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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 129 DE 17 DE MAIO DE 2022

Atualizado: 23 de mai.


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 129 |17 de maio de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: cotações em queda nas praças pecuárias paulistas

Na avaliação da consultoria IHS, o mercado brasileiro do boi gordo ainda segue bastante ofertado, com uma grande quantidade de animais disponíveis sobretudo nas regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País


Com o avanço do período seco, reforça a IHS, muitos pecuaristas seguem liquidando os seus lotes de animais terminados a pasto, mas tal movimento não é acompanhado pelas indústrias frigoríficas, que seguem sem grande apetite para novas compras. Na segunda-feira, a IHS detectou recuo nos preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda nas praças de São Paulo e do Mato Grosso do Sul – duas regiões que, além de ofertas locais, tem recebido animais provindos de Goiás, principalmente de Mozarlândia. Dessa maneira, de acordo com os dados da IHS, nas praças paulistas, o valor máximo do boi gordo destinado ao mercado interno caiu de R$ 320/@ para R$ 315/@, enquanto a cotação da vaca gorda recuou de R$ 280/@ para R$ 275/@. Em São Paulo, informa a IHS, há previsão de início de geada para esta semana, o que deve estimular ainda mais as ofertas de animais terminados a pasto. No atacado da carne bovina, os preços dos cortes seguem inalterados, informa a consultoria. “As vendas de carne bovina no varejo seguem lentas e os resultados deste final de semana foram instáveis e irregulares, com pequenas sobras de mercadorias nos entrepostos”, observa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 273/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca a R$ 271/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 274/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 268/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca R$ 271/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 335/@ (à vista) vaca a R$ 305/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 262/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 253/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


China habilita importação de 13 frigoríficos dos EUA

Analista da consultoria Safras & Mercado considera “estranha” decisão do governo chinês, já que carne brasileira é mais competitiva do que a norte-americana


A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) informou que concedeu autorização para 13 frigoríficos de carne suína, bovina e de aves dos Estados Unidos exportarem seus produtos para o gigante asiático. A habilitação entrou em vigor na última sexta-feira (13). Esta é a primeira vez no ano em que o governo da China habilita uma quantidade alta de empresas norte-americanas para exportação. As medidas configuram um aceno positivo ao atual governo do democrata Joe Biden, após a relação mais conflituosa com o ex-presidente Donald Trump. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, no entanto, a decisão tomada pela China poderia ser uma forma de pressionar o Brasil. Ele considera estranha a ação, em um momento em que plantas brasileiras têm sido suspensas sob a alegação de apresentaram traços de Covid-19 nas embalagens de seus produtos. “Essa poderia estar sendo uma forma de os chineses pressionarem os frigoríficos brasileiros a tentar melhorar a fiscalização de seus produtos e, também, de forçar uma queda nos preços de futuras compras,” avalia. Para Iglesias, a medida soa ainda mais estranha considerando que a carne brasileira é bem mais competitiva neste momento do que a carne norte-americana. Desde meados de 2020, com o agravamento da pandemia, a China mudou o seu esquema de importação de carnes e iniciou uma série de suspensões temporárias de compras de vários países. A necessidade de aumentar o controle sanitário em decorrência da Covid-19 tem sido o motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês.

Estadão Conteúdo/CANAL RURAL


SUÍNOS


Preços de suínos caem na segunda-feira em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu 4,55%/1,74%, chegando em R$ 105,00/R$ 113,00, enquanto a carcaça especial baixou 4,49%/3,26%, custando R$ 8,50 o quilo/R$ 8,90 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (13), os preços ficaram estáveis no Paraná, custando R$ 5,62/kg, e em Santa Catarina, valendo R$ 5,59/kg. Houve recuo de 6,13% em São Paulo, chegando em R$ 6,13/kg, baixa de 3,61% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,68/kg, e de 1,09% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,45/kg.

Cepea/Esalq


Difícil de sustentar a elevação de preços dos suínos na primeira semana de maio

Análise divulgada pelo banco Itaú BBA na segunda-feira (16), chamou a atenção para a dificuldade de sustentação dos preços da carne suína, que aumentaram na primeira semana do mês e agora apresentam queda


“Há fatores favoráveis ao consumo do produto, como temperaturas mais baixas e a alta competitividade frente à carne bovina e a de frango. Mas esses pontos positivos do lado da demanda podem ter sua eficácia comprometida caso a oferta seja desproporcional à capacidade de absorção" afirma a instituição. Nas exportações, a perspectiva do banco é que os embarques para a China sigam inferiores em comparação ao ano passado, ainda que os patamares estejam elevados historicamente. Os analistas destacam como ponto positivo as exportações para outros países, como Filipinas, Argentina, Tailândia e Singapura, entre outros menos relevantes. A China agora assiste a um movimento de recuperação, segundo o Itaú BBA, com altas de 12% para o animal vivo e para o suíno na parcial de maio sobre o mês anterior, enquanto a carne suína no atacado evoluiu 8,5 % na moeda local, retomando níveis vistos no início do ano. "Vale destacar que o país asiático atravessa um momento desafiador em meio ao avanço da Covid-19 levando ao lockdown em algumas regiões e dificultando a logística interna, o que pode ter gerado uma elevação da demanda doméstica com os consumidores buscando estocar alimentos, algo que ocorreu em outros países no início da pandemia", diz a análise.

Itaú BBA


AVES


Preço do frango no atacado e nas granjas paulistas baixam na segunda-feira (16)

De acordo com análise do Cepea/Esalq, a demanda internacional aquecida pela carne de frango brasileira tem resultado em alta no preço médio da proteína


Assim, a receita adquirida por exportadores nacionais foi recorde em abril. Vale lembrar que, além da guerra na Ucrânia, importante fornecedor mundial da proteína, crises recentes de Influenza Aviária têm afetado o fornecimento internacional da carne avícola. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado baixou 0,70%, cotado em R$ 7,10/kg, enquanto o frango na granja cedeu 1,59%, valendo R$ 6,20/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, no Paraná a ave ficou estável em R$ 5,44/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,11/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (13) tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando ambas R$ 7,64/kg.

Cepea/Esalq


México suspende tarifas de importação para carne de frango, informa a ABPA

Suspensão vigorará por um ano, sem cotas limitantes; medida deve beneficiar exportações brasileiras


A Presidência da República do México publicou hoje um Decreto que suspende as tarifas para a importação de carne de frango para nações que tenham estabelecimentos habilitados a exportar o produto para aquele país. A medida é válida para países que, como o Brasil, tenham constituído acordo sanitário com as autoridades mexicanas. A abertura do mercado contempla diversos produtos de aves e vigorará pelo prazo de 01 ano. Não há, desta vez, o estabelecimento de cotas, como tem ocorrido nos últimos anos com as importações provenientes do Brasil. De acordo com o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os exportadores brasileiros de carne de frango têm aumentado sua relevância entre os parceiros pela segurança alimentar do México. Com o anúncio feito pelo governo do país da América do Norte, espera-se que o Brasil reforce esta posição. “O Brasil tem complementado a demanda mexicana por carne de frango, colaborando com a indústria local, como em outras oportunidades. Neste contexto, é esperado que nosso país possa aumentar os volumes para este destino”, analisa Santin. De acordo com os dados da ABPA, o México é o atual oitavo maior importador de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e abril, o país importou 58,5 mil toneladas, número 128,6% em relação ao mesmo período de 2021, com 25,6 mil toneladas.

ABPA


Gripe aviária e petróleo sustentam exportações de frangos

No mercado brasileiro o desafio será continuar aumentando os preços da carne de frango devido à comparação com o dianteiro bovino e a carne suína


Conforme análise do banco Itaú BBA, a perspectiva para as exportações da carne de frango brasileira deve seguir positiva, sustentada pelo preço do petróleo e pelos casos de influenza aviária nos Estados Unidos e União Europeia. Já no mercado interno, a competitividade frente ao dianteiro bovino é um desafio, uma vez que há elevação de preços com a baixa oferta. O banco detalha que atualmente, nos Estados Unidos, há 34 Estados com surtos de gripe aviária, considerado o caso mais crítico da doença no país em sete anos. Na perspectiva dos analistas do banco, isso "fortalece a perspectiva de boas exportações por parte do Brasil". Existe também a questão da oferta global de grãos, que deve ser outro ponto de sustentação em relação às exportações de carne de frango por parte do Brasil. "Com o resultado da safra americana em aberto assim como o fluxo de comércio de grãos do Mar Negro são elementos que tendem a sustentar os preços de exportação de carne de frango enquanto não houver alguma sinalização de maior alívio no cenário de custos da ração", detalha. O conflito armado entre Rússia e Ucrânia segue mexendo com os preços do petróleo a nível mundial, com o barril do WTI próximo de US$100,00. Esta variável possui ligação com os preços de exportação de carne de frango do Brasil devido à importância dos países produtores do combustível fóssil entre os importadores. "Isso também tende a influenciar positivamente o preço de embarque, o que consequentemente, alivia o spread das exportações, quem vem melhorando, mas ainda segue baixo historicamente". Ainda de acordo com a análise do Itaú BBA, no mercado brasileiro o desafio será continuar aumentando os preços da carne de frango, uma vez que a competitividade está menor em comparação ao dianteiro bovino e mais ainda com a carne suína. Ainda assim, uma menor oferta e bom escoamento rumo ao mercado externo fazem com que o preço se mantenha sustentado, ou cedendo pouco. "Considerando os preços da ave e os custos parciais de maio até o dia 10, o spread segue sustentado, o que desenha uma perspectiva para o 2T22 bem melhor que o observado nos primeiros três meses do ano", finaliza a análise.

Itaú BBA


EMPRESAS


Unidade de Toledo da BRF obtém habilitação para exportar aves cozidas ao Canadá

A BRF obteve habilitação para exportar carne de aves cozidas ao Canadá. A unidade da marca em Toledo, no Oeste do Paraná, será responsável pela produção para o país da América do Norte


A nova autorização está alinhada com a estratégia de diversificação de destinos e de aumento do valor agregado das vendas internacionais da empresa. No caso do Canadá, o objetivo é reforçar a participação da BRF no fornecimento a clientes locais que trabalham no segmento de food sevice - restaurantes, lanchonetes, bares, bistrôs e outros estabelecimentos que servem comida. Com a habilitação, a BRF pretende aumentar a participação no mercado canadense, concorrendo com produtos de origem europeia e tailandesa. “Essa autorização de exportação está alinhada com a estratégia de diversificação de destinos e de aumento do valor agregado das vendas internacionais”, explica Gerente Executivo de Relações Institucionais da BRF, Luiz Tavares. em nota da empresa. Além da habilitação de venda de aves cozidas ao Canadá, a BRF se habilitou esse ano para exportar salsichas à Áfica do Sul, produtos suínos ao Vietnã, além de oito plantas que foram habilitadas para envio de diferentes cortes de frango in natura e industrializados ao Iraque. Uma das maiores empresas alimentícias do mundo, dona de marcas tradicionais no mercado brasileiro como Sadia, Perdigão e Qualy, a BRF atua em 127 países. A marca, que é brasileira, tem cerca de 100 mil colaboradores e mais de 300 mil clientes no mundo.

GAZETA DO POVO


Mais “exportadora”, a Frigol bateu recordes no primeiro trimestre

Empresa voltou ao azul e registrou lucro líquido de R$ 72 milhões no período, e receita foi de quase R$ 1 bi


Embalado pelo crescimento das exportações, a Frigol, quarto maior frigorífico de carne bovina do país, atrás de JBS, Marfrig e Minerva, encerrou o primeiro trimestre com resultados recorde. Segundo balanço recém-concluído, o lucro líquido da empresa, que tem capital fechado, alcançou R$ 72 milhões de janeiro a março, ante prejuízo de R$ 29 milhões em igual intervalo der 2021. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 93 milhões, ante resultado negativo de R$ 10 milhões em igual intervalo do ano passado - assim, a margem Ebitda, que ficou no vermelho no começo de 2021 (1,4%), voltou ao azul (9,4%). A receita líquida, por sua vez, subiu 51%, para R$ 993 milhões. “Tivemos um primeiro trimestre atípico. Depois do embargo de quase 100 dias sobre a carne bovina brasileira, no fim do ano passado, a China estava com demanda represada e voltou muito forte. E nossa expectativa é que as vendas para o país continuem firmes”, afirmou Eduardo Miron, CEO da Frigol, ao Valor. Ele realçou que a receita da empresa com exportações cresceu de R$ 250 milhões para R$ 550 milhões na comparação entre os primeiros trimestres, ou pouco mais de 50% das vendas. Há três anos, a fatia era de apenas 20% Duas das três plantas de bovinos da Frigol, localizadas em Lençóis Paulista (SP) e Água Azul do Norte (PA), são habilitadas a vender ao mercado chinês. A planta de São Félix do Xingu (PA) ainda não é, mas, em compensação, tem autorização para exportar a Israel, que também tem apresentado demanda aquecida. No total, a companhia exporta para mais de 60 países. A Frigol conta, ainda, com um frigorífico de suínos em Lençóis. Em meio aos esforços para ampliar a fatia das exportações nas vendas, a Frigol também contou com a melhora dos negócios no Brasil para a melhora dos resultados no primeiro trimestre. A pressão inflacionária continua, o que mantém o poder de compra da população mais restrito, mas a oferta de bovinos cresceu, com reflexos positivos sobre as margens. “Este poderá ser um ano histórico para a Frigol. Nosso objetivo é chegar a R$ 200 milhões em Ebitda e a R$ 4 bilhões em faturamento”, reforçou o CEO. Investimentos em produtos de maior valor agregado e em melhorias de eficiência, com a implantação de inteligência artificial nas unidades de produção e novos serviços aos pecuaristas, colaboram para fortalecer as boas perspectivas. Desde meados da década passada a empresa conta com soluções para monitorar seus 3 mil fornecedores diretos de bovinos em São Paulo e no Pará, e 100% dos produtos vendidos podem ser rastreados do início ao fim da cadeia com tecnologia blockchain.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Supremo julga cobrança sobre benefícios fiscais

Ministros analisam validade de dois fundos de emergência que foram criados pelo Estado do Rio


O Supremo Tribunal Federal (STF) decide, nesta semana, sobre a constitucionalidade de dois fundos de emergência que foram criados pelo Estado do Rio de Janeiro - o FEEF e o FOT. Empresas que recebem benefícios e incentivos fiscais vêm sendo obrigadas, desde 2017, a depositar nesses fundos 10% do valor total concedido. Essa condição, na prática, reduz o benefício fiscal a que o contribuinte teria direito e, consequentemente, aumenta os valores a pagar de ICMS. A discussão foi proposta em ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) - ADI 5635. Começou a ser julgada no Plenário Virtual na sexta-feira e tem conclusão prevista para o dia 20. Há, por enquanto, apenas o voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso. Ele entende que os fundos são constitucionais. Considera, no entanto, que a não cumulatividade do ICMS precisa ser respeitada pelo Estado. Ou seja, o contribuinte pode se apropriar dos créditos referentes aos valores depositados. “Tal análise deverá ser feita caso a caso”, frisa. A proposta, se prevalecer, vai gerar uma enorme confusão, segundo tributaristas. A utilização dos créditos não vinha sendo permitida pelo Estado. Esse ponto, inclusive, é apontado pelos contribuintes como uma das principais razões para que as leis que criaram os fundos sejam declaradas inconstitucionais. Da forma como está posto no voto do relator, dizem especialistas, o contribuinte poderia aproveitar os créditos daqui para frente e também recuperar o que deixou de usar desde a criação dos fundos. Daí a complexidade. Os advogados Julio Janolio e Victor Amaral, do escritório Vinhas e Redenschi, tratam a operacionalização do crédito referente ao período passado como “um grande ponto de interrogação”. Se prevalecer o voto do relator, afirmam, provavelmente haverá embargos de declaração para que os ministros informem o procedimento a ser adotado. “Nas operações normais, do dia a dia, é muito fácil. A não cumulatividade nada mais é do que o direito de abater da operação seguinte o crédito que você teve com o pagamento do imposto na operação passada. Mas quando joga para o passado? Não sabemos como o Estado vai operacionalizar”, diz Amaral. Um dos caminhos, segundo os advogados, seria permitir que os contribuintes lancem nas suas escritas fiscais os respectivos créditos para ir abatendo em operações correntes. As empresas, nesse caso, ficariam com saldo credor maior que os débitos de ICMS. Essa solução, no entanto, não atenderia todos os contribuintes da melhor forma. As empresas exportadoras, por exemplo, não conseguiriam escoar esse crédito acumulado. As exportações são imunes ao ICMS e, por conta disso, o contribuinte não tem como compensar o imposto que foi pago na etapa anterior. O Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) foi instituído pela Lei nº 7.428, de 2016, e regulamentado pelos decretos nº 45.810, do mesmo ano, e nº 45.973, de 2017. Em 2020, houve uma substituição: o FEEF virou Fundo Orçamentário Temporário (FOT). A lei que disciplina esse segundo fundo é a nº 47.057. Esses dois fundos têm base no Convênio ICMS nº 42, de 2016, editado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) num contexto de crise fiscal, que permitiu aos Estados e ao Distrito Federal reduzir os benefícios fiscais dos contribuintes em 10%. Os fundos foram criados para reforçar o caixa do governo e promover a recuperação fiscal do Rio de Janeiro. Outros onze Estados, pelo menos, também têm fundos semelhantes. A decisão que for aplicada na ação do Rio poderá gerar um efeito dominó sobre os demais. O advogado Pedro Henrique Braz Siqueira, que representa a CNI na ação, tenta convencer o STF de que o Estado extrapolou sua competência. “O poder para a criação de nova espécie tributária é conferido à União e esta somente poderá fazer por meio de lei complementar”, diz em sustentação oral enviada por vídeo.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em leve queda

O dólar spot caiu 0,14%, a 5,0507 reais na venda, menor valor desde 5 de maio (5,0166 reais).


Na B3, às 17:25 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,15%, a 5,0805 reais. "O real provavelmente será negociado lateralmente (intervalo de 5,03 reais a 5,30 reais)", disseram em relatório estrategistas do Société Générale. De fato, a divisa tem operado dentro de uma faixa delimitada por fortes suportes e resistências. O real compartilha com a moeda australiana um maior beta --ou seja, maior sensibilidade-- à China, cujos dados mais cedo não trouxeram bons presságios. As atividades de varejo e industrial no país caíram acentuadamente em abril, com os extensos bloqueios contra a Covid-19 confinando trabalhadores e consumidores em suas casas. Dados fracos no país --voraz consumidor de commodities e maior destino das exportações brasileiras-- são vistos como sinal de menor dinamismo econômico em todo o mundo, o que eleva os já presentes riscos de recessão global ou mesmo estagflação --cenário em que o dólar se fortalece. O Diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse em evento nesta segunda-feira que a recente depreciação do real refletiu impacto da desaceleração da China, que enfrenta uma onda de Covid-19, e do aperto monetário implementado nos Estados Unidos --com efeito maior da China--, ponderando haver incertezas no médio prazo. "Um dólar forte, um Fed 'hawkish' (duro na política monetária) e riscos globais de estagflação, bem como piora nos termos de troca e riscos fiscais persistentes, manteriam o real mais fraco", disseram em relatório estrategistas do Société Générale.

REUTERS


Ibovespa estende recuperação, apesar de dia instável em NY

O principal índice da bolsa brasileira subiu na segunda-feira, engatando a quarta alta consecutiva, com suporte de bancos, Vale e Petrobras, ainda que Wall Street tenha tido sessão sem direção comum. JBS e Hapvida ficaram entre as principais quedas e limitaram os ganhos.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,31%, a 108.319,63 pontos. O volume financeiro foi de 22 bilhões de reais.

REUTERS


Setor público consolidado tem superávit de R$4,312 bi em março, diz BC

O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 4,312 bilhões de reais em março, informou o Banco Central na segunda-feira


Com o saldo positivo, o resultado acumulado em 12 meses alcançou um superávit de 122,758 bilhões de reais, o que corresponde a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado engloba as contas de governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS), Estados, municípios e empresas estatais e não inclui as despesas com juros. O número de março foi impulsionado pelo resultado positivo dos governos regionais, que vêm registrando ganhos de arrecadação com a retomada da atividade e o salto nos preços de combustíveis, além de um aumento nas transferências de recursos feitas pela União. Os entes foram superavitários em 11,882 bilhões de reais em março. Desse montante, o saldo dos Estados ficou positivo em 8,408 bilhões de reais, enquanto os municípios ficaram no azul em 3,473 bilhões de reais. As empresas estatais tiveram superávit de 242 milhões de reais no período. Os saldos foram suficientes para compensar o resultado do governo central, que ficou no vermelho em 7,811 bilhões de reais. No mês, a dívida bruta do país ficou em 78,5% do PIB em março, enquanto a dívida líquida foi a 58,2%. Em relação ao gasto com juros nominais, o total do mês ficou em 30,784 bilhões de reais. No ano, o dado atingiu 403,810 bilhões de reais, equivalente a 4,52% do PIB, com o déficit nominal do setor público somando 3,15% do PIB.

REUTERS


Governo aumenta previsão de valor recorde da produção agropecuária

Nova estimativa, de R$ 1,236 trilhão, é 1,7% superior à de abril


O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve alcançar R$ 1,236 trilhão em 2022, segundo estimativa do Ministério da Agricultura divulgada ontem (16/5). A projeção é 1,7% superior à de abril - quando o governo já previa recorde - e 2,7% maior do que o montante de 2021 (R$ 1,204 trilhão). O faturamento bruto das lavouras somará R$ 881,2 bilhões, um aumento de 7,3% em relação a 2021, segundo a nova estimativa. Na pecuária, a previsão é de queda de 7,2%, para R$ 355,7 bilhões. Café, cana-de-açúcar, algodão e milho puxam o crescimento do VBP, com perspectiva de aumento de volumes e preços, exceto no milho. “No ano passado, esses produtos representavam 36,8% do valor da produção total, e neste ano passaram a contribuir com 44,4 % do VBP", informa a Secretaria de Política Agrícola, em nota. Os valores desses quatro produtos são recorde na série histórica, iniciada em 1989. Na pecuária, a projeção diminuiu em todas as atividades, com exceção da produção de ovos. “Os preços mais baixos estimularam essa redução. As exportações, que são uma variável-chave para esse setor, vêm apresentando bons resultados para as carnes de frango e bovina. Estas têm obtido maior receita de exportações, com volumes de exportação superiores aos do ano de 2021”. O Estado de Mato Grosso responde pela maior fatia do VBP (18,2%). Depois, pela ordem, aparecem São Paulo (12,7%), Paraná (11,7%) e Minas Gerais (11,6%).

VALOR ECONÔMICO


Produtividade do trabalhador brasileiro só cresce na agropecuária

De 1995 a 2021, indicador caiu na indústria e ficou estagnado em serviços, aponta FGV. Em duas décadas e meia, o maior crescimento da produtividade do trabalho na agropecuária ocorreu no período de 2007 a 2014, de 7,5% ao ano. Durante a pandemia, após registrar um crescimento de 6,1% em 2020, houve uma queda de 9,5% na produtividade por hora trabalhada da agropecuária em 2021


Na comparação com a indústria e o setor de serviços, o único segmento que apresentou crescimento robusto de produtividade do trabalho nos últimos 26 anos, de 1995 a 2021, foi a agropecuária. De 1995 a 2021, o crescimento médio da produtividade por hora trabalhada deste setor foi de 5,6% ao ano, segundo levantamento feito por pesquisadores do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Em 2021, um empregado da agropecuária conseguia produzir R$ 18,60 em uma hora de trabalho, ante R$ 4,30 em 1995, na comparação com valores de 2019. No mesmo período, a produtividade da indústria caiu de R$ 38,80 para R$ 36,60 (retrocedendo 0,2% ao ano). No caso do setor de serviços, que emprega mais brasileiros e é responsável por cerca de 70% das horas trabalhadas, a produtividade também ficou estagnada: passando de R$ 33,50, em 1995, para R$ 37 no ano passado (aumento de 0,4% ao ano). Os resultados refletem a piora sofrida pela economia brasileira como um todo, um cenário em que a agropecuária é um ponto fora da curva, diz o especialista em mercado de trabalho e pesquisador do Ibre Fernando Veloso. "O país tem sérios problemas no ambiente de negócios, mudanças regulatórias frequentes e baixa qualidade de educação. São entraves que vêm de longa data e se agravaram com as renúncias tributárias e o descompasso fiscal, que inibe investimentos", diz. Veloso complementa que não é surpreendente que a produtividade de indústria e serviços esteja estagnada. A aceleração do volume de renúncias fiscais e desonerações de setores da indústria e de serviços tiveram baixos resultados na preservação de empregos e reduziram a produtividade desses setores, avalia ele. Durante a pandemia, após registrar um crescimento de 6,1% em 2020, houve uma queda de 9,5% na produtividade por hora trabalhada da agropecuária em 2021. Veloso lembra que a agropecuária foi menos atingida durante a pandemia do que os outros setores, mas não ficou totalmente imune à crise sanitária. "A estagnação vem de longa data, com a baixa qualidade de investimentos afetando todos os setores."

FOLHA DE SP


Inflação pesa mais entre pobres em abril, subindo a 12,7% em 12 meses, diz Ipea

Batata e leite estão entre os produtos que mais pesaram no orçamento das famílias de renda muito baixa


A famílias de renda mais baixa foram as que mais sentiram o aumento nos preços da economia em abril. A alta de preços foi de 1,06%, ante um resultado de 1,00% na faixa de renda mais alta, informou na segunda-feira, 16, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "Enquanto a elevação dos preços dos alimentos no domicílio foi o principal fator de pressão inflacionária para as três classes de renda mais baixa no mês, para os outros três segmentos de renda os aumentos do grupo 'transportes' foram os que tiveram maior impacto", apontou a técnica Maria Andreia Parente Lameiras, autora da Carta de Conjuntura do Ipea. Entre as famílias de renda muito baixa, houve pressão em abril especialmente dos aumentos de preços no arroz (2,2%), feijão (7,1%), macarrão (3,5%), batata (18,3%), leite (10,3%), frango (2,4%), ovos (2,2%), pão francês (4,5%) e óleo de soja (8,2%), assim como do encarecimento de 6,1% dos medicamentos. No grupo de renda mais elevada, o maior impacto partiu do grupo transportes, devido aos reajustes das passagens aéreas (9,5%), transporte por aplicativo (4,1%), gasolina (2,5%), etanol (8,4%) e diesel (4,5%). No acumulado em 12 meses, a inflação percebida pelo grupo de renda muito baixa foi 17,6% maior do que a sentida pela alta renda, segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No grupo de renda muito baixa, a inflação acumulada nos 12 meses terminados em abril foi de 12,7%, enquanto que entre as famílias de renda alta essa variação foi de 10,8%. "Os dados desagregados revelam que, para as famílias de renda mais baixa, as maiores pressões inflacionárias nos últimos doze meses residem nos grupos de alimentos e bebidas e de habitação. No primeiro caso, as altas dos alimentos in natura - cenoura (178,1%), tomate (103,3%) e batata (63,4%) -, das proteínas - frango (21,7%), ovos (17,7%) e leite (23,4%) -, dos farináceos - farinha de trigo (23,2%) e pão francês (13,1%) - e dos óleos e gorduras - óleo de soja (31,5%) e margarina (22,2%) - explicam boa parte do impacto inflacionário no período. No caso da habitação, as principais influências altistas vieram dos reajustes do gás de botijão (32,3%) e da energia elétrica (20,5%). Já para as famílias de renda mais alta, os pontos de pressão estão, sobretudo, no grupo transportes, refletindo os aumentos dos combustíveis - gasolina (31,2%), etanol (42,1%) e gás veicular (45,2%) -, além da alta no transporte por aplicativo (67,2%), no táxi (11,5%) e nas passagens aéreas (14,3%)", escreveu Lameiras, na Carta de Conjuntura.

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