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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 143 DE 06 DE JUNHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 143 |06 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: semana encerra com trégua na tendência de baixa da arroba

A semana termina com estabilidade nos preços do boi gordo em praticamente todas as regiões brasileiras, informam na sexta-feira, 3 de junho, as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


Após um período de desvalorização nas cotações, mercado registra estabilidade na maioria das praças brasileiras; em SP, macho terminado fechou a sexta-feira (3/6) cotado em R$ 297/@, segundo a Scot Consultoria. A IHS Markit captou, na sexta-feira (3/6), o primeiro avanço de preços na cotação do boi gordo em semanas, observado na praça de Maringá (PR), com indústrias ofertando preços de R$ 295/@, ante R$ 290 registrado no dia anterior. De todo modo, o cenário ainda é de pressão de baixa em algumas regiões onde a oferta de animais é maior, como observado no Norte e Nordeste do País. “Nessas regiões, há relatos de chuvas pontuais que ainda trazem algum suporte aos pastos, abrindo a possibilidade de retenção dos animais, ainda que por pouco tempo, nas propriedades”, observa a IHS. “Produtores aguardam melhores condições de preços para retornar as comercializações”, acrescenta. Nas praças do interior de São Paulo, as ofertas por boiadas abaixo da referência estão ocorrendo, mas sem negócios efetivos, informa a Scot Consultoria. “Com escalas de abate programadas para a próxima semana, as cotações de todas as categorias destinadas ao abate abriram o dia estáveis no comparativo diário”, acrescenta a Scot. Com isso, as referências para a arroba do boi, vaca e novilha gordos em São Paulo estão em R$ 297/@, R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). A cotação de bovinos destinados à China gira em torno de R$ 305/@ no mercado paulista. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO- Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 250/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista);

MA-Açailândia: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista).

PORTAL DBO


Escalas de abate dos frigoríficos continuam alongadas, informa Agrifatto

De acordo com a consultoria paulista, a média nacional das programações de abate se encontra em 11 dias úteis


Com a oferta de boi gordo ainda firme e as vendas no mercado doméstico fragilizadas, as escalas de abate nas principais regiões pecuárias brasileiras seguem “confortáveis” para os frigoríficos, relatou na sexta-feira, 3 de junho, a consultoria Agrifatto. “Enquanto o boi gordo é negociado na média de R$ 295/@ em São Paulo, a média nacional das programações de abate se encontra em 11 dias úteis, a mesma que foi registrada durante a última semana”, relata Yago Travagini, analista da Agrifatto. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 11 dias úteis programados, 1 dia a menos ante o que foi visto na semana passada. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 19 dias úteis, 1 dia de alta no comparativo semanal. Minas Gerais – As indústrias mineiras encerraram a semana com as escalas próxima dos 13 dias úteis, 4 dias de aumento ante a sexta-feira passada. Goiás – As programações de abate se encontram na média de 10 dias úteis, recuo de 1 dia ante a semana passada. MS e TO – Os frigoríficos sul-mato-grossenses e tocantinenses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis – não houve variação em ambas as regiões no comparativo semanal.

Rondônia – As programações de abate estão próximas dos 8 dias úteis, queda de 1 dia ante a sexta-feira passada.

AGRIFATTO


SUÍNOS


Cotações dos suínos fecham a sexta-feira estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), houve aumento somente em Minas Gerais, na ordem de 0,84%, chegando em R$ 6,02/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, valendo R$ 4,35/kg, R$ 4,49/kg no Rio Grande do Sul, R$ 4,38/kg em Santa Catarina e R$ 5,42/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


Suinocultor independente do Rio Grande do Sul tem prejuízo de cerca de R$ 180,00 por animal vendido

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, o milho é que continua pesando mais nos custos de produção


Após trabalhar com quedas ao longo de maio, a suinocultura independente gaúcha registrou alta de preço na sexta-feira (3), saindo de R$ 5,23/kg vivo para R$ 5,58/kg vivo, de acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador. Segundo ele, ainda que tenha havido esta alta, o produtor gaúcho independente tem prejuízo de cerca de R$ 180,00 por animal vendido. Com a crise dos preços baixos para a venda dos animais e a alta nos custos de produção, pelo menos, desde janeiro deste ano, Folador afirma que há uma expectativa de que os produtores independentes façam o descarte de matrizes ao longo do ano para enxugar a produção em uma tentativa de mitigar os prejuízos na atividade. A perspectiva é que cerca de 15 a 20 mil matrizes sejam descartadas de um total de 60 a 65 mil fêmeas do setor independente. Isso representa um recuo de até 30% no número de reprodutoras no plantel. "Pensando no preço de venda, se consegue custear boa parte dos itens que compõem a cesta de custos de produção, exceto o milho", afirma o dirigente, ressaltando que a média para se produzir um quilo de suíno é de cerca de R$ 7,00. "Esperamos que neste segundo semestre a situação comece a melhorar, mas não vemos perspectiva de que os preços de venda dos animais cheguem a R$ 7,00, R$7,30 o quilo para que os suinocultores consigam ter margem de lucro", revelou.

ACSURS


Cooperativas vão selecionar startups para melhorar carne suína

A Alegra, localizada em Castro, no Paraná, produz 97 mil toneladas de carne suína, que compõem 12 linhas de produtos


A Indústria de Alimentos Alegra abriu as inscrições, até 26 de junho, para o Edital Alegra, com foco em startups que mostrem, por meio de soluções criativas e inovadoras, como fazer a diferença no alimento, seja na produção, distribuição ou no consumo. A Alegra, localizada em Castro (PR), produz 97 mil toneladas de carne suína, que compõem 12 linhas de produtos. O objetivo do edital é buscar soluções tecnológicas para a indústria. “Queremos inserir na nossa organização a inovação. Nós temos algumas iniciativas, mas ainda não são estruturadas. Nossa expectativa é agregar e inovar ainda mais na cadeia de produção de alimentos”, afirma em nota Cracios Clinton Consul, head de marketing da Alegra. O programa é desenvolvido pela Digital Agro, em parceria com a Unium e Inbix Ventures. Serão dez startups pré-selecionadas, que irão apresentar o pitch na Digital Agro, no dia 14 de julho, em Curitiba (PR). Apenas quatro passam para a segunda fase, quando terão a oportunidade de conhecer a fábrica da Alegra, aplicando a sua tecnologia e modelo de negócio. Para saber mais sobre o edital e fazer a inscrição é só acessar o site: alegracoonecta.digitalagro.com.br/. Com seis anos de atuação, a Alegra, com cerca de 1,7 mil colaboradores, é fruto da união das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium.

ESTADÃO CONTEÚDO


FRANGOS


Mercado do frango com poucas alterações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,47%, chegando em R$ 6,90/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, enquanto no Paraná houve queda de 0,18%, custando R$ 5,55/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Com vendas enfraquecidas, preços recuam em maio

O baixo poder de compra da população brasileira, fragilizado sobretudo pelo avanço da inflação no País, limitou as vendas de carne de frango em maio


Além disso, o elevado patamar do preço da proteína no mercado interno entre o encerramento de abril e o começo de maio também dificultou o escoamento do produto. Diante disso, muitos vendedores consultados pelo Cepea reduziram os valores de negociação ao longo do mês, como forma de evitar o acúmulo de estoques. De abril a maio, o valor médio do frango inteiro congelado caiu 5% no atacado da Grande São Paulo, passando para R$ 7,51/kg no último mês. No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, dentre os produtos acompanhados pelo Cepea, a coxa com sobre coxa congelada registrou a maior desvalorização, de 7,6% de abril a maio, a R$ 7,62/kg no último mês. A queda nos preços da carne, por sua vez, resultou também em leve reajuste negativo nos preços do frango vivo em parte das regiões produtoras. Na média do estado de São Paulo, o animal para abate foi cotado a R$ 6,36/kg em maio, baixa de 0,8% frente a abril.

Cepea


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Indústria do Paraná fecha maio otimista, mas segundo semestre preocupa

O otimismo da indústria do Paraná segue estável, com o cenário econômico do segundo semestre gerando preocupação. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), pesquisa mensal da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI)


Em maio, o Icei somou 58,3 pontos, resultado apenas um pouco menor do que os 58,4 pontos de janeiro - o levantamento tem escala até 100. O levantamento é composto por dois índices: as condições do mercado nos seis meses anteriores, que alcançou 51,5 pontos em maio, e a expectativa de negócios no futuro, que chegou a 61,7 pontos. Na avaliação da Fiep, o resultado é reflexo da melhora nas condições do comércio e serviços com o fim das medidas mais restritivas de prevenção da Covid-19. "Isso se reflete em aumento de produção nas indústrias e vagas no mercado formal de trabalho. Um empresário otimista costuma contratar mais", aponta o economista da Fiep, Evânio Felippe. O economista enfatiza ainda como a renda das famílias impacta nas linhas de produção das fábricas. Nesse cenário, ele destaca o saque emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que contribuiu para o aumento no consumo no varejo. Mesmo assim, Felippe alerta para o cenário do segundo semestre. Além da inflação e do impacto de fatores macroeconômicos, o período pré-eleitoral deve impactar no mercado. "Os indicadores mostram que a inflação está alta e que o nível de preços está resistente. Não se sabe quanto tempo essa situação deve durar”, complementa. Nesse cenário, preocupam a alta da taxa básica de juros (Selic), bem como a alta nos preços da produção, das matérias primas e dos combustíveis, além de impactos externos, principalmente com a guerra na Ucrânia. “Todos esses fatores desestimulam o consumo e deixam o empresário cauteloso. Ele segura os investimentos e aguarda um período mais favorável para fazer novas contratações”, avalia o economista da Fiep.

GAZETA DO POVO


Segunda ponte entre Brasil e Paraguai tem 84% da obra concluída

A segunda ponte entre Brasil e Paraguai, a Ponte da Integração, está com 84% da obra concluída e deverá ser inaugurada nos próximos meses


A ponte está sendo construída desde 2019, em uma parceria entre a Itaipu Binacional comandada por Brasil e Paraguai, e o governo do estado do Paraná. Todo o investimento, cerca de R$ 320 milhões, está sendo bancado pela empresa de energia, e a obra está sendo executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). Ela ligará Foz do Iguaçu à paraguaia Presidente Franco, terá 760 metros de comprimento e um vão livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais. Brasil e Paraguai já são ligados pela Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, inaugurada em 1965. Ela segue sendo é o principal corredor logístico entre Brasil e Paraguai, mas há anos está sobrecarregada. Além da circulação de pessoas entre Foz e Cidade del Este, a ponte concentra o trânsito de caminhões. Com a nova ligação, a Ponte da Amizade ficará exclusiva para veículos leves e ônibus de turismo, enquanto a Ponte da Integração receberá o transporte de carga. Ao final da obra, ela será administrada pelo governo do Paraná.

CANAL RURAL


Primeira cooperativa do Paraná mudou a economia e a história dos Campos Gerais

De terras fracas, praticamente improdutivas, a uma das principais bacias leiteiras do Brasil. A transformação pela qual passou a região de Castro e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, ao longo dos últimos 100 anos, está diretamente ligada à imigração holandesa e ao cooperativismo.


As primeiras famílias de imigrantes se instalaram ali em 1911 após uma tentativa frustrada de se estabelecerem em Irati, no Sul do estado, onde não tiveram apoio e não prosperaram. Carambeí era o nome da fazenda no município de Castro que havia sido comprada pela Brazil Railway Company, companhia inglesa responsável pela construção da estrada de ferro que corta a região. A empresa iniciou um processo de colonização como forma de estimular a produção local para ter volume de carga para o transporte férreo. Cada família recebeu um pedaço de terra, com uma casa, uma pequena instalação para os animais, três vacas leiteiras, sementes e adubos, e tinha prazo de 10 anos para pagar por isso. Em 1911, as famílias Verschoor e Vriesman se instalaram na região. Novos imigrantes da Holanda se juntaram a eles. Em três anos, já eram cerca de 50 holandeses no local dedicados à produção de leite.

No ano de 1925, nove colonizadores fundaram a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios para a transformação do leite em queijo e manteiga. Nascia assim a primeira cooperativa de produção do Paraná, que mais tarde viria a se chamar Batavo e hoje é a Frísia. Foi a primeira do Paraná e a segunda do Brasil. Na época existia apenas uma cooperativa de produção no Rio Grande do Sul. A produção inicial da Cooperativa Hollandeza de Laticínios era de 700 litros de leite por dia. O produto era transformado em manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e, posteriormente, em São Paulo. Em 1928, a Sociedade Cooperativa Hollandeza deu origem à marca Batavo, que, em 1954, foi incorporada à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL). Em agosto de 2015, nos seus 90 anos, a Batavo Cooperativa Agroindustrial mudou sua denominação para Frísia Cooperativa Agroindustrial, desvinculando-se do antigo nome em virtude da venda da CCLPL. A evolução da cooperativa foi proporcionando o crescimento e desenvolvimento da região. Em 1966, a colônia de Carambeí passou a ser um distrito de Castro e em 1995 foi desmembrada, passando a ser um município. Hoje a Frísia está entre as dez maiores cooperativas do Paraná. Em 2021, teve o maior faturamento da sua história. Foram R$ 5,2 bilhões, 40,1% maior do que os R$ 3,7 bilhões do ano anterior. A cooperativa é referência em produção agroindustrial com atuação nos segmentos de pecuária leiteira, suinocultura, produção agrícola e florestal. Atualmente, a Frísia tem 971 cooperados presentes nos estados do Paraná e Tocantins. No último ano, a produção total chegou a 290,6 milhões de litros de leite, 895 mil toneladas de grãos, 89 mil toneladas de madeira e 30 mil toneladas de carne suína. Outra estratégia da cooperativa para crescer foi adotar a intercooperação. A Frísia, juntamente com as cooperativas Castrolanda, de Castro, e Capal, de Arapoti, mantém a Union, responsável pelas marcas de varejo Colônia Holandesa e Naturale (Leite); Alegra (carne suína e derivados) e Herança Holandesa (trigo).

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 0,18%, a R$4,7776

O dólar fechou em leve declínio na sexta-feira, suficiente para manter a moeda abaixo da marca psicológica de 4,80 reais, num dia sem direção comum nas praças cambiais do exterior após dados fortes de emprego nos EUA endossarem expectativas de mais altas de juros na maior economia do mundo


O dólar à vista caiu 0,18%, a 4,7776 reais na venda. No pregão, variou de 4,8325 reais (+0,97%) a 4,776 reais (-0,21%). Na semana, a cotação avançou 0,83%, após três semanas consecutivas de queda nas quais acumulou baixa de 6,60%. Nos três primeiros dias de junho, a moeda dos EUA tem alta somada de 0,49%. Em 2022, o dólar ainda recua 14,28%.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com dados dos EUA e tem perda semanal

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira, contaminando pelas preocupações acerca do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos, após dados do mercado de trabalho reforçarem a percepção de que a economia norte-americana permanece aquecida


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,03%, a 111.238,50 pontos, segundo dados preliminares. O giro no pregão somava 17,65 bilhões de reais. Na semana, o índice acumulou declínio de 0,63%, interrompendo uma sequência de três altas semanais.

REUTERS


Atividade industrial apresentou sinais de perda de dinamismo em abril, diz CNI

Mês teve queda do faturamento real, do emprego, das horas trabalhadas na produção e da massa salarial


A atividade industrial apresentou sinais de perda de dinamismo no mês de abril, aponta a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na sexta-feira, 3. Em abril, houve queda do faturamento real, do emprego, das horas trabalhadas na produção e da massa salarial, o que afetou negativamente o desempenho da indústria. De acordo com a pesquisa, o faturamento real do setor caiu 0,6% em abril na comparação com março, na série livre de efeitos sazonais. Essa queda, destaca a CNI, reverte a alta de 0,7% registrada em março e leva o faturamento ao mesmo patamar em que começou o ano. Se comparado com abril de 2021, a queda real do faturamento é de 5,8%. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, "a fragilidade atual da indústria é resultado da persistência e do agravamento da escassez e do alto custo dos insumos, aliada a uma demanda também frágil, reduzida pela inflação alta". "São quedas que revertem pequenos ganhos ocorridos no primeiro trimestre. Em um cenário de inflação persistente e juros altos é difícil prever desempenho muito positivo, sobretudo sustentado, nos próximos meses. A economia brasileira precisa de uma alavanca para atrair investimentos e voltar a crescer, que deveria ser a reforma tributária, mas todos os esforços nesse sentido têm sido frustrados", afirma Azevedo. As horas trabalhadas na produção registraram queda de 2,2% em abril ante março, na série dessazonalizada. Em relação a abril de 2021, o número de horas trabalhadas apresenta recuo de 0,2%. O emprego industrial, segundo a pesquisa, consolidou queda em abril, após dar sinais de recuperação. O índice registrou queda de 0,5% no mês, reforçando "os sinais de perda de dinamismo do emprego nos primeiros meses do ano, após série de altas consecutivas ao longo da segunda metade de 2020 e 2021". Em relação a abril do ano passado, há um crescimento no emprego industrial de 1,6%. Houve queda também na massa salarial real da indústria de transformação, de 0,5% na mesma base de comparação. "Apesar do patamar relativamente elevado no qual se encontra desde o início do ano, a massa salarial dá sinais de perda de dinamismo com o recuo de abril, após cinco meses de crescimento ou estabilidade", diz a CNI. Em relação a abril do ano passado, no entanto, a massa salarial ainda apresenta um pequeno crescimento de 0,2%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria permaneceu estável em abril em relação a março, com uma ligeira alta de 0,1%. Isso, na avaliação da CNI, mostra a recuperação gradual dos rendimentos, que já acumula seis meses consecutivos de altas ou estabilidade. Apesar disso, na comparação com abril de 2021, o rendimento médio apresenta queda de 1,2%. O levantamento apontou ainda que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,1 ponto porcentual entre março e abril, ficando em 80,9%. Segundo a CNI, o nível de UCI dos primeiros quatro meses do ano é muito próximo, o que evidencia um cenário de estabilidade da UCI em 2022 até o momento, após quedas registradas no 2º semestre de 2021.

O ESTADO DE SÃO PAULO


Indústria do Brasil cresce pelo 3º mês em abril, mas ainda mostra dificuldade de recuperação

A indústria brasileira iniciou o segundo trimestre com ganhos em abril pelo terceiro mês seguido e em linha com o esperado, indicando alguma melhora, ainda que insuficiente para compensar as perdas recentes


Em abril, a produção industrial aumentou 0,1% na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a indústria ainda tentando engatar uma recuperação sustentada em meio à inflação elevada e problemas persistentes de oferta, a leitura ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. Nos três meses seguidos de ganhos até abril, a produção industrial acumulou ganho de 1,4%, o que ainda foi insuficiente para compensar a queda de 1,9% de janeiro, destacou o IBGE. O setor ainda está 1,5% abaixo do nível de fevereiro de 2020, pré-pandemia, e 18% aquém do ponto mais alto da série, de maio de 2011. "As perdas do passado ainda estão longe de serem recuperadas apesar da modificação do ritmo de produção nos últimos meses", afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo. "Apesar de ter mudado o ritmo e ter mais dados positivos, (a indústria) ainda está muito aquém de recuperar o que perdeu com a pandemia." Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial registrou queda de 0,5%, contra expectativa de taxa negativa de 0,8%. Em um cenário de inflação e juros altos no país, o setor industrial ainda enfrenta demanda fraca já que os preços elevados corroem a renda, bem como problemas persistentes nas cadeias de oferta em meio à guerra na Ucrânia. O ambiente ainda é de custos elevados por conta de energia, gastos logísticos e outros insumos, e esse cenário deve levar a um baixo dinamismo no setor ao longo do ano. “Ainda há problemas de desabastecimento para bens, os custos seguem elevados, temos juros em elevação que encarecem o crédito, a inflação mais alta afeta a renda disponível bem como fatores ligados ao mercado de trabalho, com milhões de desempregados e renda comprometida", pontuou Macedo. Em abril, 16 das 26 atividades pesquisadas apresentaram ganhos, e a maior influência positiva veio de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com crescimento de 4,6%. Já entre as que tiveram redução, os destaques ficaram para produtos alimentícios (-4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,2%). “Os produtos alimentícios registram o segundo mês seguido de queda, muito relacionada à produção de açúcar. Porém, antes dessas quedas, a atividade vinha de 4 meses de crescimento, mantendo ainda um saldo positivo nesses últimos seis meses”, disse Macedo. Entre as categorias econômicas, a produção de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 2,3% e a de bens intermediários aumentou 0,8%. Já os produtores de bens de capital registraram contração de 9,2% e os de bens de consumo duráveis viram recuo de 5,5% na fabricação.

REUTERS


Setor de serviços do Brasil tem recordes de altas de preços e criação de empregos em maio e perde a força, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil registrou em maio recorde de criação de empregos, mas também os aumentos mais acentuados de preços em mais de 15 anos, com a expansão da atividade perdendo força, de acordo com dados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global


O PMI recuou a 58,6 em maio, de 60,6 em abril, permanecendo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Embora tenha mostrado perda de força, essa ainda foi a segunda taxa mais rápida de expansão desde maio de 2007. A manutenção do crescimento deve-se à retomada da demanda e de eventos após a pandemia de Covid-19, bem como a políticas de estímulo, de acordo com a S&P Global. Os novos negócios aumentaram pelo 13º mês em maio devido à demanda forte e à conquista de novos clientes, o que levou os prestadores de serviços a buscarem expansão da capacidade e a contratarem novos funcionários. Em maio, a taxa de criação de vagas no setor de serviços brasileiro foi a mais forte desde que a pesquisa começou, em março de 2007. Mas o mês também foi marcado por aumentos recordes de preços. A inflação de insumos apresentou ritmo sem precedentes em maio, com os participantes da pesquisa citando custos mais altos de energia, alimentos, combustíveis, mão de obra e materiais. Eles ainda indicaram pressão derivada da força do dólar e da guerra da Ucrânia. Esse cenário levou os fornecedores de serviços a elevaram os preços cobrados novamente em maio, com a taxa de inflação geral batendo máxima pelo terceiro mês seguido. "Com os preços também subindo no setor industrial, os resultados do PMI mostram aumentos sem precedentes tanto nos custos de insumo quanto nos preços cobrados no setor privado", disse a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna de Lima. "Isso será preocupante para as autoridades dado que o aperto agressivo da política monetária falhou até agora em conter as pressões de preços causadas por limitações da cadeia de abastecimento, volatilidade dos preços de energia e a guerra na Ucrânia", completou. Com o crescimento menor em serviços, o PMI Composto do Brasil caiu da máxima de 14 anos e meio de 58,5 atingida em abril para 58,0 em maio.

REUTERS


FAO vê queda de preços de alimentos em maio, prevê menor produção de cereais em 2022/23

Os preços mundiais dos alimentos caíram em maio pelo segundo mês consecutivo, após atingirem um recorde em março, embora o custo dos cereais e da carne tenha aumentado, disse à agência de alimentos das Nações Unidas na sexta-feira


O índice de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, atingiu uma média de 157,4 pontos no mês passado, contra 158,3 em abril. O número de abril foi anteriormente fixado em 158,5. Apesar do declínio mensal, o índice de maio ainda estava 22,8% acima do ano anterior, impulsionado em parte por preocupações com o impacto da invasão russa da Ucrânia. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO disse esperar que a produção global de cereais caia na temporada 2022/23 pela primeira vez em quatro anos, para 2,784 bilhões de toneladas, diminuindo 16 milhões de toneladas dos níveis recordes de 2021. Enquanto os índices de preços de laticínios, açúcar e óleo vegetal caíram no mês passado, o índice de carnes atingiu um recorde histórico e o índice de cereais subiu 2,2%, com o trigo registrando um ganho mensal de 5,6%. Na comparação anual, os preços do trigo subiram 56,2%. A FAO disse que os preços do trigo foram influenciados pelo anúncio da Índia de uma proibição de exportação, bem como pela redução das perspectivas de produção na Ucrânia após a invasão russa. Em sua primeira previsão para a produção global de cereais, a FAO previu declínios na produção de milho, trigo e arroz, ao mesmo tempo em que projetou maior produção de cevada e sorgo. “As previsões são baseadas nas condições das culturas já no solo e nas intenções de plantio das que ainda serão semeadas”, disse a FAO. A utilização mundial de cereais estava prevista para diminuir em 2022/23 em 0,1% em relação aos níveis de 2021/22, para 2,788 bilhões de toneladas --a primeira contração em 20 anos.

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