CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1116 DE 27 DE MAIO DE 2026
- prcarne
- 27 de mai.
- 16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1116 | 27 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: compradores e vendedores seguem cautelosos, à espera de um melhor posicionamento do mercado
As negociações continuam lentas no mercado brasileiro do boi gordo, com compras seletivas e pouca fluidez nas principais praças do País, informou na terça-feira (26/5) a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
“De modo geral, compradores e vendedores seguem cautelosos, à espera de um melhor posicionamento do mercado para avançar nos negócios”, ressaltou a consultoria. “Os produtores passaram a dosar a liberação dos lotes e resistiram a patamares considerados baixos, apostando em uma melhora do mercado externo e em menor pressão sobre a arroba”, ressaltou a consultoria. Do outro lado, as indústrias brasileiras, sustentadas por escalas de abate confortáveis — em torno de oito dias úteis —, seguem sem urgência nas aquisições, mantendo bom maior poder de barganha nas negociações. Após algumas semanas de variações negativas nos preços do boi gordo, começaram a surgir sinais pontuais de sustentação, principalmente em regiões onde a retenção de animais ainda limita a oferta imediata. “Em praças de MT, MS, PA e SP, esse movimento — ainda insuficiente para indicar uma recuperação mais ampla — reforçou a postura mais firme do pecuarista e mostrou um mercado ativo, embora seletivo”, observou a Agrifatto. A combinação entre oferta mais controlada, maior dificuldade na composição das escalas em algumas regiões e exportações aquecidas voltou a dar suporte às cotações da arroba. Mesmo assim, o mercado do boi gordo permaneceu travado e com baixo volume de negócios neste início de semana. Pelos dados da Agrifatto, nesta terça-feira, o boi gordo sem padrão-exportação continuou valendo R$ 345/@ no mercado de São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 355/@ (prazo).
“Pelo terceiro dia consecutivo, as cotações seguiram estáveis nas 17 regiões acompanhadas, embora o viés já sinalize uma leve recuperação”, afirmam os analistas da Agrifatto. Segundo apuração da Scot Consultoria, no interior paulista, o boi gordo destinado ao mercado doméstico está apregoado em R$ 345/@, a vaca gorda em R$ 318/@, a novilha em R$ 327/@ e o “boi China” está cotado em R$ 348/@ (todos os preços são brutos e com prazo). Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO
SUÍNOS
Preço do suíno cai até 30% e produtor já trabalha no prejuízo
Abate cresce 5,5% no primeiro trimestre, exportações aumentam 15,3% e mercado interno absorve excesso de oferta. Em abril, atividade independente entrou no vermelho nos três estados do Sul.
Os dados preliminares do IBGE para o primeiro trimestre de 2026 mostram um cenário contraditório para a suinocultura brasileira. O número de animais abatidos cresceu 5,49% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a quase 800 mil cabeças a mais no mercado. Apesar disso, o peso médio das carcaças recuou quase 2,5 quilos e limitou o crescimento efetivo da produção de carne a 2,64%, o que corresponde a 35,2 mil toneladas adicionais. Ao mesmo tempo, as exportações de carne suína in natura avançaram 15,3% no trimestre, com embarque adicional de 44,5 mil toneladas na comparação anual. O desempenho externo praticamente absorveu todo o incremento da produção brasileira, mantendo a disponibilidade interna em patamar semelhante ao de 2025, com leve retração de 0,9%. Mesmo assim, os preços pagos ao produtor despencaram no período, indicando que a pressão sobre o mercado pode estar mais relacionada ao enfraquecimento da demanda doméstica e ao aumento da oferta imediata de animais para abate do que propriamente a um excedente estrutural de carne no país. Mesmo com as exportações absorvendo praticamente todo o crescimento da produção brasileira de carne suína no primeiro trimestre, os preços pagos ao produtor registraram forte queda no período. A principal explicação do lado da oferta está no aumento expressivo do número de animais enviados ao abate. Foram quase 800 mil suínos abatidos a mais nos três primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março, o incremento foi de 462,6 mil cabeças, alta de 9,46% sobre março de 2025. Ainda assim, agentes do setor avaliam que a retração dos preços não pode ser atribuída apenas ao aumento da oferta. O enfraquecimento da demanda doméstica também contribuiu para o cenário de desvalorização do suíno vivo. Nos estados de São Paulo e Minas Gerais, a média dos preços pagos pelo suíno vivo no primeiro trimestre caiu 12,6% e 15,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025 (ver gráfico 1). Em abril, o movimento de baixa se intensificou. Segundo dados do Cepea, Minas Gerais fechou o mês com média de R$ 5,94 por quilo vivo, queda de 28,3% frente aos R$ 8,34 registrados um ano antes. Em São Paulo, a cotação média caiu de R$ 8,41 para R$ 5,89 por quilo, recuo de 30%. Em maio, até o dia 22, os preços seguiram em trajetória de baixa, com médias de R$ 5,72 em Minas Gerais e R$ 5,43 em São Paulo. O movimento ocorre mesmo em um contexto de exportações aquecidas. Em abril, o Brasil embarcou 121,4 mil toneladas de carne suína in natura, volume 9,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Mesmo com perspectiva de ampla oferta de milho no mercado brasileiro, a deterioração do preço do suíno levou os produtores independentes a operar no prejuízo em 2026. A relação de troca entre o valor recebido pelo animal e os principais insumos da ração segue em queda há oito meses consecutivos, pressionando as margens da atividade. O problema, segundo analistas do setor, é que a redução nos custos da alimentação animal não foi suficiente para compensar a forte desvalorização do suíno vivo. Mesmo com milho e farelo de soja mais acomodados, a perda de receita nas granjas deteriorou rapidamente a relação de troca e levou produtores. Os dados de abril acenderam um sinal de alerta para a suinocultura independente. Pela primeira vez em muitos meses, o cruzamento entre os custos de produção calculados pela Embrapa e as cotações do suíno vivo levantadas pelo Cepea mostrou resultado negativo para a atividade nos três estados do Sul do país.
O PRESENTE RURA/ABCS
Mercado suíno enfrenta excesso de oferta, mas exportações e consumo interno podem impulsionar recuperação no segundo semestre
ABCS avalia que demanda internacional aquecida, avanço nas exportações e campanhas de incentivo ao consumo devem melhorar preços pagos aos produtores de suínos
O mercado brasileiro de suínos atravessa um período de excesso de oferta e pressão sobre os preços, mas a expectativa do setor é de recuperação gradual ao longo do segundo semestre de 2026. A avaliação foi feita pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, durante entrevista concedida à Agência Safras News na AgroBrasília, realizada no PAD-DF. Segundo o dirigente, o setor trabalha atualmente com animais acima do peso ideal para abate, reflexo de uma oferta elevada frente ao ritmo da demanda interna. De acordo com Marcelo Lopes, o cenário atual ainda é desafiador para os produtores, principalmente devido ao volume elevado de animais disponíveis no mercado. “O setor vive um momento de sobreoferta, com animais pesados, mas há expectativa de melhora no segundo semestre, especialmente se houver aumento da demanda”, afirmou. A pressão sobre os preços da suinocultura vem sendo observada em diversas regiões produtoras do país, afetando principalmente produtores independentes e operações com margens mais apertadas. A expectativa da entidade é que o avanço das exportações ajude a equilibrar a oferta doméstica e sustentar uma recuperação mais consistente dos preços pagos ao produtor. Segundo a ABCS, o desempenho das vendas externas brasileiras de carne suína continua positivo e pode ganhar novos mercados nos próximos meses. Entre os fatores considerados estratégicos estão: possível ampliação das exportações para a União Europeia; fortalecimento das relações comerciais com o México;
expectativa de abertura e ampliação de negócios com o Japão; chegada de novas missões internacionais ao Brasil. Marcelo Lopes destacou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar oportunidades importantes para o setor suinícola brasileiro. Além das exportações, a entidade aposta em maior consumo doméstico ao longo do segundo semestre como fator de sustentação para o mercado.
no mercado brasileiro de suínos.
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
FRANGOS
Frango perde competitividade frente às carnes suína e bovina
Preço do frango sobe em maio no mercado paulista, enquanto carne suína recua e bovina se mantém estável, aponta levantamento do Cepea
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a carne de frango perdeu competitividade em maio no mercado paulista diante das proteínas suína e bovina. O movimento ocorre após avanço nas cotações do frango, enquanto a carne suína registrou queda e a bovina apresentou estabilidade no período. Na parcial de maio, até o dia 20, o preço médio do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi de R$ 7,31 por quilo. O valor representa aumento de 1,6% em relação à média registrada em abril.
Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho positivo das exportações de produtos avícolas e a demanda interna aquecida contribuíram para a elevação dos preços no mercado doméstico. Contudo, o instituto destaca que a liquidez do setor começou a desacelerar na segunda quinzena do mês. Com menor ritmo nas negociações, os preços passaram a registrar ajustes negativos nos últimos dias. De acordo com o Cepea, caso esse cenário persista, o avanço mensal das cotações pode perder força ou até mesmo sofrer pressão de queda. Apesar da alta, o frango ainda mantém preços inferiores aos das principais proteínas concorrentes. No atacado da Grande São Paulo, a carne de frango é comercializada, em média, R$ 1,38 por quilo abaixo da carcaça especial suína e R$ 7,31 por quilo abaixo da carcaça casada bovina.
CONEXÃO SAFRA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
MBRF investe R$ 500 milhões na Gelprime, de Ibiporã (PR), de gelatina e colágeno
Até 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade de produção em Ibiporã (PR), região de Londrina
A MBRF anunciou um investimento de R$ 500 milhões, na Gelprime, especializada na fabricação e distribuição de gelatina e colágeno, na qual a MBRF possui 50% de participação. Os aportes realizados pela MBRF permitirão que a Gelprime inaugure sua nova linha de colágeno funcional no segundo semestre deste ano. O investimento incluiu a aquisição de equipamentos para produção do nutriente. O planejamento seguirá com a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, que tem previsão de entrada em funcionamento em 2027. O ingrediente é voltado à suplementação e permite a infusão em diferentes produtos como, por exemplo, na indústria de bebidas. Juntas, as novas entregas permitirão à Gelprime, segundo as companhias, dobrar sua capacidade de produção, se consolidando entre as líderes globais na produção de gelatina e colágeno. Com o avanço na operação, são esperadas cerca de 300 novas vagas de emprego para a região de Londrina (PR), agregando aos atuais 220 colaboradores da Gelprime na região. Até 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade, estando entre as cinco maiores globais. “A estratégia de crescimento da MBRF está totalmente alinhada ao contínuo aumento da demanda global por proteínas, incluindo produtos de valor agregado, como gelatinas e colágenos. Vemos um aumento das exportações e melhora do consumo interno, impulsionados principalmente por mudanças estruturais nos hábitos dos consumidores”, comenta Marcos Molina, chairman da MBRF. O objetivo do investimento, segundo a MBRF é consolidar uma operação verticalizada que utiliza de forma completa o abate de bovinos, principal fonte para produção de colágeno. “Nosso posicionamento está alinhado com o crescimento da demanda global, oferecendo ingredientes com alta concentração de proteínas e alta pureza, atendendo consumidores e clientes que buscam alimentos e inovações para suas formulações”, explica Vinícius Vanzella, CEO da Gelprime.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Brasil lidera o fornecimento de carne bovina importada pelos EUA no 1ºT/26, aponta USDA
Os norte-americanos importaram 394,3 milhões de libras (178,9 mil toneladas) de proteína brasileira no período de janeiro a março deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025; Austrália ficou em 2º lugar no ranking
No primeiro trimestre de 2026, os Estados Unidos importam 1,709 bilhão de libras de carne bovina (775,2 mil toneladas), um aumento de 15% em relação ao resultado obtido em igual período do ano passado, de 1,482 bilhão de libras (672,2 mil toneladas), segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Brasil liderou o ranking dos maiores fornecedores da proteína ao mercado norte-americano, com embarques de 394,3 milhões de libras (178,9 mil toneladas) no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025, de 365,8 milhões de libras (165,9 mil toneladas), aponta o USDA. Com isso, a participação do Brasil nas compras totais dos EUA no acumulado de janeiro a março deste ano foi de 23%, uma ligeira queda de 1, 7 ponto percentual em relação à fatia observada em igual período de 2025, de 24,7%. A Austrália, por sua vez, aparece como segunda maior exportadora de carne bovina ao EUA, com 333,7 milhões de libras (151,4 mil toneladas) embarcadas no acumulado dos três primeiros anos de 2026, um crescimento de 12% em comparação com o resultado registrado em igual período do ano passado, de 297,8 milhões de libras (135,1 mil toneladas). Os outros principais fornecedores da commodity ao mercado norte-americano durante o primeiro trimestre do ano foram: Canadá (queda anual de 3%), México (aumento anual de 23%) e Nova Zelândia (recuo anual de 2%). Somente em março/26, as compras de carne bovina dos EUA cresceram 19% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 599 milhões de libras, de acordo com o USDA.
Contribuíram para esse aumento expressivo, o Brasil (26%), México (39%), Austrália (23%) e o Uruguai (36%). As importações do México ficaram acima de 75 milhões de libras (34 mil toneladas), um recorde mensal para o país, destaca o USDA. Pelas estimativas do departamento, as importações de carne bovina devem continuar em ritmo forte nos próximos meses. As compras semanais até abril/26, antecipa o USDA, também ficaram acima do ano anterior. Devido ao ritmo forte e contínuo das importações e à demanda por carne bovina magra para processamento, a previsão de importação dos EUA para o segundo trimestre foi elevada em 150 milhões de libras (68 mil toneladas), para 1,625 bilhão de libras (737,1 mil toneladas), informa o USDA. As previsões para o terceiro e quartos trimestres também foram elevadas em 50 milhões (22,7 mil toneladas) e 35 milhões de libras (15,9 mil toneladas), respectivamente. A projeção anual para 2026 é de 6,109 bilhões de libras (2,77 mil toneladas), um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Já a estimativa de importação para 2027 é de 6 bilhões de libras (2,72 milhões de toneladas), o que representaria uma queda de 2% em relação ao ano anterior. O principal motivo para a esperada redução nas importações, relata o USDA, é a previsão de disponibilidade global de carne bovina. Vários dos principais fornecedores de carne bovina devem desacelerar seus ciclos de produção ou reduzir suas operações durante 2026, resultando em menor oferta de carne bovina para exportação em 2027, observa o departamento.
USDA
GOVERNO
Fim da escala 6x1: relator propõe jornada de 40h semanais com transição de 14 meses; votação será nesta quarta
O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou na segunda-feira (25/05) seu parecer recomendando a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.
A medida está prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que deverá ser votada pelo colegiado nesta quarta-feira (27/05) e, em seguida, pelo Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado. Um pedido de vista coletiva adiou a votação da PEC na comissão especial na segunda-feira. Pela proposta, 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, o limite da jornada cai para 42 horas semanais, já com o repouso remunerado de dois dias por semana. Doze meses depois dessa etapa, o limite será fixado definitivamente em 40 horas semanais. O texto é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.
No parecer, Prates argumenta que a transição para 36 horas semanais deve ser gradual e apoiada por políticas públicas, negociação coletiva e incentivo à produtividade. “Com a adoção progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, disse o relator. A PEC mantém a atual previsão de compensação de horários e redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados, como aqueles com escalas específicas (12x36) ou de setores essenciais ou de atividade contínua (áreas de saúde, segurança, transporte, limpeza urbana). “Atuei defendendo que a PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades de adaptação e escalas setoriais a cargo das convenções coletivas”, pontuou Prates. Nesses casos, os acordos ou convenções deverão assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês, garantido pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana. A proposta prevê ainda que lei específica defina hipóteses e condições de regimes diferenciados de duração do trabalho e repouso, desde que respeitem obrigatoriamente: 40 horas semanais e dois dias de repouso. “O Congresso terá um segundo semestre de muito trabalho, porque são 14 projetos distintos, cada um tratando de uma categoria diferente. O restante será reunido sob o projeto do governo”, acrescentou o relator. Pequenos negócios: A PEC permite a definição, por meio de lei complementar, de regras específicas para alguns segmentos da economia, como microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O objetivo é para reduzir os impactos da redução de jornada nesses setores, desde que os níveis de emprego sejam mantidos. Altos salários: Para profissionais "hipersuficientes" — aqueles com diploma de nível superior e salário acima de duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87) –, as regras de controle de jornada não serão obrigatórias, permitindo maior liberdade para gerir horários e projetos, desde que os dois dias de descanso semanal sejam respeitados.
"Entendemos que profissionais de elevada qualificação e remuneração possuem condições efetivas de negociar os termos de sua relação laboral", disse. A medida não se aplica a empregados públicos da administração direta e indireta. Contratos públicos: Por fim, a proposta estabelece regras para equilibrar as finanças do governo e das empresas terceirizadas em licitações e concessões que usam mão de obra direta. Para esses casos, a redução da jornada só valerá após a assinatura de um aditivo contratual. Os órgãos públicos terão até 12 meses para concluir essas mudanças. Caso o prazo termine sem o acordo, a redução passa a valer automaticamente para os funcionários, sem redução salarial. Nos contratos ajustados nos primeiros 60 dias, a transição poderá seguir o cronograma previsto.
AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha perto da estabilidade após ataque dos EUA ao Irã
O dólar fechou a terça-feira quase estável ante o real, em um dia de avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após novos ataques dos EUA ao Irã frearem o otimismo quanto a um possível acordo de paz entre os países.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,0272. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 8,41% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,38% na B3, aos R$5,0355. Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista havia fechado o dia em leve baixa, com os investidores globais demonstrando otimismo quanto às negociações entre EUA e Irã. Na terça-feira, no entanto, o noticiário foi no sentido contrário, colocando em dúvida a possibilidade de um acordo entre os países. Os EUA realizaram novos ataques contra alvos no sul do Irã durante a madrugada, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo pode "levar alguns dias". Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta terça-feira que os EUA violaram o cessar-fogo. Em reação, o petróleo Brent voltou a subir, para acima dos US$100 o barril em alguns momentos, e o dólar sustentou ganhos ante divisas como o iene, o euro e a libra. A divisa norte-americana também subiu ante boa parte das moedas de países emergentes, como a rupia indiana, a lira turca e o rand sul-africano. "O episódio da madrugada não favorece a percepção de que um acordo de paz esteja próximo e tende a aumentar a cautela dos agentes econômicos", disse Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex, em comentário escrito. No Brasil, porém, o dólar variou em margens estreitas durante o dia, entre a cotação mínima de R$5,0034 (-0,31%) às 9h59 e a máxima de R$5,0393 (+0,39%) às 10h51, pouco se afastando da estabilidade durante a maior parte da sessão. Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$1,765 bilhão em abril, rombo maior do que o déficit de US$200 milhões projetado por economistas em pesquisa da Reuters. O investimento direto no país (IDP) somou US$8,912 bilhões em abril, acima dos US$5,4 bilhões projetados e mais do que compensando o déficit nas transações correntes.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio em foco
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com os preços do petróleo voltando a orbitar US$100, após ataques dos Estados Unidos contra alvos do Irã afetarem as perspectivas de um acordo de paz.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,88%, a 176.247,25 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 175.516,11 pontos na mínima do dia e marcando 177.815,95 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$19,46 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Brasil registra déficit em conta corrente maior do que o esperado em abril
O Brasil registrou um déficit em transações correntes bem maior do que o esperado em abril, mas os investimentos estrangeiros diretos superaram as expectativas, informou o Banco Central na terça-feira.
O déficit em transações correntes alcançou US$1,765 bilhão em abril, com o acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto. A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$200 milhões em abril. No mesmo período do ano anterior houve saldo negativo de US$1,636 bilhão. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$8,912 bilhões, contra US$5,4 bilhões projetados na pesquisa e US$5,371 bilhões em abril de 2024. No mês, a conta de renda primária apresentou déficit de US$6,801 bilhões, ante rombo de US$5,018 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em abril, a balança comercial teve superávit de US$9,707 bilhões, contra US$6,957 bilhões no mesmo mês de 2024. Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,044 bilhões, contra US$4,091 bilhões em abril do ano anterior.
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