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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 15 DE 24 DE NOVEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 15| 24 de novembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


notícia vinda da China reforça movimento de alta nas cotações da arroba do boi gordo

A China sinalizou uma resposta positiva ao mercado pecuário brasileiro, abrindo as portas de seu país para a entrada de lotes de carne bovina nacional que receberam o certificado sanitário até o dia 3 de setembro


A boa notícia chinesa da terça-feira (23/11) chega bem no momento de forte recuperação nos preços da boiada terminada. Em São Paulo, o macho terminado chegou ao pico de R$ 320/@, enquanto a vaca pronta para abater gira em R$ 300/@, segundo dados apurados da IHS Markit. Segundo a IHS, ontem o mercado físico de boiada gorda voltou a registrar altas generalizadas entre as principais praças pecuárias do Brasil. “A dificuldade entre as unidades de abate em preencher as suas escalas adequadamente tem criado um cenário de valorização consistente na arroba”, relata a IHS. “A escassez de animais prontos para abate neste momento atual pavimentou a recuperação dos preços da boiada para as máximas registradas neste ano, que eram vistas antes da suspensão chinesa”, reforça a consultoria. De certa forma, continua a IHS, as indústrias frigoríficas ainda buscam resistir ao movimento altista da arroba, preocupadas com o repasse de custo aos preços da carne bovina. “O consumo doméstico tem evoluído aparentemente bem, mas os frigoríficos seguem aguardando mais novidades com relação ao retorno das vendas ao mercado chinês”, diz a IHS. Entre as praças pecuárias brasileiras, destaque para novas altas da arroba no interior de São Paulo e em Minas Gerais. No atacado, o cenário é de preços firmes, embora novos ajustes ainda ocorram de forma pontual entre as indústrias, informa a IHS. Em relação ao mercado externo, a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) informou que a média diária exportada de carne bovina in natura durante as três primeiras semanas de novembro ficou em 4,90 mil toneladas por dia, volume 41,6% inferior à média de novembro de 2020, mas um avanço de 19,1% frente à média de outubro de 2021. Até o momento, novembro/21 totaliza 58,75 mil toneladas do produto enviadas para fora do País, com receita acumulada de US$ 289,76 milhões. “Caso concretize esse padrão pelos próximos oito dias úteis, o volume exportado pelo Brasil deve ficar em torno das 95 mil toneladas”, prevê a Agrifatto. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 291/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 281/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 288/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 297/@ (à vista).

PORTAL DBO


China libera desembarque de carne bovina brasileira certificada antes de 4 de setembro

Medida foi considerada um sinal positivo nas negociações para a reabertura do mercado do país asiático. Estima-se que cerca de 140 mil toneladas de carne bovina estejam nessa condição. Considerando um preço médio de US$ 6,3 mil por tonelada, trata-se de um estoque de quase US$ 900 milhões.


Em um sinal positivo nas negociações entre Brasil e China para a reabertura do mercado do país asiático à carne bovina brasileira, a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) autorizou hoje o desembarque das cargas que foram certificadas antes de 4 de setembro – quando passou a valer a suspensão provocada pela confirmação de dois casos atípicos do mal da "vaca louca" no Brasil, em Minas Gerais e Mato Grosso. Desde que o Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu voluntariamente os embarques à China, seguindo o protocolo bilateral para a ocorrência de casos da doença, os frigoríficos temiam pelas cargas de carne bovina que estavam certificadas antes do embargo. Ao autorizar o desembaraço dessas cargas, a China emitiu um “sinal de boa vontade”, disse um executivo de um dos maiores frigoríficos brasileiros ao Valor. Ainda não se sabe quando Pequim vai relaxar o embargo, mas a liberação dos produtos já certificados já é um grande alivio. "Estamos no caminho certo", afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Pelos cálculos de uma fonte da indústria, o volume de carne bovina certificada — muitas delas a caminho da China ou já paradas nos portos — é significativo. Estima-se que cerca de 140 mil toneladas de carne bovina estejam nessa condição. Considerando um preço médio de US$ 6,3 mil por tonelada, trata-se de um estoque de quase US$ 900 milhões. Tereza Cristina informou que continuam em andamento as negociações que visam à suspensão definitiva do embargo, e que espera que isso aconteça até o mês que vem. Mas realçou que o segmento é forte no Brasil e tem buscado outros destinos durante o embargo da China, que normalmente absorve 60% das exportações brasileiras de carne bovina. "As negociações continuam em andamento. Estamos na nona rodada de troca de informações com os chineses. É uma negociação muito detalhada, prestamos todas as informações que eles solicitaram. Temos a expectativa de que eles suspendam esse embargo o quanto antes, em um futuro mais próximo possível", afirmou o Itamaraty.

VALOR ECONÔMICO


Fator ‘China’ faz preço da carne bovina subir no atacado

O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o ápice da demanda no mercado doméstico


O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na terça-feira, 23. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece pouco expressiva, e não deve apresentar grandes avanços ainda neste ano. “É bastante possível que haja maior disponibilidade de boiadas apenas no final de março do ano que vem. Este é com certeza o grande ponto de sustentação para os preços das boiadas nos próximos meses”, assinalou Iglesias. A grande notícia do dia foi a liberação da carne bovina brasileira que foi devidamente credenciada antes do dia 4 de setembro para ser embarcada à China. “Ou seja, a carne que estava armazenada nos portos no Brasil e lá fora, e até mesmo em contêineres frigoríficos será destinada ao mercado chinês como deveria. Logo, o risco desse excedente ser ofertado no mercado doméstico foi eliminado. Resta agora o recredenciamento da carne bovina brasileira para que novos lotes de carne bovina possam ser produzidos para atender o mercado chinês”, disse o analista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 295, ante R$ 294. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320 por arroba, estável. Os preços da carne seguem subindo no atacado. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o ápice da demanda no mercado doméstico. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,90 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15 por quilo, alta de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: mercado aquecido e preços em alta na terça-feira

O mercado de suínos fechou a terça-feira (23) com preços na maioria em alta


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 5,26%/5,07%, chegando em R$ 140,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,97%/2,86%, valendo R$ 10,40/R$ 10,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (22), houve queda somente em Minas Gerais, na ordem de 0,13%, chegando a R$ 7,47/kg. Houve alta de 3,44% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,32/kg, avanço de 2,31% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,64/kg, aumento de 2,23% no Paraná, valendo R$ 6,43/kg, e de 1,78% em São Paulo, fechando em R$ 7,44/kg.

Cepea/Esalq


MT: preço do suíno aumenta 5%

O aumento foi influenciado pelo início dos preparativos do período festivo, o que impulsionou a demanda


O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, na última semana, o preço do suíno vivo em Mato Grosso teve aumento de 5,18% ante a semana passada, e ficou cotado, em média, a R$ 5,69/kg no Estado. “O aumento foi influenciado pelo início dos preparativos do período festivo, o que impulsionou a demanda por parte da indústria e do varejo”, analisa o instituto. “Além disso, a entrada no mercado de parte do pagamento da primeira parcela do 13° salário no início da segunda quinzena, também impulsionou a demanda e os preços na cadeia”, conclui, no boletim semanal da suinocultura. De acordo com dados do Imea, no ano passado o estado produziu 263,9 mil toneladas de carne suína, alta de 7% em relação ao que foi produzido em 2019, e um salto de 47% se comparado ao que era produzido em 2015. A suinocultura mato-grossense é uma das áreas da pecuária em crescente desenvolvimento no estado com rebanho de aproximadamente 3,32 milhões cabeças, em 2021.

AGROLINK


FRANGOS


Frango: preços estáveis ou com quedas na terça-feira

De acordo com análise Cepea/Esalq, a demanda por carne por parte do atacado está menor, e, consequentemente, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de novos lotes de frango vivo


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve queda de 3,70%, chegando em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado recuou 2,63%, valendo R$ 6,67/kg. Na cotação do animal vivo, os valores não mudaram em Santa Catarina, valendo R$ 3,70/kg, em São Paulo, com preço de R$ 5,00/kg, nem no Paraná, fixado em R$ 5,95/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (22), tanto o preço da ave congelada quanto da resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,24/kg e R$ 7,47/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Rússia vai retomar importação de carne bovina e suína de 12 unidades do Brasil

A Rússia retomará a importação de carne bovina e suína de 12 unidades brasileiras nesta semana, disse o regulador de segurança sanitária do país na terça-feira


A maioria das restrições aos produtores brasileiros de carne bovina e suína pela Rússia está em vigor desde 2017, devido a alegações do uso do aditivo ractopamina na alimentação das criações, o que grupos brasileiros da indústria de carne negaram. No mês passado, a Rússia já havia permitido a importação de carne bovina de três grandes exportadoras brasileiras. A nova liberação, a partir de 25 de novembro, envolve nove unidades de suínos e três de carne bovina. O departamento russo Rosselkhoznadzor não revelou os nomes dos frigoríficos. "O Rosselkhoznadzor continua trabalhando na ampliação da lista de produtores brasileiros certificados para fornecer carne bovina à Rússia", afirmou. A liberação acontece após a Ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, ter se reunido em Moscou na semana passada com o Chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergey Dankvert, que ainda garantiu a realização de uma visita de inspeção ao Brasil, no primeiro trimestre de 2022, visando habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação. A Rússia, que no passado chegou a ser um dos maiores mercados para o Brasil, planeja estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina em 2022 para aumentar a oferta doméstica, como parte das medidas que o governo espera que ajude a estabilizar a inflação doméstica, que está em máxima de cinco anos. Para o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, a Rússia é um mercado promissor, já que suas exportações para a China foram temporariamente suspensas em setembro, depois que dois casos atípicos de doença da vaca louca foram relatados no país sul-americano.

REUTERS


Frigoríficos recebem mais pela carne exportada

Transcorridos mais de dois meses e meio da interrupção dos embarques de carne bovina para a China, as exportações brasileiras de carnes continua significativamente afetadas


Mas as perdas seguem sendo minimizadas pelo bom desempenho das carnes suína e de frango. Na média das três primeiras semanas de novembro (1 a 20, 12 dias úteis pelos parâmetros da SECEX/ME) os embarques de carne bovina recuaram, pela média diária, 41,62% em comparação a novembro de 2020. Apesar, no entanto, dessa redução, seus preços continuaram em ascensão (+12%) e, com isso, a redução na receita foi proporcionalmente menor, de 34,60%. Já os embarques de carne suína aumentaram, pela média diária, pouco mais de 13%. Mas não se valorizaram como a carne bovina, pois, ao contrário, seus preços sofreram decréscimo de 8,5%. Em decorrência, a receita dessas três semanas aumentou, pela média diária, apenas 3,40%. A carne de frango continua com incremento no volume e no preço. Até aqui, o volume embarcado aumentou, pela média diária, 18,55%, sendo acompanhado por uma valorização anual de 33,5% no preço médio. Como resultado, a receita média diária dos primeiros 12 dias úteis de novembro aumentou 58,26%. Projetados os atuais desempenhos para a totalidade do mês (19 dias úteis), o volume de carne bovina irá recuar 44,54%, ficando em 93.023 toneladas. O de carne suína irá aumentar 7,40%, o correspondente a 81.820 toneladas. E o de carne de frango pode ultrapassar as 365 mil toneladas, aumentando 12,62% em relação a novembro de 2020. No tocante à receita cambial, os resultados já consolidados sinalizam recuo não só para a carne bovina (cerca de US$ 458,8 milhões, queda de 37,87%), mas também para a suína (US$185,2 milhões, redução de 1,77%). Assim, o aumento de receita pode ficar restrito à carne de frango. O apontado é algo em torno de US$646 milhões, 50,34% a mais que um ano atrás.

Avisite


EMPRESAS


Produtores integrados à BRF trabalham com genética suína diferenciada

Os 3,2 mil suinocultores integrados à BRF trabalham com uma genética refinada há décadas. Cerca de 70% dos animais alojados são fruto de anos de aprimoramento, explicou o Diretor Corporativo de Agropecuária da BRF, Guilherme Brandt, em comunicado divulgado na terça-feira (23). “Com isso, temos hoje no mercado brasileiro o cruzamento de genéticas dos Estados Unidos, Inglaterra, Dinamarca e Holanda, por exemplo”


Os produtores que se unem à companhia na atividade contam com informações e pesquisas feitas em quatro granjas experimentais da BRF, localizadas em Videira, Concórdia e Chapecó, em Santa Catarina, e Catanduvas, no Paraná. Nessas unidades, cerca de 40 mil animais fornecem insumos para pesquisas, coleta de dados e estudos. A genética diferenciada traz ganhos de qualidade, econômicos e sustentáveis. Isso porque um dos destaques da genética ofertada pela BRF é, segundo a empresa, a excelente conversão alimentar. Ao ofertar ao produtor um animal que precisa consumir menos ração, e consequentemente gerando menos dejetos, a BRF contribui para a sustentabilidade global, acrescentou Brandt. Ao atuar como integrado à BRF, o produtor pode consultar estatísticas de maior abrangência e melhorar constantemente o manejo, além de outros recursos de suporte à gestão das granjas. Mais de 700 extensionistas estão em contato direto com os integrados, além do aplicativo BRF Agro, que permite a eles uma consultoria individualizada a qualquer momento. Para os novos parceiros, explicou Brandt, a companhia oferece todo o apoio ao projeto inicial, o que inclui desde questões envolvendo licenciamento ambiental até o apoio financeiro. “Além de suporte em todas as etapas da produção, a BRF oferece garantia de comercialização. Isso permite ao produtor se dedicar mais à produção, sem precisar ir ao mercado negociar e tendo linearidade para prever rendimentos.” Aos integrados que possuem lavouras de milho e soja, a companhia oferece ainda a possibilidade de negociar com a própria BRF estes insumos por meio de um aplicativo. O que também traz ganhos de tempo a ser direcionado ao manejo e aos cuidados com o plantel. Ser um suinocultor integrado à BRF também permite ao produtor obter crédito em bancos com custos reduzidos. Além do apoio técnico nos financiamentos, a companhia proporciona aos produtores que optam por financiar a construção ou adequações de uma granja um incentivo financeiro ao longo do período em que ele pagará o empréstimo. “Isso é direcionado diretamente ao banco, como uma forma de garantia, e essa solidez é um diferencial para os agentes financeiros, permitindo melhores condições de financiamento”, explicou o diretor corporativo de Agropecuária da BRF. Em Toledo (PR), desde que começou a criar suínos há 33 anos, o produtor Ademir Geremias é integrado na BRF. Em maio, a granja recebeu a primeira entrega de material genético a produtor integrado da BRF feita por meio de um drone. No teste, o drone entregou doses de sêmen suíno para inseminação. “Foi como ver o futuro chegando”, lembrou o produtor. Para Geremias, a tecnologia e a solidez da companhia passam segurança: “A gente só se preocupa em produzir”, disse ele.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Governo solicita ao Ibama a licença prévia ambiental da nova ferrooeste

Na terça-feira (23/11), a Secretaria de Infraestrutura e Logística protocolou no site do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Nova Ferroeste. Essa é uma das etapas do pedido de Licença Prévia do empreendimento

O estudo foi conduzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contratada pelo governo estadual para executar as atividades. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais como Ibama, Funai, Incra, Iphan e estaduais, como Instituto Água e Terra (IAT). Uma equipe de 150 profissionais percorreu quase 1.280 quilômetros para levantar informações sobre a flora, os meios físicos e geológicos, e avaliar a qualidade da água nas bacias hidrográficas e do ar ao longo do traçado. Dados referentes a ruído, formação das cavernas, bem como a vida existente nestes lugares, foram catalogados. As condições sociais de boa parte das cidades impactadas pelos futuros trilhos também estão no estudo, assim como uma análise da comunidade quilombola em Guaíra (Oeste) e da Terra Indígena Rio das Cobras em Nova Laranjeiras (Centro-Sul). “A extensão do empreendimento foi um grande desafio para as equipes, porque tivemos que estudar uma quantidade de ambientes muito diversos tanto no Paraná, quanto no Mato Grosso do Sul. Tivemos desde a Serra do Mar, a planície litorânea e até um pedacinho de cerrado”, afirmou o Coordenador Geral do EIA/RIMA, Daniel Macedo Neto. Agora, o Ibama fará uma pré-análise do estudo e deve abrir o prazo oficial para a chamada das audiências públicas que devem acontecer no início do próximo ano. Elas serão distribuídas ao longo do traçado para que a população possa participar, receber esclarecimentos sobre o empreendimento, tirar dúvidas, fazer críticas e trazer contribuições. Outra etapa será a vistoria, na qual técnicos do Ibama vão a campo em locais estratégicos para fazer a avaliação e finalizar a análise antes de publicar o parecer final. A Nova Ferroeste vai ligar o Mato Grosso do Sul e o Litoral do Paraná por trilhos. A estrada de ferro vai ter 1.304 quilômetros de extensão, saindo de Maracaju (MS) com destino a Paranaguá. Um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel vai facilitar o escoamento de produtos vindos do Paraguai e da Argentina. A partir da conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) serão programadas as audiências públicas e a data do leilão, previsto para o segundo trimestre de 2022. A empresa ou consórcio vencedor vai executar a construção da Nova Ferroeste e explorar o trecho por 70 anos. O valor do investimento é de R$ 29,4 bilhões.

Agência de Notícias do Paraná


Fim dos pedágios vai deixar viagens de ônibus mais baratas, garante DER-PR

As concessões de pedágio nas rodovias do Paraná terminam no próximo final de semana, e o período sem cobrança nas cancelas seguirá até que os novos contratos sejam assinados. Além do alívio no bolso dos motoristas e motociclistas, também é esperado que o fim das tarifas reduza o custo das passagens do transporte coletivo metropolitano e intermunicipal que passam pelas praças de pedágio


A alteração nesses valores é indicada como necessária pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), embora ainda não esteja sendo aplicada pelas empresas de ônibus. A queda nos preços das passagens dessas linhas deveria, pelo menos em teoria, ser adotada imediatamente após o fim dos atuais contratos. Ao DER-PR cabe oficializar junto às empresas a ordem para que seja feita esta redução. Consultado pela Gazeta do Povo, o órgão disse que essa formalização será feita com a devida antecedência, e explicou que a redução nos valores das passagens terá efeitos diferentes para as duas modalidades de transporte coletivo rodoviário. Para as empresas que realizam o chamado transporte metropolitano, a tarifa de pedágio tem incidência direta sobre o valor final da passagem. Segundo o DER-PR, o porcentual da tarifa pago por cada um dos passageiros é calculado levando-se em conta o número de eixos dos veículos e da quantidade média de pessoas transportadas a cada viagem. Para que o desconto seja concedido de forma correta, informou o DER-PR, os custos do pedágio serão retirados da planilha de cálculo da tarifa. Os valores precisam ser recalculados e novas tabelas de preços devem ser enviadas às empresas para que estas cobrem o valor correto de seus passageiros. O órgão não informou nenhuma estimativa de porcentual de redução no valor dos bilhetes, mas garantiu que este recálculo – e o posterior envio dos novos valores às empresas – será feito "com a devida antecedência". Não há, assim, a necessidade de todo o recálculo do valor da passagem, bastando às empresas que cessem a cobrança desta tarifa de seus passageiros. Esta medida deve ser tomada imediatamente após o fim dos atuais contratos, alerta o DER-PR, a quem cabe garantir que estes valores não acabem sendo embutidos sob outras denominações no valor dos bilhetes.

GAZETA DO POVO


Combate à crise hídrica deve custar R$ 140 bilhões ao consumidor nos próximos anos

As ações tomadas pelo governo federal para enfrentar a crise hídrica devem custar até R$ 140 bilhões nos próximos 30 anos, valor que será repassado aos consumidores na conta de luz


As ações tomadas pelo governo federal para enfrentar a crise hídrica devem custar até R$ 140 bilhões nos próximos 30 anos, valor que será repassado aos consumidores na conta de luz. A estimativa é do Instituto Clima e Sociedade (ICS). Fatores como o custo de acionamento das termelétricas para minimizar o risco de racionamento de energia, o socorro de até R$ 15 bilhões para as distribuidoras, o leilão emergencial de energia e os jabutis na MP que viabiliza a privatização da Eletrobras devem onerar ainda mais as tarifas de energia elétrica, fazendo com que os reajustes sejam cada vez maiores. Em evento virtual realizado na segunda-feira (22), a Coordenadora do ICS, Amanda Ohara, afirmou que o risco de apagão é menor para este ano, mas o custo para o consumidor continua elevado, com uma tendência de aumento nos próximos anos. Segundo ela, ações na área de eficiência energética poderiam ter impacto semelhante na solução da crise hídrica no país com custos muito menores.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Expectativa positiva com PEC dos Precatórios limita alta do dólar a 0,27%

A apresentação de um relatório com poucas sugestões de alteração na PEC dos Precatórios votada pela Câmara trouxe uma lufada de alívio aos mercados domésticos na terça-feira


Diante da melhora da perspectiva de atraso e de risco fiscal, o dólar comercial deixou as máximas do dia e fechou em alta apenas leve, mesmo diante de um ambiente externo desafiador. No encerramento do dia, o dólar foi cotado a R$ 5,6083, avanço de 0,27%, depois de tocar máxima a R$ 5,6628. No texto apresentado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), constam mudanças como o pagamento a professores do Fundef como abono, para evitar aumento de salários e a "vinculação explícita" de parte do espaço aberto para programas de combate à pobreza. O relatório foi visto com bons olhos pelo mercado. No entanto, na avaliação de Antônio Machado, executivo da Reag Investimentos, o alívio tende a ser pequeno. A aprovação da PEC tira alguma incerteza, mas o fato é que é um furo do teto, tira a incerteza da frente, mas o que sobra é fundamentalmente ruim”, diz. “O Brasil perdeu a âncora fiscal construída em 2016 e agora vai precisar reconstruir esse norte fiscal.” Para estrategistas do Deutsche Bank, a aprovação do texto deve ajudar a reduzir a incerteza local e pavimentar o caminho para a aprovação do Orçamento. Lá fora, o dólar se mantém perto das máximas em 16 meses contra pares desenvolvidos após a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de apoiar a recondução de Powell, bloqueando assim a ascensão de Lael Brainard, vista como mais 'dove' (inclinada à retirada dos estímulos) pelos agentes financeiros. Com isso, o rendimento dos Treasuries segue avançando, com o da T-note de 10 anos operando em 1,679% no horário de fechamento no Brasil.

VALOR ECONÔMICO


Commodities impulsionam Ibovespa

O alívio na curva de juros, com o noticiário político mais leve em Brasília, juntou-se ao bom desempenho de ações de commodities e levou o principal índice do mercado local de volta aos 103 mil pontos


Após ajustes, o índice encerrou o pregão em alta de 1,50%, aos 103.653,82 pontos. O volume financeiro negociado no índice foi de R$ 23,39 bilhões. O dia foi positivo, especialmente, para as companhias ligadas a commodities. O minério de ferro voltou a se aproximar dos US$ 100 a tonelada no porto de Qingdao, na China, avançando 4,4% hoje. Assim, a recuperação nas ações da Vale teve sequência, mesmo após os ganhos fortes da véspera, e encerraram o dia em alta de 2,63%. Na esteira dos ganhos da mineradora, as siderúrgicas também tiveram alta expressiva. CSN ON avançou 5,42%, Gerdau PN subiu 0,59%, Usiminas PNA ganhou 4,76% e Gerdau Metalurgica PN subiu 1,23%. A mesma dinâmica se deu nos preços do petróleo, com o barril do Brent para o mês de janeiro encerrando o dia em alta de 3,27%, aos US$ 82,31 o barril. O movimento altista na commodity se traduziu em ganhos robustos para as ações da Petrobras ON e PN, que fecharam o dia em alta de 4,70% e 5,46%, respectivamente. PetroRio ON, pelo mesmo motivo, subiu 5,29%. Os bancos, que vinham em uma trajetória negativa nos últimos dias, fecharam o dia com ganhos firmes. Banco do Brasil ON avançou 3,97%, Bradesco PN subiu 1,93% e Itaú PN avançou 1,68%, enquanto as units do Santander encerraram o pregão em alta de 1,12%. "A queda da curva de juros, em vértices médios e longos ocorreu em resposta às alterações feitas pelo governo na PEC dos precatórios, em que ele torna o Auxílio Brasil permanente, sem valor definitivo, retirando o programa social de limitações fiscais, além de alterar o pagamento dos precatórios pagos a profissionais do antigo Fundef para que aconteçam na forma de abono. Dessa forma, a PEC terá maiores chances de passar no Senado", afirmam os analistas da Guide Investimentos.

VALOR ECONÔMICO


IPPA/CEPEA CAI pelo segundo mês consecutivo

O IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) recuou 1% de setembro para outubro, em termos nominais – este foi o segundo mês seguido de queda


Este resultado reflete as variações negativas observadas para o IPPA-Pecuária, para o IPPA-Hortifrutícolas e para o IPPA-Grãos, de 4,4%, 1,4% e 0,8%, respectivamente – já o IPPA-Cana-Café avançou 5,5%. No grupo de pecuária, o Índice foi influenciado sobretudo pelo forte recuo nos preços do boi gordo, que, por sua vez, esteve atrelado à manutenção das suspensões de envios de carne bovina à China. Além disso, o preço do leite pago aos produtores caiu, após seis meses de altas consecutivas. Segundo pesquisadores do Cepea, este resultado é influenciado pela estação do ano, que aumenta a disponibilidade de pastagens, além da melhora da relação de troca ao produtor. O preço nominal do frango vivo, por sua vez, permaneceu praticamente inalterado. Para o grupo de grãos, a queda no Índice refletiu baixas nos valores nominais do arroz em casca, do milho, do trigo em grão e da soja. No caso do arroz, a queda está relacionada aos altos estoques dos compradores e à oferta ligeiramente maior de orizicultores. Quanto ao milho e ao trigo, de acordo com pesquisadores do Cepea, os recuos se devem ao ritmo lento das negociações, e no caso da soja, ao excedente interno e à expectativa de recorde para a safra 2021/22 mundial. Neste grupo, o preço nominal do algodão foi o único que avançou frente a setembro, devido às sustentações dos preços internacionais, que operam nos maiores patamares dos últimos 10 anos. O resultado do índice de hortifrutícolas se deve às quedas dos preços nominais da banana e, mais sutilmente, da laranja. Por fim, o último índice, formado por cana-de-açúcar e café, teve seu desempenho atrelado às altas nominais de ambos os produtos. O preço nominal do café arábica atingiu a máxima da série histórica do Cepea, impulsionado por preocupações com a oferta global do grão para a próxima safra. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, avançou 2,72% – logo, de setembro para outubro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais na economia.

CEPEA


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