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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 124 DE 10 DE MAIO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 124 |10 de maio de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Segunda-feira com arroba estável na maioria das praças brasileiras

O mercado brasileiro de boiada gorda abriu a semana com baixa liquidez de negócios e sem grandes mudanças no quadro de preços, informam na segunda-feira (9/5) as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


As indicações de preço do boi gordo e demais categorias prontas para abate (vaca e novilhas) continuaram inalteradas na maioria das praças brasileiras. Porém, nesta segunda-feira, a IHS detectou leve reajustes negativos (de R$ 1-2/@) nos preços do boi gordo em Cáceres (MT), Marabá (PA) e Araguaína (TO). “Nessas regiões, a maior oferta de animais prontos para abate permitiu que as unidades locais fechassem negócios a valores mais baixos”, observa a IHS. Segundo a consultoria, em algumas regiões pecuárias, os frigoríficos seguem cautelosos, ainda atentos ao comportamento recente de importadores da China, que suspenderam, temporariamente, as compras de carne bovina de algumas unidades brasileiras. Além disso, o clima adverso (seco e quente) registrado em regiões do Brasil-Central tem prejudicado a qualidade das pastagens, contribuindo para uma maior oferta de gado gordo ao mercado. Nas praças do interior de São Paulo, diz a IHS, as indústrias ainda cadenciam as suas aquisições de boiadas gordas, efetuando pequenas compras de lotes, tanto no mercado local quanto em Estados vizinhos. “A oferta de boiada gorda no interior paulista segue enxuta, sobretudo de animais que atendem os padrões de exportação”, observa a IHS. Segundo dados da Scot Consultoria, nesta segunda-feira, boa parte dos frigoríficos não abriram as ofertas de compra.

Com isso, as cotações do boi, vaca e novilha gordos seguem estáveis, negociadas respectivamente, por R$ 315/@, R$ 279/@ e R$ 312/@ (valores brutos e a prazo). No mercado atacadista, as vendas dos principais cortes bovinos evoluíram de forma satisfatória neste último final de semana, informa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 330/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 274/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 300/@ (prazo); vaca a R$ 276/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 274/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 268/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 273/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 335/@ (à vista) vaca a R$ 305/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 262/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 251/@ (à vista);

MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Semana abre com baixas no mercado de suínos

No atacado da Grande São Paulo, segundo dados do Cepea, a carcaça especial suína registrou média de R$ 8,88/kg em abril, avanço de 2,7% frente à de março.


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu 4,07%/3,76%, chegando em R$ 118,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial que baixou 1,06%/1,02%, custando R$ 9,30 o quilo/R$ 9,70 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6), houve baixa de 1,56% em São Paulo, atingindo R$ 6,95/kg, e de 0,52% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,72/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 6,96/kg, R$ 6,05/kg no Paraná e R$ 5,91/kg em Santa Catarina. Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: preço da ave viva aumenta 4% em Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado cedeu 0,67%, cotado em R$ 7,45/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, no Paraná a ave ficou estável em R$ 5,44/kg, enquanto Santa Catarina teve elevação de 3,83%, chegando a R$ 4,07/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6) tanto a ave congelada quanto a resfriada registraram recuo de 0,51%, custando ambas R$ 7,88/kg.

Cepea/Esalq


Surto de gripe aviária nos EUA se aproxima do pior de todos os tempos com 37 milhões de animais mortos

Um vírus da gripe aviária que está varrendo os EUA está rapidamente se tornando o pior surto do país, já tendo matado mais de 37 milhões de galinhas e perus, com mais mortes esperadas até o próximo mês, à medida que os agricultores realizam abates em massa


Sob orientação do governo federal, as fazendas devem destruir bandos comerciais inteiros se apenas uma ave testar positivo para o vírus, para impedir a propagação. Isso está levando a cenas angustiantes em toda a América rural. Em Iowa, milhões de animais em grandes celeiros são sufocados em altas temperaturas ou com espuma venenosa. Em Wisconsin, linhas de caminhões basculantes levaram dias para coletar massas de carcaças de pássaros e empilhá-las em campos não utilizados. Os vizinhos vivem com o fedor dos pássaros em decomposição. A crise está prejudicando mais as galinhas poedeiras e os perus, com a doença sendo amplamente propagada por aves selvagens migratórias que enxameiam sobre as fazendas e deixam excrementos que são rastreados para os aviários. Provavelmente foi assim que o vírus contaminou as operações de ovos em Iowa, que produzem ovos líquidos e em pó que vão para omeletes de restaurantes ou misturas para bolos embalados. Mais ao norte, sob as mesmas rotas de migração, ficam as fazendas de perus de Minnesota, que fornecem de tudo, desde frios para sanduíches submarinos até pássaros inteiros para as férias. Os preços desses produtos estão atingindo recordes, aumentando o ritmo mais rápido da inflação nos EUA em quatro décadas. Os déficits de oferta desencadeados pela gripe também ocorrem quando os preços mundiais dos alimentos atingem novos máximos. Da guerra na Ucrânia ao clima adverso para as colheitas, tudo está causando turbulência nas cadeias de suprimentos e agravando a crise que levou milhões de pessoas à fome desde o início da pandemia. "Quando você pensava que não poderia ficar pior, aí vem a gripe aviária", disse Karyn Rispoli, repórter do mercado de ovos da pesquisadora de commodities Urner Barry. Os preços dos ovos no atacado atingiram um recorde de US$ 2,90 a dúzia em abril, segundo dados do governo. Os perus inteiros atingiram uma alta histórica de US$ 1,47 por libra, de acordo com Urner Barry. A última vez que a gripe aviária atingiu os EUA em 2015, matou cerca de 50 milhões de animais até o final da temporada e custou ao governo federal mais de US $ 1 bilhão de dólares, pois lida com o abate e o enterro de pássaros. Desta vez, mesmo com essa melhor biossegurança, a indústria não conseguiu impedir a transmissão de aves selvagens, disse Michelle Kromm, consultora executiva da Minnesota Turkey Growers Association. A gripe este ano também é mais letal do que no passado. As mortes nesta temporada já estão acima dos surtos anteriores em 37 milhões de frangos e perus. O bando de galinhas poedeiras dos EUA totaliza mais de 300 milhões de aves (as galinhas criadas para carne, conhecidas como frangos de corte, não foram tão afetadas). A gripe aviária também está causando estragos no Canadá, matando quase dois milhões de aves. O vírus nunca esteve em várias províncias ao mesmo tempo.

"Estavam preocupados. Estamos preocupados com certeza”, disse Lisa Bishop-Spencer, porta-voz da Chicken Farmers of Canada.

BLOOMBERG


EMPRESAS


Coonagro, do Paraná, amplia capacidade de misturadora

Volume de produção de adubos, que foi de 850 mil toneladas em 2021, chegará a 1,1 milhão neste ano


Desafios no segmento de adubos à parte, a Coonagro, central paranaense que reúne nove cooperativas associadas com faturamento conjunto de cerca de R$ 30 bilhões por ano, ampliou para 1,1 milhão de toneladas sua capacidade instalada de produção de adubos em 2022. A mudança resulta da adição de uma quinta linha misturadora à planta localizada em Paranaguá. Até o ano passado, com quatro linhas misturadoras e uma granuladora, a capacidade produtiva total da unidade somava 850 mil toneladas. “Com a capacidade instalada de 2022, somos capazes de fornecer o equivalente ao que a Bolívia consome anualmente em fertilizantes”, afirmou Mario Sérgio do Prado, CEO da Coonagro, ao Valor. Com o movimento, a central olha principalmente para o médio e longo prazo. Seu negócio principal é a venda de fórmulas fertilizantes, seja em pó ou em granulados, para as associadas. O negócio B2B vai além das divisas do Paraná e alcança clientes também nos Estados de São Paulo, Goiás e Tocantins. No ano passado, a receita líquida da Coonagro superou a marca de R$ 1 bilhão, com a venda de 460 mil toneladas de produtos e a prestação de serviços, como armazenagem. Segundo Prado, é cedo para projetar o desempenho em 2022 devido ao contexto desafiador de curto prazo. Neste ano, até abril, as vendas foram similares às de 2021, mesmo com as dificuldades para importar matéria-prima da Rússia e de Belarus, países que, juntos, respondem por cerca de 30% do que a cooperativa importa. “A partir de junho, vamos entender melhor a demanda para a safrinha [milho]. Para o ano [civil], devemos manter o nível de 2021”, projeta.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Portos do Paraná registram aumento de 2,4% de movimentação no quadrimestre

No geral, crescimento foi de 2,4% em relação ao mesmo período de 2021 – de 18,2 milhões para 18,6 milhões de toneladas. Exportações superaram importações em volume. Em percentual de aumento os desembarques foram maiores


Os dois portos do Paraná movimentaram 18.692.904 toneladas de carga de janeiro a abril deste ano, superando em 2,4% o total registrado no mesmo período do ano passado – 18.261.528 toneladas. Com alta em todos os segmentos, as exportações superaram as importações em volume. Em percentual de aumento, entretanto, os desembarques foram maiores. Nos primeiros quatro meses, 10.972.696 toneladas de produtos foram exportadas pelos portos de Paranaguá e Antonina - 1% a mais que em 2021, quando foram embarcadas 10.818.074 toneladas. De cargas importadas, o volume acumulado no período foi 4% maior comparando com o ano passado: 7.720.208 toneladas neste ano contra 7.443.454 toneladas em 2021. As cargas que chegam ou saem pelos portos do Paraná são de três principais segmentos: granéis sólidos, carga geral e granéis líquidos – este último movimentado somente pelo Porto de Paranaguá. De granéis sólidos, no quadrimestre, foram 11.589.498 toneladas acumuladas nos dois sentidos, 2% a mais que as 11.326.156 toneladas registradas em 2021 em Paranaguá e Antonina. A movimentação de carga geral cresceu no mesmo patamar de 2%. Neste ano, 4.387.898 toneladas já passaram pelos portos paranaenses. No ano passado, foram 4.294.782 toneladas. Já entre os granéis líquidos, o aumento foi um pouco maior: 3%. De janeiro a abril, 2.715.508 toneladas foram embarcadas e desembarcadas por Paranaguá. Em 2021, 2.640.590 toneladas. Entre as cargas movimentadas por contêineres pelo Porto de Paranaguá o aumento registrado foi de 3%. No quadrimestre, neste ano, foram 362.232 TEUs. Em 2021, 350.956 TEUs. Em unidade específica equivalente a 20 pés e em porcentual as exportações superaram as importações no segmento. Nos primeiros quatro meses deste ano, 207.396 TEUs foram exportadas – 5% a mais em relação às 198.145 TEUs do ano passado. O volume de cargas importadas por contêineres chegou a 154.836 TEUs, 1% a mais que em 2021 (com 152.811 TEUs). Apesar de não atuar com líquidos, nem contêineres, a movimentação de cargas pelo Porto de Antonina aumentou 80%. É a diferença entre as 493.455 toneladas deste ano e as 274.423 do ano passado. Puxaram a alta a importação de fertilizantes (433.358 toneladas – 259% a mais que as 120.852 toneladas de 2021) e a exportação de carga geral (açúcar em sacas – 16.575 toneladas). Não houve exportação de açúcar em saca em 2021. Especificamente em abril, a movimentação registrou queda de 14% nos portos do Estado. Neste ano, foram 4.613.609 toneladas movimentadas, ante 5.391.766 toneladas em 2021. Embora em baixa, produtos como milho, açúcar, óleos vegetais e celulose se destacaram, registrando aumento nas exportações do mês. Já nas importações, o volume de malte/cevada e derivados de petróleo desembarcados também aumentaram.

Agência Estadual de Notícias


Exportações do Paraná para os EUA batem recorde

Comércio bilateral alcançou quase US$1 bilhão em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior


O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos está no valor de US$19 bilhões, com valores inéditos de exportação e importação entre os dois países. No recorte regional, as trocas comerciais entre o Paraná e os EUA registraram crescimento de quase 40% nos três primeiros meses de 2022 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), divulgados em seu último boletim do Monitor do Comércio Brasil-EUA. As exportações do estado para os EUA tiveram o maior valor da série histórica para um primeiro trimestre, equivalentes a US$ 411,3 milhões, com crescimento de 50,4%. Os embarques paranaenses representaram 5,4% do total exportado pelo Brasil e o resultado positivo foi impulsionado pelas vendas de produtos trabalhados de madeira (+47%), café torrado (+47%), couro (+126,6%) e celulose (+96,2%). Tanto as exportações de produtos de madeira como de café torrado foram puxadas pelo aumento nos preços: + 31,5% e +30%, respectivamente. As importações paranaenses de produtos americanos também cresceram no 1° trimestre de 2022, somando US$ 578,8 milhões – aumento de 31,3% na comparação com igual período de 2021. O Paraná foi o quinto principal estado importador brasileiro dos Estados Unidos, representando 5,1% do total importado pelo Brasil. O destaque ficou com o crescimento nas compras de combustíveis de petróleo (+147,6%), adubos e fertilizantes (49,6%) e motores e máquinas não elétricos (+4.127%). Deste último grupo de produtos, a maior parte das importações se refere a peças para turbinas a gás, cujas importações somaram US$12,4 milhões. No geral, as exportações brasileiras totais para os EUA cresceram 35,9%, atingindo US$7,6 bilhões, enquanto as importações deste país somaram US$11,4 bilhões no trimestre – ambos os valores são recordes para o período. O aumento dos embarques brasileiros foi puxado principalmente pelas vendas de petróleo bruto, carne bovina, café não torrado, ferro gusa e produtos de madeira. Do lado das importações, as termelétricas foram as principais responsáveis pelo aumento da demanda.

Amcham Curitiba


Nova ferroeste lança sites e redes sociais para as audiências públicas

As audiências públicas da Nova Ferroeste começam no dia 16 de maio em Dourados, no Mato Grosso do Sul, e no dia 18 desse mês aportam em Guaíra para começar o diálogo com a população paranaense


Para ampliar a participação social, o Governo do Estado disponibiliza um site, criado especialmente para as audiências públicas, bem como redes sociais e uma central telefônica para informar e tirar dúvidas sobre o projeto da Nova Ferroeste. Através do site é possível enviar mensagens e agendar a participação nas audiências públicas híbridas, principalmente para pessoas que não moram nas cidades que receberão os eventos (além de Dourados e Guaíra, serão em Cascavel, Paranaguá, São José dos Pinhais, Guarapuava e Irati). Quem se interessar vai poder acompanhar a realização ao vivo pelo site http://www.audienciasnovaferroeste.com.br ou presencialmente. As audiências são uma das etapas da obtenção da Licença Prévia Ambiental (LP) requerida junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nestes encontros, o resultado do Estudo de Impacto Ambiental, executado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) no ano passado, será apresentado para os moradores dos municípios do traçado. Cada audiência terá uma área de abrangência, definida pelo Ibama, de acordo com a proximidade do município escolhido como sede. O Governo do Paraná vai disponibilizar o transporte para os moradores das cidades vizinhas, contidas no traçado do empreendimento, que desejarem ir pessoalmente à audiência. Ônibus e vans vão levar e trazer os grupos aos pontos de encontro informados no site oficial. O agendamento é feito diretamente na plataforma. No portal também está o cronograma, os locais, horários e endereços de todas as audiências. No momento da audiência, o auditório virtual vai ter acesso à transmissão ao vivo do encontro. Quem optar pela participação remota, terá a opção de enviar perguntas em tempo real, que serão respondidas durante a audiência ou posteriormente, dependendo do volume total de questões e da sua complexidade.

Agência Estadual de Notícias


Crédito rural: contratações somam R$ 230 bilhões em dez meses do Plano safra

Em dez meses do Plano Safra 2021/2022, foram financiados R$ 230,2 bilhões, correspondendo a 1,5 milhão de contratos de crédito rural. O número representa alta de 22% no valor da contratação em relação ao mesmo período da safra anterior


Do total desembolsado no crédito rural no período de julho/2021 a abril/2022, foram destinados R$ 122,3 bilhões para custeio (19%) e R$ 65,3 bilhões para os investimentos (13%). A comercialização teve alta de 51%, correspondendo a R$ 28 bilhões. Já a industrialização teve acréscimo de 42%, com desembolso de R$ 14,4 bilhões. Produtores - Os agricultores familiares, beneficiários do Pronaf, tomaram de empréstimo R$ 34,8 bilhões (24%). Os médios produtores rurais, atendidos pelo Pronamp, contrataram R$ 25,7 bilhões (10%) e os demais produtores, R$ 169,6 bilhões, incremento de 23% nos financiamentos. No que se refere aos desembolsos por região, o Norte tem se destacado com incremento de 35% no valor das contratações, correspondendo a R$ 17,6 bilhões. O Sul contribuiu com R$ 75,9 bilhões (21%) e o Centro Oeste com R$ 60,7 bilhões das contratações, aumento de 16%. Os produtores do Sudeste corresponderam a R$ 55,9 bilhões (25%) e o Nordeste com R$ 20 bilhões (23%). Quanto aos programas de investimento, o Proirriga continua tendo forte demanda na contratação de recursos para financiar a irrigação e os cultivos protegidos, com aumento de 44%, somando R$ 1 bilhão. O Programa ABC teve desempenho favorável com R$ 2,9 bilhões, com incremento de R$ 39%. As fontes de recursos mais representativas foram os Recursos Obrigatórios (R$ 48,4 bilhões e 27%), a Poupança Rural Controlada (R$ 47,6 bilhões e 17%) e a LCA (R$ 40,9 bilhões e 34%).

Paraná Cooperativo


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha acima de R$5,15, maior nível em quase 2 meses, com busca por segurança

O dólar engatou a terceira alta consecutiva e fechou o pregão no maior patamar em quase dois meses na segunda-feira, acima de 5,15 reais, com investidores começando mais uma semana em favor da moeda norte-americana


Numa clássica dinâmica de aversão a risco, as bolsas de valores tiveram fortes quedas, os juros dos títulos de países seguros caíram, assim como as commodities, enquanto moedas emergentes como o real perderam valor. O dólar spot fechou em alta de 1,62%, a 5,1554 reais, máxima desde 15 de março (5,1584 reais). Um índice do JPMorgan para a classe de moedas emergentes também caiu por uma terceira sessão (cerca de 0,9%), para o patamar mais baixo desde meados de março. Os catalisadores para o movimento da taxa de câmbio nesta segunda foram a inflação batendo recordes em todo o mundo e investidores temendo que os bancos centrais das principais economias (sobretudo EUA) precisem subir mais rapidamente os juros. Com o BC norte-americano na dianteira desse movimento, o dólar poderia ganhar ainda mais força, enquanto taxas mais elevadas de empréstimos teriam potencial de afetar o crédito e prejudicar uma retomada econômica já ameaçada por repetidos surtos de Covid-19 na China. Em nota recente, o Commerzbank disse considerar que os níveis em torno de 4,60 reais por dólar vistos semanas atrás não são "justificáveis", em boa parte também pelas incertezas à frente com a eleição presidencial. Com a turbulência externa dando a tônica mais recentemente nos preços do câmbio, a pauta local tem ficado mais à margem nas conversas pelas mesas de operações, a despeito de notícias sobre pressões por mais flexibilização nos gastos e medidas semelhantes.

REUTERS


Ibovespa cai forte e passa a exibir queda em 2022

O principal índice da bolsa brasileira cedeu nesta segunda-feira e passou a acumular queda em 2022, diante de temores globais com a política monetária nos Estados Unidos e com a desaceleração econômica na China, que derrubou os preços de commodities


O Ibovespa caiu 1,79%, a 103.250,02 pontos, a terceira queda seguida. O volume financeiro da sessão foi de 29,3 bilhões de reais. O índice não fechava acumulando queda no ano desde 11 de janeiro - nesse período, chegou a registrar ganhos de até 16% frente ao final de 2021. "A principal influência ainda é a dinâmica de juros nos EUA", disse Felipe Vella, analista de renda variável da Ativa, em referência à perspectiva de aperto monetário mais agressivo pelo banco central norte-americano. Ele, diz, entretanto, que como parte relevante do Ibovespa é composto por empresas de commodities, a queda nos preços de matérias-primas na sessão também teve forte impacto. Dados fracos da balança comercial chinesa, com o menor crescimento de exportações em quase dois anos e novas restrições contra Covid-19 nas cidades em Xangai e Pequim elevaram as preocupações dos investidores com a performance da economia do país asiático e pesaram sobre preços de commodities nesta segunda-feira. Os principais índices de Wall Street caíram entre 2% e 4,3%, caso do Nasdaq.

REUTERS


Produção agroindustrial voltou a dar sinal de reação em março, aponta FGV

Indicador calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da instituição subiu 1,8% em relação ao mesmo mês de 2021


Após uma sequência de oito variações interanuais negativas, iniciada em julho de 2021, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) encerrou março com alta de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, garantida por um avanço de 3,8% no grupo formado por alimentos e bebidas - na área de produtos não alimentícios ainda houve queda, embora marginal (0,2%). Ante fevereiro, o PIMAgro subiu 0,7%, o quinto incremento seguido em comparações de um mês com o imediatamente anterior. O FGV Agro realça que, mesmo com os resultados positivos recentes, o indicador não recuperou todas as perdas anteriores e permanece 1,1% abaixo do patamar observado antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIMPF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. O centro também observa que, apesar da recuperação de março, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 1,4% em relação a igual intervalo de 2021 e que o cenário continua complicado. “O setor agroindustrial, assim como a indústria em geral, ainda tem dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda se encontra desaquecido, já que lida com uma maior proporção de empregos informais e queda da renda, apesar da relativa melhora da taxa de desocupação; e o crédito se mantém caro por conta das elevadas taxas de juros”, diz. O avanço do grupo de produtos alimentícios e bebidas, de 3,8% em relação a março de 2021, foi puxado pela alta de 12% das bebidas (20%). Nos alimentos, o aumento foi de 1,5%, determinado pela elevação de 2,7% nos produtos de origem animal. Na área de produtos não-alimentícios, pesaram para a queda de 0,2% os recuos de biocombustíveis (38,6%) e têxteis (9%), mas limitaram o tombo os avanços de insumos (20,5%) e fumo (17,9%).

VALOR ECONÔMICO


Faturamento industrial cai 0,4% em março, diz CNI

Já o emprego na indústria ficou estável em março ante fevereiro (0,0%). Aumentou 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a março, o emprego no setor subiu 3,1%


O faturamento da indústria voltou a cair pelo segundo mês consecutivo em março, acompanhado de estabilidade em dados como emprego, horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada. De acordo com os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o primeiro trimestre de 2022 registrou ainda queda significativa no faturamento na comparação com o mesmo período de 2021. Em março, o faturamento das fábricas brasileiras caiu 0,4% ante fevereiro, já considerando os efeitos sazonais entre os dois meses. Na comparação com março do ano passado, a queda é mais forte, de 6,4%. No primeiro trimestre, o recuo foi de 6,7%. Já o emprego na indústria ficou estável em março ante fevereiro (0,0%). Aumentou 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a março, o emprego no setor subiu 3,1%. Apesar da queda no faturamento, as horas trabalhadas nas fábricas ficaram estáveis em março em relação a fevereiro, considerando o ajuste sazonal. Com isso, a utilização da capacidade instalada na indústria pouco variou: chegou a 80,9% em março, ante 81,0% no mês anterior. Em março de 2021, estava em 80,3%. A massa salarial real na indústria caiu 0,3% em relação a fevereiro, mas aumentou 1,1% na comparação com março de 2021. No trimestre, o aumento foi de 1,5%. Já o rendimento médio real no setor teve queda de 0,2% no mês, de 1,6% no comparativo anual e também de 1,6% no trimestre.

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