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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 153 DE 21 DE JUNHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 153 |21 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado lento e com preços estáveis na maior parte do País

Dados apurados pela Scot Consultoria apontam estabilidade na cotação do macho destinado ao mercado interno, mas um avanço diário de R$ 5/@ no valor do boi-China, agora negociado por R$ 320/@ em SP


Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças do interior de São Paulo, o macho gordo destinado ao mercado interno permanece valendo R$ 303/@, enquanto a vaca e novilha gordas são negociadas a R$ 275/@ e R$ 296/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Porém, a Scot detectou elevação R$ 5/@ nas cotações do boi-China, agora negociado no mercado paulista a R$ 320/@. Levantamento realizado pela IHS Markit, apontou um encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, reflexo da forte redução de oferta de animais terminados. “O viés do mercado é de pressão altista em grande parte das praças pecuárias do País”, diz a IHS, acrescentando que, neste momento, as programações de abate das indústrias encontram-se em torno de 5 dias, bem longe dos 10 dias observados nas semanas anteriores. Nos meses de abril/22 e maio/22, diz a consultoria, foram registrados volumes recordes de abate (sobretudo de novilhas e vacas), exaurindo a oferta de animais terminados a pasto neste período de junho. Enquanto os pecuaristas aguardam uma valorização mais forte da arroba, os frigoríficos devem cadenciar o ritmo de aquisições de animais, visando conter os avanços nos preços da matéria-prima. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


Carne produzida no bioma Pampa conquista selo de identificação

A Embrapa, o Ministério da Agricultura e o governo do RS foram parceiros da Apropampa no processo que resultou na marca coletiva, reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial


A carne de animais criados no Pampa gaúcho já é comercializada com selo de identificação de origem. Reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a marca coletiva Apropampa, da Associação dos Produtores de Carne do Pampa Gaúcho, valoriza os produtos cárneos oriundos do bioma, facilitando o seu reconhecimento no mercado por parte dos consumidores. Conforme o presidente da Apropampa, Custódio Magalhães, a combinação entre a variedade de pastos naturais e cultivados, o clima, as raças taurinas e sintéticas criadas e o manejo utilizado são os grandes diferenciais que formam a singularidade da carne do Pampa. Assim, para ter o selo, todas as etapas da produção devem se dar no bioma, apenas com a possibilidade de abate fora do Pampa, mas ainda assim dentro do Rio Grande do Sul. “É 100% do Pampa. Os animais têm de ser nascidos e criados na região. Queremos nos comunicar com o consumidor. Para que ele enxergue o selo e reconheça o que há por trás”, explica. A Embrapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o governo do Estado do Rio Grande do Sul foram parceiros da Apropampa no processo que resultou na marca coletiva. Segundo Danilo Sant’Anna, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul (RS), além de diferenciar a carne, o objetivo da distinção é contar toda a história e significado que existe por trás do produto final. “O Pampa é um ambiente naturalmente campestre, diverso e muito propício à atividade pecuária pastoril. E a figura do gaúcho, bem como sua cultura e tradição, se moldou por esse ambiente e por essa vocação para a pecuária. Nós não desmatamos para produzir, temos o ambiente propício, e a Apropampa pretende comunicar isso aos seus consumidores. Ao mesmo tempo, trabalhar pelo fomento à boa produção, constância e qualidade ofertadas ao consumidor, é uma necessidade. Daí outro dos eixos de trabalho entre a Embrapa e a Associação. Fazer essa parceria com a Embrapa qualifica a produção e promove a diferenciação do produto, possibilitando incremento de renda ao longo de toda a cadeia”, destacou Sant’Anna. Conforme Sant’Anna, a Embrapa participou de todo o processo que resultou na conquista do selo, desde apoio à formação da Apropampa até estudos técnicos de delimitação da área geográfica para identificação da origem da carne. O primeiro abate com o selo da marca coletiva foi realizado inicialmente em Pelotas. Agora, a Apropampa busca firmar parceria com frigoríficos interessados em colocar no mercado a carne com o selo da marca. No Pampa, a alimentação dos animais, composta em sua maior parte pela rica variedade dos pastos naturais, dá origem a um produto com perfil de gordura mais saudável, já que possui mais ômega 3 do que ômega 6. Essa diferença se dá não apenas no tipo de gordura formada. Os bovinos são animais naturalmente prontos para fazer a digestão de fibras, de pasto. Para fazer a digestão de grãos, eles precisam passar por uma adaptação. Essa variação de alimentação faz com que sejam formadas gorduras totalmente diferentes, e isso interfere também no sabor e no aroma do produto.

PORTAL DBO


SUÍNOS


Altas nas cotações no mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 4,17%/5,60%, chegando em R$ 125,00/R$ 132,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,17%/2,02%, custando R$ 9,70 o quilo/R$ 10,10 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), houve avanço de 3,70% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,89/kg, e de 3,46% em São Paulo, atingindo R$ 6,88/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), Paraná (R$ 5,94/kg), e em Santa Catarina (R$ 5,89/kg).

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: cotações estáveis na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,55/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), tanto a ave congelada quanto a resfriada sofreram leve queda de 0,52%, custando, ambas, R$ 7,63/kg.

Cepea/Esalq


EUA relatam surto de gripe aviária na Califórnia

Os Estados Unidos relataram uma forma leve de gripe aviária em uma fazenda de perus na Califórnia, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quarta-feira, o mais recente de uma série de surtos a atingir a indústria avícola norte-americana em últimos meses


O Departamento de Agricultura dos EUA disse em um relatório publicado no site da OIE que um rebanho comercial de perus no condado de Merced, perto de San Francisco, estava tossindo com um ligeiro aumento na mortalidade na semana passada. As amostras foram submetidas a testes laboratoriais e foram confirmadas positivas para a gripe aviária H7N3 de baixa patogenicidade, disse. As instalações infectadas foram colocadas em quarentena após descobertas preliminares e uma investigação epidemiológica foi iniciada, disse. Vigilância de acompanhamento e testes em 10 fazendas associadas mostraram resultados negativos para a gripe aviária. A cepa descoberta diferia da gripe aviária H5N2, altamente patogênica, encontrada recentemente em outros estados, notadamente no Arkansas, o coração da região produtora de aves dos Estados Unidos. Também foi diferente da gripe aviária H5N8, altamente patogênica, encontrada em uma fazenda de perus na Califórnia em janeiro, que levou cinco mercados de exportação a barrar as importações de aves do estado. No entanto, a variante H7 pode se transformar em um tipo altamente patogênico, exigindo extrema precaução mesmo em casos de surtos de baixa patogenicidade.

REUTERS


MEIO AMBIENTE


Nova métrica de emissões favorece pecuária

Observatório de Bioeconomia da FGV analisa alternativa que considera o ciclo do metano na atmosfera


Grande emissora de metano, a pecuária pode virar o jogo e reduzir seu impacto no ambiente, e conta com diversas alternativas para isso. Como se sabe, a mitigação pode vir com boas práticas de manejo de dejetos, adoção de biodigestores e melhora da dieta dos animais, entre outras ações. Mas a adoção de novos parâmetros para os cálculos de emissões também pode resultar em um cenário mais favorável para o segmento. É o que aponta o estudo “Panorama das Emissões de Metano e Implicações do Uso de Diferentes Métricas”, concluído recentemente pelo Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O trabalho realça como o uso da nova métrica GWP* (Potencial de Aquecimento Global “Star”) de conversão de um gás de efeito estufa em dióxido de carbono equivalente (CO2eq) pode alterar o potencial de contribuição do metano da pecuária para o aquecimento global. Métrica alternativa, a GWP* foi sugerida em relatório do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2021 e trabalha com valores diferentes relacionados ao metano fóssil e biogênico, que deverão ser oficializados no segundo semestre. Considera o ciclo de vida do metano na atmosfera (cerca de 12 anos) descontando, portanto, o potencial de aquecimento do gás emitido 20 anos antes. Assim, em trajetórias estáveis de emissões de metano (ou de redução das emissões), a nova métrica define um potencial menor para o aquecimento global quando comparado com as métricas oficialmente aceitas, como o GWP100 (Potencial de Aquecimento Global para 100 anos) - o IPCC divulgou a métrica GWP em 1990. “Considerando um cenário estável do crescimento do rebanho [+ 0,33 ao ano], as emissões de metano sob a nova métrica GWP* retornariam aos níveis de 1980 - cerca de 220 milhões de toneladas de CO2eq por ano - já em 2030. As emissões permaneceriam nesse patamar até 2050, ano final da simulação. Já na métrica oficial GWP100 as emissões seriam de 405 milhões de toneladas de CO2eq em 2050, ou seja, um potencial de aquecimento 1,95 vezes superior”, observam os autores do estudo (Talita Priscila Pinto, Cicero Zanetti de Lima, Camila Genaro Estevam, Eduardo de Morais Pavão e Eduardo Delgado Assad). O trabalho lembra que o metano é o segundo gás de efeito estufa mais abundante na atmosfera. É responsável por 17,6% das emissões globais, depois do dióxido de carbono (CO2), que responde por uma fatia de 74,4%. No Brasil, o metano responde por 26,3% das emissões - ou 20,2 milhões de toneladas ao ano (566,7 milhões de toneladas de CO2eq), e a fermentação entérica dos ruminantes é principal origem. O estudo também analisa um cenário de aumento da produtividade da pecuária com redução do tamanho do rebanho (- 0,35% ao ano), a partir de ganhos de peso que permitam o incremento do volume de produção de carne por animal - e, portanto, com a redução das emissões de metano do rebanho. “As tecnologias de baixo carbono da pecuária, como recuperação de pastagens degradadas, manejo adequado do rebanho, suplementação da dieta animal e terminação em confinamento, possibilitam esse resultado”, afirmam os pesquisadores. “Nesse cenário de redução do rebanho, e considerando a nova métrica GWP*, a pecuária brasileira não teria implicações sobre a temperatura do planeta já em 2040 - ou seja, a pecuária atingiria a neutralidade climática.

VALOR ECONÔMICO


Solidaridad amplia ações contra o desmate

Fundação oferece assistência técnica e plataforma digital a pequenos criadores de gado na Amazônia


Ao anunciar US$ 12 milhões (cerca de R$ 60 milhões) para proteção da Amazônia durante discurso na Cúpula das Américas, no último dia 9, o presidente americano, Joe Biden, deixou claro que a floresta é estratégica para regulação do clima global. A Fundação Solidaridad usará esse recurso em um projeto para ajudar a reduzir ou zerar o desmatamento em 5,4 mil propriedades rurais do Brasil, Colômbia e Peru. “Com esse movimento, o que o governo americano disse foi, basicamente, ‘eu acredito nessa iniciativa e estou colocando recursos porque o mundo precisa de impactos maiores - e, para isso, a roda precisa girar mais rápido”, afirmou Rodrigo Castro, Diretor da fundação internacional. No Brasil, a iniciativa, batizada de Amazônia Connect, será dedicada à pecuária de corte, com assistência técnica para pequenos produtores e a oferta de uma plataforma digital para rastreabilidade de bovinos. Os trabalhos acontecerão em Mato Grosso e no Pará. A fundação usará a plataforma Visipec, desenvolvida pela ONG National Wildlife Federation (NWF) e pela Universidade de Wisconsin-Madison, para monitorar fazendas de cria no bioma. “Os indiretos [produtores que vendem bezerros e bois magros para pecuaristas responsáveis pela engorda] são a ponta solta da pecuária”, afirma ele. Começar pelos pecuaristas de cria é importante, diz Castro, porque eles são, em sua maioria, pequenos produtores com pouco recurso para investir em melhorias na propriedade. Para evitar a abertura de novas áreas, a Fundação Solidaridad vai difundir técnicas de manejo para aumentar a taxa de lotação por hectare, que hoje é de apenas 0,7 cabeça por hectare. A fundação não foi escolhida à toa. Entre 2015 e 2021, o Programa Amazônia realizado em Novo Repartimento (PA), município que tinha um dos cinco maiores índices de desmatamento, conseguiu reduzir drasticamente a abertura de áreas em 230 propriedades de familiares de cacau e pecuária no assentamento Tuerê. Em seis anos, a abertura de novas área caiu 64%, incluindo o desmate legal e ilegal, chegando a 70,73 hectares em 2021. Quando o trabalho começou, 33 famílias abriam áreas; no ano passado, apenas 12 o fizeram. “Mesmo em uma região de intenso desmatamento, conseguimos implementar um modelo de produção sustentável com agricultores familiares. Provamos que é possível reduzir e até zerar o desmate, além de aumentar a renda das pessoas, com trabalho de assistência técnica e soluções práticas”, disse Castro. O projeto atraiu o Fundo JBS pela Amazônia e a Elanco Foundation, que investirão cerca de R$ 25 milhões até 2026 para atender 1,5 mil famílias dos municípios de Novo Repartimento, Anapu e Pacajá, na rodovia Transamazônica. O objetivo é preservar mais de 20 mil hectares de floresta. A Solidaridad acredita que é mais fácil convencer o produtor a adotar modelos sustentáveis quando há ganho econômico. Por isso, além do recurso dos EUA, a organização está conversando com empresas do setor privado para que elas participem do projeto. “Queremos mobilizar todos os agentes dos setores financeiro e produtivo que têm interesse em uma produção sustentável e de baixo carbono, fazendo uma conexão com os compromissos de descarbonização assumidos por esses compradores”, pontua Castro. As unidades da fundação na Colômbia e no Peru também participam do projeto. Na iniciativa, colombianos e peruanos vão priorizar pequenas propriedades de café, além da pecuária.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


Moody's altera perspectiva de nota da BRF para estável

A agência de classificação de risco Moody's alterou a perspectiva para a nota de crédito da BRF de positiva para estável, para refletir o ambiente operacional desafiador enfrentado pela companhia, que levou a um desempenho mais fraco que o esperado no primeiro trimestre de 2022.


A BRF teve um prejuízo de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre, afetada por alta nos preços de grãos e pressão inflacionária nos custos, combinadas à fraca demanda no mercado doméstico brasileiro. “Acreditamos que os resultados irão melhorar gradualmente em 2022, mas as métricas de crédito para o ano continuarão pressionadas, com a alavancagem (dívida total ajustada/Ebitda) em cerca de 5x”, disse a Moody's em comunicado divulgado na segunda-feira (20). A Moody's reafirmou a nota de crédito da BRF em Ba2, refletindo o forte perfil de negócios e liderança da companhia nos segmentos de alimentos processados no Brasil e nas exportações globais de carne de frango, adequada liquidez e perfil de amortização de dívida confortável. “Com R$ 9,1 bilhões em caixa ao final de março de 2022, a BRF cobre todas suas obrigações de dívida até 2025”, disse a Moody's. Já a baixa diversificação geográfica da produção, alta concentração no segmento de carne de frango, forte exposição aos preços de grãos e volatilidade da moeda afetam a companhia negativamente. “A Moody's continua a acreditar que a estratégia de crescimento de longo prazo (Visão 2030) permitirá à BRF melhorar de forma significativa sua escala, diversificação geográfica e de produtos e a participação de produtos de maior margem em seu portfólio, conferindo maior resiliência às margens e fluxos de caixa”, disse a Moody's. A agência também espera que a BRF realize mudanças na sua estratégia de alocação de capital no curto prazo, atrasando iniciativas de fusões e aquisições (M&A) contempladas no plano de crescimento de longo prazo. A BRF disse em comunicado separado sobre o anúncio da Moody's que “continuará atuando de forma disciplinada para otimizar sua estrutura de capital, reduzindo o indicador de alavancagem e mantendo uma posição de liquidez saudável e equilibrada”.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Crédito rural: Prodecoop e PCA são reabertos para contratação ainda no Plano Safra 2021/22

O Sistema OCB informou, na segunda-feira (20/06), que o Tesouro Nacional enviou ofício às instituições financeiras autorizando a reabertura de duas linhas de financiamento que estavam suspensas desde o mês de fevereiro e que são importantes para o setor cooperativista: o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA)

Elas poderão ser acessadas ainda nesta safra. “O possível cancelamento desses repasses impactaria diretamente nossas cooperativas pois o montante, somente em projetos nestes dois programas encaminhados pelas cooperativas do Paraná aos agentes financeiros, está em torno de R$ 2 bilhões, especialmente na realização de novos investimentos. Por isso, a Ocepar e a OCB se mobilizaram e, nos últimos dez dias, realizaram inúmeras reuniões para encontrar uma solução para este importante pleito, que agora foi atendido pelo Governo Federal, por meio dos Ministérios da Economia e da Agricultura”, lembrou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Nem o Prodecoop nem o PCA tinham sido incluídos entre os financiamentos reativados quando da abertura de crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão para o crédito rural, no dia 10 de junho, pela Secretaria Especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia. O Sistema OCB afirma que continua monitorando também os desdobramentos das negociações em relação ao orçamento da União para que existam recursos suficientes ao Plano Safra 22/23.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar vai ao maior nível em 4 meses contra real

A divisa norte-americana à vista avançou 0,81%, a 5,1878 reais, maior patamar para encerramento desde 14 de fevereiro deste ano (5,2195)


Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,67%, a 5,2085 reais. O pedido de demissão do presidente-executivo da Petrobras, José Mauro Coelho, foi apontado por parte dos mercados como fator de impulso para o dólar nesta sessão, já que poderia abrir espaço para interferência política na petroleira. O governo do presidente Jair Bolsonaro indicou Caio Paes de Andrade, secretário especial do Ministério da Economia, para o cargo de CEO da Petrobras após a renúncia de Coelho, o terceiro a deixar o comando da empresa num contexto de insatisfação política com a definição de preços da estatal. "Segue tensa a novela referente aos combustíveis e seus impactos na inflação, principal inimiga do governo Bolsonaro tendo em vista o projeto de reeleição", disseram em relatório estrategistas da Levante Investimentos. "É bastante plausível que, em busca de um controle maior sobre os preços e reajustes dos combustíveis, o mundo político consiga interferir na Petrobras... O momento é de cautela para os mercados." Além de fatores domésticos, a valorização do dólar nesta segunda-feira foi lida por alguns participantes do mercado como uma extensão de um rali recente, com a moeda norte-americana subindo em nove das últimas dez sessões, período em que acumula ganho de 8,59%. Contribuíram para essa movimentação expectativas de um Federal Reserve mais agressivo, que se confirmaram na semana passada depois que o banco central dos Estados Unidos elevou sua taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, maior dose de aperto desde 1994. Para a sessão seguinte, o foco de investidores estará na ata do último encontro de política monetária do Banco Central do Brasil, disseram tanto os estrategistas da Levante Investimentos quando Hwang, do BNP. Ela avaliou o comunicado da reunião da semana passada, quando a autarquia aumentou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,25%, como "mais brando", sinalizando provável desaceleração no ritmo de aperto monetário em agosto.

REUTERS


Ibovespa fecha quase estável em sessão com Petrobras em foco

O Ibovespa fechou quase estável na segunda-feira, com Petrobras novamente ocupando o foco de atenções após troca do comando da estatal, enquanto a forte alta de bancos teve como contrapeso o declínio da Vale


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação 0,03%, a 99.852,67 pontos, em sessão de ajustes técnicos, após ter atingido na semana passada mínimas desde novembro de 2020. Na máxima da sessão, chegou a recuperar o patamar dos 100 mil pontos, mas não teve forças para sustentar o desempenho até o fechamento. No pior momento, caiu abaixo de 99 mil pontos. O volume financeiro somou 21,2 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês (31,765 bilhões de reais), com o mercado acionário norte-americano fechado em razão de feriado. Na visão do presidente-executivo da Box Asset Management, Fabrício Gonçalvez, o noticiário envolvendo Petrobras foi o principal destaque da sessão, marcada por menor liquidez e sem fluxos estrangeiros relevantes diante do feriado nos EUA. A petrolífera de controle estatal divulgou ainda antes da abertura que José Mauro Coelho pedira demissão do cargo de presidente-executivo, após forte reação de Brasília ao reajuste dos preços do diesel e da gasolina anunciado na sexta-feira. Na sequência, com o mercado já aberto, a companhia anunciou que o diretor-executivo de exploração e produção, Fernando Borges, fora nomeado presidente interinamente. Apesar da reação mais negativa no começo do pregão, quando as ações PN chegaram a cair cerca de 5%, Gonçalvez disse que a saída do presidente-executivo já estava precificada, e que o anúncio de um nome da empresa como substituto trouxe algum alívio. "É alguém que o mercado entende que conhece a companhia... Mas ainda há tensões envolvendo a empresa, essa mudança apenas adia as discussões", ponderou.

REUTERS


Inadimplência bate recorde e atinge 66,1 milhões de brasileiros em abril, revela pesquisa

Com relação ao perfil das dívidas, o segmento de “bancos e cartões” é responsável por 28,1% dos débitos em atraso dos brasileiros


O indicador de inadimplência da Serasa Experian revelou que, em abril, o Brasil alcançou o número recorde de consumidores com o nome no vermelho (66.132.670), atingindo a maior quantidade da série histórica do índice, iniciada em 2016. A soma das dívidas chegou a R$ 271,6 bilhões. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o aumento da inadimplência ao decorrer de 2022 era uma movimentação esperada. “Sabemos que a instabilidade econômica do país vem afetando grande parte da população. No entanto, algumas ferramentas como o saque extraordinário do FGTS e a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados podem e devem ser utilizadas para reorganizar as finanças pessoais, amenizar dívidas e tentar tirar o nome do vermelho.” Com relação ao perfil das dívidas, o segmento de “bancos e cartões” é responsável por 28,1% dos débitos em atraso dos brasileiros, enquanto contas básicas como água, luz e gás representam 22,9%. Na sequência aparecem: varejo (12,5%), financeiras (12,4%), serviços (10,4%), telefonia (7,3%), securitizadoras (2,1%) e outros (4,3%). Feita a comparação com abril de 2021, o segmento de “financeiras” foi o que teve maior aumento na participação de inadimplência, indo de 9,6% para os 12,4% atuais. “As financeiras costumam oferecer crédito para perfis de risco, como os de consumidores inadimplentes. Por isso, quanto mais instável ficar o cenário econômico, mais a inadimplência desse setor tende a crescer”, explica Rabi. O recorte por faixa etária mostra que os inadimplentes estão, em sua maioria, nas faixas de 26 a 40 anos de idade (35,2%) e de 41 a 60 anos (34,8%). Com a greve dos servidores do Banco Central (BC), a publicação de diversos indicadores econômicos está atrasada, incluindo a nota de crédito, que traz informações sobre a inadimplência bancária e cuja última divulgação foi relativa a fevereiro.

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