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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 149 DE 14 DE JUNHO DE 2022

Atualizado: 15 de jun.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 149 |14 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: arroba estável na maior parte das praças

No mercado de São Paulo, o boi gordo segue negociado por R$ 298/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente, informa a Scot Consultoria


A semana começou com poucos negócios registrados no mercado nacional do boi gordo, o que resultou em estabilidade nos preços da arroba na maioria absoluta das praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Segundo dados levantados nesta segunda-feira, 13 de junho, pela Scot Consultoria, o boi gordo segue negociado por R$ 298/@ nas praças de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). As ofertas de compra de bovinos com padrão para exportação à China giram em torno de R$ 310/@ no mercado paulista, acrescenta a Scot. Na segunda-feira, segundo a IHS Markit, as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste registram forte recuo nas ofertas de boiadas gordas. “As indústrias localizadas nessas regiões estão tendo certa dificuldade em originar animais terminados nos volumes necessários para completar as suas escalas de abate”, observa a IHS. Diante da oferta enxuta de boiadas, alguns frigoríficos já trabalham com programações de abate abaixo de 5 dias, relata a consultoria. O mercado global da carne bovina iniciou a semana acompanhando mais de perto as notícias sobre a possibilidade de um novo lockdown na China, medida que visa combater um novo avanço da Covid-19. Segundo a IHS, o país iniciou um teste em massa nos moradores do bairro mais populoso de Pequim, após um surto de Covid-19 na região. No mercado interno, a demanda pela proteína bovina continua patinando, um reflexo do baixo poder aquisitivo da população, altamente prejudicada pelo avanço da inflação. No atacado/varejo, as vendas de cortes bovinos seguem ainda ritmo fraco e devem registrar recuos mais acentuados nos próximos dias do mês, prevê a IHS, lembrando que, na segunda metade do mês, o poder de compra dos brasileiros tende a perder ainda mais força. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 245/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 250/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 2653/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista.

PORTAL DBO


Polícia Civil prende suspeitos de roubarem R$ 500 mil em gado no Paraná

Em maio, um grupo liderado pelos suspeitos roubou 63 bovinos no Paraná; o gado estava avaliado em quase meio milhão de reais


A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente dois homens, de 30 e 37 anos, suspeitos de participar de uma organização criminosa responsável por roubar gado, em Campina da Lagoa.

As prisões foram realizadas em Ubiratã, região Oeste do Estado, na manhã de sexta-feira (10), durante a “Operação Boiadeiro”. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos objetos relacionados ao crime. Um dos suspeitos também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. No dia 18 de maio, um grupo liderado pelos suspeitos assaltou uma propriedade rural em Rio do Meio, no Município de Campina da Lagoa e roubou 63 bovinos do local, avaliados em quase meio milhão de reais. Na ocasião, os investigados utilizaram forte armamento e mantiveram as vítimas sob refém por quase 12 horas. Os indivíduos utilizaram três caminhões boiadeiros e de dois automóveis para retirar os animais da propriedade. O gado foi levado para a região de Umuarama. As investigações continuam para identificar outros suspeitos do crime.

CANAL RURAL


SUÍNOS


Suínos: preços seguem em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 2,68%/2,54%, chegando em R$ 115,00/R$ 121,00, enquanto a carcaça especial que aumentou 1,14%/1,09%, custando R$ 8,90 o quilo/R$ 9,30 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), ficaram estáveis os preços no Paraná e em Santa Catarina, valendo, respectivamente, R$ 5,12/kg e R$ 5,42/kg. Houve aumento de 5,16% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 5,50/kg, avanço de 2,81% em São Paulo, alcançando R$ 6,22/kg, e de 2,25% em Minas Gerais, fechando em R$ 6,83/kg.

Cepea/Esalq


Embarques de carne suína em maio/22 caem em volume e receita

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até o final de maio (21 dias úteis) caíram em relação a maio/21


O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que, quando se compara os resultados deste semestre de 2022 com o primeiro semestre de 2021, quando as exportações de carne suína ainda iam bem, realmente há uma grande discrepância. "Mas é fato que não temos mais a China comprando nos volumes nem nos preços que se via antes, e mesmo que a gente cite a Argentina, Filipinas, Vietnam, que vêm comprando bons volumes, não há um substituto à altura da China. Mas o caminho é esse: pulverizar as exportações para não depender de um só país", disse. A receita obtida com as exportações de carne suína, US$ 190,8 milhões, representa 80% do montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 238 milhões. No volume embarcado, 79.814 toneladas são 87,33% do total exportado em maio do ano passado, com 91.386 toneladas. Na comparação com o mês anterior, as exportações de carne suína são 5,45% maiores do que o valor registrado em abril, de US$ 181 milhões. No volume, as 79.814 toneladas embarcadas em maio são 2,15% inferiores do que o que foi computado em abril, com 81.569 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.676 valor 23,5% menor do que maio de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 8,87%. Em toneladas por média diária, foram 3.627 toneladas, houve baixa de 16,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No preço pago por tonelada, US$ 2.391, ele é 8,2% inferior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 0,2%.

AGÊNCIA SAFRAS


Bolsa de suínos em MT busca melhorar ambiente de negócios entre produtor e frigorífico

Ferramenta foi lançada pela Acrismat em maio


A Associação de Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) implantou, no dia 19 de maio, a primeira bolsa de suínos do Estado. A exemplo de iniciativas do gênero existentes em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, a ferramenta busca oferecer ao produtor mais informações sobre o mercado e maior segurança na comercialização dos animais. “A medida é uma forma que a associação encontrou para melhorar o ambiente de negociação entre os suinocultores e empresas interessadas em comprar a produção, ao mesmo tempo em que visa acabar com a especulação de preço da carne suína no mercado. Também pretende tirar o suinocultor do vermelho”, informou a Acrismat, em nota. Segundo a entidade, as operações da bolsa acontecem todas às quintas-feiras, durante reunião online com suinocultores de Mato Grosso e frigoríficos, e nesses encontros são definidos os preços para a semana. Em Minas Gerais, ambiente semelhante existe há 40 anos; em São Paulo, há 25 anos. “Nas últimas semanas, em conversas com os compradores, observamos uma diferença de R$ 0,50 entre o preço pago atualmente e o que poderia ser pago caso não houvesse a bolsa. Em um animal de 120 quilos, isso representa uma diferença de R$ 60. É um valor considerável para qualquer atividade”, diz a Acrismat.

VALOR ECONÔMICO


FRANGOS


Frango com altas para ave congelada ou resfriada

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,35/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,61/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), a ave congelada teve alta de 1,17%, atingindo R$ 7,76/kg, e a resfriada subiu 1,04%, fechando em R$ 7,76/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne de frango têm faturamento 40,9% maior em maio

No volume exportado, na comparação com mesmo mês do ano passado, crescimento de 5%, segundo dados da Secex


De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportações de carne de aves in natura até o final de maio (21 dias úteis), superaram em mais de 40% a receita de maio/21. O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que as exportações de carne de frango estão "espetaculares". "Não há dificuldade nenhuma em colocar o produto brasileiro no mercado externo. É aquela velha fórmula: Brasil exporta para mais de 100 países, temos destaque nos embarques halal, além dos casos de influenza aviária afetando o hemisfério Norte. Tudo isso remete a uma exportação muito forte que vai se manter durante todo o ano". A receita obtida, US$ 838,6 milhões, representa aumento de 40,9% sobre o montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 594,9 milhões. No volume embarcado, as 400.758 toneladas são 4,7% maiores do total exportado em maio do ano passado, com suas 382.762 toneladas. Na comparação com mês anterior, os US$ 838.6 milhões de receitas são 11,8% superiores ao registrado em abril, com US$ 749,6 milhões. No volume, as 400.758 toneladas embarcadas em maio são 3,5% superiores do que o que foi computado em abril, com 387.180 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 38,1 milhões valor 34,5% superior ao registrado maio de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 3%. Em toneladas, por média diária, 18.216 toneledas, houve leve queda de 0,1% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No

preço pago por tonelada, US$ 2.092, ele é 34,6% superior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa retração de 12,29%.

AGÊNCIA SAFRAS


CARNES


Custos com a nutrição de aves de corte e suínos diminuíram em maio, segundo Embrapa

Redução foi mais significativa para a suinocultura


De acordo com informações divulgadas pela plataforma Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa Suínos e Aves, o mês de maio registrou menor investimento na área de nutrição animal para ambas atividades. Para a suinocultura, a redução na porcentagem da alimentação dos animais na cesta dos custos de produção foi maior do que para a avicultura. Segundo o analista da instituição, Ari Jarbas Santi, a diferença entre os dois setores se dá porque custos de produção são todos ponderados, os itens que fazem parte dos custos são todos ponderados, então quando varia o preço de um item, ele acaba interferindo também na variação do outro, e esse custo ponderado acaba distorcendo um pouco a curva. "Se os pintinhos de corte não tivessem subido tanto, provavelmente essa diminuição no custo da alimentação das aves seria muito maior, inclusive do que o da alimentação de suínos". Conforme aponta a plataforma, a queda na nutrição animal para a área de suínos em maio foi de 2,11% em maio no comparativo com abril. Desde o início do ano, entretanto, este item dos custos teve alta de 4,19%, e representou em maio 80,97% do total de investimentos na criação dos animais. Já para a avicultura de corte, a Embrapa informa que a queda com a alimentação das aves foi de 0,87% em maio na relação com o mês anterior, mas desde o início do ano, houve elevação de 4,98%. Neste mês de maio, a nutrição das aves representa 74,41% do investimento na avicultura de corte. O Índice de Custos de Produção (ICP) Frango registrou 434,86 pontos em maio, um aumento de 0,69% no comparativo com abril, alta de 7,76% desde janeiro e de 6,65% em relação a maio de 2021. O elemento que teve maior alta em maio para a atividade foi o custo com os pintinhos de um dia, que subiu 1,29% em maio, chegando a representar 14,18% no investimento da granja. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), José Paulo Meirelles Kors, houve queda de cerca de 3,5% nos alojamentos de pintinhos nestes primeiros quatro meses do ano, com uma média mensal de aves alojadas no Brasil em torno de 550 milhões de cabeças. A razão para essa queda, segundo ele, é a redução da produtividade das galinhas poedeiras e a menor fertilidade dos ovos, que reduz a oferta e, com a demanda aquecida, eleva os preços. "Estamos com patamares nunca vistos historicamente. Se antes a cotação de um pintinho de corte era de 25 centavos de dólar, hoje dobrou e está em 50 centavos de dólar, e ainda assim tem sido muito procurado", aponta. Em relação à suinocultura, o Índice de Custos de Produção (ICP) Suíno registrou 419,68 pontos em maio, uma queda de 2,07% no comparativo com abril, alta de 4,79% desde janeiro e de 0,56% em relação a maio de 2021. O elemento que mais pesou na atividade suinícola em maio, vindo em seguida da nutrição dos animais, é o transporte, que representou em maio 4,25% dos gastos no setor. Houve alta em maio de 0,23% em relação a abril, 1,34% desde janeiro e de 1,62% comparado a maio de 2021. No Paraná, que lidera a produção de frangos de corte no país, houve leve aumento de 0,71% nos custos de produção, passando de R$ 5,58/kg em abril para R$ 5,62/kg em maio. Em relação a maio do ano passado, quando o custo era de 5,27/kg, o aumento foi de 6,64%. Na nutrição das aves no Paraná, o valor em abril era de R$ 4,23/kg e caiu 1,18% em maio, chegando em R$ 4,18/kg neste mês de maio. Na comparação com maio de 2021, o custo com a alimentação das aves houve aumento de cerca de 4%, atingindo R$ 4,18/kg. Em Santa Catarina, principal Estado produtor de suínos, em maio, houve queda de 2% nos custos de produção segundo a Embrapa, saindo de R$ 7,49/kg em abril para R$ 7,34/kg em maio. Ao comparar o valor com maio de 2021, há um aumento de 0,54%. Na alimentação dos animais, Santa Catarina teve baixa de 2,62%, passando de R$ 6,10/kg em abril para R$ 5,94/kg em maio. Em relação a maio de 2021, quando a nutrição dos suínos custava, em média, R$ 6,00/kg, recuo de quase 1% em comparação a maio deste ano.

Embrapa Suínos e Aves


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Vendas do comércio crescem 1,3% nos quatro primeiros meses do ano, aponta IBGE

Na variação mensal, o crescimento no Estado foi de 0,8% na comparação com março. Em relação a abril do ano passado, a diferença foi 3,9% superior


As vendas do comércio varejista cresceram 1,3% nos quatro primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na variação mensal, o crescimento no Estado foi de 0,8% na comparação com março. É a sétima alta consecutiva do setor varejista, que registra bom movimento desde o final de 2021. Os crescimentos foram de 0,1% em outubro, 0,6% em novembro, 0,3% em dezembro, 0,5% em janeiro, 1,5% em fevereiro, 0,7% em março e 0,8% em abril. Em relação a abril do ano passado, a diferença foi 3,9% superior. Os resultados positivos na comparação com abril do ano passado foram influenciados por hipermercados e supermercados (6,2%), tecido, vestuários e calçados (20,6%), artigos farmacêuticos (5,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (86,3%) e itens de uso pessoal ou doméstico (12,8%). No acumulado do quadrimestre, os destaques foram vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (49,6%), itens de uso pessoal ou doméstico (14,6%), artigos farmacêuticos, médicos, cosméticos e perfumaria (8,2%), tecido, vestuário e calçados (20,8%) e hipermercados e supermercados (0,5%). No indicador de receita, que calcula os ganhos, o setor varejista registrou crescimento de 0,9% na comparação com março, 24,9% na comparação com abril de 2021, 18,5% no quadrimestre e 15,8% no acumulado dos últimos doze meses. No comércio varejista ampliado, que engloba os setores de veículos, motocicletas, partes e peças e materiais de construção civil, houve baixas em abril e no quadrimestre. Até então, no entanto, juntando todos os setores da pesquisa, o Paraná vinha de bons resultados desde novembro de 2021 (1,1%), com variações positivas também em dezembro daquele ano (0,7%), janeiro (1,2%), fevereiro (0,3%) e março (0,9%).

Agência Estadual de Notícias


Portos do PR têm alta de 14% na descarga de fertilizantes

Ao todo, nos cinco primeiros meses do ano, foram descarregadas 4.791.982 toneladas de adubos


A movimentação de fertilizantes pelos portos do Paraná registrou alta de 14% entre janeiro e maio de 2022. A importação do produto já mostrava tendência de crescimento desde o ano passado, mas, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o desembarque segue instável, acompanhando o preço e a demanda do campo. Os dados foram informados na segunda-feira pelo Governo do Estado do Paraná. Ao todo, nos cinco primeiros meses do ano, foram descarregadas 4.791.982 toneladas de adubos, contra 4.192.659 toneladas no mesmo período de 2021. O ritmo desse crescimento, entretanto, não foi uniforme. Em 2022, o pico das importações aconteceu em fevereiro. Com o início do conflito, os portos paranaenses receberam 1.338.633 toneladas de fertilizantes. Quase 48% mais do desembarcado em janeiro. Nos dois meses seguintes, os volumes recuaram. Em março foram 879.908 toneladas recebidas, valor 34% menor na comparação com fevereiro deste ano, mas ainda 15% maior que o recebido no mesmo mês de 2021. Em abril, nova queda: foram 597.327 toneladas recebidas, 32% menos que o mês anterior. Pela primeira vez no ano, o valor mensal ficou abaixo também do registrado em 2021: queda de 28% na comparação com as 829.475 toneladas importadas em abril do ano passado. Agora, os números de maio mostram que as importações voltaram a subir: 88% na comparação com o último mês. Com 1.125.585 toneladas movimentadas, a alta também aparece na comparação com o mesmo mês de 2021, quando foram 916.924 toneladas (+23%).

AGROLINK


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 2,46%, a R$5,112

O mercado de câmbio começou a semana sob forte estresse, com o dólar à vista fechando na maior alta percentual diária desde o começo de maio e no maior patamar em um mês, acima de 5,11 reais, catapultado por uma onda global de aversão a risco devido a receios sobre inflação, recessão e alta agressiva dos juros mundo afora


O dólar negociado no mercado interbancário subiu 2,46% na segunda-feira, a 5,112 reais na venda. É o valor mais elevado desde 12 de maio (5,1424 reais) e a alta percentual mais forte desde 2 de maio (2,58%). Na máxima do dia, a cotação saltou 3,00%, a 5,1388 reais. O real teve um dos piores desempenhos globais na sessão. Com o forte ganho desta segunda, o dólar à vista encerrou acima de sua média móvel linear de 100 dias pela primeira vez desde janeiro --evento tido como prenúncio de mais altas para a moeda. O dólar engatou ainda o sexto pregão consecutivo de aumento, período em que acumulou apreciação de 7,00%. É a mais longa série de altas diárias desde 30 de setembro de 2021, quando a divisa contabilizou a última de uma sequência de sete valorizações.

REUTERS


Ibovespa fecha com queda de 3% com aversão generalizada a risco

O Ibovespa fechou em forte baixa na segunda-feira, em meio a uma forte aversão a risco global em razão de preocupações sobre os movimentos de bancos centrais, principalmente do Federal Reserve, para conter a inflação e seus efeitos na atividade econômica


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,73%, a 102.598,18 pontos, menor patamar desde 10 de janeiro e com quase todas as ações da carteira no vermelho. No pior momento, chegou a 101.699,55 pontos (-3,59%). O volume financeiro no pregão somou 30,1 bilhões de reais. De acordo com a economista-chefe da Claritas, Marcela Rocha, a dinâmica dos mercados na segunda-feira continuou a ser influenciada pelos fatores que levaram os mercados a terem uma forte realização na última sexta-feira, quando saíram dados de inflação e de confiança do consumidor nos EUA. "Esses dados serviram de alerta a respeito de uma trajetória de inflação pior que a esperada e de um ambiente de arrefecimento do crescimento", afirmou, destacando que estes vetores fazem o mercado questionar qual será a reação do Fed, o BC norte-americano. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anuncia na quarta-feira decisão sobre os juros com o mercado esperando nova alta de 0,5 ponto percentual. Investidores buscarão sinais sobre os passos seguintes do Fed, em especial após setembro, e se ele precisará ser mais enérgico para controlar a inflação. "É um dia de estresse geral", afirmou o gestor da Vitreo Rodrigo Knudsen, acrescentando que não é possível explicar o comportamento de determinado papel a partir de fundamentos próprios. "Ninguém quer posição de risco, todo mundo está vendendo qualquer coisa de risco."

REUTERS


Balança comercial tem superávit de US$4,9 bi em maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,944 bilhões de dólares em maio, informou o Ministério da Economia na segunda-feira, em mês marcado por forte aceleração de preços dos produtos comercializados, levando a recordes de exportação e importação


O número do mês passado é resultado de 29,648 bilhões de dólares em exportações, e 24,704 bilhões de dólares em importações. Os dois indicadores são recorde para todos os meses da série histórica iniciada em 1997. O saldo comercial, por sua vez, foi menor do que o observado em maio de 2021 (8,5 bilhões de dólares) e de 2020 (6,8 bilhões de dólares). Os números do mês passado refletem uma forte aceleração dos preços dos produtos. O valor total das exportações brasileiras cresceu 8% na comparação com maio de 2021, resultado de uma alta de 21,9% nos preços dos itens vendidos, combinada a um recuo de 7,9% na quantidade embarcada. As importações cresceram 33,5%, diante de um salto de 35,7% nos preços, simultaneamente a uma sutil alta de 0,1% nas quantidades compradas. No recorte por setor, houve crescimento de 19,4% nas exportações da indústria de transformação e de 0,2% na agropecuária. A indústria extrativa teve valor médio reduzido em 4,5%. A Ásia teve queda significativa nas compras feitas do Brasil, reduzindo sua participação nas exportações de 51% do total em maio de 2021 para 41,8% no mês passado. "A queda (de venda) de soja, minério de ferro e petróleo ajuda a explicar essa menor exportação para a Ásia, principalmente a China", disse o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão. A fatia da América do Norte nas exportações brasileiras subiu de 13,5% para 14%, enquanto a Europa teve alta de 17,4% para 20,3% e a América do Sul, de 10,6% para 12,2%. Brandão destacou o forte crescimento das vendas de petróleo bruto à Europa, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com alta de 115% nas exportações do produto pelo Brasil aos europeus. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2022, o saldo comercial brasileiro ficou positivo em 25,129 bilhões de dólares. De acordo com Brandão, muito provavelmente, o governo revisará para baixo sua projeção para o saldo comercial em 2022 porque a importação vem crescendo acima das previsões anteriores. A nova projeção será apresentada em julho.

REUTERS


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