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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 157 DE 27 DE JUNHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 157 |27 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: valorização da arroba nas praças de São Paulo e Mato Grosso

Na sexta-feira, a IHS Markit observou avanços nos preços da arroba em quase todas as regiões pecuárias do Mato Grosso (com exceção de praça de Cuiabá, onde o boi gordo ficou estável), fundamentados pelo atual descompasso entre oferta de gado disponível para abate e a procura por parte das indústrias


A IHS também observou aumentos diários nas cotações do boi gordo nos Estados do Maranhão e de Rondônia, também refletindo a dificuldade em originar maiores volumes de boiada gorda. Segundo a IHS, o volume de boiada gorda terminada a pasto é bastante escasso em boa parte do País, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. Na faixa Centro-Norte ainda há oferta remanescente de lotes terminados a pasto, porém já há sinais de exaustão. Além disso é baixa a oferta de boiada advinda do primeiro giro de confinamento, setor desestimulado pelos altos custos com nutrição animal. No mercado doméstico, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estáveis na sexta-feira, depois dos ganhos obtidos na primeira quinzena do mês, informa a IHS. Durante a semana, a referência para o macho terminado destinado ao mercado doméstico acumulou valorização de R$ 7/@ no interior de São Paulo, fechando a sexta-feira em R$ 310/@ (preço bruto e a prazo), informa a zootecnista Thayná Drugowick, analista de mercado da Scot Consultoria. Por sua vez, o animal com padrão para atender o mercado da China (até quatro dentes) segue firme, valendo R$ 320/@ no mercado paulista. “Porém, já ocorrem negócios pontuais envolvendo lotes de boi-China por R$ 325/@”, relata a analista da Scot. Os preços da vaca e novilha gordas negociadas nas praças de São Paulo permaneceram estáveis na sexta-feira, em R$ 280/@ e R$ 300/@, respectivamente (valores brutos e a prazo), acrescenta a Scot Consultoria. Além disso, continua a analista da Scot, as expectativas para as exportações brasileiras de carne bovina são positivas, em meio ao movimento de desvalorização do real frente ao dólar, o que contribuiu para a maior competitividade do produto nacional. Até a terceira semana de junho, foram exportadas 97,94 mil toneladas de carne bovina in natura, com volume médio diário embarcado de 8,16 mil toneladas, um avanço de 22,2% frente à média de junho/21 (6,68 mil toneladas). Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 271/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 280/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 292/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 260/@ (à vista)

vaca a R$ 250/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista).

PORTAL DBO


Agrifatto: média nacional das escalas de abate se mantém estável

Em Mato Grosso do Sul, os frigoríficos locais conseguiram avançar as suas escalas em 2 dias, encerrando a semana com 10 dias úteis programados


A média nacional das escalas de abate se encontra em 8 dias úteis, sem variação ante o registrado na semana passada, acrescenta a consultoria, que aponta abaixo as programações em algumas principais regiões brasileiras. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 9 dias úteis programados, sem alteração no comparativo entre as semanas. Mato Grosso do Sul – Os frigoríficos locais conseguiram avançar as suas escalas em 2 dias, encerrando a sexta-feira com 10 dias úteis programados. Pará e Goiás – Nesses Estados, as escalas de abate se encontram na média de 8 dias úteis. Enquanto as indústrias goianas aumentaram as escalas em 2 dias, as paraenses reduziram as programações em 5 dias, no comparativo semanal. MG/MT/RO – Os frigoríficos mineiros, mato-grossenses e rondonienses encerraram a semana com as escalas próxima dos 7 dias úteis. Em Minas Gerais e Rondônia as programações recuaram 1 dia, enquanto em Mato Grosso avançaram 1 dia, ante o registrado na sexta-feira passada. Tocantins – As programações de abate continuaram na média de 6 dias úteis, sem variação no comparativo semanal.

Agrifatto


SUÍNOS


Na Sexta-feira, mercado de suínos estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 128,00/R$ 137,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,00%/0,97%, custando R$ 9,90 o quilo/R$ 10,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (23), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 6,17/kg. Houve alta de 0,62% no Paraná, atingindo R$ 6,49/kg, avanço de 0,56% em São Paulo, chegando em R$ 7,17/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,27/kg.

Cepea/Esalq


Preço pago pelo quilo do suíno vivo no RS apresenta estabilidade

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, na sexta-feira (24), o preço de R$ 6,46 para o quilo do suíno vivo pago ao produtor independente no estado, ou seja, mantém-se estável


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 88,67. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.523,33 e da casquinha de soja é de R$ 1.400,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 4,98. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

Acsurs


FRANGOS


Mercado do frango com pequenas variações na sexta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado recuou 0,67%, alcançando R$ 7,45/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, custando R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (23), houve alta de 0,26% para a ave congelada, chegando em R$ 7,74/kg, e de 0,13% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,80/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Poder de compra recua em junho

A menor demanda interna pela carne de frango, devido à renda limitada da população, sobretudo no início deste mês, pressionou o valor médio do animal vivo no mercado independente de maio para junho, conforme indicam pesquisas do Cepea


Quanto aos principais insumos da atividade, o milho e o farelo de soja, o cenário também foi de desvalorização nesse período, mas o movimento de queda ocorreu de forma menos intensa. Diante disso, o poder de compra de avicultores de corte frente aos insumos vem recuando em junho, após terem avançado por três meses seguidos.

Cepea


Religião e inflação abrem caminho para frango dominar o consumo de carne

Projeções indicam que, até 2030, a humanidade vai comer mais aves do que qualquer outra proteína animal. O frango está se consolidando como a carne mais consumida no mundo


Durante anos, a posição foi confortavelmente ocupada pela proteína de porco, que é a predileta no continente mais populoso do planeta, a Ásia. Projeções feitas pela OCDE, (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicam que, até o fim da década, a humanidade vai comer mais aves do que qualquer outro tipo de proteína animal. Em 2030, elas devem representar 41% de todo consumo, abrindo ainda mais distância em relação aos suínos (34%), bovinos (20%) e ovinos (5%). Os peixes não entram na conta. De acordo com o estudo, o consumo de todas as carnes vai aumentar em 14% nos próximos oito anos, puxado pelo crescimento da população. Nesse cenário, porém, o frango se destaca pela maior expansão. Ser a mais barata das proteínas animais ajuda a explicar essa projeção, especialmente nos países de baixa renda. A inflação dos alimentos costuma pesar sobre as carnes, favorecendo a escolha do frango. Na China, por exemplo, a carne suína continua sendo a preferida, mas a alta dos preços provocou um aumento no consumo de aves. No Brasil não é diferente. Por aqui, a proteína já é a principal e deve representar 51% de todo o consumo em 2022. Considerando a possibilidade de um ciclo inflacionário global que dure anos — como previsto por economistas em Davos, o frango deve permanecer nas listas de compras. Mas o preço também pode ser favorável por outra perspectiva: a do aumento da renda global. Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), mais famílias devem entrar na zona de consumo ao longo dos próximos anos. "Sabemos que dos primeiros US$ 10 que uma pessoa começa a ganhar a mais, saindo da linha da pobreza, US$ 6 vão para comida", afirma. O fato de ser mais acessível, contudo, só explica uma parte dessa ascensão. Santin lembra que o consumo de aves não sofre nenhuma restrição religiosa ao redor do mundo, diferentemente do que acontece com bovinos e suínos. Dirceu Talamini, pesquisador da Embrapa, também menciona esse aspecto ao explicar a projeção da OCDE. O islamismo, por exemplo, é a religião que mais cresce no mundo e seus seguidores não comem carne de porco, assim como os judeus. "É um contingente muito grande da população que acaba tendo restrições", diz. Outro fator que deve ser levado em consideração, na visão do pesquisador, é a saúde. Em países de alta renda, os hábitos alimentares também estão mudando, indicando uma maior preferência por carnes brancas —que são percebidas como uma escolha mais adequada. Nos últimos 50 anos, a produção global de aves aumentou rapidamente, crescendo mais de 12 vezes entre 1961 e 2014. Santin, presidente da ABPA, atribui isso a uma série de fatores, como a menor necessidade de terras e a alta conversão do quilo de ração em quilo de carne —o que diminui os custos. "Para aumentar a produção de gado, por exemplo, não basta o produtor aumentar o peso, é preciso ter mais terra, mais pastagem ou maior confinamento. Com suínos é semelhante", diz. "Na criação de frango, há uma densidade natural e também uma melhor utilização de recursos: precisa de menos água, menos ração e menos energia", acrescenta. Outro aspecto importante, ele diz, é o tempo de produção. Enquanto a bovinocultura e a suinocultura demandam ciclos de um ou dois anos, na avicultura esse período é de 45 dias, em média. Atualmente, o Brasil é o primeiro exportador de frango e o segundo maior produtor global. Segundo Santin, isso se deve às boas condições climáticas, que favorecem a criação desses animais. "Em países frios, é preciso aquecer o frango para conseguir criar, enquanto no Oriente Médio tem que resfriar com ar-condicionado", afirma. Talamini, da Embrapa, ainda acrescenta o fato de o Brasil ser um importante produtor de soja e milho, que são os insumos básicos. O pesquisador, que fez um estudo sobre a evolução da avicultura no Brasil, também destaca que o modelo brasileiro foi importado dos EUA na década de 1960, já de uma forma padronizada, com melhoramento genético, ração de qualidade e aviários de tamanho adequado. A produção, ele diz, evoluiu num sistema de integração, em que os produtores entram com a propriedade e mão de obra, enquanto as empresas fazem a coordenação do modelo.

FOLHA DE SÃO PAULO


Sindiavipar participa de missão da indústria paranaense aos EUA

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Irineo da Costa Rodrigues, que também é presidente da Lar Cooperativa Industrial, está participando de uma missão aos Estados Unidos organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)


A comitiva conta com representantes de oito empresas paranaenses com o objetivo de prospectar mercados para o setor de alimentos e outros produtos nas redes de supermercados e distribuidoras na Flórida, segundo Rodrigues, em programa de rádio da Lar Agroindustrial divulgado na quarta-feira (22). “O meu objetivo, e que também é o interesse da Lar e das indústrias de abates de frango do estado do Paraná que eu represento na condição de presidente do Sindiavipar, é conhecer como está o consumo e como estão as importações de proteína animal, como das carnes de um modo geral, pelos EUA, e começando por essa região que é a região mais próxima do Brasil”, disse Rodrigues. “Tivemos muitas visitas aos supermercados, muitas reuniões com supermercadistas, com distribuidores, com compradores, para conhecer a forma como eles negociam, como eles importam, como o produto chega aqui e como ele é distribuído. Claro que, por enquanto, eles não estão comprando frango do Brasil, mas acreditamos que isto um dia isso vai acontecer.” Rodrigues acredita que a forte demanda por peito de frango nos EUA poderá motivar o país a importar o corte do Brasil no futuro, tendo em vista os menores preços e custo de produção da carne de frango brasileira.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Indústria suína do Reino Unido reduz o uso de antibióticos em 17%

Novos números mostram que a quantidade de antibiótico usada para tratar porcos nas fazendas do Reino Unido em 2021 caiu 17%


De acordo com dados coletados usando o livro eletrônico de medicina (eMB), que representa aproximadamente 95% dos suínos abatidos no Reino Unido, o uso de antibióticos em 2021 foi de 87mg/PCU, em comparação com 105mg/PCU em 2020. Este resultado é um passo positivo para cumprir o segundo conjunto de metas desenvolvidas pela RUMA Targets Task Force de uma redução de 30% no uso total de antibióticos até o final de 2024, com base em dados de 2020. Grace Webster, veterinária e presidente do Subgrupo de Uso de Antimicrobianos do Conselho de Saúde e Bem-Estar dos Porcos, comentou: “Esta é outra forte redução no uso de antibióticos no rebanho suíno do Reino Unido durante um ano muito difícil para os produtores de suínos. Isso reflete uma atitude positiva e trabalho árduo de nossos veterinários e agricultores para garantir que uma boa administração de antibióticos seja aplicada em nossas fazendas de suínos”. O uso de antibióticos de importância crítica de maior prioridade (HP-CIA) permanece em um nível muito baixo, com uma ligeira diminuição de 0,05mg/PCU para 0,03mg/PCU registrada em 2021. Nenhum uso de colistina foi relatado em suínos em 2021. Os HP-CIAs, conforme categorizados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), são os mais importantes para a saúde médica humana e as reduções em seu uso têm sido um foco para todos os setores de animais de fazenda do Reino Unido desde que os esforços de administração aumentaram. A única classe de antibiótico em que não foi registrada redução é a dos Aminoglicosídeos. O uso aumentou ligeiramente, em 8,06mg/PCU em 2021, acima dos 7,89mg/PCU em 2020, continuando a tendência observada nos dados de 2020. A Sra. Webster acrescentou: “Há, sem dúvida, desafios a serem enfrentados à medida que a indústria continua a se adaptar à perda de óxido de zinco para controlar a diarreia pós-desmame, e isso se reflete em um pequeno aumento no uso de aminoglicosídeos, mas estamos tranquilos por uma redução adicional no uso dos antibióticos de maior prioridade e criticamente importantes”.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL


Espanha abate 40% mais suínos do que há 10 anos com recorde de exportações

O abate de suínos na Espanha cresceu 40,7% desde 2012. De 41,6 milhões de cabeças de suínos mortos há uma década, subiu para 58,5 milhões em 2021. As exportações não param de crescer e a Espanha já é o terceiro maior produtor do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos


É o que consta no Relatório Anual da Organização Interprofissional dos Porcos de Pelagem Branca (Interporc), com dados compilados a partir de informações oficiais do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação. Quanto à produção total de carne suína, em 2021 foram atingidos 5,19 milhões de toneladas (4,8 de camada branca), o que representa um aumento de 3,8% em relação a 2020 e de 49,57% em relação a 2012. Da mesma forma, a Espanha produziu cerca de 967 mil toneladas de carne suína processada em 2021. Destes, 58% na forma de embutidos e os 42% restantes, na forma de alimentos cozidos e em conserva. Mas de toda essa carne que é produzida no país, 60% vai para o exterior. E a última década foi um salto quantitativo notável. Desde 2012, as exportações de carne suína aumentaram 119,15%. No total, passaram de 1,41 milhão de toneladas naquele ano para 3,09 milhões em 2021. Em valor, as exportações ultrapassaram os 7.718 milhões de euros, o segundo valor mais elevado de todo o setor agroalimentar. E foram 133% superiores aos de 2012. Por outro lado, as importações são muito pequenas, então a balança comercial é positiva, com 7,212 milhões, uma das maiores de todos os setores. 40,4% do que foi exportado foi para a China, com 1,21 milhão de toneladas no valor de mais de 2.701 milhões de euros. O restante foi principalmente para França, Itália, Filipinas, Japão, Coreia do Sul e Portugal. Esses sete mercados externos já representam 75% de todas as exportações do setor, que envia carne suína para 130 destinos. Onde os animais são criados? Bem, fundamentalmente, em seis comunidades autónomas, que respondem por 95% das exportações. Catalunha (52,4%), Aragão (22,6%), Castilla-La Mancha (5,4%), Região de Múrcia (5,3%), Castilla y León (5%) e Andaluzia (4,5%). O consumo, por outro lado, marca mais uma vez a tendência de queda que teve na última década e que foi interrompida no primeiro ano da pandemia. Em 2021, as famílias espanholas consumiram mais de 990.000 toneladas de carne e carne suína processada. Destes, 451.000 eram carnes frescas e 539.000 na forma de carnes processadas. Comparado a uma década atrás, consumimos 8,3% menos do primeiro e 5,97% menos do segundo. De qualquer forma, se somarmos o consumo fora de casa nos canais de hotelaria e indústria, no total estima-se que o consumo atingiu 1,22 milhão de toneladas em 2021. Por pessoa, os espanhóis consomem 9,77 quilos de carne suína fresca por ano, enquanto para a carne processada o número sobe para 11,68 quilos. O consumo conjunto de ambos os tipos dá um saldo de 45,40 quilos por pessoa por ano.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


C. Vale obtém a licença de construção para unidade de suínos em Palotina

O processo de agroindustrialização da C.Vale, iniciado há 25 anos com a avicultura, vai se expandir com a estrutura composta por cinco galpões que serão capazes de alojar até cinco mil fêmeas que produzirão 160 mil leitões por ano


O governo do estado formalizou a entrega na sexta-feira (24), em Palotina, no Oeste do Estado, da licença de instalação da Unidade Produtora de Leitões Desmamados da cooperativa C. Vale no município. O processo de agroindustrialização da C. Vale, iniciado há 25 anos com a avicultura, vai se expandir com a estrutura composta por cinco galpões que serão capazes de alojar até cinco mil fêmeas que produzirão 160 mil leitões por ano. Com essa quantidade, a UPD terá capacidade para abastecer até 40 novas Unidades de Terminação de Suínos para até mil animais cada. A cooperativa está investindo R$ 75 milhões no empreendimento. Os dejetos serão armazenados em biodigestores capazes de gerar aproximadamente 5.700 Kwh/dia de energia elétrica, segundo informado pela C. Vale. A licença autorizada pelo Instituto Água e Terra (IAT) tem como base a legislação ambiental e demais normas pertinentes, e também atende à legislação vigente da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná. O presidente da C. Vale, Alfredo Lang, explicou que o investimento permitirá ampliar a produção de leitões e o fornecimento de suínos ao frigorífico que a Frimesa está construindo em Assis Chateaubriand. Será o maior da América Latina. “Os produtores recebem os leitões dessa unidade e criam eles até o abate. São mais de 25 mil associados no total da C. Vale, com cerca de 800 produtores ligados diretamente à suinocultura. O empreendimento vai gerar muita oportunidade de trabalho junto ao produtor e na unidade produtora de leitões, fortalecendo toda a economia da cidade e da região”, destacou Lang. Os empregos gerados pela expansão da C. Vale junto a outras empresas da região de Palotina têm impacto em cerca de 35 municípios.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


IPCA-15 sobe 0,69% em junho, diz IBGE

A alta do IPCA-15 voltou a acelerar em junho e ficou acima do esperado sob o peso do reajuste dos planos de saúde, com a taxa acumulada em 12 meses permanecendo acima de 12%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou em junho alta de 0,69%, ante 0,59% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses inflação de 12,04%, ainda quase 2,5 vezes o teto da meta oficial para a inflação este ano, que é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA --já abandonada pelo Banco Central. A leitura para o dado em 12 meses também ficou acima da expectativa, de um avanço de 11,98%. O reajuste de até 15,5% dos planos de saúde acabou apagando o alívio proporcionado pela entrada em vigor da bandeira tarifária verde para as contas de energia. Em junho, os custos dos planos de saúde saltaram 2,99%, exercendo o maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês e levando o grupo Saúde e cuidados pessoais a um avanço de 1,27% no mês. Por outro lado, a alta dos preços do grupo Transportes desacelerou a 0,84% em junho, contra 1,80% em maio, graças à queda de 0,55% nos combustíveis, após avanço de 2,05% no mês anterior. De acordo com o IBGE, embora o óleo diesel tenha subido 2,83%, o etanol e a gasolina caíram 4,41% e 0,27%, respectivamente. Também tiveram queda os preços da energia elétrica, de 0,68%, devido à entrada em vigor a partir de 16 de abril, da bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Ainda assim, o grupo Habitação deixou para trás a deflação de 3,85% de maio e passou a subir 0,66% em junho, puxado pelo aumento de 4,29% da taxa de água e esgoto. A alta do grupo Alimentação e bebidas desacelerou a 0,25% em junho, contra 1,52% em maio, com os preços dos alimentos para consumo no domicílio apresentando variação positiva de 0,08%. O Banco Central segue em sua batalha contra a inflação e na semana passada elevou a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano, seguindo a indicação de que reduziria a intensidade de seu ciclo de aperto monetário, mas disse que antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude, na reunião de agosto. As mais recentes projeções do BC apontam para um IPCA de 8,8% ao final deste ano e de 4,0% em 2023, com a autoridade monetária já sinalizando que tentará levar a inflação a um patamar em torno da meta, não exatamente em cima do alvo. A política monetária do BC está atualmente focada na inflação de 2023, e o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, afirmou que, a partir de agosto, 2024 também entrará no chamado horizonte relevante do Banco Central.

REUTERS


Dólar à vista fecha em alta de 0,43%, a R$5,2518 na venda; na semana, moeda avança 2,06%

O dólar avançou contra o real na sexta-feira e marcou uma quarta semana consecutiva de ganhos, com ruídos fiscais domésticos impedindo o mercado de câmbio local de aproveitar uma recuperação de ativos arriscados no exterior


A moeda norte-americana fechou em alta de 0,43%, a 5,2518 reais, maior nível desde 8 de fevereiro deste ano (5,2604), depois de trocar de sinal várias vezes ao longo da sessão, indo de 5,2033 reais na mínima (-0,49%) a 5,2770 reais na máxima do dia (+0,92%). Em relação ao fechamento da última sexta-feira, o dólar avançou 2,06%, marcando a quarta semana seguida de valorização, maior sequência do tipo desde os cinco avanços semanais consecutivos completados em 8 de outubro do ano passado, acumulando salto de 10,83% no período. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,25%, a 5,2655 reais.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com NY e commodities, mas acumula 4ª semana de queda

O Ibovespa teve uma sessão mais positiva na sexta-feira, endossada por ganhos em Wall Street e alta de preços de commodities, mas insuficiente para evitar a quarta queda semanal seguida, tampouco recuperar o patamar dos 100 mil pontos


Preocupações persistentes com o risco de uma recessão global, principalmente nos Estados Unidos, continuaram pressionando os negócios, enquanto no Brasil também pesaram as preocupações com ruídos políticos e perspectivas fiscais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,75%, a 98.817,62 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 20,2 bilhões de reais. Na semana, acumulou queda de 1%.

REUTERS


Confiança do consumidor no Brasil avança em junho, mas destaca diferenças, mostra FGV

"Mesmo considerando o pacote de incentivos financeiros, a avaliação sobre a situação no momento pelos consumidores com baixa renda continua piorando enquanto suas perspectivas sobre os próximos meses continuam bastante voláteis, revelando elevada incerteza"


A confiança dos consumidores brasileiros avançou em junho para o melhor nível desde meados do ano passado com melhora tanto da percepção sobre o momento atual quanto do futuro, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados na sexta-feira. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve alta de 3,5 pontos em junho e foi a 79,0 pontos, marcando o melhor resultado desde a leitura de 81,8 vista em agosto de 2021. No entanto, a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt, destacou sinais de muita heterogeneidade na percepção do consumidor. "Mesmo considerando o pacote de incentivos financeiros, a avaliação sobre a situação no momento pelos consumidores com baixa renda continua piorando enquanto suas perspectivas sobre os próximos meses continuam bastante voláteis, revelando elevada incerteza", disse ela em nota. "Já consumidores com renda mais alta percebem melhora da situação financeira e, pelo segundo mês, elevam suas intenções de compras, possivelmente efeito do estímulo dado pelo governo", completou. Em junho, o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1,3 ponto, para 70,4 pontos, melhor resultado desde julho de 2021. O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, avançou 4,9 pontos e chegou aos 85,9 pontos.

REUTERS


Riscos aumentam, mas cenário para o agro até 2032 segue favorável

Elevações das taxas de juros e escalada inflacionária, em meio à invasão russa na Ucrânia, trazem turbulências no curto e médio prazo


Embora as perspectivas de longo prazo para o agro brasileiro continuem das mais promissoras, a atual conjuntura econômica global, marcada por elevações das taxas de juros e escalada inflacionária em diversos países — e em meio à invasão russa na Ucrânia —, tende a deixar um pouco mais turbulento o caminho para o crescimento da produção e das exportações agrícolas e de proteínas animais do país, ao menos nos próximos anos. “No segundo semestre deste ano, ainda veremos os preços das commodities subirem, em meio a custos elevados. Mas estamos escorregando para uma desaceleração econômica que pode levar a uma recessão nos Estados Unidos, na Europa e em outros países. Em 2023, vejo uma destruição de demanda e preços em queda”, disse na quinta-feira o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, em evento promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e pelo Insper Agro Global. Superado esse período difícil, a tendência para o agro brasileiro é de retomada de um ritmo mais forte e estável de expansão, até porque, para muitos especialistas, inclusive estrangeiros, o país é o que o que mais tem condições de ampliar a oferta de alimentos num cenário de crescimento da população global e de evolução de parte dessa população para um cardápio com produtos de maior valor agregado. Superado o primeiro momento difícil, tendência para o agronegócio brasileiro é de retomada de ritmo mais forte e estável de expansão. Com isso, o Ministério da Agricultura reviu suas projeções para o setor na próxima década, como faz com regularidade, e projetou que a colheita de grãos do Brasil, por exemplo, aumentará 25,4% até a safra 2031/32, para 338,9 milhões de toneladas — para este ciclo 2021/22, as contas indicam 270,2 milhões. Obviamente, previsões desse tipo não levam em conta eventuais quebras provocadas por problemas climáticos, mas contemplam perspectivas para área plantada e produtividade, calculadas a partir do histórico recente e de investimentos e transformações tecnológicas em curso. Para a área plantada de grãos, o ministério projeta um incremento de 19,5% até 2031/32, para 87,7 milhões de toneladas — graças sobretudo à conversão de pastagens degradadas em lavouras. A diferença entre os percentuais de aumento do volume e da área é explicada pela produtividade. Se espera um crescimento de quase 70 milhões de toneladas na colheita anual de grãos do país na próxima década, para a produção de carnes em geral, o ministério calcula um aumento de 6,8 milhões de toneladas. Na temporada 2031/32, serão 35,4 milhões de toneladas, ante as 28,6 milhões estimadas para 2021/22. E se nos grãos o avanço será puxado por algodão em pluma (36%) e soja (32,3%), nas carnes, os destaques deverão ser o frango (27,8%) e os suínos (24,2%). O cenário traçado também realça que o Brasil manterá seu reinado na produção e nas exportações de produtos como café, açúcar e suco de laranja e prevê um novo patamar de produção para algumas das frutas frescas que mais exporta.

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