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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1144 DE 07 DE JULHO DE 2026

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  • há 2 dias
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1144 | 07 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo abre a semana mantendo o viés de baixa nas praças brasileiras

Pelos dados da Agrifatto, as cotações tanto do boi gordo sem padrão-exportação quanto do “boi-China” recuaram R$ 5/@, batendo em R$ 335/@, no prazo. Na segunda-feira (6/7), os preços do boi gordo voltaram a registrar ajustes negativos em São Paulo, dando continuidade ao movimento observado ao longo da semana anterior, segundo apuração da Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 334,00/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo).

 

Pelo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado interno está cotado em R$ 333/@, o “boi-China” em R$ 338/@, a vaca gorda em R$ 312/@ e a novilha terminada em R$ 325/@ (valores brutos, no prazo). Segundo análise da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo permanece sob pressão baixista, em um ambiente de negociações travadas entre frigoríficos e pecuaristas. “A maior ociosidade das plantas frigoríficas e, em alguns casos, a paralisação temporária das operações e/ou a concessão de férias coletivas evidenciam a desaceleração da demanda por animais terminados e a postura mais cautelosa da indústria na aquisição de matéria-prima”, relatou a Agrifatto. Tal cenário, diz a consultoria, reflete o esgotamento da cota chinesa de importação com isenção tarifária, fator que altera a dinâmica dos embarques para o principal destino da carne bovina brasileira. “A partir deste momento, eventuais exportações adicionais ficam sujeitas à tarifa de 55%, reduzindo a competitividade do produto nacional e desestimulando a realização de novos negócios”, observam os analistas da Agrifatto. Paralelamente, a possibilidade de interrupção, a partir de setembro/26, dos embarques de carne bovina destinados à União Europeia amplia a percepção de enfraquecimento da demanda externa, acrescenta a consultoria. De acordo com a apuração da Agrifatto, o baixo volume de negócios realizados contribuiu para o encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, atualmente em sete dias úteis, na média nacional. Embora o viés de baixa prevaleça no curto prazo, a expectativa é de maior sustentação das cotações do boi gordo ao longo do quarto trimestre, à medida que as exportações forem retomadas com a abertura da cota chinesa de 2027. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (2/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 336,50/@ (à vista) R$ 340,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/PORTAL DBO/AGRIFATTO


SUÍNOS

 

Exportações de carne suína crescem no primeiro semestre e devem ter recorde em 2026

A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 722 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, que totalizou US$ 1,723 bilhão. Em junho, foram exportadas 132,4 mil toneladas, queda de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2025. A receita no período foi de US$ 312,8 milhões, recuo de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados um ano antes. Entre os principais destinos em junho, as Filipinas lideraram as importações, com 23,5 mil toneladas, seguidas por Japão (17,2 mil toneladas), Chile (11,7 mil toneladas), China (11,4 mil toneladas) e Hong Kong (8 mil toneladas). Também figuram entre os principais compradores México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas). Santa Catarina permaneceu como principal estado exportador, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguido por Rio Grande do Sul (31,4 mil toneladas), Paraná (20,7 mil toneladas), Minas Gerais (4,1 mil toneladas) e Mato Grosso (4 mil toneladas).

ABPA

 

FRANGOS


Exportações brasileiras de frango registram melhor primeiro semestre da história

Embarques cresceram 12,9% entre janeiro e junho e renderam US$ 5,7 bilhões; desempenho foi sustentado pela demanda de mercados estratégicos, mesmo diante de desafios logísticos e tensões geopolíticas

 

As exportações brasileiras de carne de frango encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da série histórica, tanto em volume quanto em receita. Os dados foram divulgados na segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e mostram que o setor manteve ritmo acelerado de crescimento, impulsionado pela demanda internacional. Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 2,936 milhões de toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados. O volume representa um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 5,700 bilhões, avanço de 17% frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado.  desempenho foi reforçado pelos resultados de junho. No mês, os embarques somaram 482,8 mil toneladas, alta de 40,6% na comparação com junho de 2025. A receita chegou a US$ 985,5 milhões, crescimento de 54,7% sobre os US$ 637 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em junho, com 50,1 mil toneladas embarcadas. Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia, África do Sul e México, reforçando a diversificação dos mercados compradores da proteína brasileira. O desempenho do primeiro semestre consolida uma sequência de resultados positivos para a avicultura brasileira. Em maio, o setor já havia alcançado um marco inédito ao superar, pela primeira vez, US$ 1 bilhão em receita mensal com exportações de carne de frango, evidenciando o fortalecimento da competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

ABPA

 

INTERNACIONAL

 

Carne bovina dos EUA ganha vantagem na China com restrições a Brasil e Austrália

A decisão da China de renovar as licenças de importação de centenas de frigoríficos dos Estados Unidos ainda não reativou o comércio de carne bovina, mas aumentam as chances de novos embarques no segundo semestre do ano.

 

Os preços nos EUA estão altos e a demanda chinesa muito fraca para que as exportações tenham se recuperado imediatamente, o que indica como as realidades comerciais estão interferindo no descongelamento diplomático que se seguiu à cúpula entre os presidentes em maio. Mas um impulso pode estar a caminho, à medida que as cotas chinesas atribuídas a outros grandes fornecedores se esgotam — desde que a trégua comercial com Washington se mantenha. A carne bovina australiana enfrenta agora tarifas elevadas, enquanto o Brasil está prestes a esgotar sua cota. “Acho que ainda há muito o que esperar no que diz respeito às exportações de carne bovina dos EUA para a China no segundo semestre do ano”, disse Alice Xuan, analista da Shanghai JC Intelligence. “A Austrália esgotou sua cota, mas os EUA ainda têm bastante, e isso lhes dá uma grande vantagem.” Os preços da carne dos EUA dispararam para níveis recordes, impulsionados pelo menor rebanho de gado das últimas décadas. Enquanto isso, a desaceleração da economia chinesa e as medidas de austeridade do governo para os funcionários públicos minaram a demanda pelos cortes de carne de alta qualidade que costumam ser servidos nos banquetes chineses. As importações totais de carne bovina do país caíram no ano passado pela primeira vez em pelo menos uma década. Ao mesmo tempo, a produção doméstica aumentou para ajudar a conter os preços. Brasil, Argentina e Austrália foram os principais fornecedores estrangeiros da China em 2025. Os EUA exportaram apenas 49.000 toneladas de carne congelada — o principal produto de exportação — após o agravamento das tensões comerciais. Para este ano, a China estabeleceu cotas de importação para proteger os pecuaristas locais. Essas cotas já se esgotaram para os embarques australianos, deixando os exportadores sujeitos a uma tarifa de 55%. A carne bovina de alta qualidade dos EUA está em pé de igualdade com a australiana em termos de qualidade e preço, afirmou Xuan. O Brasil, principal exportador, que geralmente fornece carne mais barata, está prestes a atingir sua cota. Os EUA, porém, ainda mantêm sua cota de 164.000 toneladas praticamente intacta e pronta para ser utilizada. A China certamente comprará mais carne bovina dos EUA, afirmou Brett Stuart, sócio fundador da consultoria Global Agritrends, acrescentando que ainda há demanda por parte dos chineses mais abastados pela carne bovina de alta qualidade, alimentada com grãos, na qual os EUA são especializados.

Mas outros cortes, mais econômicos e saborosos, como acém, costela curta e tripa, também enfrentarão maior concorrência assim que a China retornar ao mercado.

BLOOMBERG LÍNEA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Faep aciona MP e TCU contra a Copel por quedas de energia que afetam produtores rurais

Oscilações de energia provocam perdas milionárias no campo paranaense

 

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep) acionou o Ministério Público (MP-PR) e o Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Copel na última quinta-feira (2). A entidade pede uma investigação sobre as quedas e oscilações de energia no interior do estado.

Segundo a Faep, a instabilidade na rede elétrica provoca prejuízos milionários aos produtores rurais. As ações também contestam o reajuste de 20,51% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em vigor desde o fim de junho. No distrito de Iguiporã, em Marechal Cândido Rondon, a instabilidade na rede elétrica transformou a rotina do avicultor Pedro Riffel num prejuízo em cadeia. Ele atribui a perda de mil frangos prontos para o abate em um único dia a oscilações de energia na propriedade. “A quantidade da oscilação é frustrante, porque você não consegue descansar pensando se vai acontecer. A luz, a gente não tem comando”, desabafa. Nos aviários de Riffel, que abrigam 65 mil aves a cada dois meses, os motores, exaustores e comedouros dependem da eletricidade. Se o sistema para os frangos sufoca com o calor. O grande vilão no campo, contudo, não tem sido o apagão total, mas a variação de tensão na rede – que pode queimar equipamentos e danificar geradores. “Temos gerador de energia, mas ele pode falhar. Quando acontece a oscilação, que é o pior, a energia vai muito para cima ou muito para baixo. O gerador lê que falta energia, demora para acionar ou queima a chave. E a gente não sabe o que fazer nessa hora. É aí que dá o prejuízo”, diz o produtor.

Recentemente, a chave do gerador de uma propriedade vizinha que cria peixes queimou pelo mesmo motivo, segundo o relato, ameaçando a oxigenação dos tanques. Para quem trabalha no sistema de integração com grandes empresas, perder animais no fim do ciclo destrói a margem de ganho. “O agricultor, no geral, está desanimado, pensando em fazer outra coisa”, lamenta Riffel, lembrando que a conta de luz varia entre R$ 25 mil e R$ 35 mil por lote. O impacto, segundo ele, inevitavelmente vai chegar no consumidor. “Para eu tirar os R$ 10 mil do prejuízo que tive, a empresa joga o valor em cima do produto. O povo na cidade nem vai perceber a engrenagem, mas vai pagar mais caro”. O cenário vivido por Pedro Riffel se repete em outras regiões do Paraná, estado que lidera a produção nacional de aves e peixes. O levantamento da Faep mostra que as falhas da Copel têm cobrado um preço alto. Em fevereiro, um piscicultor de Tupãssi perdeu 900 mil quilos de tilápia, o que teria ocorrido após os aeradores dos tanques queimarem devido às oscilações da rede. O prejuízo foi estimado em R$ 9 milhões. Em março, uma família de São Miguel do Iguaçu viu 20 mil frangos morrerem pela falta de climatização no aviário, contabilizando uma perda de R$ 150 mil. A reportagem procurou o Ministério Público do Paraná e o Tribunal de Contas da União para saber se os órgãos vão investigar a qualidade do serviço da Copel. Os dois órgãos responderam que não localizaram os pedidos de investigação. A Copel disse que não iria se pronunciar sobre a situação. Para Pedro Riffel, a sensação é de abandono por parte das autoridades. “Político só promete, ninguém cumpre nada. Sem energia, a gente não consegue produzir. Fica muito difícil trabalhar assim”.

GAZETA DO POVO

 

Agronegócio mantém ritmo recorde de exportações no 1º semestre

Vendas externas do setor somam US$ 86,5 bilhões, com aumento de 6% no período.

 

Apesar do cenário difícil no mercado externo, principalmente por problemas geopolíticos, as exportações do agronegócio do Brasil somaram US$ 86,5 bilhões no primeiro semestre, um recorde para o período e 6% acima das de 2025. As importações, com o aumento dos preços dos insumos, principalmente dos fertilizantes, subiram para US$ 17,2 bilhões, 3% a mais.

Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que aponta boa evolução das exportações de soja, carnes e milho, mas recuo nas de café e de açúcar. Boa parte das receitas obtidas pelo Brasil no mercado externo vem do complexo soja (grão, farelo e óleo). De janeiro a junho, foram US$ 34,9 bilhões. A soja, com a produção recorde deste ano, lidera as exportações. No primeiro semestre, o país colocou 69,6 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado externo, com receitas de US$ 29,1 bilhões. Houve aumento também nas exportações de farelo e de óleo, uma vez que o país vem obtendo um patamar recorde de esmagamento interno, principalmente para atender o mercado de biodiesel. As carnes, com receitas de US$ 17,4 bilhões no ano e aumento de 26%, continuam sendo o grande destaque. O volume exportado atingiu 5,43 milhões de toneladas, somando as três principais proteínas (carnes bovina, suína e de frango). Todas as três chegaram a patamares recordes de exportação neste ano, mas a bovina, com a demanda chinesa, já soma US$ 9,9 bilhões. Ao contrário do ano passado, quando as tarifas dos Estados Unidos puseram um freio na entrada de carne bovina brasileira por lá, o Brasil voltou ao mercado americano e aumentou as vendas para a China.

Nos próximos meses, a carne brasileira ficará mais cara para os chineses, devido ao preenchimento da cota de 1,1 milhão de toneladas sem a tarifa extra de 55%. Essa taxa agora será somada aos 12% já existentes. Além disso, os europeus prometem barrar a carne bovina e a de frango a partir de setembro. No mês passado, a União Europeia importou 28 mil toneladas de carne de frango e 8.194 de carne bovina. Os volumes são pequenos em relação aos principais mercados, mas os preços pagos pelos europeus são maiores. Em junho, os europeus pagaram uma média de US$ 9.200 por tonelada de carne bovina. Os chineses, US$ 6.682.

As exportações de milho, embora o período de maior venda externa seja no segundo semestre, aumentaram 21% de janeiro a junho, atingindo 1,79 milhão de toneladas. O Brasil, no entanto, terá dificuldades nas exportações dos próximos meses, devido à concorrência do cereal dos Estados Unidos e da Argentina, países que tiveram recorde de produção. Entre as quedas de receitas, estão dois dos importantes produtos da balança comercial brasileira: café e açúcar. Ambos tinham valores elevados devido à menor oferta nos anos recentes. O quadro de oferta mundial se recompõe, e os preços são menores. Isso se reflete na balança comercial brasileira, uma vez que o país é líder mundial nesses dois produtos. As importações brasileiras de produtos relacionados ao agronegócio mantiveram alta, devido ao aumento de preços dos principais insumos que o país compra. Entre eles, os fertilizantes. O país adquiriu 18,3 milhões de toneladas de janeiro a junho desse insumo, 6% a menos do que no ano passado, mas gastou US$ 7 bilhões, 9% a mais. Já as importações de agrotóxicos recuaram para 7,5% em volume e 14% em despesas. O país importou 333 mil toneladas no ano.

FOLHA DE SP

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha abaixo dos R$5,15 com enfraquecimento das cotações também no exterior

O dólar perdeu força gradativamente no Brasil na segunda-feira e encerrou a sessão novamente abaixo dos R$5,15, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante parte das demais divisas no exterior, em um dia sem gatilhos fortes para as operações. 

 

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,71%, aos R$5,1322. Essa é a menor cotação de fechamento desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,50% ante o real. Às 17h10, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,80% na B3, aos R$5,1675. Após o feriado de sexta-feira nos EUA, que reduziu a liquidez nos mercados em todo o mundo, o dólar iniciou a segunda-feira em alta ante divisas fortes como o euro, a libra e o iene -- neste caso, com a moeda japonesa se mantendo próxima das menores cotações em 40 anos. O dólar também subia ante boa parte das divisas de países emergentes. No entanto, durante a manhã e o início da tarde o dólar se enfraqueceu ante o euro, a libra e outras divisas -- incluindo o real, que liderou o ranking de ganhos ante a moeda norte-americana durante a segunda metade do dia.

“O dólar abriu para cima por conta de fatores técnicos e seguindo o exterior, mas esse cenário não foi suficiente para manter o real para baixo”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, citando um ambiente favorável ao risco no câmbio brasileiro. “O petróleo está para baixo e as apostas de alta de juros nos EUA estão caindo”, destacou. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1846 (+0,30%) às 9h02, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1277 (-0,80%) às 15h53, em uma sessão de agenda esvaziada no Brasil e no exterior. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e para o encerramento de 2027 permaneceu em R$5,28. A inflação esperada para este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%. Já a taxa básica Selic projetada para o fim deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda descolado de NY e com volume reduzido

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, mais do que devolvendo os ganhos da última semana, em sessão descolada de Wall Street e com agenda econômica esvaziada. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,93%, a 172.447,58 pontos, marcando 171.621,70 pontos na mínima e 174.057,47 pontos na máxima do dia. 

 

O volume financeiro somou R$17,25 bilhões, ante média diária no ano de R$33,7 bilhões. Nos três primeiros pregões de julho, a média ficou em R$19,5 bilhões. Na semana passada, o Ibovespa acumulou um ganho de 0,45%, fechando a sexta-feira acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês. Analistas do Itaú BBA reiteraram na segunda-feira que o Ibovespa segue sem direção definida e ainda opera próximo a um suporte importante, dos 167.600 pontos. "Para entrar em tendência de alta no curto prazo, o Ibovespa precisará superar a região dos 174.900 pontos. Nesse caso, os objetivos passam a ser 179.500 e 188.700 pontos", acrescentaram no relatório Diário do Grafista. Em Nova York, o S&P 500 encerrou com acréscimo de 0,72% na segunda-feira, com as ações da Broadcom e de empresas de semicondutores entre os destaques positivos.

REUTERS

 

Expectativa para inflação este ano cai pela 1ª vez após 16 semanas

A expectativa para a inflação deste ano na pesquisa Focus foi reduzida pela primeira vez após 16 semanas, de acordo com o levantamento divulgado na segunda-feira pelo Banco Central.

 

Os analistas consultados pelo BC veem agora alta de 5,30% do IPCA em 2026, de 5,33% na semana anterior. A revisão para baixo acontece após 15 semanas de altas seguidas e uma de manutenção. O IBGE divulga na sexta-feira os dados de junho do IPCA, após avanço de 0,58% em maio que levou a inflação em 12 meses a 4,72%. Mas para 2027 a conta no Focus subiu pela sétima vez, a 4,18%, de 4,17% antes. Para o ano seguinte a estimativa segue em 3,70%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda manutenção da perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano em 1,99%. Para 2027 a projeção melhorou em 0,01 ponto percentual, a 1,69%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alteração no cenário para a política monetária, com a Selic calculada em 14,0% em 2026 e 12,0% em 2027. Com a taxa básica atualmente em 14,25%, os especialistas veem corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do BC.

REUTERS

 

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,27 bi na 1ª semana de julho 

O valor é resultado de US$ 5,89 bilhões em exportações e US$ 3,62 bilhões em importações no período

 

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho, informou a Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic). O valor é resultado de exportações de US$ 5,89 bilhões e importações de US$ 3,62 bilhões no período. No ano, o saldo positivo da balança soma US$ 44,63 bilhões. A média diária de exportações avançou 40,6% até a primeira semana de julho, para US$ 1,96 bilhão, quando comparada a julho do ano passado. O crescimento foi sustentado pela indústria extrativa (+81,7%) e de transformação (+39,4%), seguido pelos embarques da agropecuária (+1,5%). Já a média diária de importações cresceu 10,4% até a primeira semana de julho, para US$ 1,21 bilhão, em relação a igual mês de 2025. O desempenho foi puxado pelos desembarques da indústria extrativa (+86,6%), agropecuária (+15%) e indústria de transformação (+7,4%).

VALOR ECONÔMICO

 

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