CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1103 DE 08 DE MAIO DE 2026
- prcarne
- 8 de mai.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1103 | 08 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo recuam em nove praças pecuárias
Na avaliação da Agrifatto, o movimento de baixa nas cotações da arroba tornou-se mais evidente em Goiás e Minas Gerais, onde o estresse hídrico comprometeu as pastagens. Na quinta-feira (7/5), os preços do boi gordo recuaram em 9 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto – em SP, ES, GO, MA, MG, MT, PA, RJ e TO. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo)
Em outras 7 regiões (AC, AL, BA, MS, PR, RO e SC), as cotações da arroba ficaram estáveis, e, na praça de Rio Grande do Sul, o valor do animal terminado subiu em relação ao preço de quarta-feira (6/5), acrescenta a Agrifatto. Pelos dados levantados pela consultoria, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação caiu para R$ 350/@, enquanto o “boi-China” ficou cotado em R$ 360/@ (valores a prazo). Nas demais 16 praças acompanhadas pela Agrifatto, a média da arroba caiu para R$ 339,45/@. Pelos números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno paulista está cotado em R$ 355/@, o “boi-China vale em R$ 360/@ na mesma praça, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 328/@ e R$ 340/@, respectivamente (preços brutos e com prazo). As escalas de abate em São Paulo, informou a Scot, estão, em média, para 12 dias. “A expectativa é de intensificação da pressão baixista a partir da segunda quinzena de maio”, prevê a Agrifatto. Segundo os analistas, os agentes de mercado continuam de olho no avanço do preenchimento da cota de importação da China, que pode ser integralmente utilizada até meados de junho/26, influenciando o ritmo dos negócios com boiada gorda no curto prazo. Na visão dos analistas da Scot, os fundamentos de mercado não mudaram. “Frigoríficos de maior porte e com escalas mais alongadas negociam sem pressa, aproveitando oportunidades e tentando comprar lotes de boiadas gordas com preços menores”, relatou a consultoria. As indústrias com escalas mais curtas estão mais ativas e pagam o valor que é pedido. Em relação à oferta, dizem os analistas, ela não está grande, mas tem atendido à demanda, informou a Scot. Sobre o setor de exportação de carne bovina, o mercado segue cercado por especulações, observa a Scot. “A expectativa de quando a cota chinesa será preenchida e como ficará o mercado quando isso ocorrer limita movimentos de alta para a cotação do boi-China”, relatam os analistas. A Scot chamou a atenção para uma questão sazonal: maio, tradicionalmente, é marcado pela queda da cotação da arroba do boi gordo, reflexo do aumento da oferta provocado pelo avanço do outono e pela consequente perda do vigor das pastagens. “Nesse contexto, mesmo que as vendas de carne bovina melhorem, a expectativa é mais de acomodação dos preços e limitação das quedas do que de movimentos de alta”, disse a Scot. No mercado futuro, os contratos do boi gordo registram estabilidade no pregão de quarta-feira (6/5) da B3. O papel com vencimento em maio/26 terminou a sessão valendo R$ 341,95/@, com ligeira queda de 0,49% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (7/5), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00.Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00.Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00.Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00.Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ:Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00.Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (7/5), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 340,50/@ (à vista) e R$ 344,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO/SAFRAS
Boi/Cepea: Em abril, carcaça registra a maior média da série do Cepea
O preço médio da carcaça casada de boi em abril foi o mais elevado da série do Cepea (desde 2001), em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/26). A média foi de R$ 25,23/kg no mês passado, com avanços de 3,74% frente à de março e de 9,95% no primeiro quadrimestre de 2026.
Segundo o Cepea, essa valorização se deve à elevação nos preços do dianteiro (que, em abril, registraram aumento de 5%, com média de R$ 22,55/kg) e nos da ponta de agulha (com avanço de 6,9%, e média à vista de R$ 21,12/kg); o traseiro apresentou alta mais moderada, de 3,8%. Além disso, houve repasse da valorização do boi gordo para a carne que, de acordo com pesquisadores do Cepea, está associada principalmente à oferta limitada de animais prontos para abate e à demanda externa aquecida, cenário observado desde o início deste ano. Conforme apontamento do Centro de Pesquisas, para os próximos meses, a evolução do mercado dependerá, sobretudo, do ritmo das exportações, da demanda internacional (especialmente chinesa), das condições de oferta de animais terminados e da reposição. Esses fatores devem nortear os preços e a relação de troca ao longo da entressafra, podendo sustentar patamares elevados, ainda que com ajustes pontuais no curto prazo.
CEPEA
SUÍNOS
Bolsa de Suínos de São Paulo mantém preço do animal vivo em R$ 106/@ pela terceira semana seguida
Mercado paulista segue estável, enquanto demanda por carne suína sustenta valorização da carcaça no início de maio
A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo definiu na quarta-feira (7) a manutenção do preço do suíno vivo em R$ 106,00/@ pela terceira semana consecutiva. A decisão foi tomada em condições de bolsa e reflete um mercado com estabilidade nas negociações do animal vivo, mesmo diante do aquecimento recente na demanda por carne suína. Segundo os dados divulgados pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), o valor do suíno vivo permaneceu em R$ 5,65/kg no mercado paulista. O milho, principal componente da ração, foi cotado em R$ 66,41 por saca de 60 quilos, mantendo a relação suíno/milho em 1:1,60. A bolsa também informou a comercialização de 20.400 animais no período. Em dólar, o suíno vivo paulista foi cotado em US$ 21,59/@, considerando o câmbio de R$ 4,91. O mercado paulista manteve estabilidade no preço do suíno vivo pela terceira semana consecutiva, enquanto a demanda por carne suína segue aquecida no início de maio. Apesar da estabilidade do animal vivo, os preços da carcaça suína especial seguem em alta no mercado. De acordo com levantamento do Cepea, a média da carcaça atingiu R$ 8,71/kg nos últimos dias, acumulando valorização de 3,44% no mês de maio. No mercado paulista, a carcaça resfriada foi negociada entre R$ 9,00/kg e R$ 10,00/kg na quarta-feira, acima dos patamares observados no início do mês, quando os valores variavam entre R$ 8,80/kg e R$ 9,90/kg. O movimento acompanha o aumento da demanda por cortes suínos no início do mês e na proximidade do Dia das Mães, período tradicionalmente marcado por maior consumo no varejo. Além da movimentação da carne, o setor também acompanha os custos de produção, principalmente ligados à alimentação animal. O milho apresentou leve recuo nos últimos dias, saindo de R$ 67,05/saca em 5 de maio para R$ 66,41/saca em 7 de maio. A expectativa do setor é que o consumo de carne suína siga aquecido nas próximas semanas, sustentando os preços da carcaça e podendo abrir espaço para futuras reações também no mercado do animal vivo.
APCS/CEPEA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Tecpar recebe R$ 29 milhões para ampliar projetos de saúde, inovação e produção de vacinas no Paraná
O Tecpar vai receber R$ 29 milhões para ampliar projetos de saúde, inovação e produção de vacinas no Paraná. Os investimentos contemplam diagnósticos veterinários, saúde de precisão, pesquisa científica e novas estruturas voltadas ao SUS. Investimento do Governo do Paraná fortalece pesquisa científica, saúde pública, diagnósticos veterinários e estrutura para produção de vacinas do SUS
O Governo do Paraná vai destinar R$ 29 milhões ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para execução de projetos estratégicos nas áreas de saúde, inovação e pesquisa científica em 2026. Os recursos, provenientes do Fundo Paraná, serão aplicados em iniciativas voltadas à saúde humana, saúde animal, produção de vacinas, diagnósticos veterinários e avanço da infraestrutura tecnológica do Estado. O investimento foi anunciado durante reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), que também apresentou o balanço dos recursos aplicados pelo instituto em 2025. O Tecpar integra o grupo de instituições contempladas pelo Fundo Paraná, mecanismo constitucional administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico paranaense. Entre os principais projetos contemplados está a conclusão do novo Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), em Curitiba. A unidade será responsável pela produção de insumos voltados ao diagnóstico de doenças como brucelose, tuberculose e leucose bovina. Atualmente, a obra está com 70% de execução e parte dos equipamentos já foi adquirida. As próximas etapas incluem contratação de técnicos, qualificação de fornecedores, aquisição de insumos e instalação dos equipamentos. Após a produção dos lotes piloto e registro dos produtos, o mercado nacional poderá ser abastecido com os insumos produzidos pelo Tecpar. O centro também deve avançar no desenvolvimento de um teste nacional para diagnóstico da leucose enzoótica bovina (LEB), utilizando o método Elisa – Ensaio de Imunoabsorção Enzimática –, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Outro projeto estratégico é o Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar, em Maringá, no Noroeste do Paraná. A obra já alcançou 60% de execução e deve ser concluída em 2026. O novo câmpus está sendo construído em área de 100 mil metros quadrados cedida pela prefeitura do município.
GAZETA DO POVO
Mercado de Trabalho/Cepea: Agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País em 2025
Desempenho da agropecuária amplia a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços.
O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas). Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio. O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%. Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.
CEPEA
ECONOMIA
Dólar termina pregão estável no Brasil com mercado atento ao Oriente Médio
O dólar oscilou em margens estreitas e fechou a quinta-feira perto da estabilidade no Brasil, com as cotações reagindo ora positivamente ora negativamente ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.
O dólar à vista encerrou com leve alta de 0,05%, aos R$4,9230. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,31% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,15% na B3, aos R$4,9450. No início do dia, o mercado de câmbio repercutia notícias de que Irã e EUA estariam se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper a guerra, com um esboço de estrutura que interromperia os combates. O plano estaria centrado em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente, com Teerã e Washington reduzindo suas ambições já que as diferenças persistem, principalmente em relação ao programa nuclear do Irã. Neste cenário, o dólar recuava ante boa parte das demais divisas, incluindo pares do real como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, ainda que as quedas fossem modestas. No Brasil, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$4,8958 (-0,51%) às 9h53, mas retornou para perto da estabilidade na sequência, ainda que o viés no exterior fosse negativo. Durante a tarde, as notícias sobre a guerra reduziram a força da moeda norte-americana em todo o mundo. Reportagem do Wall Street Journal afirmou que o governo dos EUA está buscando retomar o Projeto Freedom -- operação que busca guiar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Neste contexto, a Arábia Saudita e o Kuweit suspenderam restrições de acesso militar dos EUA a bases e espaço aéreo. O noticiário sobre o Estreito de Ormuz colocou em dúvida a capacidade de Irã e EUA de fato chegarem a um acordo -- algo que justificou pela manhã certo otimismo entre os investidores. Em reação, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$4,9324 (+0,23%) às 14h34, para depois voltar a se aproximar da estabilidade. No Brasil, investidores também monitoraram a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. De acordo com Trump, o encontro com Lula foi "muito bom" e os dois discutiram comércio e tarifas.
REUTERS
Ibovespa tem queda forte em dia cheio de balanços e recuo do petróleo no exterior
O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista na quinta-feira, marcada pela repercussão de uma série de resultados corporativos, incluindo os números de Axia e Bradesco, que viram suas ações registrarem perdas expressivas.
A queda do petróleo no mercado internacional, em meio a expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã, também reverberou na B3, minando as ações da Petrobras e de outras petrolíferas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,5%, a 182.990,92 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 182.867,75 na mínima e marcando 187.779,31 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$28,72 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Balança comercial brasileira tem superávit de US$10,537 bi em abril com exportações mais fortes
Ganhos foram de 16,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 11,6% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$10,537 bilhões em abril, 37,5% acima do observado no mesmo mês de 2025 diante de uma aceleração mais intensa das exportações do que das importações, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desempenho do mês é fruto de US$34,148 bilhões em exportações, uma alta de 14,3% na comparação com abril do ano passado, e US$23,611 bilhões em importações, elevação de 6,2%. O resultado do mês foi ligeiramente pior do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$10,9 bilhões. Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve aumento de 17,9% puxado por alta na venda de minérios de cobre e de ferro. O valor exportado de petróleo aumentou 10,6% no mês, com um crescimento de 23,7% nos preços mais do que compensando um recuo de 10,6% no volume vendido. Os ganhos foram de 16,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 11,6% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis.
Do lado das importações, houve alta de 30,4% na chegada ao país de bens de consumo, crescimento de 19,7% em combustíveis e de 3,6% em bens de capital. Houve recuo de 1,2% nas compras de bens intermediários. No primeiro quadrimestre, o país acumulou um superávit comercial de US$24,782 bilhões, acima do saldo positivo de US$17,270 bilhões dos quatro primeiros meses de 2025.
REUTERS
Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026
Informação foi divulgada ontem pelo IBGE
A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada na quinta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. “Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, disse o gerente da PIM, André Macedo. Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%). Por outro lado, entre as 16 atividades que recuaram na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%). "Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%)", afirma o IBGE.
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