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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 133 DE 23 DE MAIO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 133 |23 de maio de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Com escalas de abates confortáveis, frigoríficos tiram o pé das compras de boiadas

Na sexta-feira, 20 de maio, o mercado físico do boi gordo registrou poucos negócios entre as praças brasileiras, refletindo uma certa acomodação dos frigoríficos, que atualmente trabalham com escalas de abate bastante confortáveis, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


“O mercado do boi gordo registrou volumes esparsos de negócios, com players atuando de forma pontual, o que manteve o ambiente de baixa liquidez”, relata a IHS Markit. Segundo a consultoria, em algumas regiões do País, as programações de abate já foram preenchidas até o final do maio – há casos de unidades frigoríficas com escalas adentrando a primeira semana de junho. Neste início de entressafra, porém, os preços dos animais terminados seguem pressionados, consequência da desova dos últimos lotes de boiadas terminadas a pasto e também da posição de cautela adotada pelas indústrias frigoríficas brasileiras. Na avaliação da IHS Markit, além do período sazonal, há outros fatores que estão contribuindo para a pressão baixista no mercado físico do boi gordo. O principal deles é o atual comportamento do governo da China, que mantém a paralisação de algumas importantes unidades brasileiras, enquanto o país asiático efetua a habilitação para exportação de um significativo número de indústrias norte-americanas. Além disso, observa a IHS, o consumo de carne bovina no mercado doméstico segue patinando, devido sobretudo ao avanço da inflação e, consequentemente, o menor poder de compra da população brasileira. Com o enfraquecimento na renda dos trabalhadores, os cortes de carne bovina sobram nas gôndolas dos supermercados e nos açougues, abrindo espaço para as proteínas correntes, que são mais baratas, tais como frango, carne suína e ovos. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 278/@ (prazo) vaca a R$ 267/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 260/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


Escalas de abate se mantém alongadas nas praças brasileiras

Com a chegada da onda de frio em diversas regiões brasileiras, os pecuaristas, preocupados com a piora das pastagens, aumentaram a oferta de boi gordo no mercado físico, informa a Agrifatto.


Com isso, as escalas de abate continuaram confortáveis para as indústrias frigoríficas. “Em todas as regiões acompanhadas pela Agrifatto, as programações permaneceram acima da média dos últimos 12 meses, enquanto a média nacional se encontra próxima dos 10 dias úteis”, relata Yago Travagini, economista e analista da consultoria paulista. Veja abaixo as programações de abate nas principais regiões do País, conforme o levantamento da Agrifatto desta sexta-feira, 20 de maio: São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 12 dias úteis programados, recuo de 2 dias no comparativo entre as semanas. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 13 dias úteis, 4 dias de queda no comparativo semanal. GO/MG/MS – Os frigoríficos presentes nesses três Estados encerraram a semana com as escalas na média de 10 dias úteis. As programações avançaram um dia em Goiás, 2 dias em Minas Gerais e 3 dias no Mato Grosso do Sul, no comparativo entre as semanas. TO/MT – As escalas estão próximas dos 8 dias úteis, com os frigoríficos tocantinenses recuando 2 dias e os mato-grossenses 1 dia no comparativo semanal. Rondônia – As indústrias locais se encontram com as escalas de abate na média de 7 dias úteis, sem alteração ante o que foi visto na semana passada.

Agrifatto


SUÍNOS


Mercado de suínos segue acumulando perdas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 103,00/R$ 113,00, enquanto a carcaça especial cedeu 3,61%/3,45%, custando R$ 8,00 o quilo/R$ 8,40 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (19), houve leve alta somente no Paraná, na ordem de 0,61%, chegando em R$ 4,98/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais, valendo R$ 6,27/kg, em São Paulo, precificado em R$ 5,88/kg e no Rio Grande do Sul, com R$ 5,15/kg. Houve queda apenas em Santa Catarina, de 2,16%, fechando em R$ 4,98/kg.

REUTERS


Preço do suíno independente tem queda de 35 centavos no RS

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, na sexta-feira (20), o preço de R$ 5,43 para o preço pago pelo suíno vivo ao produtor independente. A queda é de 35 centavos se comparado a semana anterior


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 89,33. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.555,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.167,50, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). Agroindústrias e cooperativas – O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,30, vigente desde 18/01; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

Acsurs


Aumento na oferta de carne suína pressiona preços

O aumento nos abates de suínos no Brasil no primeiro trimestre colaborou para elevar a oferta da carne no mercado e pressionar preços num cenário de baixa demanda, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)


O abate de suínos, em peso acumulado de carcaças, subiu 6,7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a 1,24 milhão de toneladas. Comparado ao quarto trimestre do ano passado, houve alta de 1,8% no volume abatido, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. “Mantida esta média do primeiro trimestre para o restante do ano de 2022, projeta-se um aumento da produção da ordem de quase 2%, podendo chegar à marca de 5 milhões de toneladas”, disse a ABCS em nota. “Mas é pouco provável que este crescimento continue no mesmo ritmo, pois há indícios de que, desde o final do ano passado, houve redução de matrizes que certamente impactará a produção do segundo semestre deste ano com queda nos volumes produzidos.” A fraca demanda doméstica e o recuo no ritmo das exportações de carne suína em maio têm levado à forte queda nos preços da carne e de suínos nas praças acompanhadas pelo Cepea. O preço da carcaça suína especial caiu 8,9% no mês até quarta-feira (18), a R$ 9,14/kg. O valor do suíno vivo caiu entre 7,66% e 16,67% nas praças acompanhadas pelo Cepea.

ABCS


FRANGOS


Cotações para o mercado do frango seguem em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado baixou 0,72%, cotada em R$ 6,90/kg, enquanto o frango na granja ficou estável em R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave ficou estável em R$ 4,11/kg, enquanto no Paraná houve queda de 3,81%, chegando em R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (19), tanto o frango congelado como o resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,64/kg e R$ 7,65/kg.

REUTERS


CARNES


Projeto de lei preocupa a cadeia de aves e suínos

Proposta suspende PIS e Cofins sobre venda do cereal usado no etanol, mas revoga direito ao crédito presumido das agroindústrias de frangos e suínos


Um projeto de lei criado para beneficiar a cadeia produtiva do etanol de milho tem deixado o setor de proteína animal “apavorado” com a possibilidade de aumento de custos. A proposta suspende a incidência da contribuição de PIS e Cofins sobre a comercialização do cereal usado na produção do biocombustível e também de seus derivados, como óleo e farinha, mas revoga o direito ao crédito presumido das agroindústrias de frangos e suínos, que precisam do grão para alimentar os animais. Nos cálculos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a medida pode gerar um custo extra de 3% a 5% para as empresas de carnes, que seria repassado aos consumidores na ponta. O fim do benefício geraria alta de R$ 500 milhões por ano nas contas dessas empresas. “Essa medida vai bater na mesa do consumidor. É aumento de custo na veia”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA. “O crédito presumido existe para reequilibrar a cadeia, pois a tributação cumulativa sobre o produtor do milho é repassada para a empresa”, completou. Isso ocorre porque o agricultor, ao comprar insumos e equipamentos, ou ao pagar a energia elétrica que consome, não toma crédito nem tributa a venda do milho. “A agroindústria, quando compra o milho, puxa toda carga tributária cumulativa, e por isso nos creditamos. É uma maneira de compensação e administração tributária, até para que o pequeno produtor não precise contar com um serviço de contabilidade”, explicou Santin. De autoria do ex-senador Cidinho Santos, o PLS 117/2018 estende ao milho o tratamento tributário já aplicado à soja desde 2013 - ou seja, suspende a incidência da Contribuição para PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas das vendas do cereal e seus derivados. Aprovada no Senado, a matéria já chegou à Câmara. Santin destaca que não é contra a desoneração ao segmento de etanol, mas que a medida não pode acarretar prejuízos à agroindústria que usa o milho na alimentação animal. “Serão propostos ajustes para manter o benefício do crédito presumido, sem afetar as demais cadeias de produção, e só será mantida a extensão ao farelo de milho e ao óleo de milho do mesmo tratamento tributário concedido à soja com a isenção de PIS e da Cofins”, afirmou Guilherme Nolasco, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). O autor da proposta, Cidinho Santos, disse que serão feitos ajustes “para poder minimizar e retirar qualquer problema que poderia ter para outras cadeias de produção”.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Baixas temperaturas e geadas fracas não provocaram perdas expressivas na agricultura

A massa de ar polar que chegou ao Paraná nesta semana provocou queda de temperaturas em praticamente todo o Estado e formação de geadas fracas em algumas regiões, mas sem registro de perdas expressivas em lavouras


O frio pode até ser benéfico em alguns casos, como no trigo. O assunto é analisado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 13 a 19 de maio. Os técnicos do Deral apontam que, apesar da preocupação que a queda na temperatura traz aos produtores, especialmente em relação à segunda safra de feijão e de milho, ela também pode ter efeitos benéficos. O trigo, por exemplo, está com 46% da área semeada, mas as lavouras ainda não chegaram em estágio crítico para o frio. Pelo contrário, a atual onda favorece a aclimatação e estimula o perfilhamento. Além disso, temperaturas negativas controlam a população de insetos e plantas que poderiam prejudicar o cereal. Nesse caso, a geada contribui para a redução no uso de produtos de combate às pragas, o que se torna importante para os triticultores em um momento em que os custos de produção continuam em patamares elevados. No caso da segunda safra de milho, a não formação de geada relevante em regiões produtoras, durante a semana, descarta cenário de perdas neste momento. Com a expectativa de que a temperatura se eleve nos próximos dias, as geadas também ficam descartadas. A maioria das lavouras (55% da área) está em fase de frutificação, com condições boas em 87% delas. Para o feijão, os primeiros informes são de que as geadas ainda não foram tão fortes a ponto de se causarem perdas expressivas. Com isso, está mantida a última projeção do Deral de se produzir 605 mil toneladas em 301 mil hectares. A alteração que se percebe, para esta segunda safra, é que o feijão-preto ganhou mais espaço em relação ao tipo cores, devido aos preços convidativos do início do ano. O documento do Deral aponta ainda a expectativa de que o Valor Bruto de Produção (VBP) da soja em 2021, que deve ser divulgado dentro de alguns dias, atinja R$ 50 bilhões, o que representaria alta de 70% se comparado com o ano anterior, ainda que a produção seja ligeiramente inferior ao recorde conseguido em 2020, de 20,7 milhões de toneladas. O boletim também registra a queda no preço do tomate. Na Ceasa de Curitiba, as caixas de 20 quilos tiveram os preços reduzidos em 40% e foram comercializadas, neste mês, por R$ 90. Em abril, o valor estava em R$ 160. A tendência é que até setembro recuem ainda mais, na medida em que a colheita avança. O registro em relação ao frango paranaense é de redução em 3,29% no custo de produção em abril, relativamente ao mês anterior, caindo de R$ 5,77 o quilo produzido para R$ 5,58. A alimentação, principal item, passou a representar 75,79% do custo de produção, uma queda de 3,35% em relação a março. No entanto, se comparar com os últimos 12 meses, houve aumento de 9,45%.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 0,98%, a R$4,8713 na venda

O dólar fechou em queda contra o real na sexta-feira, marcando sua segunda semana seguida no vermelho, movimento que especialistas disseram acompanhar o recuo recente da divisa norte-americana frente a picos em duas décadas no exterior


O dólar à vista registrou queda de 0,98%, a 4,8713 reais, seu menor patamar para encerramento desde 22 de abril (4,8065). A baixa veio depois de a moeda já ter recuado 1,24% na véspera, ajudando a consolidar uma desvalorização de 3,69% em relação ao fechamento da última sexta-feira --pior desempenho semanal do dólar desde o tombo de mais de 5% visto no período findo em 25 de março passado. Na B3, onde as negociações vão além das 17h (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,23%, a 4,8885 reais. Parte dos mercados apontou como fator de impulso para moedas arriscadas a notícia de que a China cortou uma taxa de juros de referência para hipotecas nesta sexta-feira --conforme tenta reanimar o setor habitacional e a economia --, já que a perspectiva de apoio à demanda do país asiático elevou o preço de várias commodities, como o minério de ferro. Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, por sua vez, disse à Reuters que a queda do dólar nesta última semana refletiu principalmente o grande alinhamento do mercado doméstico ao internacional, onde o índice da moeda norte-americana contra uma cesta de rivais fortes recuou de picos em duas décadas atingidos mais cedo neste mês, acompanhando um arrefecimento dos rendimentos da dívida soberana dos Estados Unidos. Segundo o BofA, sinais de deterioração do crescimento da China em meio aos lockdowns da Covid-19 e a retórica mais agressiva do Federal Reserve no combate à inflação explicam o desempenho superior do dólar visto mais cedo em maio, com a recente liquidação da moeda norte-americana sendo de "natureza mais técnica", um ajuste após salto expressivo. "Apesar de o posicionamento estar muito mais limpo nos mercados emergentes após a correção recente (para baixo no preço dos ativos locais) e muitas curvas já estarem precificando uma alta agressiva dos juros (nos Estados Unidos), esperamos que a volatilidade permaneça alta, pois os piores cenários, como estagflação nos EUA ou uma recessão global, não estão totalmente precificados", alertou o BofA no relatório. Com o desempenho desta sessão o dólar passa a acumular queda de 12,6% contra o real em 2022, embora ainda esteja 5,7% acima do menor valor de encerramento deste ano, de 4,6075 reais, atingido no início de abril.

REUTERS


Ibovespa avança com commodities após China cortar juro

O principal índice da bolsa brasileira avançou nesta sexta-feira, impulsionado por ações ligadas a commodities, após anúncio de estímulos econômicos na China


O Ibovespa subiu 1,39%, a 108.487,88 pontos, e fechou a semana com alta de 1,46%, o segundo avanço semanal consecutivo. O volume financeiro foi de 27,8 bilhões de reais, em sessão de vencimento de opções sobre ações na B3. Para Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante, o mercado continua vendo uma migração de recursos de ações do setor de tecnologia e de "crescimento" - mais sensíveis às taxas de juros, porque demandam fortes investimentos - para papéis de commodities e petróleo, diante do cenário macroeconômico global de inflação elevada e alta dos juros. Nesse sentido, o anúncio de mais estímulos econômicos na China foi "mais um fator que acabou favorecendo as commodities", diz Cozzolino, citando especificamente o minério de ferro. O país cortou nesta sexta-feira a taxa de referência de cinco anos para financiamentos imobiliários em nível maior do que o esperado com a expectativa de reanimar o setor habitacional. Os principais índices em Wall Street até abriram em forte alta, acompanhando o sentimento positivo na Europa e na Ásia devido aos estímulos chineses, mas viraram e chegaram a exibir queda firme. Ainda assim, eles voltaram a se recuperar no final do dia e fecharem próximos da estabilidade.

REUTERS


Exportações do agronegócio em abril alcançam US$ 14,86 bilhões

Valor pode ser explicado pela elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional. Destaque foi para complexo soja, carnes e café. Volume caiu 13,2%


O número representa alta de 14,9% em relação a abril de 2021. De acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, a elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional explica o incremento no valor das exportações, mesmo após queda no volume embarcado (-13,2%). O agronegócio brasileiro registrou 51,5% de market share sobre o total exportado pelo Brasil. Os produtos exportados que mais se destacaram no mês de abril foram os do complexo soja (óleo, grão e farelo), carnes bovina e de frango e café. As importações do setor foram de US$ 1,32 bilhão em abril (+14,8%), explicadas também pela expansão dos preços médios, que subiram 14,8%. O complexo soja (grãos, farelo e óleo) é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, com vendas de US$ 8,09 bilhões em abril deste ano. As exportações do setor foram influenciadas principalmente pela expansão dos preços médios de exportação, que subiram 41,4% em relação a 2021.As exportações de carne bovina registraram o valor recorde de US$ 1,10 bilhão em abril (+56,2%), com expansão do volume exportado (+22,1%) e do preço médio de exportação (+27,9%). A China também se destacou nas aquisições de carne bovina brasileira, com US$ 675,06 milhões (+118,3%) dos US$ 1,10 bilhão exportados. O montante representou 61,3% do valor total exportado. O segundo principal importador foram os Estados Unidos, com US$ 79,9 milhões (+22,7%). Nas exportações de carne de frango, o valor alcançado é recorde para toda a série histórica, com US$ 802,80 milhões (+34,3%). A quantidade exportada de carne de frango subiu 5,6%, enquanto o preço médio de exportação subiu 27,2% comparado a abril de 2021. Os principais países importadores foram: China (US$ 100,30 milhões; -1,1%); Emirados Árabes Unidos (US$ 90,16 milhões; +129,3%); Japão (US$ 84,49 milhões; +50,0%); e Arábia Saudita (US$ 76,43 milhões; +12,5%).

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