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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1142 DE 03 DE JULHO DE 2026

  • prcarne
  • há 6 dias
  • 14 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1142 | 03 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 


Boi Gordo: pressão baixista ganha força

Segundo a Agrifatto, a pressão baixista, que vinha se desenhando nas últimas semanas, ganhou força nos últimos dias e atingiu a maior parte das praças pecuárias do País. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo).

 

Na quinta-feira (2/7), repetindo os dois dias anteriores, os preços do boi gordo, tanto o animal sem padrão-exportação quanto os lotes com destino ao mercado externo, registraram queda em importantes praças brasileiras. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, ambas as categorias recuaram R$ 2/@ no mercado de São Paulo, para em R$ 333/@ e R$ 338/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). “A demanda interna está sem força para sustentar as cotações e a exportação perdeu pressão”, diz boletim diário enviado aos seus assinantes pela Scot. A saída da China das compras de carne bovina brasileira – devido ao quase esgotamento da cota anual de salvaguarda (de 1,1 milhão de toneladas), além do consumo doméstico ainda em ritmo lento, explica a intensificação do viés de baixa da arroba.

“A pressão baixista, que vinha se desenhando nas últimas semanas, ganhou intensidade nos últimos dias e atingiu a maior parte das praças pecuárias do País”, observam os analistas da Agrifatto, que acrescentam: “Ao mesmo tempo em que a indústria busca adequar as escalas de abate e reduzir o ritmo das aquisições, cresce o sentimento de cautela entre os pecuaristas”. Nesse cenário, 6 das 17 regiões produtoras monitoradas pela Agrifatto registraram queda na arroba na quarta-feira (1/7): AC, MA, MS, PR, RO e SC. Na quinta-feira (2/7), a mesma consultoria detectou desvalorizações do boi gordo em 5 das 17 regiões acompanhadas: GO, MG, MT, RJ e TO. No mercado futuro da B3, o pregão de quarta-feira (1/7) foi marcado por leves altas nos contratos do boi gordo. O papel com vencimento em setembro/26, por exemplo, encerrou a sessão cotado a R$ 335,35/@, com aumento de 0,21% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (2/7), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00.Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS:Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00.Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00.

Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00.

Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (2/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 336,50/@ (à vista) R$ 340,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/PORTAL DBO/AGRIFATTO


Boi/Cepea: Mercado fecha 1º semestre de 2026 com preços em alta

Média à vista de junho foi 4,6% superior do que a de janeiro

 

Durante o primeiro semestre de 2026, o mercado pecuário foi marcado pela baixa oferta de boi gordo pronto para abate, pela valorização do bezerro, pela elevada participação das fêmeas nos abates (o que limita a disponibilidade futura de animais terminados) e pela forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, especialmente pela China. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse conjunto de fatores sustentou as cotações em todos os segmentos da cadeia pecuária no primeiro semestre deste ano. Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) registrou média à vista de R$ 347,59, sendo 4,6% superior à registrada em janeiro deste ano, de R$ 332,14, em termos reais (IGP-DI de maio/26).

Segundo o Cepea, ao longo do primeiro semestre, o maior preço pago pela arroba do boi gordo no estado de São Paulo foi observado em abril, quando atingiu média real de R$ 365,93, reflexo da virada de safra para entressafra. Considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, observa-se que, na maior parte dos anos, os preços da arroba apresentam recuo entre janeiro e junho, em decorrência da sazonalidade da produção pecuária nacional e da maior disponibilidade de animais para abate nesse período – diferente do que foi verificado neste ano.

CEPEA

 

Governo estabelece novas normas de exportação de carnes à União Europeia

Estabelecimentos habilitados deverão ser capazes de demonstrar o atendimento aos requisitos relativos a antimicrobianos previstos na legislação europeia

 

Procedimentos devem ser adotados por exportadores de carnes, pescados e outros produtos

O Ministério da Agricultura passou a aplicar nesta semana novos procedimentos de inspeção da produção de carnes e derivados para atender a exigências da União Europeia sobre o não uso de produtos antimicrobianos no ciclo completo de vida dos animais. A decisão, antecipada pela reportagem na última sexta-feira, ocorreu após reuniões das autoridades de Brasília e Bruxelas nos últimos meses, que não tiveram consenso em pontos cruciais para o lado brasileiro, como o pedido por um período de transição para a carne bovina. Agora, para atender aos requisitos da UE sobre antimicrobianos, os estabelecimentos exportadores brasileiros deverão manter, nos seus controles auditáveis, as evidências documentais utilizadas para demonstrar a elegibilidade das matérias primas, animais e insumos empregados na produção dos lotes destinados à certificação para os europeus. Essa exigência não era feita até então. Já o Serviço Oficial deverá avaliar, além da adequação e implementação desses controles, ações já previstas anteriormente, a sua “efetividade e capacidade de sustentar as garantias sanitárias que devem ser fornecidas pelo Brasil para fins de certificação à União Europeia”. A orientação está prevista em ofício encaminhado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura a auditores fiscais federais agropecuários na quarta-feira (1/7). As principais

mudanças impactam as cadeias de aves, ovos, mel e aquicultura, que deverão qualificar e monitorar os fabricantes de alimentos para os animais utilizados na produção dos lotes que serão destinados aos europeus. A intenção é evitar a inclusão de insumos proibidos pela UE na alimentação das aves e pescados, principalmente. Mesmo assim, a expectativa é que o controle nessas cadeias seja comprovado a tempo de impedir bloqueios nas exportações, previstas para setembro deste ano, já que os animais têm ciclo de vida mais curto. No caso do frango, são 40 dias. No caso da carne bovina, a indicação é para implementação do protocolo de segregação dos animais e comprovação, por meio de documentação e rastreabilidade, do não uso dos insumos ao longo de toda vida dos bovinos. Poucas fazendas brasileiras têm certificação de ciclo completo da criação, desde a cria até a engorda para o abate, e poderiam manter as vendas a partir de setembro. A previsão é que a maior parte das vendas de carne bovina siga suspensas por, pelo menos, dois anos, prazo em que os animais nascidos e rastreados a partir de agora serão abatidos para envio da carne para a UE. A previsão de impacto é de até US$ 1 bilhão por ano, referente ao valor exportado em 2025 para lá. As regras valerão para a certificação de cargas de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro, data em que entrará em vigor o impedimento para países que não comprovarem o controle dos antimicrobianos. O texto ressalta que a emissão da certificação sanitária internacional na origem a partir de 3 de setembro de 2026 somente poderá ser feita para “produtos elegíveis que apresentam conformidade aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia”. O documento esclarece que a solicitação de garantias pelo Reino Unido, que havia sinalizado que seguiria as mesmas diretrizes da UE, sobre o uso de antimicrobianos para promoção de crescimento animal não estabelece, neste momento, restrição adicional nem novo requisito de certificação sanitária para as exportações para lá.

“Até manifestação conclusiva da autoridade britânica, os controles previstos neste Ofício-Circular deverão ser mantidos para subsidiar a demonstração das garantias solicitadas, sem prejuízo das condições de certificação atualmente vigentes para o Reino Unido”, diz o ofício, obtido pela reportagem. No ofício, o ministério menciona requisitos específicos por cadeia produtiva. As cadeias produtivas de aves, ovos e aquicultura, por exemplo, precisarão manter procedimentos documentados para qualificação e monitoramento dos fabricantes dos produtos de nutrição animal usados para os lotes destinados à União Europeia e, quando aplicável, ao Reino Unido. Tais fabricantes precisarão ser, necessariamente, registrados no ministério. No caso da cadeia de carne de aves, os estabelecimentos rurais precisarão manter controles auditáveis do cumprimento das exigências como, por exemplo, boletins sanitários dos lotes de aves recebidos, e no caso de granjas integradas, manutenção de programas de controle de fabricantes de produtos de nutrição animal. Estas e outras medidas deverão ser verificadas pelo governo brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Lei de desmatamento à EUDR: o que muda para o mercado global de suínos?

Nova regulamentação britânica exigirá rastreabilidade total da soja usada na ração animal; importadores com faturamento acima de £ 1 milhão terão de comprovar geolocalização dos grãos

 

O governo do Reino Unido confirmou que irá espelhar as diretrizes do rigoroso regulamento de desmatamento da União Europeia (conhecido como EUDR) em sua futura legislação nacional contra o desmatamento (GB deforestation legislation). O anúncio, feito durante a London Climate Action Week, acende o sinal de alerta para a cadeia global de proteína animal, especialmente para o setor de suínos, que depende diretamente de commodities de risco florestal para a formulação de rações. Na prática, a nova lei britânica exigirá que empresas com faturamento anual superior a £ 1 milhão realizem uma auditoria de due diligence (diligência prévia) para garantir que os insumos importados foram produzidos em conformidade com as leis ambientais locais. Para a suinocultura, o maior impacto está na compra de soja, principal fonte proteica da dieta dos suínos. O mecanismo regulatório britânico vai impor uma rotina operacional complexa para as tradings, indústrias de alimentação animal e integradoras que abastecem o mercado de carne suína do Reino Unido. As empresas serão obrigadas a: Rastreabilidade da Raia de Produção: Coletar e armazenar dados de geolocalização por satélite que comprovem a coordenada exata da fazenda onde a soja foi colhida, garantindo que o grão que alimenta os suínos não venha de áreas desmatadas; Canais Auditáveis no Campo: Implementar sistemas internos de auditoria contínua de fornecedores de grãos e coprodutos; Prestação de Contas: Emitir relatórios públicos periódicos sobre suas atividades de conformidade e mitigação de risco ambiental. Com essa medida, frigoríficos e marcas de carne suína que exportam para o Reino Unido (ou que vendem carne de animais alimentados com soja importada) precisarão certificar toda a linha do tempo do grão, sob o risco de perderem o acesso às gôndolas britânicas. A decisão do governo de alinhar as regras da Grã-Bretanha à EUDR visa proteger a integridade do mercado interno. Devido aos acordos pós-Brexit e ao acesso exclusivo da Irlanda do Norte ao mercado único europeu, as regras da EUDR da União Europeia passarão a valer na Irlanda do Norte a partir de 30 de dezembro de 2026. Caso a Grã-Bretanha adotasse um padrão regulatório diferente para grãos e carnes, o setor de proteína animal enfrentaria dupla burocracia, custos de conformidade duplicados e severos gargalos logísticos para movimentar produtos e animais entre os países do próprio Reino Unido.

“Combater o desmatamento global é uma das formas mais eficazes de enfrentarmos as mudanças climáticas. É por isso que estamos fiscalizando nossas próprias cadeias de suprimentos. Eliminar produtos ligados ao desmatamento ilegal — inclusive na alimentação de plantéis — protege ecossistemas e fortalece nossa resiliência de longo prazo”, afirmou a ministra da Natureza do Reino Unido, Mary Creagh. O British Retail Consortium (Consórcio de Varejo Britânico) apoiou o alinhamento para evitar custos desnecessários aos supermercados e consumidores, mas cobrou uma postura pragmática de fiscalização na transição para que não haja desabastecimento de carnes e produtos de consumo na virada do ano. O governo britânico abrirá uma consulta pública oficial em breve para detalhar os prazos e as metodologias de aplicação da lei para o setor agropecuário.

PIG WORLD

 

Suínos/Cepea: Vivo registra menor preço real em SP em quase 20 anos

Os preços do suíno vivo posto na indústria continuaram em queda em junho, registrando o sexto mês consecutivo de baixas.

 

Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), inclusive, os valores chegaram ao menor patamar desde julho de 2006, em termos reais (os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/26). A média do mês foi de R$ 5,25/kg, baixas de 2,9% frente à de maio e de fortes 41,2% em relação a junho de 2025. Em julho de 2006, o animal era comercializado a R$ 5,14/kg em SP-5. Segundo o Cepea, o atual patamar reforça o movimento baixista que vem sendo registrado desde o início deste ano. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, o plantel de matrizes está em trajetória de crescimento há aproximadamente quatro anos, enquanto a demanda doméstica não tem aumentado de forma correspondente. As exportações, por sua vez, não têm sido suficientes para absorver o excedente de oferta, o que reforça o movimento de queda nas cotações, conforme apontamento do Cepea.

CEPEA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

PIB do Paraná mantém trajetória de crescimento com a indústria do estado como destaque no Sul

Estudo projeta desaceleração moderada para o biênio 2026-2027, acompanhando tendência nacional, com o Estado mantendo protagonismo regional no setor industrial

 

O Paraná segue ocupando uma posição de destaque na economia da região Sul. Segundo estudo do Departamento Econômico do Santander, o PIB estadual deve crescer 1,1% em 2026 e 0,8% em 2027, sinalizando uma trajetória de desaceleração gradual após o forte impulso registrado em 2025. Esse movimento de moderação está alinhado ao cenário macroeconômico nacional, mantendo, contudo, taxas positivas de crescimento. O levantamento reúne dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeções para o período de 2024 a 2027. Rodolfo Pavan, economista e um dos autores do estudo, contextualiza o cenário: "Após alguns anos com taxas de crescimento entre 2,5% e 3,0% ao ano, vemos o Paraná desacelerar a partir de 2026, acompanhando o cenário nacional. O Estado, no entanto, é um dos destaques positivos da região Sul, especialmente no setor industrial”. No recorte setorial, a indústria paranaense consolida sua força ao projetar crescimentos de 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027, superando tanto a média regional quanto a nacional, mesmo diante dos desafios da política monetária. Em paralelo, o setor de serviços deve acompanhar o crescimento esperado para o Brasil, com avanços de 1,8% em 2026 e 1% em 2027. Já o agronegócio, após a expressiva expansão de 2025, apresenta um arrefecimento em 2026; a produtividade do setor demanda resiliência frente aos impactos crescentes das crises climáticas, embora o estado sustente volumes de produção em patamares historicamente expressivos. O estudo reforça que, apesar da moderação prevista para 2026 e 2027, a robustez do mercado de trabalho e o dinamismo do setor industrial paranaense atuam como fatores de resiliência, permitindo que o Estado continue a ter expressiva representatividade da economia regional. Segundo Pavan, a evolução da atividade econômica regional continuará refletindo fatores nacionais e eventos climáticos permanecem entre os principais riscos para o cenário projetado, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos. “Mesmo com a desaceleração prevista a partir de 2026, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada. O desafio à frente deixa de ser crescer mais rápido e passa a ser crescer com menos impulso cíclico, maior heterogeneidade regional e sensibilidade crescente a choques climáticos e financeiros”, conclui.

GAZETA DO POVO

 

Governo confirma R$ 18,1 bilhões para equalização de juros do Plano Safra 2026/27

Valor representa uma alta de 35% no custo de equalização de juros em relação ao ciclo anterior

 

O novo Plano Safra deve custar R$ 18,1 bilhões aos cofres públicos no ciclo 2026/27, segundo fontes do governo. No ano passado, esse valor chegou a R$ 13,4 bilhões – o que significa que o custo da União aumentou 35%, considerando a agricultura empresarial e a familiar. É importante destacar que esse valor não é o orçamento total disponível para os produtores pegarem emprestado, mas sim o custo do subsídio pago pela União. Ele cobre a chamada equalização: o Tesouro Nacional paga aos bancos e cooperativas a diferença entre as taxas de mercado e as taxas subsidiadas oferecidas ao setor agropecuário. No anúncio desta terça-feira (30), o governo informou que o Plano Safra 2026/27 terá R$ 97 bilhões em linhas com juros equalizados. Esse valor representa uma queda de 14,7% frente ao ciclo passado, quando foram disponibilizados R$ 113,8 bilhões nessa modalidade. Em entrevista ao Mercado & Cia, o secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, afirmou que o desenho final foi “o plano possível” diante do atual cenário de restrição fiscal e das fontes de financiamento disponíveis. Os recursos são considerados essenciais para garantir o ritmo das contratações de custeio, que financiam a compra de sementes, fertilizantes e defensivos para a próxima temporada. Após a definição do orçamento, a expectativa do setor agora se volta para a publicação das regras oficiais e a liberação do crédito nas agências bancárias.

CANAL RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar termina praticamente estável frente ao real, mesmo com ‘payroll’ abaixo do consenso

Investidores têm demonstrado maior cautela com real em meio à queda nos preços das commodities e à proximidade das eleições

 

Com dados de emprego nos Estados Unidos que vieram bem abaixo das estimativas de consenso, o mercado viu espaço para algum alívio nos mercados globais de juros e câmbio, o que se refletiu no Brasil. Com a perspectiva de menor urgência por parte do Federal Reserve (Fed) de apertar a política monetária americana, o dólar perdeu força contra uma ampla cesta de moedas na quinta-feira. Os investidores, contudo, ainda têm demonstrado maior cautela com real em meio à queda nos preços das commodities e à proximidade das eleições. Assim, o câmbio doméstico encerrou o dia praticamente estável. O dólar comercial fechou o dia em ligeira queda de 0,03%, negociado a R$ 5,2078 no segmento à vista. O dólar futuro para agosto subia 0,03%, a R$ 5,2435, enquanto o euro comercial subiu 0,43%, a R$ 5,9530. Os EUA criaram 57 mil postos de trabalho no mês de junho, número bem inferior à estimativa mediana de 115 mil vagas. Com o dado abaixo do consenso e com os salários crescendo em ritmo comportado, a leitura imediata do mercado foi a de que o Federal Reserve (Fed) não deve ter pressa em retomar o processo de aperto monetário na maior economia do mundo. Assim, as chances de um aumento na taxa dos fed funds já em julho recuavam de aproximadamente 30% do fechamento de ontem para 15% hoje. O alívio dos agentes financeiros se traduziu no comportamento do dólar global. Apesar dos juros no Brasil permanecerem em níveis elevados, agentes vêm mostrando alguma desconfiança com o real. A queda no preço das commodities e a proximidade da disputa eleitoral têm mantido a divisa brasileira operando sob alguma fragilidade nas últimas semanas. Os estrategistas do BBVA notam que o real exibiu desempenho inferior ao dos pares na sessão de ontem, à medida que a valorização do dólar e a queda das commodities pesaram sobre o sentimento dos investidores. “O volume de negociações foi relativamente baixo, mas o movimento foi além dos ajustes típicos de fim de trimestre, sugerindo que o mercado continua cauteloso em relação ao Brasil, apesar de o carry do real seguir atrativo", notam os profissionais do banco. “No curto prazo, a média móvel de 200 dias, em R$ 5,24 por dólar, permanece como um importante nível de resistência para o dólar frente ao real, agora que a cotação rompeu o patamar de R$ 5,20”, concluem. O Deutsche Bank, por outro lado, mantém uma visão um pouco mais construtiva para a divisa brasileira. Segundo a equipe de estratégia do banco alemão, o real continua mostrando resiliência apesar do ruído político, e a combinação de juros reais elevados com números positivos da balança comercial deve continuar dando suporte à moeda. “O choque nos preços do petróleo teve um impacto positivo sobre os termos de troca e sobre a conta corrente do Brasil, e os dados mais recentes já mostram melhora nas exportações, enquanto os números de fluxo de capitais indicam entradas de recursos em abril e maio. O Brasil é um dos poucos grandes países que vêm aprofundando suas relações comerciais com os Estados Unidos, a China e a Europa. Isso deve sustentar o real em um contexto no qual o Banco Central tem sinalizado cautela à medida que prossegue com o ciclo de afrouxamento monetário”, afirmam. Eles notam, contudo, que com a aproximação das eleições de outubro, o mercado parece mais sensível às alegações de envolvimento de Flávio Bolsonaro com o Banco Master.

VALOR ECONÔMICO

 

Ibovespa fecha em alta, mas distante da máxima em dia com dados dos EUA sob holofote

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, mas distante da máxima da sessão, quando superou os 174 mil pontos em meio à repercussão de dados mais fracos sobre a criação de empregos nos Estados Unidos.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 172.473,71 pontos, de acordo com dados preliminares. No melhor momento, chegou a 174.425,69 pontos, máxima intradia em um mês. Na mínima da sessão, marcou 171.697,17 pontos. O volume financeiro somava R$17,59 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

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