CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1098 DE 30 DE ABRIL DE 2026
- prcarne
- 30 de abr.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1098 | 30 de abril de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo segue perdendo valor
A Scot Consultoria identificou novas baixas na cotação, com destaque para SP, onde o “boi-China” registrou recuo de R$ 2/@, para R$ 363/@, no prazo. Na quarta-feira (29/4), os preços do boi gordo sofreram desvalorização em três praças monitoradas pela Agrifatto – Goiás, Minas Gerais e Rondônia. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 350,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo)
A Scot Consultoria também identificou novas baixas na cotação da arroba, com destaque para São Paulo, onde o animal sem padrão-exportação perdeu mais R$ 1/@, fechando a quarta-feira a R$ 360/@, enquanto o “boi-China” teve recuo de R$ 2/@, para R$ 363/@ (valores brutos, no prazo). “O aumento da oferta de boiadas e o alongamento das escalas de abate elevaram o poder de negociação dos compradores”, observa a Scot, lembrando que esta quarta-feira marcou a terceira queda consecutiva nos preços da arroba. Segundo a Agrifatto, o cenário atual reflete uma postura mais cautelosa dos frigoríficos diante de um consumo interno de razoável a fraco e da concorrência de outras proteínas, mais baratas, como frango, suínos e produtos industrializados. Outro ponto que pesa sobre as negociações é o enfraquecimento nutricional das pastagens a partir deste segundo trimestre, acrescentou a Agrifatto. “O estresse hídrico de abril já comprometeu a qualidade das forragens em regiões importantes, sobretudo em Goiás e Minas Gerais, reduzindo a capacidade de retenção dos pecuaristas e antecipando a saída de animais terminados”, relatou a consultoria. Na avaliação dos analistas da Agrifatto, esse aumento da oferta de boiadas gordas amplia a pressão sobre os preços e tende a deixar o mercado mais sensível a novos ajustes. As regiões de Mato Grosso, Tocantins e Pará, de grande relevância no mercado pecuário, ainda apresentam pastagens vigorosas, o que, ao menos por ora, ajuda a sustentar maior retenção dos animais no campo, enfraquecendo o movimento de queda. O mercado futuro do boi gordo na B3 operou em baixa no pregão de terça-feira (28/4) da B3. O principal destaque ficou para o contrato com vencimento em junho/26, que encerrou a sessão cotado a R$ 336,40/@, com recuo de 0,68% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo da quarta-feira (29/4), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (29/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 342,00/@ (à vista) e R$ 346,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 352,50/@ (à vista) R$ 357,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
CARNES
ABPA lança Relatório Anual 2026 com dados oficiais da avicultura e da suinocultura do Brasil
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje o Relatório Anual 2026, publicação oficial da avicultura e da suinocultura do Brasil, que consolida os dados finais de 2025 para produção, exportação, consumo e indicadores estratégicos do setor.
A nova edição apresenta, de forma detalhada, os números oficiais de segmentos como carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola, além de informações completas sobre exportações por estado, abates por estado, alojamento de matrizes e estrutura produtiva, considerados indicadores-chave para o planejamento e a competitividade do setor. Entre os destaques do relatório está a confirmação do protagonismo global do Brasil na produção e exportação de proteína animal. O país se mantém como maior exportador mundial de carne de frango e terceiro maior produtor global, além de avançar no cenário internacional da suinocultura, assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo. Quadro-resumo – principais indicadores do setor em 2025. Carne de frango: Produção: 15,289 milhões de toneladas. Exportações: 5,324 milhões de toneladas. Receita de exportações: US$ 9,8 bilhões. Abates: 5,706 bilhões de cabeças. Matrizes de corte (alojamento): 63,0 milhões de cabeças. Posição global: 1º exportador / 3º produtor. Consumo per capita: 46,7 kg/hab. Carne suína: Produção: 5,592 milhões de toneladas. Exportações: 1,510 milhão de toneladas. Receita de exportações: US$ 3,6 bilhões. Abates: 48,5 milhões de cabeças. Matrizes ativas: 2,247 milhões de cabeças. Posição global: 4º produtor / 3º exportador. Consumo per capita: 19,1 kg/hab.
ABPA
SUÍNOS
Paraná aplica nova regra que reduz prazos e endurece certificação de granjas de suínos
Portaria federal substitui norma de 2002, cria níveis de biosseguridade e altera prazos de certificação. Estado é o segundo do país em número de granjas de reprodutores certificadas.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reuniu fiscais e médicos-veterinários em Foz do Iguaçu, nos dias 14 e 15 de abril, para atualizar a aplicação de uma nova regra federal que muda a certificação de granjas de reprodutores suínos. O treinamento foi feito em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária e tratou das exigências da Portaria 1.358/2025, que passa a orientar a fiscalização no campo. A norma, publicada pela Secretaria de Defesa Agropecuária, substitui a Instrução Normativa nº 19, de 2002, e amplia o rigor sobre biosseguridade e rastreabilidade das granjas que produzem material genético. O objetivo é reduzir o risco de entrada e disseminação de doenças com alto impacto econômico, como a Peste Suína Africana, a Peste Suína Clássica e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína.
Entre as mudanças, a portaria cria uma classificação de biosseguridade em três níveis – A, B e C – que passa a definir o prazo de validade dos certificados. Granjas com maior controle sanitário podem ter certificação válida por até 24 meses, enquanto unidades com menor nível de exigência terão prazos mais curtos, de até 12 meses. A regra também introduz critérios estatísticos para a coleta de amostras laboratoriais, com a intenção de reduzir custos sem comprometer a vigilância sanitária. O Paraná concentra um dos principais polos de produção de material genético suíno do país e ocupa a segunda posição nacional em número de Granjas de Reprodutores de Suínos Certificadas. Esse perfil produtivo elevou a demanda por padronização na fiscalização e interpretação da nova norma. O treinamento reuniu 67 profissionais, sendo 34 fiscais estaduais e 33 responsáveis técnicos de granjas. Auditoras fiscais federais apresentaram os procedimentos de certificação, requisitos de biosseguridade e parâmetros de infraestrutura previstos na portaria. Também houve espaço para esclarecimento de dúvidas operacionais. A capacitação teve apoio da Associação Paranaense dos Suinocultores e da Universidade Dinâmica das Cataratas.
ADAPAR
Emissões da suinocultura podem superar 10,7 mil Gg de CO₂eq até 2030
Estudo projeta aumento de metano e óxido nitroso com crescimento dos rebanhos. Os três estados do Sul concentram mais de 45% das emissões do setor.
A expansão da pecuária de pequenos animais no Brasil deve elevar de forma direta as emissões de gases de efeito estufa até 2030. O estudo do FGV Agro indica que o aumento dos rebanhos será acompanhado por crescimento nas emissões de metano e óxido nitroso, com concentração em regiões já consolidadas na produção. O levantamento estima as emissões com base nas metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), considerando duas principais fontes: fermentação entérica e manejo de dejetos. No caso da fermentação entérica, processo digestivo que gera metano, as emissões acompanham diretamente o crescimento dos rebanhos. Para suínos, a projeção é de cerca de 1.330 gigagramas de CO₂ equivalente até 2030. Entre caprinos, o volume pode atingir aproximadamente 2.260 Gg CO₂ eq., enquanto os ovinos devem alcançar cerca de 3.590 Gg CO₂ eq., registrando o maior crescimento entre as cadeias. “As emissões crescem de forma proporcional à expansão da produção, o que exige atenção crescente à eficiência e às práticas de mitigação”, ressalta a pesquisadora do FGV Agro, Janaína Ferreira Guidolini. A distribuição das emissões segue o mapa da produção. Na suinocultura, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram cerca de 53% das emissões associadas à fermentação entérica. Minas Gerais aparece na sequência, com aproximadamente 11% do total nacional. Para caprinos e ovinos, o predomínio é do Nordeste. Estados como Piauí, Pernambuco, Bahia e Ceará concentram a maior parte das emissões, refletindo a presença histórica desses rebanhos na região. O manejo de dejetos representa um segundo vetor relevante de emissões, com liberação de metano e óxido nitroso. Na suinocultura, as emissões de óxido nitroso devem passar de 778 Gg CO₂ eq. para cerca de 918 Gg CO₂ eq. até 2030. Já o metano pode crescer de 9.164 Gg CO₂ eq. para aproximadamente 10.790 Gg CO₂ eq. no mesmo período. Santa Catarina lidera nesse indicador. O estado pode responder por cerca de 2.430 Gg CO₂ eq. de metano, o equivalente a 22,5% do total nacional, além de aproximadamente 281 Gg CO₂ eq. de óxido nitroso, cerca de 30,6% das emissões do país. Paraná e Mato Grosso também figuram entre os principais emissores e, juntos com Santa Catarina, concentram mais de 45% do metano gerado pela suinocultura. Entre caprinos, as emissões de metano oriundas de dejetos podem atingir cerca de 98,9 Gg CO₂ eq., crescimento de 40% frente a 2023. Bahia, Pernambuco e Piauí respondem por aproximadamente 78% desse total. Nos ovinos, a projeção é de cerca de 138 Gg CO₂ eq., com concentração de 61% em Bahia, Pernambuco e Ceará. Os dados apontam uma relação direta entre expansão produtiva e aumento das emissões, com forte concentração geográfica. Esse padrão permite direcionar políticas públicas e investimentos para regiões específicas, aumentando a eficiência das estratégias de mitigação. Entre as alternativas disponíveis, o estudo destaca o uso de biodigestores para captura de metano e geração de energia, além de ajustes na nutrição animal para reduzir emissões da fermentação entérica. Essas soluções podem reduzir o impacto ambiental sem comprometer a produtividade. Para Janaína, a adaptação será determinante. “A adoção de tecnologias voltadas à redução de emissões será um fator central para garantir a competitividade da pecuária nos próximos anos”, afirma. A pressão por redução de emissões tende a se intensificar, especialmente em mercados internacionais. O desempenho ambiental da cadeia passa a influenciar acesso a mercados, financiamento e posicionamento comercial. O estudo indica que o crescimento da pecuária de pequenos animais no Brasil dependerá não apenas da expansão dos rebanhos, mas da capacidade do setor em incorporar práticas que reduzam o impacto climático e atendam às exigências de sustentabilidade.
O PRESENTE RURAL
Pecuária de pequenos animais deve crescer cerca de 55% no Brasil até 2030, aponta FGV Agro
Projeções indicam expansão de rebanhos, aumento no consumo e pressão sobre emissões em um cenário de crescimento econômico moderado.
A pecuária de pequenos animais no Brasil deve registrar crescimento expressivo até 2030, com expansão dos rebanhos, aumento da produção e maior consumo interno. Estudo do FGV Agro projeta que o país poderá alcançar 53,2 milhões de suínos, 18,1 milhões de caprinos e 28,7 milhões de ovinos, o que representa altas de 31%, 55% e 44%, respectivamente, em relação a 2019. O crescimento está associado a um ambiente econômico mais favorável, com expectativa de crescimento do PIB real e inflação mais controlada. Esse cenário tende a impulsionar tanto a produção quanto a demanda por proteína animal. “As projeções mostram que o crescimento da pecuária está diretamente ligado ao comportamento da economia e ao aumento do consumo das famílias”, afirma a pesquisadora do FGV Agro, Janaína Ferreira Guidolini. Pelo lado da oferta, a produção de suínos deve crescer mais de 10%, enquanto caprinos e ovinos avançam em ritmo próximo. A agroindústria acompanha esse movimento, com expansão prevista no processamento de carnes e na indústria de rações, base para sustentar o aumento dos rebanhos. O estudo aponta que o consumo também deve crescer, com aumento mais intenso para carnes de caprinos e ovinos, seguido por produtos suínos e itens processados. A dinâmica reflete maior renda e mudanças graduais nos hábitos alimentares. A distribuição geográfica mantém padrões consolidados. A produção de suínos segue concentrada na região Sul, enquanto caprinos e ovinos permanecem fortemente presentes no Nordeste. Ao mesmo tempo, estados com menor tradição começam a registrar crescimento acelerado, indicando possível diversificação territorial da atividade. A análise foi construída com base em um modelo de equilíbrio geral computável, que simula interações entre produção, consumo, preços e comércio. De acordo Janaína, a abordagem permite avaliar efeitos encadeados na economia. “O modelo mostra que o crescimento da pecuária não ocorre de forma isolada, mas impacta toda a cadeia, desde insumos até o consumo final”, ressalta. O estudo também destaca que a expansão produtiva ocorre paralelamente ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, o que coloca a sustentabilidade como variável central para o setor nos próximos anos.
O PRESENTE RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná cria 15,8 mil empregos com carteira assinada em março e supera 56 mil vagas no ano
O resultado, divulgado na quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, é fruto de 197.765 admissões e 181.942 desligamentos no Estado neste período, consolidando o bom desempenho do mercado de trabalho paranaense no início do ano.
O Paraná manteve o ritmo de geração de empregos formais em 2026 e fechou o mês de março com saldo positivo de 15.823 novas vagas com carteira assinada segundo os mais recentes dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado, divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, é fruto de 197.765 admissões e 181.942 desligamentos no Estado neste período, consolidando o bom desempenho do mercado de trabalho paranaense no início do ano. O resultado de março também superou o desempenho registrado no mesmo mês de 2025, quando o saldo entre contratações e demissões ficou positivo em 6.331 vagas, reforçando a aceleração na geração de empregos formais no Estado. Com o desempenho mais recente, o Paraná acumula 56.414 novos postos de trabalho no 1º trimestre de 2026. Entre janeiro e março, foram registradas 575.834 contratações e 519.420 desligamentos. No recorte dos últimos 12 meses, o saldo também é positivo, com a criação de 74.583 empregos formais, o que indica a manutenção de um ciclo contínuo de geração de oportunidades no território paranaense. No acumulado de 2026 até o momento, o Paraná tem o quarto melhor resultado nacional, atrás apenas de São Paulo (183.054 vagas), Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396). Todos os setores registraram saldo positivo de empregos nos três primeiros meses do ano. O segmento de serviços lidera a geração de vagas, com 33.111 novos postos de trabalho no período, refletindo o aquecimento da atividade econômica. Na sequência aparecem a indústria, com 11.587 vagas, e a construção civil (8.482), indicando também o fortalecimento da produção e dos investimentos no Estado. Completam o resultado o comércio (2.144) e a agropecuária (1.090).
O maior volume de contratações foi registrado entre profissionais com ensino médio completo, que somaram 36.667 novas vagas no trimestre, indicando forte absorção de mão de obra técnica. Também houve destaque para trabalhadores com ensino superior completo, com saldo positivo de 5.676 empregos. No recorte por gênero, o mercado de trabalho paranaense apresenta equilíbrio. Desde o início do ano, 28.451 homens e 27.963 mulheres ingressaram ou retornaram ao mercado formal, indicando uma distribuição praticamente igualitária das oportunidades. O desempenho positivo também se reflete na distribuição regional das vagas. Ao todo, 207 municípios paranaenses registram saldo positivo de empregos formais em 2026, o equivalente a 52% das cidades. Curitiba lidera a geração de vagas, com saldo de 17.686 postos de trabalho, seguida por Maringá (2.810), Londrina (2.670), São José dos Pinhais (2.093) e Cascavel (1.873), demonstrando a capilaridade do crescimento econômico no Paraná.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Adapar inicia nesta sexta-feira a Campanha de Atualização de Rebanhos 2026
Ação é anual e tem foco no fomento do cadastro de todos os animais de propriedades rurais: bois, búfalos, cabras, ovelhas, suínos, cavalos, jumentos, mulas, abelhas, galinhas e peixes.
A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda. Os produtores que não fizerem ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA). Sem o documento, é impossível realizar o trânsito dos animais, seja entre propriedades ou para o transporte até um abatedouro, o que impossibilita o comércio e pode acarretar autuações e multas. O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, ressalta os resultados alcançados pela defesa agropecuária e associa o desempenho aos dados coletados por meio da campanha. “Hoje somos um Estado livre da febre aftosa, Estado livre também da peste suína clássica e isso nos permitiu conquistar mais de 170 países para exportação dos nossos produtos, graças a essa informação que o produtor tem nos fornecido anualmente”, destaca. O representante da Adapar ainda chamou os profissionais e as instituições que fazem parte da agropecuária paranaense para se engajarem na campanha. “Faço um apelo especial aos produtores, às entidades produtoras, aos sindicatos rurais, aos sindicatos dos trabalhadores, às cooperativas, a todas as instituições ligadas ao agronegócio, para que nos ajudem a divulgar e mostrar ao produtor a importância deste momento dedicado à atualização do rebanho” complementa. Além de possibilitar a emissão da GTA, a atualização contribui diretamente para a manutenção do status sanitário, principalmente em relação ao Paraná como território livre de febre aftosa sem vacina, padrão que foi alcançado no Estado em 2021 e por todo o Brasil no ano de 2025. Isso contribui positivamente para o acesso a mercados internacionais mais rigorosos em relação ao comércio de proteína animal, como é o caso do Chile e de países asiáticos como a Coreia do Sul e o Japão. Para o chefe do departamento de Saúde Animal da Adapar, médico veterinário Rafael Gonçalves Dias, a atualização representa um momento estratégico para o produtor rural, para as indústrias, para o Governo do Estado e para toda a cadeia produtiva. “A atualização dos dados do rebanho é o que permite que a Adapar conheça com precisão a realidade do campo, os animais que temos e onde eles estão distribuídos, o que permite que haja um planejamento e execução das ações de defesa sanitária animal, na prevenção e no controle de algumas doenças, mas principalmente na possibilidade de responder rapidamente algumas emergências zoossanitárias, como a febre aftosa, influenza viária, peste suína clássica e africana”, explica.
Outros benefícios que podem ser citados são o fortalecimento da rastreabilidade dos animais de produção e da defesa sanitária. Com dados atualizados e precisos, a Adapar aumenta sua capacidade de monitoramento e controle de zoonoses de grande importância econômica, como é o caso da influenza aviária de alta patogenicidade; das pestes suínas; da raiva dos herbívoros; da brucelose e da tuberculose bovinas; além da febre aftosa. Além da agência, instituições parceiras ligadas ao setor industrial e as agroindústrias familiares também têm uma participação ativa na campanha, como é o caso dos sistemas da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), do Sindicato e Organizações das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), dos sindicatos rurais municipais do Paraná e das associações rurais paranaenses. Além disso há a participação direta dos órgãos que compõe o Sistema de Agricultura do Paraná, vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Preços ao produtor no Brasil voltam a subir sob impacto de guerra no Oriente Médio
Os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março, abandonando a queda de 0,16% de fevereiro, impulsionados pelo maior aumento em cerca de cinco anos dos preços da indústria extrativa, e sob o impacto do conflito no Oriente Médio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira.
No acumulado em 12 meses, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) ainda registra queda, de 1,54%, mas essa é a menor taxa de deflação desde setembro de 2025. “Essa alta pode ser explicada, em grande parte, pelo contexto de maior instabilidade no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio, cujos conflitos tiveram início no final de fevereiro, mas que se intensificaram durante o mês de março e fizeram com que preços mais altos fossem observados em 18 dos 24 setores analisados na pesquisa”, disse Murilo Alvim, gerente do IPP, em nota. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vem elevando os preços do petróleo diante do fechamento do Estreito de Ormuz e provocando repercussões mundiais nos preços, sem perspectiva de resolução em breve. O Banco Central anuncia sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,75%, depois de pregar cautela diante do conflito.
Em março, a indústria extrativa apresentou alta de 18,65% nos preços, a maior desde fevereiro de 2021, e foi responsável por 0,81 ponto percentual do resultado geral do IPP. “Essa alta foi puxada, principalmente, pelos maiores preços dos óleos brutos de petróleo, já que as tensões geopolíticas têm impactado a oferta global da commodity, que também está com seu escoamento dificultado pelas restrições de navegação no Estreito de Ormuz”, disse Alvim. O IBGE também destacou os avanços dos preços de outros produtos químicos (5,03%), refino de petróleo e biocombustíveis (4,24%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,50%). Já o setor de alimentos registrou aumento de 1,90% nos preços, após 10 resultados negativos consecutivos, marcando a leitura mais elevada desde novembro de 2024 (2,18%). “Essa variação foi puxada principalmente pelos laticínios, cujo grupo econômico teve um aumento de 9,66% no mês em um cenário de menor oferta de leite in natura no mercado, combinado com um custo de produção que vem se mantendo em patamares elevados. Além dos laticínios, vale mencionar os preços das carnes e dos açúcares”, disse o gerente do IBGE.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.
REUTERS
ECONOMIA
Selic cai para 14,50% e novos cortes dependem da guerra
BC evita se comprometer com mais reduções na taxa básica de juros e reconhece piora no cenário de inflação
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirmou a expectativa da ampla maioria de economistas e participantes do mercado ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em decisão unânime na quarta-feira, a 14,50%. O comunicado que acompanhou a decisão, porém, foi interpretado como conservador e abriu espaço para que o ciclo de flexibilização dos juros seja interrompido em breve. Em meio ao choque de oferta de petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o Copom reforçou o aumento das incertezas e a piora do quadro inflacionário. A projeção do colegiado para o horizonte relevante da política monetária sofreu revisão relevante, passando de 3,3% no terceiro trimestre de 2027 para 3,5% no quarto trimestre do ano que vem. “Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, diz o comunicado do Copom divulgado na quarta-feira. Para Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, o comunicado foi duro e evidenciou o fato de que o ciclo de cortes da Selic depende do andamento da guerra no Oriente Médio. Na avaliação da economista, por não ter encerrado o ciclo agora, a autarquia deixa a mensagem de que irá continuar cortando a taxa básica nas próximas reuniões, mas de forma cautelosa. Para Rafael Cardoso, economista-chefe do banco Daycoval, o comunicado foi duro a ponto de indicar a possibilidade de pausa do ciclo de cortes da Selic. Ele destaca o aumento significativo da projeção de inflação do BC, o que o surpreendeu, uma vez que esperava manutenção da projeção em 3,3%. Apesar da piora do quadro inflacionário com a guerra no Oriente Médio, fatores como a apreciação do real desde a reunião anterior do Copom, a rolagem do horizonte do terceiro para o quarto trimestre do ano que vem e a expectativa por uma Selic mais alta no relatório Focus poderiam compensar a perspectiva de IPCA mais elevado no curto prazo. Para Felipe Rodrigo Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, a mudança da projeção de inflação de 3,3% para 3,5% é um sinal do Copom ao mercado. Ele também esperava a manutenção da projeção em 3,3%, com possibilidade de aumento para 3,4%, e por isso diz ter sido surpreendido. Diante das sinalizações mais conservadoras do Copom no comunicado de ontem, a possibilidade de aceleração do ritmo de cortes para 0,5 ponto percentual, por ora, não é plausível, aponta Oliveira. De visão mais pessimista em relação à maioria do mercado, o economista-chefe da Adam Capital, Juliano Cecílio, entende que a decisão de cortar a Selic mostra que o BC não está dando peso aos fatores que alimentam a inflação neste momento. Na leitura de Cecílio, o ciclo de cortes da Selic não deve se estender por muito tempo.
VALOR ECONÔMICO
Dólar fecha em leve alta no Brasil em linha com exterior
O dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00, com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021. Às 17h23, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na B3, aos R$5,0090.
No exterior, o dólar operou com força, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,38%, a 98,966. Nesse contexto, a divisa também registrou ganhos contra pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano. O fortalecimento do dólar se deu em meio ao avanço do petróleo, com os contratos do Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o Wall Street Journal citou autoridades dos EUA dizendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado do Irã. Ainda no exterior, o foco também se voltou para a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas de juros estáveis, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado. Para os economistas do Bank of America, a principal mudança no comunicado do BC divulgado ao fim da reunião de quarta-feira deve ser "uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se distanciaram ainda mais da meta". "Com o horizonte de política monetária relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta para novos cortes graduais, dependendo dos dados que forem divulgados e da contenção dos efeitos de segunda ordem", disse o banco em relatório. A agenda doméstica também contou com os dados de emprego do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho em março, bem acima do esperado por economistas. Pela manhã, também foi divulgado que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.
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Ibovespa cai 2% e reverte alta no mês em dia com foco em juros, balanços e petróleo
A quarta-feira foi de forte correção negativa na bolsa paulista, com o Ibovespa fechando abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,05%, a 184.750,42 pontos, no sexto pregão seguido de baixa e agora acumulando um declínio de 1,45% em abril. No ano, ainda sobe 14,66%. Na mínima da sessão, o índice chegou a 184.504,18 pontos. Na máxima, marcou 188.709,96 pontos. O volume financeiro na bolsa somou R$28,94 bilhões. "O pregão de hoje foi marcado por cautela global", afirmou a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, destacando que o Ibovespa foi pressionado por movimentos de realização de lucros após a recente corrida em direção aos 200 mil pontos.
A disparada dos preços do petróleo no exterior, em meio a receios envolvendo a situação no Oriente Médio, apoiou a alta das ações da Petrobras, mas minou o apetite a risco, acentuando preocupações com a inflação e o crescimento global. O Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, em sua decisão mais dividida desde 1992, e destacou que os desdobramentos da guerra no Oriente Médio estão contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas. De fato, o cenário geopolítico continua ditando o rumo dos mercados, mas resultados corporativos no Brasil também ocuparam as atenções, com investidores repercutindo os balanços e perspectivas de empresas como Vale, WEG e Santander Brasil. Dados da B3 continuam a mostrar saída líquida de recursos estrangeiros nos últimos pregões. O saldo em abril segue positivo, em R$8,2 bilhões até o dia 27, mas até o dia 15 havia uma entrada líquida de R$14,6 bilhões. Tal capital foi responsável pelos últimos recordes do Ibovespa, que se aproximou da marca inédita de 200 mil em meados do mês.
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Governo registra pior déficit primário para março em quase 30 anos com pagamento de precatórios
Rombo de R$ 73,78 bi superou projeção do mercado. Déficit acumulado em 12 meses alcança R$ 136,5 bilhões, equivalente a 1,03% do PIB
O governo central registrou um déficit primário de R$ 73,783 bilhões em março deste ano, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira (29). O resultado, o pior para o mês da série histórica iniciada em 1997, teve impacto de uma antecipação em pagamentos de precatórios, segundo o governo. O rombo fiscal de março foi maior que o projetado pelo mercado. Economistas consultados pela agência Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$ 71,627 bilhões no mês passado. No mesmo mês de 2025, houve superávit de R$ 1,527 bilhão. O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas —que excluem transferências para governos regionais— de R$ 196,098 bilhões, um aumento real de 7,5% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$ 269,881 bilhões, alta real de 49,2%. De acordo com o Tesouro, a disparada nas despesas foi impulsionada pelo cronograma de pagamentos de precatórios, que neste ano concentrou desembolsos em março, contra pagamentos principalmente em julho no ano passado. Esse efeito de calendário, segundo a secretaria, levou a um pagamento adicional de R$ 34,9 bilhões em sentenças judiciais, R$ 28,6 bilhões em benefícios previdenciários e R$ 11,3 bilhões em gastos com pessoal. Do lado das receitas, houve aumento de 6,2% na coleta de tributos administrados pela Receita e alta de 5,9% na arrecadação líquida da Previdência. No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$ 136,5 bilhões, ou 1,03% do PIB (Produto Interno Bruto).
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Guerra faz IGP-M de 2,73% em abril ser o maior desde maio de 2021
Os efeitos da guerra no Oriente Médio foram sentidos diretamente no bolso dos consumidores e dos produtores brasileiros e fizeram o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, fechar abril em 2,73%, o maior patamar mensal desde maio de 2021 (4,10%).
No mês anterior, março, o IGP-M tinha marcado 0,52%. Em abril de 2025 era 0,24%. No acumulado de 12 meses, o indicador soma 0,61%, interrompendo a sequência de cinco meses seguidos de deflação, ou seja, inflação negativa. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O economista do Ibre Matheus Dias ressalta que “todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz”. “Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo”. Dias destaca que os preços ao consumidor “refletem de forma significativa o impacto dos combustíveis”. “Com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%”. A inflação dos combustíveis, além de afetar o custo do transporte, também se espalha por outros componentes da economia, como os alimentos, por causa da alta do frete, por exemplo. O óleo diesel é o principal combustível utilizado pelos caminhões. O governo brasileiro tem tomado medidas para conter a escalada dos derivados de petróleo, com medidas como a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores. A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio. Em abril, o IPA apresentou alta de 3,49%, a maior desde maio de 2021 (5,23%). Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em abril, o IPC subiu 0,94%. Veja quais foram as maiores pressões de alta nos preços às famílias em abril: - Gasolina: 6,29%. Leite tipo longa vida: 9,20%. Tomate: 13,44%. Óleo diesel: 14,93%. Tarifa de eletricidade residencial: 0,80%. O grupo transporte, que reflete diretamente a alta dos combustíveis, viu expansão média de preços de 2,26%. O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 1,04% no mês. O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.
AGÊNCIA BRASIL
Preços ao produtor no Brasil voltam a subir sob impacto de guerra no Oriente Médio
Os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março, abandonando a queda de 0,16% de fevereiro, impulsionados pelo maior aumento em cerca de cinco anos dos preços da indústria extrativa, e sob o impacto do conflito no Oriente Médio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira.
No acumulado em 12 meses, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) ainda registra queda, de 1,54%, mas essa é a menor taxa de deflação desde setembro de 2025. “Essa alta pode ser explicada, em grande parte, pelo contexto de maior instabilidade no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio, cujos conflitos tiveram início no final de fevereiro, mas que se intensificaram durante o mês de março e fizeram com que preços mais altos fossem observados em 18 dos 24 setores analisados na pesquisa”, disse Murilo Alvim, gerente do IPP, em nota. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vem elevando os preços do petróleo diante do fechamento do Estreito de Ormuz e provocando repercussões mundiais nos preços, sem perspectiva de resolução em breve. O Banco Central anuncia sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,75%, depois de pregar cautela diante do conflito.
Em março, a indústria extrativa apresentou alta de 18,65% nos preços, a maior desde fevereiro de 2021, e foi responsável por 0,81 ponto percentual do resultado geral do IPP. “Essa alta foi puxada, principalmente, pelos maiores preços dos óleos brutos de petróleo, já que as tensões geopolíticas têm impactado a oferta global da commodity, que também está com seu escoamento dificultado pelas restrições de navegação no Estreito de Ormuz”, disse Alvim. O IBGE também destacou os avanços dos preços de outros produtos químicos (5,03%), refino de petróleo e biocombustíveis (4,24%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,50%). Já o setor de alimentos registrou aumento de 1,90% nos preços, após 10 resultados negativos consecutivos, marcando a leitura mais elevada desde novembro de 2024 (2,18%). “Essa variação foi puxada principalmente pelos laticínios, cujo grupo econômico teve um aumento de 9,66% no mês em um cenário de menor oferta de leite in natura no mercado, combinado com um custo de produção que vem se mantendo em patamares elevados. Além dos laticínios, vale mencionar os preços das carnes e dos açúcares”, disse o gerente do IBGE.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.
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Brasil abre 228 mil vagas formais em março, segundo Caged
No mês, foram 2,5 milhões de contratações e 2,2 milhões de desligamentos. O resultado ficou acima do esperado. Pesquisa da agência Reuters com economistas apontava expectativa de criação líquida de 150 mil vagas.
O Brasil gerou 228,2 mil vagas de trabalho formal em março, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados na quarta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O número representa um aumento na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando houve apenas 79 mil postos criados. O resultado veio acima do esperado: pesquisa da agência Reuters com economista apontava expectativa de criação líquida de 150 mil vagas. Em março, o país teve 2,5 milhões de contratações e 2,2 milhões de desligamentos. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é de 1,1 milhão de empregos formais criados, que totalizam 49 milhões de vínculos. Esse saldo representa uma queda na comparação com o mesmo período do ano passado, entre abril de 2024 e março de 2025, quando o acumulado era 34,3% maior, com 1,6 milhão de novos postos de trabalho. O resultado para março também está um pouco abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março de 2025, o acumulado foi de 675 mil empregos formais criados, enquanto, no mesmo período deste ano, o número foi de 613 mil. O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com 152 mil postos formais, seguido pelo setor de construção, com mais 38,3 mil, e indústria, com 28,3 mil. No setor de serviços, houve alta no segmento de atividades administrativas, com mais 38,7 mil postos, seguido pelo de saúde humana e serviços sociais, que teve aumento de 22,3 mil. Dentre os setores, a agropecuária foi o único que registrou saldo negativo, com menos 18 mil postos formais de trabalho. Segundo o MTE, a queda maior foi para os cultivos de maçã, soja e laranja. Por estado, as maiores altas foram no Acre (AC), onde houve aumento de 0,92% no total de empregos formais, seguido por Roraima (RR), com 0,88%, e Piauí (PI), com 0,86%. Já os menores saldos foram em Alagoas, com queda de 1,10%, Mato Grosso, com redução de 0,17% e Sergipe, com menos 0,09%. No acumulado de janeiro a março, foi o setor de comércio que registrou saldo negativo, com menos 19 mil postos formais no período –puxado pela queda no comércio de vestuário e de calçados. Neste período, as maiores variações foram para Goiás, com aumento de 2,33% no total de postos formais, seguido pelo Mato Grosso, com alta de 2,27%, e de Santa Catarina, com 2,26%. Alagoas teve a maior queda também no acumulado, com menos 2,23% de postos formais.
FOLHA DE SP
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