas ausentes das negociações envolvendo boiadas gordas


Segundo a IHS, diante do esgotamento iminente da existência de animais confinados no primeiro giro, a oferta de boiada gorda tende a ficar ainda mais enxuta nas próximas semanas, só melhorando a partir de setembro/22, quando está previsto a entrada de animais advindos do segundo giro de engorda no cocho. Macho terminado continua valendo R$ 317/@ em SP, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente, segundo a Scot Consultoria. Depois dos avanços registrados na última semana, o mercado do boi gordo em São Paulo abriu a segunda-feira (4/7) em ritmo lento, com os preços da arroba estáveis em relação aos valores da última sexta-feira, informou. Bovinos com padrão para atender o mercado da China estão sendo vendidos por R$ 330/@ em São Paulo, acrescenta a Scot. Na avaliação da IHS, a oferta de boiada gorda deve registrar forte redução ao longo do mês de julho, refletindo a menor disponibilidade de animais oriundos do primeiro giro de confinamento deste ano. “Observa-se que os negócios atuais envolvem alguns lotes de confinamento, porém, são operações pontuais, ocorridas geralmente por meio de parcerias entre invernistas e frigoríficos, de modo a mitigar e diluir custos e riscos”, informa a IHS. Na opinião da IHS, neste momento, os invernistas brasileiros apontam para uma maior intenção em efetuar o confinamento no segundo giro do ano. Os custos da ração estão mais baixos em relação aos registrado no primeiro semestre do ano, devido às recentes quedas nos preços do milho e do farelo e os valores dos animais de reposição também estão queda (reflexo da mudança de ciclo pecuário), o que garante aos confinadores margens operacionais mais atrativas e de menor risco. No mercado futuro, os preços do boi gordo ainda permanecem em patamares superiores aos praticados no mercado físico, acima de R$ 330 por arroba, garantindo margens remunerativas e indicando que, apesar da previsão de melhora da atividade de confinamento, a oferta de boiadas no segundo semestre ainda será enxuta. No mercado atacadista, os resultados no primeiro final de semana de julho não mostraram alterações significativas em relação ao consumo de carne bovina. Cotações: PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 277/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca R$ 285/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 292/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 292/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços oscilando

A reação mensal dos preços, que vem sendo observada em todas as praças acompanhadas pelo Cepea, é resultado da menor oferta de suínos, sobretudo de animais gordos, e do aquecimento da demanda por carne suína

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF oscilou com alta de 3,10% e queda de 2,17%, valendo R$ 133,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (1º de julho), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), e houve queda apenas no Rio Grande do Sul, na ordem de 0,32%, chegando em R$ 6,21/kg. Foram registradas leves altas em São Paulo, de 0,83%, atingindo R$ 7,25/kg, 0,16% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,32/kg, e de 0,15% no Paraná, fechando em R$ 6,49/kg.

Cepea/Esalq


China pede ao setor de suínos para garantir oferta estável à medida que os preços aumentam

A estatal de planejamento da China pediu aos principais criadores de suínos que garantam uma oferta constante, disse em comunicado na noite de segunda-feira, depois que os preços subiram nos últimos meses


Os preços do suíno no maior produtor mundial de carne suína subiram 50% desde o início de maio, impulsionados em parte pela oferta mais apertada após uma redução no rebanho reprodutor. Mas o principal motivo é a “relutância irracional em vender e engorda secundária no mercado”, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), após uma reunião com os principais produtores. A engorda secundária refere-se aos agricultores que compram suínos prontos para o mercado e os criam para pesos maiores para se beneficiarem de margens altas. A NDRC disse que alguns meios de comunicação exageraram e fabricaram informações sobre os preços mais altos, agravando a relutância dos agricultores em vender. “Atualmente, a capacidade de produção de suínos vivos é geralmente razoável e suficiente”, disse a NDRC em comunicado. Ele disse que havia um consumo fraco e nenhuma base para um aumento sustentado de preços. Os preços em alta estão impulsionando um rali nos futuros de suínos vivos, com o contrato mais ativo fechando 7,7% na segunda-feira, o maior ganho diário desde o lançamento do contrato em janeiro de 2021. O contrato de setembro negociado na bolsa de commodities de Dalian atingiu 22.695 yuans (US$ 3.389,24) por tonelada, o nível mais alto desde novembro do ano passado. Os principais produtores de suínos prometeram na reunião da NDRC abater em ritmo regular e não acumular suprimentos, disse a NDRC. Mas o grande produtor de suínos Muyuan Foods disse aos investidores em uma plataforma interativa que o recente aumento nos preços se deveu principalmente a uma melhora “marginal” na oferta e demanda, em vez de fatores emocionais ou de curto prazo. Os preços médios dos suínos atingiram 22,08 yuans por quilo na segunda-feira, com base em dados da Shanghai JC Intelligence Co Ltd, ainda bem abaixo dos preços recordes alcançados em 2020 e no primeiro semestre de 2021.

Reuters


FRANGOS


Alta no frango congelado e resfriado

Segundo colaboradores do Cepea, apesar das vendas externas aquecidas, o baixo consumo interno pressionou as cotações da maioria dos produtos da avicultura de corte


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 0,67%, chegando em R$ 7,55/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, custando R$ 6,00/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (1º de julho), a ave congelada teve aumento de 1,03%, atingindo R$ 7,87/kg, e a resfriada subiu 1,52%, fechando em R$ 8,03/kg.

Cepea/Esalq


INTERNACIONAL


Febre aftosa se espalha pela ilha de Bali e eleva o risco de contaminação no rebanho da Austrália

A disseminação da doença na Indonésia significa que as medidas de biossegurança devem ser aumentadas em solo australiano, dizem os analistas


O risco de ocorrência de casos de febre aftosa no rebanho bovino da Austrália cresceu com a confirmação de que o surto na Indonésia atingiu o ponto turístico de Bali, na Indonésia, segundo reportagem publicada na segunda-feira (4/7) pelo portal australiano Beef Central. Uma carta do Ministério da Agricultura da Indonésia confirmou a entrada da febre aftosa em Bali na última sexta-feira, com testes apontando a contaminação em 63 vacas, em três locais ao redor da ilha, diz o texto. Um bloqueio foi imposto para impedir a entrega de gado em Bali. As infecções em Bali somam-se aos mais de 230.000 animais contaminados em 22 províncias da Indonésia desde que o surto foi relatado pela primeira vez, no início de maio. A Indonésia iniciou um programa nacional de vacinação em meados de junho/22 e relatos da mídia local indicam que o número de animais vacinados até agora chegou a 169.782. A febre aftosa é altamente contagiosa e representa uma grande ameaça ao setor pecuário da Austrália e à economia australiana em geral, alerta o texto do portal australiano. Segundo especialistas do setor pecuário, um surto generalizado na Austrália teria um impacto econômico direto de US$ 80 bilhões ao país. A disseminação da febre aftosa para Bali significa que as medidas de biossegurança devem ser aumentadas em solo australiano, reforçam os analistas. Há mais de uma dúzia de voos de Bali para a Austrália todos os dias e esse número deve aumentar nas próximas semanas, à medida que o turismo se recupera após o fim das medidas de restrições ocasionados pela Covid-19. A principal religião em Bali é hindu, o que significa que há um grande número de porcos, bem como mais de 600.000 cabeças de gado espalhadas por toda a ilha, relata a reportagem.

Beef Central


Surto de peste suína no principal estado de carne suína da Alemanha representa ameaça de exportação de longo prazo

A propagação da Peste Suína Africana (PSA) para a região de criação de suínos mais importante da Alemanha foi um duro golpe para o setor, com grandes mercados, como a China, que agora devem manter proibições de importação nos próximos anos, disseram analistas na segunda-feira


O surto em uma fazenda em Emsland, na Baixa Saxônia, é o primeiro na região noroeste, onde se concentra grande parte do setor de suínos da Alemanha. A PSA, que é inofensiva para humanos, mas muitas vezes fatal para porcos, foi encontrada pela primeira vez no leste da Alemanha em setembro de 2020, que se acredita ter sido espalhada da Polônia por javalis. Isso levou a China e vários outros países a proibir as importações de carne suína alemã. “Esta é uma notícia muito assustadora e se havia esperanças de que a PSA estivesse confinada ao leste da Alemanha e que a doença estivesse sob controle, elas foram completamente descartadas”, disse Justin Sherrard, estrategista global de proteína animal do Rabobank. A Baixa Saxônia é a maior área de produção de suínos da Alemanha, com cerca de 6,4 milhões de suínos e leitões, segundo o escritório nacional de estatísticas da Alemanha. "Com os casos de PSA continuando a ocorrer na Alemanha, não se pode esperar um fim da proibição de importação da carne suína alemã pela China", disse Tim Koch, analista de carnes da consultoria de mercado alemã AMI. “Todas as esperanças de que a China possa suspender a proibição em um futuro próximo acabaram.” A Alemanha foi por muitos anos o maior produtor de carne suína da União Europeia, mas foi superada pela Espanha no ano passado depois que perdeu o acesso à China, o maior importador mundial de carne suína. O rebanho suíno da China, o maior do mundo, também sofreu grandes perdas devido à PSA, mas agora está começando a se recuperar. “De qualquer forma, a China tem uma necessidade reduzida de importação de carne suína da Europa e pode levar anos até que o mercado chinês possa ser reaberto às exportações alemãs de carne suína”, disse Koch. O número crescente de javalis na Alemanha, que podem vagar por longas distâncias, significa que uma propagação da doença era esperada, apesar dos esforços do governo para confiná-la ao leste da Alemanha. Cerca de 4.000 casos de PSA em javalis ocorreram na Alemanha, principalmente nos estados orientais de Brandemburgo e Saxônia. O surto também aumenta as preocupações sobre a possível disseminação para países vizinhos. “Se a PSA puder dar um salto de 500 quilômetros do leste da Alemanha para o norte da Alemanha, a preocupação é que ela possa se mudar para as grandes indústrias de suínos na Holanda e na França”, disse Sherrard.

Reuters


EMPRESAS


BRF é destaque em ranking de responsabilidade ESG

A BRF se destacou no Ranking Merco Responsabilidade ESG 2021, que avalia as empresas mais comprometidas nos âmbitos social, ambiental e de governança corporativa, informou a companhia


Ocupando a quarta posição na categoria do setor de alimentos, é a oitava vez consecutiva que a BRF integra o índice, o que "reforça o comprometimento com sua agenda de sustentabilidade e com a transparência em suas ações no decorrer dos últimos anos", segundo comunicado da empresa. "Para a BRF, é gratificante estar novamente entre as empresas mais bem listadas no Merco Responsabilidade ESG. O crescimento sustentável norteia os seus negócios e a preocupação com as pessoas, o meio ambiente e seus colaboradores é uma constante da companhia." Somente em 2021, a BRF investiu R$ 197,3 milhões em ações socioambientais e, deste total, R$ 134,6 milhões foram destinados para projetos de redução de impacto ambiental. No mesmo ano, mais de 98% dos fornecedores da BRF foram selecionados com base em critérios sociais e ambientais. A pesquisa, que deu origem ao ranking Merco Reponsabilidade ESG no Brasil ocorreu entre os meses de julho de 2021 e abril de 2022. A metodologia consiste em entrevistas com a alta direção de empresas com faturamento superior a US$ 40 milhões, que apontam dez companhias com melhor Responsabilidade ESG. Uma das principais novidades metodológicas nessa oitava edição do ranking é a inclusão do monitor Merco Sociedade, que mede a reputação da perspectiva cidadã, enfatizando a legitimidade social, a licença social e a plausibilidade social das organizações.

CARNETEC


JBS Biodiesel inaugura unidade que dobra capacidade de produção do grupo

A JBS Biodiesel, subsidiária da maior produtora global de carnes, anunciou na segunda-feira o início das operações de uma nova fábrica em Mafra (SC), duplicando a capacidade de produção de biocombustível da companhia


A nova fábrica, a terceira em operação da JBS Biodiesel, tem uma área total de 76 mil metros quadrados e capacidade de produção de aproximadamente 370 milhões de litros por ano. Com a unidade, a capacidade da JBS saltou para cerca de 720 milhões de litros por ano, montante que equivale a pouco mais de 10% do volume de 6,76 bilhões de litros de produção do biocombustível do país em 2021, disse a empresa. Com o novo investimento, que somou 180 milhões de reais, a empresa disse que reforça o conceito de economia circular no grupo, o que está em linha com o compromisso da JBS de se tornar Net Zero em 2040. “Os biocombustíveis têm um papel importante na matriz energética brasileira, e o biodiesel tem um grande potencial de crescimento no país”, disse o diretor Comercial da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira, em nota. A unidade vai utilizar matérias-primas como o óleo de fritura recuperado e o óleo de soja proveniente do esmagamento de grão para a produção de farelo que alimenta aves e suínos, disse a empresa, considerada a maior produtora mundial verticalizada de biodiesel a partir de sebo bovino. Além de Mafra, a companhia possui uma unidade de biocombustível em Lins (SP) e outra fábrica em Campo Verde (MT).

Reuters


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


FUNREP: secretaria da fazenda prorroga para 10 de janeiro de 2023 a cobrança de contrapartida

A Secretaria de Estado da Fazenda prorrogou novamente, agora para 1º de janeiro de 2023, a cobrança de contrapartida na utilização de benefícios e incentivos fiscais no Paraná. A alteração atende a um pedido do setor produtivo, pois, caso contrário, teria sério impacto já em 2022, devido à pressão inflacionária, afetando negativamente o agronegócio principalmente


Por entender que a cobrança de contrapartida na utilização de benefícios e incentivos fiscais é prejudicial à concorrência do produto produzido no Estado do Paraná, o setor produtivo por meio do G7, grupo que representa as principais entidades do setor produtivo paranaense, continuará atuando junto ao Governo do Estado até o final do ano, para que não prevaleça a exigência, principalmente sobre os produtos agropecuários, uma vez que se fazem necessários tais incentivos para fazer frente a guerra fiscal, diante dos incentivos e benefícios concedidos por outros Estados da Federação. A instituição da cobrança atende à Lei Complementar nº 231/2020, que disciplina essa contrapartida dos depósitos a serem efetuados pelos beneficiários do programa de incentivos tributários. O decreto que regulamentou a decisão (9.810/2021) instituiu a referência de 12% sobre o valor do respectivo incentivo ou benefício utilizado. Essa cobrança é destinada ao Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep), que foi constituído no contexto da pandemia e tende a minimizar os impactos econômicos causados, sendo que a cobrança de contrapartida na utilização de benefícios e incentivos fiscais, não é a única fonte prevista para o Fundo. “A oficialização da prorrogação para 2023, ocorreu por meio do Decreto nº 11.584 do dia 30 de junho de 2022, que, inclusive, retirou permanentemente a cobrança de alguns setores, como a suinocultura. A Ocepar, juntamente com o G7, tem trabalhado incessantemente para que o Estado esteja sensível aos impactos negativos nas cadeias produtivas paranaenses”, afirma o coordenador jurídico da Ocepar, Rogério Croscato.

OCEPAR


Paraná registra a maior queda no preço da gasolina, segundo a ANP

Gasolina no Paraná caiu bem acima da média nacional com o teto do ICMS dos combustíveis


Com a redução do ICMS sobre os combustíveis no Paraná, de 29% para 18%, o estado foi o que apresentou a maior queda no preço médio da gasolina no país. Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na última sexta-feira (1º), data em que a medida passou a valer, o litro do item passou de R$ 7,41 para R$ 6,84. A redução, de R$ 0,56, é bem maior do que a observada em média no país, de R$ 0,26 - passando de R$ 7,39 para R$ 7,12. De acordo com a ANP, o litro da gasolina caiu em 11 dos 13 estados em que a alíquota do ICMS foi alterada - em função da Lei Complementar nº 194/2022, que prevê um teto para o imposto estadual dos combustíveis e da energia elétrica. A menor redução no preço foi verificada na Bahia, com a diminuição de R$ 0,11 no preço médio do litro. Alguns estados prometem brigar no STF contra a mudança. O Governo do Paraná projetou que, em decorrência da mudança na alíquota do ICMS, terá uma perda de receita de R$ 3,95 bilhões até o fim do ano. Ratinho Junior, antes da aprovação da lei, chegou a afirmar que temia pelas contas do estado.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem leve alta em pregão sem EUA; risco fiscal segue em foco

O dólar fechou em leve alta contra o real nesta segunda-feira, em sessão sem grandes catalisadores e de volumes reduzidos devido a feriado nos Estados Unidos, enquanto o noticiário envolvendo a PEC dos Auxílios continuou rondando os mercados locais


A moeda norte-americana à vista teve variação positiva de 0,07%, a 5,3250 reais na venda, maior nível para encerramento desde 28 de janeiro (5,3915). Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,20%, a 5,3620 reais. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, disse que a movimentação tímida do dólar neste pregão refletiu uma agenda esvaziada e sem a referência da principal praça do mundo, os EUA, que comemoraram na segunda-feira a independência do país. Mas o arrefecimento no rali recente do dólar --que saltou quase 10% no segundo trimestre e marcou em junho seu melhor desempenho mensal frente ao real desde março de 2020-- não significa que agentes financeiros locais deixaram de lado preocupação com uma "PEC Eleitoral" em tramitação no Congresso, disse Rostagno. A PEC mencionada por ele --também chamada de "PEC Kamikaze" por alguns participantes do mercado-- amplia benefícios sociais existentes, caso do Auxílio Emergencial e do Auxílio Gás, e cria novos destinados a transportadores autônomos e taxistas, além de prever recursos a programa alimentar. A versão da PEC aprovada na semana passada pelo Senado prevê a imposição de um estado de emergência para possibilitar os novos gastos --medida vista por críticos como manobra para driblar o teto de gastos e a lei eleitoral. O relator da proposta na Câmara, deputado Danilo Forte (União-CE), disse na segunda-feira que quer suprimir do texto dispositivos que estabelecem o estado de emergência --sugerindo em vez disso mudança no teto de gastos que permita aumentos de despesas em casos específicos-- e incluir motoristas de aplicativos dentre os beneficiários de novos auxílios. "São benesses que o governo e o Congresso estão tentando aprovar, mas que acabam elevando o risco fiscal do país", disse Rostagno sobre a PEC, citando impacto sobre a taxa de câmbio, extremamente sensível à confiança de investidores no Brasil. Em meio à preocupação com o cenário fiscal, uma medida do risco-país subiu para perto dos maiores patamares desde maio de 2020 no final da semana passada, e continuava flertando com esses níveis na segunda. Com o desempenho da segunda-feira, o dólar passou a acumular queda de apenas 4,46% em 2022, mais de 15% acima do menor patamar para encerramento do ano, de 4,6075 reais, atingido no início de abril.

Reuters


Ibovespa recua em pregão com volume reduzido por feriado nos EUA

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, com baixo volume de negócios em razão de feriado norte-americano e agentes financeiros ainda preocupados com o ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos e a possibilidade de uma recessão global.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,35%, a 98.608,76 pontos. O giro financeiro no pregão somou apenas 11,3 bilhões de reais, contra uma média diária de cerca de 30 bilhões de reais no ano. Uma agenda relevante concentra as atenções nesta semana, uma vez que persistem os temores de que bancos centrais, em especial o Federal Reserve, sejam agressivos com juros para controlar a inflação, com efeitos mais nocivos que o esperado nas economias. De acordo com o especialista em renda variável da Blue3 Lucas Carvalho, investidores aguardam ansiosamente a divulgação da ata da reunião mais recente do banco central norte-americano, que "pode ditar o ritmo dos mercados nos próximos dias". Mas, além da ata do Fed, prevista para a quarta-feira, os holofotes também estão voltados para os dados de junho do mercado de trabalho norte-americano, agendados para sexta-feira. Para o especialista de investimentos da Rico, Álvaro Feris, no aguardo de mais pistas sobre os próximos passos do Fed e do estado da economia dos EUA, "investidores seguem dominados pelo sentimento de aversão ao risco". No Brasil, onde o BC também está elevando a taxa Selic, a agenda de indicadores destaca IPCA do mês passado, também previsto para sexta-feira, enquanto investidores seguem acompanhando a tramitação da PEC dos Benefícios.

Reuters


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