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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1163 DE 03 DE AGOSTO DE 2026

  • prcarne
  • 3 de ago.
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1163 | 03 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Entre o início de julho e o fechamento do mês, o boi gordo subiu 3,9% e o “boi-China” teve acréscimo de 2,9%

Segundo apurou a Agrifatto, as praças de São Paulo e do Paraná continuam registrando negócios pontuais com boi gordo a R$ 355/@ e novilhas terminadas a R$ 340/@ (valores a prazo), mas diante do reduzido volume negociado, essas operações não se consolidaram como referência de mercado. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo)


Na sexta-feira (31/7), todas as 17 praças monitoradas pela Agrifatto registraram estabilidade nos preços do boi gordo, enquanto, na média nacional, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem oscilando entre 5 e 6 dias úteis. Pelos dados da Agrifatto, o valor de tabela do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” segue estável em R$ 350/@, na praça de São Paulo, mas com o mercado mantendo um viés de alta. Nas outras 16 regiões monitoradas pela consultoria, a média também se manteve em R$ 336/@, acrescenta a Agrifatto. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na sexta-feira, o boi gordo paulista destinado ao mercado local seguiu cotado em R$ 348/@, enquanto o “boi-China está valendo R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). A novilha gorda subiu R$ 3/@ no interior de São Paulo, para R$ 335/@, e a vaca terminada seguiu cotada em R$ 320/@, no prazo. “Vale destacar que, apesar da oferta contida, ela é maior do que a das últimas semanas, reflexo da alta recente nas cotações”, afirmaram os analistas da Scot. “Este final de mês vê ainda uma movimentação positiva com relação ao preparo de volumes para a demanda do início de agosto, pensando em um Dia dos Pais (9/8) que possa ser comemorado com algum churrasco”, destacou o engenheiro agrônomo Pedro Gonçalves, analista da Scot. De acordo com apuração da Scot, na comparação entre o início de julho/26 e o fechamento do mês, o boi gordo subiu 3,9% e o “boi-China” teve acréscimo de 2,9%, enquanto as cotações da vaca e da novilha gordas acumularam valorização de 2,9% e 2,4%, respectivamente. “Julho foi atípico, as cotações na primeira quinzena estiveram pressionadas e se recuperaram ao longo da segunda”, comparam os analistas da Scot. Gonçalves lembra que, entre 17 de junho até 16 de julho, o mercado brasileiro do boi gordo se manteve em baixa. Porém, a partir do dia 17 de julho, foram registradas 6 altas nos preços pagos pela arroba do boi gordo na praça de São Paulo. 

“Diversas unidades frigoríficas saíram em férias coletivas ou reajustaram seu volume de compras e escala de abate. Trabalharam muito próximas da demanda, sem grandes formações de estoque”, lembra o analista, referindo-se ao processo de esgotamento iminente da cota chinesa de salvaguarda, de 1,1 milhão de toneladas. “A estratégia de comprar sob demanda também foi enfraquecida pela contenção de rebanhos por parte da ponta vendedora ou pela falta de rebanhos de oferta”, relatou o analista.  No mercado futuro do boi gordo, a sessão de quinta-feira (30/7) da B3 encerrou em alta pelo segundo pregão consecutivo. O destaque ficou para o contrato com vencimento em agosto/26, que fechou cotado a R$ 349,50/@, com valorização de 0,92% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (30/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 334,00/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 329,50/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Carne suína recua em julho com excesso de oferta e indústria reduz ritmo de compras no Brasil

Mercado interno enfrenta pressão nas cotações devido ao aumento da disponibilidade de animais e consumo enfraquecido, enquanto exportações seguem como principal ponto positivo para a suinocultura brasileira.

 

O mercado brasileiro de carne suína registrou queda nos preços em julho, pressionado principalmente pelo excedente de oferta interna e pela postura mais cautelosa da indústria. O aumento da disponibilidade de animais prontos para abate reduziu o poder de negociação dos produtores e provocou retração nas principais regiões acompanhadas pelo setor. Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário atual exige atenção dos suinocultores, já que as margens de produção vêm se deteriorando e, em muitos casos, já operam em níveis negativos.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais tem atendido com tranquilidade a demanda da indústria, criando um ambiente de pressão sobre os preços. No atacado, os cortes suínos continuam apresentando desempenho fraco, sem sinais consistentes de recuperação da demanda. Mesmo mantendo competitividade em relação a outras proteínas, a carne suína enfrenta um cenário mais desafiador devido também à recente queda nos preços de alguns cortes de frango em diferentes estados brasileiros. “O mercado segue competitivo, mas a redução dos preços de proteínas concorrentes aumenta a pressão sobre a carne suína e limita avanços nas cotações”, avalia o especialista. Para os produtores, o momento exige cautela. A combinação entre oferta elevada, consumo doméstico mais lento e preços menores vem reduzindo a rentabilidade da atividade. Levantamento da Safras & Mercado aponta retração nas principais praças produtoras do país. A média de preços do suíno vivo no Centro-Sul caiu 4,49% em julho, passando de R$ 5,25 para R$ 5,02 por quilo. No atacado, a carcaça suína apresentou queda ainda mais acentuada, com desvalorização de 9,98%, recuando de R$ 8,83 para R$ 7,95. Os cortes também acompanharam o movimento de baixa. O preço médio do pernil no atacado caiu 7,93%, passando de R$ 10,81 para R$ 9,96 por quilo. Entre os estados produtores, as principais retrações foram observadas em: São Paulo: a arroba suína recuou de R$ 102,00 para R$ 98,00; Rio Grande do Sul: o quilo vivo caiu de R$ 5,15 para R$ 4,85 no interior; Santa Catarina: o mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 4,80 por quilo; Paraná: o suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,00 para R$ 4,85; Mato Grosso do Sul: a cotação em Campo Grande recuou de R$ 5,10 para R$ 4,95; Goiás: os preços passaram de R$ 5,50 para R$ 5,00; Minas Gerais: o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,40; Mato Grosso: em Rondonópolis, o quilo vivo baixou de R$ 5,50 para R$ 5,20. O movimento confirma a pressão generalizada sobre a cadeia produtiva, com produtores enfrentando dificuldades para repassar custos e preservar margens. Apesar da pressão no mercado doméstico, o desempenho das exportações continua sendo o principal fator positivo para a suinocultura brasileira em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 232,706 milhões em julho, considerando 18 dias úteis. O volume embarcado alcançou 96,114 mil toneladas, com média diária de 5,339 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.421,1 por tonelada. Na comparação com julho do ano anterior, houve crescimento de 8,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 0,1% no valor médio diário, embora o preço médio por tonelada tenha recuado 8%. Segundo especialistas, o ritmo das vendas externas deve contribuir para que o Brasil encerre o ano com novo recorde em volume exportado. No entanto, esse desempenho ainda não foi suficiente para compensar a pressão existente no mercado interno.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Equilíbrio entre oferta e demanda mantém cotações estáveis em julho

Oferta da carne está limitada em razão da ligeira redução no alojamento

 

Os preços da carne de frango apresentaram estabilidade entre junho e julho na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. O equilíbrio entre oferta e demanda contribuiu para a sustentação dos valores no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta da carne está limitada em razão da ligeira redução no alojamento. Quanto à demanda, a procura se reduziu a partir da segunda quinzena do mês, movimento típico do período e reforçado pelas férias escolares. Esse cenário resultou em poucas oscilações nos preços ao longo do mês.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

Frísia inaugura linha para suínos na fábrica da Rações Batavo

A Frísia Cooperativa Agroindustrial inaugurou, na quinta-feira (30/07), uma linha de rações exclusiva para suínos na fábrica em Carambeí (PR). A unidade, que produz a marca Rações Batavo, passou por uma ampla modernização que dobrou a capacidade mensal de produção, de 6 mil para 12 mil toneladas.

 

O investimento acompanha a produção de suínos da cooperativa na região dos Campos Gerais, que, em pouco mais de um ano, saltou de 5,5 mil para 10 mil fêmeas. De acordo com o gerente executivo de Pecuária da Frísia, Eduardo Ichikawa, a nova linha integra um conjunto de investimentos realizados pela cooperativa para atender à expansão da atividade. “Os investimentos começaram no ano passado, com a modernização da estrutura, a aquisição de novos equipamentos para a Unidade Produtora de Leitões (UPL), com a entrada de novos cooperados, com Unidades Produtoras de Desmamados (UPDs), novos crechários e terminadores. Todo o nosso sistema suinícola está crescendo, e a mudança na fábrica vem para atender esse crescimento atual e uma possível expansão”, completa. Segundo Ichikawa, a nova estrutura equivale praticamente à construção de uma nova fábrica, com área exclusiva para armazenagem de micro e macro ingredientes, além de novos sistemas de moagem, mistura e peletização. A modernização também amplia a diversidade de produtos fabricados, permitindo, por exemplo, a produção de rações para animais jovens e maior flexibilidade na utilização de matérias-primas, contribuindo para ganhos de eficiência e redução de custos.

Presente na inauguração, a prefeita de Carambeí, Elisangela Pedroso, ressaltou a importância da Frísia para o desenvolvimento do município e do agronegócio brasileiro. "A Frísia é uma referência nacional em inovação e tecnologia. É uma cooperativa que gera emprego, renda e desenvolvimento, investe continuamente em qualidade nutricional e dá sustentação a uma cadeia produtiva que ajuda a impulsionar o agronegócio brasileiro e o crescimento do nosso país”, frisa.

OCEPAR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Preços ao produtor no Brasil têm queda de 0,77% em junho, diz IBGE

Os preços ao produtor no Brasil tiveram queda de 0,77% em junho na comparação com o mês anterior, depois de recuarem 0,30% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.

 

O resultado levou o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumulado em 12 meses a uma alta de 2,51%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que seis apresentaram queda de preço no mês. As indústrias extrativas foram o maior destaque na comparação entre junho e maio, responsáveis por -0,56 ponto percentual de influência na indústria. As quatro atividades com maiores variações em junho foram indústrias extrativas (-11,85%); outros produtos químicos (-2,74%); refino de petróleo e biocombustíveis (-2,30%); e móveis (2,08%). O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

REUTERS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável em sessão com atraso na B3, mas acumula queda de 1,82% no mês

O dólar fechou a sexta-feira perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos no fim da tarde, em uma sessão marcada pelo atraso da B3 na abertura do mercado e pela disputa dos agentes pela formação da Ptax de fim de mês.

 

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,13%, aos R$5,0686. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,25% e, no mês, recuo de 1,82%. Às 17h05, o dólar futuro para setembro -- que nesta sessão passou a ser o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,11% na B3, aos R$5,1070. Os contratos futuros de dólar e a moeda norte-americana à vista abriram com atraso no Brasil, após as 9h35, em função de problema técnico na B3. O dólar para setembro foi o primeiro a começar a operar, seguido pelo dólar para agosto. Com a abertura do mercado futuro da B3 -- o mais líquido no Brasil -- as negociações no segmento à vista também foram iniciadas. Mais cedo, um operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem as cotações do mercado futuro de dólar da B3, as mesas de operação não tinham referência de preços e, por isso, "ninguém faz nada". Outros mercados no Brasil, como os de ações e DIs (Depósitos Interfinanceiros), abriram bem mais tarde, a partir das 12h30. A dificuldade inicial nas negociações cambiais ocorreu no último dia do mês, quando tradicionalmente os agentes operam mirando a definição da taxa Ptax. No início da tarde, o BC informou que a Ptax fechou em R$5,0773 na venda. Definida a Ptax, a moeda norte-americana pouco oscilou no restante do dia. O dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,0865 (+0,48%) às 11h21 -- em meio à disputa pela Ptax e antes de o mercado de ações da B3 entrar em funcionamento, o que limitava a liquidez também no câmbio. Depois, a divisa à vista marcou a mínima de R$5,0647 (+0,05%) às 13h15, logo após o anúncio da Ptax. No exterior, o dólar exibiu mais cedo ganhos ante vários pares do real, mas nesta tarde a divisa tinha sinais mistos: subia ante o peso colombiano e o peso chileno, mas caía ante a rupia indiana e o peso mexicano. O movimento no exterior ocorreu em mais um dia de alta do petróleo Brent, para perto dos US$90 o barril, e de elevação dos rendimentos dos Treasuries, com a decisão sobre juros do Federal Reserve na última quarta-feira e o conflito no Oriente Médio no foco das atenções.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta em dia de sessão encurtada por problema técnico

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, sustentado pelos ganhos em blue chips, após uma sessão reduzida por conta de problemas técnicos na B3 que levaram a um atraso de mais de duas horas na abertura do pregão.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,47%, a 177.999,00 pontos. Na mínima, o índice atingiu 177.013,85 pontos. Na máxima, 178.718,91 pontos. No mês de julho, o Ibovespa acumulou 3,47% de alta. No início do dia, a B3 relatou atraso na abertura de negociação de ativos em geral "em decorrência do atraso no envio dos arquivos e na abertura da Câmara B3". Com isso, o mercado de câmbio começou a operar às 9h35, enquanto os DIs e a bolsa iniciaram suas atividades apenas após às 12h30. O problema fez com que os investidores operassem com cautela durante a maior parte do pregão, o último do mês, que geralmente é marcado por ajustes de posição de investidores e gestoras de recursos.

"No geral o investidor entende que sistemas digitais são passíveis de problemas dessa natureza, e acredito que quem sofre mais são as corretoras, que acabam recebendo uma alta demanda de suporte técnico e abertura de chamado de contestação", disse Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil. Nesse contexto, os agentes digeriram o noticiário corporativo doméstico, que teve como destaque o balanço da Vale, que foi divulgado na noite da véspera, e a notícia de que o espanhol Santander vai lançar uma oferta por ações da operação brasileira. "Mercado hoje foi bem atípico, com agenda vazia. Foi um gatilho para virada de mês", disse Felipe Sant'Anna, analista da Axia Investing. O dia no mercado internacional foi de ganhos nos preços do petróleo, com a commodity chegando a operar acima dos US$90 durante o pregão e encerrando julho com seus maiores ganhos mensais desde março, em meio a crescentes preocupações com os fluxos globais após relatos iranianos de que alguns petroleiros foram forçados a retornar no Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do Brent fecharam em alta de 1,2%, a US$90,12 o barril. Em Wall Street o dia também foi positivo, com as bolsas subindo impulsionadas pelos ganhos dos papéis da Amazon, depois que o relatório trimestral da gigante da tecnologia reforçou a confiança dos investidores em ações relacionadas à inteligência artificial, enquanto a Apple recuou após seus resultados decepcionarem os investidores. O índice S&P 500 fechou em alta de 0,84%.

REUTERS

 

Dívida pública bruta do Brasil sobe mais do que o esperado em junho, mostra BC

A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em junho, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário acima da expectativa, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central.

 

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou junho em 81,9%, contra 81,0% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 68,5%, de 67,9%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 81,5% para a dívida bruta e de 68,4% para a líquida.

Em junho, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$55,313 bilhões, pior do que a expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$49,8 bilhões. O desempenho mostra que o governo central teve déficit de R$47,236 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram saldo primário negativo de R$6,609 bilhões e as estatais tiveram déficit de R$1,468 bilhão, mostraram os dados do Banco Central.

REUTERS

 

Dívida bruta do governo sobe para 81,9%do PIB em junho, amais alta desde 2021

Em maio, o indicador estava em 81% do PIB (R$ 10,622 trilhões)

 

A dívida bruta dos governos no Brasil somou R$ 10,809 trilhões em junho, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). É o patamar mais alto desde abril de 2021, quando atingiu 82,6% do PIB. Em maio, o indicador estava em 81% do PIB (R$ 10,622 trilhões). Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 55,31 bilhões em junho. De acordo com o Banco Central, o aumento de 0,9 ponto percentual em junho ante maio decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 ponto percentual), das emissões líquidas de dívida (0,6 ponto percentual) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 ponto percentual). No ano, a dívida bruta aumentou 3,3 pontos percentuais, resultado da incorporação de juros nominais (4,9 pontos percentual), das emissões líquidas de dívida (1,3 ponto percentual), do crescimento do PIB nominal (-2,7 ponto percentual) e do efeito da valorização cambial (-0,2 ponto percentual). A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) compreende o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos estaduais e municipais. A dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 68,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho (R$ 9,034 trilhões). Em maio, estava em 67,9% (R$ 8,898 trilhões). De acordo com o BC, a variação mensal pode ser explicada pelo efeito altista de 0,4 ponto percentual do PIB do déficit primário e altista de 0,9 ponto percentual do PIB da apropriação nominal de juros.

VALOR ECONÔMICO

 

Emprego segue aquecido, mas em desaceleração gradual, indica Pnad 

Economistas apontam uma desaceleração do ritmo de crescimento como reflexo da política monetária contracionista

 

Com 5,4%, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego para um segundo trimestre da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Ainda assim, economistas consultados apontam uma desaceleração do ritmo de crescimento do mercado de trabalho, reflexo de que a política monetária do Banco Central, de manter juros em patamar elevado, tem chegado no resultado esperado. “O que chama a atenção na divulgação é mais uma vez a queda dos rendimentos totais”, afirma Antônio Ricciardi, economista do Banco Daycoval. “Com isso, os rendimentos, que é uma ótica que o Banco Central espera desacelerar quando está com uma política monetária contracionista, parecem ter três meses seguidos de queda.” A renda média dos trabalhadores recuou 1,5% no segundo trimestre de 2026, ante o primeiro trimestre, para R$ 3.738. A diferença é de R$ 57 a menos. A variação, no entanto, é classificada pelo IBGE como estabilidade estatística, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 380,3 bilhões no segundo trimestre. O número aponta recuo de 0,5% frente ao primeiro trimestre, ou R$ 1,832 bilhão a menos. A variação também foi classificada como estabilidade estatística pelo IBGE. “Essa queda recorrente dos rendimentos, somados a uma ocupação desacelerando de forma mais acentuada e com os dados do Caged também mostrando fraqueza com média móvel trimestral abaixo das 100 mil vagas, reforçam a análise e já indicam fraqueza do mercado de trabalho, movimento que era esperado diante da política monetária contracionista. Agora com mais segurança podemos dizer que o mercado de trabalho está desacelerando”, analisa Ricciardi. O emprego formal no setor privado cresceu 1% em termos anuais e seguiu amplamente estável em comparação com maio, enquanto o emprego privado sem carteira assinada aumentou apenas 0,2% em relação ao mesmo período de 2025. Neste caso, o trabalho por conta própria com CNPJ permaneceu como o principal destaque positivo, avançando 4,6% em termos anuais, embora em queda com relação às taxas mais fortes observadas no início do ano. O contingente de trabalhadores ocupados cresceu 1,1% no segundo trimestre, ante o primeiro, uma diferença de 1,081 milhão de pessoas a mais. O número de desempregados caiu 10,9%, para 5,861 milhões de pessoas. Nesse caso, foram 718 mil pessoas a menos. O dado mostra como o mercado de trabalho tem conseguido absorver tanto desempregados (aqueles que ainda procuram emprego) quanto pessoas que estavam fora da força de trabalho. O número de pessoas desalentadas (que desistiram de procurar emprego) caiu 14,7% no segundo trimestre ante o primeiro, para 2,288 milhões. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o recuo é de 17%. A taxa de desalento ficou em 2,1%, se aproximando do patamar mínimo de 1,4% da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Na análise por setores, Henrique Danyi, economista do Santander, avalia que o menor crescimento no setor de Serviços, por exemplo, é uma das variáveis que indica enfraquecimento da atividade econômica, por ser um setor mais dependente do momento financeiro do país (cíclico). Apesar da desaceleração destacada pelo economista, a Pnad mostra que, entre os Serviços, Transporte (alta de 4,9% na comparação anual) e atividades relacionadas à Administração Pública (2,9%) continuaram sendo as principais contribuições positivas, enquanto Serviços Domésticos permaneceram em queda de 5%. O Comércio também seguiu em contração de 0,5%. A Agropecuária acelerou para 2,7% em termos anuais, enquanto a Construção teve alta de 2,3% em relação ao mesmo período de 2025. A Indústria manteve contração, embora em ritmo um pouco menos intenso, com queda de 1,7% na comparação anual. Os economistas concordam que os números de emprego do segundo trimestre não devem afetar a decisão do Banco Central da semana que vem, na qual existe a tendência de manutenção do ciclo de cortes da taxa Selic em 0,25 ponto.

VALOR ECONÔMICO

 

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